terça-feira, 10 de setembro de 2013

Pôr o o Rossio na Betesga.


Ao longo da nossa vida democrática os meios de comunicação social nunca tiveram comportamentos iguais perante as forças concorrentes a actos eleitorais. Por exemplo, quando das eleições legislativas, assim como em anteriores eleições autárquicas, os canais televisivos só se interessam pelas grandes forças políticas e com as autarquias mais significativas, e a Comissão Nacional de Eleições (CNE) nunca não se preocupou muito com isso. Para as eleições previstas para o dia 29 de Setembro, e nomeadamente durante o período de pré-campanha e campanha, vieram informar que os órgãos de comunicação sociais, e em particular os televisivos, têm obrigatoriamente que dar a mesma atenção a todas as candidaturas. Fazem bem, porque como no futebol, todos deveriam de partir em igualdade . Porém, como tanta gente à procura de poleiro e com centenas de candidaturas é humanamente impossível cumprir tal requisito! Assim, e como já não bastava a novela da impugnação de candidaturas – a verdadeira agenda política do Bloco para o verão, a CNE demonstra assim que também quer se protagonistas desta tragicomédia ao obrigar, com força de lei, os meios de comunicação a porem o Rossio na Betesga.

 


Uma nota final:


Alfredo Maia, Presidente do Sindicato dos Jornalistas disse estar muito preocupado com as consequências desta imposição, afirmando que se trata de uma decisão que prejudica a democracia. Porém, com esta decisão a CNE vem afirmar, porque não há igualdade de tratamentos, que vocês têm também prejudicado a democracia, e deste ponto de vista a CNE teve uma excelente decisão! 

1 comentário:

  1. Curiosamente esta lei remonta aos tempos do PREC. Com o decreto-lei n.º 85-D/75 , dos tempos do camarada Vasco Gonçalves, procurava-se impor "um tratamento jornalístico não discriminatório às diversas candidaturas" para que estas fiquem "em condições de igualdade"

    http://www.cne.pt/sites/default/files/dl/legis_dl_85_d_75_tj.pdf

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