Reforma da lei. Aborto em Espanha só em caso de violação, mal-formação ou risco de vida.
Esperemos agora pela outra lei, para que de Espanha também venham Bons Casamentos!
Reforma da lei. Aborto em Espanha só em caso de violação, mal-formação ou risco de vida.
Esperemos agora pela outra lei, para que de Espanha também venham Bons Casamentos!
Reforma da lei. Aborto em Espanha só em caso de violação, mal-formação ou risco de vida.
Esperemos agora pela outra lei, para que de Espanha também venham Bons Casamentos!
A Comissão Europeia vai enviar para Portugal uma "task force" para combater o desemprego. Esta equipa de acção será formada por parceiros sociais, autoridades locais e pela Comissão Europeia e virá para corrigir o mercado laboral.
A Comissão Europeia vai enviar para Portugal uma "task force" para combater o desemprego. Esta equipa de acção será formada por parceiros sociais, autoridades locais e pela Comissão Europeia e virá para corrigir o mercado laboral.
Esta imagem reflecte bem o debate que vi ontem à noite num canal televisivo.
Esta imagem reflecte bem o debate que vi ontem à noite num canal televisivo.
2012 será um bom ano para "Amados"!
A banca portuguesa, cansada de ser mal amada pelas agências de rating, decidiu contratar bem-"Amados"...
Presidente do Santander Totta, Nuno Amado, vai ser o novo presidente do Millennium BCP
2012 será um bom ano para "Amados"!
A banca portuguesa, cansada de ser mal amada pelas agências de rating, decidiu contratar bem-"Amados"...
Presidente do Santander Totta, Nuno Amado, vai ser o novo presidente do Millennium BCP
Terá sido uma provocação ou será que a menina Chavez estará a dar ideias aos europeus para saberem o que fazer quando os seus Euros não valerem nada?
Terá sido uma provocação ou será que a menina Chavez estará a dar ideias aos europeus para saberem o que fazer quando os seus Euros não valerem nada?
Vale a pena ler esta crónica do Matthew Lynn, colunista da Bloomberg News. Com o assustador título:
Vale a pena ler esta crónica do Matthew Lynn, colunista da Bloomberg News. Com o assustador título:
O General Ramalho Eanes faz hoje anos, 77, e está, portanto, de parabéns. Por outro lado, se virmos bem as coisas - com necessária visão periférica e desapaixonada -, chego à conclusão de que ele foi o único Presidente da República que deixou lastro. É pouco, muito pouco. E por isso ficam aqui as minhas (duplas) felicitações.
O General Ramalho Eanes faz hoje anos, 77, e está, portanto, de parabéns. Por outro lado, se virmos bem as coisas - com necessária visão periférica e desapaixonada -, chego à conclusão de que ele foi o único Presidente da República que deixou lastro. É pouco, muito pouco. E por isso ficam aqui as minhas (duplas) felicitações.
Coisas verdadeiramente importantes:
1 - "Reino Unido admite reforçar meios militares no Estreito de Ormuz"
2 - Irão reforça ameaça de fechar Estreito de Ormuz após novas sanções
3 - Romney: Irão cometerá "acto de guerra" se fechar Estreito de Ormuz
4 - Austrália embarga petróleo do Irão
5 - Navios de Guerra dos EUA, França e Grã-Bretanha cruzam estreito de Ormuz
Assim vai o mundo, quiçá se não está à beira de uma guerra mundial, e os maluquinhos dos portugueses discutem as despesas e as pensões de Cavaco Silva, o pastel de nata do Ministro da Economia, e por aí fora...
Já agora e porque as coisas verdadeiramente importantes não são apenas más, aqui vai uma notícia verdadeiramente importante de portugueses que não se preocupam com a reforma de Cavaco Silva:
«Cinco portugueses distinguidos nos EUA para serem "futuros líderes científicos"»
P.S. Não vou dizer o valor do Prémio que os cientistas ganharam, para não os ostracizarem.
P.S II: Ao outro que pôs o país no olho do furacão com tanta dívida pública contraída para pagar a construtoras onde era accionista, a esse ninguém pediu petições para o demitir.
Coisas verdadeiramente importantes:
1 - "Reino Unido admite reforçar meios militares no Estreito de Ormuz"
2 - Irão reforça ameaça de fechar Estreito de Ormuz após novas sanções
3 - Romney: Irão cometerá "acto de guerra" se fechar Estreito de Ormuz
4 - Austrália embarga petróleo do Irão
5 - Navios de Guerra dos EUA, França e Grã-Bretanha cruzam estreito de Ormuz
Assim vai o mundo, quiçá se não está à beira de uma guerra mundial, e os maluquinhos dos portugueses discutem as despesas e as pensões de Cavaco Silva, o pastel de nata do Ministro da Economia, e por aí fora...
Já agora e porque as coisas verdadeiramente importantes não são apenas más, aqui vai uma notícia verdadeiramente importante de portugueses que não se preocupam com a reforma de Cavaco Silva:
«Cinco portugueses distinguidos nos EUA para serem "futuros líderes científicos"»
P.S. Não vou dizer o valor do Prémio que os cientistas ganharam, para não os ostracizarem.
P.S II: Ao outro que pôs o país no olho do furacão com tanta dívida pública contraída para pagar a construtoras onde era accionista, a esse ninguém pediu petições para o demitir.

Se ele tivesse a língua domesticada nada disto teria acontecido! Porém (num país onde nada acontece)... ainda bem que há línguas assim, brutas e descontroladas...ao menos anima-se a malta!

Se ele tivesse a língua domesticada nada disto teria acontecido! Porém (num país onde nada acontece)... ainda bem que há línguas assim, brutas e descontroladas...ao menos anima-se a malta!
«Não, a pintura não é feita para decorar apartamentos. É um instrumento de guerra ofensivo e defensivo contra o inimigo.»
Pablo Picasso.
«Não, a pintura não é feita para decorar apartamentos. É um instrumento de guerra ofensivo e defensivo contra o inimigo.»
Pablo Picasso.
Sobre esta histeria à volta das declarações de Cavaco Silva sobre a reforma e as suas despesas só me lembro do título de uma peça de Shakespeare: Much Ado About Nothing
Sobre esta histeria à volta das declarações de Cavaco Silva sobre a reforma e as suas despesas só me lembro do título de uma peça de Shakespeare: Much Ado About Nothing
O novo filme sobre o primeiro livro de Stieg Larssons (o de Hollywood) da saga Millenium, Os Homens que Odeiam as Mulheres, não chega aos calcanhares deste, do sueco, dirigido por Niels Arden Oplev:
O novo filme sobre o primeiro livro de Stieg Larssons (o de Hollywood) da saga Millenium, Os Homens que Odeiam as Mulheres, não chega aos calcanhares deste, do sueco, dirigido por Niels Arden Oplev:
Essencial: Os juros dos títulos de dívida portugueses atingiram hoje valores recorde nos prazos a 5, 6, 7, 8, 9, 10, 15 e 30 anos. Para a maturidade a 10 anos, a ‘yield' chegou aos 14,69%, e no prazo a 5 anos, o juro chegou aos 18,54%.
Os actuais níveis recorde dos juros de Portugal mostram que os mercados estão a antecipar que Portugal vai ter de reestruturar a dívida no longo prazo.
Enquanto dependermos dos mercados (e não há alternativa) isto não vai lá. Nem vai dar tempo para as medidas de austeridade serem implementadas.
Acessório: Declarações de Cavaco Silva sobre a Reforma, que têm sido divulgadas por aí como uma ofensa aos portugueses e aos pensionistas, a meu ver com manifesto exagero, reparem na frase: "Ainda não sei quanto irei receber. Tudo somado, quase de certeza que não vai chegar para pagar as minhas despesas, pois eu também não recebo vencimento como presidente da República. Mas não faço questão quanto a isso".
Nenhum pensionista estava à espera de ganhar mais que o Presidente da República? Ou estava?
Acessório: Ministro da Economia sugere franchising do pastel de nata.
Notícia que gerou muita indignação barata. E no fundo só posso dar razão ao Ministro da Economia, a mim indigna-me mais que os pastéis de nata estejam a ser difundidos na Ásia pelos Ingleses e pelos Espanhóis. Um inglês explorou a ideia em Macau há duas décadas, reinventando a receita dos Pasteis de Belém que conquistou a Ásia.
Está tudo muito desnorteado. É a conclusão a que chego. Em Portugal muito facilmente o acessório assume o protagonismo que deveria ser dado ao essencial. Isso explica muita coisa.
Essencial: Os juros dos títulos de dívida portugueses atingiram hoje valores recorde nos prazos a 5, 6, 7, 8, 9, 10, 15 e 30 anos. Para a maturidade a 10 anos, a ‘yield' chegou aos 14,69%, e no prazo a 5 anos, o juro chegou aos 18,54%.
Os actuais níveis recorde dos juros de Portugal mostram que os mercados estão a antecipar que Portugal vai ter de reestruturar a dívida no longo prazo.
Enquanto dependermos dos mercados (e não há alternativa) isto não vai lá. Nem vai dar tempo para as medidas de austeridade serem implementadas.
Acessório: Declarações de Cavaco Silva sobre a Reforma, que têm sido divulgadas por aí como uma ofensa aos portugueses e aos pensionistas, a meu ver com manifesto exagero, reparem na frase: "Ainda não sei quanto irei receber. Tudo somado, quase de certeza que não vai chegar para pagar as minhas despesas, pois eu também não recebo vencimento como presidente da República. Mas não faço questão quanto a isso".
Nenhum pensionista estava à espera de ganhar mais que o Presidente da República? Ou estava?
Acessório: Ministro da Economia sugere franchising do pastel de nata.
Notícia que gerou muita indignação barata. E no fundo só posso dar razão ao Ministro da Economia, a mim indigna-me mais que os pastéis de nata estejam a ser difundidos na Ásia pelos Ingleses e pelos Espanhóis. Um inglês explorou a ideia em Macau há duas décadas, reinventando a receita dos Pasteis de Belém que conquistou a Ásia.
Está tudo muito desnorteado. É a conclusão a que chego. Em Portugal muito facilmente o acessório assume o protagonismo que deveria ser dado ao essencial. Isso explica muita coisa.
O FBI acabou com o Megaupload... e a rede hacker Anonymous está a fazer a cabeça-em-àgua às autoridade americanas! Este será seguramente um "Admirável Mundo Novo".
O FBI acabou com o Megaupload... e a rede hacker Anonymous está a fazer a cabeça-em-àgua às autoridade americanas! Este será seguramente um "Admirável Mundo Novo".
Uma extraordinária homenagem ao cinema dos irmãos Lumière pela mão de Philip Glass, para ver e ouvir!
Uma extraordinária homenagem ao cinema dos irmãos Lumière pela mão de Philip Glass, para ver e ouvir!
Vê-se afinal para que é que servem as UGT, não é para defenderem os direitos dos trabalhadores, é para defenderem símbolos: em troca da meia hora de trabalho a mais, João Proença conseguiu salvar o feriado de 5 de Outubro, o trabalho a mais mantém-se, claro.
Reparem nos títulos de capa dos jornais sobre o acordo histórico de concertação social:
"Despedimentos alargados em alterações de última hora" é a chamada de capa do Negócios sobre o tema. Já o jornal "i" opta por falar do 5 de Outubro. O "Público", com a palavra "Desconcertados", diz que o acordo tripartido "torna mais fácil e mais barato despedir e reduz indemnizações, subsídios, férias e feriados".
"Contratos em vigor livre dos cortes" é a chamada do "Correio da Manhã". "Jornal de Notícias" e "Diário de Notícias" optaram pelo mesmo assunto. No "JN" diz-se que "Patrões reconquistam sábado de trabalho" e no "DN" diz-se que "Patrões podem impor trabalho ao Sábado e só pagar mais 25%".
Vê-se afinal para que é que servem as UGT, não é para defenderem os direitos dos trabalhadores, é para defenderem símbolos: em troca da meia hora de trabalho a mais, João Proença conseguiu salvar o feriado de 5 de Outubro, o trabalho a mais mantém-se, claro.
Reparem nos títulos de capa dos jornais sobre o acordo histórico de concertação social:
"Despedimentos alargados em alterações de última hora" é a chamada de capa do Negócios sobre o tema. Já o jornal "i" opta por falar do 5 de Outubro. O "Público", com a palavra "Desconcertados", diz que o acordo tripartido "torna mais fácil e mais barato despedir e reduz indemnizações, subsídios, férias e feriados".
"Contratos em vigor livre dos cortes" é a chamada do "Correio da Manhã". "Jornal de Notícias" e "Diário de Notícias" optaram pelo mesmo assunto. No "JN" diz-se que "Patrões reconquistam sábado de trabalho" e no "DN" diz-se que "Patrões podem impor trabalho ao Sábado e só pagar mais 25%".
Moneyball - Jogada de Risco
Realização: Bennett Miller
Intérpretes: Brad Pitt, Jonah Hill, Philip Seymour Hoffman, Robin Wright, Chris Pratt, Stephen Bishop
Estados Unidos, 2011
A MINHA OPINIÃO:
Não gosto de basebol pelo simples facto que é um desporto que não entendo a sua mecânica. Neste sentido, se a minha critica se sustentasse nessa premissa não daria ao filme qualquer crédito. Acontece que este desporto funciona, aqui, como o "embrulho" de uma realidade bem concreta: A América, os seus sonhos, os ideais e, com evidência bem marcante, os mecanismos "funcionalistas", patentes na utilização das estatísticas em prol dos resultados desportivos, que é também - como se vê e se viu em tantos filmes feitos "à americana", um retrato deste grande país. Numa perspectiva técnica é um filme bem realizado e, principalmente, bem interpretado que, todavia, não me satisfez completamente, mesmo que tenha passado um bom momento de entretenimento: Aliás, não é (também) disto que as pessoas procuram quando vão ao cinema?
NOTA: 3/5
Moneyball - Jogada de Risco
Realização: Bennett Miller
Intérpretes: Brad Pitt, Jonah Hill, Philip Seymour Hoffman, Robin Wright, Chris Pratt, Stephen Bishop
Estados Unidos, 2011
A MINHA OPINIÃO:
Não gosto de basebol pelo simples facto que é um desporto que não entendo a sua mecânica. Neste sentido, se a minha critica se sustentasse nessa premissa não daria ao filme qualquer crédito. Acontece que este desporto funciona, aqui, como o "embrulho" de uma realidade bem concreta: A América, os seus sonhos, os ideais e, com evidência bem marcante, os mecanismos "funcionalistas", patentes na utilização das estatísticas em prol dos resultados desportivos, que é também - como se vê e se viu em tantos filmes feitos "à americana", um retrato deste grande país. Numa perspectiva técnica é um filme bem realizado e, principalmente, bem interpretado que, todavia, não me satisfez completamente, mesmo que tenha passado um bom momento de entretenimento: Aliás, não é (também) disto que as pessoas procuram quando vão ao cinema?
NOTA: 3/5
Tudo começou quando o Conselho de Ministros escolheu a Three Gorges para a privatização da EDP, em nome do dinheiro. Logo vieram de assalto os suspeitos do costume. O preço pelos 2,7 mil milhões que os chineses pagaram pela EDP foi a continuação da lógica do jogo de xadrez de poder que dominou as últimas décadas.
Em Portugal o Estado nomeia representantes quando é dono das empresas e os gestores e accionistas das grandes empresas, utilities e monopolistas, que dependem da forte regulação, escolhem políticos para os conselhos não executivos para facilitar contactos. Os executivos usam os lugares não executivos para contratar pessoas que 'podem vir a abrir umas portas'. Assim lixam os governos. Quem ficou a perder com tudo isto foi Pedro Passos Coelho, perdeu capital de credibilidade, que é o mais difícil de se conquistar. Tudo por causa da tentação de alguns de perpetuar o poder e as fontes de negócios. A REN vai pelo mesmo caminho. E a chinesa State Grid, que já era a mais que provável vencedora da privatização (por conta de uma operação prevista em Moçambique em troca da venda de Cabora Bassa) já lá tem os mesmos a apoiar. Lá vamos nós ter umas pessoas cheias de mérito, ligadas aos partidos do Governo, em lugares nunca executivos.
Eduardo Catroga é um homem com mérito, já estava há dois mandatos no CGS da EDP. Mas tanto mérito e quando fala só diz disparates: o critério de escolha para a EDP foi o facto de "Sermos caras que os chineses já conheciam". Mas alguém escolhe administradores pela cara? Desvenda ainda outra triste verdade: "Esse também foi o critério que foi utilizado na remodelação do conselho de administração executivo, pessoas que se dão muito bem com António Mexia e que os chineses conhecem".Parece-me que 'já tinham ouvido falar' destes nomes e zás ... então acharam bem. É uma lógica de imprensa cor de rosa. E como antes eles que nós, fritou o CDS/PP: "Não sei como apareceu o nome de Celeste Cardona". Mas que embrulhada. Bastava dizer a verdade: António Mexia, e os accionistas BES, BCP e Mello, juntaram-se à mesa escolheram uns nomes úteis, alguns deles com ligações à China para demonstrar a boa vontade para com os novos donos, propuseram a lista aos chineses que não conhecendo ninguém confiaram no seu adviser financeiro (BESI) e pronto está feita a coisa.
Quem se lixou foi o Governo.
Publicado no Corta-Fitas
Tudo começou quando o Conselho de Ministros escolheu a Three Gorges para a privatização da EDP, em nome do dinheiro. Logo vieram de assalto os suspeitos do costume. O preço pelos 2,7 mil milhões que os chineses pagaram pela EDP foi a continuação da lógica do jogo de xadrez de poder que dominou as últimas décadas.
Em Portugal o Estado nomeia representantes quando é dono das empresas e os gestores e accionistas das grandes empresas, utilities e monopolistas, que dependem da forte regulação, escolhem políticos para os conselhos não executivos para facilitar contactos. Os executivos usam os lugares não executivos para contratar pessoas que 'podem vir a abrir umas portas'. Assim lixam os governos. Quem ficou a perder com tudo isto foi Pedro Passos Coelho, perdeu capital de credibilidade, que é o mais difícil de se conquistar. Tudo por causa da tentação de alguns de perpetuar o poder e as fontes de negócios. A REN vai pelo mesmo caminho. E a chinesa State Grid, que já era a mais que provável vencedora da privatização (por conta de uma operação prevista em Moçambique em troca da venda de Cabora Bassa) já lá tem os mesmos a apoiar. Lá vamos nós ter umas pessoas cheias de mérito, ligadas aos partidos do Governo, em lugares nunca executivos.
Eduardo Catroga é um homem com mérito, já estava há dois mandatos no CGS da EDP. Mas tanto mérito e quando fala só diz disparates: o critério de escolha para a EDP foi o facto de "Sermos caras que os chineses já conheciam". Mas alguém escolhe administradores pela cara? Desvenda ainda outra triste verdade: "Esse também foi o critério que foi utilizado na remodelação do conselho de administração executivo, pessoas que se dão muito bem com António Mexia e que os chineses conhecem".Parece-me que 'já tinham ouvido falar' destes nomes e zás ... então acharam bem. É uma lógica de imprensa cor de rosa. E como antes eles que nós, fritou o CDS/PP: "Não sei como apareceu o nome de Celeste Cardona". Mas que embrulhada. Bastava dizer a verdade: António Mexia, e os accionistas BES, BCP e Mello, juntaram-se à mesa escolheram uns nomes úteis, alguns deles com ligações à China para demonstrar a boa vontade para com os novos donos, propuseram a lista aos chineses que não conhecendo ninguém confiaram no seu adviser financeiro (BESI) e pronto está feita a coisa.
Quem se lixou foi o Governo.
Publicado no Corta-Fitas
"Eu também acho que cada vez menos se deve ligar aos comentários dos críticos."
Jorge Mourinha
"Eu também acho que cada vez menos se deve ligar aos comentários dos críticos."
Jorge Mourinha
Estava a ver na SIC uma reportagem sobre as maçonarias, e não consigo evitar o riso, quando começam a descrever, com ar sério e adulto, todas aquelas fantochadas: aventais, chapéus de bicos, altares, espadas, luvas de metal (assim tipo armaduras), palavras passe do tipo "qual é a senha?".... Como dizem os brasileiros, caiam na real. Aquilo mais parece uma coisa de crianças, do tipo Harry Potter, ou então pior, e de repente fez-me lembrar o filme do Kubrick: Eyes Wide Shut...
O ser humano tem tendência para a loucura, disso não há dúvida.
Estava a ver na SIC uma reportagem sobre as maçonarias, e não consigo evitar o riso, quando começam a descrever, com ar sério e adulto, todas aquelas fantochadas: aventais, chapéus de bicos, altares, espadas, luvas de metal (assim tipo armaduras), palavras passe do tipo "qual é a senha?".... Como dizem os brasileiros, caiam na real. Aquilo mais parece uma coisa de crianças, do tipo Harry Potter, ou então pior, e de repente fez-me lembrar o filme do Kubrick: Eyes Wide Shut...
O ser humano tem tendência para a loucura, disso não há dúvida.
... cheguei à conclusão que o Mandarim não é um idioma é um verbo! Doravante os chinocas "mandarim" neste país!
... cheguei à conclusão que o Mandarim não é um idioma é um verbo! Doravante os chinocas "mandarim" neste país!
Há uma pergunta que fica no ar, sobretudo agora em que deveremos ter conhecimentos, tipo dicionário de bolso, em mandarim: como é que será que eles dizem "pentelho"?
Há uma pergunta que fica no ar, sobretudo agora em que deveremos ter conhecimentos, tipo dicionário de bolso, em mandarim: como é que será que eles dizem "pentelho"?
Não consigo perceber como é que o Primeiro Ministro não travou a Ministra da Agricultura Assunção Cristas na escolha das pessoas para a Águas de Portugal. Não consigo deixar de pensar que isto é uma vicissitude de um governo de coligação. Um dos dois partidos quer pôr amigos e o outro sente-se na obrigação de pôr um também.
Olhando para a lista de nomeados para a administração das Águas de Portugal consigo desvendar a influência de alguns lobbys... políticos e afins.
Lista: O presidente da autarquia do Fundão, Manuel Frexes (PSD), e o vice-presidente da Câmara Municipal do Porto, Álvaro Castello-Branco (CDS-PP), foram designados para a administração da Águas de Portugal. Além dos dois autarcas e de Afonso Lobato Faria, que substitui Pedro Serra na presidência da empresa, o ministério anunciou ainda a nomeação de Manuel Fernandes Thomaz para a administração, que é o actual presidente executivo da Águas da Região de Aveiro. Para o cargo de administrador financeiro da AdP, o Ministério escolheu ainda Gonçalo Martins Barata, vindo do Citigroup.
Começo a achar que a única mais valia do Ministério da Agricultura, é o Secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque. Que Guapo!
Não consigo perceber como é que o Primeiro Ministro não travou a Ministra da Agricultura Assunção Cristas na escolha das pessoas para a Águas de Portugal. Não consigo deixar de pensar que isto é uma vicissitude de um governo de coligação. Um dos dois partidos quer pôr amigos e o outro sente-se na obrigação de pôr um também.
Olhando para a lista de nomeados para a administração das Águas de Portugal consigo desvendar a influência de alguns lobbys... políticos e afins.
Lista: O presidente da autarquia do Fundão, Manuel Frexes (PSD), e o vice-presidente da Câmara Municipal do Porto, Álvaro Castello-Branco (CDS-PP), foram designados para a administração da Águas de Portugal. Além dos dois autarcas e de Afonso Lobato Faria, que substitui Pedro Serra na presidência da empresa, o ministério anunciou ainda a nomeação de Manuel Fernandes Thomaz para a administração, que é o actual presidente executivo da Águas da Região de Aveiro. Para o cargo de administrador financeiro da AdP, o Ministério escolheu ainda Gonçalo Martins Barata, vindo do Citigroup.
Começo a achar que a única mais valia do Ministério da Agricultura, é o Secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque. Que Guapo!

Porque será que quando alguém "faz merda" a culpa é sempre dos jornalistas e de um suposto mau jornalismo?

Porque será que quando alguém "faz merda" a culpa é sempre dos jornalistas e de um suposto mau jornalismo?
Ainda não vi o filme de Polanski que está nos cinemas, mas deixo aqui uma boa análise (de Jerónimo José Martin e publicado no site Aceprensa) ao filme, o que é o mesmo que dizer uma análise realista à natureza humana.
O Deus da Carnificina
Carnage
Realizador: Roman Polanski; Argumento: Roman Polanski, Yasmina Reza; Intérpretes: Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz, John C. Reilly. 79 min. M12. (D)*.
Ao sair do colégio, dois rapazes envolvem-se numa luta, e um deles parte os dentes ao outro. Os respectivos pais decidem resolver o assunto amigavelmente, reunindo-se em casa da vítima. O que começa por ser um encontro sereno e civilizado acaba por se converter numa autêntica batalha campal.
Esta brilhante adaptação da obra teatral de Yasmina Reza, estreada em 2006, parte de uma visão bastante pessimista e freudiana do ser humano, fechado à transcendência, dominado pelos seus instintos mais animais e propenso a reacções violentas e desmedidas. Além disso, o estilo demasiado teatral, sempre presente, pesa um tanto nalgumas sequências.
Esses defeitos são em grande parte compensados pelo tom tragicómico do guião, escrito pela própria Reza e por Roman Polanski (que já levou ao cinema outra obra de teatro, A Noite da Vingança). A um bom guião une-se uma equipa técnica de primeira classe. O veterano cineasta delineia muito bem as personagens e através delas analisa as hipocrisias e baixezas de muitos adultos, imaturos e sem convicções morais firmes, dominados pela vaidade, pelo materialismo mais grosseiro e pelo politicamente correcto, incapazes de se porem na pele dos outros e, concretamente, na dos seus filhos adolescentes.
Ainda não vi o filme de Polanski que está nos cinemas, mas deixo aqui uma boa análise (de Jerónimo José Martin e publicado no site Aceprensa) ao filme, o que é o mesmo que dizer uma análise realista à natureza humana.
O Deus da Carnificina
Carnage
Realizador: Roman Polanski; Argumento: Roman Polanski, Yasmina Reza; Intérpretes: Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz, John C. Reilly. 79 min. M12. (D)*.
Ao sair do colégio, dois rapazes envolvem-se numa luta, e um deles parte os dentes ao outro. Os respectivos pais decidem resolver o assunto amigavelmente, reunindo-se em casa da vítima. O que começa por ser um encontro sereno e civilizado acaba por se converter numa autêntica batalha campal.
Esta brilhante adaptação da obra teatral de Yasmina Reza, estreada em 2006, parte de uma visão bastante pessimista e freudiana do ser humano, fechado à transcendência, dominado pelos seus instintos mais animais e propenso a reacções violentas e desmedidas. Além disso, o estilo demasiado teatral, sempre presente, pesa um tanto nalgumas sequências.
Esses defeitos são em grande parte compensados pelo tom tragicómico do guião, escrito pela própria Reza e por Roman Polanski (que já levou ao cinema outra obra de teatro, A Noite da Vingança). A um bom guião une-se uma equipa técnica de primeira classe. O veterano cineasta delineia muito bem as personagens e através delas analisa as hipocrisias e baixezas de muitos adultos, imaturos e sem convicções morais firmes, dominados pela vaidade, pelo materialismo mais grosseiro e pelo politicamente correcto, incapazes de se porem na pele dos outros e, concretamente, na dos seus filhos adolescentes.
Católico e maçon?
Uma contradição nos próprios termos
Dom Dominique Rey, bispo de Fréjus-Toulon, publicou, já em 2007, o livro "Pode-se ser cristão e maçon?". Onde afirma que a posição da Igreja sobre a questão não mudou. A revista "Valeurs actuelles" entrevistou-o
Poderia resumir a posição da Igreja?
A posição da Igreja, desde que a questão se pôs pela primeira vez, é que não é possível pertencer a uma loja maçónica e ao mesmo tempo professar a fé católica. A pertença à maçonaria é a adesão a um sistema de pensamento que se inscreve no relativismo, na negação do papel da graça de Deus na relação com o esforço do homem, num sistema que relativiza também o lugar da Igreja, e que pode ser definido como a exaltação de uma inteligência privada do amor. É uma nova forma de gnosticismo.
Mas não podemos distinguir diferentes tipos de maçonarias?
Há de fato maçonarias para quem a afirmação de Deus é absolutamente fundamental, numa forma de deísmo: mas, de que Deus estamos a falar? Nós, cristãos, falamos de Deus manifestado em Jesus Cristo, que se revela através do Magistério da Igreja. Deus não resulta apenas da subjectividade, mas manifestou-se como logos, isto é, como razão, como sabedoria.
E nele encontramos o critério supremo da inteligência, a explicação completa sobre o sentido da vida. A maçonaria, pelo contrário, está marcada pelo racionalismo: tudo o que não se justifica pela razão, não tem valor intrínseco; a fé é rapidamente relegada para o subjectivismo e, segundo alguns, para o obscurantismo. Isto significa que, na sua essência, para lá das suas variantes, a maçonaria é um princípio que lesa a doutrina da Igreja.
Para os maçons, a verdade é considerada insusceptível de ser conhecida; enquanto na fé católica ocupa o centro.
De facto, para os maçons, não há verdade absoluta. Tudo parte da inteligência do homem, da explicação de que o homem dá de si mesmo e do sentido das coisas. A vida já não é recebida; é construída. É ao homem que compete transformar o mundo através do conhecimento íntimo das leis do universo (é a visão do arquitecto), é o homem que se salva pela sua inteligência, ele não precisa de Deus. O recurso a Deus passa então a valer mais como uma emoção interior do que como uma graça; enquanto, para nós cristãos, é o principal alento para a nossa acção.
Mais concretamente, a Igreja acusa os maçons de estarem, muitas vezes, na vanguarda da legislação que contraria a moral natural.
Com efeito. Porque, como é ao homem que compete transformar o mundo, chegamos ao que se chama construtivismo, que actualmente encontramos numa série de teorias como a do gender (género). É a negação da natureza humana, que precisaria, pelo contrário, ser recebida, que se enraíza na biologia ou na natureza. Na visão maçónica, é o homem que é levado a auto-definir-se, a auto-construir-se. No plano prático, essa visão leva a uma moral que é, em última análise, muito auto-centrada, subjectivista.
No cristianismo, existe o respeito pela natureza. É a partir de Deus que se define a natureza humana: o homem é criado à imagem e semelhança de Deus. Há uma relação na definição daquilo que somos, nós referimo-nos a um ser que nos precede e que nos fez surgir para a existência. E ao mesmo tempo, é na tomada de consciência dessa relação da nossa existência em referência Deus que nós encontramos um sinal daquilo a que a Igreja chama divinização. Não se trata de nos rebaixarmos, mas de nos situarmos na realidade de que Deus é Deus, para descobrir no rosto de Cristo aquele que nos faz subir à altura do rosto divino.
A Igreja também criticou, entre os maçons, a cultura do segredo.
Para nós, cristãos, Cristo é a luz do mundo; é a luz de Cristo, que revela os mistérios escondidos desde o início. Enquanto nas lojas, há um elitismo, com a iniciação, que recupera o sistema ritual cristão para desenvolver aquilo a que se chama gnose, a primazia do conhecimento e da sabedoria sobre a economia da salvação que é oferecida a todos. Há uma distinção muito fundamental: o princípio cristão é universal, a luz do único Cristo que ilumina e transforma o mundo inteiro, o cosmos, a História. Na visão cristã, o amor traz conhecimento, mas o conhecimento ajoelha-se diante da revelação sublime e suprema do amor de Deus.
Que respostas pode a Igreja dar para o desafio posto pela maçonaria?
Eu julgo que a Maçonaria desafia a Igreja em quatro pontos.
Primeiro, a necessidade de criar grupos de reflexão, de pôr em acção a pastoral da inteligência.
Segunda coisa, a ritualização: a dessacralização que podemos encontrar num ou noutro espaço eclesial, numa comunidade ou noutra, faz que se tenham procurado simbólicas alheias, que se tenham utilizado outras reservas simbólicas
A terceira coisa é a fraternidade: a experiência de uma comunhão entre pessoas, não apenas na ordem da experiência espiritual, interior, mas uma reflexão construída e compartilhada por todos.
Acrescentaria, ainda, a formação de uma elite: é preciso libertar-se do elitismo iniciático das lojas, que muitas vezes são também redes de influência, mas precisamos nos dias de hoje de formar uma elite verdadeiramente cristã, de pessoas que fazem uma autêntica experiência de Cristo e que nos seus talentos, competências e redes expressam uma mensagem que se pretende universal, onde os pequenos e os pobres têm um lugar central.
A última tomada de posição do Vaticano sobre este assunto data de 1983. Por-quê? Foi necessária por causa de uma certa ambiguidade posterior ao Concílio, em que alguns tenham chegado a pensar que a Igreja renunciara à ideia de uma verdade única, o que poderia levar a uma convergência com a maçonaria?
Sim, houve realmente uma teologia do mundo que nasceu sob a inspiração do Concílio, uma vontade de reencontrar o mundo a partir das suas aspirações mais profundas, onde se pudesse discernir a acção do Espírito. Teologia que é, ao que parece, justa, no sentido de que o mundo contém o rasto das "sementes do Verbo", para usar as palavras dos padres do Concílio.
Mas ao mesmo tempo temos de ser cautelosos - e é aí que eu acho que alguns interpretaram de maneira inadequada o Concílio – para não esquecermos que o mundo também é atravessado pelo espírito do mal.
Querendo reconciliar-se com o mundo, por vezes rendeu-se ao mundo. Iniciaram-se então alguns diálogos com a maçonaria, e uma série de coisas podiam ser positivas nestas tentativas ao mesmo tempo fraternas e intelectuais, mas sem ter suficientemente em conta a incompatibilidade entre a fé cristã e a essência da maçonaria.
A aproximação feita na década de 1970, precisamente na mesma altura em que algumas lojas trabalhavam para aprovar a legislação sobre o aborto, não era uma certa ingenuidade de alguns católicos?
Sim, com certeza. Houve na França, sobre questões que afectam a ética da vida, uma insuficiente reflexão e reacção da Igreja, que se envolveu muito na dimensão social. Nos Estados Unidos e em outros lugares, houve nessas questões maior discernimento e também a coragem de se distanciar de uma série de leis que começaram a ser implementadas, alertando para as transgressões antropológicas em causa. Em França isso aconteceu muito menos. Mas é verdade que, nas leis de bioética e nas que afectam o sentido da sexualidade, algumas lojas estavam a trabalhar de forma conscienciosa e determinada.
Católico e maçon?
Uma contradição nos próprios termos
Dom Dominique Rey, bispo de Fréjus-Toulon, publicou, já em 2007, o livro "Pode-se ser cristão e maçon?". Onde afirma que a posição da Igreja sobre a questão não mudou. A revista "Valeurs actuelles" entrevistou-o
Poderia resumir a posição da Igreja?
A posição da Igreja, desde que a questão se pôs pela primeira vez, é que não é possível pertencer a uma loja maçónica e ao mesmo tempo professar a fé católica. A pertença à maçonaria é a adesão a um sistema de pensamento que se inscreve no relativismo, na negação do papel da graça de Deus na relação com o esforço do homem, num sistema que relativiza também o lugar da Igreja, e que pode ser definido como a exaltação de uma inteligência privada do amor. É uma nova forma de gnosticismo.
Mas não podemos distinguir diferentes tipos de maçonarias?
Há de fato maçonarias para quem a afirmação de Deus é absolutamente fundamental, numa forma de deísmo: mas, de que Deus estamos a falar? Nós, cristãos, falamos de Deus manifestado em Jesus Cristo, que se revela através do Magistério da Igreja. Deus não resulta apenas da subjectividade, mas manifestou-se como logos, isto é, como razão, como sabedoria.
E nele encontramos o critério supremo da inteligência, a explicação completa sobre o sentido da vida. A maçonaria, pelo contrário, está marcada pelo racionalismo: tudo o que não se justifica pela razão, não tem valor intrínseco; a fé é rapidamente relegada para o subjectivismo e, segundo alguns, para o obscurantismo. Isto significa que, na sua essência, para lá das suas variantes, a maçonaria é um princípio que lesa a doutrina da Igreja.
Para os maçons, a verdade é considerada insusceptível de ser conhecida; enquanto na fé católica ocupa o centro.
De facto, para os maçons, não há verdade absoluta. Tudo parte da inteligência do homem, da explicação de que o homem dá de si mesmo e do sentido das coisas. A vida já não é recebida; é construída. É ao homem que compete transformar o mundo através do conhecimento íntimo das leis do universo (é a visão do arquitecto), é o homem que se salva pela sua inteligência, ele não precisa de Deus. O recurso a Deus passa então a valer mais como uma emoção interior do que como uma graça; enquanto, para nós cristãos, é o principal alento para a nossa acção.
Mais concretamente, a Igreja acusa os maçons de estarem, muitas vezes, na vanguarda da legislação que contraria a moral natural.
Com efeito. Porque, como é ao homem que compete transformar o mundo, chegamos ao que se chama construtivismo, que actualmente encontramos numa série de teorias como a do gender (género). É a negação da natureza humana, que precisaria, pelo contrário, ser recebida, que se enraíza na biologia ou na natureza. Na visão maçónica, é o homem que é levado a auto-definir-se, a auto-construir-se. No plano prático, essa visão leva a uma moral que é, em última análise, muito auto-centrada, subjectivista.
No cristianismo, existe o respeito pela natureza. É a partir de Deus que se define a natureza humana: o homem é criado à imagem e semelhança de Deus. Há uma relação na definição daquilo que somos, nós referimo-nos a um ser que nos precede e que nos fez surgir para a existência. E ao mesmo tempo, é na tomada de consciência dessa relação da nossa existência em referência Deus que nós encontramos um sinal daquilo a que a Igreja chama divinização. Não se trata de nos rebaixarmos, mas de nos situarmos na realidade de que Deus é Deus, para descobrir no rosto de Cristo aquele que nos faz subir à altura do rosto divino.
A Igreja também criticou, entre os maçons, a cultura do segredo.
Para nós, cristãos, Cristo é a luz do mundo; é a luz de Cristo, que revela os mistérios escondidos desde o início. Enquanto nas lojas, há um elitismo, com a iniciação, que recupera o sistema ritual cristão para desenvolver aquilo a que se chama gnose, a primazia do conhecimento e da sabedoria sobre a economia da salvação que é oferecida a todos. Há uma distinção muito fundamental: o princípio cristão é universal, a luz do único Cristo que ilumina e transforma o mundo inteiro, o cosmos, a História. Na visão cristã, o amor traz conhecimento, mas o conhecimento ajoelha-se diante da revelação sublime e suprema do amor de Deus.
Que respostas pode a Igreja dar para o desafio posto pela maçonaria?
Eu julgo que a Maçonaria desafia a Igreja em quatro pontos.
Primeiro, a necessidade de criar grupos de reflexão, de pôr em acção a pastoral da inteligência.
Segunda coisa, a ritualização: a dessacralização que podemos encontrar num ou noutro espaço eclesial, numa comunidade ou noutra, faz que se tenham procurado simbólicas alheias, que se tenham utilizado outras reservas simbólicas
A terceira coisa é a fraternidade: a experiência de uma comunhão entre pessoas, não apenas na ordem da experiência espiritual, interior, mas uma reflexão construída e compartilhada por todos.
Acrescentaria, ainda, a formação de uma elite: é preciso libertar-se do elitismo iniciático das lojas, que muitas vezes são também redes de influência, mas precisamos nos dias de hoje de formar uma elite verdadeiramente cristã, de pessoas que fazem uma autêntica experiência de Cristo e que nos seus talentos, competências e redes expressam uma mensagem que se pretende universal, onde os pequenos e os pobres têm um lugar central.
A última tomada de posição do Vaticano sobre este assunto data de 1983. Por-quê? Foi necessária por causa de uma certa ambiguidade posterior ao Concílio, em que alguns tenham chegado a pensar que a Igreja renunciara à ideia de uma verdade única, o que poderia levar a uma convergência com a maçonaria?
Sim, houve realmente uma teologia do mundo que nasceu sob a inspiração do Concílio, uma vontade de reencontrar o mundo a partir das suas aspirações mais profundas, onde se pudesse discernir a acção do Espírito. Teologia que é, ao que parece, justa, no sentido de que o mundo contém o rasto das "sementes do Verbo", para usar as palavras dos padres do Concílio.
Mas ao mesmo tempo temos de ser cautelosos - e é aí que eu acho que alguns interpretaram de maneira inadequada o Concílio – para não esquecermos que o mundo também é atravessado pelo espírito do mal.
Querendo reconciliar-se com o mundo, por vezes rendeu-se ao mundo. Iniciaram-se então alguns diálogos com a maçonaria, e uma série de coisas podiam ser positivas nestas tentativas ao mesmo tempo fraternas e intelectuais, mas sem ter suficientemente em conta a incompatibilidade entre a fé cristã e a essência da maçonaria.
A aproximação feita na década de 1970, precisamente na mesma altura em que algumas lojas trabalhavam para aprovar a legislação sobre o aborto, não era uma certa ingenuidade de alguns católicos?
Sim, com certeza. Houve na França, sobre questões que afectam a ética da vida, uma insuficiente reflexão e reacção da Igreja, que se envolveu muito na dimensão social. Nos Estados Unidos e em outros lugares, houve nessas questões maior discernimento e também a coragem de se distanciar de uma série de leis que começaram a ser implementadas, alertando para as transgressões antropológicas em causa. Em França isso aconteceu muito menos. Mas é verdade que, nas leis de bioética e nas que afectam o sentido da sexualidade, algumas lojas estavam a trabalhar de forma conscienciosa e determinada.
Se este estudo, segundo o qual as pessoas que estão dentro de bares, restaurantes e similares inalam o fumo de quem fuma no exterior, for exacto, será legítimo dizermos que os pássaros são fumadores passivos? Porque, ao ser verdade - e eu sou fumador activo, deveria proibir-se por completo o fumo em todo e qualquer lugar, criando-se uma uma nova classe de excluídos e, consequentemente, de criminosos!
Se este estudo, segundo o qual as pessoas que estão dentro de bares, restaurantes e similares inalam o fumo de quem fuma no exterior, for exacto, será legítimo dizermos que os pássaros são fumadores passivos? Porque, ao ser verdade - e eu sou fumador activo, deveria proibir-se por completo o fumo em todo e qualquer lugar, criando-se uma uma nova classe de excluídos e, consequentemente, de criminosos!
Alguém que venha explicar quem foram os accionistas da EDP que escolheram esta lista de administradores não executivos: Eduardo Catroga, Celeste Cardona, Paulo Teixeira Pinto, Rocha Vieira, Braga de Macedo e Ilídio Pinho.
O Estado não pode ter sido, porque já não é accionista. Quem escolheu a lista (e eu posso tentar adivinhar) está literalmente a agradecer a Pedro Passos Coelho e ao Governo a escolha dos chineses (que mantém o actual board). Até foram buscar Ilídio Pinho com quem Passos Coelho trabalhou....
Alguém que venha explicar quem foram os accionistas da EDP que escolheram esta lista de administradores não executivos: Eduardo Catroga, Celeste Cardona, Paulo Teixeira Pinto, Rocha Vieira, Braga de Macedo e Ilídio Pinho.
O Estado não pode ter sido, porque já não é accionista. Quem escolheu a lista (e eu posso tentar adivinhar) está literalmente a agradecer a Pedro Passos Coelho e ao Governo a escolha dos chineses (que mantém o actual board). Até foram buscar Ilídio Pinho com quem Passos Coelho trabalhou....
Ao ver a notícia "Paulo Teixeira Pinto e Celeste Cardona acompanham Eduardo Catroga no conselho geral da EDP" lembrei-me do livro que escrevi em 2008 sobre a guerra de poder no BCP (Terramoto BCP).
Estas escolhas revelam que o Governo negociou com a Chinese Three Gorges antes de a escolher. Em troca de escolher os chineses estes aceitaram que o Governo e António Mexia escolhessem o líder e membros do Conselho Geral de Supervisão (orgão social não executivo). Assim surge Eduardo Catroga (PSD), que ajudou este Governo, como Presidente do Conselho Geral e de Supervisão; Celeste Cardona foi a imposição do CDS, para se sentirem representados; e voilá Paulo Teixeira Pinto é a escolha de António Mexia, que a ele deve a presidência da EDP.
Old sins cast long shadows....
P.S. Não está aqui a ser posta em causa as capacidades profissionais das pessoas em questão, that´s not the point.
Ao ver a notícia "Paulo Teixeira Pinto e Celeste Cardona acompanham Eduardo Catroga no conselho geral da EDP" lembrei-me do livro que escrevi em 2008 sobre a guerra de poder no BCP (Terramoto BCP).
Estas escolhas revelam que o Governo negociou com a Chinese Three Gorges antes de a escolher. Em troca de escolher os chineses estes aceitaram que o Governo e António Mexia escolhessem o líder e membros do Conselho Geral de Supervisão (orgão social não executivo). Assim surge Eduardo Catroga (PSD), que ajudou este Governo, como Presidente do Conselho Geral e de Supervisão; Celeste Cardona foi a imposição do CDS, para se sentirem representados; e voilá Paulo Teixeira Pinto é a escolha de António Mexia, que a ele deve a presidência da EDP.
Old sins cast long shadows....
P.S. Não está aqui a ser posta em causa as capacidades profissionais das pessoas em questão, that´s not the point.