sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Bizarre Love Triangle (duas versões)



E agora a dos New Order



Bizarre Love Triangle (duas versões)



E agora a dos New Order



Lembrei-me de Cícero

"A cada dia que passa percebo cada vez melhor que embora as pessoas que gostamos por vezes estejam longe não há como não as amar..."


 


"Eu escrevo para mim mas lê quem quiser!"

Lembrei-me de Cícero

"A cada dia que passa percebo cada vez melhor que embora as pessoas que gostamos por vezes estejam longe não há como não as amar..."


 


"Eu escrevo para mim mas lê quem quiser!"

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Guerra à vista na Ucrânia pode tornar-se conflito mundial?





"A Crimeia é da Rússia", gritam os militantes pró-russos que invadiram os edifícios do Parlamento e do governo regional da Crimeia, ambos na capital da península Simferopol. Cerca de 60 homens armados, segundo a agência russa Interfax, içaram a bandeira russa na Crimeia.


 


Crimeia, que nome lindo, transporta-nos logo para um qualquer romance de Dostoiévski. Mas tem uma carga trágica. Foi palco de uma guerra no século XIX e de uma batalha na Segunda Guerra Mundial.


 


Esta invasão às sedes oficiais do Governo Regional da Crimeia ameaça tornar-se o príncipio de uma guerra separatista que poderá acabar com o envolvimento dos Estados Unidos, senão mesmo, mundial. Putin não vai deixar a Ucrânia cair nas mãos comerciais do Ocidente (a Ucrânia quer por tudo ser da União Europeia e divorciar-se da Rússia para sempre). A Ucrânia, com a sua indústria siderúrgica, minas de carvão e grande produção de trigo, além da sua posição entre a Rússia e a Europa Oriental, é peça-chave na estratégia geopolítica de Moscovo. Putin não vai de mão beijada abrir mão da influência da Russia na Ucrânia.


 


Assim, o presidente Vladimir Putin já colocou, na quarta-feira, dia 26, em estado de alerta, as suas Forças Armadas no oeste da Rússia e ordenou manobras militares de grande escala na região que faz fronteira com a Ucrânia. Foi a primeira reacção da Rússia à queda, no sábado, do presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, devido a violentos protestos contra a interferência russa no processo de associação de Kiev à União Europeia. E no mesmo dia, e isto pode ser mera coincidência, um navio de guerra russo ancorou em Havana (quarta-feira) sem qualquer explicação dada pelo Governo comunista de Cuba ou sem qualquer anúncio desta paragem nos meios de comunicação estatais.


 


O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, alertou entretanto que a Rússia incorrerá em "um grave e imenso erro" se intervier na Ucrânia. Ao mesmo tempo que anunciou a concessão de um empréstimo de 2 biliões de dólares ao novo governo de Kiev - enquanto os dois maiores bancos russos congelaram as suas linhas de crédito à Ucrânia. As condições económicas de Kiev são muito frágeis neste momento.


A Ucrânia também já pediu ajuda ao FMI.


 


Em Sevastopol, na Crimeia, a Rússia tem uma grande base naval e a frota do Mar Negro com cerca de 25 mil militares. O presidente interino ucraniano, Alexander Turchínov, avisou que qualquer movimento na base "será considerado uma agressão". Também no quartel-general da NATO, em Bruxelas, o secretário-geral Anders Rasmussen apelou à Rússia para "não tomar nenhuma acção que aumente mais a tensão".


A crise está a subir de tom. Crescem os receios de separatismo na península esmagadoramente pró-Rússia no Mar Negro. A isto não é alheio a destituição do Presidente pró-Moscovo Viktor Yanukovich, procurado pelas autoridades com um mandado internacional de prisão, mas que deverá estar escondido pelos russos na Crimeia, onde detém grande apoio da massa popular que se opõe ao que classificam de "golpe militar armado".


 


A Crimeia, era considerada pela União Soviética como parte da Rússia, mas foi oferecida à Ucrânia em 1954 por Khrushchov como presente de comemoração do 300° aniversário da unificação da Rússia e da Ucrânia. Mas continuou a albergar a frota naval russa do Mar Negro na cidade portuária de Sebastopol.
É uma região maioritariamente de descendentes russos e Moscovo não parece querer deixar este território, onde detém a principal base naval/militar do Mar Negro, ao livre arbítrio do novo poder de Kiev, que surge orientado para uma progressiva aproximação às instituições europeias, em paralelo com o afastamento do poder da influência exercida pelo Kremlin, influência que se acentuou durante a vigência do pró-russos Yanukovitch.


Guerra à vista na Ucrânia pode tornar-se conflito mundial?





"A Crimeia é da Rússia", gritam os militantes pró-russos que invadiram os edifícios do Parlamento e do governo regional da Crimeia, ambos na capital da península Simferopol. Cerca de 60 homens armados, segundo a agência russa Interfax, içaram a bandeira russa na Crimeia.


 


Crimeia, que nome lindo, transporta-nos logo para um qualquer romance de Dostoiévski. Mas tem uma carga trágica. Foi palco de uma guerra no século XIX e de uma batalha na Segunda Guerra Mundial.


 


Esta invasão às sedes oficiais do Governo Regional da Crimeia ameaça tornar-se o príncipio de uma guerra separatista que poderá acabar com o envolvimento dos Estados Unidos, senão mesmo, mundial. Putin não vai deixar a Ucrânia cair nas mãos comerciais do Ocidente (a Ucrânia quer por tudo ser da União Europeia e divorciar-se da Rússia para sempre). A Ucrânia, com a sua indústria siderúrgica, minas de carvão e grande produção de trigo, além da sua posição entre a Rússia e a Europa Oriental, é peça-chave na estratégia geopolítica de Moscovo. Putin não vai de mão beijada abrir mão da influência da Russia na Ucrânia.


 


Assim, o presidente Vladimir Putin já colocou, na quarta-feira, dia 26, em estado de alerta, as suas Forças Armadas no oeste da Rússia e ordenou manobras militares de grande escala na região que faz fronteira com a Ucrânia. Foi a primeira reacção da Rússia à queda, no sábado, do presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, devido a violentos protestos contra a interferência russa no processo de associação de Kiev à União Europeia. E no mesmo dia, e isto pode ser mera coincidência, um navio de guerra russo ancorou em Havana (quarta-feira) sem qualquer explicação dada pelo Governo comunista de Cuba ou sem qualquer anúncio desta paragem nos meios de comunicação estatais.


 


O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, alertou entretanto que a Rússia incorrerá em "um grave e imenso erro" se intervier na Ucrânia. Ao mesmo tempo que anunciou a concessão de um empréstimo de 2 biliões de dólares ao novo governo de Kiev - enquanto os dois maiores bancos russos congelaram as suas linhas de crédito à Ucrânia. As condições económicas de Kiev são muito frágeis neste momento.


A Ucrânia também já pediu ajuda ao FMI.


 


Em Sevastopol, na Crimeia, a Rússia tem uma grande base naval e a frota do Mar Negro com cerca de 25 mil militares. O presidente interino ucraniano, Alexander Turchínov, avisou que qualquer movimento na base "será considerado uma agressão". Também no quartel-general da NATO, em Bruxelas, o secretário-geral Anders Rasmussen apelou à Rússia para "não tomar nenhuma acção que aumente mais a tensão".


A crise está a subir de tom. Crescem os receios de separatismo na península esmagadoramente pró-Rússia no Mar Negro. A isto não é alheio a destituição do Presidente pró-Moscovo Viktor Yanukovich, procurado pelas autoridades com um mandado internacional de prisão, mas que deverá estar escondido pelos russos na Crimeia, onde detém grande apoio da massa popular que se opõe ao que classificam de "golpe militar armado".


 


A Crimeia, era considerada pela União Soviética como parte da Rússia, mas foi oferecida à Ucrânia em 1954 por Khrushchov como presente de comemoração do 300° aniversário da unificação da Rússia e da Ucrânia. Mas continuou a albergar a frota naval russa do Mar Negro na cidade portuária de Sebastopol.
É uma região maioritariamente de descendentes russos e Moscovo não parece querer deixar este território, onde detém a principal base naval/militar do Mar Negro, ao livre arbítrio do novo poder de Kiev, que surge orientado para uma progressiva aproximação às instituições europeias, em paralelo com o afastamento do poder da influência exercida pelo Kremlin, influência que se acentuou durante a vigência do pró-russos Yanukovitch.


Escrito na pedra

Escrito na pedra

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Uma das músicas mais bonitas de sempre

 Morreu Paco de Lucía. Não me consigo de lembrar de alguém que mereça ser mais homenageado na sua arte que Paco de Lucía. Discreto, mas genial. O guitarrista espanhol Paco de Lucía morreu na última madrugada, aos 66 anos. O músico sofreu um enfarte cardíaco enquanto se encontrava numa praia em Cancun, no México, de acordo com a imprensa espanhola.


Uma das músicas mais bonitas de sempre

 Morreu Paco de Lucía. Não me consigo de lembrar de alguém que mereça ser mais homenageado na sua arte que Paco de Lucía. Discreto, mas genial. O guitarrista espanhol Paco de Lucía morreu na última madrugada, aos 66 anos. O músico sofreu um enfarte cardíaco enquanto se encontrava numa praia em Cancun, no México, de acordo com a imprensa espanhola.


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Finalmente reconhecida

Finalmente reconhecida

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Vítor Gaspar dixit

Não, não há abismo entre Estado social e mercados, porque o Estado social é o maior cliente das praças financeiras; sem os mercados, os salários da função pública seriam infinitamente mais pequenos porque dependeriam da nossa receita fiscal. (…)

Vítor Gaspar dixit

Não, não há abismo entre Estado social e mercados, porque o Estado social é o maior cliente das praças financeiras; sem os mercados, os salários da função pública seriam infinitamente mais pequenos porque dependeriam da nossa receita fiscal. (…)

A Grande Beleza



Ora aí está um grande filme a fazer lembrar o Dolce Vita de Fellini. Tem o grotesco associado a uma sensibilidade sublime como só os filmes italianos são capazes. Um filme italiano com certeza. 

La Grande Bellezza retrata os pensamentos e vida de um escritor que vive ainda da fama do único livro que escreveu e da sua brilhante actividade de observador (suavemente desiludido) da vida, que a sua profissão de jornalista lhe permite. "Eu estava destinado à sensibilidade. Estava destinado a ser escritor. Estava destinado a ser Jep Gambardella", diz o personagem. A não perder.

A Grande Beleza



Ora aí está um grande filme a fazer lembrar o Dolce Vita de Fellini. Tem o grotesco associado a uma sensibilidade sublime como só os filmes italianos são capazes. Um filme italiano com certeza. 

La Grande Bellezza retrata os pensamentos e vida de um escritor que vive ainda da fama do único livro que escreveu e da sua brilhante actividade de observador (suavemente desiludido) da vida, que a sua profissão de jornalista lhe permite. "Eu estava destinado à sensibilidade. Estava destinado a ser escritor. Estava destinado a ser Jep Gambardella", diz o personagem. A não perder.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Outra imagem que marca


 


Encontrada aqui

Outra imagem que marca


 


Encontrada aqui

Uma boa imagem


 


 

Uma boa imagem


 


 

Venezuela Protests

Manifestantes queimaram destroços na rua em Caracas


Getting easier to start a revolution. Still hard to finish one. #Egypt #Ukraine

Venezuela Protests

Manifestantes queimaram destroços na rua em Caracas


Getting easier to start a revolution. Still hard to finish one. #Egypt #Ukraine

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Desmentir Marx



Ao longo deste meu tempo de existência como observadora da realidade, isto é, como jornalista, e tendo eu estudado sociologia, não consigo deixar de pensar o quanto Marx estava errado quando disse que a Luta de Classes era o motor da História. A luta de classes é o travão da História. Não há nada mais bruto, básico, pouco inteligente, que as lutas de classes. De todos os lados, atenção! É uma coisa tão primária e selvagem. É perpectuar preconceitos, é reduzir a realidade às diferenças de conceitos de estética. É redutor porque é cego aos detalhes próprios de cada um. Cala o mérito, aniquila o bem e esconde o mal, tudo atrás de chavões. Condena à partida ideias que nem chegam a ser ouvidas porque caem facilmente nos estigmas dos preconceitos. As lutas de classes são o grande travão da evolução da humanidade, porque são fruto de sentimentos de vingança, de inveja ou de soberba. Porque põe os conceitos sociais, em suma o senso comum, acima da riqueza individual. But... there is no such thing as society. There are individual men and women, and there are families, dizia Margaret Thatcher. Eu acrescento, o que há são as ideias e os actos. É isso que destingue as pessoas. Agrupem-nas por isso. Não tenho nada contra classificações. 


Reparem nisto: 


No final dessa década, Leonardo López, Julio Borges e Henrique Capriles fundaram o Primeiro Justiça, que rapidamente se tornou o maior partido da oposição na Venezuela. Os três rapazes personificavam tudo aquilo contra o qual Chávez fizera a sua revolução bolivariana – eram filhos de boas famílias e, em resumo, uns privilegiados. López estudou na prestigiada Universidade de Harvard, nos Estados Undios. 


 


Esta ideia de que ser de uma classe privilegiada é uma condição a abater e a travar, ou o contrário, se és de uma classe desprivilegiada és uma pessoa a desvalorizar, e a não ter em conta, é a condição desta teia de absurdos incompreensíveis onde o mundo se vê envolvido. Como é o caso do regime de Nicolás Maduro e das recentes convulsões que esse regime provocou na Venezuela.


 


Desmentir Marx



Ao longo deste meu tempo de existência como observadora da realidade, isto é, como jornalista, e tendo eu estudado sociologia, não consigo deixar de pensar o quanto Marx estava errado quando disse que a Luta de Classes era o motor da História. A luta de classes é o travão da História. Não há nada mais bruto, básico, pouco inteligente, que as lutas de classes. De todos os lados, atenção! É uma coisa tão primária e selvagem. É perpectuar preconceitos, é reduzir a realidade às diferenças de conceitos de estética. É redutor porque é cego aos detalhes próprios de cada um. Cala o mérito, aniquila o bem e esconde o mal, tudo atrás de chavões. Condena à partida ideias que nem chegam a ser ouvidas porque caem facilmente nos estigmas dos preconceitos. As lutas de classes são o grande travão da evolução da humanidade, porque são fruto de sentimentos de vingança, de inveja ou de soberba. Porque põe os conceitos sociais, em suma o senso comum, acima da riqueza individual. But... there is no such thing as society. There are individual men and women, and there are families, dizia Margaret Thatcher. Eu acrescento, o que há são as ideias e os actos. É isso que destingue as pessoas. Agrupem-nas por isso. Não tenho nada contra classificações. 


Reparem nisto: 


No final dessa década, Leonardo López, Julio Borges e Henrique Capriles fundaram o Primeiro Justiça, que rapidamente se tornou o maior partido da oposição na Venezuela. Os três rapazes personificavam tudo aquilo contra o qual Chávez fizera a sua revolução bolivariana – eram filhos de boas famílias e, em resumo, uns privilegiados. López estudou na prestigiada Universidade de Harvard, nos Estados Undios. 


 


Esta ideia de que ser de uma classe privilegiada é uma condição a abater e a travar, ou o contrário, se és de uma classe desprivilegiada és uma pessoa a desvalorizar, e a não ter em conta, é a condição desta teia de absurdos incompreensíveis onde o mundo se vê envolvido. Como é o caso do regime de Nicolás Maduro e das recentes convulsões que esse regime provocou na Venezuela.


 


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Pensamento do dia

Quem conta com a ignorância do outro não é sábio. Sabedoria é contar com a bondade.

Pensamento do dia

Quem conta com a ignorância do outro não é sábio. Sabedoria é contar com a bondade.

Corpo e alma


 


Este ano ataquei nos saldos.


Meias, camisolas, camisas, calças, sapatos... e livros.


Há que vestir o corpo e a alma!

Corpo e alma


 


Este ano ataquei nos saldos.


Meias, camisolas, camisas, calças, sapatos... e livros.


Há que vestir o corpo e a alma!

Today more than yesterday and less than tomorrow

Car, vois-tu, chaque jour je t’aime davantage,


Aujourd’hui plus qu’hier et bien moins que demain.


 


Rosemonde Gérard


 


 

Today more than yesterday and less than tomorrow

Car, vois-tu, chaque jour je t’aime davantage,


Aujourd’hui plus qu’hier et bien moins que demain.


 


Rosemonde Gérard


 


 

A liberdade não se vende aos quilos


 


"Sei que só há uma liberdade: a do pensamento." 


Saint-Exupéry 


 


1| Já o escrevi aqui. Se calhar não leram. Coitados. A falta de tempo e o desinteresse ditam as regras. Sou teimoso. Vou repetir: este povo é merdoso. É estruturalmente inculto e, sobretudo, desrespeitador daqueles que à sua maneira, remando sempre contra a maré, habitantes da utopia, teimam em sonhar.


 


2| Há por aqui a tentação de ser viver em constantes duelos. Eu tenho que ser invariavelmente melhor do que outro. Somos incapazes de partilharmos ideias, e de ao criarmos sínteses, seremos capazes de construirmos um futuro equitativo. Assim,  tudo seria melhor e eramos poupados à ingenuidade e à ingratidão. Leiam os comentários e vêem logo como tenho razão! Porém, reconheço: sou ingénuo, e cultivo a ingenuidade. Porque, felizmente tal como escreveu Paul Virilio, sei que é preciso encontrar outros ângulos para encaramos a realidade. Ou seja: é urgente que se tenha a capacidade de se “olhar de outra maneira para se ver melhor”.  


 


3| Li no seu blog a reacção maravilhosamente bem escrita por João Tordo à emigração forçada para o Brasil de seu pai, Fernando, um dos mais influentes cantautores da nossa língua. Não sou comunista. Nunca o fui e no entanto reconheço neles o direito a reclamarem mundos melhores. Porque não o faria? Que direito tenho eu, tem um estado que se diz livre, a silenciar quem quer que seja só pelo simples facto de quer e desejar uma outra realidade? Porém, como o mal é geral e transversal, reconheço que num mundo ao contrário, numa espécie The Twilight Zone, a cantiga seria a mesma. É a impostura do silêncio a ditar as suas regras, e a liberdade é “para inglês ver”, tal como não se vende aos quilos!

A liberdade não se vende aos quilos


 


"Sei que só há uma liberdade: a do pensamento." 


Saint-Exupéry 


 


1| Já o escrevi aqui. Se calhar não leram. Coitados. A falta de tempo e o desinteresse ditam as regras. Sou teimoso. Vou repetir: este povo é merdoso. É estruturalmente inculto e, sobretudo, desrespeitador daqueles que à sua maneira, remando sempre contra a maré, habitantes da utopia, teimam em sonhar.


 


2| Há por aqui a tentação de ser viver em constantes duelos. Eu tenho que ser invariavelmente melhor do que outro. Somos incapazes de partilharmos ideias, e de ao criarmos sínteses, seremos capazes de construirmos um futuro equitativo. Assim,  tudo seria melhor e eramos poupados à ingenuidade e à ingratidão. Leiam os comentários e vêem logo como tenho razão! Porém, reconheço: sou ingénuo, e cultivo a ingenuidade. Porque, felizmente tal como escreveu Paul Virilio, sei que é preciso encontrar outros ângulos para encaramos a realidade. Ou seja: é urgente que se tenha a capacidade de se “olhar de outra maneira para se ver melhor”.  


 


3| Li no seu blog a reacção maravilhosamente bem escrita por João Tordo à emigração forçada para o Brasil de seu pai, Fernando, um dos mais influentes cantautores da nossa língua. Não sou comunista. Nunca o fui e no entanto reconheço neles o direito a reclamarem mundos melhores. Porque não o faria? Que direito tenho eu, tem um estado que se diz livre, a silenciar quem quer que seja só pelo simples facto de quer e desejar uma outra realidade? Porém, como o mal é geral e transversal, reconheço que num mundo ao contrário, numa espécie The Twilight Zone, a cantiga seria a mesma. É a impostura do silêncio a ditar as suas regras, e a liberdade é “para inglês ver”, tal como não se vende aos quilos!

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Ratton

Eu tenho as minhas posições sobre a co-adopção que já demonstrei aqui e acolá, e não obstante estou convencido que a oposição ao PSD é feita no Palácio Ratton!

Ratton

Eu tenho as minhas posições sobre a co-adopção que já demonstrei aqui e acolá, e não obstante estou convencido que a oposição ao PSD é feita no Palácio Ratton!

A crise do euro muito bem explicada

A crise do euro muito bem explicada

O 28 de Maio da EDP


Decorria o dia 28 de Maio do ano 2007 quando o BCP reúne os accionistas em Assembleia Geral no Porto, com o intuito de alterar os estatutos do banco para alterar o modelo de governo dualista adoptado em 2006. A finalidade era corrigir uma "falha" que deliberadamente tinha sido aprovada quer no BCP (então liderado por Paulo Teixeira Pinto), quer na EDP (liderada por António Mexia).


O mesmo autor e o mesmo executor de um modelo de governance especial, e um presidente da CMVM tolerante ou pouco atento aos detalhes. 


Na EDP, como no BCP, o modelo dualista tinha uma 'nuance' que favorecia os presidentes executivos. É que ao contrário do que está definido no Código das Sociedades Comerciais, o Conselho Geral de Supervisão (orgão não executivo no modelo dualista) não tinha poderes para destituir o orgão executivo (Conselho de Administração Executivo). Pelos estatutos, elaborados pela mesma entidade para ambas as empresas, o órgão de gestão executivo só podia ser destituído pela Assembleia Geral. Esse é o pequeno detalhe que Carlos Tavares deixou passar quando aceitou que o BCP e a EDP tivessem um modelo dualista à la carte. E esse pequeno detalhe foi o gatilho que fez disparar a guerra de poder no BCP, na famosa AG de 28 de Maio. Jardim Gonçalves que tinha aceite ser presidente de um Conselho Geral e de Supervisão sem poder de facto (as boas práticas recomendam que o órgão não executivo, composto por uma maioria de independentes, tenha poderes para destituir o órgão executivo) tentava então emendar a mão, tarde demais. 


O modelo de governo acabou por ser alterado no BCP, no tempo de Carlos Santos Ferreira, num BCP já de "maioria" angolana.  Hoje o modelo em vigor no banco liderado por Nuno Amado é o monista. 


Mas António Mexia não teve nenhum Jardim Gonçalves, e também não tinha nenhum accionista privado claramente predominante, até que a China Three Gorges comprou em privatização 21,35% da EDP. Obviamente que a primeira coisa que os chineses vão querer fazer é mudar os estatutos e não vão descansar enquanto não o fizerem. A China Three Gorges quer estar na EDP com poder para participar na escolha dos administradores executivos. The sunny days are over. 


 


Reparem agora na curiosa sucessão de factos:


 


- António Mexia é dado como potencial presidente do BES na sucessão a Ricardo Salgado (no dia 18 de Janeiro) pelo Expresso.



- Conferência de imprensa de Resultados do BES, (dia 13 de Fevereiro) Ricardo Salgado elogia António Mexia mas não alimenta tese de sucessor. Não é nada contra o presidente da EDP é que Ricardo Salgado não quer ser sucedido. E muito menos antes do tempo e em fóruns informais. O que facilmente se percebe. 

- António Mexia dá finalmente (a 15 de Fevereiro) uma entrevista ao Expresso (o mesmo jornal que um mês antes o apontou como potencial sucessor de Ricardo Salgado) em que diz que o único sítio onde se vê a trabalhar em Portugal é na EDP. Tentando por isso desmentir que prevê ir para o BES. Podia ter desmentido na semana a seguir, mas não, esperou um mês, esperou pela reacção de Ricardo Salgado. Isto pode ser coincidência, ou talvez não.


- O Diário Económico dá hoje uma notícia "Chineses querem reduzir Conselho Geral da EDP para cortar custos". Os custos, esse argumento sempre nobre. Já em Março de 2013 dava a notícia de que a CTG quer mudar o actual modelo dualista e impor o modelo de governo monista (um conselho de administração e uma comissão executiva). O ponto essencial (e isto não está no artigo de hoje) é que a finalidade de todas estas mudanças é acabar com o artigo dos estatutos que deixa a destituição da administração executiva (hoje liderada por António Mexia) entregue a uma maioria da Assembleia Geral, difícil de obter. 


 


Expectante para ver as cenas dos próximos capítulos. 

O 28 de Maio da EDP


Decorria o dia 28 de Maio do ano 2007 quando o BCP reúne os accionistas em Assembleia Geral no Porto, com o intuito de alterar os estatutos do banco para alterar o modelo de governo dualista adoptado em 2006. A finalidade era corrigir uma "falha" que deliberadamente tinha sido aprovada quer no BCP (então liderado por Paulo Teixeira Pinto), quer na EDP (liderada por António Mexia).


O mesmo autor e o mesmo executor de um modelo de governance especial, e um presidente da CMVM tolerante ou pouco atento aos detalhes. 


Na EDP, como no BCP, o modelo dualista tinha uma 'nuance' que favorecia os presidentes executivos. É que ao contrário do que está definido no Código das Sociedades Comerciais, o Conselho Geral de Supervisão (orgão não executivo no modelo dualista) não tinha poderes para destituir o orgão executivo (Conselho de Administração Executivo). Pelos estatutos, elaborados pela mesma entidade para ambas as empresas, o órgão de gestão executivo só podia ser destituído pela Assembleia Geral. Esse é o pequeno detalhe que Carlos Tavares deixou passar quando aceitou que o BCP e a EDP tivessem um modelo dualista à la carte. E esse pequeno detalhe foi o gatilho que fez disparar a guerra de poder no BCP, na famosa AG de 28 de Maio. Jardim Gonçalves que tinha aceite ser presidente de um Conselho Geral e de Supervisão sem poder de facto (as boas práticas recomendam que o órgão não executivo, composto por uma maioria de independentes, tenha poderes para destituir o órgão executivo) tentava então emendar a mão, tarde demais. 


O modelo de governo acabou por ser alterado no BCP, no tempo de Carlos Santos Ferreira, num BCP já de "maioria" angolana.  Hoje o modelo em vigor no banco liderado por Nuno Amado é o monista. 


Mas António Mexia não teve nenhum Jardim Gonçalves, e também não tinha nenhum accionista privado claramente predominante, até que a China Three Gorges comprou em privatização 21,35% da EDP. Obviamente que a primeira coisa que os chineses vão querer fazer é mudar os estatutos e não vão descansar enquanto não o fizerem. A China Three Gorges quer estar na EDP com poder para participar na escolha dos administradores executivos. The sunny days are over. 


 


Reparem agora na curiosa sucessão de factos:


 


- António Mexia é dado como potencial presidente do BES na sucessão a Ricardo Salgado (no dia 18 de Janeiro) pelo Expresso.



- Conferência de imprensa de Resultados do BES, (dia 13 de Fevereiro) Ricardo Salgado elogia António Mexia mas não alimenta tese de sucessor. Não é nada contra o presidente da EDP é que Ricardo Salgado não quer ser sucedido. E muito menos antes do tempo e em fóruns informais. O que facilmente se percebe. 

- António Mexia dá finalmente (a 15 de Fevereiro) uma entrevista ao Expresso (o mesmo jornal que um mês antes o apontou como potencial sucessor de Ricardo Salgado) em que diz que o único sítio onde se vê a trabalhar em Portugal é na EDP. Tentando por isso desmentir que prevê ir para o BES. Podia ter desmentido na semana a seguir, mas não, esperou um mês, esperou pela reacção de Ricardo Salgado. Isto pode ser coincidência, ou talvez não.


- O Diário Económico dá hoje uma notícia "Chineses querem reduzir Conselho Geral da EDP para cortar custos". Os custos, esse argumento sempre nobre. Já em Março de 2013 dava a notícia de que a CTG quer mudar o actual modelo dualista e impor o modelo de governo monista (um conselho de administração e uma comissão executiva). O ponto essencial (e isto não está no artigo de hoje) é que a finalidade de todas estas mudanças é acabar com o artigo dos estatutos que deixa a destituição da administração executiva (hoje liderada por António Mexia) entregue a uma maioria da Assembleia Geral, difícil de obter. 


 


Expectante para ver as cenas dos próximos capítulos. 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

O óbvio do lançamento do livro Vítor Gaspar


Se António Vitorino foi o improvável apresentador do livro de Maria João Avillez sobre Vítor Gaspar, a ausência de Paulo Portas foi o óbvio do acontecimento.


 


O ex-Ministro das Finanças conhecido pela sua desconcertante sinceridade, não deixou de elogiar  Pedro Passos Coelho, que considerou  ser “em Portugal, o líder reformador”. Elogiando a sua capacidade para não ceder aos seus amigos. 


Não se poupou também a elogios a Maria Luís Albuquerque, actual Ministra das Finanças, de quem se diz "admirador", considerando-a "única".


A destacar há ainda a passagem de António Pires de Lima, actual Ministro da Economia, próximo de Paulo Portas.


 


"Quanto mais delicada e inesperada a pergunta, mais lenta e pausada a resposta. Felizmente para mim este aspecto não aparece no livro", diz o ex-Ministro, no seu típico humor, sobre as entrevistas de Maria João Avillez.


"Enquanto estávamos a trabalhar no livro, li uma frase numa carta de Isaíah Berlin (1969) "só me interesso por seres humanos e relações pessoais". 


Citou ainda o livro A lebre com olhos de âmbar, de Edmund de Waal, para dizer que tem em comum com a jornalista "o gosto das coisas pequenas".


 


Valeu a pena ouvir mais uma vez Vítor Gaspar.

O óbvio do lançamento do livro Vítor Gaspar


Se António Vitorino foi o improvável apresentador do livro de Maria João Avillez sobre Vítor Gaspar, a ausência de Paulo Portas foi o óbvio do acontecimento.


 


O ex-Ministro das Finanças conhecido pela sua desconcertante sinceridade, não deixou de elogiar  Pedro Passos Coelho, que considerou  ser “em Portugal, o líder reformador”. Elogiando a sua capacidade para não ceder aos seus amigos. 


Não se poupou também a elogios a Maria Luís Albuquerque, actual Ministra das Finanças, de quem se diz "admirador", considerando-a "única".


A destacar há ainda a passagem de António Pires de Lima, actual Ministro da Economia, próximo de Paulo Portas.


 


"Quanto mais delicada e inesperada a pergunta, mais lenta e pausada a resposta. Felizmente para mim este aspecto não aparece no livro", diz o ex-Ministro, no seu típico humor, sobre as entrevistas de Maria João Avillez.


"Enquanto estávamos a trabalhar no livro, li uma frase numa carta de Isaíah Berlin (1969) "só me interesso por seres humanos e relações pessoais". 


Citou ainda o livro A lebre com olhos de âmbar, de Edmund de Waal, para dizer que tem em comum com a jornalista "o gosto das coisas pequenas".


 


Valeu a pena ouvir mais uma vez Vítor Gaspar.

Grande pinta

Olha quem está de volta. É uma grande pinta!


 



 

Grande pinta

Olha quem está de volta. É uma grande pinta!


 



 

Eu “twitto”, logo existo...


 


Nos primórdios da minha participação no Farpas, após um convite irrecusável da Maria, recordo-mo de ter postado uma imagem que reflecte bem a importância das redes sociais. Já participei em alguns, inclusive já desaparecidos. Hoje aventurei-me no Twitter, no reino do passarinho...


Este "baptismo" fez-me lembrar o cartesianismo, e em particular o “penso, logo existo”. Porque, e embora nas redes sociais, o elo racional continue a ser fundamental, e uma vez que passámos "a existir em rede", eu comecei a "twittar". Ou seja, numa nova formula verbal da nossa existência!


 

Eu “twitto”, logo existo...


 


Nos primórdios da minha participação no Farpas, após um convite irrecusável da Maria, recordo-mo de ter postado uma imagem que reflecte bem a importância das redes sociais. Já participei em alguns, inclusive já desaparecidos. Hoje aventurei-me no Twitter, no reino do passarinho...


Este "baptismo" fez-me lembrar o cartesianismo, e em particular o “penso, logo existo”. Porque, e embora nas redes sociais, o elo racional continue a ser fundamental, e uma vez que passámos "a existir em rede", eu comecei a "twittar". Ou seja, numa nova formula verbal da nossa existência!


 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Tarefa estafante

Às vezes penso porque me cabe a mim o papel de agitar as águas paradas. O caos lampedusiano onde é preciso que alguma coisa mude para que tudo fique na mesma. É tão cansativo.

Tarefa estafante

Às vezes penso porque me cabe a mim o papel de agitar as águas paradas. O caos lampedusiano onde é preciso que alguma coisa mude para que tudo fique na mesma. É tão cansativo.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Braveheart


O João Vieira de Almeida faz das suas paixões causas de solidariedade.  Juntou-se a três pessoas do seu escritório e partiram hoje para o Equador onde vão escalar o Monte Chimborazo, com 6.320 metros de altitude, e, ao mesmo tempo, reunir fundos para ajudar três instituições sociais:  Ajuda de Berço, Escolinha de Rugby da Galiza e Centro de Desenvolvimento Infantil Diferenças. "A paixão é o braço da razão" dizia Friedrich Hegel para quem "Nada grandioso no mundo foi realizado sem paixão". Assim é o João: paixão e caridade.


Apesar de considerar que Hegel dava demasiada importância à razão, e de achar que a razão é que é o braço da paixão, não consigo deixar de pensar nesta iniciativa da VdA na frase de Hegel. Que coragem... Boa Sorte!


 


 


Braveheart


O João Vieira de Almeida faz das suas paixões causas de solidariedade.  Juntou-se a três pessoas do seu escritório e partiram hoje para o Equador onde vão escalar o Monte Chimborazo, com 6.320 metros de altitude, e, ao mesmo tempo, reunir fundos para ajudar três instituições sociais:  Ajuda de Berço, Escolinha de Rugby da Galiza e Centro de Desenvolvimento Infantil Diferenças. "A paixão é o braço da razão" dizia Friedrich Hegel para quem "Nada grandioso no mundo foi realizado sem paixão". Assim é o João: paixão e caridade.


Apesar de considerar que Hegel dava demasiada importância à razão, e de achar que a razão é que é o braço da paixão, não consigo deixar de pensar nesta iniciativa da VdA na frase de Hegel. Que coragem... Boa Sorte!


 


 


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Black Heart


 


My Valentine´s Day

Black Heart


 


My Valentine´s Day

Livre? Livra!


 


Espinosa dizia que o conceito de cão não ladra. É claro que não ladra! Nem tampouco os partidos políticos são livres! Que o digam António Capucho e Rui Tavares! O primeiro porque foi expulso automáticamente devido à sua candidatura independente à Assembleia Municipal de Sintra, adversária à do partido, e o segundo porque teve o desplante semântico (e também ideológico) de criar um partido que se diz livre, pelo que, e perante tanta contradição, só me resta gritar: Livre não, Livra!


 

Livre? Livra!


 


Espinosa dizia que o conceito de cão não ladra. É claro que não ladra! Nem tampouco os partidos políticos são livres! Que o digam António Capucho e Rui Tavares! O primeiro porque foi expulso automáticamente devido à sua candidatura independente à Assembleia Municipal de Sintra, adversária à do partido, e o segundo porque teve o desplante semântico (e também ideológico) de criar um partido que se diz livre, pelo que, e perante tanta contradição, só me resta gritar: Livre não, Livra!


 

As regras do jogo


 


Dizem que não posso ser seu amigo, pois o Pedro Fernandes não pode aceitar mais amizades. Aliás, não fora uma vez que nos cruzamos aquando das comemorações do XX aniversário do jornal regional "O Ribatejo", não o conheço de lado nenhum. Sim é verdade, vejo-o, quando o sono permite, no “5 para a Meia-Noite”. Esta são as regras do Facebook!


Porém a “mina” do Mark Zuckerberg permite-me que o siga. Vejam bem, que o siga! Ainda bem que sou pessoa de bem! Imaginam o que seria se eu andasse por ai a seguir pessoas?


 

As regras do jogo


 


Dizem que não posso ser seu amigo, pois o Pedro Fernandes não pode aceitar mais amizades. Aliás, não fora uma vez que nos cruzamos aquando das comemorações do XX aniversário do jornal regional "O Ribatejo", não o conheço de lado nenhum. Sim é verdade, vejo-o, quando o sono permite, no “5 para a Meia-Noite”. Esta são as regras do Facebook!


Porém a “mina” do Mark Zuckerberg permite-me que o siga. Vejam bem, que o siga! Ainda bem que sou pessoa de bem! Imaginam o que seria se eu andasse por ai a seguir pessoas?


 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Rui Chafes na Gulbenkian


Imperdível a nova exposição de Rui Chafes

Rui Chafes na Gulbenkian


Imperdível a nova exposição de Rui Chafes

Começou a campanha para presidente do BES

Ricardo Espírito Santo, do BESI Brasil


Ricardo Espírito Santo disponível para presidir ao BES.  É pouco conhecido dos portugueses, mas o seu nome não engana. O presidente do Espírito Santo Investment Bank Brasil, Ricardo Abecassis Espírito Santo Silva, está já a posicionar-se. E se os accionistas (leia-se a família nos seus vertentes ramos) o quiserem ele é o futuro presidente do BES. Ricardo sucede a Ricardo e o apelido Espírito Santo volta aos títulos dos jornais. Não há no curto prazo uma mudança de presidente do BES, segundo fontes bem informadas. Mas já começou a campanha. Será Ricardo Espírito Santo o escolhido também por José Maria Ricciardi?

Começou a campanha para presidente do BES

Ricardo Espírito Santo, do BESI Brasil


Ricardo Espírito Santo disponível para presidir ao BES.  É pouco conhecido dos portugueses, mas o seu nome não engana. O presidente do Espírito Santo Investment Bank Brasil, Ricardo Abecassis Espírito Santo Silva, está já a posicionar-se. E se os accionistas (leia-se a família nos seus vertentes ramos) o quiserem ele é o futuro presidente do BES. Ricardo sucede a Ricardo e o apelido Espírito Santo volta aos títulos dos jornais. Não há no curto prazo uma mudança de presidente do BES, segundo fontes bem informadas. Mas já começou a campanha. Será Ricardo Espírito Santo o escolhido também por José Maria Ricciardi?

Adoro pequenas provocações, e em especial provocar amigas leoas.

Coitado do leão, já teve melhores dias!


 


Adoro pequenas provocações, e em especial provocar amigas leoas.

Coitado do leão, já teve melhores dias!


 


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Espírito Santo (sem) Saúde


 


 


Gerou 50 milhões para o accionista a Oferta Pública Inicial (IPO) da ES Saúde. O que já não é nada mau e ajuda um banco que vê o capital a derreter-se em cada reestruturação que o regulador o obriga a fazer.


 


Vivemos tempos difíceis. Ricardo Salgado luta contra autênticos moinhos de vento, nos seus últimos tempos à frente do banco que ajudou a construir.

Espírito Santo (sem) Saúde


 


 


Gerou 50 milhões para o accionista a Oferta Pública Inicial (IPO) da ES Saúde. O que já não é nada mau e ajuda um banco que vê o capital a derreter-se em cada reestruturação que o regulador o obriga a fazer.


 


Vivemos tempos difíceis. Ricardo Salgado luta contra autênticos moinhos de vento, nos seus últimos tempos à frente do banco que ajudou a construir.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

How long will I love you? :)




How long will I love you?

As long as stars are above you

And longer, if I can.

How long will I need you?

As long as the seasons need to

Follow their plan.


How long will I be with you?

As long as the sea is bound to

Wash upon the sand.


How long will I want you?

As long as you want me to

And longer by far.

How long will I hold you?

As long as your father told you,

As long as you can.


How long will I give to you?

As long as I live through you

However long you say.


How long will I love you?

As long as stars are above you

And longer, if I may.

How long will I love you? :)




How long will I love you?

As long as stars are above you

And longer, if I can.

How long will I need you?

As long as the seasons need to

Follow their plan.


How long will I be with you?

As long as the sea is bound to

Wash upon the sand.


How long will I want you?

As long as you want me to

And longer by far.

How long will I hold you?

As long as your father told you,

As long as you can.


How long will I give to you?

As long as I live through you

However long you say.


How long will I love you?

As long as stars are above you

And longer, if I may.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Chamem-me o que quiserem ...

Tem graça. Estava a ler a resposta de Henrique Monteiro a Pedro Abrunhosa e não consigo sair destas duas frases. A do cantor que diz que "as democracias ocidentais sucumbiram a outras forças maiores", e a do jornalista que responde "É uma visão, mas com óculos muitos escuros, do processo democrático que nem sequer leva em conta os ideais iluministas". Tudo o resto é blá, blá, blá. Aquela frase de Pedro Abrunhosa é que encanitou Henrique Monteiro. Abrunhosa é de esquerda (da pior esquerda selvagem e maniqueísta, diga-se, que é aquela que odeia o capitalismo), é utópico, mas não é parvo.

Chamem-me o que quiserem ...

Tem graça. Estava a ler a resposta de Henrique Monteiro a Pedro Abrunhosa e não consigo sair destas duas frases. A do cantor que diz que "as democracias ocidentais sucumbiram a outras forças maiores", e a do jornalista que responde "É uma visão, mas com óculos muitos escuros, do processo democrático que nem sequer leva em conta os ideais iluministas". Tudo o resto é blá, blá, blá. Aquela frase de Pedro Abrunhosa é que encanitou Henrique Monteiro. Abrunhosa é de esquerda (da pior esquerda selvagem e maniqueísta, diga-se, que é aquela que odeia o capitalismo), é utópico, mas não é parvo.

Eu acrescentaria mais uns quantos obstáculos


 


Falta ali no campo dos batedores, os preconceituosos, os invejosos, e superiores hierárquicos ambiciosos com complexos de inferioridade, os inimigos, os manipuladores, alguns amores traidores e respectivos rivais. Há ainda aqueles que reconhecendo o mérito não se atravessam por ninguém, porque não se comprometem, os individualistas que não se metem a defender causas que não são as suas porque não querem chatices. Os oportunistas, os desconfiados, e depois há o tempo a correr contra nós...

Eu acrescentaria mais uns quantos obstáculos


 


Falta ali no campo dos batedores, os preconceituosos, os invejosos, e superiores hierárquicos ambiciosos com complexos de inferioridade, os inimigos, os manipuladores, alguns amores traidores e respectivos rivais. Há ainda aqueles que reconhecendo o mérito não se atravessam por ninguém, porque não se comprometem, os individualistas que não se metem a defender causas que não são as suas porque não querem chatices. Os oportunistas, os desconfiados, e depois há o tempo a correr contra nós...