quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Ora aqui está um exemplo de jornalismo falacioso

Começa assim a peça da SIC "Uma voz quase solitária no país". O que para além de ser tendencioso, é falso. Conheço muita gente que percebe as palavras de Fernando Ulrich e concorda com elas. Eu sou uma dessas pessoas, mas há muitas mais. É que nem toda a gente se deixa alienar por esta cegueira colectiva que as televisões propagam em tom de verdade.




 Lamento que o António Canavarro repita o erro do mau jornalismo.


 


 

Ora aqui está um exemplo de jornalismo falacioso

Começa assim a peça da SIC "Uma voz quase solitária no país". O que para além de ser tendencioso, é falso. Conheço muita gente que percebe as palavras de Fernando Ulrich e concorda com elas. Eu sou uma dessas pessoas, mas há muitas mais. É que nem toda a gente se deixa alienar por esta cegueira colectiva que as televisões propagam em tom de verdade.




 Lamento que o António Canavarro repita o erro do mau jornalismo.


 


 

Fernando Ulrich e a sua política de comunicação





"Se os sem-abrigo aguentam porque é que nós não aguentamos?"




Fernando Ulrich, 30 de Janeiro de 2013 durante a apresentação dos resultados do BPI.




Fernando Ulrich não tem papas na língua, nunca teve. Será uma qualidade ou um defeito? Eu gosto de pessoas frontais que dizem, com ou sem razão, o que vai na alma. Porém, no seu lugar, em que chefia um banco, que tem "n" accionistas, não seria bom se ele repensasse a sua "política comunicativa"? Tais atitudes poderão trazer-lhe, a jusante, dissabores desnecessários!


 


P.S. - Uma ironia final. Como estará o país no dia em que Fernando Ulrich começar a mendigar"?

Fernando Ulrich e a sua política de comunicação





"Se os sem-abrigo aguentam porque é que nós não aguentamos?"




Fernando Ulrich, 30 de Janeiro de 2013 durante a apresentação dos resultados do BPI.




Fernando Ulrich não tem papas na língua, nunca teve. Será uma qualidade ou um defeito? Eu gosto de pessoas frontais que dizem, com ou sem razão, o que vai na alma. Porém, no seu lugar, em que chefia um banco, que tem "n" accionistas, não seria bom se ele repensasse a sua "política comunicativa"? Tais atitudes poderão trazer-lhe, a jusante, dissabores desnecessários!


 


P.S. - Uma ironia final. Como estará o país no dia em que Fernando Ulrich começar a mendigar"?

Obrigado Disney






"Paperman" é uma curta-metragem da Disney candidata a ganhar o Óscar, dia 24 de Fevereiro, na 85ª cerimónia da entrega de prémios da Academia, e que, em boa hora, decidiram colocar online no "You Tube". Da minha parte, que sempre gostei da Disney e de "filmes animados", estou muito agradecido!

Obrigado Disney






"Paperman" é uma curta-metragem da Disney candidata a ganhar o Óscar, dia 24 de Fevereiro, na 85ª cerimónia da entrega de prémios da Academia, e que, em boa hora, decidiram colocar online no "You Tube". Da minha parte, que sempre gostei da Disney e de "filmes animados", estou muito agradecido!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O que é a comédia? Tragedy plus time

"Uns alunos de Harvard perguntaram: - O que é a comédia? Comédia é tragédia somada ao tempo"


 


Crime e Escapadelas, filme de Woody Allen


 


 

O que é a comédia? Tragedy plus time

"Uns alunos de Harvard perguntaram: - O que é a comédia? Comédia é tragédia somada ao tempo"


 


Crime e Escapadelas, filme de Woody Allen


 


 

Propostas para um Portugal melhor


 


O jornalismo deveria ser uma actividade regulada, como é a banca, a advocacia, a bolsa, a medicina. Porque é que o jornalismo é uma profissão tão informal? Tão fora-da-lei.


Era preciso criar um regulador a sério, com um código realista e com a aplicação de multas, como acontece com os reguladores de qualquer outro sector.


Por exemplo, um jornalista escreve um artigo e que quando é publicado é o completamente alterado, mudando o sentido essencial do artigo, devia ser passível de ser supervisionado e aplicada uma multa aos responsáveis. De cada vez que isso acontece, o regulador seria avisado, o caso seria analisado e em caso de confirmação seria aplicada uma multa, ainda que simbólica, de 100, a 200 euros. Só para pôr ordem nisto. Pois a obstrução à liberdade de expressão pode muito bem vir de dentro do meio, não vem forçosamente da relação fontes/jornalistas. Outros casos, uma entrevista a falsos interlocutores também deveria dar lugar a multa.


Falsas notícias, quando provadas também deveria dar lugar a multas, e libertava-se os tribunais dos processos. Passava a ser mera contra-ordenação. Deveria haver um código de corporate governance para o jornalismo. Premiar o mérito, medida em termos de quantidade de notícias importantes publicada pelo mesmo autor. A remuneração teria de ter uma pequena parte variável, poderia ser simbólica, meramente. Deveriam ser publicados os resultados uma vez por ano, no site ou no jornal. Uma espécie de quadro de honra.  


É absolutamente necessário profissionalizar o jornalismo.

Propostas para um Portugal melhor


 


O jornalismo deveria ser uma actividade regulada, como é a banca, a advocacia, a bolsa, a medicina. Porque é que o jornalismo é uma profissão tão informal? Tão fora-da-lei.


Era preciso criar um regulador a sério, com um código realista e com a aplicação de multas, como acontece com os reguladores de qualquer outro sector.


Por exemplo, um jornalista escreve um artigo e que quando é publicado é o completamente alterado, mudando o sentido essencial do artigo, devia ser passível de ser supervisionado e aplicada uma multa aos responsáveis. De cada vez que isso acontece, o regulador seria avisado, o caso seria analisado e em caso de confirmação seria aplicada uma multa, ainda que simbólica, de 100, a 200 euros. Só para pôr ordem nisto. Pois a obstrução à liberdade de expressão pode muito bem vir de dentro do meio, não vem forçosamente da relação fontes/jornalistas. Outros casos, uma entrevista a falsos interlocutores também deveria dar lugar a multa.


Falsas notícias, quando provadas também deveria dar lugar a multas, e libertava-se os tribunais dos processos. Passava a ser mera contra-ordenação. Deveria haver um código de corporate governance para o jornalismo. Premiar o mérito, medida em termos de quantidade de notícias importantes publicada pelo mesmo autor. A remuneração teria de ter uma pequena parte variável, poderia ser simbólica, meramente. Deveriam ser publicados os resultados uma vez por ano, no site ou no jornal. Uma espécie de quadro de honra.  


É absolutamente necessário profissionalizar o jornalismo.

O Som que eu desconhecia



Natasha Haws - Stranger (Official Video)

O Som que eu desconhecia



Natasha Haws - Stranger (Official Video)

"Não há solidão mais triste do que alguém sem amigos. Sem eles o mundo é um deserto."

"Não há solidão mais triste do que alguém sem amigos. Sem eles o mundo é um deserto."

Good vibes

Boas boas ondas em Portugal? Só se forem as da Nazaré (e mais exactamente, da Praia do Norte) porque de resto não há "good vibes" para ninguém!


 


Good vibes

Boas boas ondas em Portugal? Só se forem as da Nazaré (e mais exactamente, da Praia do Norte) porque de resto não há "good vibes" para ninguém!


 


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O menino Selvagem


 Filme de François Truffaut (1970)


 


Vejam este filme mal consigam. Pois calculo que esta, como outras grandes obras do cinema mundial, também tenha o destino traçado pela Opus Dei!


 

O menino Selvagem


 Filme de François Truffaut (1970)


 


Vejam este filme mal consigam. Pois calculo que esta, como outras grandes obras do cinema mundial, também tenha o destino traçado pela Opus Dei!


 

Sempre aberta!


 


Se eu tivesse sabido, quando estava no ensino secundário, que os Maias eram uma obra perigosa para a Opus Dei seria hoje um homem diferente? Estou certo que sim. Seria seguramente mais estúpido! Mas, felizmente, vivo e fui educado no seio de uma família católica mas de mente aberta!

Sempre aberta!


 


Se eu tivesse sabido, quando estava no ensino secundário, que os Maias eram uma obra perigosa para a Opus Dei seria hoje um homem diferente? Estou certo que sim. Seria seguramente mais estúpido! Mas, felizmente, vivo e fui educado no seio de uma família católica mas de mente aberta!

O maestro metrossexual


Miguel Graça Moura deve ser um Maestro metrossexual. Porque só isso explica que ele (além da falsificação de documentos) tenha sido condenado por ter "ter gasto 720 mil euros  em artigos de lingerie masculina e feminina, compras em supermercado, mobiliário,  gravadores, aparelhagens áudio, vinhos, charutos, jóias, viagens e obras  de arte"!

O maestro metrossexual


Miguel Graça Moura deve ser um Maestro metrossexual. Porque só isso explica que ele (além da falsificação de documentos) tenha sido condenado por ter "ter gasto 720 mil euros  em artigos de lingerie masculina e feminina, compras em supermercado, mobiliário,  gravadores, aparelhagens áudio, vinhos, charutos, jóias, viagens e obras  de arte"!

Margem de erro


 


Enganar-me por um dia não é uma grande margem de erro. Acontece que há muito que gostaria de postar aqui uma das obras de Jackson Pollock, um dos maiores e dos mais conturbados pintores do século passado, que teria feito ontem 101 anos.

Margem de erro


 


Enganar-me por um dia não é uma grande margem de erro. Acontece que há muito que gostaria de postar aqui uma das obras de Jackson Pollock, um dos maiores e dos mais conturbados pintores do século passado, que teria feito ontem 101 anos.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O momento sindicalista do dia

A "escurinha" parou de trabalhar e foi fumar um cigarro.


 



Encontrada aqui.

O momento sindicalista do dia

A "escurinha" parou de trabalhar e foi fumar um cigarro.


 



Encontrada aqui.

Momento racista de Arménio Carlos


 


Rei Mago, obra de "O Aleijadinho". Ouro Negro, Museu da Inconfidência.


 


O secretário-geral da CGTP, Arménio carlos, é, além de sindicalista, racista. Só assim é que consigo enquadrar as suas palavras proferidas durante a manifestação dos professores de sábado passado quando se referiu ao etíope Abebe Selassie (representante do FMI na Troika) como "o mais escurinho", dos reis magos!


 

Momento racista de Arménio Carlos


 


Rei Mago, obra de "O Aleijadinho". Ouro Negro, Museu da Inconfidência.


 


O secretário-geral da CGTP, Arménio carlos, é, além de sindicalista, racista. Só assim é que consigo enquadrar as suas palavras proferidas durante a manifestação dos professores de sábado passado quando se referiu ao etíope Abebe Selassie (representante do FMI na Troika) como "o mais escurinho", dos reis magos!


 

Uma imagem, uma legenda


 


Esta também está na corda bamba!




A imagem foi econtrada aqui.

Uma imagem, uma legenda


 


Esta também está na corda bamba!




A imagem foi econtrada aqui.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Porque é que eu gosto do 007


 


-Você é mais esperto do que parece (007) 
-É melhor do que parecer-se mais esperto do que se é (Mr. Q)


 e


 -I´m Mr. Kil


- There is a name to die for (007)

Porque é que eu gosto do 007


 


-Você é mais esperto do que parece (007) 
-É melhor do que parecer-se mais esperto do que se é (Mr. Q)


 e


 -I´m Mr. Kil


- There is a name to die for (007)

sábado, 26 de janeiro de 2013

Artistas a metro


Neste site, o new weavesilk, você consegue ser um artista expontâneo. Não é grande coisa, tenho duvídas que seja arte. Seja como for é um bom aplicativo para descontrair quando está a navegar na net.

Artistas a metro


Neste site, o new weavesilk, você consegue ser um artista expontâneo. Não é grande coisa, tenho duvídas que seja arte. Seja como for é um bom aplicativo para descontrair quando está a navegar na net.

O Triunfo dos Porcos


"Bloquearam manifestação: FENPROF acusa porcos da A1 de serem porcos fascistas!"


 


A Notícia é falsa, mas que é boa, lá isso é!

O Triunfo dos Porcos


"Bloquearam manifestação: FENPROF acusa porcos da A1 de serem porcos fascistas!"


 


A Notícia é falsa, mas que é boa, lá isso é!

El matador

O Príncipe Harry é um verdadeiro "matador". A ele nada lhe escapa: sejam talibãs, seja o que for... De facto seu "killer instinct" é realmente notório...!









El matador

O Príncipe Harry é um verdadeiro "matador". A ele nada lhe escapa: sejam talibãs, seja o que for... De facto seu "killer instinct" é realmente notório...!









sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

A nossa história como serviço público


A História de Portugal deve e tem que ser conhecida por todos.


 


A série da RTP "Conta-me História", com apresentação de Luís Filipe Borges e Prof. Fernando Casqueira, que é um registo humorado dos nossos quase 900 anos de existência, é um exemplo do serviço público que a Rádio e Televisão de Portugal pode e deve prestar!


 


 


 

A nossa história como serviço público


A História de Portugal deve e tem que ser conhecida por todos.


 


A série da RTP "Conta-me História", com apresentação de Luís Filipe Borges e Prof. Fernando Casqueira, que é um registo humorado dos nossos quase 900 anos de existência, é um exemplo do serviço público que a Rádio e Televisão de Portugal pode e deve prestar!


 


 


 

A metamorfose de Super Mário


 


“Ontem fez-se um grande festejo por Portugal ter regressado aos mercados. É bom para o país porque é o início de uma recuperação da credibilidade do Estado nos mercados financeiros internacionais mas não é mérito deste governo, o mérito é do senhor Mario Draghi”


 


Freitas do Amaral, Lusa 24/01/2013 - 15:15


 


Perante as palavras de Freitas do Amaral conclui-se que Mário Soares tem um substituto à altura.


 


Diz Freitas do Amaral que o mérito é de Mario Draghi. Concordo. O papel do presidente do Banco Central Europeu foi fundamental. Porém não é por isto mesmo que ele foi escolhido? É quase como se disséssemos que o Barcelona esteve bem no jogo mas que o mérito é do Messi!


 

A metamorfose de Super Mário


 


“Ontem fez-se um grande festejo por Portugal ter regressado aos mercados. É bom para o país porque é o início de uma recuperação da credibilidade do Estado nos mercados financeiros internacionais mas não é mérito deste governo, o mérito é do senhor Mario Draghi”


 


Freitas do Amaral, Lusa 24/01/2013 - 15:15


 


Perante as palavras de Freitas do Amaral conclui-se que Mário Soares tem um substituto à altura.


 


Diz Freitas do Amaral que o mérito é de Mario Draghi. Concordo. O papel do presidente do Banco Central Europeu foi fundamental. Porém não é por isto mesmo que ele foi escolhido? É quase como se disséssemos que o Barcelona esteve bem no jogo mas que o mérito é do Messi!


 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Sem discussão

Sem discussão

Não sei porquê...

... mas sinto que por ai há uma imensa falta de chá!


 


Não sei porquê...

... mas sinto que por ai há uma imensa falta de chá!


 


Manda-chuva às avessas


 


Acabo de ler que "Privatização da RTP vai ficar à espera de melhores dias", e, com os meus botões, pensei que fosse resultado do mau tempo, consequência da malfadada “ciclogénese explosiva”. Porém, e bem vistas a coisas, é mesmo uma questão climatérica... O adiamento na privatização da RTP deve-se ao desentendimento político entre dois "manda-chuva": Miguel Relvas e Paulo Portas estão às avessas perante o futuro do canal público de rádio e televisão!

Manda-chuva às avessas


 


Acabo de ler que "Privatização da RTP vai ficar à espera de melhores dias", e, com os meus botões, pensei que fosse resultado do mau tempo, consequência da malfadada “ciclogénese explosiva”. Porém, e bem vistas a coisas, é mesmo uma questão climatérica... O adiamento na privatização da RTP deve-se ao desentendimento político entre dois "manda-chuva": Miguel Relvas e Paulo Portas estão às avessas perante o futuro do canal público de rádio e televisão!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Great João Moreira Rato

O regresso aos mercados tem um gestor, que raramente aparece: João Moreira Rato, presidente do IGCP.


Aqui na SIC:


 


Great João Moreira Rato

O regresso aos mercados tem um gestor, que raramente aparece: João Moreira Rato, presidente do IGCP.


Aqui na SIC:


 


Gaspar, o senhor "abaixo de 5%"

Portugal cumpriu o défice orçamental!


Défice de 2012 nos 4,6%, 700 milhões abaixo do limite exigido pela troika que era de 5%.


No mesmo dia em que Portugal conseguiu levantar 2,5 mil milhões de euros com uma taxa abaixo dos 5%


 


Parabéns Portugal! Parabéns Gaspar!


 


Deve ser por isso que Pedro Silva Pereira está nervoso e já está a preparar a substituição do António José Seguro por António Costa, o homem das multi-rotundas...


 

Gaspar, o senhor "abaixo de 5%"

Portugal cumpriu o défice orçamental!


Défice de 2012 nos 4,6%, 700 milhões abaixo do limite exigido pela troika que era de 5%.


No mesmo dia em que Portugal conseguiu levantar 2,5 mil milhões de euros com uma taxa abaixo dos 5%


 


Parabéns Portugal! Parabéns Gaspar!


 


Deve ser por isso que Pedro Silva Pereira está nervoso e já está a preparar a substituição do António José Seguro por António Costa, o homem das multi-rotundas...


 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Para acabar com os discursos oportunistas

Publico aqui um comentário de José Manuel Fernandes (ex-director do Público) , sobre o alargamento da maturidade da dívida e os discursos oportunistas dos socialistas:


 


Como tenho ouvido e lido muitos disparates, vou tentar explicar por partes, pois o tema é difícil. Primeiro ponto: É verdade que Vítor Gaspar foi pedir a Bruxelas "mais tempo", como diz o líder do PS? Não, não é verdade. Quando o PS falava de "mais tempo", falava de mais tempo para baixar o défice orçamental, e não é isso que está em causa. Em 2013 o nosso défice terá de ser de 4%, conforme acordado com a troika, e aí não há novidades. Segundo ponto: Mas então Vítor Gaspar não pediu "mais tempo" para pagar os empréstimos? Pedir, pediu – é isso que significa "alargar a maturidade da dívida" –, mas isso não representa que vamos pagar a dívida em prestações mais suaves, como sucederia se estivéssemos a falar de um empréstimo à habitação. A triste verdade é que, apesar de todos os sacrifícios, nós não estamos a pagar nem grandes, nem pequenas, amortizações da nossa dívida, nós até continuamos a acrescentar dívida à dívida pois continuamos a gastar mais dinheiro do que aquele que temos (é isso o défice). Terceiro ponto: Para que serve então ter mais anos para pagar os empréstimos europeus? Para, como disse o ministro, "facilitar o regresso aos mercados". Vou tentar explicar. Ao contrário do que sucede com os nossos empréstimos particulares, quando uma das dívidas do Estado vence e tem de ser paga (o que está sempre a acontecer), o Estado vai aos mercados buscar dinheiro para pagar essa dívida mais o que necessita para financiar o défice corrente. Ou seja, substitui uma dívida antiga por uma dívida nova. Ora o que sucede nos próximos anos, sobretudo em 2016, é que há muita dívida para "trocar", logo uma enorme necessidade de "ir aos mercados". Ao ganhar tempo nos prazos de devolução dos empréstimos europeus, Portugal adia algumas idas ao mercado com a esperança de que, lá mais para o final desta década, já não exista a actual turbulência (o gráfico mostra as nossas necessidades de financiamento nos próximos anos). Quarto ponto: Mas não ganhamos mesmo nada em termos financeiros? Ganhar, ganhamos, mas não muito e espalhado no tempo. Como há inflação, quando pagarmos as dívidas que forem prolongadas no tempo, pagaremos menos em termos reais porque o dinheiro valerá menos. Como os montantes são muito grandes, ainda é um ganho que vale a pena. Mas não altera nada de essencial no que toca às actuais dificuldades orçamentais. Quinto ponto: Mesmo assim, Vítor Gaspar não se contradisse quando disse que não ia pedir as mesmas condições da Grécia? Para responder a esta pergunta, é preciso recordar as suas palavras exactas, quando esclareceu a posição portuguesa depois de toda a polémica e das contradições de Juncker. Que foram: "Portugal está atento a oportunidades nessa matéria e solicitará a discussão destas questões quando oportuno no contexto da sua estratégia global de regresso ao mercado" da dívida. Ou seja, foi exactamente isso que Portugal e Gaspar fizeram, numa jogada de mestre que nos permitiu aparecer ao lado da Irlanda e que talvez permita regressarmos já amanhã aos mercados. Internamente, Vítor Gaspar perdeu a opinião pública. Mas externamente, no que toca ao cumprimento dos objectivos portugueses, continua com uma folha de serviços impecável. Eu diria até que ele hoje começou a renascer das cinzas para o cidadão comum. Vamos ver o que nos reservam os próximos dias.


 



 

Para acabar com os discursos oportunistas

Publico aqui um comentário de José Manuel Fernandes (ex-director do Público) , sobre o alargamento da maturidade da dívida e os discursos oportunistas dos socialistas:


 


Como tenho ouvido e lido muitos disparates, vou tentar explicar por partes, pois o tema é difícil. Primeiro ponto: É verdade que Vítor Gaspar foi pedir a Bruxelas "mais tempo", como diz o líder do PS? Não, não é verdade. Quando o PS falava de "mais tempo", falava de mais tempo para baixar o défice orçamental, e não é isso que está em causa. Em 2013 o nosso défice terá de ser de 4%, conforme acordado com a troika, e aí não há novidades. Segundo ponto: Mas então Vítor Gaspar não pediu "mais tempo" para pagar os empréstimos? Pedir, pediu – é isso que significa "alargar a maturidade da dívida" –, mas isso não representa que vamos pagar a dívida em prestações mais suaves, como sucederia se estivéssemos a falar de um empréstimo à habitação. A triste verdade é que, apesar de todos os sacrifícios, nós não estamos a pagar nem grandes, nem pequenas, amortizações da nossa dívida, nós até continuamos a acrescentar dívida à dívida pois continuamos a gastar mais dinheiro do que aquele que temos (é isso o défice). Terceiro ponto: Para que serve então ter mais anos para pagar os empréstimos europeus? Para, como disse o ministro, "facilitar o regresso aos mercados". Vou tentar explicar. Ao contrário do que sucede com os nossos empréstimos particulares, quando uma das dívidas do Estado vence e tem de ser paga (o que está sempre a acontecer), o Estado vai aos mercados buscar dinheiro para pagar essa dívida mais o que necessita para financiar o défice corrente. Ou seja, substitui uma dívida antiga por uma dívida nova. Ora o que sucede nos próximos anos, sobretudo em 2016, é que há muita dívida para "trocar", logo uma enorme necessidade de "ir aos mercados". Ao ganhar tempo nos prazos de devolução dos empréstimos europeus, Portugal adia algumas idas ao mercado com a esperança de que, lá mais para o final desta década, já não exista a actual turbulência (o gráfico mostra as nossas necessidades de financiamento nos próximos anos). Quarto ponto: Mas não ganhamos mesmo nada em termos financeiros? Ganhar, ganhamos, mas não muito e espalhado no tempo. Como há inflação, quando pagarmos as dívidas que forem prolongadas no tempo, pagaremos menos em termos reais porque o dinheiro valerá menos. Como os montantes são muito grandes, ainda é um ganho que vale a pena. Mas não altera nada de essencial no que toca às actuais dificuldades orçamentais. Quinto ponto: Mesmo assim, Vítor Gaspar não se contradisse quando disse que não ia pedir as mesmas condições da Grécia? Para responder a esta pergunta, é preciso recordar as suas palavras exactas, quando esclareceu a posição portuguesa depois de toda a polémica e das contradições de Juncker. Que foram: "Portugal está atento a oportunidades nessa matéria e solicitará a discussão destas questões quando oportuno no contexto da sua estratégia global de regresso ao mercado" da dívida. Ou seja, foi exactamente isso que Portugal e Gaspar fizeram, numa jogada de mestre que nos permitiu aparecer ao lado da Irlanda e que talvez permita regressarmos já amanhã aos mercados. Internamente, Vítor Gaspar perdeu a opinião pública. Mas externamente, no que toca ao cumprimento dos objectivos portugueses, continua com uma folha de serviços impecável. Eu diria até que ele hoje começou a renascer das cinzas para o cidadão comum. Vamos ver o que nos reservam os próximos dias.


 



 

Pretensiosismo

- Hoje fui a um restaurante gourmet! - Ai sim e então? - O meu almoço foi camarão envolvido em molho bechamel, com pequenos apontamentos de salsa frisada australiana, em cama de massa fina banhada em pão ralado crocante e confitada em óleo vegetal ... - O quê ??? Mas o que é que tu comeste? - Olha comi um rissol...

Pretensiosismo

- Hoje fui a um restaurante gourmet! - Ai sim e então? - O meu almoço foi camarão envolvido em molho bechamel, com pequenos apontamentos de salsa frisada australiana, em cama de massa fina banhada em pão ralado crocante e confitada em óleo vegetal ... - O quê ??? Mas o que é que tu comeste? - Olha comi um rissol...

Uma questão luminosa...



O presidente da Câmara de Pombal, Narciso Mota, está compreensivelmente irritado. Não é natural, no século XXI, verem-se obrigados a regressar à idade das trevas. O seu concelho é uma vítimas do apagão eléctrico ocorrido em consequência do temporal do passado fim-de-semana. Em comunicado apontado contra a EDP acusa-os de não terem feito o que deviam, de não terem limpo as zonas de floresta adjacentes às linhas de alta e média tensão, e de terem deixado "de ocupar o seu desígnio nacional de parceiro no desenvolvimento económico do nosso país." Visto de fora eu compreendo a sua irritação! Imagino como ele e os os seus munícipes se sentem...!Porém, pergunto a quem de direito se ele não errou no alvo, ou seja: se essas não são funções da REN - Rede Eléctrica Nacional?

Uma questão luminosa...



O presidente da Câmara de Pombal, Narciso Mota, está compreensivelmente irritado. Não é natural, no século XXI, verem-se obrigados a regressar à idade das trevas. O seu concelho é uma vítimas do apagão eléctrico ocorrido em consequência do temporal do passado fim-de-semana. Em comunicado apontado contra a EDP acusa-os de não terem feito o que deviam, de não terem limpo as zonas de floresta adjacentes às linhas de alta e média tensão, e de terem deixado "de ocupar o seu desígnio nacional de parceiro no desenvolvimento económico do nosso país." Visto de fora eu compreendo a sua irritação! Imagino como ele e os os seus munícipes se sentem...!Porém, pergunto a quem de direito se ele não errou no alvo, ou seja: se essas não são funções da REN - Rede Eléctrica Nacional?

Pressão assassina

"O que é o homem na natureza? Um nada em relação ao infinito, um tudo em relação ao nada, um ponto a meio entre nada e tudo."


Pascal.


 



 


Por causa do temporal do passado sábado que se deveu a uma “ciclogénese explosiva”, a que os norte-americanos dados a estes palavrões designam igualmente de “bomba meteorológica”, lembrei-me de como somos insignificantes, e por isso recordo este profundo e verdadeiro pensamento de Blaise Pascal (1623 — 1662).

Pressão assassina

"O que é o homem na natureza? Um nada em relação ao infinito, um tudo em relação ao nada, um ponto a meio entre nada e tudo."


Pascal.


 



 


Por causa do temporal do passado sábado que se deveu a uma “ciclogénese explosiva”, a que os norte-americanos dados a estes palavrões designam igualmente de “bomba meteorológica”, lembrei-me de como somos insignificantes, e por isso recordo este profundo e verdadeiro pensamento de Blaise Pascal (1623 — 1662).

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Baby boom?

Eu que fiquei cerca de 4 horas sem luz, consequência do temporal da sábado passado, senti-me perfeitamente impotente, sem saber o que fazer! Sei no entanto que no Portugal mais rural, aqui mesmo no concelho de Santarém, há pessoas que continuam sem luz, como se tivessem regredido no tempo, e voltado à idade média. Aliás, a situação faz-me lembrar uma letra mais escabrosa de Pedro Abrunhosa, onde cantava: " e tu e eu o que vamos fazer? Talvez fo***? Pelo que paira no ar um novo baby boom, será?

Baby boom?

Eu que fiquei cerca de 4 horas sem luz, consequência do temporal da sábado passado, senti-me perfeitamente impotente, sem saber o que fazer! Sei no entanto que no Portugal mais rural, aqui mesmo no concelho de Santarém, há pessoas que continuam sem luz, como se tivessem regredido no tempo, e voltado à idade média. Aliás, a situação faz-me lembrar uma letra mais escabrosa de Pedro Abrunhosa, onde cantava: " e tu e eu o que vamos fazer? Talvez fo***? Pelo que paira no ar um novo baby boom, será?

domingo, 20 de janeiro de 2013

Desalento

Estava a ler a entrevista de Ricardo Salgado ao Expresso, e não pude deixar de sentir no seu discurso um grande desalento, de que eu partilho. É desconcertante a travessia que este país fez, desde uns anos 80 e 90 em que Portugal avançava a passos largos para um eldorado e até parecia que o céu era o limite, tal a expectativa brilhava nos olhos dos portugueses, até à actual situação de quase bancarrota, com pouca luz ao fundo do túnel. Imaginem esta travessia vista pelos olhos de um Espírito Santo que trás às costas toda uma história de Portugal do século XX. Não só a história do sistema financeiro, mas história da sociedade portuguesa e da sua estrutura social, da cultura, da política.


"Nunca passei por uma crise tão grande. Passei pelas nacionalizações - e ainda trabalhei dois meses no banco nacionalizado, mas esta é muito pior porque nessa altura a crise era nossa mas havia países que não tinham crise nenhuma. Hoje temos uma crise da civilização ocidental, nos EUA e na Europa, provocada em grande parte por nós, pois as empresas acabaram por se internacionalizar, levando capital para os países emergentes. criando desemprego nos países de origem e emprego nos países emergentes". Diz Ricardo Salgado.


 


Este país nesta geração não tem remédio, perdeu todas as oportunidades de se elevar. É um desalento.


 


P.S. Em relação à entrevista propriamente dita, ficou aquém das expectativas, porque o jornal não lhe fez perguntas essenciais. Por exemplo: "É verdade que teve de corrigir a sua declaração de impostos?" "Sempre procurou ter um papel activo, ainda que de forma discreta, na condução dos destinos do país, contribuindo com sugestões aos governos. De todos os governos com que se relacionou qual aquele que mais contribuiu, na sua perspectiva, para a evolução do país?" "Como vê hoje o futuro de Portugal?" "Diz-se muitas vezes que o grande problema deste país é fraqueza das elites. As elites portuguesas são inseguras, com pouca força cultural, com pouca independência de pensamento, fúteis, com pouca auto-confiança para inovar. Concorda com esta tese?". São algumas sugestões de perguntas em falta.


 


Quando a entrevista acabou fiquei à procura da continuação da entrevista noutras páginas...



 

Desalento

Estava a ler a entrevista de Ricardo Salgado ao Expresso, e não pude deixar de sentir no seu discurso um grande desalento, de que eu partilho. É desconcertante a travessia que este país fez, desde uns anos 80 e 90 em que Portugal avançava a passos largos para um eldorado e até parecia que o céu era o limite, tal a expectativa brilhava nos olhos dos portugueses, até à actual situação de quase bancarrota, com pouca luz ao fundo do túnel. Imaginem esta travessia vista pelos olhos de um Espírito Santo que trás às costas toda uma história de Portugal do século XX. Não só a história do sistema financeiro, mas história da sociedade portuguesa e da sua estrutura social, da cultura, da política.


"Nunca passei por uma crise tão grande. Passei pelas nacionalizações - e ainda trabalhei dois meses no banco nacionalizado, mas esta é muito pior porque nessa altura a crise era nossa mas havia países que não tinham crise nenhuma. Hoje temos uma crise da civilização ocidental, nos EUA e na Europa, provocada em grande parte por nós, pois as empresas acabaram por se internacionalizar, levando capital para os países emergentes. criando desemprego nos países de origem e emprego nos países emergentes". Diz Ricardo Salgado.


 


Este país nesta geração não tem remédio, perdeu todas as oportunidades de se elevar. É um desalento.


 


P.S. Em relação à entrevista propriamente dita, ficou aquém das expectativas, porque o jornal não lhe fez perguntas essenciais. Por exemplo: "É verdade que teve de corrigir a sua declaração de impostos?" "Sempre procurou ter um papel activo, ainda que de forma discreta, na condução dos destinos do país, contribuindo com sugestões aos governos. De todos os governos com que se relacionou qual aquele que mais contribuiu, na sua perspectiva, para a evolução do país?" "Como vê hoje o futuro de Portugal?" "Diz-se muitas vezes que o grande problema deste país é fraqueza das elites. As elites portuguesas são inseguras, com pouca força cultural, com pouca independência de pensamento, fúteis, com pouca auto-confiança para inovar. Concorda com esta tese?". São algumas sugestões de perguntas em falta.


 


Quando a entrevista acabou fiquei à procura da continuação da entrevista noutras páginas...



 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Uma das melhores músicas de sempre

Uma das melhores músicas de sempre

Nicolas Berggruen, o milionário que propõe "Governação Inteligente para o século XXI"



"Governação Inteligente para o século XXI"

Nicolas Berggruen, o milionário que propõe "Governação Inteligente para o século XXI"



"Governação Inteligente para o século XXI"

A porta da rua é a serventia da casa


 


Hoje, no esperado discurso sobre a União Europeia, era previsto que o Primeiro-ministro britânico, David Cameron, tivesse anunciado que o "Reino Unido pode decidir sair da União Europeia". Eu não sei o que vocês pensam, mas como da minha parte estou fartos das chantagens britânicas, teria-lhe dito, em bom português, que "A porta da rua é a serventia da casa"!

A porta da rua é a serventia da casa


 


Hoje, no esperado discurso sobre a União Europeia, era previsto que o Primeiro-ministro britânico, David Cameron, tivesse anunciado que o "Reino Unido pode decidir sair da União Europeia". Eu não sei o que vocês pensam, mas como da minha parte estou fartos das chantagens britânicas, teria-lhe dito, em bom português, que "A porta da rua é a serventia da casa"!

Uma foto, uma pergunta


 


Será que irei ganhar algum Óscar?


 


 

Uma foto, uma pergunta


 


Será que irei ganhar algum Óscar?


 


 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Ainda Lewis Carroll


 


"Tudo tem uma moral: é só encontrá-la."

Ainda Lewis Carroll


 


"Tudo tem uma moral: é só encontrá-la."