sábado, 21 de setembro de 2013

De Santarém para Portugal


 


Tenho a sorte de conhecer pessoalmente todos os candidatos às eleições autárquicas de Santarém. Conheço todos e em todos vejo qualidades humanas que no entanto não são condição para que neles eu vote. Tem que ser um processo de muita e qualificada reflexão!


Do Bloco ao CDS-PP conheço-os a todos, e entre os extremos prefiro a virtude, o centro. Que centro? O centro invariavelmente acaba incondicionalmente no arco de governação, no eixo socialista / sociais-democratas, o que dá a ideia que depois de extrapolados resultados poderemos aferir aqui os resultados nacionais. Será então o concelho de Santarém, um concelho tipo, daqueles em que as empresas de sondagens poderão fazer as suas sondagens à boca das urnas?


É claro que não. Não estamos no escrutínio nacional, nem tampouco os dirigentes políticos poderão tirar grandes ilações, mesmo que, num passado não muito distante um primeiro-ministro se tenha demitido graças aos maus resultados do seu partido. Ele não fez bem, preferiu a tempestade política a dar a volta ao texto, como tampouco faz mal quem vê nestas eleições a forma ideal para castigar o governo central. Com que então preferem ter um mau executivo camarário a poderem dar uma “chicotada” nos governantes.?


Naturalmente os socialistas, à boleia de um problema que eles iniciaram (e que maioria do eleitorado já se esqueceu) vão tirar os seus dividendos. Não faço ideia se o cenário será este, até porque já ouvi para ai que também serão severamente penalizados. Seja como for, vão ser umas eleições muito interessantes para serem seguidas, por exemplo: quais irão ser os resultados no Porto? Oeiras? E, já agora, no nosso burgo embora todas as sondagens – ontem o PS local teve acessos ao seu próprio estudo – conhecidas dão o PSD como presumível vencedor?


Naturalmente irei votar: sei em quem irei votar para a Câmara e Assembleia Municipal, pois há muito tempo que tenho essa ideia bem presente, não sei quem merecerá o meu voto para a Junta de Freguesia. Se ainda vivesse em Santarém sei bem a quem daria o meu voto, mas vivendo numa nova freguesia, as Abitureiras, na aldeia da Póvoa do Conde, de três, uma: voto conforme a minha ideologia (o que num contexto de eleições locais não tem sentido), “ao calhas” (o que é profundamente estúpido e até imoral) ou então voto em branco (sinal do meu pouco entrosamento no meu local de residência). Tenho ainda tempo para pensar…


Nas eleições locais prefiro as pessoas aos partidos, inclusive agrada-me muito a existência de movimentos de cidadãos, o que pelas razões supra referidas é chão que dará frutos, e, no entanto, porque as lógicas partidárias teimam em prevalecer, havendo mesmo candidatos que não veem os efeitos profundamente democráticos desta via, serão sempre marginalizados. È a ditadura do multipartidarismo contra a vontade legítima dos cidadãos a demonstrarem que a democracia é antes de tudo um exercício de cidadania! Eu não tenho cartão de coisíssima nenhuma, e não me venham com a treta que para sermos temos que pertencer ao quer eu seja. Gosto da minha independência ao directórios de que me dizem o e como o fazer. Sou um animal político, todos o somos... mas ao menos não sou domesticado! Nasci e morrerei selvagem!


               


 

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