quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Recomendado por António Lobo Xavier

A propósito da tomada de poder de António Costa, que forma um governo que não emana das eleições, mas sim do Parlamento.


Recomendado por António Lobo Xavier

A propósito da tomada de poder de António Costa, que forma um governo que não emana das eleições, mas sim do Parlamento.


Já não há paciência para o argumento do PPM



De cada vez que aparece um socialista a comentar a aliança à esquerda com o PCP e Bloco de Esquerda (partidos que defendem a renegociação da dívida, a saída do euro e da Nato) vem com o argumento que já houve um governo que teve como coligação o Partido Popular Monárquico e que nem por isso tentou restaurar a monarquia. Caramba, mas há alguma comparação possível? Em primeiro lugar a Aliança Democrática (famosa AD de Francisco Sá Carneiro) foi uma coligação de centro-direita, formada em Portugal em 1979 pelo Partido Social-Democrata (PPD/PSD), pelo Centro Democrático Social (CDS) e pelo Partido Popular Monárquico (PPM) e reformadores.Teve como grande impulsionador o líder histórico do PSD, Francisco Sá Carneiro bem como os líderes do CDS, Diogo Freitas do Amaral e do PPM, Gonçalo Ribeiro Teles. Portanto o PPM (que tinha essencialmente no programa a defesa da nação, da terra, anti-federalismo europeu) entra para o Governo muito antes da entrada de Portugal na CEE (1985). Depois disso nunca mais teve expressão governativa, 


Depois o PPM fez parte de um Governo legislativo, coisa perfeitamente compatível com uma monarquia, ou com as ambições de uma monarquia. Não podia o PPM restaurar a monarquia só porque tinha isso no programa do Governo, porque a monarquia está vedada constitucionalmente. Portanto quem convida o PPM para o Governo, ou quem votou no PPM podia identificar-se com a causa monárquica, mas não votou nele na esperança que a monarquia fosse restaurada. Porque isso era impossível a um partido. A Constituição para ser alterada exige a conjugação da maioria dos deputados de várias forças partidárias. 


Não tem nada a ver com o PCP e o Bloco. Porque a renegociação da dívida aos credores europeus não precisa de alterações constitucionais. 


Chega de clichés que apesar de ben trovatos, no son vero!


Vamos lá a falar a sério. Onde é que está o acordo PS/PCP e BE? O que é que o PS prometeu a cada um desses partidos? É que o mais provável é que para formar a AD não tenham sido precisas tantas reuniões... 



 


 


 

Já não há paciência para o argumento do PPM



De cada vez que aparece um socialista a comentar a aliança à esquerda com o PCP e Bloco de Esquerda (partidos que defendem a renegociação da dívida, a saída do euro e da Nato) vem com o argumento que já houve um governo que teve como coligação o Partido Popular Monárquico e que nem por isso tentou restaurar a monarquia. Caramba, mas há alguma comparação possível? Em primeiro lugar a Aliança Democrática (famosa AD de Francisco Sá Carneiro) foi uma coligação de centro-direita, formada em Portugal em 1979 pelo Partido Social-Democrata (PPD/PSD), pelo Centro Democrático Social (CDS) e pelo Partido Popular Monárquico (PPM) e reformadores.Teve como grande impulsionador o líder histórico do PSD, Francisco Sá Carneiro bem como os líderes do CDS, Diogo Freitas do Amaral e do PPM, Gonçalo Ribeiro Teles. Portanto o PPM (que tinha essencialmente no programa a defesa da nação, da terra, anti-federalismo europeu) entra para o Governo muito antes da entrada de Portugal na CEE (1985). Depois disso nunca mais teve expressão governativa, 


Depois o PPM fez parte de um Governo legislativo, coisa perfeitamente compatível com uma monarquia, ou com as ambições de uma monarquia. Não podia o PPM restaurar a monarquia só porque tinha isso no programa do Governo, porque a monarquia está vedada constitucionalmente. Portanto quem convida o PPM para o Governo, ou quem votou no PPM podia identificar-se com a causa monárquica, mas não votou nele na esperança que a monarquia fosse restaurada. Porque isso era impossível a um partido. A Constituição para ser alterada exige a conjugação da maioria dos deputados de várias forças partidárias. 


Não tem nada a ver com o PCP e o Bloco. Porque a renegociação da dívida aos credores europeus não precisa de alterações constitucionais. 


Chega de clichés que apesar de ben trovatos, no son vero!


Vamos lá a falar a sério. Onde é que está o acordo PS/PCP e BE? O que é que o PS prometeu a cada um desses partidos? É que o mais provável é que para formar a AD não tenham sido precisas tantas reuniões... 



 


 


 

Sem comentários

copy-3-of-044.jpg


 


 

Sem comentários

copy-3-of-044.jpg


 


 

E ele já tem um "lápis azul"


 


 

E ele já tem um "lápis azul"


 


 

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Não estão tempos para grandes confianças (vale tudo, até proibir os jornalistas de escrever)

Há no ar uma leve sensação revolucionária. Sente-se ao longe uma ameaça. As pessoas já não se sentem seguras nem têm confiança naquilo que confiavam antes. Há uma sensação de que tudo pode escapar, e que qualquer coisa antes vista como marginal pode passar a ser legítima, mesmo o mais impensável que é ver um derrotado nas eleições chegar ao poder com um golpe palaciano que toda a gente agora ou por medo, ou porque o seguro morreu de velho, lhe chama democracia.


Hoje Fernando Ulrich, outrora o l´enfant terrible da banca, o banqueiro referência que punha ordem nisto quando falava para a imprensa, o banqueiro de direita, que nunca escondeu ser, disse (fiquei pasmada) a propósito do que se está a passar, "que é bom ao longo do tempo, numa democracia madura e adulta que toda a população, pelo menos algumas vezes se sinta representada, que se reveja em quem está no Governo e participa activamente na tomada de decisões", numa clara alusão aos partidos PCP e Bloco de Esquerda que estão a negociar saltar para o poder com o PS, que vai formar Governo.


Meu Deus ao que isto chegou! Até Fernando Ulrich está conformado.A fragilidade dos confrontos accionistas na sua casa [BPI] talvez tenham retirado ao banqueiro aquela força contestatária de antigamente (o que é perfeitamente compreensível neste contexto).


Era o banqueiro destemido que não se preocupava com mal entendidos, que enfrentou as deputadas no Bloco de Esquerda numa comissão com uma confiança brutal, que as punha na ordem. Era tal a segurança que se confundia com sobranceria. Esse banqueiro hoje mede as palavras e chega mesmo a admitir que a última coisa que quer são mal entendidos. "A última coisa que queria era fazer algum comentário que pudesse ser mal interpretado, o que às vezes acontece aos melhores, como eu e vocês sabemos. A última coisa que faria era dizer qualquer coisa que podia parecer que estaria a criticar a maneira como as pessoas votaram".


Isto está de tal maneira que o politicamente correcto impõe-se até aos mais inteligentes.


 Esta postura temerária voltou a demonstrá-la mais à frente quando diz: "Isto não estão tempos para mostrar algo que possa parecer arrogância", disse o banqueiro a propósito do capital recomedado pelo BCE para o BPI. Mas revelou mais do que isso, revelou um novo Ulrich que já sente que o chão lhe pode escapar. Não é o único. Estamos todos assim, o chão pode escapar-nos, é uma sensação permanente.


Estamos a perder as referencias  de bem e mal, de certo e errado, de justo e injusto, de mérito e desmérito. Já não podemos situar nada, há um terreno movediço.


Na política há um terramoto ideologico nos partidos. Antes podíamos dizer que o PCP era um partido que defendia os trabalhadores contra os privilegiados, que defendia os operários, hoje já não sabemos. Antes eram anti-Nato e anti-euro, queriam renegociar a dívida, mas agora já não é bem assim, defendem tudo e o seu contrário, desde que sirva contra os partidos de direita.


O Bloco de Esquerda mantém-se fiel às causas fracturantes (lamentáveis causas na minha opinião) mas já admite que afinal não é preciso ser Syriza. Em vez de ideologias e ideias agora há inimigos a abater em nome de lugares de poder a conquistar. Vale tudo, mas mesmo tudo para se manter com um papel relevante na sociedade.


Andamos todos uns contra os outros. Mesmo as amizades estão periclitantes à espera de ver para onde vão as conveniências.  Há uma leve sensação a guerras tribais, tu ou és da minha tribo ou és meu inimigo. Os conflitos crispados estão a atingir subtilmente todos os espaços. Sentimos que já não nos podemos ancorar no sentido de justiça, no conceito de democracia como o tínhamos por certo, não podemos confiar na entreajuda. Somos facilmente enredados em teias montadas por pessoas de má rês.


Hoje o Tribunal proibiu o grupo Cofina de publicar notícias sobre caso Sócrates. Uma coisa inédita. Já se pode proibir jornalistas de escrever, seja o Tribunal sejam os próprios jornais. O presidente do PS, Carlos César, veio dizer, sem dizer que estava a falar do caso Sócrates, que quer mudar a lei para evitar detenções sem acusação. Um caso que afectou também Ricardo Salgado. 


Há uma sensação de desconfiança. Os devedores não pagam. Os amigos não se comprometem. Os rivais fazem batota. Está tudo muito desnorteado e muito desconfiado.


Há uma sensação de insegurança no ar, de golpes orquestrados nos mantideros, de perseguições políticas não declaradas.


Isto não estão tempos para grandes seguranças. Temos de estar atentos às traições shakeasperianas. 


 

Não estão tempos para grandes confianças (vale tudo, até proibir os jornalistas de escrever)

Há no ar uma leve sensação revolucionária. Sente-se ao longe uma ameaça. As pessoas já não se sentem seguras nem têm confiança naquilo que confiavam antes. Há uma sensação de que tudo pode escapar, e que qualquer coisa antes vista como marginal pode passar a ser legítima, mesmo o mais impensável que é ver um derrotado nas eleições chegar ao poder com um golpe palaciano que toda a gente agora ou por medo, ou porque o seguro morreu de velho, lhe chama democracia.


Hoje Fernando Ulrich, outrora o l´enfant terrible da banca, o banqueiro referência que punha ordem nisto quando falava para a imprensa, o banqueiro de direita, que nunca escondeu ser, disse (fiquei pasmada) a propósito do que se está a passar, "que é bom ao longo do tempo, numa democracia madura e adulta que toda a população, pelo menos algumas vezes se sinta representada, que se reveja em quem está no Governo e participa activamente na tomada de decisões", numa clara alusão aos partidos PCP e Bloco de Esquerda que estão a negociar saltar para o poder com o PS, que vai formar Governo.


Meu Deus ao que isto chegou! Até Fernando Ulrich está conformado.A fragilidade dos confrontos accionistas na sua casa [BPI] talvez tenham retirado ao banqueiro aquela força contestatária de antigamente (o que é perfeitamente compreensível neste contexto).


Era o banqueiro destemido que não se preocupava com mal entendidos, que enfrentou as deputadas no Bloco de Esquerda numa comissão com uma confiança brutal, que as punha na ordem. Era tal a segurança que se confundia com sobranceria. Esse banqueiro hoje mede as palavras e chega mesmo a admitir que a última coisa que quer são mal entendidos. "A última coisa que queria era fazer algum comentário que pudesse ser mal interpretado, o que às vezes acontece aos melhores, como eu e vocês sabemos. A última coisa que faria era dizer qualquer coisa que podia parecer que estaria a criticar a maneira como as pessoas votaram".


Isto está de tal maneira que o politicamente correcto impõe-se até aos mais inteligentes.


 Esta postura temerária voltou a demonstrá-la mais à frente quando diz: "Isto não estão tempos para mostrar algo que possa parecer arrogância", disse o banqueiro a propósito do capital recomedado pelo BCE para o BPI. Mas revelou mais do que isso, revelou um novo Ulrich que já sente que o chão lhe pode escapar. Não é o único. Estamos todos assim, o chão pode escapar-nos, é uma sensação permanente.


Estamos a perder as referencias  de bem e mal, de certo e errado, de justo e injusto, de mérito e desmérito. Já não podemos situar nada, há um terreno movediço.


Na política há um terramoto ideologico nos partidos. Antes podíamos dizer que o PCP era um partido que defendia os trabalhadores contra os privilegiados, que defendia os operários, hoje já não sabemos. Antes eram anti-Nato e anti-euro, queriam renegociar a dívida, mas agora já não é bem assim, defendem tudo e o seu contrário, desde que sirva contra os partidos de direita.


O Bloco de Esquerda mantém-se fiel às causas fracturantes (lamentáveis causas na minha opinião) mas já admite que afinal não é preciso ser Syriza. Em vez de ideologias e ideias agora há inimigos a abater em nome de lugares de poder a conquistar. Vale tudo, mas mesmo tudo para se manter com um papel relevante na sociedade.


Andamos todos uns contra os outros. Mesmo as amizades estão periclitantes à espera de ver para onde vão as conveniências.  Há uma leve sensação a guerras tribais, tu ou és da minha tribo ou és meu inimigo. Os conflitos crispados estão a atingir subtilmente todos os espaços. Sentimos que já não nos podemos ancorar no sentido de justiça, no conceito de democracia como o tínhamos por certo, não podemos confiar na entreajuda. Somos facilmente enredados em teias montadas por pessoas de má rês.


Hoje o Tribunal proibiu o grupo Cofina de publicar notícias sobre caso Sócrates. Uma coisa inédita. Já se pode proibir jornalistas de escrever, seja o Tribunal sejam os próprios jornais. O presidente do PS, Carlos César, veio dizer, sem dizer que estava a falar do caso Sócrates, que quer mudar a lei para evitar detenções sem acusação. Um caso que afectou também Ricardo Salgado. 


Há uma sensação de desconfiança. Os devedores não pagam. Os amigos não se comprometem. Os rivais fazem batota. Está tudo muito desnorteado e muito desconfiado.


Há uma sensação de insegurança no ar, de golpes orquestrados nos mantideros, de perseguições políticas não declaradas.


Isto não estão tempos para grandes seguranças. Temos de estar atentos às traições shakeasperianas. 


 

O que disse Fernando Ulrich (política, cisão do BFA, Isabel dos Santos e testes de stress)

Fernando Ulrich, presidente executivo do BPI(Jorge Amaral/Global Imagens)


Na sessão de apresentação dos resultados do terceiro trimestre – bons resultados impulsionados pela margem financeira, que só em Portugal  (e cada vez mais o que interessa é a actividade doméstica, uma vez que o BPI vai ser essencialmente um banco doméstico depois do spin-off) subiu 25,3% num ano e em termos consolidados essa subida foi de 30,8% – Fernando Ulrich comentou os temas quentes. Relação com a accionista Isabel dos Santos: Não foi feita proposta de compra de posição adicional no BFA" - desmentindo que Isabel dos Santos tenha proposto a compra de 10% do BFA. Falou do projecto de cisão que criará um banco doméstico com menos capital e menos lucros. A posição de 50,1% que o BPI tem no BFA rendeu um lucro de 105,5 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano.Falou da política e pela primeira vez referiu-se que era bom que as pessoas que votam nos partidos pequenos se sintam representadas no Governo, o que é uma clara alusão ao BE e PCP (my god!). 


Depois falou do tema mais importante para a banca: os rácios de capital que cada banco supervisionado pelo BCE tem de ter e que já sabe qual é. Rácio esse que explica que a CGD tenha de vender activos para pagar os 900 milhões de CoCo´s ao Estado, sem poder aumentar o capital para isso [isto digo eu, não Fernando Ulrich], e rácio esse que pode explicar a derrocada em bolsa do Banif (onde o Estado tem 700 milhões em acções especiais e 125 milhões em CoCo´s em atraso de pagamento). O presidente do BPI não comentou estes dois casos, mas sobre o BPI disse que "está confortável com o valor fixado, que é inferior aos rácios que o banco tem”. O BPI tem um rácio de common equity tier I de 10.6% (“phasing in").


O BPI apresentou resultados domésticos de  38.9 milhões e em termos consolidados (com internacional que é essencialmente BFA) teve lucro líquido de 151 milhões. No 3º trimestre de 2015 (Julho – Setembro), o BPI obteve um lucro líquido consolidado de 74,8 milhões de euros (32,3 milhões na actividade doméstica e 42,5 milhões na actividade internacional). 


Sobre a cisão do BPI em dois (spin-off dos activos angolanos):


"Vejo muito bem" o futuro do BPI sem África


“Não é o meu sonho de vida, ou o projecto que gostava que continuasse, mas a realidade é o que é. Manda quem pode - o BCE - obedece quem deve - o BPI. Estamos na fase de obedecer e executar. O BPI, na actividade doméstica, segue o seu caminho, segue a trajectória de melhoria de rentabilidade” 


“O facto de haver um veículo cotado com exposição a activos africanos é um excelente veículo de investimento para os investidores, e há vários nos EUA ou na China, que estão direccionados para África e poderão olhar para ele com mais interesse do que olham para o BPI, que tem actualmente uma parte portuguesa e africana”. “Estamos a demonstrar que o BFA tem um modelo de negócio resistente e resiliente”.


“O projecto de cisão é muito exigente, porque envolve a obtenção de muitas aprovações e acordos. Temos de obter o acordo da Unitel, que tem direitos atribuídos pelos estatutos e acordo parassocial, e das autoridades angolanas e portuguesas. Há um conjunto exaustivo de passos a dar e todos esses processos estão em curso e estamos em conversações e em trabalhos”


"Estamos em diálogo com a Unitel sobre este projecto, é um processo que está em curso e estamos a trabalhar com espírito construtivo com um objectivo que é comum a todos”.


“Não foi dirigida ao conselho de administração nenhuma proposta de compra” de mais de 10% do BFA, disse ainda Fernando Ulrich, sobre o possível interesse de Isabel dos Santos em comprar uma participação adicional no BFA avançado pela imprensa.


Situação política:


"Estamos em democracia há 40 anos, é uma democracia madura. Vivo isto com muita tranquilidade e muita naturalidade. A última coisa que queria era fazer algum comentário que pudesse ser mal interpretado, o que às vezes acontece aos melhores, como eu e vocês sabemos. A última coisa que faria era dizer qualquer coisa que podia parecer que estaria a criticar a maneira como as pessoas votaram. Portanto as pessoas votaram como acreditam que é melhor para o país,  eu entendo que é bom ao longo do tempo que toda a população se reveja em quem está no Governo. Entendo que é bom que, por vezes, toda a população, algumas vezes, se sinta representada, isso ajuda a construir uma sociedade mais equilibrada".


"Tenho confiança em Portugal e nos portugueses, que têm capacidade para superar obstáculos difíceis como se viu no passado e hoje as coisas estão melhores. O que quer que seja que aconteça vai acontecer numa linha de estabilidade. Vejo o que se está a passar com muita tranquilidade, prefiro encarar a realidade do que cenários”


“A forma exemplar como o país ultrapassou todas as dificuldades e era estranho que agora se aumentasse o nível de conflitualidade” 


“Como está na moda dizer, agora é o tempo da política e dos políticos por excelência. Votámos e agora compete ao Presidente da República e aos partidos cumprir a constituição.  “Estou a viver esta situação de forma tranquila, vivemos em democracia, as pessoas votaram e agora alguns estão mais contentes e outros menos. É a democracia”


 


Sobre os testes de stress: "O valor de rácio que o BCE recomenda para o BPI é inferior aos rácios que o banco tem"


"Relativamente ao capital indicado pelo BCE - que agora indica a cada banco supervisionado qual o capital que deve ter - a resposta é sim, nós - tal como todos os bancos - já recebemos a indicação provisória do valor do common equity tier I em phasing in que temos de cumprir, mas o BCE recomenda que não seja divulgado o valor. Posso dizer apenas que o banco não vai fazer nenhum aumento de capital por causa dessa recomendação.  Ela vai ser tornada definitiva daqui até ao fim do ano. A nossa expectativa é que não haja diferenças  significativas entre aquilo que foi indicado como o valor preliminar e o valor o definitivo, mas a decisão final é do BCE. O BPI está confortável com o valor fixado, que é inferior aos rácios que o banco tem”. O banco tem um rácio de 10,6%.


"Não tenho comentário especial e nem vou comentar a situação do Banif e da CGD [sobre possíveis problemas ou necessidades de capital] não tenho nenhuma informação especial que a senhora não tenha"

O que disse Fernando Ulrich (política, cisão do BFA, Isabel dos Santos e testes de stress)

Fernando Ulrich, presidente executivo do BPI(Jorge Amaral/Global Imagens)


Na sessão de apresentação dos resultados do terceiro trimestre – bons resultados impulsionados pela margem financeira, que só em Portugal  (e cada vez mais o que interessa é a actividade doméstica, uma vez que o BPI vai ser essencialmente um banco doméstico depois do spin-off) subiu 25,3% num ano e em termos consolidados essa subida foi de 30,8% – Fernando Ulrich comentou os temas quentes. Relação com a accionista Isabel dos Santos: Não foi feita proposta de compra de posição adicional no BFA" - desmentindo que Isabel dos Santos tenha proposto a compra de 10% do BFA. Falou do projecto de cisão que criará um banco doméstico com menos capital e menos lucros. A posição de 50,1% que o BPI tem no BFA rendeu um lucro de 105,5 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano.Falou da política e pela primeira vez referiu-se que era bom que as pessoas que votam nos partidos pequenos se sintam representadas no Governo, o que é uma clara alusão ao BE e PCP (my god!). 


Depois falou do tema mais importante para a banca: os rácios de capital que cada banco supervisionado pelo BCE tem de ter e que já sabe qual é. Rácio esse que explica que a CGD tenha de vender activos para pagar os 900 milhões de CoCo´s ao Estado, sem poder aumentar o capital para isso [isto digo eu, não Fernando Ulrich], e rácio esse que pode explicar a derrocada em bolsa do Banif (onde o Estado tem 700 milhões em acções especiais e 125 milhões em CoCo´s em atraso de pagamento). O presidente do BPI não comentou estes dois casos, mas sobre o BPI disse que "está confortável com o valor fixado, que é inferior aos rácios que o banco tem”. O BPI tem um rácio de common equity tier I de 10.6% (“phasing in").


O BPI apresentou resultados domésticos de  38.9 milhões e em termos consolidados (com internacional que é essencialmente BFA) teve lucro líquido de 151 milhões. No 3º trimestre de 2015 (Julho – Setembro), o BPI obteve um lucro líquido consolidado de 74,8 milhões de euros (32,3 milhões na actividade doméstica e 42,5 milhões na actividade internacional). 


Sobre a cisão do BPI em dois (spin-off dos activos angolanos):


"Vejo muito bem" o futuro do BPI sem África


“Não é o meu sonho de vida, ou o projecto que gostava que continuasse, mas a realidade é o que é. Manda quem pode - o BCE - obedece quem deve - o BPI. Estamos na fase de obedecer e executar. O BPI, na actividade doméstica, segue o seu caminho, segue a trajectória de melhoria de rentabilidade” 


“O facto de haver um veículo cotado com exposição a activos africanos é um excelente veículo de investimento para os investidores, e há vários nos EUA ou na China, que estão direccionados para África e poderão olhar para ele com mais interesse do que olham para o BPI, que tem actualmente uma parte portuguesa e africana”. “Estamos a demonstrar que o BFA tem um modelo de negócio resistente e resiliente”.


“O projecto de cisão é muito exigente, porque envolve a obtenção de muitas aprovações e acordos. Temos de obter o acordo da Unitel, que tem direitos atribuídos pelos estatutos e acordo parassocial, e das autoridades angolanas e portuguesas. Há um conjunto exaustivo de passos a dar e todos esses processos estão em curso e estamos em conversações e em trabalhos”


"Estamos em diálogo com a Unitel sobre este projecto, é um processo que está em curso e estamos a trabalhar com espírito construtivo com um objectivo que é comum a todos”.


“Não foi dirigida ao conselho de administração nenhuma proposta de compra” de mais de 10% do BFA, disse ainda Fernando Ulrich, sobre o possível interesse de Isabel dos Santos em comprar uma participação adicional no BFA avançado pela imprensa.


Situação política:


"Estamos em democracia há 40 anos, é uma democracia madura. Vivo isto com muita tranquilidade e muita naturalidade. A última coisa que queria era fazer algum comentário que pudesse ser mal interpretado, o que às vezes acontece aos melhores, como eu e vocês sabemos. A última coisa que faria era dizer qualquer coisa que podia parecer que estaria a criticar a maneira como as pessoas votaram. Portanto as pessoas votaram como acreditam que é melhor para o país,  eu entendo que é bom ao longo do tempo que toda a população se reveja em quem está no Governo. Entendo que é bom que, por vezes, toda a população, algumas vezes, se sinta representada, isso ajuda a construir uma sociedade mais equilibrada".


"Tenho confiança em Portugal e nos portugueses, que têm capacidade para superar obstáculos difíceis como se viu no passado e hoje as coisas estão melhores. O que quer que seja que aconteça vai acontecer numa linha de estabilidade. Vejo o que se está a passar com muita tranquilidade, prefiro encarar a realidade do que cenários”


“A forma exemplar como o país ultrapassou todas as dificuldades e era estranho que agora se aumentasse o nível de conflitualidade” 


“Como está na moda dizer, agora é o tempo da política e dos políticos por excelência. Votámos e agora compete ao Presidente da República e aos partidos cumprir a constituição.  “Estou a viver esta situação de forma tranquila, vivemos em democracia, as pessoas votaram e agora alguns estão mais contentes e outros menos. É a democracia”


 


Sobre os testes de stress: "O valor de rácio que o BCE recomenda para o BPI é inferior aos rácios que o banco tem"


"Relativamente ao capital indicado pelo BCE - que agora indica a cada banco supervisionado qual o capital que deve ter - a resposta é sim, nós - tal como todos os bancos - já recebemos a indicação provisória do valor do common equity tier I em phasing in que temos de cumprir, mas o BCE recomenda que não seja divulgado o valor. Posso dizer apenas que o banco não vai fazer nenhum aumento de capital por causa dessa recomendação.  Ela vai ser tornada definitiva daqui até ao fim do ano. A nossa expectativa é que não haja diferenças  significativas entre aquilo que foi indicado como o valor preliminar e o valor o definitivo, mas a decisão final é do BCE. O BPI está confortável com o valor fixado, que é inferior aos rácios que o banco tem”. O banco tem um rácio de 10,6%.


"Não tenho comentário especial e nem vou comentar a situação do Banif e da CGD [sobre possíveis problemas ou necessidades de capital] não tenho nenhuma informação especial que a senhora não tenha"

O Henricartoon está mesmo na moda


 

O Henricartoon está mesmo na moda


 

Sócrates o iliberal

i·li·be·ral
(latim illiberalis, -e, ignóbil, sórdido)


adjectivo

1. Não liberal.


2. Contrário à liberdade.


3. Mesquinho.


4. Sovina.



Esta definição serve de legenda a esta notícia. Ou seja, nada que não estava à espera!

Sócrates o iliberal

i·li·be·ral
(latim illiberalis, -e, ignóbil, sórdido)


adjectivo

1. Não liberal.


2. Contrário à liberdade.


3. Mesquinho.


4. Sovina.



Esta definição serve de legenda a esta notícia. Ou seja, nada que não estava à espera!

Acordou tarde mas não se arrepende!

Acordou tarde mas não se arrepende!

Para ti Maria e os teus amigos verdinhos!

sporting.jpg


 

Para ti Maria e os teus amigos verdinhos!

sporting.jpg


 

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Este Henricartoon é top

Dia do leão


ultima1.jpg

Este Henricartoon é top

Dia do leão


ultima1.jpg

O que é natural é bom, o que não é...


Não há slogan mais banal e ao mesmo tempo tão verdadeiro que este: o que é natural é bom. Eu aperfeiçoaria para o que é natural é verdadeiro. Defensora como sou das regras da natureza  em tantas coisas – prometo não falar das leis que a esquerda se prepara para levar ao Parlamento, uma vez que não servindo de nada os meus alertas perante um hemiclo com mais deputados de esquerda do que de direita, então mais vale não os fazer. Resta-me sempre aquela frase: pai perdoa-os, eles não sabem o que fazem – não podia deixar de ser também na alimentação.


Vem isto a propósito do relatório sobre cancro da Organização Mundial de Saúde que conclui que as carnes processadas são cancerígenas. Mais concretamente, segundo o documento, 50 gramas de carne processada por dia, o equivalente a duas fatias de bacon, aumentam a chance de desenvolver cancrocolorretal em 18%. Nisto eu acredito. Salsichas, enchidos, fiambre, bacon, presunto, todos os fumados, são de evitar. 


Mas já em relação à carne vermelha, onde a Agência Internacional de Investigação do Cancro inclui a carne de vaca, de borrego ou de porco, que a OMS classificou como sendo “provavelmente cancerígena nos humanos”, deixa-me de sobreaviso. Até porque "provavelmente" é muito pouco fiável para uma organização com aquela credibilidade. A não ser que esse risco surja das rações que comem, a carne de boa qualidade em si não pode matar os humanos, tenho as maiores dúvidas, uma vez que os humanos foram feitos para comer carne (entre outras coisas), e a natureza, para bem ou para o mal, é soberana. Só se for na terceira idade que a carne possa fazer mal. O homem era caçador na origem, o homem é caçador por natureza, não nos podemos esquecer.


Quanto a mim, continuarei a comer bifes, enquanto puder pagar e puder escolher a carne pela sua qualidade. Os enchidos quase nem lhes toco. Nunca fui fã, e nunca abusei de carnes processadas porque não adoro. 


Mas tenho muitos amigos gourmets à antiga portuguesa, que adoram os pratos de enchidos com vinho tinto, e não falham um presuntinho.


Hoje, mal acordei lembrei-me de um grande amigo fã de comezainas. Liguei-lhe a dizer que as suas morcelas fritas estavam na lista negra da OMS. Respondeu-me: São uns possidónios!


É bem visto.

O que é natural é bom, o que não é...


Não há slogan mais banal e ao mesmo tempo tão verdadeiro que este: o que é natural é bom. Eu aperfeiçoaria para o que é natural é verdadeiro. Defensora como sou das regras da natureza  em tantas coisas – prometo não falar das leis que a esquerda se prepara para levar ao Parlamento, uma vez que não servindo de nada os meus alertas perante um hemiclo com mais deputados de esquerda do que de direita, então mais vale não os fazer. Resta-me sempre aquela frase: pai perdoa-os, eles não sabem o que fazem – não podia deixar de ser também na alimentação.


Vem isto a propósito do relatório sobre cancro da Organização Mundial de Saúde que conclui que as carnes processadas são cancerígenas. Mais concretamente, segundo o documento, 50 gramas de carne processada por dia, o equivalente a duas fatias de bacon, aumentam a chance de desenvolver cancrocolorretal em 18%. Nisto eu acredito. Salsichas, enchidos, fiambre, bacon, presunto, todos os fumados, são de evitar. 


Mas já em relação à carne vermelha, onde a Agência Internacional de Investigação do Cancro inclui a carne de vaca, de borrego ou de porco, que a OMS classificou como sendo “provavelmente cancerígena nos humanos”, deixa-me de sobreaviso. Até porque "provavelmente" é muito pouco fiável para uma organização com aquela credibilidade. A não ser que esse risco surja das rações que comem, a carne de boa qualidade em si não pode matar os humanos, tenho as maiores dúvidas, uma vez que os humanos foram feitos para comer carne (entre outras coisas), e a natureza, para bem ou para o mal, é soberana. Só se for na terceira idade que a carne possa fazer mal. O homem era caçador na origem, o homem é caçador por natureza, não nos podemos esquecer.


Quanto a mim, continuarei a comer bifes, enquanto puder pagar e puder escolher a carne pela sua qualidade. Os enchidos quase nem lhes toco. Nunca fui fã, e nunca abusei de carnes processadas porque não adoro. 


Mas tenho muitos amigos gourmets à antiga portuguesa, que adoram os pratos de enchidos com vinho tinto, e não falham um presuntinho.


Hoje, mal acordei lembrei-me de um grande amigo fã de comezainas. Liguei-lhe a dizer que as suas morcelas fritas estavam na lista negra da OMS. Respondeu-me: São uns possidónios!


É bem visto.

E o culpado é mesmo a chouriça!


 Encontrei esta imagem no blog de Pedro Ribeiro. O rapaz que nos acorda na Comercial e aconselho que leiam o ele escreve.


As nossa vidas vão andar ao avesso! Não bastava o Costa agora o culpado é mesmo a chouriça! 

E o culpado é mesmo a chouriça!


 Encontrei esta imagem no blog de Pedro Ribeiro. O rapaz que nos acorda na Comercial e aconselho que leiam o ele escreve.


As nossa vidas vão andar ao avesso! Não bastava o Costa agora o culpado é mesmo a chouriça! 

Uma questão de fomes!

collagesapo.jpg


 Luaty Beirão acaba greve de fome.


António Costa continua esfomeado!

Uma questão de fomes!

collagesapo.jpg


 Luaty Beirão acaba greve de fome.


António Costa continua esfomeado!

Uma piada porque as somas estão na moda

lolll.jpg


 

Uma piada porque as somas estão na moda

lolll.jpg


 

Vale a pena ler o artigo do João Miguel Tavares

Acordei hoje com um artigo do Público do Joào Miguel Tavares que recomendo.


Chama-se "António Costa anda a aldrabar-nos" e diz, entre outras coisas o seguinte: A seriedade deste procedimento é nula. Quase toda a gente achou que Cavaco foi excessivo na sua intervenção, mas parece-me que quase toda a gente desvalorizou a passagem mais importante do seu discurso. O Presidente falou de forma muito directa de uma “alternativa claramente inconsistente sugerida por outras forças políticas”, acrescentando de seguida: “É significativo que não tenham sido apresentadas, por essas forças políticas, garantias de uma solução alternativa estável, duradoura e credível.” Convém olhar bem para os adjectivos usados por Cavaco e compará-los com aqueles que polvilhavam a frase mais importante proferida por António Costa após o encontro entre ambos no dia 12 de Outubro. Disse então o líder do PS: “Tive ocasião de informar o Presidente da República sobre a criação de condições para podermos ter em Portugal um governo que seja estável, credível e consistente para os próximos quatro anos.” (...) não terá sido por milagre que os adjectivos que ele escolheu na sua comunicação encaixam na perfeição nos adjectivos que António Costa utilizou à saída de Belém. Costa falou em governo estável, Cavaco disse que não havia solução estável. Costa falou em governo credível, Cavaco disse que não havia solução credível. Costa falou em governo consistente, Cavaco disse que a alternativa era “claramente inconsistente”. Costa falou em governo “para os próximos quatro anos”, Cavaco disse que não havia uma solução “duradoura”.

Vale a pena ler o artigo do João Miguel Tavares

Acordei hoje com um artigo do Público do Joào Miguel Tavares que recomendo.


Chama-se "António Costa anda a aldrabar-nos" e diz, entre outras coisas o seguinte: A seriedade deste procedimento é nula. Quase toda a gente achou que Cavaco foi excessivo na sua intervenção, mas parece-me que quase toda a gente desvalorizou a passagem mais importante do seu discurso. O Presidente falou de forma muito directa de uma “alternativa claramente inconsistente sugerida por outras forças políticas”, acrescentando de seguida: “É significativo que não tenham sido apresentadas, por essas forças políticas, garantias de uma solução alternativa estável, duradoura e credível.” Convém olhar bem para os adjectivos usados por Cavaco e compará-los com aqueles que polvilhavam a frase mais importante proferida por António Costa após o encontro entre ambos no dia 12 de Outubro. Disse então o líder do PS: “Tive ocasião de informar o Presidente da República sobre a criação de condições para podermos ter em Portugal um governo que seja estável, credível e consistente para os próximos quatro anos.” (...) não terá sido por milagre que os adjectivos que ele escolheu na sua comunicação encaixam na perfeição nos adjectivos que António Costa utilizou à saída de Belém. Costa falou em governo estável, Cavaco disse que não havia solução estável. Costa falou em governo credível, Cavaco disse que não havia solução credível. Costa falou em governo consistente, Cavaco disse que a alternativa era “claramente inconsistente”. Costa falou em governo “para os próximos quatro anos”, Cavaco disse que não havia uma solução “duradoura”.

domingo, 25 de outubro de 2015

O mais provável é que António Costa deixe cair a esquerda a seguir a ser indigitado

O mais provável é que António Costa, quando conseguir ser indigitado para primeiro ministro com o argumento de que "a esquerda" é maioritária no Parlamento, faça um acordo com a coligação (PaF) ou com o PSD para deixar passar os seus Orçamentos e se marimbe para o PCP e o Bloco de Esquerda. António Costa vai fazer o golpe palaciano, vai usar a esquerda como argumento e vai-se marimbar para ela quando for poder. Escrevam na pedra. 


P.S. Isto é, António Costa vê o seu Governo aprovado pela CDU e Bloco, mas quando chegar a vez dos Orçamentos de Estado (pró-pacto de estabilidade), vai contar com o PSD para os deixar passar e vai deixar cair as exigências do PCP e Bloco. 


 

O mais provável é que António Costa deixe cair a esquerda a seguir a ser indigitado

O mais provável é que António Costa, quando conseguir ser indigitado para primeiro ministro com o argumento de que "a esquerda" é maioritária no Parlamento, faça um acordo com a coligação (PaF) ou com o PSD para deixar passar os seus Orçamentos e se marimbe para o PCP e o Bloco de Esquerda. António Costa vai fazer o golpe palaciano, vai usar a esquerda como argumento e vai-se marimbar para ela quando for poder. Escrevam na pedra. 


P.S. Isto é, António Costa vê o seu Governo aprovado pela CDU e Bloco, mas quando chegar a vez dos Orçamentos de Estado (pró-pacto de estabilidade), vai contar com o PSD para os deixar passar e vai deixar cair as exigências do PCP e Bloco. 


 

sábado, 24 de outubro de 2015

Dito no Governo Sombra

O João Miguel Tavares diz, e bem, que o Antonio Costa aproveitou o facto de o Presidente da República estar com os poderes diminuídos para tomar de assalto a Assembleia da República.

Dito no Governo Sombra

O João Miguel Tavares diz, e bem, que o Antonio Costa aproveitou o facto de o Presidente da República estar com os poderes diminuídos para tomar de assalto a Assembleia da República.

Vêm aí as invasões bárbaras


Alguém publicou no Facebook este artigo do Expresso, em que é relatada a suposta "inversão" dos deputados dito seguristas. Ora eu, daquilo que conheço da natureza humana, sei que mesmo os opositores da mesma família, se unem quando está em causa o poder da família. Para quem acha que o Presidente da República com o seu discurso uniu as esquerdas, digo-vos que é uma táctica fazer de Cavaco Silva o bode expiatório da união dentro do PS, 


Acho que esses deputados da minoria segurista nunca iriam votar contra o partido. Acho que o discurso de Cavaco Silva não é contra o PS é, pelo contrário, um puxão de orelhas a António Costa, e bem dado porque um acordo parlamentar com partidos que escolheram ter programas de governo que os excluem do arco da governação não dá qualquer estabilidade. Acho que os seguristas estavam à procura de um bode expiatório para ficarem do lado do Costa porque se ele for para o poder eles ganham com isso. E acho que vêm aí as invasões bárbaras!


Infelizmente nós é que somos os ratos dessa experiência de laboratório.

Vêm aí as invasões bárbaras


Alguém publicou no Facebook este artigo do Expresso, em que é relatada a suposta "inversão" dos deputados dito seguristas. Ora eu, daquilo que conheço da natureza humana, sei que mesmo os opositores da mesma família, se unem quando está em causa o poder da família. Para quem acha que o Presidente da República com o seu discurso uniu as esquerdas, digo-vos que é uma táctica fazer de Cavaco Silva o bode expiatório da união dentro do PS, 


Acho que esses deputados da minoria segurista nunca iriam votar contra o partido. Acho que o discurso de Cavaco Silva não é contra o PS é, pelo contrário, um puxão de orelhas a António Costa, e bem dado porque um acordo parlamentar com partidos que escolheram ter programas de governo que os excluem do arco da governação não dá qualquer estabilidade. Acho que os seguristas estavam à procura de um bode expiatório para ficarem do lado do Costa porque se ele for para o poder eles ganham com isso. E acho que vêm aí as invasões bárbaras!


Infelizmente nós é que somos os ratos dessa experiência de laboratório.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Discurso de Cavaco é puxão de orelhas a António Costa


Eis o que acaba de dizer o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva:


Portugal precisa de uma solução governativa que assegure a estabilidade política e que permita cumprir os compromissos internacionais historicamente assumidos e as grandes opções estratégicas adoptadas (sufragadas nas eleições de 4 de Outubro). 
Lamento profundamente que numa altura em que importa consolidar a trajectoria de crescimento e de criação de emprego, interesses conjunturais se tenham sobreposto à salvaguarda do superior interesse nacional.
Indigitei hoje Pedro Passos Coelho para formar governo. Líder do maior partido da coligação que venceu as eleições.


Tive presente que em 40 anos de democracia portuguesa o partido mais votado foi convidado a formar Governo.


Tive também presente que a UE é uma opção estratégica do país. Fora da União Europeia e da zona euro o futuro de Portugal seria catastrófico.


Em 40 anos de democracia nunca os Governos de Portugal dependeram de forças políticas anti-europeístas (puxão de orelhas à aliança conveniente da esquerda que inclui partidos anti-europeístas e anti-Nato).


É meu dever impedir que seja posta em causa a credibilidade e confiança dos mercados no país.


É incompreensivel que as forças partidárias europeístas não tenham chegado a um entendimento quando há pouco tempo na Assembleia da República,  votaram em conjunto a aprovação dos Tratado orçamental, tratado de lisboa e mecanismo europeu de estabilidade  (os demais partidos votaram sempre contra).


Se o governo formado pela coligação vencedora pode não assegurar inteiramente a estabilidade que o país precisa, considero ser muito mais grave as consequências financeiras, economicas e sociais de uma alternativa claramente inconsistente sugerida por outras forças políticas (que não apresentaram garantias de uma solução alternativa, estável, duradoira e credível ). 


A nomeação do primeiro-ministro pelo PR não encerra a formação do Governo, cabe aos deputados da Assembleia da República a última palavra. A rejeição do programa do governo implica a sua demissão. É pois aos deputados que cabe apreciar o programa de governo no prazo de 10 dias depois de nomeado, e decidir em consciência e tendo em conta o superior interesse nacional.


Eu assumo as minhas responsabilidades constitucionais 


Compete agora aos senhores deputados assumir as suas.


O que se retira daqui.


Um grande puxão de orelhas a António Costa e á sua frágil coligação de esquerda. 


Um lamento à falta de entendimento dos partidos europeístas. 


Um claro chumbo à solução de um Governo que alie forças anti-europeístas. Chama-lhe mesmo grave.


E, em tom grave como nunca se viu, apela à responsabilidade (individual) de cada deputado, a chamar os deputados para votarem pela sua consciência e não por disciplina de voto.


António Costa propôs um acordo com os partidos de esquerda (BE e PCP) que não passa de um acordo de incidência parlamentar. O PS insiste nisso pela boca do João Soares.


Marco António Costa, do PSD, por sua vez diz que a decisão do Presidente da República constitui o respeito pela expressão democrática do acto eleitoral.


 


 


 

Discurso de Cavaco é puxão de orelhas a António Costa


Eis o que acaba de dizer o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva:


Portugal precisa de uma solução governativa que assegure a estabilidade política e que permita cumprir os compromissos internacionais historicamente assumidos e as grandes opções estratégicas adoptadas (sufragadas nas eleições de 4 de Outubro). 
Lamento profundamente que numa altura em que importa consolidar a trajectoria de crescimento e de criação de emprego, interesses conjunturais se tenham sobreposto à salvaguarda do superior interesse nacional.
Indigitei hoje Pedro Passos Coelho para formar governo. Líder do maior partido da coligação que venceu as eleições.


Tive presente que em 40 anos de democracia portuguesa o partido mais votado foi convidado a formar Governo.


Tive também presente que a UE é uma opção estratégica do país. Fora da União Europeia e da zona euro o futuro de Portugal seria catastrófico.


Em 40 anos de democracia nunca os Governos de Portugal dependeram de forças políticas anti-europeístas (puxão de orelhas à aliança conveniente da esquerda que inclui partidos anti-europeístas e anti-Nato).


É meu dever impedir que seja posta em causa a credibilidade e confiança dos mercados no país.


É incompreensivel que as forças partidárias europeístas não tenham chegado a um entendimento quando há pouco tempo na Assembleia da República,  votaram em conjunto a aprovação dos Tratado orçamental, tratado de lisboa e mecanismo europeu de estabilidade  (os demais partidos votaram sempre contra).


Se o governo formado pela coligação vencedora pode não assegurar inteiramente a estabilidade que o país precisa, considero ser muito mais grave as consequências financeiras, economicas e sociais de uma alternativa claramente inconsistente sugerida por outras forças políticas (que não apresentaram garantias de uma solução alternativa, estável, duradoira e credível ). 


A nomeação do primeiro-ministro pelo PR não encerra a formação do Governo, cabe aos deputados da Assembleia da República a última palavra. A rejeição do programa do governo implica a sua demissão. É pois aos deputados que cabe apreciar o programa de governo no prazo de 10 dias depois de nomeado, e decidir em consciência e tendo em conta o superior interesse nacional.


Eu assumo as minhas responsabilidades constitucionais 


Compete agora aos senhores deputados assumir as suas.


O que se retira daqui.


Um grande puxão de orelhas a António Costa e á sua frágil coligação de esquerda. 


Um lamento à falta de entendimento dos partidos europeístas. 


Um claro chumbo à solução de um Governo que alie forças anti-europeístas. Chama-lhe mesmo grave.


E, em tom grave como nunca se viu, apela à responsabilidade (individual) de cada deputado, a chamar os deputados para votarem pela sua consciência e não por disciplina de voto.


António Costa propôs um acordo com os partidos de esquerda (BE e PCP) que não passa de um acordo de incidência parlamentar. O PS insiste nisso pela boca do João Soares.


Marco António Costa, do PSD, por sua vez diz que a decisão do Presidente da República constitui o respeito pela expressão democrática do acto eleitoral.


 


 


 

Presidente por um dia


Tal como D. Luísa de Gusmão que preferia ser rainha por um dia, do que duquesa a vida toda. Cavaco Silva, num dia, mostrou-se o presidente que não foi em quase 8 anos!

Presidente por um dia


Tal como D. Luísa de Gusmão que preferia ser rainha por um dia, do que duquesa a vida toda. Cavaco Silva, num dia, mostrou-se o presidente que não foi em quase 8 anos!

Há esquerdas e esquerdas


“Na verdade, o PCP não faz parte das soluções democráticas. O PCP integra o sistema democrático pela simples razão de que a democracia é o regime de todos, incluindo dos não democratas”!


António Barreto

Há esquerdas e esquerdas


“Na verdade, o PCP não faz parte das soluções democráticas. O PCP integra o sistema democrático pela simples razão de que a democracia é o regime de todos, incluindo dos não democratas”!


António Barreto

Tiro no alvo

"Essa gente que anda por aí são mais ou menos uns syrizas" Medina Carrera, ontem, na TVI.

Tiro no alvo

"Essa gente que anda por aí são mais ou menos uns syrizas" Medina Carrera, ontem, na TVI.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Você abusou


 

Você abusou


 

Sim? E que tal rezar senhor Padre!


 “Pela primeira vez na História, há muitas razões para um católico votar no PCP. Apesar de tudo, é o único que fala da vida real. O debate político entre os socialistas, o PSD e o PP é um debate virtual, onde se fala de coisas que não existem”


Padre João Seabra, 
do movimento Comunhão 
e Libertação, dito no final dos anos 90.


 


Não sei se ele votou CDU, mas conhecendo-o não me parece! No entanto - como vi na última peregrinação a Fátima, o melhor é rezar! Vamos passar um péssimo momento!

Sim? E que tal rezar senhor Padre!


 “Pela primeira vez na História, há muitas razões para um católico votar no PCP. Apesar de tudo, é o único que fala da vida real. O debate político entre os socialistas, o PSD e o PP é um debate virtual, onde se fala de coisas que não existem”


Padre João Seabra, 
do movimento Comunhão 
e Libertação, dito no final dos anos 90.


 


Não sei se ele votou CDU, mas conhecendo-o não me parece! No entanto - como vi na última peregrinação a Fátima, o melhor é rezar! Vamos passar um péssimo momento!

Nos dias que correm

Sócrates e Ricardo Salgado em liberdade, Governo de direita em risco, Governo de esquerda unida a caminho do poder por alianças de conveniência, privatização da TAP em risco por causa de dificuldades dos bancos, capitais da banca em turbulência com exigências do BCE e perdas potenciais do Novo Banco. Banif em risco de resolução. Guerra de poder no BPI. Perdas em Angola. Isto está a (des)compor-se.

Nos dias que correm

Sócrates e Ricardo Salgado em liberdade, Governo de direita em risco, Governo de esquerda unida a caminho do poder por alianças de conveniência, privatização da TAP em risco por causa de dificuldades dos bancos, capitais da banca em turbulência com exigências do BCE e perdas potenciais do Novo Banco. Banif em risco de resolução. Guerra de poder no BPI. Perdas em Angola. Isto está a (des)compor-se.

Ricardo III

- Pela Virgem, senhor, não vá na multidão a chaga da maldade, ora selada, reabrir-se – mais perigosa ainda porque agora o Estado se encontra verde e à espera de Governo.


William Shakespeare

Ricardo III

- Pela Virgem, senhor, não vá na multidão a chaga da maldade, ora selada, reabrir-se – mais perigosa ainda porque agora o Estado se encontra verde e à espera de Governo.


William Shakespeare

Malabarismos


 


O Presidente do Partido Popular Europeu, no congresso que se realiza em Madrid, diz que o PCP defende posições em Bruxelas contrárias às que defende em Portugal. É verdade. Em nome do que parecia uma utopia, até o PCP até é capaz de se mostrar igual aos demais.


Não sendo comunista sempre os admirei graças à sua coerência. O PCP era para mim um partido coerente e com princípios. Acontece que estava enganado. Lá também há malabaristas, que, tal como a maioria da classe política, diz uma coisa fazendo exactamente o contrário! E depois admiram-se que os cidadãos, quando chamados a votar, se abstenham! 


Seja como for o grande malabarista é António Costa e os comunas foram na onda. De facto não foi o Secretário-Geral do PS que em 1999 disse o seguinte?


"Os portugueses conquistaram um direito a que não podem nem devem renunciar: o direito a que os governos não sejam formados pelos jogos partidários, mas que resultem da vontade expressa, maioritária, clara e inequívoca de todos os portugueses.”


 


Sim foi... Mas ao que parece são águas passadas!

Malabarismos


 


O Presidente do Partido Popular Europeu, no congresso que se realiza em Madrid, diz que o PCP defende posições em Bruxelas contrárias às que defende em Portugal. É verdade. Em nome do que parecia uma utopia, até o PCP até é capaz de se mostrar igual aos demais.


Não sendo comunista sempre os admirei graças à sua coerência. O PCP era para mim um partido coerente e com princípios. Acontece que estava enganado. Lá também há malabaristas, que, tal como a maioria da classe política, diz uma coisa fazendo exactamente o contrário! E depois admiram-se que os cidadãos, quando chamados a votar, se abstenham! 


Seja como for o grande malabarista é António Costa e os comunas foram na onda. De facto não foi o Secretário-Geral do PS que em 1999 disse o seguinte?


"Os portugueses conquistaram um direito a que não podem nem devem renunciar: o direito a que os governos não sejam formados pelos jogos partidários, mas que resultem da vontade expressa, maioritária, clara e inequívoca de todos os portugueses.”


 


Sim foi... Mas ao que parece são águas passadas!

Estaremos gregos?

Ontem escrevi aqui que o PS, aliando-se à esquerda, i.e., ficando refém de comunistas e bloquistas, torna-se numa versão caseira do PASOK.


Hoje leio no Público que Joseph Daul, o presidente do PPE, está em sintonia com o que escrevi quando diz que Portugal começa a parecer a Grécia.


Como não quero ficar grego, tal como a Maria, espero que haja entre os socialistas uns limianos. Fazem-nos muita falta!


 

Estaremos gregos?

Ontem escrevi aqui que o PS, aliando-se à esquerda, i.e., ficando refém de comunistas e bloquistas, torna-se numa versão caseira do PASOK.


Hoje leio no Público que Joseph Daul, o presidente do PPE, está em sintonia com o que escrevi quando diz que Portugal começa a parecer a Grécia.


Como não quero ficar grego, tal como a Maria, espero que haja entre os socialistas uns limianos. Fazem-nos muita falta!


 

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Não haverá para aí 9 deputados tipo queijo limiano?

A única coisa que pode salvar o governo que será formado pelo partido mais votado é haver uns deputados do PS, e o do PAN quem sabe, para deixar passar o Governo da coligação de direita. Bom senso precisa-se!

Não haverá para aí 9 deputados tipo queijo limiano?

A única coisa que pode salvar o governo que será formado pelo partido mais votado é haver uns deputados do PS, e o do PAN quem sabe, para deixar passar o Governo da coligação de direita. Bom senso precisa-se!

Vamos para um governo de esquerda


A ambição compensa. Viva a esquerda! Quando não tem cão, caça com gato!


O partido da mãozinha ao poder. Uma mãozinha lava sempre a outra. 

Vamos para um governo de esquerda


A ambição compensa. Viva a esquerda! Quando não tem cão, caça com gato!


O partido da mãozinha ao poder. Uma mãozinha lava sempre a outra. 

Aos socialistas com sentido de estado

Todos nós sabemos que o Partido Socialista está divido. Há aqueles, sobretudo os mais velhos, dos tempos de Abril, que vêem com bons olhos uma governação à esquerda e há os outros, que, tal como, por um lado, os "seguristas", reconhecem as evidências, e, por outro, os  oportunistas que tem nesta crise interna, no Largo do Rato, uma janela para se tomarem brevemente o controlo do partido.


De facto as divergências no Rato são grandes. Há, entre os deputados eleitos por este partido, quem não se identifica com a linha seguida por António Costa. Porque, com este posicionamento o PS tornar-se-á numa espécie de “PASOK à portuguesa”, pelo que - e isto é digno de quem tem sentido de estado - seria interessante que eles se automatizassem. Ou seja: que e à revelia dos demais, aprovassem, mesmo que implicitamente o futuro governo de Portugal!


 


Cairia o Carmo, a Trindade e o Rato, mas Portugal respiraria melhor...!

Aos socialistas com sentido de estado

Todos nós sabemos que o Partido Socialista está divido. Há aqueles, sobretudo os mais velhos, dos tempos de Abril, que vêem com bons olhos uma governação à esquerda e há os outros, que, tal como, por um lado, os "seguristas", reconhecem as evidências, e, por outro, os  oportunistas que tem nesta crise interna, no Largo do Rato, uma janela para se tomarem brevemente o controlo do partido.


De facto as divergências no Rato são grandes. Há, entre os deputados eleitos por este partido, quem não se identifica com a linha seguida por António Costa. Porque, com este posicionamento o PS tornar-se-á numa espécie de “PASOK à portuguesa”, pelo que - e isto é digno de quem tem sentido de estado - seria interessante que eles se automatizassem. Ou seja: que e à revelia dos demais, aprovassem, mesmo que implicitamente o futuro governo de Portugal!


 


Cairia o Carmo, a Trindade e o Rato, mas Portugal respiraria melhor...!

Sim ou sopas?

Estive a ler a carta que António Costa enviou à Coligação e não entendo. O PS viabiliza ou não um "novo" governo liderado por Pedro Passos Coelho?

Sim ou sopas?

Estive a ler a carta que António Costa enviou à Coligação e não entendo. O PS viabiliza ou não um "novo" governo liderado por Pedro Passos Coelho?

Aviso para Belém e Largo do Rato (e demais ratazanas)


 Sondagem: se eleições fossem hoje, coligação reforçaria vantagem

Aviso para Belém e Largo do Rato (e demais ratazanas)


 Sondagem: se eleições fossem hoje, coligação reforçaria vantagem

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Entre a realidade e a piada...ou sobre a chalaça sem graça!


Enquanto uma esquerda totalitária, em nome de uma suposta tentativa de golpe de estado, está nas tintas para a greve de fome de um activista - o rap está (neste caso) para Angola como o Zeca Afonso e outros estavam para a ditadura salazarista. Hoje, em Portugal, salva-nos a democracia, que goste-se ou não, ainda nos deixa rir. No entanto há limites que, não raras vezes,  tornam a fácil. Ou seja: Se a greve de fome de Luaty Beirão poderá levar, em último grau, à morte do rapper e activista luso-angolano, o que levou muitos a pedirem clemência ao manda-chuva angolano, José Eduardo dos Santos, por aqui, no seu timbre habitual, o Inimigo Público tentou fazer rir quando, ao brincarem com a ambição de Costa, escreveram que ele "faz greve de fome até ser empossado de Primeiro-Ministro". É uma piada que, graças ao timing dos humorista, se torna fácil, e sem graça alguma. Porque, e se a democracia permite felizmente humor, deveria, do mesmo modo que a permite, impor aos os humoristas uma boa dose de bom senso. Fazendo que, pela comparação entre o real e o cómico, a chalaça perca a sua graça!

Entre a realidade e a piada...ou sobre a chalaça sem graça!


Enquanto uma esquerda totalitária, em nome de uma suposta tentativa de golpe de estado, está nas tintas para a greve de fome de um activista - o rap está (neste caso) para Angola como o Zeca Afonso e outros estavam para a ditadura salazarista. Hoje, em Portugal, salva-nos a democracia, que goste-se ou não, ainda nos deixa rir. No entanto há limites que, não raras vezes,  tornam a fácil. Ou seja: Se a greve de fome de Luaty Beirão poderá levar, em último grau, à morte do rapper e activista luso-angolano, o que levou muitos a pedirem clemência ao manda-chuva angolano, José Eduardo dos Santos, por aqui, no seu timbre habitual, o Inimigo Público tentou fazer rir quando, ao brincarem com a ambição de Costa, escreveram que ele "faz greve de fome até ser empossado de Primeiro-Ministro". É uma piada que, graças ao timing dos humorista, se torna fácil, e sem graça alguma. Porque, e se a democracia permite felizmente humor, deveria, do mesmo modo que a permite, impor aos os humoristas uma boa dose de bom senso. Fazendo que, pela comparação entre o real e o cómico, a chalaça perca a sua graça!

domingo, 18 de outubro de 2015

Wilt (sinceridade versus verdade)


Ao ler Wilt (do Tom Sharpe) deparei-me com esta frase. "Acho que devemos dizer sempre o que pensamos. A verdade é tão essencial numa relação verdadeiramente significativa". 


Achei que traduzia uma das coisas mais importantes numa relação verdadeiramente importante: a Sinceridade. Mas de repente, ao publicar a frase, deparei-me com uma interpretação diferente. Há pessoas que vêem esta frase como um mandamento moral. A verdade como mandamento moral não tem interesse nenhum. Dizer que a verdade é boa não é grande erudição, é banal. Mas nas relações humanas verdadeiramente importantes a banalidade não entra. 


Há uma diferença entre sinceridade e verdade. Ser sincero é fazer corresponder os actos às emoções, aos sentimentos. Fazer corresponder o que se sente ao que se diz. Ser sincero é dizer o que se pensa e sente, sem artificios e cobardias. Dizer a verdade, como mandamento moral, é outra coisa e aí não opino, porque há sempre as circunstâncias.


O amor e a amizade não resistem à falta de sinceridade. Mas podem resistir às omissões. Ou seja, se eu digo o que não penso só para agradar, não amo verdadeiramente, mas posso amar alguém a quem não conto que não sei mudar o pneu do carro. 


A sinceridade é essencial no amor, e isso não tem nada a ver com a verdade enquanto mandamento moral.

Wilt (sinceridade versus verdade)


Ao ler Wilt (do Tom Sharpe) deparei-me com esta frase. "Acho que devemos dizer sempre o que pensamos. A verdade é tão essencial numa relação verdadeiramente significativa". 


Achei que traduzia uma das coisas mais importantes numa relação verdadeiramente importante: a Sinceridade. Mas de repente, ao publicar a frase, deparei-me com uma interpretação diferente. Há pessoas que vêem esta frase como um mandamento moral. A verdade como mandamento moral não tem interesse nenhum. Dizer que a verdade é boa não é grande erudição, é banal. Mas nas relações humanas verdadeiramente importantes a banalidade não entra. 


Há uma diferença entre sinceridade e verdade. Ser sincero é fazer corresponder os actos às emoções, aos sentimentos. Fazer corresponder o que se sente ao que se diz. Ser sincero é dizer o que se pensa e sente, sem artificios e cobardias. Dizer a verdade, como mandamento moral, é outra coisa e aí não opino, porque há sempre as circunstâncias.


O amor e a amizade não resistem à falta de sinceridade. Mas podem resistir às omissões. Ou seja, se eu digo o que não penso só para agradar, não amo verdadeiramente, mas posso amar alguém a quem não conto que não sei mudar o pneu do carro. 


A sinceridade é essencial no amor, e isso não tem nada a ver com a verdade enquanto mandamento moral.

sábado, 17 de outubro de 2015

We are all broken

We are all broken, that’s how the light gets in.- Ernest Hemingway

We are all broken

We are all broken, that’s how the light gets in.- Ernest Hemingway

Si tu pense à moi, comme je pense à toi


 

Si tu pense à moi, comme je pense à toi


 

Costa abster-se-á

O líder socialista já deverá saber que caminho irá seguir. Depois de dizer na segunda parte da entrevista à TVI, o que muito bem o Público apanhou, "que haverá uma má notícia para o país que um dia os portugueses vão saber". E de ter dito que nas conversas "foram sempre deixando cair uma nova surpresa desagradável que um dia vão ser tornadas públicas sobre a real situação financeira do país". Surpresa essa que não será responsabilidade do governo, diga-se, mas que ele não disse. Há surpresas vindas de outros sectores da economia (vide meus posts anteriores e vide também a manchete do Expresso Economia), por isso António Costa decide abster-se no Parlamento para deixar Governar a coligação (não quer levar com a bomboca, quer que a castanha estale nas mãos da coligação) para depois, daqui a um ano e meio, estar preparado para fazer cair o governo e ganhar eleições. Esperando nessa altura conseguir uma maioria confortável para governar à esquerda sem precisar do PC e do Bloco. É essa a minha perspectiva.

Costa abster-se-á

O líder socialista já deverá saber que caminho irá seguir. Depois de dizer na segunda parte da entrevista à TVI, o que muito bem o Público apanhou, "que haverá uma má notícia para o país que um dia os portugueses vão saber". E de ter dito que nas conversas "foram sempre deixando cair uma nova surpresa desagradável que um dia vão ser tornadas públicas sobre a real situação financeira do país". Surpresa essa que não será responsabilidade do governo, diga-se, mas que ele não disse. Há surpresas vindas de outros sectores da economia (vide meus posts anteriores e vide também a manchete do Expresso Economia), por isso António Costa decide abster-se no Parlamento para deixar Governar a coligação (não quer levar com a bomboca, quer que a castanha estale nas mãos da coligação) para depois, daqui a um ano e meio, estar preparado para fazer cair o governo e ganhar eleições. Esperando nessa altura conseguir uma maioria confortável para governar à esquerda sem precisar do PC e do Bloco. É essa a minha perspectiva.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Bem me parecia

Bloco de Esquerda não se compromete com acordo de legislatura com PS. 


 

Bem me parecia

Bloco de Esquerda não se compromete com acordo de legislatura com PS. 


 

As causas do trauma


 Um berço de origem Hindu


 


Eu encontrei este comentário aqui e posto porque o acho delicioso:


"António Costa devia era falar com os seus pais. E perguntar se caiu do berço em pequeno....?"


 


Ou seja: depois dos traumas cranianos há os "traumas costianos"!

As causas do trauma


 Um berço de origem Hindu


 


Eu encontrei este comentário aqui e posto porque o acho delicioso:


"António Costa devia era falar com os seus pais. E perguntar se caiu do berço em pequeno....?"


 


Ou seja: depois dos traumas cranianos há os "traumas costianos"!