sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

BPI: Prognóstico ou desejo?

 


 


  



O BPI anunciou o lançamento de uma Oferta Pública de Troca entre algumas emissões de obrigações subordinadas e de acções preferenciais (ambos títulos de dívida) por novo capital do banco. "Este aumento de capital em espécie reforça o rácio de capital do banco (core) para ajudar o banco a pagar antecipadamente ao Estado", diz o banco. O excendente de solidez previsto com esta OPT é de 122 milhões.
O banco liderado por Fernando Ulrich convida assim os credores do BPI a pagarem os Coco´s ao Estado (500 milhões até Março). Na prática a questão irá pôr-se entre um rendimento modesto das obrigações do banco e a valorização das acções do BPI. Uma vez que de credores passam a sócios (accionistas).
No seu melhor entusiamo pelo banco que dirige, Fernando Ulrich diz: "pode ser uma boa oportunidade, mas depende do juízo de cada investidor entre manter títulos cujo rendimento é baixo ou beneficiar da valorização das acções do banco que esperamos que se mantenha no médio prazo".


Como a cotação não é o espelho do optimismo de Fernando Ulrich, o BPI perde hoje mais de 5% em bolsa após a apresentação dos resultados e anúncio de aumento de capital. E basta ver a performance a cinco anos para não ser líquido que a valorização das acções do BPI esteja garantida. E é preciso não esquecer que as obrigações alvo de troca, maioritariamente, vencem em 2017 (daqui a três anos). But, a man's got to do what a man's got to do.


 


*BPI faz OPT (troca) dos seguintes títulos de dívida: acções preferenciais série C (2,6%); obrigações subordinadas com vencimento em Abril 2017 (0,4%); obrigações subordinadas com vencimento Dezembro de 2017 (4,4%) e Títulos de Participação BFN/87, 1ª e 2ª emissões (0,2%) por novas acções. O aumento de capital pode chegar aos 113,8 milhões de euros.


 


 

BPI: Prognóstico ou desejo?

 


 


  



O BPI anunciou o lançamento de uma Oferta Pública de Troca entre algumas emissões de obrigações subordinadas e de acções preferenciais (ambos títulos de dívida) por novo capital do banco. "Este aumento de capital em espécie reforça o rácio de capital do banco (core) para ajudar o banco a pagar antecipadamente ao Estado", diz o banco. O excendente de solidez previsto com esta OPT é de 122 milhões.
O banco liderado por Fernando Ulrich convida assim os credores do BPI a pagarem os Coco´s ao Estado (500 milhões até Março). Na prática a questão irá pôr-se entre um rendimento modesto das obrigações do banco e a valorização das acções do BPI. Uma vez que de credores passam a sócios (accionistas).
No seu melhor entusiamo pelo banco que dirige, Fernando Ulrich diz: "pode ser uma boa oportunidade, mas depende do juízo de cada investidor entre manter títulos cujo rendimento é baixo ou beneficiar da valorização das acções do banco que esperamos que se mantenha no médio prazo".


Como a cotação não é o espelho do optimismo de Fernando Ulrich, o BPI perde hoje mais de 5% em bolsa após a apresentação dos resultados e anúncio de aumento de capital. E basta ver a performance a cinco anos para não ser líquido que a valorização das acções do BPI esteja garantida. E é preciso não esquecer que as obrigações alvo de troca, maioritariamente, vencem em 2017 (daqui a três anos). But, a man's got to do what a man's got to do.


 


*BPI faz OPT (troca) dos seguintes títulos de dívida: acções preferenciais série C (2,6%); obrigações subordinadas com vencimento em Abril 2017 (0,4%); obrigações subordinadas com vencimento Dezembro de 2017 (4,4%) e Títulos de Participação BFN/87, 1ª e 2ª emissões (0,2%) por novas acções. O aumento de capital pode chegar aos 113,8 milhões de euros.


 


 

O jogo da política


 


A propósito do título do “I” de hoje, onde se lê que “Marcelo deve avançar nas presidenciais mesmo sem o apoio do PSD”, recuei no tempo, aos bancos do liceu e até mesmo à antiguidade grega, e lembrei-me de Arquimedes:"Dai-me um ponto de apoio e levantarei o mundo!"


Sempre achei, e continuo a achar, que a carreira jornalística e de comentador do Professor Marcelo Rebelo de Sousa tinha segundas intenções, o que é perfeitamente normal. Assim, e perante isto, é interessante entender os efeitos que o professor tem entre os sociais-democratas - como seja tentar compreender as razões que levaram Passos Coelho a descartar este candidato? Por outro lado, é igualmente interessante entender as dimensões futuras que a notícia do matutino terá no seio da coligação? Como o futuro candidato presidencial será seguramente escolhido pela dupla Portas / Passos Coelho, e ambos tem contas a ajustar com Marcelo, será útil saber de que forma esta notícia poderá significar um rombo nesta "Aliança Democrática", o que poderá, desde já, ser aferido quando das próximas eleições europeias?

O jogo da política


 


A propósito do título do “I” de hoje, onde se lê que “Marcelo deve avançar nas presidenciais mesmo sem o apoio do PSD”, recuei no tempo, aos bancos do liceu e até mesmo à antiguidade grega, e lembrei-me de Arquimedes:"Dai-me um ponto de apoio e levantarei o mundo!"


Sempre achei, e continuo a achar, que a carreira jornalística e de comentador do Professor Marcelo Rebelo de Sousa tinha segundas intenções, o que é perfeitamente normal. Assim, e perante isto, é interessante entender os efeitos que o professor tem entre os sociais-democratas - como seja tentar compreender as razões que levaram Passos Coelho a descartar este candidato? Por outro lado, é igualmente interessante entender as dimensões futuras que a notícia do matutino terá no seio da coligação? Como o futuro candidato presidencial será seguramente escolhido pela dupla Portas / Passos Coelho, e ambos tem contas a ajustar com Marcelo, será útil saber de que forma esta notícia poderá significar um rombo nesta "Aliança Democrática", o que poderá, desde já, ser aferido quando das próximas eleições europeias?

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

BPI anuncia que vai antecipar 500 milhões ao Estado até Março

Tal como escrevi em Outubro, a antecipação de pagamento de 588 milhões de euros ao Estado, anunciado no terceiro trimestre por Fernando Ulrich, era utópico. O presidente do BPI vem agora, três meses depois, dizer que vai pedir a amortização antecipada de 500 milhões de Coco´s - em vez dos 588 milhões anunciados - (baixando de 920 milhões para 420 milhões) e ao mesmo tempo anuncia um aumento de capital de 114 milhões de euros.


 


Segundo o Negócios: foi o próprio Presidente do BPI que confirmou hoje este meu comentário:


“O Banco de Portugal prefere que o BPI fique com alguma folga no rácio de capital, pelo que o banco deverá reembolsar o Estado em 500 milhões de euros, em vez dos 588 milhões anunciados inicialmente". 

O BPI espera reembolsar o Estado em 500 milhões de euros. Foi este o valor acordado com o Banco de Portugal na sequência do pedido feito em Outubro para a devolução de 588 milhões, revelou Fernando Ulrich durante a conferência de imprensa de apresentação dos resultados do BPI.




 


“O Banco de Portugal prefere que o BPI fique com alguma folga” face ao mínimo de rácio de capital exigido pela EBA. O reembolso está apenas dependente da autorização da Autoridade Bancária Europeia, o que deve acontecer até final de Fevereiro. Assim, Fernando Ulrich espera devolver 500 milhões ao Estado já em Março, reduzindo o apoio público a 420 milhões.


 


Os rácios Core Tier 1 proforma, em Dezembro de 2013, considerado o mencionado reembolso de 500 M.€ de CoCos são os seguintes:
ƒO rácio Core Tier 1 CRD IV / CRR fully implemented de 8.3%; o que representa um excesso de capital de 213 M.€ relativamente ao rácio Core Tier 1 mínimo de 4.5% e ao buffer de conservação de fundos próprios de 2.5% (rácio de 7%).



ƒO rácio Core Tier 1 de acordo com as regras da CRD IV / CRR para 2014 de 13.1%, o que corresponde a um excesso de capital de 968 M.€ relativamente ao valor de referência do BCE de 8%.


 


CRD= Capital Requirements Directive


 


 


 


BPI anuncia que vai antecipar 500 milhões ao Estado até Março

Tal como escrevi em Outubro, a antecipação de pagamento de 588 milhões de euros ao Estado, anunciado no terceiro trimestre por Fernando Ulrich, era utópico. O presidente do BPI vem agora, três meses depois, dizer que vai pedir a amortização antecipada de 500 milhões de Coco´s - em vez dos 588 milhões anunciados - (baixando de 920 milhões para 420 milhões) e ao mesmo tempo anuncia um aumento de capital de 114 milhões de euros.


 


Segundo o Negócios: foi o próprio Presidente do BPI que confirmou hoje este meu comentário:


“O Banco de Portugal prefere que o BPI fique com alguma folga no rácio de capital, pelo que o banco deverá reembolsar o Estado em 500 milhões de euros, em vez dos 588 milhões anunciados inicialmente". 

O BPI espera reembolsar o Estado em 500 milhões de euros. Foi este o valor acordado com o Banco de Portugal na sequência do pedido feito em Outubro para a devolução de 588 milhões, revelou Fernando Ulrich durante a conferência de imprensa de apresentação dos resultados do BPI.




 


“O Banco de Portugal prefere que o BPI fique com alguma folga” face ao mínimo de rácio de capital exigido pela EBA. O reembolso está apenas dependente da autorização da Autoridade Bancária Europeia, o que deve acontecer até final de Fevereiro. Assim, Fernando Ulrich espera devolver 500 milhões ao Estado já em Março, reduzindo o apoio público a 420 milhões.


 


Os rácios Core Tier 1 proforma, em Dezembro de 2013, considerado o mencionado reembolso de 500 M.€ de CoCos são os seguintes:
ƒO rácio Core Tier 1 CRD IV / CRR fully implemented de 8.3%; o que representa um excesso de capital de 213 M.€ relativamente ao rácio Core Tier 1 mínimo de 4.5% e ao buffer de conservação de fundos próprios de 2.5% (rácio de 7%).



ƒO rácio Core Tier 1 de acordo com as regras da CRD IV / CRR para 2014 de 13.1%, o que corresponde a um excesso de capital de 968 M.€ relativamente ao valor de referência do BCE de 8%.


 


CRD= Capital Requirements Directive


 


 


 


Frase do dia

Montherlant dizia: «O que não me apaixona, aborrece-me».

Frase do dia

Montherlant dizia: «O que não me apaixona, aborrece-me».

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

A simplicidade das coisas


 


Bem sei que assuntos como sejam o casamento gay, a adopção, a co-adopção ou, como acontece presentemente em França, a "teoria do género" não são coisas simples. São fracturantes, e, portanto, são assuntos que pela sua sensibilidade são usados para se criar o caos, pondo uns contra os outros, e estabelecer-se uma nova ordem, menos livre e democrática do que aquela onde vamos (sobre)vivendo!


 


Com este título não pretendo afirmar que estes assuntos são simples, porque se o fossem já teriam caído no esquecimento. Pelo contrário, por serem simples, i.e., ao nível do mais comum dos mortais, das suas paixões e razões, estamos a criar um monstro. E quem sabe se este monstro não terá cara de parvo e um bigode ainda mais ridículo?!   


 


A imagem foi encontrada aqui.

A simplicidade das coisas


 


Bem sei que assuntos como sejam o casamento gay, a adopção, a co-adopção ou, como acontece presentemente em França, a "teoria do género" não são coisas simples. São fracturantes, e, portanto, são assuntos que pela sua sensibilidade são usados para se criar o caos, pondo uns contra os outros, e estabelecer-se uma nova ordem, menos livre e democrática do que aquela onde vamos (sobre)vivendo!


 


Com este título não pretendo afirmar que estes assuntos são simples, porque se o fossem já teriam caído no esquecimento. Pelo contrário, por serem simples, i.e., ao nível do mais comum dos mortais, das suas paixões e razões, estamos a criar um monstro. E quem sabe se este monstro não terá cara de parvo e um bigode ainda mais ridículo?!   


 


A imagem foi encontrada aqui.

Zombies à portuguesa


 


O jornalista responsável pelo título desta notícia deve ser um fanático do programa televisivo norte-americano "The Walking Dead". Porque só isso explica que ele tenha escrito que "morreram 430 mortos nas estradas portuguesas", ou seja, uma coisa digna de zombies!

Zombies à portuguesa


 


O jornalista responsável pelo título desta notícia deve ser um fanático do programa televisivo norte-americano "The Walking Dead". Porque só isso explica que ele tenha escrito que "morreram 430 mortos nas estradas portuguesas", ou seja, uma coisa digna de zombies!

Um mau negócio

Ao ler uma comunicação da Comissão Europeia sobre as novas regras para minimizar os riscos bancários, deparo-me com isto: "Diversity in board composition should contribute to effective risk oversight by boards, providing for a broader range of views and opinion and therefore avoiding the phenomenon of group think. CRD IV therefore introduces a number of requirements, in particular as regards gender balance"*. Ora eu nunca fui feminista e confesso que detesto a filosofia da igualdade homem/mulher. Mas a realidade é que as mulheres, desde que se emanciparam dos maridos, ficaram num beco sem saída. Deixaram de ser sustentadas pelos maridos, mas no mercado de trabalho nunca têm as mesmas oportunidades profissionais dos homens, por exemplo de entrar para os 'boards' das empresas e dos bancos. Das duas uma, ou somos sustentadas pelo homem que amamos ou deixem-nos subir profissionalmente e não nos vetem os lugares de poder. No limbo é que não! Esta emancipação feminista não foi um grande negócio para as mulheres. :)


 


*A diversidade na composição dos conselhos de administração deveriam contribuir para uma supervisão eficaz dos riscos, proveniente de uma diversidade de pontos de vista e opiniões e dessa forma evitar o fenónemo de pensamento colectivo. O CRD IV vem introduzir um número de requisitos, em particular impõe um equilíbrio entre os sexos [nos boards dos bancos].

Um mau negócio

Ao ler uma comunicação da Comissão Europeia sobre as novas regras para minimizar os riscos bancários, deparo-me com isto: "Diversity in board composition should contribute to effective risk oversight by boards, providing for a broader range of views and opinion and therefore avoiding the phenomenon of group think. CRD IV therefore introduces a number of requirements, in particular as regards gender balance"*. Ora eu nunca fui feminista e confesso que detesto a filosofia da igualdade homem/mulher. Mas a realidade é que as mulheres, desde que se emanciparam dos maridos, ficaram num beco sem saída. Deixaram de ser sustentadas pelos maridos, mas no mercado de trabalho nunca têm as mesmas oportunidades profissionais dos homens, por exemplo de entrar para os 'boards' das empresas e dos bancos. Das duas uma, ou somos sustentadas pelo homem que amamos ou deixem-nos subir profissionalmente e não nos vetem os lugares de poder. No limbo é que não! Esta emancipação feminista não foi um grande negócio para as mulheres. :)


 


*A diversidade na composição dos conselhos de administração deveriam contribuir para uma supervisão eficaz dos riscos, proveniente de uma diversidade de pontos de vista e opiniões e dessa forma evitar o fenónemo de pensamento colectivo. O CRD IV vem introduzir um número de requisitos, em particular impõe um equilíbrio entre os sexos [nos boards dos bancos].

Farinha do mesmo saco!

O que é pior: Bullying ou praxes académicas? Sei lá. É tudo farinha do mesmo saco!

Farinha do mesmo saco!

O que é pior: Bullying ou praxes académicas? Sei lá. É tudo farinha do mesmo saco!

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Hunger Games, e como a vida imita a arte

Hunger Games, The Girl on Fire, um filme sobre os jogos de poder, de manipulação e sobrevivência


É sobre o medo da coragem de uma mulher que está a propagar esperança na população. Para a travar os poderosos arquitectam um plano para a destruir. Começa por uma tentativa de destruir a sua imagem e depois de isso fracassar, inventam uma batalha entre os melhores e os mais fortes, onde ela é obviamente escolhida com a finalidade de ser destruída nesse jogo de poder. 


Ela é corajosa, inteligente e lúcida. É melhor que os outros. Por isso é uma ameaça ao poder do Capitólio, que domina o seu mundo com o medo que imprime numa população que se submete em nome da sobrevivência. Mas ela desafiou esse poder ao não mostrar medo, nem submissão. Então arquitecta-se um plano, sempre usando os acontecimentos banais e vulgares como pretexto, para a arrastar para uma luta mortal. Isto pode parecer-vos ficção cientifica. Mas a vida imita muitas vezes a arte.


 


Hunger Games, e como a vida imita a arte

Hunger Games, The Girl on Fire, um filme sobre os jogos de poder, de manipulação e sobrevivência


É sobre o medo da coragem de uma mulher que está a propagar esperança na população. Para a travar os poderosos arquitectam um plano para a destruir. Começa por uma tentativa de destruir a sua imagem e depois de isso fracassar, inventam uma batalha entre os melhores e os mais fortes, onde ela é obviamente escolhida com a finalidade de ser destruída nesse jogo de poder. 


Ela é corajosa, inteligente e lúcida. É melhor que os outros. Por isso é uma ameaça ao poder do Capitólio, que domina o seu mundo com o medo que imprime numa população que se submete em nome da sobrevivência. Mas ela desafiou esse poder ao não mostrar medo, nem submissão. Então arquitecta-se um plano, sempre usando os acontecimentos banais e vulgares como pretexto, para a arrastar para uma luta mortal. Isto pode parecer-vos ficção cientifica. Mas a vida imita muitas vezes a arte.


 


Com a verdade me enganas


 


Começo por dizer que tenho admiração intelectual por Daniel Sampaio, apesar da sua ideologia política. Não fosse esta e seria uma referência minha de pensamento. Mas esta ideologia política (de esquerda) de Daniel Sampaio não se pode ignorar, porque de certa maneira corrompe a sua inteligência, ou, se preferirem, o seu pensamento. 


Vou explicar: vi uma entrevista sua na televisão em que diz que nenhum estudo sobre a co-adopção, ou adopção gay, tem validade cientifica. Porque para existir validade cientifica teria de haver experimentação e as crianças não podem ser usadas como cobaias (cito de memória). Foi por isso intelectualmente honesto quando disse isso na entrevista. O que me alegrou porque se há uma coisa que tem de ser provada é a realidade criada socialmente. Pois parece-me evidente que a realidade que emana da natureza não precisa de ser confirmada pelo método da experimentação cientifica. Aliás, não é por acaso que a maioria dos estudos que pululam por aí pretendem demonstrar que a adopção gay é inócua ou boa para as crianças (sobretudo para as adoptáveis, uma vez que as outras não correm, em principio, esse risco).


Mas quando escreve sobre o tema põe esta verdade ao serviço da sua ideologia de  defensor da co-adopção gay. Daniel Sampaio é a favor da co-adopção e da adopção gay, apesar da falta de validade científica dos benefícios destas. Está no seu direito. Mas transforma uma verdade, a de que nenhum estudo tem validade científica, para "desmentir" os benefícios da parentalidade natural (pai e mãe) na comparação com a realidade social de existirem dois pais ou duas mães. Reparem diz que "há evidência científica a demonstrar que um casal do mesmo sexo "cuida e protege pior" uma criança a seu cargo? A resposta é clara: não".


Claro que cuidar e proteger não resumem todo o edifício da parentalidade, mas claro está, a curto prazo isso não se vê. Qualquer estudo teria de ter uma amostra representativa e durar uma vida, para se poder avaliar com rigor o impacto desta realidade social que pretende substituir a parentalidade criada pela natureza.


Daniel Sampaio é ainda a favor de uma sondagem aos portugueses em vez de um referendo, mas vai já adiantando (ou avisando) que a adopção gay é irreversível. Bom, então para quê a sondagem?

Com a verdade me enganas


 


Começo por dizer que tenho admiração intelectual por Daniel Sampaio, apesar da sua ideologia política. Não fosse esta e seria uma referência minha de pensamento. Mas esta ideologia política (de esquerda) de Daniel Sampaio não se pode ignorar, porque de certa maneira corrompe a sua inteligência, ou, se preferirem, o seu pensamento. 


Vou explicar: vi uma entrevista sua na televisão em que diz que nenhum estudo sobre a co-adopção, ou adopção gay, tem validade cientifica. Porque para existir validade cientifica teria de haver experimentação e as crianças não podem ser usadas como cobaias (cito de memória). Foi por isso intelectualmente honesto quando disse isso na entrevista. O que me alegrou porque se há uma coisa que tem de ser provada é a realidade criada socialmente. Pois parece-me evidente que a realidade que emana da natureza não precisa de ser confirmada pelo método da experimentação cientifica. Aliás, não é por acaso que a maioria dos estudos que pululam por aí pretendem demonstrar que a adopção gay é inócua ou boa para as crianças (sobretudo para as adoptáveis, uma vez que as outras não correm, em principio, esse risco).


Mas quando escreve sobre o tema põe esta verdade ao serviço da sua ideologia de  defensor da co-adopção gay. Daniel Sampaio é a favor da co-adopção e da adopção gay, apesar da falta de validade científica dos benefícios destas. Está no seu direito. Mas transforma uma verdade, a de que nenhum estudo tem validade científica, para "desmentir" os benefícios da parentalidade natural (pai e mãe) na comparação com a realidade social de existirem dois pais ou duas mães. Reparem diz que "há evidência científica a demonstrar que um casal do mesmo sexo "cuida e protege pior" uma criança a seu cargo? A resposta é clara: não".


Claro que cuidar e proteger não resumem todo o edifício da parentalidade, mas claro está, a curto prazo isso não se vê. Qualquer estudo teria de ter uma amostra representativa e durar uma vida, para se poder avaliar com rigor o impacto desta realidade social que pretende substituir a parentalidade criada pela natureza.


Daniel Sampaio é ainda a favor de uma sondagem aos portugueses em vez de um referendo, mas vai já adiantando (ou avisando) que a adopção gay é irreversível. Bom, então para quê a sondagem?

Sabedoria Frida Kahlo

Sabedoria Frida Kahlo

domingo, 26 de janeiro de 2014

Aos amores condenados

No África Minha há um diálogo entre a Karen Blixen (Meryl Streep) e o Dennys Hatton (Robert Redford), acho que é a última conversa dos dois, em que ela lhe diz isto: "aprendi a fazer uma coisa recentemente. Quando as coisas correm tão mal que penso que não vou conseguir continuar, tento piorá-las, obrigo-me a pensar no nosso acampamento junto ao rio (...) e na primeira vez que me levaste a voar (...) e quando estou certa que já não aguento mais, continuo a lembrar-me de mais um momento, e então sei que aguento tudo".

Aos amores condenados

No África Minha há um diálogo entre a Karen Blixen (Meryl Streep) e o Dennys Hatton (Robert Redford), acho que é a última conversa dos dois, em que ela lhe diz isto: "aprendi a fazer uma coisa recentemente. Quando as coisas correm tão mal que penso que não vou conseguir continuar, tento piorá-las, obrigo-me a pensar no nosso acampamento junto ao rio (...) e na primeira vez que me levaste a voar (...) e quando estou certa que já não aguento mais, continuo a lembrar-me de mais um momento, e então sei que aguento tudo".

África Minha: quando o amor só não chega

África Minha: quando o amor só não chega

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Um Bonnie & Clyde nos anos 70


American Hustle (Golpada Americana) é acima de tudo sobre o Amor como tábua de salvação num mundo louco, onde tudo é mais ou menos corrupto, desde as relações humanas (sentimentos) até às relações de poder (quer oficial, quer oficioso). O amor como força transcendente que ultrapassa a soma das partes. O filme é sobre o amor, em muitos sentidos.  O realizador David Russell diz: “É sobre o romance entre Irving e Sydney, o breve romance que transcorre entre Richie e Sydney e o romance vacilante do casamento em declínio de Irving e Rosalyn".


Em grande parte, o filme é também sobre as muitas maneiras através das quais nós enganamos o outro ou a nós mesmos. Quando se está preso a um emprego que odiamos ou a uma relação disfuncional, convencemos-nos que está tudo bem, de que vai ficar tudo bem. Todos nós temos que encontrar maneiras de sobreviver, porque é só o que podemos fazer. E é isso que os personagens fazem no filme. Depois é uma comédia brilhante porque todo aquele élan das personagens ao mesmo tempo seguras, auto-confiantes e complexas, nos puxa pelo riso. A acrescentar a isto tudo, a estética anos 70 e a música. A música é óptima. Para mim já ganhou.

Um Bonnie & Clyde nos anos 70


American Hustle (Golpada Americana) é acima de tudo sobre o Amor como tábua de salvação num mundo louco, onde tudo é mais ou menos corrupto, desde as relações humanas (sentimentos) até às relações de poder (quer oficial, quer oficioso). O amor como força transcendente que ultrapassa a soma das partes. O filme é sobre o amor, em muitos sentidos.  O realizador David Russell diz: “É sobre o romance entre Irving e Sydney, o breve romance que transcorre entre Richie e Sydney e o romance vacilante do casamento em declínio de Irving e Rosalyn".


Em grande parte, o filme é também sobre as muitas maneiras através das quais nós enganamos o outro ou a nós mesmos. Quando se está preso a um emprego que odiamos ou a uma relação disfuncional, convencemos-nos que está tudo bem, de que vai ficar tudo bem. Todos nós temos que encontrar maneiras de sobreviver, porque é só o que podemos fazer. E é isso que os personagens fazem no filme. Depois é uma comédia brilhante porque todo aquele élan das personagens ao mesmo tempo seguras, auto-confiantes e complexas, nos puxa pelo riso. A acrescentar a isto tudo, a estética anos 70 e a música. A música é óptima. Para mim já ganhou.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Golpes de génio


 


Não sei se "Golpada Americana" merece ser considerado o melhor filme do ano, até porque é o primeiro dos cinco candidatos que vejo. Seja como for é um bom filme de época ( terão os anos70, depois do sucesso (imerecido) de Argo pegado de estaca em Hollywood?) como é também uma comédia negra muito bem realizada por David O. Russell. Porém o melhor do filme são as interpretações, e muito em particular as de Christian Bale e de Jennifer Lawrence, que, assim e logo de seguida, pode levar para casa o segundo Óscar da sua "curta" carreira artística.


A ver! 4/5!

Golpes de génio


 


Não sei se "Golpada Americana" merece ser considerado o melhor filme do ano, até porque é o primeiro dos cinco candidatos que vejo. Seja como for é um bom filme de época ( terão os anos70, depois do sucesso (imerecido) de Argo pegado de estaca em Hollywood?) como é também uma comédia negra muito bem realizada por David O. Russell. Porém o melhor do filme são as interpretações, e muito em particular as de Christian Bale e de Jennifer Lawrence, que, assim e logo de seguida, pode levar para casa o segundo Óscar da sua "curta" carreira artística.


A ver! 4/5!

Olha quem está de volta...



Depois de uma (longa) passagem pelo deserto os norte-americanos Broken Bells estão de volta e eu estou em pulgas para encontar o disco, que seguramente será um dos discos do ano.

Olha quem está de volta...



Depois de uma (longa) passagem pelo deserto os norte-americanos Broken Bells estão de volta e eu estou em pulgas para encontar o disco, que seguramente será um dos discos do ano.

A propósito do que se tem lido...

"A infância vive a realidade da única forma honesta, que é tomando-a como uma fantasia."


Agustina Bessa-Luís

A propósito do que se tem lido...

"A infância vive a realidade da única forma honesta, que é tomando-a como uma fantasia."


Agustina Bessa-Luís

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Bancos à beira de um ataque de nervos


A tormenta dos bancos continua. Depois de todos os testes de stress; das análises que os reguladores fizeram no ano passado às suas carteiras de crédito e que os obrigaram a reforçar imparidades que consumiram o capital; depois das regras da EBA que os obrigou a contabilizar a carteira de dívida soberana ao valor de mercado e que forçou à presença temporária do Estado no capital; os bancos enfrentam agora mais dois monstros. Um é o Asset Quality Review que o BCE está a fazer aos seus balanços, o outro é a barreira política à conversão dos seus activos por impostos diferidos em créditos fiscais. 


 


Vejamos: os bancos em Espanha e Itália passaram a contabilizar os activos de impostos diferidos (impostos recuperáveis no futuro porque existem diferenças entre a normas contabilísticas usadas e as regras fiscais) como créditos fiscais. Isto fez com que deixassem de pesar nos rácios de solvabilidade. Libertando os rácios, e livrando os bancos de novas necessidades de capital.


Os bancos portugueses nem queriam acreditar. Tradicionalmente curtos em capital, viram nesta autorização contabilística um porto seguro para evitar pedir mais dinheiro aos seus accionistas. Durante semanas os bancos beneficaram da expectativa de virem a transformar os activos por impostos diferidos em créditos fiscais.


 


Deixem-me tentar explicar:


As novas regras de contabilidade de Basileia III obrigam os bancos a deduzir aos fundos próprios os activos por impostos diferidos que foram acumulando, apenas podendo contabilizar como capital aqueles em que haja a garantia quase total da sua utilização ou que tenham um valor económico igual ao seu valor contabilístico. Isto é, os impostos recuperáveis diferidos eram inscritos no balanço como um activo e assim ajudavam a compor o rácio de capital dos bancos, mas as novas regras exigem que estes sejam deduzidos ao capital dos bancos a menos que exista uma certeza quase absoluta da sua concretização, e que estejam bem avaliados.


 


A conversão desses activos por impostos diferidos em crédito fiscal (uma vez que na realidade é disso que se trata, pois que os bancos passam em teoria a poder deduzir estes créditos no pagamento de IRC, o que só aconteceria quando regressassem aos lucros) contornava esta obrigação que tanto angustia os bancos portugueses.


A maioria dos bancos ainda está agora a levantar a cabeça (através de cortes fortes de custos) para reembolsar a ajuda do Estado. E o BES ainda está a inventar formas de libertar capital de maneira a manter-se à tona da água sem que o Estado, essa entidade que no passado os roubou, regresse ao capital do banco da família Espírito Santo.


 


Mas se Espanha e Itália não hesitaram em ajudar os seus bancos, em Portugal o Estado é pobre e as receitas mal chegam para cumprir as metas assumidas com a troika, pelo que não há margem para assumir os créditos fiscais no défice. 


 


Já explico. Não sem antes lembrar que isso mesmo já foi dito numa reunião, em Dezembro, pela Ministra das Finanças Maria Luís de Albuquerque aos presidentes dos principais bancos portugueses. Maria Luís Albuquerque explicou que as contas públicas não suportam a solução proposta pelos bancos, de transformar os activos por impostos diferidos em créditos fiscais, à semelhança do que foi feito em Espanha, pelo que não será autorizado, a menos que entretanto o Eurostat imponha. A posição do Governo tem que ver com as novas regras de contabilidade pública, que entram em vigor a 1 de Setembro e que obrigam o Estado a registar no défice e na dívida todos os créditos fiscais. 


 


Os banqueiros não gostaram. Sem uma solução que evite a 'quebra' dos fundos próprios, há o risco de alguns bancos terem de fazer novos aumentos de capital e poderão mesmo ter de pedir mais dinheiro ao Estado.


 


Para o BES poderá mesmo ser a pedra de toque que o empurrará para os braços do Estado, que é tudo o que a família Espírito Santo não quer. Ricardo Salgado tudo fará para que o seu último mandato à frente do banco que reconstruiu dos escombros da nacionalização, não fique marcado pelo regresso do BES às mãos do Estado, ainda que com as actuais nuances de ser uma "nacionalização meramente temporária". Seria sem dúvida irónico que assim fosse.


 


Tendo em conta os dados do final de Junho, os cinco maiores bancos nacionais tinham registados 4.921 milhões em activos por impostos diferidos, dos quais mais de metade resultaram da constituição de provisões e imparidades para crédito. Ou seja, só os maiores bancos poderão ter de abater aos fundos próprios mais de 2.500 milhões.


 


O BCP tinha 1.854 milhões em activos por impostos diferidos a 30 de Junho resultantes, sobretudo, do registo de imparidades e provisões, das perdas relacionadas com a transferência do fundo de pensões para o Estado e com prejuízos fiscais. Já na CGD, os créditos fiscais de 1.287 milhões resultam, sobretudo, de provisões e imparidades. 



Nos restantes grandes bancos a dimensão dos impostos por activos diferidos é menor: o Banco Espírito Santo acumulava 763 milhões no final de Junho, o BPI 496 milhões e o Santander Totta 520 milhões.
 


Serão estes montantes que os bancos terão de abater aos fundos próprios a partir de Janeiro, caso o Governo não contorne a obrigação imposta pelas exigências europeias de capital.


 


Se a alteração defendida pelos bancos fosse aceite os quase 6,6 mil milhões de euros acumulados em impostos diferidos pelos bancos nacionais teriam de ser retirados dos rácios de capital, o que duplicaria o défice orçamental quando o Governo tem de o reduzir para a meta de 4% acordada com a “troika” este ano.


Essa medida adoptada em Espanha (ainda que aqui o Governo tenha optado por reconhecer apenas 60% dos activos por impostos diferidos no défice), em Portugal implicaria um aumento dos desequilíbrios das contas públicas numa altura já complicada, pois a mudança nas regras de contabilidade a nível europeu vão obrigar Portugal a reconhecer na sua dívida pública mais quase 10% do PIB em contas de empresas fora do perímetro das Administrações Públicas, e levar a dívida pública para cada vez mais perto do limiar dos 140% do PIB (incluindo a almofada de segurança).


 


Mas a banca não se rende. A Associação Portuguesa de Bancos e o Governo continuam a discutir soluções para que os bancos não sintam uma quebra na solidez dos seus rácios de capital com os novos regulamentos contabilísticos europeus. 

Bancos à beira de um ataque de nervos


A tormenta dos bancos continua. Depois de todos os testes de stress; das análises que os reguladores fizeram no ano passado às suas carteiras de crédito e que os obrigaram a reforçar imparidades que consumiram o capital; depois das regras da EBA que os obrigou a contabilizar a carteira de dívida soberana ao valor de mercado e que forçou à presença temporária do Estado no capital; os bancos enfrentam agora mais dois monstros. Um é o Asset Quality Review que o BCE está a fazer aos seus balanços, o outro é a barreira política à conversão dos seus activos por impostos diferidos em créditos fiscais. 


 


Vejamos: os bancos em Espanha e Itália passaram a contabilizar os activos de impostos diferidos (impostos recuperáveis no futuro porque existem diferenças entre a normas contabilísticas usadas e as regras fiscais) como créditos fiscais. Isto fez com que deixassem de pesar nos rácios de solvabilidade. Libertando os rácios, e livrando os bancos de novas necessidades de capital.


Os bancos portugueses nem queriam acreditar. Tradicionalmente curtos em capital, viram nesta autorização contabilística um porto seguro para evitar pedir mais dinheiro aos seus accionistas. Durante semanas os bancos beneficaram da expectativa de virem a transformar os activos por impostos diferidos em créditos fiscais.


 


Deixem-me tentar explicar:


As novas regras de contabilidade de Basileia III obrigam os bancos a deduzir aos fundos próprios os activos por impostos diferidos que foram acumulando, apenas podendo contabilizar como capital aqueles em que haja a garantia quase total da sua utilização ou que tenham um valor económico igual ao seu valor contabilístico. Isto é, os impostos recuperáveis diferidos eram inscritos no balanço como um activo e assim ajudavam a compor o rácio de capital dos bancos, mas as novas regras exigem que estes sejam deduzidos ao capital dos bancos a menos que exista uma certeza quase absoluta da sua concretização, e que estejam bem avaliados.


 


A conversão desses activos por impostos diferidos em crédito fiscal (uma vez que na realidade é disso que se trata, pois que os bancos passam em teoria a poder deduzir estes créditos no pagamento de IRC, o que só aconteceria quando regressassem aos lucros) contornava esta obrigação que tanto angustia os bancos portugueses.


A maioria dos bancos ainda está agora a levantar a cabeça (através de cortes fortes de custos) para reembolsar a ajuda do Estado. E o BES ainda está a inventar formas de libertar capital de maneira a manter-se à tona da água sem que o Estado, essa entidade que no passado os roubou, regresse ao capital do banco da família Espírito Santo.


 


Mas se Espanha e Itália não hesitaram em ajudar os seus bancos, em Portugal o Estado é pobre e as receitas mal chegam para cumprir as metas assumidas com a troika, pelo que não há margem para assumir os créditos fiscais no défice. 


 


Já explico. Não sem antes lembrar que isso mesmo já foi dito numa reunião, em Dezembro, pela Ministra das Finanças Maria Luís de Albuquerque aos presidentes dos principais bancos portugueses. Maria Luís Albuquerque explicou que as contas públicas não suportam a solução proposta pelos bancos, de transformar os activos por impostos diferidos em créditos fiscais, à semelhança do que foi feito em Espanha, pelo que não será autorizado, a menos que entretanto o Eurostat imponha. A posição do Governo tem que ver com as novas regras de contabilidade pública, que entram em vigor a 1 de Setembro e que obrigam o Estado a registar no défice e na dívida todos os créditos fiscais. 


 


Os banqueiros não gostaram. Sem uma solução que evite a 'quebra' dos fundos próprios, há o risco de alguns bancos terem de fazer novos aumentos de capital e poderão mesmo ter de pedir mais dinheiro ao Estado.


 


Para o BES poderá mesmo ser a pedra de toque que o empurrará para os braços do Estado, que é tudo o que a família Espírito Santo não quer. Ricardo Salgado tudo fará para que o seu último mandato à frente do banco que reconstruiu dos escombros da nacionalização, não fique marcado pelo regresso do BES às mãos do Estado, ainda que com as actuais nuances de ser uma "nacionalização meramente temporária". Seria sem dúvida irónico que assim fosse.


 


Tendo em conta os dados do final de Junho, os cinco maiores bancos nacionais tinham registados 4.921 milhões em activos por impostos diferidos, dos quais mais de metade resultaram da constituição de provisões e imparidades para crédito. Ou seja, só os maiores bancos poderão ter de abater aos fundos próprios mais de 2.500 milhões.


 


O BCP tinha 1.854 milhões em activos por impostos diferidos a 30 de Junho resultantes, sobretudo, do registo de imparidades e provisões, das perdas relacionadas com a transferência do fundo de pensões para o Estado e com prejuízos fiscais. Já na CGD, os créditos fiscais de 1.287 milhões resultam, sobretudo, de provisões e imparidades. 



Nos restantes grandes bancos a dimensão dos impostos por activos diferidos é menor: o Banco Espírito Santo acumulava 763 milhões no final de Junho, o BPI 496 milhões e o Santander Totta 520 milhões.
 


Serão estes montantes que os bancos terão de abater aos fundos próprios a partir de Janeiro, caso o Governo não contorne a obrigação imposta pelas exigências europeias de capital.


 


Se a alteração defendida pelos bancos fosse aceite os quase 6,6 mil milhões de euros acumulados em impostos diferidos pelos bancos nacionais teriam de ser retirados dos rácios de capital, o que duplicaria o défice orçamental quando o Governo tem de o reduzir para a meta de 4% acordada com a “troika” este ano.


Essa medida adoptada em Espanha (ainda que aqui o Governo tenha optado por reconhecer apenas 60% dos activos por impostos diferidos no défice), em Portugal implicaria um aumento dos desequilíbrios das contas públicas numa altura já complicada, pois a mudança nas regras de contabilidade a nível europeu vão obrigar Portugal a reconhecer na sua dívida pública mais quase 10% do PIB em contas de empresas fora do perímetro das Administrações Públicas, e levar a dívida pública para cada vez mais perto do limiar dos 140% do PIB (incluindo a almofada de segurança).


 


Mas a banca não se rende. A Associação Portuguesa de Bancos e o Governo continuam a discutir soluções para que os bancos não sintam uma quebra na solidez dos seus rácios de capital com os novos regulamentos contabilísticos europeus. 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

The story of my life...

The story of my life...

Todos os caminhos de sucesso do Governo vão dar a...


 João Moreira Rato


 


Obrigada João! :)


 


Juros da dívida portuguesa a 10 anos abaixo da barreira dos 5 por cento

Todos os caminhos de sucesso do Governo vão dar a...


 João Moreira Rato


 


Obrigada João! :)


 


Juros da dívida portuguesa a 10 anos abaixo da barreira dos 5 por cento

Portugal no seu melhor

Julio Resende é de facto um dos maiores pianistas portugueses da actualidade. Ele toca tudo, de fado a Pink Floyd...!


 


Portugal no seu melhor

Julio Resende é de facto um dos maiores pianistas portugueses da actualidade. Ele toca tudo, de fado a Pink Floyd...!


 


Close but never quite right, like my life

Close but never quite right, like my life

Será o amor que se dá a uma criança condição da sua felicidade em adulto?

A história da co-adopção e da adopção para dois gays que vivam juntos é apenas para eles, as crianças são um mero argumento. Todas as reportagens (campanhas?!) sobre as "famílias felizes" homossexuais só provam uma única coisa: aquela criança fez aquelas pessoas felizes. Mas de maneira nenhuma provam o contrário. Não são os mimos, nem as festas de anos com palhaços, que determinam a felicidade de um filho. Se assim fosse não havia no mundo pessoas deprimidas, drogadas, pessoas infelizes, pessoas que se suicidam. Ou vocês acham que os adolescentes drogados, as pessoas depressivas, as pessoas que se suicidaram, não tiveram mimos, nem festas de anos com palhaços? Muitas tiveram tudo. Tiveram todo o mimo do mundo e todas as festas do mundo. Algumas tiveram tanto que nem souberam lidar com isso. Não é o amor mimado que se dão que determina a auto-estima que suporta toda a estrutura emocional de uma pessoa. 


 


Desde Durkheim (sociólogo) que se sabe que a desintegração é a principal causa de suicídio. Querer dar às crianças a condição de terem dois pais e duas mães é condená-las a uma inevitável diferença. Porque por muito que se esforcem a maioria das pessoas continuará a ter um pai e uma mãe. Essa diferença está muito mais perto de provocar uma situação de desintegração do que o contrário.


Ninguém duvida do amor que se dá, sendo homossexual, a uma criança, mas isso não é condição de nada, já a diferença pode ser. 


Ver as coisas pelo lado do amor paternal que se tem para dar é vê-la pelo lado mais superficial, mas a estrutura emocional de uma pessoa é muito mais complexa do que isso. Tem muito mais a ver com a auto-estima que se proporciona do que com o amor e mimos que se dá. A educação não é uma ciência certa, que se rege por uma relação de causa efeito.


 


Outra falsa questão é a história de que a co-adopção pretende salvaguardar que uma criança, filha de alguém gay, possa ser entregue ao outro com quem a pessoa vivia. É uma falsa questão por dois motivos: primeiro porque há já a figura jurídica da tutela, pode sempre ser tutor dessa criança. Mas se isso não bastar, essa outra pessoa, se quiser pode adoptar a criança depois de ela ficar órfã. Desde que seja menor de idade. 


 


Parem com falsos argumentos. O PSD e o CDS terão sempre a certeza que se aprovarem isto perdem uma grande parte do seu eleitorado. Se travarem perderão outra parte. Mas não se esqueçam de uma coisa, a maioria das pessoas a favor das questões fracturantes são de esquerda, e já estão noutros partidos.


 


Todos os deputados, que se tornam tal, sabem que a disciplina de voto é uma regra a cumprir. A liberdade de voto é apenas uma excepção. 

Será o amor que se dá a uma criança condição da sua felicidade em adulto?

A história da co-adopção e da adopção para dois gays que vivam juntos é apenas para eles, as crianças são um mero argumento. Todas as reportagens (campanhas?!) sobre as "famílias felizes" homossexuais só provam uma única coisa: aquela criança fez aquelas pessoas felizes. Mas de maneira nenhuma provam o contrário. Não são os mimos, nem as festas de anos com palhaços, que determinam a felicidade de um filho. Se assim fosse não havia no mundo pessoas deprimidas, drogadas, pessoas infelizes, pessoas que se suicidam. Ou vocês acham que os adolescentes drogados, as pessoas depressivas, as pessoas que se suicidaram, não tiveram mimos, nem festas de anos com palhaços? Muitas tiveram tudo. Tiveram todo o mimo do mundo e todas as festas do mundo. Algumas tiveram tanto que nem souberam lidar com isso. Não é o amor mimado que se dão que determina a auto-estima que suporta toda a estrutura emocional de uma pessoa. 


 


Desde Durkheim (sociólogo) que se sabe que a desintegração é a principal causa de suicídio. Querer dar às crianças a condição de terem dois pais e duas mães é condená-las a uma inevitável diferença. Porque por muito que se esforcem a maioria das pessoas continuará a ter um pai e uma mãe. Essa diferença está muito mais perto de provocar uma situação de desintegração do que o contrário.


Ninguém duvida do amor que se dá, sendo homossexual, a uma criança, mas isso não é condição de nada, já a diferença pode ser. 


Ver as coisas pelo lado do amor paternal que se tem para dar é vê-la pelo lado mais superficial, mas a estrutura emocional de uma pessoa é muito mais complexa do que isso. Tem muito mais a ver com a auto-estima que se proporciona do que com o amor e mimos que se dá. A educação não é uma ciência certa, que se rege por uma relação de causa efeito.


 


Outra falsa questão é a história de que a co-adopção pretende salvaguardar que uma criança, filha de alguém gay, possa ser entregue ao outro com quem a pessoa vivia. É uma falsa questão por dois motivos: primeiro porque há já a figura jurídica da tutela, pode sempre ser tutor dessa criança. Mas se isso não bastar, essa outra pessoa, se quiser pode adoptar a criança depois de ela ficar órfã. Desde que seja menor de idade. 


 


Parem com falsos argumentos. O PSD e o CDS terão sempre a certeza que se aprovarem isto perdem uma grande parte do seu eleitorado. Se travarem perderão outra parte. Mas não se esqueçam de uma coisa, a maioria das pessoas a favor das questões fracturantes são de esquerda, e já estão noutros partidos.


 


Todos os deputados, que se tornam tal, sabem que a disciplina de voto é uma regra a cumprir. A liberdade de voto é apenas uma excepção. 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Incongruências contemporâneas

A propósito da Co-adopção ou Adopção gay. Vejam bem o paradoxo em que vivemos neste tempo:  Em cada divórcio se discute a guarda conjunta das crianças com o argumento, inegável para todos, de que a criança precisa de uma Mãe e de um Pai. A lei da guarda das crianças mudou, precisamente para tornar mais fácil a guarda partilhada. E os mesmo que defendem que as crianças precisam para a sua educação, identidade e formação, de um PAI e de uma MÃE, no âmbito dos divórcios, vêm agora defender que afinal a MÃE pode não ser precisa ou o PAI pode não ser preciso!


 


Sejamos sinceros, vivemos um tempo em que teremos de perguntar se as crianças não servem essencialmente para confortar a fome de amor e de continuidade dos pais (ou similares)? Ninguém olha para as crianças em função do que elas precisam, do que é verdadeiramente importante para elas, mesmo que isso implique abdicar de si e dos seus caprichos.

Incongruências contemporâneas

A propósito da Co-adopção ou Adopção gay. Vejam bem o paradoxo em que vivemos neste tempo:  Em cada divórcio se discute a guarda conjunta das crianças com o argumento, inegável para todos, de que a criança precisa de uma Mãe e de um Pai. A lei da guarda das crianças mudou, precisamente para tornar mais fácil a guarda partilhada. E os mesmo que defendem que as crianças precisam para a sua educação, identidade e formação, de um PAI e de uma MÃE, no âmbito dos divórcios, vêm agora defender que afinal a MÃE pode não ser precisa ou o PAI pode não ser preciso!


 


Sejamos sinceros, vivemos um tempo em que teremos de perguntar se as crianças não servem essencialmente para confortar a fome de amor e de continuidade dos pais (ou similares)? Ninguém olha para as crianças em função do que elas precisam, do que é verdadeiramente importante para elas, mesmo que isso implique abdicar de si e dos seus caprichos.

domingo, 19 de janeiro de 2014

As verdades trágicas contam-se a rir

As verdades trágicas contam-se a rir

sábado, 18 de janeiro de 2014

A diferença entre a esquerda e a direita é que uma defende o curto e outra o longo prazo

Um jornalista publicou (por concordar) no Facebook a carta de um militante da JSD indignada com o referendo à Co-Adopção.


"O militante nº 10.757 do PSD, ex-dirigente da JSD, compagnon de route de Passos Coelho, desanca furiosamente nos actuais dirigentes da JSD a propósito da proposta inconstitucional de referendo sobre a adopção e a co-adopção (aqui) e acusa-os de serem uns conservadores emperdernidos de que ele se envergonha e onde não se reconhece, que nada se distinguem do CDS.


E a certa altura afirma: “O que vocês propõem é uma inversão de rumo: conservadores na vida familiar mas liberais na economia. Eu e alguns preferimos o contrário. Porque o PSD, em que nos revimos, sempre foi o partido mais liberal em matéria de costumes e em matérias de consciência”.


 


Ora não há nada mais vazio que o argumento deste militante da JSD. É o chamado falso e preconceituoso argumento: "O que vocês propõem é uma inversão de rumo: conservadores na vida familiar mas liberais na economia. Eu e alguns preferimos o contrário", diz o rapaz. Mas isto não é uma questão de conservadorismo ou de liberalismo, é uma questão de consciência,de valores, de conceitos de bem e de mal, e é uma questão estrutural sobre o que queremos para o futuro. Ora quem como este militante defende essa tese maniqueísta deverá explanar o fundamento filosófico dessas categorias em que encaixa o pensamento dos outros, sob o perigo de estar a fazer categorias como quem rotula fotografias nas revistas cor de rosa.


 


É que ser liberal na economia é querer que o Estado não interfira na actividade económica, senão como regulador, e como salvaguarda dos desfavorecidos. O Estado para os mais pobres é o que defende a direita na economia. A direita defende que a igualdade não existe. Ou seja: “all men are created equal" does not mean “all men must be kept equal.”


E isto de defender menos Estado é defender todos, sobretudo os mais desfavorecidos, porque o Estado pagamos nós, e bem se viu aonde o socialismo levou a Europa, a subsidiar tudo e todos.


 


Ora quem não tem a obsessão da igualdade, olha obviamente para as questões fracturantes sem esse tabu. Olha para a origem dos fenómenos e olha para o futuro, para a meta que determinado caminho atingirá. A diferença entre a esquerda e a direita está essencialmente (em termos de pensamento filosófico) entre o imediato e mediato (o tal longo prazo). Enquanto a esquerda vê que a longo prazo estamos todos mortos (Keynes), a direita trabalha hoje, mesmo que sacrificando o presente, em nome do futuro, e isto é também o principio que se aplica à visão das questões fracturantes. Aonde nos levam essas ideias que hoje se defendem em nome de curar almas aflitas? É também esse longo prazo que está inerente ao pensamento católico. Daí serem imutáveis muitas das coisas que as pessoas, porque só estão a olhar para o seu mundo presente e imediato, querem ver alteradas. A Igreja católica tem mais de 2000 anos, precisamente porque olha para o longo prazo da humanidade.

A diferença entre a esquerda e a direita é que uma defende o curto e outra o longo prazo

Um jornalista publicou (por concordar) no Facebook a carta de um militante da JSD indignada com o referendo à Co-Adopção.


"O militante nº 10.757 do PSD, ex-dirigente da JSD, compagnon de route de Passos Coelho, desanca furiosamente nos actuais dirigentes da JSD a propósito da proposta inconstitucional de referendo sobre a adopção e a co-adopção (aqui) e acusa-os de serem uns conservadores emperdernidos de que ele se envergonha e onde não se reconhece, que nada se distinguem do CDS.


E a certa altura afirma: “O que vocês propõem é uma inversão de rumo: conservadores na vida familiar mas liberais na economia. Eu e alguns preferimos o contrário. Porque o PSD, em que nos revimos, sempre foi o partido mais liberal em matéria de costumes e em matérias de consciência”.


 


Ora não há nada mais vazio que o argumento deste militante da JSD. É o chamado falso e preconceituoso argumento: "O que vocês propõem é uma inversão de rumo: conservadores na vida familiar mas liberais na economia. Eu e alguns preferimos o contrário", diz o rapaz. Mas isto não é uma questão de conservadorismo ou de liberalismo, é uma questão de consciência,de valores, de conceitos de bem e de mal, e é uma questão estrutural sobre o que queremos para o futuro. Ora quem como este militante defende essa tese maniqueísta deverá explanar o fundamento filosófico dessas categorias em que encaixa o pensamento dos outros, sob o perigo de estar a fazer categorias como quem rotula fotografias nas revistas cor de rosa.


 


É que ser liberal na economia é querer que o Estado não interfira na actividade económica, senão como regulador, e como salvaguarda dos desfavorecidos. O Estado para os mais pobres é o que defende a direita na economia. A direita defende que a igualdade não existe. Ou seja: “all men are created equal" does not mean “all men must be kept equal.”


E isto de defender menos Estado é defender todos, sobretudo os mais desfavorecidos, porque o Estado pagamos nós, e bem se viu aonde o socialismo levou a Europa, a subsidiar tudo e todos.


 


Ora quem não tem a obsessão da igualdade, olha obviamente para as questões fracturantes sem esse tabu. Olha para a origem dos fenómenos e olha para o futuro, para a meta que determinado caminho atingirá. A diferença entre a esquerda e a direita está essencialmente (em termos de pensamento filosófico) entre o imediato e mediato (o tal longo prazo). Enquanto a esquerda vê que a longo prazo estamos todos mortos (Keynes), a direita trabalha hoje, mesmo que sacrificando o presente, em nome do futuro, e isto é também o principio que se aplica à visão das questões fracturantes. Aonde nos levam essas ideias que hoje se defendem em nome de curar almas aflitas? É também esse longo prazo que está inerente ao pensamento católico. Daí serem imutáveis muitas das coisas que as pessoas, porque só estão a olhar para o seu mundo presente e imediato, querem ver alteradas. A Igreja católica tem mais de 2000 anos, precisamente porque olha para o longo prazo da humanidade.

E assim está melhor?


 


Depois de ter lido isto, sou levado a crer que fui mal interpretado, o que me levou a refazer o meu texto, até porque é inegável que o Papa Francisco é o chefe da Igreja Católica. Seja como for, deixo aqui (para os interessados) o que escrevi !


 


Tenho lido tanto disparate em torno da acção do actual Sumo Pontífice que fico, um tudo ou quanto preocupado, e que inclusive me leva a indagar se estes terão lido alguma vez os Evangelhos?


Ontem, aqui em Santarém, e perante uma sala a abarrotar e, na sua grande maioria, repleta de fãs do Papa Francisco, do Papa dos descamisados, o Padre Anselmo Borges, professor de filosofia na Universidade de Coimbra e cronista de assuntos religiosos do Diário de Noticias, disse que o grande objectivo do actual pontificado, é o de “converter os católicos ao cristianismo”, ou seja, ao Evangelho. O que, por si só, justifica a escolha do nome de Francisco, o santo protector dos animais e dos descamisados, para “marcar” o seu tempo pontificado, e, custe a quem custar, ficar na história!


Recentemente, e a propósito do facto de ele ser contra o aborto, Rodrigo Moita de Deus, escreveu no 31 da Armada que “as próximas semanas podem finalmente revelar que Francisco, afinal, é católico.” O blogista está equivocado. O papa que “veio do fim do mundo”, que não é, e nem tampouco pode estar, indiferente a estas questões fracturantes, é, antes de ser católico, cristão! E o cristianismo por ele assumido, na linha dos seus antecessores, e em particular Bento XVI, é o leitmotiv – o fio condutor - para o aprofundamento do diálogo ecuménico. Francisco compreendeu-o na perfeição, não sendo por acaso, ou por inspiração do Espírito Santo, que, após a sua eleição, se tenha apresentado, à urbe e à orbe, como Bispo de Roma!

E assim está melhor?


 


Depois de ter lido isto, sou levado a crer que fui mal interpretado, o que me levou a refazer o meu texto, até porque é inegável que o Papa Francisco é o chefe da Igreja Católica. Seja como for, deixo aqui (para os interessados) o que escrevi !


 


Tenho lido tanto disparate em torno da acção do actual Sumo Pontífice que fico, um tudo ou quanto preocupado, e que inclusive me leva a indagar se estes terão lido alguma vez os Evangelhos?


Ontem, aqui em Santarém, e perante uma sala a abarrotar e, na sua grande maioria, repleta de fãs do Papa Francisco, do Papa dos descamisados, o Padre Anselmo Borges, professor de filosofia na Universidade de Coimbra e cronista de assuntos religiosos do Diário de Noticias, disse que o grande objectivo do actual pontificado, é o de “converter os católicos ao cristianismo”, ou seja, ao Evangelho. O que, por si só, justifica a escolha do nome de Francisco, o santo protector dos animais e dos descamisados, para “marcar” o seu tempo pontificado, e, custe a quem custar, ficar na história!


Recentemente, e a propósito do facto de ele ser contra o aborto, Rodrigo Moita de Deus, escreveu no 31 da Armada que “as próximas semanas podem finalmente revelar que Francisco, afinal, é católico.” O blogista está equivocado. O papa que “veio do fim do mundo”, que não é, e nem tampouco pode estar, indiferente a estas questões fracturantes, é, antes de ser católico, cristão! E o cristianismo por ele assumido, na linha dos seus antecessores, e em particular Bento XVI, é o leitmotiv – o fio condutor - para o aprofundamento do diálogo ecuménico. Francisco compreendeu-o na perfeição, não sendo por acaso, ou por inspiração do Espírito Santo, que, após a sua eleição, se tenha apresentado, à urbe e à orbe, como Bispo de Roma!

Francisco, o cristão!


 


Tenho lido tanto disparate em torno da acção do actual Sumo Pontífice que fico, um tudo ou quanto preocupado, e que inclusive me leva a indagar se estes terão lido alguma vez os Evangelhos?


Ontem, aqui em Santarém, e perante uma sala a abarrotar e, na sua grande maioria, repleta de fãs do Papa Francisco, do Papa dos descamisados, o Padre Anselmo Borges, professor de filosofia na Universidade de Coimbra e cronista de assuntos religiosos do Diário de Noticias, disse que o grande objectivo do actual pontificado é o de “converter os católicos ao cristianismo”, ou seja, ao Evangelho. O que, por si só, justifica a escolha do nome de Francisco, o santo protector dos animais e dos descamisados, para “marcar” o seu tempo pontificado, e, custe a quem custar, ficar na história!


Recentemente, e a propósito do facto dele ser contra o aborto, Rodrigo Moita de Deus, escreveu no 31 da Armada que “as próximas semanas podem finalmente revelar que Francisco, afinal, é católico.” Ele não é de facto católico. É cristão e ser cristão é imenso! Foi  aliás por ser cristão, e por ser dialogante, que após a sua eleição, se tenha apresentado, à urbe e à orbe, "exclusivamente" como Bispo de Roma! O que é bem representativo das capacidade humanas e espirituais desse homem vindo do "fim do mundo"!


 


Como fui mal interpretado refiz o texto!

Francisco, o cristão!


 


Tenho lido tanto disparate em torno da acção do actual Sumo Pontífice que fico, um tudo ou quanto preocupado, e que inclusive me leva a indagar se estes terão lido alguma vez os Evangelhos?


Ontem, aqui em Santarém, e perante uma sala a abarrotar e, na sua grande maioria, repleta de fãs do Papa Francisco, do Papa dos descamisados, o Padre Anselmo Borges, professor de filosofia na Universidade de Coimbra e cronista de assuntos religiosos do Diário de Noticias, disse que o grande objectivo do actual pontificado é o de “converter os católicos ao cristianismo”, ou seja, ao Evangelho. O que, por si só, justifica a escolha do nome de Francisco, o santo protector dos animais e dos descamisados, para “marcar” o seu tempo pontificado, e, custe a quem custar, ficar na história!


Recentemente, e a propósito do facto dele ser contra o aborto, Rodrigo Moita de Deus, escreveu no 31 da Armada que “as próximas semanas podem finalmente revelar que Francisco, afinal, é católico.” Ele não é de facto católico. É cristão e ser cristão é imenso! Foi  aliás por ser cristão, e por ser dialogante, que após a sua eleição, se tenha apresentado, à urbe e à orbe, "exclusivamente" como Bispo de Roma! O que é bem representativo das capacidade humanas e espirituais desse homem vindo do "fim do mundo"!


 


Como fui mal interpretado refiz o texto!

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Humor is a must

Humor is a must

Aos mais recentes fãs do Papa Francisco

Ei, vocês aí, os mais recentes fãs do Papa Francisco, do Papa dos descamisados, sim vocês, pssst o Papa Francisco é contra a co-adopção por homossexuais, e contra a adopção também. Mas não digam a ninguém... :)

Aos mais recentes fãs do Papa Francisco

Ei, vocês aí, os mais recentes fãs do Papa Francisco, do Papa dos descamisados, sim vocês, pssst o Papa Francisco é contra a co-adopção por homossexuais, e contra a adopção também. Mas não digam a ninguém... :)

A 2 de Março logo se verá se ganha a estatueta



Esta é a curta de Daniel Sousa canditada ao Óscar



A 2 de Março logo se verá se ganha a estatueta



Esta é a curta de Daniel Sousa canditada ao Óscar



Sem comentários

Encontrado na página Facebook de um bom amigo francês.


 


Sem comentários

Encontrado na página Facebook de um bom amigo francês.


 


A sorte de Hollande


 


A sorte de François Hollande é que a mulher enganada se chama Trierweiler. Imaginam o que seria, e como seriam as capas das revistas cor-de-rosa, se o seu apelido fosse Rottweiler?

A sorte de Hollande


 


A sorte de François Hollande é que a mulher enganada se chama Trierweiler. Imaginam o que seria, e como seriam as capas das revistas cor-de-rosa, se o seu apelido fosse Rottweiler?

Cá dentro é outra loiça


 


Cai o Carmo e a Trindade e eles estão indiferentes. Cai granizo e os lisboetas já se sentem como se estivessem nos Alpes, nos Pirinéus ou em qualquer outro lugar com neve! E vem mesmo a calhar: Em tempos de crise, faça férias cá dentro!

Cá dentro é outra loiça


 


Cai o Carmo e a Trindade e eles estão indiferentes. Cai granizo e os lisboetas já se sentem como se estivessem nos Alpes, nos Pirinéus ou em qualquer outro lugar com neve! E vem mesmo a calhar: Em tempos de crise, faça férias cá dentro!

O CDS é como o preto, "nunca me comprometo"

Quando ouvi Filipe Lobo d´Ávila a anunciar que a bancada do CDS vai abster-se na proposta de referendo sobre co-adopção por homossexuais, não me espantei. Pasme-se com o argumento que utilizou: "o CDS não votará a favor de qualquer aumento de despesa para a realização do referendo, uma vez que não tem cabimento orçamental". Importa-se de repetir?! 


Não há nada mais hipócrita que a falsa moral e o CDS tende a ser o refúgio dessa hipocrisia moral, e é pena.  


O argumento financeiro nunca pesa na consciência do CDS-PP quando nomeiam os seus militantes em força e à velocidade da luz para os lugares públicos. O CDS já nomeou quase tantos militantes para cargos em empresas ou institutos públicos como o Sócrates quando estava no Governo. A demissão de Paulo Portas no Verão, provocou uma hecatombe nos juros da dívida soberana de tal ordem que aumentou em quase um bi (cito de memória), a despesa pública. E só porque estavam em causa muito dos empregos de militantes é que Paulo Portas foi forçado a recuar pelos seus (nada a opor que motivos egoístas tenham consequências altruístas, atenção). 


Não há empresa ainda pública que não tenha um vice do CDS (e nalguns casos dá-se a coincidência feliz de serem competentes, estou-me a lembrar da CGD e dos CTT). Mas não me venham agora com a treta do argumento financeiro para se absterem na proposta de referendo (note-se que não votam contra) a uma lei fracturante, que a maioria do eleitorado do CDS não quer. Na altura em que o projecto lei da Co-Adopção por homossexuais tentava despercebidamente passar no parlamento o CDS não impôs disciplina de voto. Hipócritas!


Para já não falar que muitos "meninos do CDS" se insurgiram contra os meus artigos no blog contra a Co-Adopção.


Muitos dirão o PSD também não chumbou o projecto lei, e deu liberdade de voto, é certo. Mas perante a polémica na sociedade recuou pelo menos até ao nível de um referendo. 


 


* o título é uma analogia à frase "com um vestido preto nunca me comprometo"

O CDS é como o preto, "nunca me comprometo"

Quando ouvi Filipe Lobo d´Ávila a anunciar que a bancada do CDS vai abster-se na proposta de referendo sobre co-adopção por homossexuais, não me espantei. Pasme-se com o argumento que utilizou: "o CDS não votará a favor de qualquer aumento de despesa para a realização do referendo, uma vez que não tem cabimento orçamental". Importa-se de repetir?! 


Não há nada mais hipócrita que a falsa moral e o CDS tende a ser o refúgio dessa hipocrisia moral, e é pena.  


O argumento financeiro nunca pesa na consciência do CDS-PP quando nomeiam os seus militantes em força e à velocidade da luz para os lugares públicos. O CDS já nomeou quase tantos militantes para cargos em empresas ou institutos públicos como o Sócrates quando estava no Governo. A demissão de Paulo Portas no Verão, provocou uma hecatombe nos juros da dívida soberana de tal ordem que aumentou em quase um bi (cito de memória), a despesa pública. E só porque estavam em causa muito dos empregos de militantes é que Paulo Portas foi forçado a recuar pelos seus (nada a opor que motivos egoístas tenham consequências altruístas, atenção). 


Não há empresa ainda pública que não tenha um vice do CDS (e nalguns casos dá-se a coincidência feliz de serem competentes, estou-me a lembrar da CGD e dos CTT). Mas não me venham agora com a treta do argumento financeiro para se absterem na proposta de referendo (note-se que não votam contra) a uma lei fracturante, que a maioria do eleitorado do CDS não quer. Na altura em que o projecto lei da Co-Adopção por homossexuais tentava despercebidamente passar no parlamento o CDS não impôs disciplina de voto. Hipócritas!


Para já não falar que muitos "meninos do CDS" se insurgiram contra os meus artigos no blog contra a Co-Adopção.


Muitos dirão o PSD também não chumbou o projecto lei, e deu liberdade de voto, é certo. Mas perante a polémica na sociedade recuou pelo menos até ao nível de um referendo. 


 


* o título é uma analogia à frase "com um vestido preto nunca me comprometo"

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Trasladações


 


Eu não tenho nada a obstar contra a trasladação para o Panteão Nacional dos restos mortais de Sophia de Mello Breyner. Este ano comemoramos quatro décadas passadas sob a revolução e Sophia foi indiscutivelmente, através da sua poesia, uma acérrima defensora da liberdade e uma das mais importantes escritoras portuguesas do séc. XX, pelo que esta distinção é duplamente merecida. Inclusive, e se não me falha a memória, é a segunda mulher, após Amália Rodrigues, a ser para lá trasladada.


Há, no entanto, algo que sobressai desta decisão: a falta de palavra dos nossos parlamentares! Quando das comemorações dos 150 anos da morte de Manuel da Silva Passos e principal impulsionador da criação de um Panteão Nacional, a Assembleia da República decidiu homenagear, em 17 de Janeiro de 2012, o estadista. A intenção era que os seus restos mortais de Passos Manuel fossem do cemitério dos Capuchos, em Santarém, para a Igreja da Santa Engrácia, o que não viria acontecer. Porque, fruto da crise financeira que se vive, a AR argumentou não ter orçamento, e que a situação seria “corrigida” logo que o país saísse da crise. Ficou-se por uma singela e sentida homenagem…


Há ainda, e para terminar, duas notas que convém referir. Com efeito, goste-se ou não, comemoram-se os quarenta anos do 25 de Abril e ao depositar-se os restos mortais de uma personagem consensual como Sophia, que agrada a gregos e a troianos, impede-se que os sectores mais à esquerda viessem a propor a trasladação, por mais justa que fosse, de um nome seguramente fracturante e divisionista. Por outro, afasta (para já) do horizonte a ideia contra procedente da trasladação para o referido espaço de Eusébio, um jogador de futebol. Até porque significaria, por maior respeito que os homens do desporto merecem, a sua total banalização e o Panteão Nacional foi criado, como se pode ler no artigo 2º da Lei n.º 28/2000, para “Homenagear e perpetuar a memória dos cidadãos que se distinguiram por serviços prestados ao país, no exercício de altos cargos públicos, altos serviços militares, na expansão da cultura portuguesa, na criação literária, científica e artística ou na defesa dos valores da civilização, em prol da dignificação da pessoa humana e da causa da liberdade”.


 


A imagem foi encontrada aqui.

Trasladações


 


Eu não tenho nada a obstar contra a trasladação para o Panteão Nacional dos restos mortais de Sophia de Mello Breyner. Este ano comemoramos quatro décadas passadas sob a revolução e Sophia foi indiscutivelmente, através da sua poesia, uma acérrima defensora da liberdade e uma das mais importantes escritoras portuguesas do séc. XX, pelo que esta distinção é duplamente merecida. Inclusive, e se não me falha a memória, é a segunda mulher, após Amália Rodrigues, a ser para lá trasladada.


Há, no entanto, algo que sobressai desta decisão: a falta de palavra dos nossos parlamentares! Quando das comemorações dos 150 anos da morte de Manuel da Silva Passos e principal impulsionador da criação de um Panteão Nacional, a Assembleia da República decidiu homenagear, em 17 de Janeiro de 2012, o estadista. A intenção era que os seus restos mortais de Passos Manuel fossem do cemitério dos Capuchos, em Santarém, para a Igreja da Santa Engrácia, o que não viria acontecer. Porque, fruto da crise financeira que se vive, a AR argumentou não ter orçamento, e que a situação seria “corrigida” logo que o país saísse da crise. Ficou-se por uma singela e sentida homenagem…


Há ainda, e para terminar, duas notas que convém referir. Com efeito, goste-se ou não, comemoram-se os quarenta anos do 25 de Abril e ao depositar-se os restos mortais de uma personagem consensual como Sophia, que agrada a gregos e a troianos, impede-se que os sectores mais à esquerda viessem a propor a trasladação, por mais justa que fosse, de um nome seguramente fracturante e divisionista. Por outro, afasta (para já) do horizonte a ideia contra procedente da trasladação para o referido espaço de Eusébio, um jogador de futebol. Até porque significaria, por maior respeito que os homens do desporto merecem, a sua total banalização e o Panteão Nacional foi criado, como se pode ler no artigo 2º da Lei n.º 28/2000, para “Homenagear e perpetuar a memória dos cidadãos que se distinguiram por serviços prestados ao país, no exercício de altos cargos públicos, altos serviços militares, na expansão da cultura portuguesa, na criação literária, científica e artística ou na defesa dos valores da civilização, em prol da dignificação da pessoa humana e da causa da liberdade”.


 


A imagem foi encontrada aqui.

O seu a seu dono


 


Manuscrito do século XVI com canguru pode provar que portugueses descobriram Austrália.

O seu a seu dono


 


Manuscrito do século XVI com canguru pode provar que portugueses descobriram Austrália.

O melhor vídeo do ano

O melhor vídeo do ano

Porque os gostos não se discutem!

 



 


Outra variante desta imagem e dedicada aos "hard rockers".

Porque os gostos não se discutem!

 



 


Outra variante desta imagem e dedicada aos "hard rockers".

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O cartoon da semana

O cartoon da semana

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O Homem não aceita facilmente a grandeza do seu semelhante

"«A quem me ireis comparar, de forma a ser imitado?» - diz o Santo. Nós não queremos exemplos demasiado altos para não humilharmos o comum das pessoas. Não é justo sermos perfeitos ou possuir dons superiores; o homem faz ídolos cobertos de ouro e prata, e, se é pobre, procura madeira durável e segura para os fazer. Mas, não aceita facilmente a grandeza dos seus semelhantes, e, por isso, ignora mais depressa o coração generoso do que a obra da mão engenhosa."
Agustina Bessa-Luís

O Homem não aceita facilmente a grandeza do seu semelhante

"«A quem me ireis comparar, de forma a ser imitado?» - diz o Santo. Nós não queremos exemplos demasiado altos para não humilharmos o comum das pessoas. Não é justo sermos perfeitos ou possuir dons superiores; o homem faz ídolos cobertos de ouro e prata, e, se é pobre, procura madeira durável e segura para os fazer. Mas, não aceita facilmente a grandeza dos seus semelhantes, e, por isso, ignora mais depressa o coração generoso do que a obra da mão engenhosa."
Agustina Bessa-Luís

Em defesa da ingenuidade

A palavra ingenuidade é, nesta sociedade herdeira da tradição iluminista, vista como uma desqualificação, como um ponto fraco que legitima a superioridade de quem se concentra em não ser ingénuo.


Pois eu acho que há na ingenuidade uma sabedoria. Eu sou ingénua, por dom do coração, porque acredito na humanidade e na sua tentação do bem. Não sou capaz de me apresentar de coração fechado e de pé atrás. Começo sempre de coração aberto porque sei que apenas o bem que damos chama do outro o bem que este tem para dar. Procuro perceber (e dessa maneira amar) a alma do outro. Não acredito logo em teorias da conspiração. Não posso dizer que não esteja alerta a sinais, mas procuro sempre encaixar, primeiro, os actos do outro no plano do bem. É a minha perspectiva optimista do outro. Resta dizer que o optimismo para mim é realismo. Desconfio sempre de opiniões muito negativas dos outros. Não acredito nesse mal absoluto e irremediável do outro. Tenho, desde sempre, a perspectiva de salvação católica, do nunca é tarde para voltar ao bom caminho, e este é sempre o do amor ao próximo. Desconfio mais das massas e dos movimentos emocionais das massas, do que do coração do outro. Penso sempre que o mal se potencia no colectivo. 


Claro que a ingenuidade tem um preço alto, porque é apaixonante para os outros, mas atrai muitos mal intencionados. Porque ali estão descansados de que não haverá resistência. É o preço que eu paguei e continuarei a pagar muitas vezes. Mas não sei estar neste mundo a olhar de soslaio para o outro. 

Em defesa da ingenuidade

A palavra ingenuidade é, nesta sociedade herdeira da tradição iluminista, vista como uma desqualificação, como um ponto fraco que legitima a superioridade de quem se concentra em não ser ingénuo.


Pois eu acho que há na ingenuidade uma sabedoria. Eu sou ingénua, por dom do coração, porque acredito na humanidade e na sua tentação do bem. Não sou capaz de me apresentar de coração fechado e de pé atrás. Começo sempre de coração aberto porque sei que apenas o bem que damos chama do outro o bem que este tem para dar. Procuro perceber (e dessa maneira amar) a alma do outro. Não acredito logo em teorias da conspiração. Não posso dizer que não esteja alerta a sinais, mas procuro sempre encaixar, primeiro, os actos do outro no plano do bem. É a minha perspectiva optimista do outro. Resta dizer que o optimismo para mim é realismo. Desconfio sempre de opiniões muito negativas dos outros. Não acredito nesse mal absoluto e irremediável do outro. Tenho, desde sempre, a perspectiva de salvação católica, do nunca é tarde para voltar ao bom caminho, e este é sempre o do amor ao próximo. Desconfio mais das massas e dos movimentos emocionais das massas, do que do coração do outro. Penso sempre que o mal se potencia no colectivo. 


Claro que a ingenuidade tem um preço alto, porque é apaixonante para os outros, mas atrai muitos mal intencionados. Porque ali estão descansados de que não haverá resistência. É o preço que eu paguei e continuarei a pagar muitas vezes. Mas não sei estar neste mundo a olhar de soslaio para o outro. 

Não há inteligência sem coração

"Eu acho que não há inteligência sem coração. A inteligência é um dom, é-nos concedida, mas o coração tem que a suportar humildemente, senão é perfeitamente votado às trevas."
Agustina Bessa Luís

Não há inteligência sem coração

"Eu acho que não há inteligência sem coração. A inteligência é um dom, é-nos concedida, mas o coração tem que a suportar humildemente, senão é perfeitamente votado às trevas."
Agustina Bessa Luís

José Luís Peixoto: "O Amor é muito difícil"

«O Amor é Muito Difícil. Penso que o amor é muito difícil. Existem muitos obstáculos a que possa ser o absoluto que é. A palavra amor é uma palavra muito gasta, muito usada, e muitas vezes mal usada, e eu quando falo de amor falo no sentido absoluto... há uma série de outros sentimentos aos quais também se chama amor e que não o são. No amor é preciso que duas pessoas sejam uma e isso não é fácil de encontrar. E, uma vez encontrado, não é fácil de fazer permanecer. »


José Luís Peixoto, in Notícias Magazine (2003)

José Luís Peixoto: "O Amor é muito difícil"

«O Amor é Muito Difícil. Penso que o amor é muito difícil. Existem muitos obstáculos a que possa ser o absoluto que é. A palavra amor é uma palavra muito gasta, muito usada, e muitas vezes mal usada, e eu quando falo de amor falo no sentido absoluto... há uma série de outros sentimentos aos quais também se chama amor e que não o são. No amor é preciso que duas pessoas sejam uma e isso não é fácil de encontrar. E, uma vez encontrado, não é fácil de fazer permanecer. »


José Luís Peixoto, in Notícias Magazine (2003)

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Em defesa de Carlos Queiroz

Só porque soube agora, os votos que surgem atribuídos ao meu tio Carlos Queiroz, neste caso no Messi, são na verdade os votos de toda a equipa técnica iraniana e de todos os treinadores da primeira liga do Irão e não os votos individuais. Ou seja, não é verdade que o meu tio votou no Messi.


 


"Carlos Queiroz, não tem responsabilidade, ao contrário do que aparece na ficha da Fifa, que, enquanto seleccionador do Irão terá votado primeiro em Messi, e não terá votado em Ronaldo em primeiro lugar. Pois no que diz respeito ao Irão, o voto de Carlos Queiroz vale tanto como o voto de todos os treinadores do Irão, e de toda a equipa técnica de Carlos Queiroz. Apesar de ser apontado como o voto oficial da Federação iraniana, ilustrada pelo seleccionador nacional, resulta da soma dos votos de todos os treinadores do Irão. Carlos Queiroz não pode tornar público, segundo o regulamento do Irão, em quem votou. Estes votos que aparecem na Fifa, atribuídos a Carlos Queiroz, são os votos acumulados de todos os treinadores da Primeira Liga iraniana e também da equipa técnica da selecção. Não se sabe oficialmente em quem votou pessoalmente Carlos Queiroz".


 


P.S. Em primeiro lugar as escolhas feitas por treinadores profissionais obedecem a critérios técnicos e não a lobbys. Em segundo lugar (eu sei em quem votou CQ mas não posso dizer) no caso do Irão a votação individual submete-se à votação colegial. A maioria vence e todos defendem o que a maioria decidiu.