quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Quadratura do Círculo

 



Estou a ver a Quadratura do Círculo, e mais uma vez vejo António Costa a repetir o mesmo erro de análise do Sócrates: acham que esta crise é fruto da irracionalidade dos mercados. É mentira. Os mercados reagem aos 80% de dívida pública sobre o PIB, porque a partir daí o risco de um país não pagar as obrigações que emitiu (os chamados títulos do tesouro) é alto.


Veio a crise do subprime, o mundo relaxou as exigências do défice, e Portugal aproveitou logo a aberta para subir a dívida, o défice... e agora veio a crise da dívida soberana. E amanhã vem a recessão.


 


‎A 1 de Fevereiro de 2010 José Sócrates explicou: "o défice aumentou por uma boa razão, para responder à crise".


Como a União Europeia estava sensível à crise de financiamento dos bancos que tinham sido vítimas do subprime, flexibilizou as metas. Portugal aproveitou para nacionalizar o BPN, dar garantias aos Bancos que emprestavam ao BPP, dar garantias aos bancos para se financiarem. Tudo muito bem se partissem de um nível de endividamento baixo. Mas não era o caso e a dívida pública disparou, e uma vez disparando, levou ao aumento dos juros.


 


Ironicamente o Estado aumentou a dívida para ajudar os bancos a financiarem-se e meia dúzia de meses depois o excesso de dívida da Republica Portuguesa condenou os bancos portugueses ao recurso ao BCE. Porque os investidores não emprestam a bancos desta República.


 


Enfim, uns visionários...


 


 Agora: O défice tem que descer para responder à crise!

Quadratura do Círculo

 



Estou a ver a Quadratura do Círculo, e mais uma vez vejo António Costa a repetir o mesmo erro de análise do Sócrates: acham que esta crise é fruto da irracionalidade dos mercados. É mentira. Os mercados reagem aos 80% de dívida pública sobre o PIB, porque a partir daí o risco de um país não pagar as obrigações que emitiu (os chamados títulos do tesouro) é alto.


Veio a crise do subprime, o mundo relaxou as exigências do défice, e Portugal aproveitou logo a aberta para subir a dívida, o défice... e agora veio a crise da dívida soberana. E amanhã vem a recessão.


 


‎A 1 de Fevereiro de 2010 José Sócrates explicou: "o défice aumentou por uma boa razão, para responder à crise".


Como a União Europeia estava sensível à crise de financiamento dos bancos que tinham sido vítimas do subprime, flexibilizou as metas. Portugal aproveitou para nacionalizar o BPN, dar garantias aos Bancos que emprestavam ao BPP, dar garantias aos bancos para se financiarem. Tudo muito bem se partissem de um nível de endividamento baixo. Mas não era o caso e a dívida pública disparou, e uma vez disparando, levou ao aumento dos juros.


 


Ironicamente o Estado aumentou a dívida para ajudar os bancos a financiarem-se e meia dúzia de meses depois o excesso de dívida da Republica Portuguesa condenou os bancos portugueses ao recurso ao BCE. Porque os investidores não emprestam a bancos desta República.


 


Enfim, uns visionários...


 


 Agora: O défice tem que descer para responder à crise!

Queremos ser governados por um 'connoisseur'

Ás vezes oiço o primeiro ministro falar, e não vejo qualquer diferença entre ele e um qualquer opinion maker que sabe tudo pela rama. Nunca ouvi o Sócrates a dizer qualquer coisa de substancial, nunca se revelou um 'connoisseur´.


 


Naquele homem não nasce uma ideia. É um porta-voz, mais nada!

Queremos ser governados por um 'connoisseur'

Ás vezes oiço o primeiro ministro falar, e não vejo qualquer diferença entre ele e um qualquer opinion maker que sabe tudo pela rama. Nunca ouvi o Sócrates a dizer qualquer coisa de substancial, nunca se revelou um 'connoisseur´.


 


Naquele homem não nasce uma ideia. É um porta-voz, mais nada!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A era Sócrates!


Meses depois de um agravamento do IRS e da subida do IVA para os três escalões em 1 ponto percentual, depois do falhanço do PEC II, eis a nova artilharia:

 




Salários dos funcionários públicos acima de 1.500 euros brutos sofrem corte em 2011 e a manter-se a partir de 2011 (aqui divergem Teixeira dos Santos e Sócrates). Mas pelo sim, pelo não confiem no Ministro das Finanças.




 




Aqui, estão incluídos órgãos de soberania e da Administração Pública, institutos públicos, entidades reguladoras e empresas públicas.  Incidirá sobre o total de salários e todas as remunerações acessórias dos trabalhadores, independentemente da natureza do seu vínculo . Para vencimentos brutos entre 1.500 e 2.000 euros a redução é de 3,5%. Para salários superiores o corte pode chegar aos 10%. 


  


Congelam as contratações. 


  


Reduzem as ajudas de custo, as horas extraordinárias e a acumulação de funções, eliminando a acumulação de vencimentos públicos com pensões do sistema público de aposentação.




 




Pensões e a progressão na carreira da Função Pública serão congeladas durante um ano.




 




Eliminação do abono de família para os escalões de rendimentos mais elevados.


 


Aumento do IVA para 23%


 


A redução da despesa fiscal será ainda realizada através "da fixação de um tecto global para as deduções e benefícios fiscais". [ Revisão das deduções à colecta do IRS (já previsto no PEC); convergência da tributação dos rendimentos da categoria H com regime de tributação da categoria A (já previsto no PEC)];


 


Reduzem as despesas no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente com medicamentos e meios complementares de diagnóstico;


 


Reduzem os encargos da ADSE;


 


Será ainda criado "um novo imposto sobre o sector financeiro". Ninguém sabe de quanto.


 


Aumentam as taxas em vários serviços públicos designadamente nos sectores da justiça e da administração interna;


 


 Aumentam em 1 p.p. a contribuição dos trabalhadores para a CGA


 


Governo anuncia ainda que a PT estuda transferência do fundo de pensões (1.844 milhões) para o Estado, parece-me que esta receita extraordinária vai ser para pagar os dois submarinos contratados em 2009!!:


 


 


Teixeira dos Santos confirma: "a possível transferência do fundo de pensões da PT para o Estado irá permitir "cobrir a baixa execução das receitas não fiscais e os custos pela aquisição de dois submarinos contratados em 2009”. A receita gerada será inscrita na execução orçamental deste ano".

 



  


Vá lá:

 



 


Prometem extinguir/fundir organismos da Administração Pública directa e indirecta; 



 



 Reduzem em 20% as despesas com a frota automóvel do Estado; 

 



 Reduzem as despesas com indemnizações compensatórias e subsídios às empresas;

 



 Reorganizem e racionalizam o Sector Empresarial do Estado reduzindo o número de entidades e o número de cargos dirigentes.

 



 Congelam o investimento público

 



  


FALTA:

 



O Estado anunciar que vai cortar os honorários milionários dos advogados e outros consultores, e se vai acabar com beneficios fiscais às fundações.

 



 


Posto isto, este  é um Orçamento à FMI.... Aí vem agora a outra face da moeda: a recessão.


 




 


O PIB desce, a dívida não desce, e assim aumenta a dívida pública sobre o que produzimos....

 


 

Vem aí a pobreza e os problemas sociais.



 


 

 





 

 


 


 


 




 

 


 


 



 

 


 


 

 

















A era Sócrates!


Meses depois de um agravamento do IRS e da subida do IVA para os três escalões em 1 ponto percentual, depois do falhanço do PEC II, eis a nova artilharia:

 




Salários dos funcionários públicos acima de 1.500 euros brutos sofrem corte em 2011 e a manter-se a partir de 2011 (aqui divergem Teixeira dos Santos e Sócrates). Mas pelo sim, pelo não confiem no Ministro das Finanças.




 




Aqui, estão incluídos órgãos de soberania e da Administração Pública, institutos públicos, entidades reguladoras e empresas públicas.  Incidirá sobre o total de salários e todas as remunerações acessórias dos trabalhadores, independentemente da natureza do seu vínculo . Para vencimentos brutos entre 1.500 e 2.000 euros a redução é de 3,5%. Para salários superiores o corte pode chegar aos 10%. 


  


Congelam as contratações. 


  


Reduzem as ajudas de custo, as horas extraordinárias e a acumulação de funções, eliminando a acumulação de vencimentos públicos com pensões do sistema público de aposentação.




 




Pensões e a progressão na carreira da Função Pública serão congeladas durante um ano.




 




Eliminação do abono de família para os escalões de rendimentos mais elevados.


 


Aumento do IVA para 23%


 


A redução da despesa fiscal será ainda realizada através "da fixação de um tecto global para as deduções e benefícios fiscais". [ Revisão das deduções à colecta do IRS (já previsto no PEC); convergência da tributação dos rendimentos da categoria H com regime de tributação da categoria A (já previsto no PEC)];


 


Reduzem as despesas no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente com medicamentos e meios complementares de diagnóstico;


 


Reduzem os encargos da ADSE;


 


Será ainda criado "um novo imposto sobre o sector financeiro". Ninguém sabe de quanto.


 


Aumentam as taxas em vários serviços públicos designadamente nos sectores da justiça e da administração interna;


 


 Aumentam em 1 p.p. a contribuição dos trabalhadores para a CGA


 


Governo anuncia ainda que a PT estuda transferência do fundo de pensões (1.844 milhões) para o Estado, parece-me que esta receita extraordinária vai ser para pagar os dois submarinos contratados em 2009!!:


 


 


Teixeira dos Santos confirma: "a possível transferência do fundo de pensões da PT para o Estado irá permitir "cobrir a baixa execução das receitas não fiscais e os custos pela aquisição de dois submarinos contratados em 2009”. A receita gerada será inscrita na execução orçamental deste ano".

 



  


Vá lá:

 



 


Prometem extinguir/fundir organismos da Administração Pública directa e indirecta; 



 



 Reduzem em 20% as despesas com a frota automóvel do Estado; 

 



 Reduzem as despesas com indemnizações compensatórias e subsídios às empresas;

 



 Reorganizem e racionalizam o Sector Empresarial do Estado reduzindo o número de entidades e o número de cargos dirigentes.

 



 Congelam o investimento público

 



  


FALTA:

 



O Estado anunciar que vai cortar os honorários milionários dos advogados e outros consultores, e se vai acabar com beneficios fiscais às fundações.

 



 


Posto isto, este  é um Orçamento à FMI.... Aí vem agora a outra face da moeda: a recessão.


 




 


O PIB desce, a dívida não desce, e assim aumenta a dívida pública sobre o que produzimos....

 


 

Vem aí a pobreza e os problemas sociais.



 


 

 





 

 


 


 


 




 

 


 


 



 

 


 


 

 

















terça-feira, 28 de setembro de 2010

The best Calvin and Hobbes quote



 


   Reality continues to ruin my life.

The best Calvin and Hobbes quote



 


   Reality continues to ruin my life.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Somos um país rico!

Portugal a caminho de ter o IVA mais alto da zona Euro


 


Se acabar por ter de seguir os avisos da OCDE então Portugal fica com um IVA ao nível da Finlândia!

Somos um país rico!

Portugal a caminho de ter o IVA mais alto da zona Euro


 


Se acabar por ter de seguir os avisos da OCDE então Portugal fica com um IVA ao nível da Finlândia!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Iggy Pop - Candy

I´ve had a hole in my heart for so long....


 









Iggy Pop - Candy

I´ve had a hole in my heart for so long....


 









Vendam tudo e fiquem com uma função social e de regulação

Depois da notícia do Correio da Manhã: "este ano já foram substituídas 34 viaturas de alta cilindrada nas empresas do grupo Águas de Portugal, que têm cerca de 400 automóveis topo de gama à disposição". Eis que o Governo: "ordena suspensão imediata da renovação da frota automóvel do Grupo Águas de Portugal".


 


O Estado tem de vender tudo. Tem de sair de tudo e limitar-se a subsidiar os necessitados.


Tem de vender a CGD; o Metro; a CP; a Águas de Portugal; a Lusa; a RTP; Estradas de Portugal; CTT; sair da PT; da Galp; da EDP; da REN. O Estado não pode andar a pagar ordenados e a financiar estas empresas.

Vendam tudo e fiquem com uma função social e de regulação

Depois da notícia do Correio da Manhã: "este ano já foram substituídas 34 viaturas de alta cilindrada nas empresas do grupo Águas de Portugal, que têm cerca de 400 automóveis topo de gama à disposição". Eis que o Governo: "ordena suspensão imediata da renovação da frota automóvel do Grupo Águas de Portugal".


 


O Estado tem de vender tudo. Tem de sair de tudo e limitar-se a subsidiar os necessitados.


Tem de vender a CGD; o Metro; a CP; a Águas de Portugal; a Lusa; a RTP; Estradas de Portugal; CTT; sair da PT; da Galp; da EDP; da REN. O Estado não pode andar a pagar ordenados e a financiar estas empresas.

Somos todos cineastas mentais

«Somos todos cineastas mentais». A frase é do inteligente neurocientista António Damásio. A quem eu devo os argumentos para o que sempre soube: tudo o que se passa na nossa mente passa-se no nosso corpo. O corpo e o cérebro são um só, são indissociáveeis. O que deita por terra as teorias da racionalidade por oposição às emoções.


Tudo está no cérebro, mesmo os sentimentos. E estando no cérebro está no corpo. Não há instinto por oposição à razão. É tudo a mesma coisa, faces da mesma moeda. É tudo memória emocional.


António Damásio está aí com mais um livro para ler: O Livro da Consciência, e diz que a maior novidade que traz é o que diz "sobre o tronco cerebral e sobre a fusão, literalmente, do corpo e do cérebro, que são as duas caras da mesma moeda".


 

Somos todos cineastas mentais

«Somos todos cineastas mentais». A frase é do inteligente neurocientista António Damásio. A quem eu devo os argumentos para o que sempre soube: tudo o que se passa na nossa mente passa-se no nosso corpo. O corpo e o cérebro são um só, são indissociáveeis. O que deita por terra as teorias da racionalidade por oposição às emoções.


Tudo está no cérebro, mesmo os sentimentos. E estando no cérebro está no corpo. Não há instinto por oposição à razão. É tudo a mesma coisa, faces da mesma moeda. É tudo memória emocional.


António Damásio está aí com mais um livro para ler: O Livro da Consciência, e diz que a maior novidade que traz é o que diz "sobre o tronco cerebral e sobre a fusão, literalmente, do corpo e do cérebro, que são as duas caras da mesma moeda".


 

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Abaixo os gestores de marketing

Sócrates acha que o problema do país e a crise soberana é uma questão de marketing! Por isso acha que o problema se resolve enviando mensagens optimistas aos mercados.


Assim temos sempre um ridículo porta-voz a falar no estrangeiro de um país imaginário....


Abaixo a tirania do marketing!

Abaixo os gestores de marketing

Sócrates acha que o problema do país e a crise soberana é uma questão de marketing! Por isso acha que o problema se resolve enviando mensagens optimistas aos mercados.


Assim temos sempre um ridículo porta-voz a falar no estrangeiro de um país imaginário....


Abaixo a tirania do marketing!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Bandas Intemporais XIV - The Police (Every Little Thing She Does Is Magic)








Bandas Intemporais XIV - The Police (Every Little Thing She Does Is Magic)








Assim se vê a força do ....

 



Nunca partilhei da indignação em relação aos ordenados dos gestores. Pois acho que cada um deve ganhar em função do seu mérito intelectual e dos riscos que corre. E por isso se um gestor é bom, deve ser bem pago. Ponto final.


Mas sempre achei que muitos chefes é sinal de má gestão e há muitos chefes nas empresas públicas. Não só o Estado tem empresas a mais, que não devia ter, como em cada uma há muitos lugares de chefia...


Perante esta constatação, há outra coisa que não consigo perceber: havendo tantos lugares de chefia para preencher pelo Governo, para que precisam ainda das empresas privadas para lá porem os "camaradas". Notícia de hoje: Armando Vara é o presidente do Conselho de Administração da cimenteira Camargo Corrêa para África. Camargo aquela que comprou um terço da Cimpor.


Jorge Coelho na Mota Engil; Castro Guerra na Cimpor; Mário Lino que acabou no conselho fiscal dos seguros da CGD, depois de andar a ser impingido ora para a REN, ora para a Cimpor.


Não fiz uma investigação exaustiva, mas parece sair daqui que o Governo tem uma preocupação: diminuir o desemprego dos seus aliados.


Talvez isso explique estas afirmações de hoje da oposição:


 


A CP - Comboios de Portugal tem, "em média, um chefe por cada 16
funcionários, com uma massa salarial média que atinge os 3500 euros
por cada um destes chefes -- e os chefes são 186".


 


"Já sabíamos o que se passava na TAP, porque essa informação foi
dada ao Parlamento, também ao PSD: 171 chefes, com uma média mensal
de 4400 euros. E também sabemos o que se passa na REFER: 158 chefes,
com uma massa salarial média de 6316 euros".


 


A boa notícia é que há muito para cortar na despesa pública. Força com a tesoura.

Assim se vê a força do ....

 



Nunca partilhei da indignação em relação aos ordenados dos gestores. Pois acho que cada um deve ganhar em função do seu mérito intelectual e dos riscos que corre. E por isso se um gestor é bom, deve ser bem pago. Ponto final.


Mas sempre achei que muitos chefes é sinal de má gestão e há muitos chefes nas empresas públicas. Não só o Estado tem empresas a mais, que não devia ter, como em cada uma há muitos lugares de chefia...


Perante esta constatação, há outra coisa que não consigo perceber: havendo tantos lugares de chefia para preencher pelo Governo, para que precisam ainda das empresas privadas para lá porem os "camaradas". Notícia de hoje: Armando Vara é o presidente do Conselho de Administração da cimenteira Camargo Corrêa para África. Camargo aquela que comprou um terço da Cimpor.


Jorge Coelho na Mota Engil; Castro Guerra na Cimpor; Mário Lino que acabou no conselho fiscal dos seguros da CGD, depois de andar a ser impingido ora para a REN, ora para a Cimpor.


Não fiz uma investigação exaustiva, mas parece sair daqui que o Governo tem uma preocupação: diminuir o desemprego dos seus aliados.


Talvez isso explique estas afirmações de hoje da oposição:


 


A CP - Comboios de Portugal tem, "em média, um chefe por cada 16
funcionários, com uma massa salarial média que atinge os 3500 euros
por cada um destes chefes -- e os chefes são 186".


 


"Já sabíamos o que se passava na TAP, porque essa informação foi
dada ao Parlamento, também ao PSD: 171 chefes, com uma média mensal
de 4400 euros. E também sabemos o que se passa na REFER: 158 chefes,
com uma massa salarial média de 6316 euros".


 


A boa notícia é que há muito para cortar na despesa pública. Força com a tesoura.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

The truth is...

Love is bigger than happiness

The truth is...

Love is bigger than happiness

Banda Intemporais XIII - Roger Hodgson (Even in the Quietest Moments)








Banda Intemporais XIII - Roger Hodgson (Even in the Quietest Moments)








O que conta é a intenção

FMI saúda Governo por esforço de consolidação.


 


A porta-voz do FMI dixit: “nós saudamos muito o esforço das autoridades portuguesas nos recentes meses para fortalecer a situação orçamental, e acreditamos que farão tudo o que for necessário para trazer o défice orçamental para valores inferiores a 3%, como estabelecido no programa de estabilidade e Crescimento”

O que conta é a intenção

FMI saúda Governo por esforço de consolidação.


 


A porta-voz do FMI dixit: “nós saudamos muito o esforço das autoridades portuguesas nos recentes meses para fortalecer a situação orçamental, e acreditamos que farão tudo o que for necessário para trazer o défice orçamental para valores inferiores a 3%, como estabelecido no programa de estabilidade e Crescimento”

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Será?

«E será que considero alguma coisa, que não seja a fidelidade à desconfiança e ao doloroso desprendimento com que tudo deve ser considerado? Mesmo o que mais importe.»
Jorge de Sena

Será?

«E será que considero alguma coisa, que não seja a fidelidade à desconfiança e ao doloroso desprendimento com que tudo deve ser considerado? Mesmo o que mais importe.»
Jorge de Sena

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Julião Sarmento

Julião Sarmento

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Frases lidas aqui e ali

Assim dizia o ferro ao íman: odeio-te porque me atrais sem que possuas força suficiente para me unir a ti.

Frases lidas aqui e ali

Assim dizia o ferro ao íman: odeio-te porque me atrais sem que possuas força suficiente para me unir a ti.

sábado, 11 de setembro de 2010

Sem Palavras



António Mendonça (ministro das obras públicas) e Elia Suleiman (realizador palestino)

Sem Palavras



António Mendonça (ministro das obras públicas) e Elia Suleiman (realizador palestino)

Esta frase ecoa na minha cabeça desde os 15 anos

‎"Muito cedo na minha vida foi tarde demais"


Marguerite Duras

Esta frase ecoa na minha cabeça desde os 15 anos

‎"Muito cedo na minha vida foi tarde demais"


Marguerite Duras

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Portugal está falido?

Está Portugal falido?


A dívida pública portuguesa está nos 80% do PIB e dizem os economistas que a partir destes níveis o potencial de crescimento da economia de um país é claramente afectado.


No outro dia alguém me explicava que Portugal pode, como aconteceu à Grécia, cair na armadilha da dívida. À medida que se consolidam as contas do Estado - redução da despesa que acabará por passar por uma redução dos salários da função pública, e aumento dos impostos - cria-se uma contracção da economia. Logo a dívida pública (que é mesma) aumenta em percentagem do PIB, porque o PIB diminui. Isso é a armadilha da dívida. E é o beco sem saída para onde caminhamos.


As soluções teóricas: Portugal assume que não vai conseguir pagar as obrigações e é estudado com os credores (na sua maioria bancos europeus) uma reestruturação da dívida, com algum perdão.


A outra solução teórica não passa de um incumprimento escondido, através do aumento da inflação (aumenta o PIB artificialmente). Mas isso está-nos vedado por estarmos na moeda única.


 


Estamos numa situação grave, mas que tem sido aguentada por causa da repercussão para os bancos europeus que estão cheios de obrigações do tesouro de países como o nosso (incluindo Grécia, Espanha e Itália). Uma reestruturação implica que esses bancos assumam o prejuízo dos incumprimentos dos Estados o que os vai descapitalizar. E assim não poderão  financiar a economia de modo a que esta recupere.


 


Para Portugal o que os mercados dizem, olhando para os níveis a que a nossa dívida está a ser transaccionada, é que a nossa probabilidade de  incumprimento de pagar a nossa dívida é de 15%.


 


É preciso  resolver a consolidação orçamental (a primeira metade do ano não foi brilhante, o nosso défice aumentou 7%). A revisão do PEC foi anunciada, mas não foi concretizada, o exemplo são as SCUTS. Não estamos a ser eficazes na execução orçamental.


 


A nossa capacidade de evoluir depende ainda da recuperação da Alemanha e dos Estados Unidos, estamos dependentes da reabertura dos mercados interbancários para o sistema financeiro português para dinamizar o crédito às PME´s, que neste momento não existe.


 


Portanto esta crise não é passageira. A Grécia em dois ou três anos vai falir, isso é já certo. Mas há que lhes tirar o chapéu, já estão a investir na bonança que virá após a tempestade: têm feito um processo de consolidação fiscal fantástico, o défice caiu 45%, nos primeiros seis meses do ano. E estão a investir no crescimento do PIB.


 

Portugal está falido?

Está Portugal falido?


A dívida pública portuguesa está nos 80% do PIB e dizem os economistas que a partir destes níveis o potencial de crescimento da economia de um país é claramente afectado.


No outro dia alguém me explicava que Portugal pode, como aconteceu à Grécia, cair na armadilha da dívida. À medida que se consolidam as contas do Estado - redução da despesa que acabará por passar por uma redução dos salários da função pública, e aumento dos impostos - cria-se uma contracção da economia. Logo a dívida pública (que é mesma) aumenta em percentagem do PIB, porque o PIB diminui. Isso é a armadilha da dívida. E é o beco sem saída para onde caminhamos.


As soluções teóricas: Portugal assume que não vai conseguir pagar as obrigações e é estudado com os credores (na sua maioria bancos europeus) uma reestruturação da dívida, com algum perdão.


A outra solução teórica não passa de um incumprimento escondido, através do aumento da inflação (aumenta o PIB artificialmente). Mas isso está-nos vedado por estarmos na moeda única.


 


Estamos numa situação grave, mas que tem sido aguentada por causa da repercussão para os bancos europeus que estão cheios de obrigações do tesouro de países como o nosso (incluindo Grécia, Espanha e Itália). Uma reestruturação implica que esses bancos assumam o prejuízo dos incumprimentos dos Estados o que os vai descapitalizar. E assim não poderão  financiar a economia de modo a que esta recupere.


 


Para Portugal o que os mercados dizem, olhando para os níveis a que a nossa dívida está a ser transaccionada, é que a nossa probabilidade de  incumprimento de pagar a nossa dívida é de 15%.


 


É preciso  resolver a consolidação orçamental (a primeira metade do ano não foi brilhante, o nosso défice aumentou 7%). A revisão do PEC foi anunciada, mas não foi concretizada, o exemplo são as SCUTS. Não estamos a ser eficazes na execução orçamental.


 


A nossa capacidade de evoluir depende ainda da recuperação da Alemanha e dos Estados Unidos, estamos dependentes da reabertura dos mercados interbancários para o sistema financeiro português para dinamizar o crédito às PME´s, que neste momento não existe.


 


Portanto esta crise não é passageira. A Grécia em dois ou três anos vai falir, isso é já certo. Mas há que lhes tirar o chapéu, já estão a investir na bonança que virá após a tempestade: têm feito um processo de consolidação fiscal fantástico, o défice caiu 45%, nos primeiros seis meses do ano. E estão a investir no crescimento do PIB.


 

domingo, 5 de setembro de 2010

Vinicius

Vinicius de Moraes: a esperança é um bem gratuito!


 


 










 


A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.


A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.


O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.

Vinicius

Vinicius de Moraes: a esperança é um bem gratuito!


 


 










 


A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.


A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.


O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A propósito deste caso da Casa Pia

O mais repugnante disto tudo é imaginar que estes homens olhavam para estes miúdos como crianças incógnitas, crianças sem valor para ninguém, prostitutos sem nome, e portanto não lhe pesava a consciência.

A propósito deste caso da Casa Pia

O mais repugnante disto tudo é imaginar que estes homens olhavam para estes miúdos como crianças incógnitas, crianças sem valor para ninguém, prostitutos sem nome, e portanto não lhe pesava a consciência.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Estado para os pobrezinhos, diz A. Costa... é isso mesmo

Na falta de Pacheco Pereira a Quadratura do Círculo levou à mesa Paulo Teixeira Pinto, autor da proposta de revisão constitucional do PSD que pretende resolver o problema da falência do Estado Social. Interessante programa. Paulo explicou bem as linhas gerais da proposta, defendeu bem a questão de que o Estado só deve servir para pagar o que os privados não podem pagar, um sistema a que António Costa chamou de "Estado para os pobrezinhos". E é isso mesmo. O Estado somos todos nós, por isso não pode concorrer com os privados, só pode servir para acudir aonde os privados não podem ir por falta de rentabilidade. Paulo Teixeira Pinto defendeu que a saúde deve ser gratuita para todos os que não podem pagar, mas não para os que podem.


Acabou em beleza, com a intervenção de António Lobo Xavier: "O PS quer um sistema em que cabe ao Estado fazer tudo, e que tudo financia com impostos". O facto de o Estado fazer tudo, reduz a margem de manobra da escolha. Por isso é que sou de direita.

Estado para os pobrezinhos, diz A. Costa... é isso mesmo

Na falta de Pacheco Pereira a Quadratura do Círculo levou à mesa Paulo Teixeira Pinto, autor da proposta de revisão constitucional do PSD que pretende resolver o problema da falência do Estado Social. Interessante programa. Paulo explicou bem as linhas gerais da proposta, defendeu bem a questão de que o Estado só deve servir para pagar o que os privados não podem pagar, um sistema a que António Costa chamou de "Estado para os pobrezinhos". E é isso mesmo. O Estado somos todos nós, por isso não pode concorrer com os privados, só pode servir para acudir aonde os privados não podem ir por falta de rentabilidade. Paulo Teixeira Pinto defendeu que a saúde deve ser gratuita para todos os que não podem pagar, mas não para os que podem.


Acabou em beleza, com a intervenção de António Lobo Xavier: "O PS quer um sistema em que cabe ao Estado fazer tudo, e que tudo financia com impostos". O facto de o Estado fazer tudo, reduz a margem de manobra da escolha. Por isso é que sou de direita.