quinta-feira, 31 de março de 2016

Partners in crime


António Varela, ex-administrador do Banif por conta do Estado, e ex-administrador do Banco de Portugal, disse ontem na CPI, que o Banif estava impedido de emprestar mais do que x à família Roque. E o BES estava impedido de emprestar às holdings da família Espírito Santo. Logo, como fizeram?


O Banif emprestou à família Espírito Santo (daí, por exemplo, o investimento Rioforte) e o BES emprestava à Rentipar da família Roque.
E assim se engana o regulador

Partners in crime


António Varela, ex-administrador do Banif por conta do Estado, e ex-administrador do Banco de Portugal, disse ontem na CPI, que o Banif estava impedido de emprestar mais do que x à família Roque. E o BES estava impedido de emprestar às holdings da família Espírito Santo. Logo, como fizeram?


O Banif emprestou à família Espírito Santo (daí, por exemplo, o investimento Rioforte) e o BES emprestava à Rentipar da família Roque.
E assim se engana o regulador

António Lobo Xavier arrasa livro de Ricardo Salgado

IMG_4910.JPG


 


A propósito do tema dos lesados do BES, e da "solução" apresentada hoje, atacou o mais recente livro de Ricardo Salgado. «Como é que é possível que haja pessoas que tenham a coragem de fazer livros, apresentações de livros, declarações públicas a dizer que o BES era um puro engano, que estava tudo bem, lá só se passavam coisas fantásticas, e que foi um erro do Governo e do Banco de Portugal que determinou aquela catástrofe.


É preciso ter lata! Em Portugal há muita lata».


António Lobo Xavier dixit na Quadratura do Circulo. As pessoas de coragem são admiráveis.


Ainda a propósito dos lesados do BES e da solução (aparentemente) de António Costa (de cognome o Facilitador) para os lesados do BES só me lembro que há pelo menos dois anos que, analisando o tema, só me parecia viável que as indemnizações aos lesados do BES viessem do Sistema de Indemnização aos Investidores, que existe dentro da CMVM. O Banco de Portugal sempre disse que a resposta tinha de vir da CMVM.


Tudo o que eram depósitos vem do Fundo de Garantia de Depósitos, tudo que se perdeu no papel comercial das empresas do GES só pode sair do Sistema de Indemnização aos Investidores, que é uma "bolsa" para onde contribuem todos os intermediários financeiros.


Não há nenhum coelho a sair da cartola do Costa!


 


 

António Lobo Xavier arrasa livro de Ricardo Salgado

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A propósito do tema dos lesados do BES, e da "solução" apresentada hoje, atacou o mais recente livro de Ricardo Salgado. «Como é que é possível que haja pessoas que tenham a coragem de fazer livros, apresentações de livros, declarações públicas a dizer que o BES era um puro engano, que estava tudo bem, lá só se passavam coisas fantásticas, e que foi um erro do Governo e do Banco de Portugal que determinou aquela catástrofe.


É preciso ter lata! Em Portugal há muita lata».


António Lobo Xavier dixit na Quadratura do Circulo. As pessoas de coragem são admiráveis.


Ainda a propósito dos lesados do BES e da solução (aparentemente) de António Costa (de cognome o Facilitador) para os lesados do BES só me lembro que há pelo menos dois anos que, analisando o tema, só me parecia viável que as indemnizações aos lesados do BES viessem do Sistema de Indemnização aos Investidores, que existe dentro da CMVM. O Banco de Portugal sempre disse que a resposta tinha de vir da CMVM.


Tudo o que eram depósitos vem do Fundo de Garantia de Depósitos, tudo que se perdeu no papel comercial das empresas do GES só pode sair do Sistema de Indemnização aos Investidores, que é uma "bolsa" para onde contribuem todos os intermediários financeiros.


Não há nenhum coelho a sair da cartola do Costa!


 


 

Tenho medo ou será porque conhecem o Ronaldo?

Hoje, e pela primeira vez, nós somos directamente ameaçados pelo Estado Islâmico. Será que é para levarmos a sério? São eles "estrangeiros", ou como aconteceu recentemente em Paris e Bruxelas, ou são tão"nacionais" como nós? Provavelmente apostaria no segundo cenário. Por outro lado, terá o Estado Português, a capacidade para nos defender desta ameaça? Será que Helena Fazenda, ao admitir "um reforço das medidas de segurança" é a pessoa certa no devido lugar?


Não a conheço, não conheço o seu currículo, pelo que só resta esperar que sim.


Porque, e não me custa nada admitir, tenho medo. Se aconteceu em Paris, Bruxelas e, em outras escalas, um pouco por todo o lado, porque estaríamos nós imunes? Ou achavam que eles não sabiam da nossa existência, será que só conhecem a nossa existência graças ao Cristiano Ronaldo?


 


 


 

Tenho medo ou será porque conhecem o Ronaldo?

Hoje, e pela primeira vez, nós somos directamente ameaçados pelo Estado Islâmico. Será que é para levarmos a sério? São eles "estrangeiros", ou como aconteceu recentemente em Paris e Bruxelas, ou são tão"nacionais" como nós? Provavelmente apostaria no segundo cenário. Por outro lado, terá o Estado Português, a capacidade para nos defender desta ameaça? Será que Helena Fazenda, ao admitir "um reforço das medidas de segurança" é a pessoa certa no devido lugar?


Não a conheço, não conheço o seu currículo, pelo que só resta esperar que sim.


Porque, e não me custa nada admitir, tenho medo. Se aconteceu em Paris, Bruxelas e, em outras escalas, um pouco por todo o lado, porque estaríamos nós imunes? Ou achavam que eles não sabiam da nossa existência, será que só conhecem a nossa existência graças ao Cristiano Ronaldo?


 


 


 

As minhas contas

Diz o embaixador angolano que "99% da população angolana não se interessa" pela questão dos presos políticos. Muito bem, fui fazer as contas... Será que 1% da população angolana é composta por presos políticos?


 

As minhas contas

Diz o embaixador angolano que "99% da população angolana não se interessa" pela questão dos presos políticos. Muito bem, fui fazer as contas... Será que 1% da população angolana é composta por presos políticos?


 

quarta-feira, 30 de março de 2016

Não sei se chorar ou se rir.

nino_lloron.jpg


 


Vejam os títulos. Da minha parte ando mesmo perdido: não sei se é para rir ou se é para chorar?


Deve ser para chorar, que até já pareço a mais pirosa pintura de sempre...


 


Mulheres


Europa já tem carruagens apenas para mulheres


Sporting


Bruno de Carvalho proíbe o vermelho

Não sei se chorar ou se rir.

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Vejam os títulos. Da minha parte ando mesmo perdido: não sei se é para rir ou se é para chorar?


Deve ser para chorar, que até já pareço a mais pirosa pintura de sempre...


 


Mulheres


Europa já tem carruagens apenas para mulheres


Sporting


Bruno de Carvalho proíbe o vermelho

terça-feira, 29 de março de 2016

O Banif só por causa do BES é que não pagou ao Estado?

João Galamba, depois de duas horas de explicações porque é que não foi possível salvar o Banif, e bem, confrontou Jorge Tomé, último presidente do banco: Os resultados foram sempre abaixo do esperado: 2011/12 -650 ME; 2013 -440 ME; 2014 -295ME. Mesmo sem o efeito BES, o Banif não ia conseguia reembolsar CoCos.


O efeito BES explica 80 milhões de euros de perdas. O desvio do imobiliário e caso Banif Brasil explicam o resto. 


"O Brasil era um dossier explosivo" disse Jorge Tomé. A exposição de crédito ao sector da construção e imobiliário, e a exposição excessiva em participações financeiras via unidades de participação em fundos de investimento imobiliário, foram a causa.


Concluindo: o Banif caiu por causa da gestão danosa do passado. Não é uma conclusão que vá agradar à esquerda.

O Banif só por causa do BES é que não pagou ao Estado?

João Galamba, depois de duas horas de explicações porque é que não foi possível salvar o Banif, e bem, confrontou Jorge Tomé, último presidente do banco: Os resultados foram sempre abaixo do esperado: 2011/12 -650 ME; 2013 -440 ME; 2014 -295ME. Mesmo sem o efeito BES, o Banif não ia conseguia reembolsar CoCos.


O efeito BES explica 80 milhões de euros de perdas. O desvio do imobiliário e caso Banif Brasil explicam o resto. 


"O Brasil era um dossier explosivo" disse Jorge Tomé. A exposição de crédito ao sector da construção e imobiliário, e a exposição excessiva em participações financeiras via unidades de participação em fundos de investimento imobiliário, foram a causa.


Concluindo: o Banif caiu por causa da gestão danosa do passado. Não é uma conclusão que vá agradar à esquerda.

Fernando, o companheiro de viagem


Há muito tempo que não fazia um longo fim-de-semana. Há muito tempo que não ia ao Algarve, onde gosto de me deslocar fora de época. E fui de comboio.


Adoro andar de comboio. Sempre gostei. E é o melhor local para se ler um livro. Há quem goste de os ler na cama, nos autocarros ou sabe-se lá onde. Eu opto pelos comboios. E a viagem que é longa passa, entre as páginas lidas, num ápice.


Lendo um livro - porque ia ter com a restante família em gozo de férias de final do segundo período escolar - vamos acompanhados. Poderia ter ido com o Eça, o Torga ou qualquer outro escritor. Podia ter escolhido até um poeta. Não. Optei por um espanhol, de origens bascas. Fernado Savater.


Filósofo e com uma vasta obra publicada na nossa língua, optei por um livro de ensaios."A Arte do Ensaio".


Nesta obra, e à boleia de Montaigne, ele apresenta-nos os seus comentários breves e elucidativos sobre alguns dos ensaios mais importantes do século XX, e de autores tão díspares como sejam: Miguel de Unamuno / Bertrand Russell / Rudolf Otto / Max Weber / György Lukács / Julien Brenda / José Ortega Y Gasset / Sigmund Freud / Theodor W. Adorno e Max Horkheimer / Leo Strauss / Albert Camus / María Zambrano / Claude Lévi-Strauss / Benjamin Lee Whorf / Octavio Paz / Hannah Arendt / Elis Canetti / Thomas Szasz / Marshall McLuhan / Raymond Aron / Isaiah Berlin / Jean-Paul Sartre / Michel Foucault / Yukio Mishima / Jacques Monod.


A obra, editada pela Temas & Debates, em 2009, não é (portanto) recente, mas é actual. Volta para a estante até á altura de a dar aos meus filhos. Deveria de ser lida por todos! Faz-nos pensar, o que nestes tempos é coisa rara!

Fernando, o companheiro de viagem


Há muito tempo que não fazia um longo fim-de-semana. Há muito tempo que não ia ao Algarve, onde gosto de me deslocar fora de época. E fui de comboio.


Adoro andar de comboio. Sempre gostei. E é o melhor local para se ler um livro. Há quem goste de os ler na cama, nos autocarros ou sabe-se lá onde. Eu opto pelos comboios. E a viagem que é longa passa, entre as páginas lidas, num ápice.


Lendo um livro - porque ia ter com a restante família em gozo de férias de final do segundo período escolar - vamos acompanhados. Poderia ter ido com o Eça, o Torga ou qualquer outro escritor. Podia ter escolhido até um poeta. Não. Optei por um espanhol, de origens bascas. Fernado Savater.


Filósofo e com uma vasta obra publicada na nossa língua, optei por um livro de ensaios."A Arte do Ensaio".


Nesta obra, e à boleia de Montaigne, ele apresenta-nos os seus comentários breves e elucidativos sobre alguns dos ensaios mais importantes do século XX, e de autores tão díspares como sejam: Miguel de Unamuno / Bertrand Russell / Rudolf Otto / Max Weber / György Lukács / Julien Brenda / José Ortega Y Gasset / Sigmund Freud / Theodor W. Adorno e Max Horkheimer / Leo Strauss / Albert Camus / María Zambrano / Claude Lévi-Strauss / Benjamin Lee Whorf / Octavio Paz / Hannah Arendt / Elis Canetti / Thomas Szasz / Marshall McLuhan / Raymond Aron / Isaiah Berlin / Jean-Paul Sartre / Michel Foucault / Yukio Mishima / Jacques Monod.


A obra, editada pela Temas & Debates, em 2009, não é (portanto) recente, mas é actual. Volta para a estante até á altura de a dar aos meus filhos. Deveria de ser lida por todos! Faz-nos pensar, o que nestes tempos é coisa rara!

O parente de Belém!


Marcelo Rebelo de Sousa é um comunicador nato. Foi graças a isso, e a muitos anos de comentador televisivo, que ganhou as eleições sem ter feito uma verdadeira campanha eleitoral.


Ontem, e sem fazer cedências às máquinas televisivas, dos discursos à hora nobre dos telejornais, falou (uma vez mais) ao país. Desta feita para explicar aos portugueses porque decidiu - e bem - promulgar o Orçamento de Estado.


Em pouco tempo, e no período de uma semana - falou por ocasião dos atentados terroristas de Bruxelas, ele falou aos portugueses. Ele tem o bichinho da comunicação. Foi jornalista e professor. E, portanto, não me admira nada, que, seja porque razão for, com maior ou menor substância, ele nos apareça em casa, sem pedir autorização, tal como o seu padrinho: conversando em família!

O parente de Belém!


Marcelo Rebelo de Sousa é um comunicador nato. Foi graças a isso, e a muitos anos de comentador televisivo, que ganhou as eleições sem ter feito uma verdadeira campanha eleitoral.


Ontem, e sem fazer cedências às máquinas televisivas, dos discursos à hora nobre dos telejornais, falou (uma vez mais) ao país. Desta feita para explicar aos portugueses porque decidiu - e bem - promulgar o Orçamento de Estado.


Em pouco tempo, e no período de uma semana - falou por ocasião dos atentados terroristas de Bruxelas, ele falou aos portugueses. Ele tem o bichinho da comunicação. Foi jornalista e professor. E, portanto, não me admira nada, que, seja porque razão for, com maior ou menor substância, ele nos apareça em casa, sem pedir autorização, tal como o seu padrinho: conversando em família!

segunda-feira, 28 de março de 2016

Na Guerra a verdade é a primeira vítima


 


“Na guerra, a verdade é a primeira vítima.”
― Ésquilo


Frase lida na abertura do filme Eye in the sky.


Muito bom filme sobre a grande ameaça contemporânea: o terrorismo Isis. A segurança é como o oxigénio, não se dá por ela, mas quando falta não conseguimos pensar noutra coisa.


A guerra feita por telecomando. E, como disse Filipe Pathé Duarte, no debate que antecedeu a ante-estreia do filme, as guerras desumanizadas, feita por drones, aumentam o ódio, e por essa via não são catalizadores da paz.


Eye in the sky é um filme competente e convincente, que oferece os melhores elementos de um drama e um thriller. No fim acaba por ceder talvez à tentação da culpa do Ocidente, do sentimentalismo da culpa, mas perdoa-se-lhe isso em nome da interpretação de Helen Mirren.


A guerra é que é o estado natural do Homem, não é a paz.


 


 

Na Guerra a verdade é a primeira vítima


 


“Na guerra, a verdade é a primeira vítima.”
― Ésquilo


Frase lida na abertura do filme Eye in the sky.


Muito bom filme sobre a grande ameaça contemporânea: o terrorismo Isis. A segurança é como o oxigénio, não se dá por ela, mas quando falta não conseguimos pensar noutra coisa.


A guerra feita por telecomando. E, como disse Filipe Pathé Duarte, no debate que antecedeu a ante-estreia do filme, as guerras desumanizadas, feita por drones, aumentam o ódio, e por essa via não são catalizadores da paz.


Eye in the sky é um filme competente e convincente, que oferece os melhores elementos de um drama e um thriller. No fim acaba por ceder talvez à tentação da culpa do Ocidente, do sentimentalismo da culpa, mas perdoa-se-lhe isso em nome da interpretação de Helen Mirren.


A guerra é que é o estado natural do Homem, não é a paz.


 


 

quinta-feira, 24 de março de 2016

Fique registado na pedra: sou a favor que se fechem as fronteiras dentro da Europa


Não me apanham com medo do politicamente incorrecto. Estou-me nas tintas para a ditadura da tolerância. Cada vez estou mais convencida que se deve fechar as fronteiras dentro da Europa. O fim do espaço Schengen impõe-se. E dizem-me vocês, mas os irmãos terroristas viviam em Bruxelas, pois mas mesmo para esses, o facto de circularem livremente dentro da Europa, inclusivé no acto da fuga, torna a Europa muito mais vulnerável aos ataques terroristas.


Todos os cuidados são poucos, daqui p´ra frente todos os cuidados são poucos. 


Serviços de informação são também imperativos categóricos nos dias que correm. Com aparelhagens legais adequadas, de preferência. A nossa lei não permite o acesso desses serviços às comunicações, nem sequer a registos de comunicações e isso vai ter um preço alto. É essencial mudar a lei ao  serviço da policia de investigação. 


 


 

Fique registado na pedra: sou a favor que se fechem as fronteiras dentro da Europa


Não me apanham com medo do politicamente incorrecto. Estou-me nas tintas para a ditadura da tolerância. Cada vez estou mais convencida que se deve fechar as fronteiras dentro da Europa. O fim do espaço Schengen impõe-se. E dizem-me vocês, mas os irmãos terroristas viviam em Bruxelas, pois mas mesmo para esses, o facto de circularem livremente dentro da Europa, inclusivé no acto da fuga, torna a Europa muito mais vulnerável aos ataques terroristas.


Todos os cuidados são poucos, daqui p´ra frente todos os cuidados são poucos. 


Serviços de informação são também imperativos categóricos nos dias que correm. Com aparelhagens legais adequadas, de preferência. A nossa lei não permite o acesso desses serviços às comunicações, nem sequer a registos de comunicações e isso vai ter um preço alto. É essencial mudar a lei ao  serviço da policia de investigação. 


 


 

Marcelo anda numa cruzada


Quando dei de caras com esta notícia: Mario Draghi e Carlos Costa no primeiro Conselho de Estado do Presidente da República, ocorreu-me perguntar mas porque carga de água Marcelo Rebelo de Sousa convida o presidente do BCE e o Governador do Banco de Portugal para o Conselho de Estado que é o órgão que o Presidente da República consulta sempre que entende ser pertinente e é composto por pessoas escolhidas pelo chefe de Estado, pelo Parlamento e por cargos de inerência, isto é, ex-presidentes ou personalidades que representam altas figuras do Estado?


Mas zás logo me ocorreu: É a cruzada contra os espanhóis na banca portuguesa. É o designio nacional do Presidente da República, caramba!


Mas porquê essa cruzada? Depois vai-se a ver e não há nada, só fumo. O Novo Banco ainda não foi vendido, o BCP ainda só tem o Sabadell minoritário, o BPI nem a acordo conseguiu chegar para que Isabel dos Santos saisse do capital do banco vendendo aos espanhóis do Caixabank. Não há nada. O Santander só conseguiu apanhar uma banqueta - o negócio do Banif - e vai para aí uma histeria. 


Marcelo Rebelo de Sousa não desarma, qual Dom Quixote a lutar contra moinhos de vento, lá convocou os seus conselheiros para a primeira reunião do Conselho de Estado no dia 7 de Abril e as estrelas da reunião são Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu, e o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa. 


Dali vai sai qualquer coisa como "Não queremos mais espanhóis na banca portuguesa!"


Se seguirem o conselho do João Salgueiro ainda vão convidar alguém do Irão, ou do Golfo Pérsico, para tomar conta dos bancos. 


Os portugueses toleram a competição dos distantes, mas ficam inquietos com a concorrência dos mais próximos. Que mal nos poderão fazer os nossos vizinhos? 

Marcelo anda numa cruzada


Quando dei de caras com esta notícia: Mario Draghi e Carlos Costa no primeiro Conselho de Estado do Presidente da República, ocorreu-me perguntar mas porque carga de água Marcelo Rebelo de Sousa convida o presidente do BCE e o Governador do Banco de Portugal para o Conselho de Estado que é o órgão que o Presidente da República consulta sempre que entende ser pertinente e é composto por pessoas escolhidas pelo chefe de Estado, pelo Parlamento e por cargos de inerência, isto é, ex-presidentes ou personalidades que representam altas figuras do Estado?


Mas zás logo me ocorreu: É a cruzada contra os espanhóis na banca portuguesa. É o designio nacional do Presidente da República, caramba!


Mas porquê essa cruzada? Depois vai-se a ver e não há nada, só fumo. O Novo Banco ainda não foi vendido, o BCP ainda só tem o Sabadell minoritário, o BPI nem a acordo conseguiu chegar para que Isabel dos Santos saisse do capital do banco vendendo aos espanhóis do Caixabank. Não há nada. O Santander só conseguiu apanhar uma banqueta - o negócio do Banif - e vai para aí uma histeria. 


Marcelo Rebelo de Sousa não desarma, qual Dom Quixote a lutar contra moinhos de vento, lá convocou os seus conselheiros para a primeira reunião do Conselho de Estado no dia 7 de Abril e as estrelas da reunião são Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu, e o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa. 


Dali vai sai qualquer coisa como "Não queremos mais espanhóis na banca portuguesa!"


Se seguirem o conselho do João Salgueiro ainda vão convidar alguém do Irão, ou do Golfo Pérsico, para tomar conta dos bancos. 


Os portugueses toleram a competição dos distantes, mas ficam inquietos com a concorrência dos mais próximos. Que mal nos poderão fazer os nossos vizinhos? 

terça-feira, 22 de março de 2016

É triste, será sina?

Escrevi um ou dois post sobre os atentados em Bruxelas, que, provavelmente eram espectáveis. Nem uma reacção. De duas uma, ou não lêem o que escrevo, ou tornou-se numa sina!


Se tivessem lá vivido como eu, cheirado as ruas, conhecido as gentes tudo seria diferente. Sim... deve ser uma sina. Que terrível futuro será o nosso. Não o meu. O dos nossos filhos!

É triste, será sina?

Escrevi um ou dois post sobre os atentados em Bruxelas, que, provavelmente eram espectáveis. Nem uma reacção. De duas uma, ou não lêem o que escrevo, ou tornou-se numa sina!


Se tivessem lá vivido como eu, cheirado as ruas, conhecido as gentes tudo seria diferente. Sim... deve ser uma sina. Que terrível futuro será o nosso. Não o meu. O dos nossos filhos!

Ainda o BPI


Com as cotações suspensas pode-se dizer estas coisas. Não sei a que preço vai ser feito o negócio da Isabel dos Santos com o Caixabank. Mas lembro que o banco espanhol lançou no ano passado uma OPA a 1,329 euros e a administração do BPI considerou o preço baixo e propôs um que é 70% acima: de 2,26 euros por acção.

Ainda o BPI


Com as cotações suspensas pode-se dizer estas coisas. Não sei a que preço vai ser feito o negócio da Isabel dos Santos com o Caixabank. Mas lembro que o banco espanhol lançou no ano passado uma OPA a 1,329 euros e a administração do BPI considerou o preço baixo e propôs um que é 70% acima: de 2,26 euros por acção.

Recordar...

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Recordar...

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Lendas

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Diz a lenda que quem passar a mão sobre esta figura deita, e situada perto da Grand Place, que um dia voltará a Bruxelas.


Durante anos pensei regressar à capital do belgas onde, num pretérito mais de perfeito, fui feliz. Nesses tempos estagiei junto da Comissão Europeia, e onde conheci, para vida, amigos  nacionais e europeus.


Hoje, graças aos atentados terroristas, voltar a Bruxelas é uma miragem. E como primo e amigo só me resta rezar pelos meus familiares que ai vivem, desejando que isto não tenha sido um "fait divers", algo de irrepetível. Algo que infelizmente não acredito!

Lendas

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Diz a lenda que quem passar a mão sobre esta figura deita, e situada perto da Grand Place, que um dia voltará a Bruxelas.


Durante anos pensei regressar à capital do belgas onde, num pretérito mais de perfeito, fui feliz. Nesses tempos estagiei junto da Comissão Europeia, e onde conheci, para vida, amigos  nacionais e europeus.


Hoje, graças aos atentados terroristas, voltar a Bruxelas é uma miragem. E como primo e amigo só me resta rezar pelos meus familiares que ai vivem, desejando que isto não tenha sido um "fait divers", algo de irrepetível. Algo que infelizmente não acredito!

sábado, 19 de março de 2016

O regresso do paternalismo


Ao ler a notícia do Expresso de que Isabel dos Santos foi a São Bento, falar com o primeiro-ministro António Costa para este lhe dizer que apoiava a sua entrada no capital do BCP – um encontro que terá tido como objectivo pôr fim à longa contenda que existe entre a empresária angolana e o BPI onde tem 18,6% directamente – lembrei-me dos velhos tempos. Isto é que é a tradição nacional. O pai Estado resolve. Pois com este encontro António Costa pretende resolver o impasse negocial entre os accionistas do BPI. 


A isto associa-se o facto de ter já havido um envolvimento político do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, apelando à oposição à espanholização da banca portuguesa. Segundo o Expresso, o Presidente está concertado com o primeiro-ministro e o governador do Banco de Portugal, para diversificar as fontes de capital accionistas dos bancos. António Costa surge com um papel activo de exercicio de uma magistratura de influência não oficial para que os accionistas espanhol e angolano do BPI dessem gás a um entendimento.


Este é pois mais um sinal do regresso da velha ordem. A ordem em que o Estado ajudava os grandes grupos.


Esta coisa de: "o primeiro-ministro, António Costa, chamou a si este dossiê. E o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, mostrou preocupação" é já o sinal de um regresso ao passado. Aliás o PSD já veio questionar o Governo sobre a alegada intervenção em negócios da banca com Isabel dos Santos.


Estamos de volta ao velho paternalismo do Estado, que remonta ao Estado Novo, e que não morreu com o tempo, pelo contrário. Não admira que uma sociedade que não consegue viver sem esse paternalismo nutra ódios profundos por Vítor Gaspar, Maria Luís Albuquerque e Pedro Passos Coelho.


 


 

O regresso do paternalismo


Ao ler a notícia do Expresso de que Isabel dos Santos foi a São Bento, falar com o primeiro-ministro António Costa para este lhe dizer que apoiava a sua entrada no capital do BCP – um encontro que terá tido como objectivo pôr fim à longa contenda que existe entre a empresária angolana e o BPI onde tem 18,6% directamente – lembrei-me dos velhos tempos. Isto é que é a tradição nacional. O pai Estado resolve. Pois com este encontro António Costa pretende resolver o impasse negocial entre os accionistas do BPI. 


A isto associa-se o facto de ter já havido um envolvimento político do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, apelando à oposição à espanholização da banca portuguesa. Segundo o Expresso, o Presidente está concertado com o primeiro-ministro e o governador do Banco de Portugal, para diversificar as fontes de capital accionistas dos bancos. António Costa surge com um papel activo de exercicio de uma magistratura de influência não oficial para que os accionistas espanhol e angolano do BPI dessem gás a um entendimento.


Este é pois mais um sinal do regresso da velha ordem. A ordem em que o Estado ajudava os grandes grupos.


Esta coisa de: "o primeiro-ministro, António Costa, chamou a si este dossiê. E o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, mostrou preocupação" é já o sinal de um regresso ao passado. Aliás o PSD já veio questionar o Governo sobre a alegada intervenção em negócios da banca com Isabel dos Santos.


Estamos de volta ao velho paternalismo do Estado, que remonta ao Estado Novo, e que não morreu com o tempo, pelo contrário. Não admira que uma sociedade que não consegue viver sem esse paternalismo nutra ódios profundos por Vítor Gaspar, Maria Luís Albuquerque e Pedro Passos Coelho.


 


 

terça-feira, 15 de março de 2016

Encontrado por aí

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Encontrado por aí

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Diz-se cada coisa...

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 A propósito da morte de Nicolau Bryner, li isto e fiquei atónito.

Diz-se cada coisa...

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 A propósito da morte de Nicolau Bryner, li isto e fiquei atónito.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Draghi, by Handelsblatt


As novas medidas do BCE para tentar atingir a meta de inflação e para tentar dinamizar a economia europeia, comentadas aqui pelo economista-chefe do BCP, motivaram a sátira do jornal alemão.

Draghi, by Handelsblatt


As novas medidas do BCE para tentar atingir a meta de inflação e para tentar dinamizar a economia europeia, comentadas aqui pelo economista-chefe do BCP, motivaram a sátira do jornal alemão.

domingo, 13 de março de 2016

Vergílio Ferreira - balanço

"Quantas pessoas te amaram? Mesmo as mais chegadas em que o querer bem ou mal, aliás, talvez se distingam? Quantas te repudiaram, sobretudo depois de as quereres estimar? Porque o amor e a amizade também exigem aprendizagem e tu és duro para aprender. Quantas pessoas te amaram e tu amaste e te detestaram ou simplesmente aborreceram? É talvez esse o balanço mais importante a fazer, agora que a vida te chega ao fim" Conta-corrente - Nova Série I


"A sinceridade é a forma mais eficaz de convencer, porque é a mais profunda" Vergílio Ferreira, Do Mundo Original


"Há muita forma de nos confrontarmos com a vida, mas só numa nos reconhecemos", Vergílio Ferreira, Cântico Final

Vergílio Ferreira - balanço

"Quantas pessoas te amaram? Mesmo as mais chegadas em que o querer bem ou mal, aliás, talvez se distingam? Quantas te repudiaram, sobretudo depois de as quereres estimar? Porque o amor e a amizade também exigem aprendizagem e tu és duro para aprender. Quantas pessoas te amaram e tu amaste e te detestaram ou simplesmente aborreceram? É talvez esse o balanço mais importante a fazer, agora que a vida te chega ao fim" Conta-corrente - Nova Série I


"A sinceridade é a forma mais eficaz de convencer, porque é a mais profunda" Vergílio Ferreira, Do Mundo Original


"Há muita forma de nos confrontarmos com a vida, mas só numa nos reconhecemos", Vergílio Ferreira, Cântico Final

Marcelo quer bancos nacionais para ajudar empresas

"Marcelo está convencido de que é do interesse das grandes, pequenas e médias empresas portuguesas a existência de centros de decisão que possam ser mais sensíveis aos seus interesses". Assim tipo Rioforte?


Ironia à parte, o Presidente da República acreditará por ventura que um banco português é essencial para dar crédito a uma PME? Se essa PME for de bom risco qualquer banco lhe dá crédito. Se for de alto risco não é por ser português e amigo que a empresa se vai safar. A banca não é como a construção. Obedece a regras de risco que são internacionais, que são europeias. Pelo que não vejo grande diferença entre o papel de um banco em Portugal ser detido por espanhóis ou por outra qualquer nacionalidade. Quanto a Angola o problema está na atitude. Como se pode ver boicotar soluções no BPI para atingir fins é que é preocupante, não é o facto de o Santander poder comprar o Novo Banco ou o facto de o Caixabank poder comprar mais acções do BPI. Vamos voltar aos velhos tempos?

Marcelo quer bancos nacionais para ajudar empresas

"Marcelo está convencido de que é do interesse das grandes, pequenas e médias empresas portuguesas a existência de centros de decisão que possam ser mais sensíveis aos seus interesses". Assim tipo Rioforte?


Ironia à parte, o Presidente da República acreditará por ventura que um banco português é essencial para dar crédito a uma PME? Se essa PME for de bom risco qualquer banco lhe dá crédito. Se for de alto risco não é por ser português e amigo que a empresa se vai safar. A banca não é como a construção. Obedece a regras de risco que são internacionais, que são europeias. Pelo que não vejo grande diferença entre o papel de um banco em Portugal ser detido por espanhóis ou por outra qualquer nacionalidade. Quanto a Angola o problema está na atitude. Como se pode ver boicotar soluções no BPI para atingir fins é que é preocupante, não é o facto de o Santander poder comprar o Novo Banco ou o facto de o Caixabank poder comprar mais acções do BPI. Vamos voltar aos velhos tempos?

sexta-feira, 11 de março de 2016

Uma espécie de auto-retrato

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Uma espécie de auto-retrato

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quarta-feira, 9 de março de 2016

Marcelo tomou posse como Presidente, Rei e Papa de todos os portugueses

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Estou pasmada com esta tomada de posse do Presidente da República. Doze horas de festa. O que é esta nova ordem nacional? Marcelo Rebelo de Sousa elevou a Presidência ao estatuto de Monarquia e ... de Papa. 


"Um presidente de todos sem excepção" e "é preciso cicatrizar as feridas" são os lemas para fazer da tomada de posse uma festa nacional. (Foi por um triz que não foi decretado feriado). 


Começou com a tradicional tomada de posse no Parlamento. Até aí tudo como sempre foi. Ou não? Não, Marcelo Rebelo de Sousa chega a pé ao Parlamento. É saudado pela Guarda de Honra e acompanhado pelo presidente da Assembleia da República ao interior do Parlamento. Até Junker veio assistir às cerimónias de tomada de posse de Marcelo Rebelo de Sousa como Presidente da República. Sem dúvida Marcelo é one man show. 


Marcelo Rebelo de Sousa agradeceu a presença do Rei Filipe de Espanha e do presidente da Comissão Europeia,  Jean-Claude Juncker, na tomada de posse. Esteve também o presidente da República de Moçambique. Pode dizer-se que Marcelo é o mais próximo de um rei que agora temos. Na verdade Marcelo Rebelo de Sousa mais do que tomar posse como Presidente da República, foi proclamado Chefe de Estado. Se a Monarquia nos está vedada pela Constituição chegou-nos agora através do 20º Presidente da República. Marcelo é o Presidente-Rei com que muitos sonhavam.


"A Lei fundamental continua a ser o nosso denominador comum" e o Presidente da República tem o dever de a fazer cumprir. Marcelo no seu discurso pôs a tónica na defesa da Constituição.


Marcelo Rebelo de Sousa lembra que "temos de ser fieis aos compromissos a que nos vinculámos, nomeadamente, União Europeia, CPLP e Aliança Atlântica". Um claro recado para os partidos da "geringonça".


"Temos de sair deste clima de crise em que vivemos desde o início do século. Temos de cicatrizar feridas destes tão longos anos de sacrifícios", diz Marcelo.


O discurso de Marcelo, aqui na integra, aborda um tema que passou despercebido: o da banca. Apelou a que o "sistema financeiro previna em vez de remediar e não crie ostracismos ou dependências contrárias ao interesse nacional, política a ensaiar novas fórmulas, exigência de respostas  mais claras, mais rápidas e mais equitativas". Contrárias ao interesse nacional? Será que se vai posicionar na defesa da banca portuguesa e não espanhola. Há uma vaga de fundo que vê neste apelo de Marcelo uma posição contra a integração dos bancos portugueses nas mãos de espanhóis. 


Marcelo apelou aos consensos, tal como Cavaco que hoje deixou de ser Presidente. Os consensos são daquelas virtudes que escravizam. A ditadura dos consensos. Eu percebo a tentação de unir todos de mãos dadas, mas na prática a política dos consensos apenas cria uma ditadura do pensamento único, um sistema que se baseia na força dos alinhados. Cala os críticos de forma silenciosa.


Não deixa de ser irónico que no mesmo dia em que Marcelo organiza uma mega festa de homenagem ao fim das desigualdades sociais, "é preciso cicatrizar as feridas" é o seu lema, Jean Claude Juncker tenha validado o que o Comissário Europeu Moscovici já tinha dito: O governo português tem de apresentar um novo pacote de medidas até Abril, que podem passar por um aumento de impostos, principalmente no IVA para um valor acima dos 23%. No mesmo dia a Comissão Europeia emitiu uma avaliação que coloca o País "em situação de desequilíbrio excessivo". Portugal arrisca, no limite, ser alvo de sanções.


Depois da cerimónia no Parlamento, Marcelo foi aos Jerónimos para uma homenagem a Camões e Vasco da Gama nos Jerónimos e ofereceu um almoço em Belém para 30 convidados.


A tarde foi assinalada com uma cerimónia na Mesquita Central de Lisboa.  O novo Presidente da República participou numa cerimónia inter-religiosa que juntou representantes de 18 confissões religiosas, o Cardeal Patriarca incluído. Recebido com coroa de flores, Marcelo assumiu-se defensor da liberdade religiosa. Não faltou uma referência aos "drama dos refugiados" - uma atitude muito "Papa Francisco". Marcelo disse então que "Portugal foi grande" sempre que se abriu ao outro e a outras culturas, civilizações e religiões. "Portugal será defensor da liberdade religiosa".


Depois a tradicional condecoração ao ex-Presidente Aníbal Cavaco Silva.


Na cerimónia memorável (uma festa digna da proclamação de um rei) saúda democraticamente os candidatos que com ele disputaram as eleições presidenciais. 


O presidente dos afectos deixou uma mensagem aos Portugueses: Nós, portugueses, continuamos a minimizar o que valemos.E, no entanto, valemos muito mais do que pensamos ou dizemos.O essencial, é que o nosso génio – o que nos distingue dos demais – é a indomável inquietação criadora que preside à nossa vocação ecuménica. Abraçando o mundo todo. Ela nos fez como somos. Grandes no passado. Grandes no futuro. Por isso, aqui estamos.Por isso, aqui estou. Pelo Portugal de sempre!


Lá pelas oito horas da noite depois de Parlamento; Jerónimos; Mesquita; Palácio de Belém, Palácio da Ajuda, lá chega o Presidente à Câmara de Lisboa. Foi recebido por Fernando Medina. O Presidente-Rei sobe ao salão nobre e assoma à janela dos Paços do Concelho de onde assiste à entoação do hino nacional.


E na Praça do Municipio Mariza canta o hino nacional. Uma festa cheia de nacionalismo, fraternidade e saudosismo. Uma festa digna de um evento à altura da exposição dos anos 40 "O Mundo Português".


A maratona de 12 horas chega ao fim com música na Praça do Município. Na primeira fila do espectáculo Marcelo ladeado pelo Presidente da Câmara e por crianças de todas as raças, assiste a um concerto comemorativo da sua tomada de posse. A primeira artista a actuar é Mariza. Marcelo, rodeado por jovens, dá autografos.


Seguem-se vários artistas a actuar: Pedro Abrunhosa canta "vamos fazer o que ainda não foi feito"; José Cid; Anselmo Ralph fecha o concerto. 


O país a ruir e Anselmo Ralph a cantar. Ao menos haja alegria. Viva la vida!


A partir de agora não vou estranhar se o Presidente da República aparecer de quando em vez no talk show, ou mesmo se se voltar sentar, por graça, no estúdio da TVI a comentar o país "por caturreira".


Estranha-se, mas depois entranha-se.


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Marcelo tomou posse como Presidente, Rei e Papa de todos os portugueses

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Estou pasmada com esta tomada de posse do Presidente da República. Doze horas de festa. O que é esta nova ordem nacional? Marcelo Rebelo de Sousa elevou a Presidência ao estatuto de Monarquia e ... de Papa. 


"Um presidente de todos sem excepção" e "é preciso cicatrizar as feridas" são os lemas para fazer da tomada de posse uma festa nacional. (Foi por um triz que não foi decretado feriado). 


Começou com a tradicional tomada de posse no Parlamento. Até aí tudo como sempre foi. Ou não? Não, Marcelo Rebelo de Sousa chega a pé ao Parlamento. É saudado pela Guarda de Honra e acompanhado pelo presidente da Assembleia da República ao interior do Parlamento. Até Junker veio assistir às cerimónias de tomada de posse de Marcelo Rebelo de Sousa como Presidente da República. Sem dúvida Marcelo é one man show. 


Marcelo Rebelo de Sousa agradeceu a presença do Rei Filipe de Espanha e do presidente da Comissão Europeia,  Jean-Claude Juncker, na tomada de posse. Esteve também o presidente da República de Moçambique. Pode dizer-se que Marcelo é o mais próximo de um rei que agora temos. Na verdade Marcelo Rebelo de Sousa mais do que tomar posse como Presidente da República, foi proclamado Chefe de Estado. Se a Monarquia nos está vedada pela Constituição chegou-nos agora através do 20º Presidente da República. Marcelo é o Presidente-Rei com que muitos sonhavam.


"A Lei fundamental continua a ser o nosso denominador comum" e o Presidente da República tem o dever de a fazer cumprir. Marcelo no seu discurso pôs a tónica na defesa da Constituição.


Marcelo Rebelo de Sousa lembra que "temos de ser fieis aos compromissos a que nos vinculámos, nomeadamente, União Europeia, CPLP e Aliança Atlântica". Um claro recado para os partidos da "geringonça".


"Temos de sair deste clima de crise em que vivemos desde o início do século. Temos de cicatrizar feridas destes tão longos anos de sacrifícios", diz Marcelo.


O discurso de Marcelo, aqui na integra, aborda um tema que passou despercebido: o da banca. Apelou a que o "sistema financeiro previna em vez de remediar e não crie ostracismos ou dependências contrárias ao interesse nacional, política a ensaiar novas fórmulas, exigência de respostas  mais claras, mais rápidas e mais equitativas". Contrárias ao interesse nacional? Será que se vai posicionar na defesa da banca portuguesa e não espanhola. Há uma vaga de fundo que vê neste apelo de Marcelo uma posição contra a integração dos bancos portugueses nas mãos de espanhóis. 


Marcelo apelou aos consensos, tal como Cavaco que hoje deixou de ser Presidente. Os consensos são daquelas virtudes que escravizam. A ditadura dos consensos. Eu percebo a tentação de unir todos de mãos dadas, mas na prática a política dos consensos apenas cria uma ditadura do pensamento único, um sistema que se baseia na força dos alinhados. Cala os críticos de forma silenciosa.


Não deixa de ser irónico que no mesmo dia em que Marcelo organiza uma mega festa de homenagem ao fim das desigualdades sociais, "é preciso cicatrizar as feridas" é o seu lema, Jean Claude Juncker tenha validado o que o Comissário Europeu Moscovici já tinha dito: O governo português tem de apresentar um novo pacote de medidas até Abril, que podem passar por um aumento de impostos, principalmente no IVA para um valor acima dos 23%. No mesmo dia a Comissão Europeia emitiu uma avaliação que coloca o País "em situação de desequilíbrio excessivo". Portugal arrisca, no limite, ser alvo de sanções.


Depois da cerimónia no Parlamento, Marcelo foi aos Jerónimos para uma homenagem a Camões e Vasco da Gama nos Jerónimos e ofereceu um almoço em Belém para 30 convidados.


A tarde foi assinalada com uma cerimónia na Mesquita Central de Lisboa.  O novo Presidente da República participou numa cerimónia inter-religiosa que juntou representantes de 18 confissões religiosas, o Cardeal Patriarca incluído. Recebido com coroa de flores, Marcelo assumiu-se defensor da liberdade religiosa. Não faltou uma referência aos "drama dos refugiados" - uma atitude muito "Papa Francisco". Marcelo disse então que "Portugal foi grande" sempre que se abriu ao outro e a outras culturas, civilizações e religiões. "Portugal será defensor da liberdade religiosa".


Depois a tradicional condecoração ao ex-Presidente Aníbal Cavaco Silva.


Na cerimónia memorável (uma festa digna da proclamação de um rei) saúda democraticamente os candidatos que com ele disputaram as eleições presidenciais. 


O presidente dos afectos deixou uma mensagem aos Portugueses: Nós, portugueses, continuamos a minimizar o que valemos.E, no entanto, valemos muito mais do que pensamos ou dizemos.O essencial, é que o nosso génio – o que nos distingue dos demais – é a indomável inquietação criadora que preside à nossa vocação ecuménica. Abraçando o mundo todo. Ela nos fez como somos. Grandes no passado. Grandes no futuro. Por isso, aqui estamos.Por isso, aqui estou. Pelo Portugal de sempre!


Lá pelas oito horas da noite depois de Parlamento; Jerónimos; Mesquita; Palácio de Belém, Palácio da Ajuda, lá chega o Presidente à Câmara de Lisboa. Foi recebido por Fernando Medina. O Presidente-Rei sobe ao salão nobre e assoma à janela dos Paços do Concelho de onde assiste à entoação do hino nacional.


E na Praça do Municipio Mariza canta o hino nacional. Uma festa cheia de nacionalismo, fraternidade e saudosismo. Uma festa digna de um evento à altura da exposição dos anos 40 "O Mundo Português".


A maratona de 12 horas chega ao fim com música na Praça do Município. Na primeira fila do espectáculo Marcelo ladeado pelo Presidente da Câmara e por crianças de todas as raças, assiste a um concerto comemorativo da sua tomada de posse. A primeira artista a actuar é Mariza. Marcelo, rodeado por jovens, dá autografos.


Seguem-se vários artistas a actuar: Pedro Abrunhosa canta "vamos fazer o que ainda não foi feito"; José Cid; Anselmo Ralph fecha o concerto. 


O país a ruir e Anselmo Ralph a cantar. Ao menos haja alegria. Viva la vida!


A partir de agora não vou estranhar se o Presidente da República aparecer de quando em vez no talk show, ou mesmo se se voltar sentar, por graça, no estúdio da TVI a comentar o país "por caturreira".


Estranha-se, mas depois entranha-se.


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Um discurso reconfortante e o jogo de espelhos

marcelo.png


Gostei muito do discurso "reconfortante" de Marcelo Rebelo de Sousa, a puxar dos seus "genes" sociais-democratas, isto é, um discurso que deveria, de alguma fora, alentar a esquerda, que, e em uníssono, o PS aplaudiu.. O PCP, os Verdes e o Bloco ficaram paralisados!


Em contrapartida, a direita, que em teoria não se revê, nestas palavras, estava radiante. Portanto, e pelo o que vi,estamos numa espécie de jogo de espelhos, em que os pólos ideológicos reflectem os que os seus opositores deveriam ter feito.


 

Um discurso reconfortante e o jogo de espelhos

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Gostei muito do discurso "reconfortante" de Marcelo Rebelo de Sousa, a puxar dos seus "genes" sociais-democratas, isto é, um discurso que deveria, de alguma fora, alentar a esquerda, que, e em uníssono, o PS aplaudiu.. O PCP, os Verdes e o Bloco ficaram paralisados!


Em contrapartida, a direita, que em teoria não se revê, nestas palavras, estava radiante. Portanto, e pelo o que vi,estamos numa espécie de jogo de espelhos, em que os pólos ideológicos reflectem os que os seus opositores deveriam ter feito.


 

segunda-feira, 7 de março de 2016

Sentenças sábias - Woody Allen, Magia ao Luar


"A vida é maldosa, brutal e curta", Thomaz Hobbes citado por Woody Allen no filme Magia ao Luar.


"Você ficaria mais feliz se eu fosse uma fraude, porque assim a sua mundividência inflexível não seria abalada", Emma Stone para Colin Firth.


Sou misantropo, o facto de as pessoas fazerem velhacarias não contradiz a minha visão da humanidade"


"A vida não é justa, Howard, de facto é em geral muito cruel"


"Por momentos cheguei mesmo a ser feliz. Mas era feliz como os tolos, a felicidade não é a nossa condição natural"


"Your reputation is all ego!"


"O que não nos mata costuma dar cabo de nós"


"A vida pode ou não ter sentido, mas não é totalmente desprovida de magia"

Sentenças sábias - Woody Allen, Magia ao Luar


"A vida é maldosa, brutal e curta", Thomaz Hobbes citado por Woody Allen no filme Magia ao Luar.


"Você ficaria mais feliz se eu fosse uma fraude, porque assim a sua mundividência inflexível não seria abalada", Emma Stone para Colin Firth.


Sou misantropo, o facto de as pessoas fazerem velhacarias não contradiz a minha visão da humanidade"


"A vida não é justa, Howard, de facto é em geral muito cruel"


"Por momentos cheguei mesmo a ser feliz. Mas era feliz como os tolos, a felicidade não é a nossa condição natural"


"Your reputation is all ego!"


"O que não nos mata costuma dar cabo de nós"


"A vida pode ou não ter sentido, mas não é totalmente desprovida de magia"

sábado, 5 de março de 2016

Até ao fim

Vergílio Ferreira disse que "A felicidade não se mede pela quantidade do que nos aconteceu de agradável, mas pela quantidade de nós que responde ao que acontece". Espero um dia sentir o mesmo.

Até ao fim

Vergílio Ferreira disse que "A felicidade não se mede pela quantidade do que nos aconteceu de agradável, mas pela quantidade de nós que responde ao que acontece". Espero um dia sentir o mesmo.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Há alguma coisa que me escapa nesta polémica da contratação da Maria Luís


Anda a esquerda muito esbaforida com a contratação da Maria Luís Albuquerque, ex-Ministra das Finanças, para administradora não executiva da britânica Arrow Global, que tem por actividade a gestão de investimentos em dívida, e que naturalmente tem em Portugal clientes como o Banif, Millennium BCP ou Montepio. 


Diz o Bloco de Esquerda o seguinte:  "a Arrow Global fez dinheiro comprando crédito mal parado ao Banif, quando o Banif e todo o sistema financeiro era tutelado por Maria Luís Albuquerque", recordando também que este grupo britânico comprou a Whitestar, empresa "que está a avaliar neste momento os activos do Banif que o Santander não quis e que estão no Estado".


Deixem-me só perguntar uma coisa: a compra de créditos maus (seja por que empresa for) ajudou o Banif ou prejudicou-o?


A mim parece-me que o problema do Banif foi não ter havido mais empresas que se dedicam à compra de créditos difíceis a comprar créditos ao Banif. É que se as carteiras de crédito mau do Banif tivessem sido vendidas o banco tinha melhorado o rácio de capital (pela via da redução dos activos ponderados pelo risco) e dessa forma teria forma de pagar a última tranche de Coco´s que incumpriu e não pagou ao Estado quando devia ter pago. Se tivesse havido mais Arrow Globals a comprar carteiras de crédito ao Banif, talvez o Banif não tivesse sido alvo de uma resolução. Por isso não colhe a tese (desonesta) de que a compra de carteiras favoreceu a Arrow Global. A Arrow Global compra com desconto uma carteira de crédito de altíssimo risco, pode lucrar ou não. Evidentemente que espera-se que lucre. 


Depois a venda das carteiras de crédito do Banif foi feita pelo banco directamente, não foi nenhum concurso público que pudesse ter o favoritismo proporcionado pelo ministro da tutela.


Quanto à incompatibilidade com a função de deputada, aí não sei e por isso não me pronuncio. Só gosto de falar e de escrever sobre o que sei. 


A mim este sururu à volta da contratação da Maria Luís parece-se a combinação explosiva de um aproveitamento político com inveja de lhe ter sido reconhecido o mérito profissional.


É que, como diz o chairman da empresa, Jonathan Bloomer, "Maria Luís vai trazer-nos uma riqueza de experiência na gestão de dívida e vai complementar a actual experiência da administração e a expansão da Arrow Global para novos mercados geográficos e para novas classes de activos". 


Gostava ainda de lembrar as senhoras deputadas do Bloco, que Maria Luís antes de ser deputada, esteve no IGCP, que gere a dívida pública. Não é apenas uma pessoa com currículo meramente político.


É a mesma coisa que criticarem um António Vitorino, que já foi Ministro, por ter regressado à actividade advogado e ter clientes privados. For God Sake!

Há alguma coisa que me escapa nesta polémica da contratação da Maria Luís


Anda a esquerda muito esbaforida com a contratação da Maria Luís Albuquerque, ex-Ministra das Finanças, para administradora não executiva da britânica Arrow Global, que tem por actividade a gestão de investimentos em dívida, e que naturalmente tem em Portugal clientes como o Banif, Millennium BCP ou Montepio. 


Diz o Bloco de Esquerda o seguinte:  "a Arrow Global fez dinheiro comprando crédito mal parado ao Banif, quando o Banif e todo o sistema financeiro era tutelado por Maria Luís Albuquerque", recordando também que este grupo britânico comprou a Whitestar, empresa "que está a avaliar neste momento os activos do Banif que o Santander não quis e que estão no Estado".


Deixem-me só perguntar uma coisa: a compra de créditos maus (seja por que empresa for) ajudou o Banif ou prejudicou-o?


A mim parece-me que o problema do Banif foi não ter havido mais empresas que se dedicam à compra de créditos difíceis a comprar créditos ao Banif. É que se as carteiras de crédito mau do Banif tivessem sido vendidas o banco tinha melhorado o rácio de capital (pela via da redução dos activos ponderados pelo risco) e dessa forma teria forma de pagar a última tranche de Coco´s que incumpriu e não pagou ao Estado quando devia ter pago. Se tivesse havido mais Arrow Globals a comprar carteiras de crédito ao Banif, talvez o Banif não tivesse sido alvo de uma resolução. Por isso não colhe a tese (desonesta) de que a compra de carteiras favoreceu a Arrow Global. A Arrow Global compra com desconto uma carteira de crédito de altíssimo risco, pode lucrar ou não. Evidentemente que espera-se que lucre. 


Depois a venda das carteiras de crédito do Banif foi feita pelo banco directamente, não foi nenhum concurso público que pudesse ter o favoritismo proporcionado pelo ministro da tutela.


Quanto à incompatibilidade com a função de deputada, aí não sei e por isso não me pronuncio. Só gosto de falar e de escrever sobre o que sei. 


A mim este sururu à volta da contratação da Maria Luís parece-se a combinação explosiva de um aproveitamento político com inveja de lhe ter sido reconhecido o mérito profissional.


É que, como diz o chairman da empresa, Jonathan Bloomer, "Maria Luís vai trazer-nos uma riqueza de experiência na gestão de dívida e vai complementar a actual experiência da administração e a expansão da Arrow Global para novos mercados geográficos e para novas classes de activos". 


Gostava ainda de lembrar as senhoras deputadas do Bloco, que Maria Luís antes de ser deputada, esteve no IGCP, que gere a dívida pública. Não é apenas uma pessoa com currículo meramente político.


É a mesma coisa que criticarem um António Vitorino, que já foi Ministro, por ter regressado à actividade advogado e ter clientes privados. For God Sake!

Comissões bancárias: o que são e como se aplicam

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Os bancos, mesmo que se diga o contrário, vieram facilitar bastante a vida das pessoas. Começando apenas por ser o local onde os depositantes guardam o dinheiro, as instituições bancárias são hoje autênticos mercados onde pode fazer praticamente tudo relativamente ao dinheiro: comprar, transferir, poupar, investir ou mesmo pedir emprestado.


 


Porém, não há bela sem senão, e os serviços bancários implicam custos, que incluem comissões, taxas, anuidades, entre outros. Neste artigo, disponibilizado pelo ComparaJá.pt, vão ser focadas e desconstruídas algumas comissões, que desde logo devem respeitar algumas regras: os preços devem ser afixados em local visível ao público, isto é, no preçário.



Tal e qual a teoria da evolução, os bancos estão cada vez mais inteligentes a cobrar comissões, conseguindo colocá-las nos sítios mais criativos que existem, fazendo com que cada vez mais clientes que, devido à regularidade da comissão, se conformem com a aplicação, chegando mesmo a evitar comparar soluções para deixar de pagar.



Irónico, mas real, e quem beneficia? Os bancos, claro está. Ao cobrar uma lista infindável de comissões, da manutenção ao pagamento a descoberto, passando pela antecipação de débitos diretos, transferências, levantamentos, aberturas, análises, dossiers, anuidades, e por aí fora, os bancos vão, naturalmente, tentando aumentar a sua margem de lucro. Para evitar essa situação, conheça algumas comissões cobradas pelos bancos e algumas formas de evitá-las.


 


Comissões de Manutenção


Apesar de muitos clientes bancários suportarem as famosas comissões de manutenção das respetivas contas bancárias – sejam elas de domiciliação de ordenado, depósitos a prazo, ou de outro tipo - nada tentam fazer para fintar esses encargos, mesmo sabendo que existem instituições que simplesmente não cobram ou que existem maneiras de internamente contornar a situação.



Normalmente, as contas à ordem têm uma comissão de gestão cobrada trimestralmente prevista no preçário e aceite pela maioria dos clientes. No entanto, no mercado existem contas isentas de comissões, apenas tem de procurar.
Informe-se e averigue soluções, utilizando plataformas de comparação de produtos financeiros e preçários, uma vez que, com a implementação do Aviso n.º8/2009, é obrigatória a sua disponibilização. Às vezes perder cinco minutos a procurar soluções pode fazê-lo poupar centenas!



Por outro lado, se não pretende mesmo mudar de banco, a melhor solução interna passa por tentar negociar eficazmente com o banco para eliminar a comissão. Se for bem-sucedido, pode significar uma poupança de mais de 60 euros anuais.



Mas tome nota: atualmente as instituições bancárias são obrigadas por lei a disponibilizar aos clientes uma conta de serviços mínimos bancários.


 


Dica: estudantes, jovens, pensionistas ou emigrantes têm contas especiais, com vantagens e encargos diferentes. Consulte o preçário do seu banco e procurar alternativas gratuitas. Pode consultar o preçário físico no banco ou no site da instituição bancária.


 


Comissões de Operações


Quando se fala em operações bancárias, está a ser referido um conjunto alargado de atividades que pode fazer no banco, seja através do balcão, internet, aplicação para smartphone ou por telefone. Levantar e depositar dinheiro, fazer transferências interbancárias (geralmente entre o mesmo banco não paga comissões) ou emitir extratos de conta adicionais são alguns exemplos de operações bancárias.



Este último possui, por norma, uma periodicidade mensal e pode ser requisitado em qualquer altura, quer através das famosas cadernetas atualizáveis, quer em ATM, no balcão ou na internet.



Independentemente de todos os canais disponíveis, pode sempre surgir a necessidade de solicitar ao balcão a emissão de extrato de determinado período. Este processo pode custar, em média, entre 1 a 3 euros, pelo que deve optar pela consulta online ou multibanco.


 


Se escolher a primeira alternativa, consegue aceder a todo o histórico de movimentações e ainda a descrição detalhada das mesmas. Por sua vez, se optar pela consulta na rede multibanco consegue aceder, no mínimo, aos 15 dias antes da consulta.


 


O mesmo se aplica ao levantamento de dinheiro, uma vez que quem ainda vai ao balcão pode ter um encargo financeiro desnecessário.


 


Dica: para os clientes que não pretendem aderir aos serviços online ou solicitar um cartão multibanco, podem sempre requisitar um funcionário que os informe sobre os movimentos mais recentes da sua conta bancária, pois constitui um direito seu.


 


Hoje em dia já consegue efetuar todas as operações bancárias a partir de casa (homebanking), como realizar transferências bancárias, requisitar cheques, fazer pagamentos de serviços, ver o extrato bancário ou até comprar e vender ações. Além de ser prático e célere, também é uma boa maneira de poupar dinheiro nas comissões e custos operacionais.



Ainda assim, atente que são cada vez menos os bancos que isentam, a título de exemplo, as transferências online, representando atualmente cerca de 1/3 a minoria que continua a permitir transferências sem custos.



Como tal, a forma mais eficaz de poupar dinheiro em comissões pode mesmo ser através do multibanco, sendo possível realizar várias operações gratuitas, como transferir dinheiro para contas bancárias de outros bancos.


 


Cartões de Crédito


Estes produtos financeiros, apesar de serem bastante úteis, podem cobrar aos utilizadores algumas comissões às quais facilmente consegue dar a volta. Por exemplo, se se atrasar a pagar alguma dívida, isso pode significar ter de pagar uma comissão acima dos 5 euros, por isso o melhor é mesmo estar atento aos prazos de pagamento.


 


Outra comissão bastante comum é a que é cobrada por levantar dinheiro a crédito – cash advance. Esta pode ter taxas fixas ou variáveis e pode ascender a valores elevados.


 


Vários bancos já disponibilizam cartões de crédito isentos de anuidade, só precisa de procurar e comparar alternativas no mercado, sendo que a requisição até já pode ser feita a partir de casa.


 


Para o lado dos comerciantes, os últimos acontecimentos também não são famosos. De acordo com a versão preliminar do Orçamento do Estado para 2016 (OE2016), as taxas que os comerciantes pagam ao sistema financeiro pelos pagamentos com cartões feitos nos estabelecimentos vão ser sujeitas ao imposto de selo à taxa de 4%, como se lê numa notícia do semanário Expresso.


 


A confirmar-se a implementação deste imposto de selo, a repercussão do custo no consumidor final pode ser uma consequência da medida.


 


Consolidação


Tal e qual como no crédito consolidado (em que pode juntar vários empréstimos numa só solução de crédito), ter todos os produtos numa só instituição vai gerar, naturalmente, menores custos. Muitos portugueses têm mais do que uma conta bancária, e para além disso, a maioria das vezes nem as utilizam com regularidade, acarretando comissões desnecessárias.



Neste caso, o melhor é fazer as contas, escolher uma instituição financeira e consolidar todos os produtos. Para além de poupar nos serviços, no futuro terá mais facilidade para negociar por ser um cliente fidelizado, por exemplo, nas taxas de juro nos depósitos, contas à ordem e créditos pessoais.


 



A relação com um banco é algo que deve ser construído, forte e pode durar muito tempo, nunca se devendo descurar no que toca ao que são os interesses do cliente bancário, para evitar perder dinheiro.

Comissões bancárias: o que são e como se aplicam

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Os bancos, mesmo que se diga o contrário, vieram facilitar bastante a vida das pessoas. Começando apenas por ser o local onde os depositantes guardam o dinheiro, as instituições bancárias são hoje autênticos mercados onde pode fazer praticamente tudo relativamente ao dinheiro: comprar, transferir, poupar, investir ou mesmo pedir emprestado.


 


Porém, não há bela sem senão, e os serviços bancários implicam custos, que incluem comissões, taxas, anuidades, entre outros. Neste artigo, disponibilizado pelo ComparaJá.pt, vão ser focadas e desconstruídas algumas comissões, que desde logo devem respeitar algumas regras: os preços devem ser afixados em local visível ao público, isto é, no preçário.



Tal e qual a teoria da evolução, os bancos estão cada vez mais inteligentes a cobrar comissões, conseguindo colocá-las nos sítios mais criativos que existem, fazendo com que cada vez mais clientes que, devido à regularidade da comissão, se conformem com a aplicação, chegando mesmo a evitar comparar soluções para deixar de pagar.



Irónico, mas real, e quem beneficia? Os bancos, claro está. Ao cobrar uma lista infindável de comissões, da manutenção ao pagamento a descoberto, passando pela antecipação de débitos diretos, transferências, levantamentos, aberturas, análises, dossiers, anuidades, e por aí fora, os bancos vão, naturalmente, tentando aumentar a sua margem de lucro. Para evitar essa situação, conheça algumas comissões cobradas pelos bancos e algumas formas de evitá-las.


 


Comissões de Manutenção


Apesar de muitos clientes bancários suportarem as famosas comissões de manutenção das respetivas contas bancárias – sejam elas de domiciliação de ordenado, depósitos a prazo, ou de outro tipo - nada tentam fazer para fintar esses encargos, mesmo sabendo que existem instituições que simplesmente não cobram ou que existem maneiras de internamente contornar a situação.



Normalmente, as contas à ordem têm uma comissão de gestão cobrada trimestralmente prevista no preçário e aceite pela maioria dos clientes. No entanto, no mercado existem contas isentas de comissões, apenas tem de procurar.
Informe-se e averigue soluções, utilizando plataformas de comparação de produtos financeiros e preçários, uma vez que, com a implementação do Aviso n.º8/2009, é obrigatória a sua disponibilização. Às vezes perder cinco minutos a procurar soluções pode fazê-lo poupar centenas!



Por outro lado, se não pretende mesmo mudar de banco, a melhor solução interna passa por tentar negociar eficazmente com o banco para eliminar a comissão. Se for bem-sucedido, pode significar uma poupança de mais de 60 euros anuais.



Mas tome nota: atualmente as instituições bancárias são obrigadas por lei a disponibilizar aos clientes uma conta de serviços mínimos bancários.


 


Dica: estudantes, jovens, pensionistas ou emigrantes têm contas especiais, com vantagens e encargos diferentes. Consulte o preçário do seu banco e procurar alternativas gratuitas. Pode consultar o preçário físico no banco ou no site da instituição bancária.


 


Comissões de Operações


Quando se fala em operações bancárias, está a ser referido um conjunto alargado de atividades que pode fazer no banco, seja através do balcão, internet, aplicação para smartphone ou por telefone. Levantar e depositar dinheiro, fazer transferências interbancárias (geralmente entre o mesmo banco não paga comissões) ou emitir extratos de conta adicionais são alguns exemplos de operações bancárias.



Este último possui, por norma, uma periodicidade mensal e pode ser requisitado em qualquer altura, quer através das famosas cadernetas atualizáveis, quer em ATM, no balcão ou na internet.



Independentemente de todos os canais disponíveis, pode sempre surgir a necessidade de solicitar ao balcão a emissão de extrato de determinado período. Este processo pode custar, em média, entre 1 a 3 euros, pelo que deve optar pela consulta online ou multibanco.


 


Se escolher a primeira alternativa, consegue aceder a todo o histórico de movimentações e ainda a descrição detalhada das mesmas. Por sua vez, se optar pela consulta na rede multibanco consegue aceder, no mínimo, aos 15 dias antes da consulta.


 


O mesmo se aplica ao levantamento de dinheiro, uma vez que quem ainda vai ao balcão pode ter um encargo financeiro desnecessário.


 


Dica: para os clientes que não pretendem aderir aos serviços online ou solicitar um cartão multibanco, podem sempre requisitar um funcionário que os informe sobre os movimentos mais recentes da sua conta bancária, pois constitui um direito seu.


 


Hoje em dia já consegue efetuar todas as operações bancárias a partir de casa (homebanking), como realizar transferências bancárias, requisitar cheques, fazer pagamentos de serviços, ver o extrato bancário ou até comprar e vender ações. Além de ser prático e célere, também é uma boa maneira de poupar dinheiro nas comissões e custos operacionais.



Ainda assim, atente que são cada vez menos os bancos que isentam, a título de exemplo, as transferências online, representando atualmente cerca de 1/3 a minoria que continua a permitir transferências sem custos.



Como tal, a forma mais eficaz de poupar dinheiro em comissões pode mesmo ser através do multibanco, sendo possível realizar várias operações gratuitas, como transferir dinheiro para contas bancárias de outros bancos.


 


Cartões de Crédito


Estes produtos financeiros, apesar de serem bastante úteis, podem cobrar aos utilizadores algumas comissões às quais facilmente consegue dar a volta. Por exemplo, se se atrasar a pagar alguma dívida, isso pode significar ter de pagar uma comissão acima dos 5 euros, por isso o melhor é mesmo estar atento aos prazos de pagamento.


 


Outra comissão bastante comum é a que é cobrada por levantar dinheiro a crédito – cash advance. Esta pode ter taxas fixas ou variáveis e pode ascender a valores elevados.


 


Vários bancos já disponibilizam cartões de crédito isentos de anuidade, só precisa de procurar e comparar alternativas no mercado, sendo que a requisição até já pode ser feita a partir de casa.


 


Para o lado dos comerciantes, os últimos acontecimentos também não são famosos. De acordo com a versão preliminar do Orçamento do Estado para 2016 (OE2016), as taxas que os comerciantes pagam ao sistema financeiro pelos pagamentos com cartões feitos nos estabelecimentos vão ser sujeitas ao imposto de selo à taxa de 4%, como se lê numa notícia do semanário Expresso.


 


A confirmar-se a implementação deste imposto de selo, a repercussão do custo no consumidor final pode ser uma consequência da medida.


 


Consolidação


Tal e qual como no crédito consolidado (em que pode juntar vários empréstimos numa só solução de crédito), ter todos os produtos numa só instituição vai gerar, naturalmente, menores custos. Muitos portugueses têm mais do que uma conta bancária, e para além disso, a maioria das vezes nem as utilizam com regularidade, acarretando comissões desnecessárias.



Neste caso, o melhor é fazer as contas, escolher uma instituição financeira e consolidar todos os produtos. Para além de poupar nos serviços, no futuro terá mais facilidade para negociar por ser um cliente fidelizado, por exemplo, nas taxas de juro nos depósitos, contas à ordem e créditos pessoais.


 



A relação com um banco é algo que deve ser construído, forte e pode durar muito tempo, nunca se devendo descurar no que toca ao que são os interesses do cliente bancário, para evitar perder dinheiro.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Como é que se compatibiliza a resolução do Novo Banco com a Nacionalização?

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O Novo Banco tem de ser vendido. Tem a data de referência legal de Agosto de 2016, e o Estado português obteve de Bruxelas a autorização de uma adiamento para mais um ano.


Isto tudo para dizer que a Nacionalização não é compatível com a realidade jurídica do Novo Banco que é um banco de transição.


Tenho dito isto em vários fóruns, desde que Vítor Bento avançou com a ideia da Nacionalização do Novo Banco.


Admito que a ideia base do ex-presidente do Novo Banco é de resto uma ideia bem intencionada, a de guardar o Novo Banco nas mãos do Estado para privatizar mais tarde. Mas já se percebeu que o adiamento da venda não valoriza o Novo Banco. Não valorizou quando foi adiado em 2015. Se na altura vender a 2 mil milhões de euros era impensável para o Banco de Portugal, hoje, depois de um bail-in de obrigações num montante de mil milhões e de mais de 980 milhões de prejuízo, o banco não vale mais do que isso. Adiar a venda do Novo Banco para Agosto de 2017 é mais um engodo. Assim como é um engano a tentação de nacionalizar para privatizar depois. Se bem lembro foi a opção tomada no BPN, e quantos milhões não custou ao Estado a nacionalização e mesmo a privatização do BPN. Até há meia dúzia de meses se estava a fazer aumentos de capital para vender participadas do ex-BPN.


 Mas esta opinião não é só minha. Reparem no presidente da Associação Portuguesa de Bancos, Fernando Faria de Oliveira:


"A nacionalização não é um processo fácil, e eu diria mesmo que é muito difícil de pôr em execução. No quadro de uma resolução, existe uma disposição que permite, em condições excepcionais - que ponham em causa a estabilidade do sistema financeiro -, uma nacionalização que tem que ser aprovada pela Comissão [Europeia]", disse à Lusa.


"Mas isso já aconteceu. O que foi objecto de resolução foi o BES e essa não foi a opção tomada", disse ao mesmo tempo que lembrou que "a opção que a APB defendia na altura era a utilização da linha de recapitalização".


Recordemos:


O plano de resolução do Novo Banco previa inicialmente um prazo até Agosto de 2016, 24 meses após a criação do Novo Banco, como uma instituição financeira de transição, após o colapso do antecessor Banco Espírito Santo (BES).


Assim, se o Banco de Portugal não encontrasse um comprador até Agosto de 2016, os activos não vendidos "teriam de ser revistos em baixa", sendo que as autoridades "teriam de revogar a licença bancária do Novo Banco". Mas foi pedido um adiamento por mais um ano. 


Só este adiamento permite que isto, que Joaquim Almunia disse na altura a Maria Luís Albuquerque, não se venha a verificar. 


Joaquín Almunia recomendou à ministra que consultasse a Direcção da Concorrência da CE, numa troca de cartas que decorreu durante todo o dia 3 de Agosto de 2014. E foi clara nas recomendações que fez a Portugal. O banco de transição tem de ser vendido até dois anos depois da data da medida de resolução, ou seja, até Agosto de 2016, sob pena de entrar em insolvência. Em simultâneo, “quaisquer activos não alienados até essa data serão liquidados no mês seguinte”. Já quanto à licença bancária, esta “será revogada após a venda integral da instituição ou 24 meses após a data da decisão, consoante a data em que ocorrer a primeira”. 


A Comissão Europeia  considerou ainda que “todos os fundos do Fundo de Resolução são imputáveis ao Estado e, como tal, os seus recursos devem ser considerados recursos estatais”. Fica também claro nesta posição de Bruxelas que “de futuro, não poderá haver qualquer injecção adicional no banco de transição”. 


A razão, justifica Almunia, é que, pelo facto de ter ajudas estatais, a instituição financeira está a distorcer a concorrência face aos outros bancos.


O novo prazo concedido pela Comissão Europeia permite continuar à procura de comprador até Agosto de 2017.


Ouvi hoje no Negócios da Semana uma coisa interessante: Se o Novo Banco não for vendido este ano e apenas for vendido em Agosto de 2017, serão-lhe entretanto aplicados remédios (pela DG Comp imagino). Será uma imposição da Concorrência Europeia para conceder o alargamento, certamente.


Apoio aos compradores Há ainda um pormenor na resposta de Bruxelas (diz o jornal I). “A venda de uma instituição de crédito no decurso de um processo de resolução ordenada pode implicar um auxílio estatal para o adquirente, excepto se a alienação for organizada através de um concurso aberto, não discriminatório e incondicional, e os activos forem vendidos à proposta mais elevada.” 


 


Eis o que diz a lei da resolução que criou o Novo Banco: 


 Artigo 145.º-R Cessação da actividade da instituição de transição


1 - O Banco de Portugal determina a cessação da actividade da instituição de transição logo que possível e, em qualquer caso, quando entender que se encontram asseguradas as finalidades previstas no n.º 1 do artigo 145.º-C ou nas seguintes situações:


a) Com a alienação a terceiro da totalidade dos direitos, obrigações, acções ou outros títulos representativos do capital social da instituição de crédito objecto de resolução que tiverem sido transferidos para a instituição de transição, nos termos do disposto nos n.os 3, 4 e 6;


b) Com a alienação a terceiro da totalidade das acções ou outros títulos representativos do capital social da instituição de transição, nos termos do disposto nos n.os 3, 4 e 6;


c) Com a fusão da instituição de transição com outra entidade, sem prejuízo do disposto no n.º 8;


d) Quando a instituição de transição deixe de cumprir os requisitos previstos nos n.os 3 e 4 do artigo 145.º-O e no n.º 3 do artigo 145.º-P;


e) Pelo decurso do prazo previsto no n.º 10 do artigo 145.º-P, entrando a instituição de transição em tal caso em liquidação;


f) Quando entenda que, tendo sido alienada a maior parte dos direitos e obrigações transferidos para a instituição de transição, se não justifique a sua manutenção, determinando em tal caso que a mesma entre em liquidação.


2 - Quando uma instituição de transição for utilizada para transferir os direitos e obrigações de mais do que uma instituição de crédito objecto de resolução, a entrada em liquidação referida nas alíneas e) e f) do n.º 1 aplica-se aos direitos e obrigações e não à instituição de transição.


3 - Quando considerar que se encontram reunidas as condições necessárias para alienar parcial ou totalmente os direitos, obrigações, acções ou outros títulos representativos do capital social da instituição de crédito objecto de resolução que tenham sido transferidos para a instituição de transição ou para a alienação das acções ou outros títulos representativos do capital social da instituição de transição, o Banco de Portugal ou a instituição de transição, se autorizada nos termos do número seguinte, pode, assegurando a transparência do processo e o tratamento equitativo dos interessados, promover a sua alienação através dos meios que forem considerados mais adequados tendo em conta as condições comerciais existentes na altura, as circunstâncias do caso concreto e os princípios, regras e orientações da União Europeia em matéria de auxílios de Estado.


4 - A alienação pela instituição de transição prevista no número anterior, bem como a sua modalidade e condições, depende de autorização do Banco de Portugal.


5 - Sem prejuízo do disposto no n.º 4 do artigo 145.º-L, todas as receitas geradas pela cessação da actividade da instituição de transição revertem para os seus accionistas.


6 - Após a alienação da totalidade dos direitos, obrigações, acções ou outros títulos representativos do capital social da instituição de crédito objecto de resolução transferidos para a instituição de transição e da afectação do produto da respectiva alienação nos termos do disposto no número anterior, a instituição de transição é dissolvida pelo Banco de Portugal.


7 - Nos casos de alienação da totalidade da titularidade das acções ou outros títulos representativos do respectivo capital social e de fusão da instituição de transição com outra entidade, cessa a aplicação do regime das instituições de transição.


Aditado pela Lei n.º 23-A/2015. Decreto-Lei n.o 298/92 31-12-1992 .................................................................................................................................................................................................. Mod. 99999923/T – 01/14 8 - No momento da fusão referida na alínea c) do n.º 1, o Fundo de Resolução não pode ser titular de acções ou outros instrumentos representativos do capital social da instituição de transição.