Subscrevo a crítica que Luís Miguel Oliveira escreve no Público (Ípsilon) a propósito de Blue Jasmine. Woody Allen faz neste filme o retrato da crise actual económico-financeira-social, retratando o downgrade social forçado a que a crise conduziu muita gente (caso Madoff como ténue pano de fundo), mais uma vez o realizador dá tudo por tudo no retrato psicológico de uma personagem (salvaguardando as devidas distâncias, é uma espécie de Dostoiévski do cinema, na medida em que concentra numa personagem toda a complexidade do ser humano diante de problemas universais. Nietzsche referiu-se a Dostoiévski como "o único psicólogo com que tenho algo a aprender").
Cate Blanchett a piscar o olho aos Óscares, merecidamente.
Não posso dizer que este é um filme de Woody Allen que me enche as medidas, porque sou uma fã dos seus filmes cómicos, como o Play it Again Sam; Annie Hall; Poderosa Afrodite; Hollywood Ending. Sempre achei que o Woody Allen faz imensa falta aos filmes dele. Mas há claramente aqui uma pausa na carreira de "cineasta municipal". O que não é mau.
Mas leiam a crítica do crítico do Ípsilon:
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