sábado, 31 de maio de 2014

Uma forma de paz... podre

(...) farei o possível para não amar demais as pessoas, sobretudo por causa das pessoas. Às vezes o amor que se dá pesa, quase como uma responsabilidade na pessoa que o recebe. Eu tenho essa tendência geral para exagerar, e resolvi tentar não exigir dos outros senão o mínimo. É uma forma de paz...


Clarice Lispector


 


 

Uma forma de paz... podre

(...) farei o possível para não amar demais as pessoas, sobretudo por causa das pessoas. Às vezes o amor que se dá pesa, quase como uma responsabilidade na pessoa que o recebe. Eu tenho essa tendência geral para exagerar, e resolvi tentar não exigir dos outros senão o mínimo. É uma forma de paz...


Clarice Lispector


 


 

I died a hundred times

We only said goodbye with words

I died a hundred times


Lyrics by Amy Winehouse

I died a hundred times

We only said goodbye with words

I died a hundred times


Lyrics by Amy Winehouse

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Comparações


 


O Mate está para o Faísca como o PCP para o PS.


Cada um precisa do seu reboque.

Comparações


 


O Mate está para o Faísca como o PCP para o PS.


Cada um precisa do seu reboque.

O retrato do político do momento


 


Digam o que disserem, e não deixando de aplaudir a sua sagacidade, aqui há gato e, como tem muitas vidas, vai longe!


Vai uma aposta?


 

O retrato do político do momento


 


Digam o que disserem, e não deixando de aplaudir a sua sagacidade, aqui há gato e, como tem muitas vidas, vai longe!


Vai uma aposta?


 

Olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço?

"Neste tipo de escolhas não podemos ir pelas qualidades porque estas esvoaçam, vamos pelos defeitos porque se agudizam quando se tem o poder. Pensei que Paulo tivesse menos defeitos, talvez não o conhecesse tão bem ou ganhou-os a seguir, não sei".


Jorge Jardim Gonçalves sobre o homem que escolheu para o suceder no BCP, Paulo Teixeira Pinto.


Esta verdade é sábia. Mas olhando para trás eu diria que foi precisamente o que Jardim Gonçalves não fez. Acho que o fundador do BCP olhou para as qualidades aparentes de Paulo Teixeira Pinto. Se não estivesse tão cego a elas, teria visto que não havia ali a genialidade que prometia. 

Olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço?

"Neste tipo de escolhas não podemos ir pelas qualidades porque estas esvoaçam, vamos pelos defeitos porque se agudizam quando se tem o poder. Pensei que Paulo tivesse menos defeitos, talvez não o conhecesse tão bem ou ganhou-os a seguir, não sei".


Jorge Jardim Gonçalves sobre o homem que escolheu para o suceder no BCP, Paulo Teixeira Pinto.


Esta verdade é sábia. Mas olhando para trás eu diria que foi precisamente o que Jardim Gonçalves não fez. Acho que o fundador do BCP olhou para as qualidades aparentes de Paulo Teixeira Pinto. Se não estivesse tão cego a elas, teria visto que não havia ali a genialidade que prometia. 

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Hino da selecção de 2014 ou de 1984?

O teledisco do Hino da Selecção, cantado pela Kika, parece uma viagem no tempo ao Portugal da Linda de Suza. Resolveram fazer um retrato do país a confirmar o estigma do português saloio tão popular no Brasil. Francamente, já temos sushi, lounges, happy hours, spots e assim... :)


 





P.S.: O video é uma viagem ao passado. Pastores. Ovelhas. Roupa estendida nas varandas. Padeiros.Pescadores. Tudo muito moreno. Muitos bigodes. Podia ser em 1979..

Hino da selecção de 2014 ou de 1984?

O teledisco do Hino da Selecção, cantado pela Kika, parece uma viagem no tempo ao Portugal da Linda de Suza. Resolveram fazer um retrato do país a confirmar o estigma do português saloio tão popular no Brasil. Francamente, já temos sushi, lounges, happy hours, spots e assim... :)


 





P.S.: O video é uma viagem ao passado. Pastores. Ovelhas. Roupa estendida nas varandas. Padeiros.Pescadores. Tudo muito moreno. Muitos bigodes. Podia ser em 1979..

Coincidências


 


Será que a história se repete? Não creio. No entanto, não deixa de ser verdade que vivemos entre coincidências, fazendo parecer que os factos se repetem ad infinito.


Sublinho este dado, porque o até há pouco tempo implausível sucesso eleitoral do movimento Partido da Terra, com a eleição de dois eurodeputados, faz-me recordar o PRD de há 31 anos, quando o partido que gravitava em torno do General Ramalho Eanes se tornou numa “terceira alternativa política.


A esta curiosidade histórica e política é também interessante enquadrar os respectivos sucessos, nos seus respectivos “tempos”, pelo que, enquanto “receptáculo dos votos de protesto”, estes partidos são fruto das suas próprias circunstâncias. A saber: a difícil situação económica, social e financeira vivida. Tanto ontem, como hoje o país estava a ser intervencionado!


Assim, e se a história se repetir mesmo, o MPT corre o sério risco de ser um simples fogacho!

Coincidências


 


Será que a história se repete? Não creio. No entanto, não deixa de ser verdade que vivemos entre coincidências, fazendo parecer que os factos se repetem ad infinito.


Sublinho este dado, porque o até há pouco tempo implausível sucesso eleitoral do movimento Partido da Terra, com a eleição de dois eurodeputados, faz-me recordar o PRD de há 31 anos, quando o partido que gravitava em torno do General Ramalho Eanes se tornou numa “terceira alternativa política.


A esta curiosidade histórica e política é também interessante enquadrar os respectivos sucessos, nos seus respectivos “tempos”, pelo que, enquanto “receptáculo dos votos de protesto”, estes partidos são fruto das suas próprias circunstâncias. A saber: a difícil situação económica, social e financeira vivida. Tanto ontem, como hoje o país estava a ser intervencionado!


Assim, e se a história se repetir mesmo, o MPT corre o sério risco de ser um simples fogacho!

A imagem que marcará o dia


 


Eu fico por casa, e quem sabe se a SIC Radical fará o milagre da transmissão em directo.

A imagem que marcará o dia


 


Eu fico por casa, e quem sabe se a SIC Radical fará o milagre da transmissão em directo.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

O mundo que o PS vai encontrar já não é o mesmo

Quando o PS chegar ao poder, já não há nem EDP, nem PT, nem BCP, nem sequer BES para o apoiarem. O braço armado económico praticamente desapareceu. Resta-lhes a Caixa Geral de Depósitos e a Águas de Portugal (sem a EGF). 


Com sorte as restantes empresas de transporte (faltam a TAP, as CP e as Metros) mudam de mãos e os sindicatos (grande braço armado da esquerda) perdem a força.


Só lhe vai restar os lobbys fracturantes como apoio... 

O mundo que o PS vai encontrar já não é o mesmo

Quando o PS chegar ao poder, já não há nem EDP, nem PT, nem BCP, nem sequer BES para o apoiarem. O braço armado económico praticamente desapareceu. Resta-lhes a Caixa Geral de Depósitos e a Águas de Portugal (sem a EGF). 


Com sorte as restantes empresas de transporte (faltam a TAP, as CP e as Metros) mudam de mãos e os sindicatos (grande braço armado da esquerda) perdem a força.


Só lhe vai restar os lobbys fracturantes como apoio... 

Isto dá para tudo

Até para isto.


 


Isto dá para tudo

Até para isto.


 


Eu quero um “dicionário de Política-Português”,

 


 


 


Há coisas que se lêem, que o cidadão anónimo não compreende, e, que no entanto faz parte da forma peculiar da linguagem dos políticos. Hoje, Alberto Martins, líder da bancada parlamentar socialista, veio ao terreiro criticar António Costa e seus partidários pela tentativa de virem a tomar conta do poder no Largo do Rato, porque, segundo ele, António José Seguro, “que tem uma autoridade absoluta para dirigir o PS"! Legitimidade que segundo ele “ foi reforçada em eleições, depois da maior derrota histórica da direita".


A maior derrota da direita? É verdade que a Aliança Portugal perdeu. E já agora que vitória teve o PS? Se os socialistas tivessem ganho algo de jeito – como aconteceu com a CDU e o PMT (a grande surpresa eleitoral), António Costa não teria legitimidade alguma para exigir o quer que seja e estas capas e análises não teriam sentido algum. Aliás, se há alguém que se anda a rir com estas trapalhadas, são seguramente os coitados da direita. Porque com “anedotas políticas” já deverão ter esquecido que averbaram a “maior derrota histórica da direita”!


 


Portanto, e em conclusão: haja tento a língua ou caso contrário ofereçam-me um “dicionário de Política-Português”, para ver se não ando às aranhas!

Eu quero um “dicionário de Política-Português”,

 


 


 


Há coisas que se lêem, que o cidadão anónimo não compreende, e, que no entanto faz parte da forma peculiar da linguagem dos políticos. Hoje, Alberto Martins, líder da bancada parlamentar socialista, veio ao terreiro criticar António Costa e seus partidários pela tentativa de virem a tomar conta do poder no Largo do Rato, porque, segundo ele, António José Seguro, “que tem uma autoridade absoluta para dirigir o PS"! Legitimidade que segundo ele “ foi reforçada em eleições, depois da maior derrota histórica da direita".


A maior derrota da direita? É verdade que a Aliança Portugal perdeu. E já agora que vitória teve o PS? Se os socialistas tivessem ganho algo de jeito – como aconteceu com a CDU e o PMT (a grande surpresa eleitoral), António Costa não teria legitimidade alguma para exigir o quer que seja e estas capas e análises não teriam sentido algum. Aliás, se há alguém que se anda a rir com estas trapalhadas, são seguramente os coitados da direita. Porque com “anedotas políticas” já deverão ter esquecido que averbaram a “maior derrota histórica da direita”!


 


Portanto, e em conclusão: haja tento a língua ou caso contrário ofereçam-me um “dicionário de Política-Português”, para ver se não ando às aranhas!

Agora vamos assistir à eleição de António Costa na comunicação social

Foi aberta a Caixa de Pandora. Os jornais vão agora começar a apresentar António Costa como primeiro-Ministro sombra, quando em 2015 formos a eleições legislativas, já a comunicação social tratou de criar um novo primeiro-Ministro nas ideias dos portugueses. 


As redacções já elegeram o António Costa até para primeiro-Ministro. Neste país a vida tem de imitar a arte, custe o que custar. A realidade é que tem de se subjugar ao wishful thinking dos opinion makers, se não se submeter, o pior é para a realidade.

Agora vamos assistir à eleição de António Costa na comunicação social

Foi aberta a Caixa de Pandora. Os jornais vão agora começar a apresentar António Costa como primeiro-Ministro sombra, quando em 2015 formos a eleições legislativas, já a comunicação social tratou de criar um novo primeiro-Ministro nas ideias dos portugueses. 


As redacções já elegeram o António Costa até para primeiro-Ministro. Neste país a vida tem de imitar a arte, custe o que custar. A realidade é que tem de se subjugar ao wishful thinking dos opinion makers, se não se submeter, o pior é para a realidade.

O elogio da cidadania


 


Vivendo fora de Lisboa desconhecia que tinham decidido homenagear, pelo que fez para bem do próximo e da comunidade, Maria José Nogueira Pinto. Com a inauguração de um memorial da autoria de Rui Sanches, a Cidade de Lisboa homenageia uma ilustre cidadã, que a troco de nada se empenhou pelo bem de todos. É o elogio da cidadania

O elogio da cidadania


 


Vivendo fora de Lisboa desconhecia que tinham decidido homenagear, pelo que fez para bem do próximo e da comunidade, Maria José Nogueira Pinto. Com a inauguração de um memorial da autoria de Rui Sanches, a Cidade de Lisboa homenageia uma ilustre cidadã, que a troco de nada se empenhou pelo bem de todos. É o elogio da cidadania

terça-feira, 27 de maio de 2014

Todos para o Largo do Rato


 


Até porque estava escrito nas entrelinhas!

Todos para o Largo do Rato


 


Até porque estava escrito nas entrelinhas!

Lá vem ele... o anti-cristo


 


António Costa "naturalmente disponível" para liderar PS


 


Lá vem ele... o AC, de Anti-Cristo!


 


Reina uma alegria nas redacções...

Lá vem ele... o anti-cristo


 


António Costa "naturalmente disponível" para liderar PS


 


Lá vem ele... o AC, de Anti-Cristo!


 


Reina uma alegria nas redacções...

Estamos doentes

 


 


Estamos doentes

 


 


À boleia de Marinho


 


Até domingo ninguém (ou pouca gente) sabia quem era José Inácio Faria. Hoje, e à boleia de Marinho e Pinto, ele é mais um ilustre eurodeputado.


Porém, e numa perspectiva mais séria é importante que os especialistas - incluindo os partidos políticos - compreendam este fenómeno, pois estou convencido que, desde domingo, 40 anos depois de Abril, a democracia portuguesa ganhou um novo fôlego e novos rumos...


Naturalmente, entre os comentadores políticos (quase sempre próximos aos partidos do poder), há tentação de ver neste fenómeno elementos de populismo. Talvez existam. No entanto, é preciso tirar-se o chapéu: ao próprio que foi capaz de trilhar o seu caminho, e ao Movimento Partido da Terra que vi nele um imenso filão. A democracia também é isto! Porém, é bom recordar (mas a memória é quase sempre demasiado curta) que foi por fenómenos assim que a Europa passou o que passou!

À boleia de Marinho


 


Até domingo ninguém (ou pouca gente) sabia quem era José Inácio Faria. Hoje, e à boleia de Marinho e Pinto, ele é mais um ilustre eurodeputado.


Porém, e numa perspectiva mais séria é importante que os especialistas - incluindo os partidos políticos - compreendam este fenómeno, pois estou convencido que, desde domingo, 40 anos depois de Abril, a democracia portuguesa ganhou um novo fôlego e novos rumos...


Naturalmente, entre os comentadores políticos (quase sempre próximos aos partidos do poder), há tentação de ver neste fenómeno elementos de populismo. Talvez existam. No entanto, é preciso tirar-se o chapéu: ao próprio que foi capaz de trilhar o seu caminho, e ao Movimento Partido da Terra que vi nele um imenso filão. A democracia também é isto! Porém, é bom recordar (mas a memória é quase sempre demasiado curta) que foi por fenómenos assim que a Europa passou o que passou!

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Encontrado por ai


 


Ele vai dar a volta ao país

Encontrado por ai


 


Ele vai dar a volta ao país

A sina


 


De vitória em vitória até à derrota final. Eis a sina do Bloco de Esquerda!


 


Porque a fazer fé nisto, até o Livre (em legislativas) comerá os bloquistas!

A sina


 


De vitória em vitória até à derrota final. Eis a sina do Bloco de Esquerda!


 


Porque a fazer fé nisto, até o Livre (em legislativas) comerá os bloquistas!

Um aviso à navegação


O que dizer dos resultados das eleições europeias de ontem? Assustados com a capa do Le Figaro? Eu nem tanto. Se a capa fosse, por exemplo, um jornal grego que seguramente destacaria o excelente resultado da extrema-esquerda helénica, teria tido a mesma reacção. Porém, fico bem mais preocupado com os índices de participação eleitoral, o que todavia já esperava! De facto, o que me assusta mesmo é que, perante isto, os partidos democráticos europeus, os do arco governativo e, portanto, europeístas não consigam ler nas entrelinhas. Se o fizerem, isto até pode ter sido um bom resultado: é como um aviso à navegação!

Um aviso à navegação


O que dizer dos resultados das eleições europeias de ontem? Assustados com a capa do Le Figaro? Eu nem tanto. Se a capa fosse, por exemplo, um jornal grego que seguramente destacaria o excelente resultado da extrema-esquerda helénica, teria tido a mesma reacção. Porém, fico bem mais preocupado com os índices de participação eleitoral, o que todavia já esperava! De facto, o que me assusta mesmo é que, perante isto, os partidos democráticos europeus, os do arco governativo e, portanto, europeístas não consigam ler nas entrelinhas. Se o fizerem, isto até pode ter sido um bom resultado: é como um aviso à navegação!

domingo, 25 de maio de 2014

Um bom título

Só o PCP e Marinho é que podem ir para o Marquês



Por uma vez concordo com um dos irmãos Costa, o Ricardo.

Um bom título

Só o PCP e Marinho é que podem ir para o Marquês



Por uma vez concordo com um dos irmãos Costa, o Ricardo.

Revolução Francesa

Numa coisa há que tirar o chapéu aos franceses. Eles são destemidos. Não têm medo de eleger a Frente Nacional, o partido mais à direita do espectro político.


Jean Marie Le Pen pediu já a demissão de Hollande, do trágico Hollande. As suas políticas vão ser todas derrubadas, todas recuadas. Sem medo. 


A política de emigração, as questões fracturantes, vai tudo ao charco. 


Não deixa de ser irónico que o país da liberté, égalité, fraternité seja aquele onde o país mais à direita tem a maior percentagem de votos, é a verdadeira Revolução Francesa. 


 


Três apontamentos importantes: 


1) O PS português teve o melhor resultado dos partidos socialistas de toda a Europa. Este é o retrato dos portugueses: os acomodados aos subsidios e à tolerância inerte. Tudo está bem para nós desde que não nos incomodem muito. É por isso é que este país é dos mais pobres da Europa e vai continuar a ser.


 


2) Marinho Pinto é uma força da natureza e será um excelente deputado do Parlamento Europeu. Ainda o vamos ter senão a chefe do Governo, pelo menos a Chefe de Estado deste país.


 


3) Merkel mantém a liderança na Alemanha.


 


 


 

Revolução Francesa

Numa coisa há que tirar o chapéu aos franceses. Eles são destemidos. Não têm medo de eleger a Frente Nacional, o partido mais à direita do espectro político.


Jean Marie Le Pen pediu já a demissão de Hollande, do trágico Hollande. As suas políticas vão ser todas derrubadas, todas recuadas. Sem medo. 


A política de emigração, as questões fracturantes, vai tudo ao charco. 


Não deixa de ser irónico que o país da liberté, égalité, fraternité seja aquele onde o país mais à direita tem a maior percentagem de votos, é a verdadeira Revolução Francesa. 


 


Três apontamentos importantes: 


1) O PS português teve o melhor resultado dos partidos socialistas de toda a Europa. Este é o retrato dos portugueses: os acomodados aos subsidios e à tolerância inerte. Tudo está bem para nós desde que não nos incomodem muito. É por isso é que este país é dos mais pobres da Europa e vai continuar a ser.


 


2) Marinho Pinto é uma força da natureza e será um excelente deputado do Parlamento Europeu. Ainda o vamos ter senão a chefe do Governo, pelo menos a Chefe de Estado deste país.


 


3) Merkel mantém a liderança na Alemanha.


 


 


 

sábado, 24 de maio de 2014

Cinema: Retrato de um deslumbrado social e da ausência de ética

O CAPITAL HUMANO de PAOLO VIRZÌ retrata os projectos de ascensão social de um agente imobiliário superficial e vulgar, o sonho de uma mulher rica e infeliz por uma vida diferente, o desejo de amor verdadeiro de uma jovem sufocada pelas ambições do pai. E um acidente misterioso que provoca a morte de um ciclista, numa noite de gelo na véspera das férias de Natal, que complica as coisas e entrelaça o enredo de um mosaico feito de vidas, sobre a miséria e o esplendor de uma província do Norte de Itália.


 


Cinema: Retrato de um deslumbrado social e da ausência de ética

O CAPITAL HUMANO de PAOLO VIRZÌ retrata os projectos de ascensão social de um agente imobiliário superficial e vulgar, o sonho de uma mulher rica e infeliz por uma vida diferente, o desejo de amor verdadeiro de uma jovem sufocada pelas ambições do pai. E um acidente misterioso que provoca a morte de um ciclista, numa noite de gelo na véspera das férias de Natal, que complica as coisas e entrelaça o enredo de um mosaico feito de vidas, sobre a miséria e o esplendor de uma província do Norte de Itália.


 


sexta-feira, 23 de maio de 2014

O silêncio de José Maria Ricciardi

Apesar de em entrevista Ricardo Salgado ter dito que José Maria Ricciardi, que contestou a sua liderança do BES em Novembro "por razões que se dispensa revelar", estava a ter ambições de poder: "as pessoas têm o direito a ter ambições. É normal que estas ambições se manifestem", o seu primo e presidente do BES Investimento continua remetido ao silêncio. Lembrei-me daquela frase de Napoleão: Never interrupt your enemy when he is making a mistake.


 


P.S. Corre por aí que no board da Espírito Santo Internacional (17 administradores e o commissaire aux compte), a empresa maldita que fez desmoronar o edificio, onde estavam representados todos os cinco ramos da família, todos recebiam ordenados e prémios de gestão, excepto José Maria Ricciardi. Isto começou a correr no dia em que Ricardo Salgado disse em entrevista que "eu assumo que também sou responsável. Faço parte de um grupo familiar, e todos somos responsáveis e sou solidário com o grupo com certeza". (...) "O nosso commissaire aux compte da ES Internacional, que assumiu a responsabilidade dos erros cometidos (...) pediu a demissão".

O silêncio de José Maria Ricciardi

Apesar de em entrevista Ricardo Salgado ter dito que José Maria Ricciardi, que contestou a sua liderança do BES em Novembro "por razões que se dispensa revelar", estava a ter ambições de poder: "as pessoas têm o direito a ter ambições. É normal que estas ambições se manifestem", o seu primo e presidente do BES Investimento continua remetido ao silêncio. Lembrei-me daquela frase de Napoleão: Never interrupt your enemy when he is making a mistake.


 


P.S. Corre por aí que no board da Espírito Santo Internacional (17 administradores e o commissaire aux compte), a empresa maldita que fez desmoronar o edificio, onde estavam representados todos os cinco ramos da família, todos recebiam ordenados e prémios de gestão, excepto José Maria Ricciardi. Isto começou a correr no dia em que Ricardo Salgado disse em entrevista que "eu assumo que também sou responsável. Faço parte de um grupo familiar, e todos somos responsáveis e sou solidário com o grupo com certeza". (...) "O nosso commissaire aux compte da ES Internacional, que assumiu a responsabilidade dos erros cometidos (...) pediu a demissão".

Como estamos de memória?


 


Será que o povo tem memória curta? Não sei, mas é algo que teremos resposta no próximo domingo quando formos chamados a votar. Veremos se os portugueses se esqueceram e perdoaram José Sócrates.


Da minha parte, que não via nestas eleições nada de especial (até porque as eleições europeias são sempre (estupidamente) subalternizadas), vejo o seu regresso “ao mundo dos vivos” e à política activa, como a forma mais indicada para se aferir como os nossos compatriotas o julgarão. Não esquecer que Sócrates foi (e é) um dos grandes responsáveis pela situação a que país chegou, tendo sido quem negociou e assinou o memorando com a Troika. Portanto, e de duas uma: Ou os portugueses têm os pés na terra e ele desaparece com o “rabo entre as pernas” ou então volta e está perdoado, fazendo de nós uma cambada de pacóvios que não obstante a austeridade a que fomos submetidos, passámos o tempo a apertar o cinto e a fazer um "delete" da nossa memória?


 


P.S. - Quem não tem memória curta é António Lobo Xavier ao ter afirmado em Penafiel: "Se realmente o PS acha que esta é altura de recuperar a figura do engenheiro Sócrates, então essa é a altura de também eu voltar à política activa"

Como estamos de memória?


 


Será que o povo tem memória curta? Não sei, mas é algo que teremos resposta no próximo domingo quando formos chamados a votar. Veremos se os portugueses se esqueceram e perdoaram José Sócrates.


Da minha parte, que não via nestas eleições nada de especial (até porque as eleições europeias são sempre (estupidamente) subalternizadas), vejo o seu regresso “ao mundo dos vivos” e à política activa, como a forma mais indicada para se aferir como os nossos compatriotas o julgarão. Não esquecer que Sócrates foi (e é) um dos grandes responsáveis pela situação a que país chegou, tendo sido quem negociou e assinou o memorando com a Troika. Portanto, e de duas uma: Ou os portugueses têm os pés na terra e ele desaparece com o “rabo entre as pernas” ou então volta e está perdoado, fazendo de nós uma cambada de pacóvios que não obstante a austeridade a que fomos submetidos, passámos o tempo a apertar o cinto e a fazer um "delete" da nossa memória?


 


P.S. - Quem não tem memória curta é António Lobo Xavier ao ter afirmado em Penafiel: "Se realmente o PS acha que esta é altura de recuperar a figura do engenheiro Sócrates, então essa é a altura de também eu voltar à política activa"

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Ricardo Salgado e o fantasma do futuro


Há várias mensagens, umas claras, outras implícitas, nas respostas de Ricardo Salgado às jornalistas do Jornal de Negócios. O presidente do BES começa por dar respostas diplomáticas e vai assumindo uma postura mais frontal ao longo da entrevista, nalgumas respostas deve ter tido um tom mesmo irritado. Começa por diplomaticamente assumir os erros de gestão em solidariedade, não se descartando das suas responsabilidades na má gestão das holdings familiares. Na prática o que parece querer dizer é que todos sabiam que facilitavam; o facto de se tratarem de holdings familiares dava alguma liberdade para uma certa negligência, desde que a parte financeira (a sala e a casa de jantar de toda a casa Espírito Santo, aquela onde se recebem os convidados) estivesse muito limpa. O contexto económico obrigou os reguladores a acordarem dessa letargia que é o respeito institucional pelos banqueiros e a legislação mudou sem que o Grupo Espírito Santo tivesse tido tempo de arrumar a casa "não financeira". A isto acrescem as auditorias de vários nomes e proveniências (ETRICC, por exemplo) que trouxeram à luz do dia que as dívidas da ES Internacional estavam fora do perímetro de consolidação (não estavam contabilizadas), embora o risco estivesse no banco. Faz o mea culpa, mas não está sozinho e ninguém na família lhe pode apontar o dedo sem que também tenha co-responsabilidade nesta negligência. É nisto que se traduz o que diz o banqueiro sobre o que se passou na ES Internacional (dívidas não reconhecidas, etc). O "commissaire aux compte", ficará para a história esta expressão, Machado Cruz, foi o crucificado, demitiu-se pelo seu próprio pé. Acredito que ser voluntário na demissão seja um mero pormenor. 


 


Sobre a sucessão


Ricardo Salgado diz sobre as alterações na administração do banco que"para mim faz sentido que haja. Para isso temos de saber o resultado do aumento de capital e quem é que vai ser accionista do BES. Depois conversa-se com o Banco de Portugal, para definir qual é a estrutura que vai permitir ao banco ser desconsolidado da ESFG, mas ter uma administração que seja capaz de levar o barco em frente, com o enorme potencial que esta casa tem". O banqueiro está a dizer nas entrelinhas que depois do aumento de capital, já com uma estrutura accionista completamente diferente, haverá mudanças na gestão do BES. Uma vez que a ESFG não terá mais de 27%, nem menos de 20% para poder consolidar, e uma vez que o Crédit Agrícole está a sair devagarinho, haverá de certeza novos accionistas - mais à frente diz que José Maria Ricciardi, o seu primo presidente do BESI, lhe apresentou um projecto interessante com investidores do Médio Oriente que poderiam estar interessados no aumento de capital, investidores do Golfo -.


A nova estrutura accionista será portanto o pretexto para imprimir uma mudança na gestão executiva do BES. Ricardo Salgado não a descarta pois a seguir diz "mas também sou realista. Sabe quantos anos eu vou fazer no dia 25 de Junho? 70. Portanto esta casa vai precisar de uma equipa inteligente, vigorosa, enérgica para seguir em frente dentro daquilo que é a União Bancária europeia". Os jornalistas insistem num plano, num calendário e ele volta a falar do pós-aumento de capital, que "se Deus quiser, termina em meados de Junho". O que se irá passar? Nessa altura, numa conversa com os reguladores e com os accionistas de referência irá escolher-se um novo CEO. Ricardo Salgado ficará Chairman, muito provavelmente. Joaquim Goes? Algum gestor profissional de fora do grupo? Ainda é cedo para garantir.


 


José Maria Ricciardi:


“Está sempre razoável, está sempre na sua, no banco de investimento”. Isto é, leia-se, é lá que deverá continuar. Sobre as questões que José Maria Ricciardi levantou no Conselho Superior, e que têm a ver com os alegados fees que recebeu por ajudar clientes do BES como consultor (empresário/construtor angolano José Guilherme, foi o caso tornado público), o presidente do BES foi blasé na resposta: "acho que as pessoas têm o direito a ter ambições. É normal que estas ambições se manifestem. Tivemos oportunidade de falar sobre isso, nessa altura". Alguma condescendência em relação ao primo, leva a crer que tem a certeza que o presidente do BESI não irá suceder-lhe na chefia da comissão executiva do BES. 


 


BESA, a raiz de todos os males:


Álvaro terá, aparentemente, usado o BESA para ajudar uns "tios" angolanos, o apelido não podia ser mais indicado, estava fadado para o papel. Mas serão os "tios" inocentes nestas lides?


Graças à parte, o BES Angola, durante anos liderado por Álvaro Sobrinho, terá tido uma política de concessão de crédito desastrosa. O BESA tem um rácio de crédito sobre depósitos de mais de 200% (191% em 2012 e 220% actualmente) e a maioria do crédito concedido sob gestão de Álvaro Sobrinho não tem garantias ou colaterais. É o que sai das declarações do presidente do BES. Traduzindo: do total de créditos a clientes, no valor de €5.712 milhões no final de 2013, muitos são créditos a entidades angolanas amigas e a partes interessadas ou relacionadas com Sobrinho, sem que haja activos para fazer face ao risco de incumprimento desses créditos. Esse é o rasto de Álvaro Sobrinho no BESA que terá levado à sua demissão. Mas a facilidade com que o Governo de José Eduardo dos Santos prestou garantias ao BESA sobre esses créditos, revela que não há inocentes em Angola. Aquela questão de a independência informática ter justificado o desconhecimento parece-me francamente uma desculpa. Anos e anos a ir a Angola e a receber as contas do BESA e nunca se aperceberam? Bullshit!!! Não era crédito escondido... 


Essa e a do commissaire aux compte da ES Internacional ser o culpado de tudo, parecem autênticos mitos urbanos. Ou afinal o BES se gere com uma descentralização cega e Ricardo Salgado está presente no board das várias subsidiárias e participadas apenas por simbolismo, e não se dava ao trabalho de olhar para a gestão (os gestores não executivos são supostos fiscalizarem a gestão executiva), ou então tinha uma margem muito limitada para actuar e confiava porque não tinha outra alternativa.


Sobre a Escom, confessa agora que está à venda. Afinal não está vendida, como chegou a ser registado, o valor da primeira venda não foi aceite pelos angolanos, que desrespeitaram o acordo e não concretizaram a venda. Não sei se Álvaro Sobrinho terá alguma coisa a ver com isto também.


 


Ricardo Salgado dá outras notícias interessantes:  


Que a Rioforte vai fazer um aumento de capital de mil milhões, sem recurso à bolsa. Mas não diz quem vai lá pôr o dinheiro (investidores institucionais e particulares, diz). O IPO da Rioforte será mais tarde  porque "há uma parte dos activos angolanos imobiliários, de valor substancial, que ainda não estão sequer dentro do balanço da ESI"...


Diz ainda que vai vender uma parte da Tranquilidade a um dos interessados preteridos na Caixa Seguros. Um private equity ou uma companhia internacional.  Vão vender activos, tais como um imóvel em Miami. 


 


O que é pena não dito?


A comissão de 8,5 milhões de euros que terá recebido do empresário angolano José Guilherme. Estaria a desenvolver uma actividade particular de banca de investimento? 


Limita-se a dizer que não foi uma comissão. Diz que já disse a quem de direito. Mas não explica na entrevista. Diz que nunca aceitou remuneração nenhuma de quem quer que fosse. 


Parece estar a proteger alguém, e por isso recusa-se a responder publicamente sobre essa "não comissão". 


Em relação ao RERT tudo normal. Não há nada de novo ali e as indignações quanto à regularização fiscal são espuma dos dias.


 


A frase mais comovente: "não posso esconder que é uma coisa terrível sentir que há uma espécie de operação cirúrgica para denegrir o meu nome". Há, ao longo da entrevista um lamento, e a referência a uma campanha negra. São as jornalistas que referem o nome de Pedro Queiroz Pereira como um possível delator das irregularidades da Espírito Santo Internacional, e da situação de exposição da Espírito Santo Liquidez a dívida do próprio grupo (que depois se resolve com a venda do papel comercial aos balcões do banco).


As calúnias voam e são sempre imparáveis. Este país é pequeno e dado a opiniões fáceis e pouco aprofundadas. Ricardo Salgado, ter-se-á posto a jeito nalgumas coisas, noutras nem por isso, mas o efeito multiplicador da mancha na sua imagem é imparável e devastador. É uma pena passar de "o único verdadeiro banqueiro", a "Dono Disto Tudo" e finalmente a "banqueiro maldito". A desconfiança é um vírus muito resistente. 


Como salvar a posteridade quando já não há futuro suficiente?

Ricardo Salgado e o fantasma do futuro


Há várias mensagens, umas claras, outras implícitas, nas respostas de Ricardo Salgado às jornalistas do Jornal de Negócios. O presidente do BES começa por dar respostas diplomáticas e vai assumindo uma postura mais frontal ao longo da entrevista, nalgumas respostas deve ter tido um tom mesmo irritado. Começa por diplomaticamente assumir os erros de gestão em solidariedade, não se descartando das suas responsabilidades na má gestão das holdings familiares. Na prática o que parece querer dizer é que todos sabiam que facilitavam; o facto de se tratarem de holdings familiares dava alguma liberdade para uma certa negligência, desde que a parte financeira (a sala e a casa de jantar de toda a casa Espírito Santo, aquela onde se recebem os convidados) estivesse muito limpa. O contexto económico obrigou os reguladores a acordarem dessa letargia que é o respeito institucional pelos banqueiros e a legislação mudou sem que o Grupo Espírito Santo tivesse tido tempo de arrumar a casa "não financeira". A isto acrescem as auditorias de vários nomes e proveniências (ETRICC, por exemplo) que trouxeram à luz do dia que as dívidas da ES Internacional estavam fora do perímetro de consolidação (não estavam contabilizadas), embora o risco estivesse no banco. Faz o mea culpa, mas não está sozinho e ninguém na família lhe pode apontar o dedo sem que também tenha co-responsabilidade nesta negligência. É nisto que se traduz o que diz o banqueiro sobre o que se passou na ES Internacional (dívidas não reconhecidas, etc). O "commissaire aux compte", ficará para a história esta expressão, Machado Cruz, foi o crucificado, demitiu-se pelo seu próprio pé. Acredito que ser voluntário na demissão seja um mero pormenor. 


 


Sobre a sucessão


Ricardo Salgado diz sobre as alterações na administração do banco que"para mim faz sentido que haja. Para isso temos de saber o resultado do aumento de capital e quem é que vai ser accionista do BES. Depois conversa-se com o Banco de Portugal, para definir qual é a estrutura que vai permitir ao banco ser desconsolidado da ESFG, mas ter uma administração que seja capaz de levar o barco em frente, com o enorme potencial que esta casa tem". O banqueiro está a dizer nas entrelinhas que depois do aumento de capital, já com uma estrutura accionista completamente diferente, haverá mudanças na gestão do BES. Uma vez que a ESFG não terá mais de 27%, nem menos de 20% para poder consolidar, e uma vez que o Crédit Agrícole está a sair devagarinho, haverá de certeza novos accionistas - mais à frente diz que José Maria Ricciardi, o seu primo presidente do BESI, lhe apresentou um projecto interessante com investidores do Médio Oriente que poderiam estar interessados no aumento de capital, investidores do Golfo -.


A nova estrutura accionista será portanto o pretexto para imprimir uma mudança na gestão executiva do BES. Ricardo Salgado não a descarta pois a seguir diz "mas também sou realista. Sabe quantos anos eu vou fazer no dia 25 de Junho? 70. Portanto esta casa vai precisar de uma equipa inteligente, vigorosa, enérgica para seguir em frente dentro daquilo que é a União Bancária europeia". Os jornalistas insistem num plano, num calendário e ele volta a falar do pós-aumento de capital, que "se Deus quiser, termina em meados de Junho". O que se irá passar? Nessa altura, numa conversa com os reguladores e com os accionistas de referência irá escolher-se um novo CEO. Ricardo Salgado ficará Chairman, muito provavelmente. Joaquim Goes? Algum gestor profissional de fora do grupo? Ainda é cedo para garantir.


 


José Maria Ricciardi:


“Está sempre razoável, está sempre na sua, no banco de investimento”. Isto é, leia-se, é lá que deverá continuar. Sobre as questões que José Maria Ricciardi levantou no Conselho Superior, e que têm a ver com os alegados fees que recebeu por ajudar clientes do BES como consultor (empresário/construtor angolano José Guilherme, foi o caso tornado público), o presidente do BES foi blasé na resposta: "acho que as pessoas têm o direito a ter ambições. É normal que estas ambições se manifestem. Tivemos oportunidade de falar sobre isso, nessa altura". Alguma condescendência em relação ao primo, leva a crer que tem a certeza que o presidente do BESI não irá suceder-lhe na chefia da comissão executiva do BES. 


 


BESA, a raiz de todos os males:


Álvaro terá, aparentemente, usado o BESA para ajudar uns "tios" angolanos, o apelido não podia ser mais indicado, estava fadado para o papel. Mas serão os "tios" inocentes nestas lides?


Graças à parte, o BES Angola, durante anos liderado por Álvaro Sobrinho, terá tido uma política de concessão de crédito desastrosa. O BESA tem um rácio de crédito sobre depósitos de mais de 200% (191% em 2012 e 220% actualmente) e a maioria do crédito concedido sob gestão de Álvaro Sobrinho não tem garantias ou colaterais. É o que sai das declarações do presidente do BES. Traduzindo: do total de créditos a clientes, no valor de €5.712 milhões no final de 2013, muitos são créditos a entidades angolanas amigas e a partes interessadas ou relacionadas com Sobrinho, sem que haja activos para fazer face ao risco de incumprimento desses créditos. Esse é o rasto de Álvaro Sobrinho no BESA que terá levado à sua demissão. Mas a facilidade com que o Governo de José Eduardo dos Santos prestou garantias ao BESA sobre esses créditos, revela que não há inocentes em Angola. Aquela questão de a independência informática ter justificado o desconhecimento parece-me francamente uma desculpa. Anos e anos a ir a Angola e a receber as contas do BESA e nunca se aperceberam? Bullshit!!! Não era crédito escondido... 


Essa e a do commissaire aux compte da ES Internacional ser o culpado de tudo, parecem autênticos mitos urbanos. Ou afinal o BES se gere com uma descentralização cega e Ricardo Salgado está presente no board das várias subsidiárias e participadas apenas por simbolismo, e não se dava ao trabalho de olhar para a gestão (os gestores não executivos são supostos fiscalizarem a gestão executiva), ou então tinha uma margem muito limitada para actuar e confiava porque não tinha outra alternativa.


Sobre a Escom, confessa agora que está à venda. Afinal não está vendida, como chegou a ser registado, o valor da primeira venda não foi aceite pelos angolanos, que desrespeitaram o acordo e não concretizaram a venda. Não sei se Álvaro Sobrinho terá alguma coisa a ver com isto também.


 


Ricardo Salgado dá outras notícias interessantes:  


Que a Rioforte vai fazer um aumento de capital de mil milhões, sem recurso à bolsa. Mas não diz quem vai lá pôr o dinheiro (investidores institucionais e particulares, diz). O IPO da Rioforte será mais tarde  porque "há uma parte dos activos angolanos imobiliários, de valor substancial, que ainda não estão sequer dentro do balanço da ESI"...


Diz ainda que vai vender uma parte da Tranquilidade a um dos interessados preteridos na Caixa Seguros. Um private equity ou uma companhia internacional.  Vão vender activos, tais como um imóvel em Miami. 


 


O que é pena não dito?


A comissão de 8,5 milhões de euros que terá recebido do empresário angolano José Guilherme. Estaria a desenvolver uma actividade particular de banca de investimento? 


Limita-se a dizer que não foi uma comissão. Diz que já disse a quem de direito. Mas não explica na entrevista. Diz que nunca aceitou remuneração nenhuma de quem quer que fosse. 


Parece estar a proteger alguém, e por isso recusa-se a responder publicamente sobre essa "não comissão". 


Em relação ao RERT tudo normal. Não há nada de novo ali e as indignações quanto à regularização fiscal são espuma dos dias.


 


A frase mais comovente: "não posso esconder que é uma coisa terrível sentir que há uma espécie de operação cirúrgica para denegrir o meu nome". Há, ao longo da entrevista um lamento, e a referência a uma campanha negra. São as jornalistas que referem o nome de Pedro Queiroz Pereira como um possível delator das irregularidades da Espírito Santo Internacional, e da situação de exposição da Espírito Santo Liquidez a dívida do próprio grupo (que depois se resolve com a venda do papel comercial aos balcões do banco).


As calúnias voam e são sempre imparáveis. Este país é pequeno e dado a opiniões fáceis e pouco aprofundadas. Ricardo Salgado, ter-se-á posto a jeito nalgumas coisas, noutras nem por isso, mas o efeito multiplicador da mancha na sua imagem é imparável e devastador. É uma pena passar de "o único verdadeiro banqueiro", a "Dono Disto Tudo" e finalmente a "banqueiro maldito". A desconfiança é um vírus muito resistente. 


Como salvar a posteridade quando já não há futuro suficiente?

Hoje é o dia das confissões!

Ricardo Salgado: "Todos nós cometemos erros"


 


Fernando Ulrich: "Tenho que reconhecer que não devia ter dado alguns créditos"

Hoje é o dia das confissões!

Ricardo Salgado: "Todos nós cometemos erros"


 


Fernando Ulrich: "Tenho que reconhecer que não devia ter dado alguns créditos"

Barbudas há muitas, mas esta Maria é nossa!


 


Anda o mundo parvo por causa da barbuda que ganha festivais da canção. Sim é verdade. Nunca essa porcaria esteve tanto da moda só porque ela (será ele?) tem"pêlos nas ventas", quando descobri, através da página de uma amigo da universidade, que entre nós, em de Beduido, Estarreja, a Maria Barbuda arrastava multidões para a ouvirem cantar ao desafio.


 

Barbudas há muitas, mas esta Maria é nossa!


 


Anda o mundo parvo por causa da barbuda que ganha festivais da canção. Sim é verdade. Nunca essa porcaria esteve tanto da moda só porque ela (será ele?) tem"pêlos nas ventas", quando descobri, através da página de uma amigo da universidade, que entre nós, em de Beduido, Estarreja, a Maria Barbuda arrastava multidões para a ouvirem cantar ao desafio.


 

E a expressão do dia é...

Commissaire aux comptes

E a expressão do dia é...

Commissaire aux comptes

quarta-feira, 21 de maio de 2014

E no fim do dia...

Ricardo Salgado escolheu dar a grande entrevista, de quase duas horas, ao... Jornal de Negócios. Parabéns à Helena Garrido.


 


O mérito vence a espertice manhosa.


 

E no fim do dia...

Ricardo Salgado escolheu dar a grande entrevista, de quase duas horas, ao... Jornal de Negócios. Parabéns à Helena Garrido.


 


O mérito vence a espertice manhosa.


 

Verdades sábias

A desconfiança é um vírus resistente

Verdades sábias

A desconfiança é um vírus resistente

terça-feira, 20 de maio de 2014

Cuidado com o lobo mau


 


A verdadeira história do "Capuchinho Vermelho"... ele é o lobo mau!

Cuidado com o lobo mau


 


A verdadeira história do "Capuchinho Vermelho"... ele é o lobo mau!

Acertar as agulhas!


 


20 de Maio de 2014. Primavera no expoente máximo, a um mês de iniciar o verão, e chove a bem chover!


 


20 de Maio de 2014. Estamos em plena campanha eleitoral para as eleições europeias. Discute-se tudo menos o que interessa: a Europa!


 


Moral para o dia 20 de Maio de 2014: é preciso acertar as agulhas!

Acertar as agulhas!


 


20 de Maio de 2014. Primavera no expoente máximo, a um mês de iniciar o verão, e chove a bem chover!


 


20 de Maio de 2014. Estamos em plena campanha eleitoral para as eleições europeias. Discute-se tudo menos o que interessa: a Europa!


 


Moral para o dia 20 de Maio de 2014: é preciso acertar as agulhas!

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Frases importantes no contexto

 "I’m trusting in the Lord and a good lawyer" 


Oliver North

Frases importantes no contexto

 "I’m trusting in the Lord and a good lawyer" 


Oliver North

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Quem vai entrar no BES?


O BES vai fazer um aumento de capital de 1.045 milhões de euros (1 bi). Vai emitir 1607 milhões de novas acções a 0,65 euros (é de comprar). Quem vai subscrever este aumento? A família, sobretudo os muito interessados em suceder a Ricardo Salgado, de certeza que irão fazer o possível por acompanhar "o mais possível". O Crédit Agrícole põe 10 milhões de euros, antes vendeu à Tranquilidade 10% do capital que detinha na Espírito Santo Activos Financeiros e 50% do BES companhia de seguros. Assim, o accionista francês fica sem qualquer participação nestas companhias. Com esse investimento no aumento de capital os franceses reduzem a posição accionista, agora directa, no BES para 15% (e só se comprometem a ficar seis meses com ela). Face à dificuldade financeira das holdings familiares, o clã apenas consegue garantir que fica com 20% do banco depois deste grande aumento de capital. Quem vai subscrever as novas acções? Angola é um país importante para o banco liderado por Ricardo Salgado, sobretudo depois dos "ataques" de Álvaro Sobrinho. Poderá haver uma luta de galos angolana pela compra de uma fatia do BES.


É preciso ainda não esquecer que o BES contratou um sindicato bancário para montar o aumento de capital, com tomada firme. A UBS, Morgan Stanley e BES Investimento serão os coordenadores globais da operação de reforço dos fundos próprios a avançar nos próximos dias e o sindicato bancário incluirá ainda o Bank of America, o JP Morgan, o Citi e o Nomura. Ou seja, serão estes bancos, incluindo o BESI de José Maria Ricciardi, que vão procurar/seduzir os investidores para irem ao aumento de capital do BES. Muito interessante, mesmo muito interessante.


 


Quem vai entrar no BES?


O BES vai fazer um aumento de capital de 1.045 milhões de euros (1 bi). Vai emitir 1607 milhões de novas acções a 0,65 euros (é de comprar). Quem vai subscrever este aumento? A família, sobretudo os muito interessados em suceder a Ricardo Salgado, de certeza que irão fazer o possível por acompanhar "o mais possível". O Crédit Agrícole põe 10 milhões de euros, antes vendeu à Tranquilidade 10% do capital que detinha na Espírito Santo Activos Financeiros e 50% do BES companhia de seguros. Assim, o accionista francês fica sem qualquer participação nestas companhias. Com esse investimento no aumento de capital os franceses reduzem a posição accionista, agora directa, no BES para 15% (e só se comprometem a ficar seis meses com ela). Face à dificuldade financeira das holdings familiares, o clã apenas consegue garantir que fica com 20% do banco depois deste grande aumento de capital. Quem vai subscrever as novas acções? Angola é um país importante para o banco liderado por Ricardo Salgado, sobretudo depois dos "ataques" de Álvaro Sobrinho. Poderá haver uma luta de galos angolana pela compra de uma fatia do BES.


É preciso ainda não esquecer que o BES contratou um sindicato bancário para montar o aumento de capital, com tomada firme. A UBS, Morgan Stanley e BES Investimento serão os coordenadores globais da operação de reforço dos fundos próprios a avançar nos próximos dias e o sindicato bancário incluirá ainda o Bank of America, o JP Morgan, o Citi e o Nomura. Ou seja, serão estes bancos, incluindo o BESI de José Maria Ricciardi, que vão procurar/seduzir os investidores para irem ao aumento de capital do BES. Muito interessante, mesmo muito interessante.


 


Crédit Agrícole prepara "saída limpa" II

Recordo aqui um post publicado em Abril e que está hoje mais actual que nunca. 


O Crédit Agrícole prepara-se para sair do BES, há muito que querem sair


Ontem foi anunciado por Ricardo Salgado à imprensa que o parceiro histórico da família, o grupo francês Crédit Agrícole, que em 1991 ajudou a família na reprivatização do BES, vai diminuir a sua exposição ao banco. Os franceses comprometeram-se a investir 10 milhões de euros no aumento de capital, o equivalente a menos de 5% do esforço que teriam de fazer para manter a sua posição relativa (210 milhões), que actualmente é de 20,12%. Se não for além deste investimento, o Crédit Agrícole baixará a sua participação para menos de 15%, percentagem do capital que tem de manter apenas por seis meses após a conclusão do aumento de capital. 


 


Os franceses vão vender 10% da ESAF-Espírito Santo Activos Financeiros e 50% do BES, Companhia de Seguros à Tranquilidade. Esta última está inserida no ESFG e o Crédit Agricole deixa de ser accionista das duas companhias (ESAF e BES Seguros).


 


O fim da aliança estratégica (um primeiro passo para o divórcio) foi formalizada no dia 15 de Maio, no mesmo dia da apresentação de contas e do mega aumento de capital. O fim da velha Bespar, holding que consubstanciava a aliança de controlo conjunto de 35,3% do BES, liberta o Crédit Agrícole (e a família Espírito Santo) para vender as acções do banco. 


 

Crédit Agrícole prepara "saída limpa" II

Recordo aqui um post publicado em Abril e que está hoje mais actual que nunca. 


O Crédit Agrícole prepara-se para sair do BES, há muito que querem sair


Ontem foi anunciado por Ricardo Salgado à imprensa que o parceiro histórico da família, o grupo francês Crédit Agrícole, que em 1991 ajudou a família na reprivatização do BES, vai diminuir a sua exposição ao banco. Os franceses comprometeram-se a investir 10 milhões de euros no aumento de capital, o equivalente a menos de 5% do esforço que teriam de fazer para manter a sua posição relativa (210 milhões), que actualmente é de 20,12%. Se não for além deste investimento, o Crédit Agrícole baixará a sua participação para menos de 15%, percentagem do capital que tem de manter apenas por seis meses após a conclusão do aumento de capital. 


 


Os franceses vão vender 10% da ESAF-Espírito Santo Activos Financeiros e 50% do BES, Companhia de Seguros à Tranquilidade. Esta última está inserida no ESFG e o Crédit Agricole deixa de ser accionista das duas companhias (ESAF e BES Seguros).


 


O fim da aliança estratégica (um primeiro passo para o divórcio) foi formalizada no dia 15 de Maio, no mesmo dia da apresentação de contas e do mega aumento de capital. O fim da velha Bespar, holding que consubstanciava a aliança de controlo conjunto de 35,3% do BES, liberta o Crédit Agrícole (e a família Espírito Santo) para vender as acções do banco. 


 

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Oráculos Pretos


 


Uma das obras em exposição no Museu do Banco de Portugal, e que faz parte da Colecção de Arte do Banco Europeu de Investimento. A não perder Within/Beyond Borders. Há três artistas portugueses na colecção: Julião Sarmento, Pedro Cabrita Reis e Pedro Calapez. 

Oráculos Pretos


 


Uma das obras em exposição no Museu do Banco de Portugal, e que faz parte da Colecção de Arte do Banco Europeu de Investimento. A não perder Within/Beyond Borders. Há três artistas portugueses na colecção: Julião Sarmento, Pedro Cabrita Reis e Pedro Calapez. 

O Dia do BES


1- Hoje o Banco Espírito Santo anunciou num petit comité os prejuízos de 89,2 milhões de euros que teve até Março, e anunciou que vai emitir 1.607 milhões de novas acções, a 0,65 euros cada uma, pelo que irá encaixar um máximo de 1.045 milhões de euros com a operação. O ESFG e o Credit Agricole podem vender acções nesse aumento de capital.


2- A destacar a escolha de uma nova forma de divulgar os resultados do banco. Interessante estratégia de comunicação.


3- Mas mais interessante foi a presença de um candidato a sucessor da liderança do BES, que foi visto à entrada do elevador que leva ao piso do Conselho de Administração. Terá já um gabinete ali?


4- Mais tarde na inauguração da fabulosa exposição Within/Beyond Borders, a Colecção de Arte do Banco Europeu de Investimento, no Museu do Banco de Portugal, estava o presidente do BESI. Tal como foi possível saber, o banqueiro estava a convite pessoal do Governador do Banco de Portugal e também do Presidente do BEI. Os únicos banqueiros presentes eram José Maria Ricciardi, Fernando Faria de Oliveira e Bernardo Meyrelles (do Deutsche Bank).


Há que recuperar a esperança!

O Dia do BES


1- Hoje o Banco Espírito Santo anunciou num petit comité os prejuízos de 89,2 milhões de euros que teve até Março, e anunciou que vai emitir 1.607 milhões de novas acções, a 0,65 euros cada uma, pelo que irá encaixar um máximo de 1.045 milhões de euros com a operação. O ESFG e o Credit Agricole podem vender acções nesse aumento de capital.


2- A destacar a escolha de uma nova forma de divulgar os resultados do banco. Interessante estratégia de comunicação.


3- Mas mais interessante foi a presença de um candidato a sucessor da liderança do BES, que foi visto à entrada do elevador que leva ao piso do Conselho de Administração. Terá já um gabinete ali?


4- Mais tarde na inauguração da fabulosa exposição Within/Beyond Borders, a Colecção de Arte do Banco Europeu de Investimento, no Museu do Banco de Portugal, estava o presidente do BESI. Tal como foi possível saber, o banqueiro estava a convite pessoal do Governador do Banco de Portugal e também do Presidente do BEI. Os únicos banqueiros presentes eram José Maria Ricciardi, Fernando Faria de Oliveira e Bernardo Meyrelles (do Deutsche Bank).


Há que recuperar a esperança!