segunda-feira, 30 de abril de 2012

Pela auto-censura que falta!


 


Sou democrático, compreendo o horror que foi a censura e o lápis azul que a eito e a direito cortava o que não interessava ao regime. Veio o 25 de Abril e a liberdade. A censura tornou-se pretérita. E para quê? Para ouvirmos, lermos barbaridades? Façam-me um favor: Se é para isto, pelo o amor de Deus, fiquem calados... A nossa higiene mental agradece!

Pela auto-censura que falta!


 


Sou democrático, compreendo o horror que foi a censura e o lápis azul que a eito e a direito cortava o que não interessava ao regime. Veio o 25 de Abril e a liberdade. A censura tornou-se pretérita. E para quê? Para ouvirmos, lermos barbaridades? Façam-me um favor: Se é para isto, pelo o amor de Deus, fiquem calados... A nossa higiene mental agradece!

domingo, 29 de abril de 2012

Língua da sogra

 



 


Fica aqui a minha homenagem ao cantor de samba brasileiro Dicró que morreu no passado dia 25 de Abril.


 


Das suas "saídas" geniais fica esta:


 


"Castigo da bigamia é ter duas sogras"

Língua da sogra

 



 


Fica aqui a minha homenagem ao cantor de samba brasileiro Dicró que morreu no passado dia 25 de Abril.


 


Das suas "saídas" geniais fica esta:


 


"Castigo da bigamia é ter duas sogras"

Lido e apoiado

"A verdadeira democracia é o lugar onde habitam os homens cultos, diferentes e fraternos. E a solução para os nossos maiores problemas. Talvez um dia cheguemos lá."


 


Francisco Moita Flores, de aqui.

Lido e apoiado

"A verdadeira democracia é o lugar onde habitam os homens cultos, diferentes e fraternos. E a solução para os nossos maiores problemas. Talvez um dia cheguemos lá."


 


Francisco Moita Flores, de aqui.

Missão impossível


 


Volto, no dia em que artistas e políticos vão celebrar a vida de Miguel Portas, a quem Pedro Santana Lopes apelidou de "doce revolucionário", para elogiar o impossível: Se a circunstância fosse outra, se o defunto fosse outro, haveria lugar a um "festejo da vida" semelhante? Creio que não. Seria uma missão impossível.! No entanto, Miguel Portas, graças a uma constelação de factos biológicos e políticos, é diferente de seus pares!

Missão impossível


 


Volto, no dia em que artistas e políticos vão celebrar a vida de Miguel Portas, a quem Pedro Santana Lopes apelidou de "doce revolucionário", para elogiar o impossível: Se a circunstância fosse outra, se o defunto fosse outro, haveria lugar a um "festejo da vida" semelhante? Creio que não. Seria uma missão impossível.! No entanto, Miguel Portas, graças a uma constelação de factos biológicos e políticos, é diferente de seus pares!

sábado, 28 de abril de 2012

Um pau de dois bicos


 


O Acórdão do Tribunal de Portalegre que (seguramente) fará jurisprudência, segundo o qual a entrega de um bem (comprado a crédito) se for devolvido à entidade credora extingue de imediato a dívida é um pau de dois bicos! Se na perspectiva dos devedores é, claramente uma excelente noticia, não deixa no entanto de ser perigosa: com a quantidade de casas que diariamente regressam para as entidades credoras o que irá acontecer? Por um lado, vamos os bancos a fazerem concorrência às agências imobiliárias, com a agravante que ao contrário dessas podem dar crédito. Por outro lado, numa perspectiva contabilística, há a agravante das contas das entidades bancárias serem caóticas. Não haverá o risco dessas casas se tornarem "activos tóxicos"?

Um pau de dois bicos


 


O Acórdão do Tribunal de Portalegre que (seguramente) fará jurisprudência, segundo o qual a entrega de um bem (comprado a crédito) se for devolvido à entidade credora extingue de imediato a dívida é um pau de dois bicos! Se na perspectiva dos devedores é, claramente uma excelente noticia, não deixa no entanto de ser perigosa: com a quantidade de casas que diariamente regressam para as entidades credoras o que irá acontecer? Por um lado, vamos os bancos a fazerem concorrência às agências imobiliárias, com a agravante que ao contrário dessas podem dar crédito. Por outro lado, numa perspectiva contabilística, há a agravante das contas das entidades bancárias serem caóticas. Não haverá o risco dessas casas se tornarem "activos tóxicos"?

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Há um momento...


Há um momento em que temos de decidir. Temos de aceitar que há coisas com as quais não conseguimos lidar, que não vamos conseguir salvar nem mesmo com toda a força de vontade do Mundo. Então temos de decidir, que o melhor é deixá-las partir. Para que não enlouqueçamos na tentativa de as manter.

Há um momento...


Há um momento em que temos de decidir. Temos de aceitar que há coisas com as quais não conseguimos lidar, que não vamos conseguir salvar nem mesmo com toda a força de vontade do Mundo. Então temos de decidir, que o melhor é deixá-las partir. Para que não enlouqueçamos na tentativa de as manter.

Bem me parecia


É tudo uma questão de tempo. Portanto comprar caramelos só até Dezembro.

Bem me parecia


É tudo uma questão de tempo. Portanto comprar caramelos só até Dezembro.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Misantropos

Pedro Mexia no Mundo dos Vivos


 


"Alceste, meu próximo


 


(...) O misantropo gosta de poucas pessoas, pessoas que conhece e uma de cada vez. Gosta da humanidade, mas não da Humanidade [multidão]. Claro que também há falsos misantropos. Os niilistas, por exemplo, parecem detestar toda a gente, mas gostam mesmo é da boémia (...). O niilismo é um ressentimento sofisticado, e o verdadeiro misantropo não é ressentido, é um puritano. Pode ser pessimista antropológico, mas ainda assim cultiva, no fundo, alguma ilusão sobre a espécie, que justificam que se desiluda, ou que viva em permanente desilusão. (...).


Escrevendo sobre o misantropo (1666) de Moliére, peça que traduziu, Vasco Graça Moura diz: «[Alceste, o protagonista] opõe-se à sociedade do seu tempo  pela sua exigência de rigor, franqueza e sinceridade totais nos comportamentos, rejeitando qualquer espécie de convenção hipócrita nas relações entre as pessoas. Essa exigência ética fá-lo soçobrar num pessimismo irremediável e numa crescente recusa de contactos com o género humano, a ponto de pôr em causa as sua próprias amizades».


(...) O misantropo detesta a pieguice, a frase feita, a bondade usada na lapela (...), os consensos fabricados, a feira de vaidades mundanas (...). O que Alceste de Moliére não suportava era a civilidade como mentira, o culto das aparências, a lisonja como estratégia, a bonomia como farsa, a empatia como embuste. Os misantropos só gostam verdadeiramente de alguma coisa ou de alguém se for uma distinção, uma afinidade electiva, caso contrário gostamos de tudo e de todos e isso não vale nada."


 


Senti-me compreendida!

Misantropos

Pedro Mexia no Mundo dos Vivos


 


"Alceste, meu próximo


 


(...) O misantropo gosta de poucas pessoas, pessoas que conhece e uma de cada vez. Gosta da humanidade, mas não da Humanidade [multidão]. Claro que também há falsos misantropos. Os niilistas, por exemplo, parecem detestar toda a gente, mas gostam mesmo é da boémia (...). O niilismo é um ressentimento sofisticado, e o verdadeiro misantropo não é ressentido, é um puritano. Pode ser pessimista antropológico, mas ainda assim cultiva, no fundo, alguma ilusão sobre a espécie, que justificam que se desiluda, ou que viva em permanente desilusão. (...).


Escrevendo sobre o misantropo (1666) de Moliére, peça que traduziu, Vasco Graça Moura diz: «[Alceste, o protagonista] opõe-se à sociedade do seu tempo  pela sua exigência de rigor, franqueza e sinceridade totais nos comportamentos, rejeitando qualquer espécie de convenção hipócrita nas relações entre as pessoas. Essa exigência ética fá-lo soçobrar num pessimismo irremediável e numa crescente recusa de contactos com o género humano, a ponto de pôr em causa as sua próprias amizades».


(...) O misantropo detesta a pieguice, a frase feita, a bondade usada na lapela (...), os consensos fabricados, a feira de vaidades mundanas (...). O que Alceste de Moliére não suportava era a civilidade como mentira, o culto das aparências, a lisonja como estratégia, a bonomia como farsa, a empatia como embuste. Os misantropos só gostam verdadeiramente de alguma coisa ou de alguém se for uma distinção, uma afinidade electiva, caso contrário gostamos de tudo e de todos e isso não vale nada."


 


Senti-me compreendida!

Carochinha endiabrada

É quase um ritual ouvir as Manhãs da Rádio Comercial. É uma forma divertida e energética de ficar bem-disposto. Nuno Markl e Ricardo Araújo Pereira surtem mais efeito do que cafeína, e não fazem mal ao estômago (pelo menos até agora...). Ora bem, na edição de hoje da Caderneta de Cromos, o Nuno zarpou até São Miguel, Açores, dando noticia do agrupamento musical da Escola Básica 2, 3 da Maia: os "Velvet Carochinha".


O interessante é que este grupo musical - e eu fiquei abismado com tanta qualidade - foi capaz de revestir as tradicionais musicas da criançada, muitas das quais fizeram parte do nosso imaginário - com a sonoridade dos grandes hits do rock de grupos como Muse, AC/DC, Queen, Nirvana e Led Zeppelin, etc.


 


Vejam o vídeo espantem-se com esta versão "Pink Floyd" do Atirei o pau ao gato...


 



 



 

Carochinha endiabrada

É quase um ritual ouvir as Manhãs da Rádio Comercial. É uma forma divertida e energética de ficar bem-disposto. Nuno Markl e Ricardo Araújo Pereira surtem mais efeito do que cafeína, e não fazem mal ao estômago (pelo menos até agora...). Ora bem, na edição de hoje da Caderneta de Cromos, o Nuno zarpou até São Miguel, Açores, dando noticia do agrupamento musical da Escola Básica 2, 3 da Maia: os "Velvet Carochinha".


O interessante é que este grupo musical - e eu fiquei abismado com tanta qualidade - foi capaz de revestir as tradicionais musicas da criançada, muitas das quais fizeram parte do nosso imaginário - com a sonoridade dos grandes hits do rock de grupos como Muse, AC/DC, Queen, Nirvana e Led Zeppelin, etc.


 


Vejam o vídeo espantem-se com esta versão "Pink Floyd" do Atirei o pau ao gato...


 



 



 

No alvo...





Em dia "D" para o Sporting Clube de Portugal, o LFrasco, com uma comparação absolutamente notável, acerta no alvo (ou será Álvaro?)!

No alvo...





Em dia "D" para o Sporting Clube de Portugal, o LFrasco, com uma comparação absolutamente notável, acerta no alvo (ou será Álvaro?)!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

A verdadeira Revolução foi a entrada na CEE


Estive hoje à tarde no Chiado (paredes meias com o Largo do Carmo) e nem sinal de cravos ou chaimites, nem música nas ruas, nem ninguém que não estivesse normalmente a ver montras e a ir à Fnac. Mal se dá pelo 25 de Abril, se eu não ligasse a televisão poderia perfeitamente passar o dia sem saber que se comemora a Revolução que supostamente mudou Portugal. Não me lembro muito do Portugal de antes do 25 de Abril, tenho uma vaga ideia de Marcelo Caetano na televisão a preto e branco e pouco mais. Lembro-me do início do anos 80 e tenho uma ideia provinciana dessa época (ainda hoje tenho uma ideia de Portugal como um país pouco evoluído, muito preconceituoso, vaidoso, manhoso, pouco culto, e tenho pena). Mas há uma coisa que eu me lembro, de um salto qualitativo entre o fim dos anos 80 e os anos 90, gloriosos anos 90. Isso devemos a quê? À entrada na CEE, que é hoje a União Europeia. 


Portugal é membro de facto da União Europeia desde 1 de Janeiro de 1986, após ter apresentado a sua candidatura de adesão a 28 de Março de 1977 e ter assinado o acordo de pré-adesão a 3 de Dezembro de 1980. A verdadeira Revolução para Portugal foi a entrada na União Europeia, o resto é folclore.

A verdadeira Revolução foi a entrada na CEE


Estive hoje à tarde no Chiado (paredes meias com o Largo do Carmo) e nem sinal de cravos ou chaimites, nem música nas ruas, nem ninguém que não estivesse normalmente a ver montras e a ir à Fnac. Mal se dá pelo 25 de Abril, se eu não ligasse a televisão poderia perfeitamente passar o dia sem saber que se comemora a Revolução que supostamente mudou Portugal. Não me lembro muito do Portugal de antes do 25 de Abril, tenho uma vaga ideia de Marcelo Caetano na televisão a preto e branco e pouco mais. Lembro-me do início do anos 80 e tenho uma ideia provinciana dessa época (ainda hoje tenho uma ideia de Portugal como um país pouco evoluído, muito preconceituoso, vaidoso, manhoso, pouco culto, e tenho pena). Mas há uma coisa que eu me lembro, de um salto qualitativo entre o fim dos anos 80 e os anos 90, gloriosos anos 90. Isso devemos a quê? À entrada na CEE, que é hoje a União Europeia. 


Portugal é membro de facto da União Europeia desde 1 de Janeiro de 1986, após ter apresentado a sua candidatura de adesão a 28 de Março de 1977 e ter assinado o acordo de pré-adesão a 3 de Dezembro de 1980. A verdadeira Revolução para Portugal foi a entrada na União Europeia, o resto é folclore.

Recordar para viver


 


Há uma coisa em todos somos  iguais, sejamos rico ou pobres, de esquerda ou de direita...todos sem excepção acabarmos por morrer. É a lei da vida. Resta-nos pois, para os que ficam, recordar, sublimar a vida, a obra e a herança de quem partiu. O luto mais do que a dor ou a privação, é um exercitar da memória, em que deveríamos perpetuar a vida de quem parte. O luto é (por assim dizer) uma pedagogia: com a morte ( e/ou o que fica dela) deveríamos aprender a viver; com a obrigação de transmitir aos vindouros esses exemplos de vida - mesmo de quem tenha "vivido mal", porque um mau exemplo deve também ser recordado!


 


Hoje de manhã tive conhecimento da morte (já expectável) de Miguel Portas. Este obituário deve-se a isto mesmo. Porque apesar de não ter por ele simpatia política nem ideológica, sempre reconheci nele, no que defendia, no seu percurso de vida e, em particular, nesse exemplar exercício de cidadania, um imenso humanismo que deve ser neste tempo de "luto colectivo" recordado! E recordando-o, seguindo os nossos caminhos divergentes, vivemos!

Recordar para viver


 


Há uma coisa em todos somos  iguais, sejamos rico ou pobres, de esquerda ou de direita...todos sem excepção acabarmos por morrer. É a lei da vida. Resta-nos pois, para os que ficam, recordar, sublimar a vida, a obra e a herança de quem partiu. O luto mais do que a dor ou a privação, é um exercitar da memória, em que deveríamos perpetuar a vida de quem parte. O luto é (por assim dizer) uma pedagogia: com a morte ( e/ou o que fica dela) deveríamos aprender a viver; com a obrigação de transmitir aos vindouros esses exemplos de vida - mesmo de quem tenha "vivido mal", porque um mau exemplo deve também ser recordado!


 


Hoje de manhã tive conhecimento da morte (já expectável) de Miguel Portas. Este obituário deve-se a isto mesmo. Porque apesar de não ter por ele simpatia política nem ideológica, sempre reconheci nele, no que defendia, no seu percurso de vida e, em particular, nesse exemplar exercício de cidadania, um imenso humanismo que deve ser neste tempo de "luto colectivo" recordado! E recordando-o, seguindo os nossos caminhos divergentes, vivemos!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Pessoa

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos"  


 


Fernando Pessoa

Pessoa

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos"  


 


Fernando Pessoa

Mais Frases

 "O meu ideal político é a democracia. Que todo o indivíduo seja respeitado e nenhum idolatrado" Albert Einstein

Mais Frases

 "O meu ideal político é a democracia. Que todo o indivíduo seja respeitado e nenhum idolatrado" Albert Einstein

25 de Abril versão Prêt-à-porter

"Esta data especial não pertence ao Governo, pertence ao povo e ao país".


 


Pedro Passos Coelho, Primeiro-ministro de Portugal. 


 


Repita isto bem alto já há gente que não se lembra ou não queira lembrar-se!. É o 25 de Abril Prêt-à-porter!

25 de Abril versão Prêt-à-porter

"Esta data especial não pertence ao Governo, pertence ao povo e ao país".


 


Pedro Passos Coelho, Primeiro-ministro de Portugal. 


 


Repita isto bem alto já há gente que não se lembra ou não queira lembrar-se!. É o 25 de Abril Prêt-à-porter!

Frases

Après moi le déluge


 


Luis XV 

Frases

Après moi le déluge


 


Luis XV 

Uma visão insuspeita


 


Ainda a propósito da ausência de Soares e Alegre nas cerimónias oficiais das comemorações do 25 de Abril, fica aqui a opinião insuspeita de Ricardo Costa, Director do Expresso.

Uma visão insuspeita


 


Ainda a propósito da ausência de Soares e Alegre nas cerimónias oficiais das comemorações do 25 de Abril, fica aqui a opinião insuspeita de Ricardo Costa, Director do Expresso.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

O bizarro conceito de Democracia de Mário Soares e Manuel Alegre

Não me comove especialmente que dois políticos do PS não queiram comemorar o 25 de Abril. Não querem, não querem. Indigna-me o que está por detrás disso, indigna-me mais que se estejam a colar a Vasco Lourenço para usar o 25 de Abril como arma política contra o Governo. Apenas porque não querem a Direita no poder. Dá-lhes a volta às tripas a Direita estar no poder, e não têm hoje as armas de golpe de bastidores que antes usaram para derrubar os Governos de Direita (nem a imprensa tradicionalmente de esquerda consegue ser ouvida). Porque tudo está escudado na troika. Mário Soares e Manuel Alegre não são verdadeiros defensores da democracia se não aceitam este Governo maioritário, eleito em democracia. O que só prova o que sempre achei, que para o PS a democracia e o 25 de Abril são apenas slogans para ganharem o poder. Os velhos do Restelo do PS, se pudessem punham na Constituição que a Direita nunca mais podia governar e eram bem capazes justificar isso com o 25 de Abril.

O bizarro conceito de Democracia de Mário Soares e Manuel Alegre

Não me comove especialmente que dois políticos do PS não queiram comemorar o 25 de Abril. Não querem, não querem. Indigna-me o que está por detrás disso, indigna-me mais que se estejam a colar a Vasco Lourenço para usar o 25 de Abril como arma política contra o Governo. Apenas porque não querem a Direita no poder. Dá-lhes a volta às tripas a Direita estar no poder, e não têm hoje as armas de golpe de bastidores que antes usaram para derrubar os Governos de Direita (nem a imprensa tradicionalmente de esquerda consegue ser ouvida). Porque tudo está escudado na troika. Mário Soares e Manuel Alegre não são verdadeiros defensores da democracia se não aceitam este Governo maioritário, eleito em democracia. O que só prova o que sempre achei, que para o PS a democracia e o 25 de Abril são apenas slogans para ganharem o poder. Os velhos do Restelo do PS, se pudessem punham na Constituição que a Direita nunca mais podia governar e eram bem capazes justificar isso com o 25 de Abril.

Pensamentos à base de nicotina

Pensamentos à base de nicotina

domingo, 22 de abril de 2012

Left is always wrong

O socialista François Hollande venceu – por pouco – Nicolas Sarkozy na primeira volta das presidenciais francesas. (É pena).


 


Left is always wrong

O socialista François Hollande venceu – por pouco – Nicolas Sarkozy na primeira volta das presidenciais francesas. (É pena).


 


Uma (des)graça


 


Podemos achar graça à imagem. Sim, reconheço que está bem apanhada. todavia, e esta é a verdadeira questão, levanta um outro problema: a qualidade da nossa cidadania, ou seja, a forma egoísta como muito de nós olhamos a realidade e nos interessamos pela res pública. Sim, entre estes que afirmam querer apagar estes "230 items", qual deles deu passo, um sinal, demosntrando interesse pela coisa pública? Quantos?

Uma (des)graça


 


Podemos achar graça à imagem. Sim, reconheço que está bem apanhada. todavia, e esta é a verdadeira questão, levanta um outro problema: a qualidade da nossa cidadania, ou seja, a forma egoísta como muito de nós olhamos a realidade e nos interessamos pela res pública. Sim, entre estes que afirmam querer apagar estes "230 items", qual deles deu passo, um sinal, demosntrando interesse pela coisa pública? Quantos?

Um pensamento profundo sobre os animais nossos amigos!


 


 

Um pensamento profundo sobre os animais nossos amigos!


 


 

Jogo de espelhos


 


Se aqui é assim na "Jardimlândia" é assado. Já estamos habituados aos desplantes de "El Rei" Alberto João jardim. Agora, o Presidente do Governo Regional da Madeira, reiterou hoje que não haverá extinção de freguesias na Região Autónoma da Madeira... Isso é (só) para os continentaios!

Jogo de espelhos


 


Se aqui é assim na "Jardimlândia" é assado. Já estamos habituados aos desplantes de "El Rei" Alberto João jardim. Agora, o Presidente do Governo Regional da Madeira, reiterou hoje que não haverá extinção de freguesias na Região Autónoma da Madeira... Isso é (só) para os continentaios!

Engates à francesa


Nada de novo nestas sondagens à boca de urna. Nada, não! Vamos ter uns dias bem quentes na metrologia do hexágono, a ver quem "engata" melhor! 


 

Engates à francesa


Nada de novo nestas sondagens à boca de urna. Nada, não! Vamos ter uns dias bem quentes na metrologia do hexágono, a ver quem "engata" melhor! 


 

sábado, 21 de abril de 2012

Um retrato sobre o confronto entre monstruosidade da alma versus a monstruosidade física

Um filme brilhante do David Lynch que retrata a monstruosidade da inveja e da soberba, e a força do mal quando resulta de um delírio colectivo. A dificuldade de ver a alma para lá da aparência. Isto visto numa tela parece uma realidade exterior a nós e ao nosso mundo quotidiano, mas não se enganem, isto está presente todos os dias ao virar da esquina, em cada momento das nossas vidas há um monstro moral, o invejoso, à espera de quórum para crucificar quem o intimida.


 


O Homem Elefante


 



 

Um retrato sobre o confronto entre monstruosidade da alma versus a monstruosidade física

Um filme brilhante do David Lynch que retrata a monstruosidade da inveja e da soberba, e a força do mal quando resulta de um delírio colectivo. A dificuldade de ver a alma para lá da aparência. Isto visto numa tela parece uma realidade exterior a nós e ao nosso mundo quotidiano, mas não se enganem, isto está presente todos os dias ao virar da esquina, em cada momento das nossas vidas há um monstro moral, o invejoso, à espera de quórum para crucificar quem o intimida.


 


O Homem Elefante


 



 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Um velho karma

"A inveja é mais irreconciliável do que o ódio."


Autor - François La Rochefoucauld

Um velho karma

"A inveja é mais irreconciliável do que o ódio."


Autor - François La Rochefoucauld

Porque raio é que caçar é violar a lei da Natureza?



 


A propósito da caça ao elefante que está a motivar críticas destes "animalistas" (em vez de humanistas) fáceis, gostava de perguntar à organização WWF (Fundo Mundial para a Natureza) se os seus membros dirigentes e fundadores comem bifes? É porque a carne só vai para a mesa porque alguém mata o animal...


Todo o equilibro do ecossistema assenta numa cadeia alimentar que pressupõe a caça. Estão completamente enganados os ambientalistas se julgam que a natureza é branda, pelo contrário a lei da natureza é bárbara. Ora se assim é por que raio é que caçar é violar o equilíbrio da natureza?


Vem isto a propósito da indignação de algumas franjas da sociedade (cujo o cronista Leonel Moura que escreve no negócios é de caretas um ilustre representante) ao facto de o Rei de Espanha ter ido caçar elefantes  apesar de ser  Presidente honorário do WWF. E já agora pergunto, porque não institui o Fundo WWF a regra de os seus membros terem de ser vegetarianos (e mesmo assim coitadas das plantas essas então não podem fugir dos seus predadores)?


Ora eu que critiquei aqui o monarca por ir caçar elefantes quando é chefe de Estado num país à beira da intervenção do FMI; não posso concordar com esta visão hipócrita (muito típica desta Europa contemporânea) dos ambientalistas que defendem muito os animais mas não se importam nada com o fim da espécie humana em nome de uma falsa ideia de liberdade e livre arbítrio.



 

Porque raio é que caçar é violar a lei da Natureza?



 


A propósito da caça ao elefante que está a motivar críticas destes "animalistas" (em vez de humanistas) fáceis, gostava de perguntar à organização WWF (Fundo Mundial para a Natureza) se os seus membros dirigentes e fundadores comem bifes? É porque a carne só vai para a mesa porque alguém mata o animal...


Todo o equilibro do ecossistema assenta numa cadeia alimentar que pressupõe a caça. Estão completamente enganados os ambientalistas se julgam que a natureza é branda, pelo contrário a lei da natureza é bárbara. Ora se assim é por que raio é que caçar é violar o equilíbrio da natureza?


Vem isto a propósito da indignação de algumas franjas da sociedade (cujo o cronista Leonel Moura que escreve no negócios é de caretas um ilustre representante) ao facto de o Rei de Espanha ter ido caçar elefantes  apesar de ser  Presidente honorário do WWF. E já agora pergunto, porque não institui o Fundo WWF a regra de os seus membros terem de ser vegetarianos (e mesmo assim coitadas das plantas essas então não podem fugir dos seus predadores)?


Ora eu que critiquei aqui o monarca por ir caçar elefantes quando é chefe de Estado num país à beira da intervenção do FMI; não posso concordar com esta visão hipócrita (muito típica desta Europa contemporânea) dos ambientalistas que defendem muito os animais mas não se importam nada com o fim da espécie humana em nome de uma falsa ideia de liberdade e livre arbítrio.



 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

A falsa questão

Parece que os deputados dos partidos de esquerda (Verdes, BE e afins) querem fazer ao presidente não executivo da CGD a magna pergunta: por que razão vai o banco vender as suas acções da Cimpor à Camargo Corrêa por 5,50 euros, quando no passado recusou uma oferta pública (OPA) daCSN por um valor superior - 6,18 euros?


Esta é a pergunta que domina os esclarecimentos que os deputados vão querer obter nas audições de hoje, em que se inclui também o chairman da Cimpor, Castro Guerra.


Ora a pergunta está mal feita. A pergunta certa e lógica não é porque vende hoje a 5,5 euros, mas antes porque não vendeu antes a 6,18 euros?Mas essa terão de a fazer ao Sócrates!

A falsa questão

Parece que os deputados dos partidos de esquerda (Verdes, BE e afins) querem fazer ao presidente não executivo da CGD a magna pergunta: por que razão vai o banco vender as suas acções da Cimpor à Camargo Corrêa por 5,50 euros, quando no passado recusou uma oferta pública (OPA) daCSN por um valor superior - 6,18 euros?


Esta é a pergunta que domina os esclarecimentos que os deputados vão querer obter nas audições de hoje, em que se inclui também o chairman da Cimpor, Castro Guerra.


Ora a pergunta está mal feita. A pergunta certa e lógica não é porque vende hoje a 5,5 euros, mas antes porque não vendeu antes a 6,18 euros?Mas essa terão de a fazer ao Sócrates!

Palavras para quê?

Palavras para quê?

Vicissitudes das monarquias no Século XXI

Nunca fui uma acérrima defensora do regresso ao regime monárquico em Portugal (embora ache que a Constituição não o devesse proibir). Nunca soube muito bem explicar porquê, mas também não é de estranhar uma vez que só se pode ser monárquico por uma questão afectiva (que é uma área do cérebro diferente da da lógica). Como diria António Filipe Pimentel (Director do Museu Nacional de Arte Antiga) numa entrevista à revista monárquica Correio Real, "as pessoas movem-se por afectos, aliás o António Damásio estudou exactamente isso. O Erro de Descartes é isso mesmo, é imaginar que a humanidade se gere apenas por pressupostos de natureza racional, quando na verdade não gere. Muito mais, aliás, se gere por pressupostos emotivos (o quadro do iluminismo foi muito importante mas não resume a vida)". 


Mas agora com este acontecimento em Espanha fez-se me luz.


O Rei de Espanha aceitou um convite do empresário saudita Eyad Kayali para ir caçar elefantes para o Botswana. Mas o Rei de Espanha é o Chefe de Estado. Pode um Chefe de Estado, na sua agenda privada, ignorar a situação do país? Recordo que Espanha está em risco de ter que ser intervencionada pelo FMI. Claro que não. Sua Majestade o Rei Dom Juan Carlos fez mal porque um Chefe de Estado não pode comportar-se como se a situação económico-financeira de um país nada tivesse a ver consigo. Seria evidentemente alvo de severas críticas o nosso Chefe de Estado se, à beira da entrada da troika, fosse caçar elefantes para África. O próprio monarca realizou o mau gosto do seu gesto e disse de uma forma simples "Sinto muito. Enganei-me e não voltará a acontecer."  


Porque é que isto acontece? Porque nos regimes monárquicos a Casa Real, pelo facto de não ser política, escapa ao escrutínio da guerras partidárias. Se fosse cá Cavaco Silva teria em cima de si os olhos de uma oposição partidária, que não esquece de que quadrante político é o Presidente da República. Isto tem um lado mau, porque o Presidente da República é muitas vezes apanhado nas guerras políticas movidas pela oposição e isso enfraquece a legitimidade do Chefe de Estado, mas por outro isso também lhe dá mais responsabilidade, e não lhe dá margem para muitas "agendas privadas". 


Em Espanha depois do incidente diplomático, chamemos-lhe assim, institui-se que a agenda privada do rei passará a ser do domínio público. Ora aí está uma forma de resolver este problema.

Vicissitudes das monarquias no Século XXI

Nunca fui uma acérrima defensora do regresso ao regime monárquico em Portugal (embora ache que a Constituição não o devesse proibir). Nunca soube muito bem explicar porquê, mas também não é de estranhar uma vez que só se pode ser monárquico por uma questão afectiva (que é uma área do cérebro diferente da da lógica). Como diria António Filipe Pimentel (Director do Museu Nacional de Arte Antiga) numa entrevista à revista monárquica Correio Real, "as pessoas movem-se por afectos, aliás o António Damásio estudou exactamente isso. O Erro de Descartes é isso mesmo, é imaginar que a humanidade se gere apenas por pressupostos de natureza racional, quando na verdade não gere. Muito mais, aliás, se gere por pressupostos emotivos (o quadro do iluminismo foi muito importante mas não resume a vida)". 


Mas agora com este acontecimento em Espanha fez-se me luz.


O Rei de Espanha aceitou um convite do empresário saudita Eyad Kayali para ir caçar elefantes para o Botswana. Mas o Rei de Espanha é o Chefe de Estado. Pode um Chefe de Estado, na sua agenda privada, ignorar a situação do país? Recordo que Espanha está em risco de ter que ser intervencionada pelo FMI. Claro que não. Sua Majestade o Rei Dom Juan Carlos fez mal porque um Chefe de Estado não pode comportar-se como se a situação económico-financeira de um país nada tivesse a ver consigo. Seria evidentemente alvo de severas críticas o nosso Chefe de Estado se, à beira da entrada da troika, fosse caçar elefantes para África. O próprio monarca realizou o mau gosto do seu gesto e disse de uma forma simples "Sinto muito. Enganei-me e não voltará a acontecer."  


Porque é que isto acontece? Porque nos regimes monárquicos a Casa Real, pelo facto de não ser política, escapa ao escrutínio da guerras partidárias. Se fosse cá Cavaco Silva teria em cima de si os olhos de uma oposição partidária, que não esquece de que quadrante político é o Presidente da República. Isto tem um lado mau, porque o Presidente da República é muitas vezes apanhado nas guerras políticas movidas pela oposição e isso enfraquece a legitimidade do Chefe de Estado, mas por outro isso também lhe dá mais responsabilidade, e não lhe dá margem para muitas "agendas privadas". 


Em Espanha depois do incidente diplomático, chamemos-lhe assim, institui-se que a agenda privada do rei passará a ser do domínio público. Ora aí está uma forma de resolver este problema.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Pópós ibéricos!


Será isto prenuncio da desejada (por muitos) União Ibérica?

Pópós ibéricos!


Será isto prenuncio da desejada (por muitos) União Ibérica?

A propósito dos 170 anos do nascimento de Antero de Quental

Idílio


de Antero de Quental






Quando nós vamos ambos, de mãos dadas,
Colher nos vales lírios e boninas,
E galgamos dum fôlego as colinas
Dos rocios da noite inda orvalhadas;


Ou, vendo o mar das ermas cumeadas
Contemplamos as nuvens vespertinas,
Que parecem fantásticas ruínas
Ao longo, no horizonte, amontoadas:


Quantas vezes, de súbito, emudeces!
Não sei que luz no teu olhar flutua;
Sinto tremer-te a mão e empalideces


O vento e o mar murmuram orações,
E a poesia das coisas se insinua
Lenta e amorosa em nossos corações.



A propósito dos 170 anos do nascimento de Antero de Quental

Idílio


de Antero de Quental






Quando nós vamos ambos, de mãos dadas,
Colher nos vales lírios e boninas,
E galgamos dum fôlego as colinas
Dos rocios da noite inda orvalhadas;


Ou, vendo o mar das ermas cumeadas
Contemplamos as nuvens vespertinas,
Que parecem fantásticas ruínas
Ao longo, no horizonte, amontoadas:


Quantas vezes, de súbito, emudeces!
Não sei que luz no teu olhar flutua;
Sinto tremer-te a mão e empalideces


O vento e o mar murmuram orações,
E a poesia das coisas se insinua
Lenta e amorosa em nossos corações.



terça-feira, 17 de abril de 2012

Mudaram-se os tempos...

Em Espanha a "capital" da Semana Santa é Sevilha. São de todos conhecidas as procissões e o ferveror religioso de "Nestros Hermanos" andaluzes. Acontece que em Alhama de Murcia eles quiseram marcar de forma inolvidável e com "salero" as festividades religiosas. Vejam e oiçam…. Porque, aqui ao lado, as tradições já eram...!


 




Mudaram-se os tempos...

Em Espanha a "capital" da Semana Santa é Sevilha. São de todos conhecidas as procissões e o ferveror religioso de "Nestros Hermanos" andaluzes. Acontece que em Alhama de Murcia eles quiseram marcar de forma inolvidável e com "salero" as festividades religiosas. Vejam e oiçam…. Porque, aqui ao lado, as tradições já eram...!


 




Serviço 118, boa tarde...


 


Eu ainda sou do tempo em que quando queríamos saber um número de telefone, íamos à lista telefónica. Lembro-me de procurar o nome dos rapazes giros da escola nas imensa lista telefónica, a Páginas Brancas. De procurar o telefone de um restaurante nas Páginas Amarelas.


Depois, quando veio a internet, havia um site, páginas amarelas electrónicas ou páginas brancas electrónicas. Punha-se o número e zás lá vinha o telefone de casa ou de um qualquer "estabelecimento comercial". Quando não tínhamos lista, nem internet, podíamos ligar para o 118 e lá nos davam os números e os nomes dos números. Hoje essa realidade é um óasis.


Não há uma lista que reúna os números de telefone todos de Lisboa (os que não são confidenciais), o site 118 foi descontinuado e quando ligamos para o 118 atende-nos alguém que fala português com um sotaque africano (dizem-me que a central é em Cabo Verde), normalmente dizemos o nome e percebem outra coisa, ou percebem bem mas o número que nos dão já está fora de serviço, ou simplesmente, e é o que acontece na maioria das vezes, obtemos a resposta "desse número não temos qualquer registo".


Exageros de privacidade ou desleixo desse serviço?

Serviço 118, boa tarde...


 


Eu ainda sou do tempo em que quando queríamos saber um número de telefone, íamos à lista telefónica. Lembro-me de procurar o nome dos rapazes giros da escola nas imensa lista telefónica, a Páginas Brancas. De procurar o telefone de um restaurante nas Páginas Amarelas.


Depois, quando veio a internet, havia um site, páginas amarelas electrónicas ou páginas brancas electrónicas. Punha-se o número e zás lá vinha o telefone de casa ou de um qualquer "estabelecimento comercial". Quando não tínhamos lista, nem internet, podíamos ligar para o 118 e lá nos davam os números e os nomes dos números. Hoje essa realidade é um óasis.


Não há uma lista que reúna os números de telefone todos de Lisboa (os que não são confidenciais), o site 118 foi descontinuado e quando ligamos para o 118 atende-nos alguém que fala português com um sotaque africano (dizem-me que a central é em Cabo Verde), normalmente dizemos o nome e percebem outra coisa, ou percebem bem mas o número que nos dão já está fora de serviço, ou simplesmente, e é o que acontece na maioria das vezes, obtemos a resposta "desse número não temos qualquer registo".


Exageros de privacidade ou desleixo desse serviço?

A amizade tem as costas largas

 



Numa conversa com uma amiga, ela acabou por me contar que ele afinal, depois de estar ali a enrolar decidiu dizer-lhe "somos amigos", e que "nunca quis ser outra coisa", blá, blá, blá quando no fundo o que devia dizer é "dá-me jeito sair contigo enquanto estou sozinho, mas estou a guardar-me para uma pessoa que se adeqúe mais ao estatuto que acho que tenho". Ele quer uma coisinha melhor, e vai de pôr nela o ónus dos equívocos que ele próprio criou quando não sabia se não a iria escolher como refúgio de uma hipotética solidão vindoura. A insegurança e a cobardia são normalmente os pais de uma enorme desonestidade intelectual, que é escola de muitas das pessoas deste tempo em que vivo.

A amizade tem as costas largas

 



Numa conversa com uma amiga, ela acabou por me contar que ele afinal, depois de estar ali a enrolar decidiu dizer-lhe "somos amigos", e que "nunca quis ser outra coisa", blá, blá, blá quando no fundo o que devia dizer é "dá-me jeito sair contigo enquanto estou sozinho, mas estou a guardar-me para uma pessoa que se adeqúe mais ao estatuto que acho que tenho". Ele quer uma coisinha melhor, e vai de pôr nela o ónus dos equívocos que ele próprio criou quando não sabia se não a iria escolher como refúgio de uma hipotética solidão vindoura. A insegurança e a cobardia são normalmente os pais de uma enorme desonestidade intelectual, que é escola de muitas das pessoas deste tempo em que vivo.

Definir cultura

Na mesma obra, Jacinto Prado Coelho procura definir a ideia de cultura e, como estou de acordo, cito-a: "(...) rejeito in limine, pois de nada serve, o conceito essencialista de Geist ou alma ou génio nacional; prefiro considerar a cultura de um povo (neste caso o português) na sua historicidade, como pluralidade de elementos solidários num constante devir, num permanente refazer".

Definir cultura

Na mesma obra, Jacinto Prado Coelho procura definir a ideia de cultura e, como estou de acordo, cito-a: "(...) rejeito in limine, pois de nada serve, o conceito essencialista de Geist ou alma ou génio nacional; prefiro considerar a cultura de um povo (neste caso o português) na sua historicidade, como pluralidade de elementos solidários num constante devir, num permanente refazer".

Originalidade da Literatura Portuguesa


Em a “Originalidade da Literatura Portuguesa”, escrito em 1977, Jacinto Prado Coelho faz uma análise muito interessante das nossas letras. Cito-o aqui, porque, em determinado momento, cita Miguel de Unamuno quando este (a propósito da dor) escreve que “o culto da dor parece ser um dos sentimentos mais característicos deste melancólico e saudoso Portugal”. Acrescentando ainda que “para Portugal o Sol nunca nasce: morre sempre no mar, teatro dos seus grandes feitos e berço e sepulcro das suas glórias”.


Do meu ponto de vista não há muito a acrescentar. Da muita e boa literatura portuguesa (mesmo com algumas excepções) notamos que ela é de facto pesarosa. Se é certo que, por exemplo, a passagem de século, com autores como Oliveira Martins, Guerra Junqueiro (que chega mesmo a por termo à vida), António Nobre, entre outros era por excelência decadentista, noto que na maioria dos escritores mais actuais esse sentimento não foi – nem pode ser – dissipado. Um país que tem na saudade o mote do seu devir tem a literatura que merece e que espelha a massa de que somo feitos.  Os que não gostarem que emigrem!


 


"Originalidade da Literatura Portuguesa", Biblioteca Breve, Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, Ministério da Educação, 1977.

Originalidade da Literatura Portuguesa


Em a “Originalidade da Literatura Portuguesa”, escrito em 1977, Jacinto Prado Coelho faz uma análise muito interessante das nossas letras. Cito-o aqui, porque, em determinado momento, cita Miguel de Unamuno quando este (a propósito da dor) escreve que “o culto da dor parece ser um dos sentimentos mais característicos deste melancólico e saudoso Portugal”. Acrescentando ainda que “para Portugal o Sol nunca nasce: morre sempre no mar, teatro dos seus grandes feitos e berço e sepulcro das suas glórias”.


Do meu ponto de vista não há muito a acrescentar. Da muita e boa literatura portuguesa (mesmo com algumas excepções) notamos que ela é de facto pesarosa. Se é certo que, por exemplo, a passagem de século, com autores como Oliveira Martins, Guerra Junqueiro (que chega mesmo a por termo à vida), António Nobre, entre outros era por excelência decadentista, noto que na maioria dos escritores mais actuais esse sentimento não foi – nem pode ser – dissipado. Um país que tem na saudade o mote do seu devir tem a literatura que merece e que espelha a massa de que somo feitos.  Os que não gostarem que emigrem!


 


"Originalidade da Literatura Portuguesa", Biblioteca Breve, Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, Ministério da Educação, 1977.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Para bem digerir






 


Tenho que admitir que, perante a época que o Sport Lisboa e Benfica fez e/ou deixaram fazer, me sinto frustrado e a Taça da Liga ganha no passado Sábado sabe a pouco. É uma simples "consolação". Porém, mesmo frustrado, ando bem-disposto e sem ponta de azedume. Descobri que os arqui-inimigos de Alvalade são uns excelentes "sais de fruta". Há muito que não me ria tanto!


 

Para bem digerir






 


Tenho que admitir que, perante a época que o Sport Lisboa e Benfica fez e/ou deixaram fazer, me sinto frustrado e a Taça da Liga ganha no passado Sábado sabe a pouco. É uma simples "consolação". Porém, mesmo frustrado, ando bem-disposto e sem ponta de azedume. Descobri que os arqui-inimigos de Alvalade são uns excelentes "sais de fruta". Há muito que não me ria tanto!


 

sábado, 14 de abril de 2012

Quando a igreja é quadrada

Quando a igreja é quadrada

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O dia do Beijo

Tantas coincidências: dia 13 de Abril é o dia internacional do beijo, 14 de Abril faria 100 anos o fotógrafo francês Robert Doisneau, conhecido pelo seu retrato, "O Beijo".


 


O dia do Beijo

Tantas coincidências: dia 13 de Abril é o dia internacional do beijo, 14 de Abril faria 100 anos o fotógrafo francês Robert Doisneau, conhecido pelo seu retrato, "O Beijo".


 


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Tabu



Vale a pena ver este filme português

Tabu



Vale a pena ver este filme português

Music tape


Play para ouvir


 


Alinhamento:


1.Kruder & Dorfmeister - Gotta Jazz

2.Ceu - Comadi

3.A Man Called Vs. Coco Stell & Lovebomb - Yachts

4.RJD2 - Smoke & Mirrors

5.Mattafix - Cool Down The Place

6.Jaydee - Plastic Dreams

7.Eastern Sun - Beautiful Being

8.Maxim Buldakov - Under a Layer

9.Thomas Newman - Any Other Name

Music tape


Play para ouvir


 


Alinhamento:


1.Kruder & Dorfmeister - Gotta Jazz

2.Ceu - Comadi

3.A Man Called Vs. Coco Stell & Lovebomb - Yachts

4.RJD2 - Smoke & Mirrors

5.Mattafix - Cool Down The Place

6.Jaydee - Plastic Dreams

7.Eastern Sun - Beautiful Being

8.Maxim Buldakov - Under a Layer

9.Thomas Newman - Any Other Name

R I P

Encontrei este filme no Facebook de uma amiga que não hesito em partilhar. Está fabuloso!


 


R I P

Encontrei este filme no Facebook de uma amiga que não hesito em partilhar. Está fabuloso!


 


quarta-feira, 11 de abril de 2012

Uma coisa são as elites, outra coisa são os snobs


 


Hoje perguntaram-me, em brincadeira, numa conversa de café com colegas de trabalho, se eu seria amiga de Pedro Passos Coelho, e, acrescentavam a tónica de ele viver em Massamá. Este tipo de perguntas (às vezes feitas, outras vezes pensadas em surdina) são tipicamente portuguesas. Claro que respondi o óbvio (para mim): claro que seria. Pedro Passos Coelho é uma pessoa civilizada, inteligente, não vejo uma só razão para não ser uma pessoa a conhecer. Por detrás da pergunta, há também a insinuação de que eu escolho amigos em função de um qualquer estatuto social. A visão da arraia miúda quase sempre se limita a uma aparência associada a uma lógica que lhes é familiar. Aparentemente aquelas pessoas (e muitas outras) acham normal que isso se passe assim, ou seja que o estatuto seja um leitmotiv para as relações humanas. 


Pois assim não é. Porque uma coisa é ser elitista e outra coisa é ser snob. Ser elitista é simplesmente gostar do melhor das pessoas, do melhor carácter, da melhor inteligência, do melhor gosto, da maior sensibilidade, da maior generosidade, da maior delicadeza, da melhor estética, do melhor sorriso, do melhor humor, da maior maturidade, do mérito, do melhor aspecto, da melhor voz, das melhores cores, da maior simpatia, do melhor altruísmo, da melhor honestidade, da melhor educação, do mais culto, do mais genial, do mais sensual. Outra coisa é ser preconceituoso, e decidir as pessoas por critérios exteriores a elas e apesar delas. Ser elitista não é o mesmo que ser deslumbrado com coisas fúteis, como apelidos, poder, dinheiro, etc. Não há nada mais saloio do que gostar das pessoas em função de estatutos. 


E já agora, pior do que os snobs históricos (os preconceitos também são um factor cultural que passa de gerações em gerações), só os novos snobs, que são desprovidos da humanidade que existe nos outros.

Uma coisa são as elites, outra coisa são os snobs


 


Hoje perguntaram-me, em brincadeira, numa conversa de café com colegas de trabalho, se eu seria amiga de Pedro Passos Coelho, e, acrescentavam a tónica de ele viver em Massamá. Este tipo de perguntas (às vezes feitas, outras vezes pensadas em surdina) são tipicamente portuguesas. Claro que respondi o óbvio (para mim): claro que seria. Pedro Passos Coelho é uma pessoa civilizada, inteligente, não vejo uma só razão para não ser uma pessoa a conhecer. Por detrás da pergunta, há também a insinuação de que eu escolho amigos em função de um qualquer estatuto social. A visão da arraia miúda quase sempre se limita a uma aparência associada a uma lógica que lhes é familiar. Aparentemente aquelas pessoas (e muitas outras) acham normal que isso se passe assim, ou seja que o estatuto seja um leitmotiv para as relações humanas. 


Pois assim não é. Porque uma coisa é ser elitista e outra coisa é ser snob. Ser elitista é simplesmente gostar do melhor das pessoas, do melhor carácter, da melhor inteligência, do melhor gosto, da maior sensibilidade, da maior generosidade, da maior delicadeza, da melhor estética, do melhor sorriso, do melhor humor, da maior maturidade, do mérito, do melhor aspecto, da melhor voz, das melhores cores, da maior simpatia, do melhor altruísmo, da melhor honestidade, da melhor educação, do mais culto, do mais genial, do mais sensual. Outra coisa é ser preconceituoso, e decidir as pessoas por critérios exteriores a elas e apesar delas. Ser elitista não é o mesmo que ser deslumbrado com coisas fúteis, como apelidos, poder, dinheiro, etc. Não há nada mais saloio do que gostar das pessoas em função de estatutos. 


E já agora, pior do que os snobs históricos (os preconceitos também são um factor cultural que passa de gerações em gerações), só os novos snobs, que são desprovidos da humanidade que existe nos outros.

Às escuras


 


A Troika (ou como o outro lhe chama) está cá há 1 ano e eu, a não ser que esteja cegueta, não vejo nenhuma luz no fundo do túnel! Esta madrugada nunca mais acaba!

Às escuras


 


A Troika (ou como o outro lhe chama) está cá há 1 ano e eu, a não ser que esteja cegueta, não vejo nenhuma luz no fundo do túnel! Esta madrugada nunca mais acaba!