quinta-feira, 20 de julho de 2017

O André Ventura e o (fraco) CDS


O André Ventura falou de um tema que é tabu (mais um) na sociedade portuguesa. Os ciganos. O CDS, partido populista, apressou-se a ceder ao mainstream e retirou o apoio ao candidato do seu partido à câmara de Loures. O PSD de Passos Coelho, foi admiravelmente íntegro ao manter o apoio ao candidato.


Acredito que com este episódio a direita tenha ficado mais perto do PSD de Passos do que do CDS. 


 

O André Ventura e o (fraco) CDS


O André Ventura falou de um tema que é tabu (mais um) na sociedade portuguesa. Os ciganos. O CDS, partido populista, apressou-se a ceder ao mainstream e retirou o apoio ao candidato do seu partido à câmara de Loures. O PSD de Passos Coelho, foi admiravelmente íntegro ao manter o apoio ao candidato.


Acredito que com este episódio a direita tenha ficado mais perto do PSD de Passos do que do CDS. 


 

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Isto deve ser uma piada... mas não tem nenhuma graça!


Sanções europeias à Venezuela? Portugal não se opôs porque não houve discussão




Ora bolas. Portugal não se opôs, dizem, porque não houve discussão. Não houve discussão? A história está, como é óbvio, mal contada e não tem mesmo graça nenhuma! Será que em Bruxelas não conhecem a política portuguesa, i.e, que o nosso país não alinhou nas sanções contra o regime venezuelano porque não interessa à esquerda? Não falo propriamente do PS - porque existem socialistas que são democráticos - mas dos seus amiginhos da geringonça. Ou será que há pessoas que se esqueceram que o PCP apoia o MPLA e, em tempos, houve um jovem deputado e actual Presidente da Câmara Municipal de Loures, desse mesmo partido, que tinha duvidas que a a Coreia do Norte não fosse uma democracia?



 

Na política há gente que parece ter graça, e de facto achar que existe democracia em Caracas, Luanda ou no "cu de judas" dá vontade rir. Mas quando lemos que desde Abril já morreram 96 pessoas nos protestos contra o Presidente Nicolás Maduro não tem graça alguma. A nossa esquerda (ou parte dela) deveria de saber que se olharmos de forma diferente somos capazes de melhor entender a realidade, algo que não lhes convém!

 


 


 




Isto deve ser uma piada... mas não tem nenhuma graça!


Sanções europeias à Venezuela? Portugal não se opôs porque não houve discussão




Ora bolas. Portugal não se opôs, dizem, porque não houve discussão. Não houve discussão? A história está, como é óbvio, mal contada e não tem mesmo graça nenhuma! Será que em Bruxelas não conhecem a política portuguesa, i.e, que o nosso país não alinhou nas sanções contra o regime venezuelano porque não interessa à esquerda? Não falo propriamente do PS - porque existem socialistas que são democráticos - mas dos seus amiginhos da geringonça. Ou será que há pessoas que se esqueceram que o PCP apoia o MPLA e, em tempos, houve um jovem deputado e actual Presidente da Câmara Municipal de Loures, desse mesmo partido, que tinha duvidas que a a Coreia do Norte não fosse uma democracia?



 

Na política há gente que parece ter graça, e de facto achar que existe democracia em Caracas, Luanda ou no "cu de judas" dá vontade rir. Mas quando lemos que desde Abril já morreram 96 pessoas nos protestos contra o Presidente Nicolás Maduro não tem graça alguma. A nossa esquerda (ou parte dela) deveria de saber que se olharmos de forma diferente somos capazes de melhor entender a realidade, algo que não lhes convém!

 


 


 




Pastilha de humor

Costa propõe pacote TV+Net+Siresp+Viagens com a Galp para clientes que optem por operadoras que não pertençam à Altice

Pastilha de humor

Costa propõe pacote TV+Net+Siresp+Viagens com a Galp para clientes que optem por operadoras que não pertençam à Altice

terça-feira, 18 de julho de 2017

Ventura e Martins...e a liberdade de expressão


Oscar Wild um dia escreveu: “se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo.”


 


Cito o poeta, dramaturgo e escritor irlandês porque os últimos tempos o que não falta por ai são frases mal interpretadas. Hoje, como escreve Roberto Calasso, a sociedade é vista “como um emaranhado de opiniões” e de pareceres que, como dizia um pensador grego, Simónides de Quéos”,”viola a verdade”. E, ao que parece, vivemos na ditadura da verdade, i.e., como necessidade de proteger os mais fracos, as minorias. Se falarmos bem delas estamos na crista da onda, caso contrário somos crucifixados na praça pública. Por outro lado, recorrendo ainda a este ensaio de Calasso, é importante sublinhar que “a história do óbvio é a história mais obscura”, e acrescenta: “não há nada mais óbvio do que a opinião”!


 


Qual é então o problema de André Ventura, candidato do PSD/CDS-PP ter dito numa entrevista ao "i"  que "Os ciganos vivem quase exclusivamente de subsídios do Estado"? Caiu o Carmo e a Trindade. O estrondo teve a mesma amplitude do que as declarações óbvias – para muitos desnecessárias – de um velho médico, Gentil Martins, quando criticou o comportamento de Cristiano Ronaldo quando afirmou que é "degradante" um homem solteiro ter filhos recorrendo a uma barriga de aluguer. O mesmo conhecido cirurgião, e a propósito da homossexualidade " disse que se trata de “uma anomalia, um desvio da personalidade". Atitude que levou a que duas médicas apresentassem queixa do médico junto da respectiva Ordem.


 


Em ambos os casos, duas pessoas conectadas com a direita, e portanto estruturalmente conservadoras, terão dito o óbvio. Um criticando uma etnia minoritária, os ciganos, e outro os comportamentos desviantes do nosso melhor jogador de futebol de sempre: de facto não é muito normal que alguém, na legítima vontade de ser pai – o que ninguém o condena – recorra a um processo criticável para o fazer, subentendendo nas entrelinhas que ele o acusa – não obstante de aparece nas revistas cor-de-rosa rodeado de beldades – de ser homossexual.


 


Seja como for, ambos dizem o que uma maioria silenciosa pensa mas não o diz!


 


Do meu ponto de vista, porque também tenho o direito às minhas opiniões, há três pontos que gostaria de destacar: a) o candidato foi infeliz no seu comentário porque pôs no mesmo saco toda uma comunidade, mesmo que a meu ver os ciganos gostem de ter um estatuto próprio numa sociedade que deveria ser inclusiva. Isso é impossível quando os ciganos, como os seus preceitos, são tudo menos inclusivos, e em muito casos são marginais? b) A homossexualidade não é a norma. A norma é a natureza, ou seja, a heterossexualidade. Porém não é verdade que a propósito do que norma e do que é “anormal” que foram cometidos os maiores crimes contra a humanidade. Finalmente, c), não deixa de ser caricato que as reacções estas duas opiniões foram vinculadas pelos partidos situados à esquerda, e nomeadamente o Bloco de Esquerda. Não foram os partidos da esquerda, portanto anti-sistémicos que sempre – e bem, diga-se de passagem – defenderam a liberdade e opinião, tendo sofrido na pele o peso da ditadura? Enfim, a democracia e a sua proximidade ao poder tornou-os amnésicos. Deve ser isto!


 


 


PS. - Exma. Senhora Deputada Catarina Martins e afins, se fosse dos vossos eu faria um projecto lei que obrigasse à alteração de certos provérbios portugueses, proibindo por exemplo aquele que diz "um olho no burro, outro no cigano". Fica a ideia. Ofereço-a de borla.


Cumprimentos democráticos!


 


 


 


 


 

Ventura e Martins...e a liberdade de expressão


Oscar Wild um dia escreveu: “se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo.”


 


Cito o poeta, dramaturgo e escritor irlandês porque os últimos tempos o que não falta por ai são frases mal interpretadas. Hoje, como escreve Roberto Calasso, a sociedade é vista “como um emaranhado de opiniões” e de pareceres que, como dizia um pensador grego, Simónides de Quéos”,”viola a verdade”. E, ao que parece, vivemos na ditadura da verdade, i.e., como necessidade de proteger os mais fracos, as minorias. Se falarmos bem delas estamos na crista da onda, caso contrário somos crucifixados na praça pública. Por outro lado, recorrendo ainda a este ensaio de Calasso, é importante sublinhar que “a história do óbvio é a história mais obscura”, e acrescenta: “não há nada mais óbvio do que a opinião”!


 


Qual é então o problema de André Ventura, candidato do PSD/CDS-PP ter dito numa entrevista ao "i"  que "Os ciganos vivem quase exclusivamente de subsídios do Estado"? Caiu o Carmo e a Trindade. O estrondo teve a mesma amplitude do que as declarações óbvias – para muitos desnecessárias – de um velho médico, Gentil Martins, quando criticou o comportamento de Cristiano Ronaldo quando afirmou que é "degradante" um homem solteiro ter filhos recorrendo a uma barriga de aluguer. O mesmo conhecido cirurgião, e a propósito da homossexualidade " disse que se trata de “uma anomalia, um desvio da personalidade". Atitude que levou a que duas médicas apresentassem queixa do médico junto da respectiva Ordem.


 


Em ambos os casos, duas pessoas conectadas com a direita, e portanto estruturalmente conservadoras, terão dito o óbvio. Um criticando uma etnia minoritária, os ciganos, e outro os comportamentos desviantes do nosso melhor jogador de futebol de sempre: de facto não é muito normal que alguém, na legítima vontade de ser pai – o que ninguém o condena – recorra a um processo criticável para o fazer, subentendendo nas entrelinhas que ele o acusa – não obstante de aparece nas revistas cor-de-rosa rodeado de beldades – de ser homossexual.


 


Seja como for, ambos dizem o que uma maioria silenciosa pensa mas não o diz!


 


Do meu ponto de vista, porque também tenho o direito às minhas opiniões, há três pontos que gostaria de destacar: a) o candidato foi infeliz no seu comentário porque pôs no mesmo saco toda uma comunidade, mesmo que a meu ver os ciganos gostem de ter um estatuto próprio numa sociedade que deveria ser inclusiva. Isso é impossível quando os ciganos, como os seus preceitos, são tudo menos inclusivos, e em muito casos são marginais? b) A homossexualidade não é a norma. A norma é a natureza, ou seja, a heterossexualidade. Porém não é verdade que a propósito do que norma e do que é “anormal” que foram cometidos os maiores crimes contra a humanidade. Finalmente, c), não deixa de ser caricato que as reacções estas duas opiniões foram vinculadas pelos partidos situados à esquerda, e nomeadamente o Bloco de Esquerda. Não foram os partidos da esquerda, portanto anti-sistémicos que sempre – e bem, diga-se de passagem – defenderam a liberdade e opinião, tendo sofrido na pele o peso da ditadura? Enfim, a democracia e a sua proximidade ao poder tornou-os amnésicos. Deve ser isto!


 


 


PS. - Exma. Senhora Deputada Catarina Martins e afins, se fosse dos vossos eu faria um projecto lei que obrigasse à alteração de certos provérbios portugueses, proibindo por exemplo aquele que diz "um olho no burro, outro no cigano". Fica a ideia. Ofereço-a de borla.


Cumprimentos democráticos!


 


 


 


 


 

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Na morte de Américo Amorim


Com o desaparecimento de Américo Amorim (1934-2017), o mais rico de todos os portugueses, com uma fortuna avaliada em quatro mil milhões de euros, morre o primeiro milionário português do pós-25 de Abril. A outra grande fortuna portuguesa da pós-revolução pertence a Belmiro de Azevedo, o dono da SONAE.


São pessoas que admiro, tiveram o mérito de, não obstante as suas humildes origens, terem, à custa de muito trabalho, voado bem alto.


O mérito deve ser reconhecido, e por isso elogio aqui esta figura marcante da nossa economia. Era bom que existissem outros portugueses assim, empreendedores. Era bom para todos. São uma mais-valia para a nossa economia, desde logo porque criam emprego.


Porém o seu sucesso, e o sucesso de outros, num país como o nosso em que o todo é mais importante do que a parte, em que a inveja é uma das características da nossa identidade colectiva, e daí que sejamos tendencialmente um país de esquerdistas, é sempre visto com desdém. Uma atitude que naturalmente não partilho, pelo que só me resta pensar no futuro deste grupo, desejando às suas herdeiras o maior dos sucessos. É bom para todos!

Na morte de Américo Amorim


Com o desaparecimento de Américo Amorim (1934-2017), o mais rico de todos os portugueses, com uma fortuna avaliada em quatro mil milhões de euros, morre o primeiro milionário português do pós-25 de Abril. A outra grande fortuna portuguesa da pós-revolução pertence a Belmiro de Azevedo, o dono da SONAE.


São pessoas que admiro, tiveram o mérito de, não obstante as suas humildes origens, terem, à custa de muito trabalho, voado bem alto.


O mérito deve ser reconhecido, e por isso elogio aqui esta figura marcante da nossa economia. Era bom que existissem outros portugueses assim, empreendedores. Era bom para todos. São uma mais-valia para a nossa economia, desde logo porque criam emprego.


Porém o seu sucesso, e o sucesso de outros, num país como o nosso em que o todo é mais importante do que a parte, em que a inveja é uma das características da nossa identidade colectiva, e daí que sejamos tendencialmente um país de esquerdistas, é sempre visto com desdém. Uma atitude que naturalmente não partilho, pelo que só me resta pensar no futuro deste grupo, desejando às suas herdeiras o maior dos sucessos. É bom para todos!

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Nova época, vícios antigos

Imagem relacionada


António Costa em público fez campanha contra uma empresa que desenvolve a sua actividade no mercado português. Uma discriminação sem paralelo que não é aceitável num chefe do Governo do país. Fez campanha comercial anti-PT, ostracizou a PT porque ... foi privatizada. Vícios cubanos?


A questão foi posta no debate parlamentar pelo PCP. O primeiro-ministro disse que “receio bastante pelo que possa acontecer à PT, pela forma irresponsável como foi feita a privatização, que possa ser um novo caso da Cimpor. E que isso possa pôr em causa quer os postos de trabalho, quer o futuro da companhia. Era bom que a autoridade reguladora visse o que aconteceu, desde logo no caso de Pedrógão. Onde algumas operadoras conseguiram manter sempre comunicações, outras não. Olhe, eu por mim já fiz a minha escolha da companhia que utilizo”.


Foi um autêntico ataque do primeiro-ministro a uma empresa estrangeira que investiu em Portugal, a Altice.


É uma autêntica república das bananas, este país.


O António Costa não se conforma, a PT deixou de ser pública. Queria continuar a decidir o futuro da PT como aconteceu no passado e que acabou como acabou? Queria usar a PT como instrumento?


Ora se calhar o motivo destas inconvenientes declarações, não foi impulso, nem descuido, foi um aviso.


É que a Altice está perto de anunciar acordo de compra da Media Capital que controla a TVI. Talvez esta compra de um canal de televisão, sem golden share do Estado na PT, não agrade ao primeiro-ministro.


Deixar o mercado funcionar é uma coisa que António Costa não parece adorar.


 P.S. O caso da Cimpor é fruto de uma intervenção desastrosa da CGD, não tem nada a ver com privatizações, até porque a Cimpor foi privatizada, se não me engano, pelo Pina Moura.


P.S.II E se alguma coisa correu mal com a MEO em Pedrógão (e eu que pensava que o Governo tinha dito que tinha corrido tudo bem com o Siresp) penso que o primeiro ministro tem instrumentos para reagir, agora um slogan comercial no Parlamento é abaixo dos mínimos.

Nova época, vícios antigos

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António Costa em público fez campanha contra uma empresa que desenvolve a sua actividade no mercado português. Uma discriminação sem paralelo que não é aceitável num chefe do Governo do país. Fez campanha comercial anti-PT, ostracizou a PT porque ... foi privatizada. Vícios cubanos?


A questão foi posta no debate parlamentar pelo PCP. O primeiro-ministro disse que “receio bastante pelo que possa acontecer à PT, pela forma irresponsável como foi feita a privatização, que possa ser um novo caso da Cimpor. E que isso possa pôr em causa quer os postos de trabalho, quer o futuro da companhia. Era bom que a autoridade reguladora visse o que aconteceu, desde logo no caso de Pedrógão. Onde algumas operadoras conseguiram manter sempre comunicações, outras não. Olhe, eu por mim já fiz a minha escolha da companhia que utilizo”.


Foi um autêntico ataque do primeiro-ministro a uma empresa estrangeira que investiu em Portugal, a Altice.


É uma autêntica república das bananas, este país.


O António Costa não se conforma, a PT deixou de ser pública. Queria continuar a decidir o futuro da PT como aconteceu no passado e que acabou como acabou? Queria usar a PT como instrumento?


Ora se calhar o motivo destas inconvenientes declarações, não foi impulso, nem descuido, foi um aviso.


É que a Altice está perto de anunciar acordo de compra da Media Capital que controla a TVI. Talvez esta compra de um canal de televisão, sem golden share do Estado na PT, não agrade ao primeiro-ministro.


Deixar o mercado funcionar é uma coisa que António Costa não parece adorar.


 P.S. O caso da Cimpor é fruto de uma intervenção desastrosa da CGD, não tem nada a ver com privatizações, até porque a Cimpor foi privatizada, se não me engano, pelo Pina Moura.


P.S.II E se alguma coisa correu mal com a MEO em Pedrógão (e eu que pensava que o Governo tinha dito que tinha corrido tudo bem com o Siresp) penso que o primeiro ministro tem instrumentos para reagir, agora um slogan comercial no Parlamento é abaixo dos mínimos.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Ora aí está o balanço da reversão da privatização da TAP

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Mais acções da TAP para o Estado pôr seis administradores, incluindo Diogo Lacerda Machado parece ser cada vez mais a única vantagem do Estado em ter revertido a privatização da TAP feita pelo Governo de Passos Coelho, que implica a venda de 61% da companhia aérea ao consórcio Gateway. Seis lugares de não executivos escolhidos pelo Governo de António Costa. De resto o que ganhou o Estado? O direito a ter de investir na companhia sempre que esta tiver de aumentar o capital?


A transportadora aérea "voltou" para o Estado, mas este só fica com 50% do capital, sem o controlo da gestão e com apenas 18,75% dos direitos económicos da TAP. Isto é caso a TAP venha a ter lucros dentro de alguns anos, o Estado apenas terá direito a receber 18,75% desses dividendos, apesar de controlar metade do capital. 


O consórcio de Humberto Pedrosa e David Neeleman baixou para 45% da TAP, tendo os restantes 5% sido destinados para os trabalhadores da empresa. Coisa simbólica, que serviu para António Costa dizer que cumpriu uma bandeira eleitoral (das eleições que não ganhou) e para empregar seis gestores, um amigo incluido.


O Estado paga e investe só para cumprir uma bandeira simbólica de António Costa de uma campanha que não lhe deu vitória. Uma teimosia? Um capricho? Quanto custa?


Numa primeira fase, o Estado comprou 11% do capital ao consórcio Gateway, por 10,93 euros por ação, o que dá um total de 1,9 milhões de euros. Mais tarde, o Estado subscreveu 30 milhões de euros do empréstimo obrigacionista de 120 milhões de euros que serve para refinanciar a transportadora.


Resumindo, o Estado devolveu dinheiro da primeira venda, pagou 30 milhões de euros e ficou com menos dividendos. Mas com seis poleiros na administração.

Ora aí está o balanço da reversão da privatização da TAP

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Mais acções da TAP para o Estado pôr seis administradores, incluindo Diogo Lacerda Machado parece ser cada vez mais a única vantagem do Estado em ter revertido a privatização da TAP feita pelo Governo de Passos Coelho, que implica a venda de 61% da companhia aérea ao consórcio Gateway. Seis lugares de não executivos escolhidos pelo Governo de António Costa. De resto o que ganhou o Estado? O direito a ter de investir na companhia sempre que esta tiver de aumentar o capital?


A transportadora aérea "voltou" para o Estado, mas este só fica com 50% do capital, sem o controlo da gestão e com apenas 18,75% dos direitos económicos da TAP. Isto é caso a TAP venha a ter lucros dentro de alguns anos, o Estado apenas terá direito a receber 18,75% desses dividendos, apesar de controlar metade do capital. 


O consórcio de Humberto Pedrosa e David Neeleman baixou para 45% da TAP, tendo os restantes 5% sido destinados para os trabalhadores da empresa. Coisa simbólica, que serviu para António Costa dizer que cumpriu uma bandeira eleitoral (das eleições que não ganhou) e para empregar seis gestores, um amigo incluido.


O Estado paga e investe só para cumprir uma bandeira simbólica de António Costa de uma campanha que não lhe deu vitória. Uma teimosia? Um capricho? Quanto custa?


Numa primeira fase, o Estado comprou 11% do capital ao consórcio Gateway, por 10,93 euros por ação, o que dá um total de 1,9 milhões de euros. Mais tarde, o Estado subscreveu 30 milhões de euros do empréstimo obrigacionista de 120 milhões de euros que serve para refinanciar a transportadora.


Resumindo, o Estado devolveu dinheiro da primeira venda, pagou 30 milhões de euros e ficou com menos dividendos. Mas com seis poleiros na administração.

domingo, 9 de julho de 2017

Porque é que isto acontece sempre nos Governos PS?

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Manuel Pinho foi o ministro da Economia que decidiu os pagamentos dos CMEC e do prolongamento das barragens, no Governo de José Sócrates. A seguir deu-se a criação de um curso na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, sobre energia eólica e renováveis. Este curso foi criado em 2010 e tinha a EDP como patrocinador, isto é, a empresa portuguesa pagava parte dos custos. Um dos professores convidados foi Manuel de Pinho, ex-ministro da Economia e amigo de António Mexia. 


Para já não falar de Sócrates, PT, TVI e ligações ao BES de Ricardo Salgado. 


A equipa que investiga a Operação Marquês descobriu que o plano de José Sócrates para a compra da TVI pela PT – que veio a ser descoberto no processo Face Oculta, em 2009 – começou em 2008 e previa envolver o Grupo Lena, investidores angolanos e o Taguspark.


Mas sobre esse triangulo das bermudas que foi o BES, PT e Sócrates há pano para mangas.


Agora neste Governo três Secretários de Estado têm de passar pela vergonha de passado um ano terem de se demitir por causa de terem ido viajar a convite da Galp, ao mesmo tempo que a Galp tem em tribunal um litigio fiscal contra o Estado provocado por um imposto aplicado pelo Governo anterior de Passos Coelho.


Mas esta panelinha é tradição nos Governos socialistas?

Porque é que isto acontece sempre nos Governos PS?

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Manuel Pinho foi o ministro da Economia que decidiu os pagamentos dos CMEC e do prolongamento das barragens, no Governo de José Sócrates. A seguir deu-se a criação de um curso na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, sobre energia eólica e renováveis. Este curso foi criado em 2010 e tinha a EDP como patrocinador, isto é, a empresa portuguesa pagava parte dos custos. Um dos professores convidados foi Manuel de Pinho, ex-ministro da Economia e amigo de António Mexia. 


Para já não falar de Sócrates, PT, TVI e ligações ao BES de Ricardo Salgado. 


A equipa que investiga a Operação Marquês descobriu que o plano de José Sócrates para a compra da TVI pela PT – que veio a ser descoberto no processo Face Oculta, em 2009 – começou em 2008 e previa envolver o Grupo Lena, investidores angolanos e o Taguspark.


Mas sobre esse triangulo das bermudas que foi o BES, PT e Sócrates há pano para mangas.


Agora neste Governo três Secretários de Estado têm de passar pela vergonha de passado um ano terem de se demitir por causa de terem ido viajar a convite da Galp, ao mesmo tempo que a Galp tem em tribunal um litigio fiscal contra o Estado provocado por um imposto aplicado pelo Governo anterior de Passos Coelho.


Mas esta panelinha é tradição nos Governos socialistas?

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Gosto do puto. Ponto Final

Li o artigo e sublinho o que li, porque gosto da atitude do Salvador Sobral!


 


"De repente há um livro sobre mim e sobre a aventura em Kiev, não me lembro de estar lá ninguém a escrever um livro. Eu conheci toda a gente que estava lá, os portugueses, mas parece que estas pessoas têm informações privilegiadas. (…) É só para dizer que eu não tenho nada a ver com este livro e que acho muito triste que isto seja legal. Mas aparentemente é, porque somos figuras públicas e então é legal fazer um livro destes sobre mim. Mas já que é legal pelo menos podiam ter falado comigo antes e não o fizeram. (…) Se quiseram comprar… Eu não compraria."


Salvador à Revista Caras

Gosto do puto. Ponto Final

Li o artigo e sublinho o que li, porque gosto da atitude do Salvador Sobral!


 


"De repente há um livro sobre mim e sobre a aventura em Kiev, não me lembro de estar lá ninguém a escrever um livro. Eu conheci toda a gente que estava lá, os portugueses, mas parece que estas pessoas têm informações privilegiadas. (…) É só para dizer que eu não tenho nada a ver com este livro e que acho muito triste que isto seja legal. Mas aparentemente é, porque somos figuras públicas e então é legal fazer um livro destes sobre mim. Mas já que é legal pelo menos podiam ter falado comigo antes e não o fizeram. (…) Se quiseram comprar… Eu não compraria."


Salvador à Revista Caras

Idem aspas aspas


Sempre que há uma cimeira internacional, e no caso a G20, é sempre a mesma coisa. Os líderes estão sempre à volta dos mesmos temas, com a invariável questão do terrorismo à cabeça, e a cidade, Hamburgo, que recebe o encontro está a ferro e fogo.


 

Idem aspas aspas


Sempre que há uma cimeira internacional, e no caso a G20, é sempre a mesma coisa. Os líderes estão sempre à volta dos mesmos temas, com a invariável questão do terrorismo à cabeça, e a cidade, Hamburgo, que recebe o encontro está a ferro e fogo.


 

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Só eu é que acho que há um paradoxo entre estas sentenças?

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Só eu é que acho que há um paradoxo entre estas duas sentenças?


"EN236 só foi fechada depois de se saber das mortes [a GNR não fechou a estrada porque não recebeu ordens para isso]"


e


"Primeiro-ministro mantém confiança política na ministra da administração interna"


Ou entre estas: 


O ministro da Defesa, Azeredo Lopes, disse em Castelo Branco que assume a "responsabilidade política" após o furto de material de guerra em Tancos pelo "simples facto de estar em funções". 


e


Pedro Nuno Santos "As demissões têm muitas vezes consequências perversas”.  "Não se devem misturar incêndios e Tancos. Nem fazer rolar cabeças”.


Em Tancos o caso de incompetência é tão grande que até já veio o Chefe de Estado-Maior do Exército, o General Rovisco Pais em salvação do Governo dizer que aos deputados que assumia as responsabilidades do assalto ao paiol de Tancos, ilibando totalmente o poder político pelo sucedido dizendo "todas as responsabilidades pelas falhas de segurança foram militares".


 E isto a espuma dos nossos dias. Os políticos a dizer como devemos pensar. Devemos não pedir explicações ao Governo, não pedir a demissão dos Governantes perante a morte cruel e excusada de 64 pessoas em Pedrógão e perante o enorme assalto de material de guerra nas barbas dos militares, que nem se davam ao trabalho de guardar o paiol.  Devemos sim criticar o líder da oposição porque sim, e ridiicularizar Cristas só porque é mulher e pede demissões descaradamente deste Governo imaculado pelo detentores do poder de formar opinião.


O Governo já nem se mexe com as críticas da imprensa ou de opinion makers, só as tiradas de Marcelo o levam a fazer comunicados e a explicar-se. Foi o estado a que chegámos.


A notícia de que o primeiro-ministro tinha ido de férias, em plena crise do furto de armas de guerra em Tancos e após o trágico incêndio de Pedrógão Grande, foi avançada pelo jornal i, e é desde essa altura o tema da atualidade.


António Costa e o Governo admitem os erros todos, mas depois "mantém a confiança"; "não se deve fazer rolar cabeças", etc


Pior, o primeiro-ministro até se deu ao luxo de ir de férias. Para não ter que ser confrontado com a demissão do ministro da defesa, como foi com a ministra da administração interna.


Quando explicou a resposta ainda foi mais hilariante. Resposta: "As férias de António Costa já tinham sido planificadas e que o chefe do Governo está sempre contactável”.


Ena! Ninguém diria que em pleno século XXI o primeiro-ministro, tal como qualquer pessoa, não estivesse contactável.


“O Governo, tendo em consideração o período de Verão, organizou e planificou em tempo o período de férias do primeiro-ministro, bem como dos restantes membros do Governo, de forma a garantir as necessárias substituições para assegurar o normal funcionamento do Governo”, disse o chefe do Governo na nota divulgada aos jornais.

O primeiro-ministro ainda atira com o direito legal às férias: “Neste quadro, o primeiro-ministro encontra-se no gozo de uma semana de férias, sendo substituído na sua ausência, nos termos do artigo 7º da Lei Orgânica do XXI Governo, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros. O primeiro-ministro está sempre contactável e disponível em caso de necessidade.” disse,

A notícia de que o primeiro-ministro tinha ido de férias, em plena crise do furto de armas de guerra em Tancos e após o trágico incêndio de Pedrógão Grande, foi avançada pelo jornal i, e é desde essa altura o tema da atualidade.

 

Isto é tão caricato que foram mais uma vez os jornais espanhóis a pôr o dedo na ferida. 

Os jornais espanhóis é que chamaram o tem da fragilidade do Governo com a tragédia de Pedrógão (El Mundo)


Os jornais espanhóis é que deram a lista exaustiva da enorme lista de armas de guerra roubadas nas barbas do exército no paiól de Tancos (El Jornal)


E são mais uma vez os jornais espanhóis que põem a nú o ridiculo num artigo irónico (El País):




O jornalista começa o artigo por lembrar que Portugal é o terceiro país mais pacífico do mundo, para logo sublinhar, que é “tão pacífico” que na semana passada “uns estranhos foram à base militar de Tancos e levaram num carro armas sem que ninguém os impedisse”.


“Desde há cinco anos, Tancos, situada 120 quilómetros a noroeste de Lisboa, tem o sistema de videovigilância avariado, os sensores de movimento também não se mexem, a vedação não aguenta uma tesourada, e as 25 guaritas estão de tal forma devolutas que é melhor que nenhum soldado arrisque nelas a sua vida”, prossegue em tom irónico.


O correspondente do El Pais faz notar a seguir que os militares a quem cumpre passar ronda às instalações “vão rezando para que nada os ataque porque só se poderiam defender de uma cacetada”.


Em seguida, Javier Martín dá como certo que “os assaltantes chegaram num camião, fizeram um buraco na rede e foram até uma vintena de paióis mas só entraram naqueles onde estava o material de que necessitavam”. “Até no frigorífico lá de casa demoram mais tempo a encontrar os iogurtes”, escreve o jornalista.


“Depois de conhecer o Exército que cuida de Tancos, se Portugal não ficar em primeiro lugar no índice Global de Paz em 2018, será uma injustiça de pegar em armas”, conclui o jornalista.



Só eu é que acho que há um paradoxo entre estas sentenças?

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Só eu é que acho que há um paradoxo entre estas duas sentenças?


"EN236 só foi fechada depois de se saber das mortes [a GNR não fechou a estrada porque não recebeu ordens para isso]"


e


"Primeiro-ministro mantém confiança política na ministra da administração interna"


Ou entre estas: 


O ministro da Defesa, Azeredo Lopes, disse em Castelo Branco que assume a "responsabilidade política" após o furto de material de guerra em Tancos pelo "simples facto de estar em funções". 


e


Pedro Nuno Santos "As demissões têm muitas vezes consequências perversas”.  "Não se devem misturar incêndios e Tancos. Nem fazer rolar cabeças”.


Em Tancos o caso de incompetência é tão grande que até já veio o Chefe de Estado-Maior do Exército, o General Rovisco Pais em salvação do Governo dizer que aos deputados que assumia as responsabilidades do assalto ao paiol de Tancos, ilibando totalmente o poder político pelo sucedido dizendo "todas as responsabilidades pelas falhas de segurança foram militares".


 E isto a espuma dos nossos dias. Os políticos a dizer como devemos pensar. Devemos não pedir explicações ao Governo, não pedir a demissão dos Governantes perante a morte cruel e excusada de 64 pessoas em Pedrógão e perante o enorme assalto de material de guerra nas barbas dos militares, que nem se davam ao trabalho de guardar o paiol.  Devemos sim criticar o líder da oposição porque sim, e ridiicularizar Cristas só porque é mulher e pede demissões descaradamente deste Governo imaculado pelo detentores do poder de formar opinião.


O Governo já nem se mexe com as críticas da imprensa ou de opinion makers, só as tiradas de Marcelo o levam a fazer comunicados e a explicar-se. Foi o estado a que chegámos.


A notícia de que o primeiro-ministro tinha ido de férias, em plena crise do furto de armas de guerra em Tancos e após o trágico incêndio de Pedrógão Grande, foi avançada pelo jornal i, e é desde essa altura o tema da atualidade.


António Costa e o Governo admitem os erros todos, mas depois "mantém a confiança"; "não se deve fazer rolar cabeças", etc


Pior, o primeiro-ministro até se deu ao luxo de ir de férias. Para não ter que ser confrontado com a demissão do ministro da defesa, como foi com a ministra da administração interna.


Quando explicou a resposta ainda foi mais hilariante. Resposta: "As férias de António Costa já tinham sido planificadas e que o chefe do Governo está sempre contactável”.


Ena! Ninguém diria que em pleno século XXI o primeiro-ministro, tal como qualquer pessoa, não estivesse contactável.


“O Governo, tendo em consideração o período de Verão, organizou e planificou em tempo o período de férias do primeiro-ministro, bem como dos restantes membros do Governo, de forma a garantir as necessárias substituições para assegurar o normal funcionamento do Governo”, disse o chefe do Governo na nota divulgada aos jornais.

O primeiro-ministro ainda atira com o direito legal às férias: “Neste quadro, o primeiro-ministro encontra-se no gozo de uma semana de férias, sendo substituído na sua ausência, nos termos do artigo 7º da Lei Orgânica do XXI Governo, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros. O primeiro-ministro está sempre contactável e disponível em caso de necessidade.” disse,

A notícia de que o primeiro-ministro tinha ido de férias, em plena crise do furto de armas de guerra em Tancos e após o trágico incêndio de Pedrógão Grande, foi avançada pelo jornal i, e é desde essa altura o tema da atualidade.

 

Isto é tão caricato que foram mais uma vez os jornais espanhóis a pôr o dedo na ferida. 

Os jornais espanhóis é que chamaram o tem da fragilidade do Governo com a tragédia de Pedrógão (El Mundo)


Os jornais espanhóis é que deram a lista exaustiva da enorme lista de armas de guerra roubadas nas barbas do exército no paiól de Tancos (El Jornal)


E são mais uma vez os jornais espanhóis que põem a nú o ridiculo num artigo irónico (El País):




O jornalista começa o artigo por lembrar que Portugal é o terceiro país mais pacífico do mundo, para logo sublinhar, que é “tão pacífico” que na semana passada “uns estranhos foram à base militar de Tancos e levaram num carro armas sem que ninguém os impedisse”.


“Desde há cinco anos, Tancos, situada 120 quilómetros a noroeste de Lisboa, tem o sistema de videovigilância avariado, os sensores de movimento também não se mexem, a vedação não aguenta uma tesourada, e as 25 guaritas estão de tal forma devolutas que é melhor que nenhum soldado arrisque nelas a sua vida”, prossegue em tom irónico.


O correspondente do El Pais faz notar a seguir que os militares a quem cumpre passar ronda às instalações “vão rezando para que nada os ataque porque só se poderiam defender de uma cacetada”.


Em seguida, Javier Martín dá como certo que “os assaltantes chegaram num camião, fizeram um buraco na rede e foram até uma vintena de paióis mas só entraram naqueles onde estava o material de que necessitavam”. “Até no frigorífico lá de casa demoram mais tempo a encontrar os iogurtes”, escreve o jornalista.


“Depois de conhecer o Exército que cuida de Tancos, se Portugal não ficar em primeiro lugar no índice Global de Paz em 2018, será uma injustiça de pegar em armas”, conclui o jornalista.



No reino da desordem


 


 


Vivemos em desordem. Aliás "ordem" não é uma característica portuguesa. Se isso fizesse parte do nosso código genético a nossa história teria sido escrita de forma diferente, muito provavelmente não teria existido uma horrenda guerra civil, a Primeira República teria corrido às mil maravilhas e logo não teria havido Estado Novo nem nada do que se seguiu. Éramos um país maravilho.


Porém a história é feita de factos em que a genética faz das suas, pelo que perante os factos não há nada a dizer!


Acrescento ainda uma outra característica dos portugueses: são mandados e gostam e precisam de ser mandados. E, sobretudo, precisam de ser mandados! Veja-se por exemplo a forma como os nossos emigrantes são visto: em todo o lado a ideia generalizada é que o português é um excelente trabalhador. É bem mandado! Por cá a cantiga é outra. Se não são mandados eles ficam à nora. Não sabem como fazer e, tampouco, sabem porque as coisas acontecem.


Há dois bom exemplos que servem na perfeição na retratação do nosso povo, e sobretudo por as consequências são trágicas, servindo inclusive para chacota internacional, falo do assalto a Tancos - e note-se, todavia, que situações parecidas, ligadas ao crime internacional também já ocorreram, disse-me ontem um amigo militar, em França e na Alemanha – e, por outro lado, como acabo de ler no Sapo, a “GNR não recebeu qualquer "decisão operacional" sobre a necessidade de encerramento da Estrada Nacional 236-1 durante o incêndio que deflagrou a 17 de junho em Pedrogão Grande, tendo encerrado esta via após a localização de vítimas mortais.”


Pois é; não receberam ordem! Não receberam ordens porque o “malvado” SIRESP não possibilitou o “envio” dessa ordem, e os militares não fecharam a estrada levando à morte dezenas de portugueses, e por outro lado tal acontece, porque como tem que ser mandados, a Guarda Nacional Republicana não tem autonomia suficiente para actuar conforme situações que lhes pareçam urgentes. Ou seja, tanto eles, e sobretudo os que mandam, deveriam de saber que às vezes é melhor prevenir do que remediar. E assim, tanto em Pedrogão como em Tancos – as câmaras de segurança estão desligadas há dois anos – as coisas acontecem por falta de ordem e muito desleixo. Seja como for a culpa – já que passamos o tempo a sacudir a água do capote -há-de morrer solteira.


 


Termino isto com um registo de humor, de humor que ainda consegue salvar alguma coisa, citando Pedro Silva Pereira: “Se a estrada 236 não existisse aquelas pessoas não tinham morrido”!

No reino da desordem


 


 


Vivemos em desordem. Aliás "ordem" não é uma característica portuguesa. Se isso fizesse parte do nosso código genético a nossa história teria sido escrita de forma diferente, muito provavelmente não teria existido uma horrenda guerra civil, a Primeira República teria corrido às mil maravilhas e logo não teria havido Estado Novo nem nada do que se seguiu. Éramos um país maravilho.


Porém a história é feita de factos em que a genética faz das suas, pelo que perante os factos não há nada a dizer!


Acrescento ainda uma outra característica dos portugueses: são mandados e gostam e precisam de ser mandados. E, sobretudo, precisam de ser mandados! Veja-se por exemplo a forma como os nossos emigrantes são visto: em todo o lado a ideia generalizada é que o português é um excelente trabalhador. É bem mandado! Por cá a cantiga é outra. Se não são mandados eles ficam à nora. Não sabem como fazer e, tampouco, sabem porque as coisas acontecem.


Há dois bom exemplos que servem na perfeição na retratação do nosso povo, e sobretudo por as consequências são trágicas, servindo inclusive para chacota internacional, falo do assalto a Tancos - e note-se, todavia, que situações parecidas, ligadas ao crime internacional também já ocorreram, disse-me ontem um amigo militar, em França e na Alemanha – e, por outro lado, como acabo de ler no Sapo, a “GNR não recebeu qualquer "decisão operacional" sobre a necessidade de encerramento da Estrada Nacional 236-1 durante o incêndio que deflagrou a 17 de junho em Pedrogão Grande, tendo encerrado esta via após a localização de vítimas mortais.”


Pois é; não receberam ordem! Não receberam ordens porque o “malvado” SIRESP não possibilitou o “envio” dessa ordem, e os militares não fecharam a estrada levando à morte dezenas de portugueses, e por outro lado tal acontece, porque como tem que ser mandados, a Guarda Nacional Republicana não tem autonomia suficiente para actuar conforme situações que lhes pareçam urgentes. Ou seja, tanto eles, e sobretudo os que mandam, deveriam de saber que às vezes é melhor prevenir do que remediar. E assim, tanto em Pedrogão como em Tancos – as câmaras de segurança estão desligadas há dois anos – as coisas acontecem por falta de ordem e muito desleixo. Seja como for a culpa – já que passamos o tempo a sacudir a água do capote -há-de morrer solteira.


 


Termino isto com um registo de humor, de humor que ainda consegue salvar alguma coisa, citando Pedro Silva Pereira: “Se a estrada 236 não existisse aquelas pessoas não tinham morrido”!

terça-feira, 4 de julho de 2017

Do peido do Salvador às reações da populaça


As pessoas com a mesma energia que saudaram Salvador Sobral pelo seu inesperado, mas merecido sucesso na edição deste ano na Eurovisão, levando bem alto a música portuguesa reagiram em cardume, como devoradores tubarões, porque esta ingénua criatura, pouca dada a heroísmos instantâneos, disse, no concerto solidário com as vítimas dos incêndios de Pedrogão Grande, “(...) sinto que posso fazer qualquer coisa que vocês aplaudem. Vou mandar um peido para ver o que é que acontece.”


O Salvador, em Kiev, como Éder, em Paris, ganharam, de um momento para o outro, como que caído do céu, o estatuto de vedetas. Éder está desaparecido. E Salvador diz o que disse, pese embora já tenha pedido desculpas: “Peço desculpa se ofendi alguém, sinceramente. Não era a minha intenção, nunca foi".


 


A propósito deste momento folclórico, escreveu, no  Público, João Miguel Tavares, : “Salvador Sobral, 27 anos, é um homem desconcertante e profundamente incomodado com a absurda fama que se abateu sobre ele, por causa de uma canção simples composta pela sua irmã.” E, sobretudo acrescenta: “Salvador não tem nada que pedir desculpa. Tem apenas de aprender, como Nietzsche há muito nos ensinou, a beber de um só trago as tempestades que é capaz de criar.”


Tavares está coberto de razão. Salvador tem idade para crescer e ter mais cuidado com tempestades. Tempestades que o Povo adora. Pedrogão Grande foi uma tragédia terrível, que ceifou vidas humanas – caso fosse só árvores era tão somente mais um fogo florestal. E o português adora isto. O português deve ser um povo bipolar: Vai da alegria suprema, as vitórias no Euro e na Eurovisão, à tragédia de Pedrogão, num pulo: abraçam-se na alegria como no luto com o mesmo entusiasmo. Gostam de sentir uns pobres coitados. E nesse limite acham que a piada mal-cheirosa de Salvador Sobral não teve graça. É claro que não teve. Ele só lá estava, no Meo Arena, porque é uma estrela instantânea. Só isso!

Do peido do Salvador às reações da populaça


As pessoas com a mesma energia que saudaram Salvador Sobral pelo seu inesperado, mas merecido sucesso na edição deste ano na Eurovisão, levando bem alto a música portuguesa reagiram em cardume, como devoradores tubarões, porque esta ingénua criatura, pouca dada a heroísmos instantâneos, disse, no concerto solidário com as vítimas dos incêndios de Pedrogão Grande, “(...) sinto que posso fazer qualquer coisa que vocês aplaudem. Vou mandar um peido para ver o que é que acontece.”


O Salvador, em Kiev, como Éder, em Paris, ganharam, de um momento para o outro, como que caído do céu, o estatuto de vedetas. Éder está desaparecido. E Salvador diz o que disse, pese embora já tenha pedido desculpas: “Peço desculpa se ofendi alguém, sinceramente. Não era a minha intenção, nunca foi".


 


A propósito deste momento folclórico, escreveu, no  Público, João Miguel Tavares, : “Salvador Sobral, 27 anos, é um homem desconcertante e profundamente incomodado com a absurda fama que se abateu sobre ele, por causa de uma canção simples composta pela sua irmã.” E, sobretudo acrescenta: “Salvador não tem nada que pedir desculpa. Tem apenas de aprender, como Nietzsche há muito nos ensinou, a beber de um só trago as tempestades que é capaz de criar.”


Tavares está coberto de razão. Salvador tem idade para crescer e ter mais cuidado com tempestades. Tempestades que o Povo adora. Pedrogão Grande foi uma tragédia terrível, que ceifou vidas humanas – caso fosse só árvores era tão somente mais um fogo florestal. E o português adora isto. O português deve ser um povo bipolar: Vai da alegria suprema, as vitórias no Euro e na Eurovisão, à tragédia de Pedrogão, num pulo: abraçam-se na alegria como no luto com o mesmo entusiasmo. Gostam de sentir uns pobres coitados. E nesse limite acham que a piada mal-cheirosa de Salvador Sobral não teve graça. É claro que não teve. Ele só lá estava, no Meo Arena, porque é uma estrela instantânea. Só isso!

domingo, 2 de julho de 2017

Balanço do Governo de António Costa (em traços gerais)

Resultado de imagem para governo antonio costa


Em traços gerais:


Brexit ajuda a economia portuguesa porque aumentou a tolerância dos parceiros da UE ao défices excessivos.


Ameaças terroristas na Europa ajudam turismo português


Turismo salva economia portuguesa


Défice melhora, dívida continua lá e aumenta.


Juros da República começam por subir, mas já estão a melhorar


Banca: capitalização da CGD e nada mais porque o resto não foi feito pelo Governo, nem a capitalização do BCP, nem a OPA do BPI, nem a venda do Novo Banco (e nem a potencial venda de parte do Montepio). Malparado não vai ter solução nacional.


Lesados do BES serão pagos em parte (mas quem paga? Provavelmente o Estado, quando as ações em Tribunal, trocadas por dinheiro, forem perdidas).


Reversão da venda da TAP, e venda noutras condições em que são salvos lugares no board para o Estado


Falha do Siresp e das forças de combate aos fogos florestais de Pedrogão Grande, morrem 64 pessoas, a maioria numa estrada nacional para onde foram encaminhadas pela GNR. Ninguém se responsabiliza.


Assalto e roubo, cuja lista é infindável, de material de guerra que ocorreu na semana passada nos Paióis de Tancos.  O ministro da Defesa afirmou em Castelo Branco que assume a "responsabilidade política" após o furto de material de guerra em Tancos pelo "simples facto de estar em funções". Mas não se demite.


O exército não sabe explicar o que aconteceu, nem porque é que falhou a segurança. Escondeu a lista do material roubado, mas eis que sai a lista num jornal espanhol. O Chefe das forças armadas, o Presidente da República, lá pediu investigações exaustivas para apurar responsabilidades.


P.S: o melhor deste Governo é capaz de ser mesmo o Simplex.


Bom e não estou a ver muito mais, mas corrijam-se se estiver enganada :)

Balanço do Governo de António Costa (em traços gerais)

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Em traços gerais:


Brexit ajuda a economia portuguesa porque aumentou a tolerância dos parceiros da UE ao défices excessivos.


Ameaças terroristas na Europa ajudam turismo português


Turismo salva economia portuguesa


Défice melhora, dívida continua lá e aumenta.


Juros da República começam por subir, mas já estão a melhorar


Banca: capitalização da CGD e nada mais porque o resto não foi feito pelo Governo, nem a capitalização do BCP, nem a OPA do BPI, nem a venda do Novo Banco (e nem a potencial venda de parte do Montepio). Malparado não vai ter solução nacional.


Lesados do BES serão pagos em parte (mas quem paga? Provavelmente o Estado, quando as ações em Tribunal, trocadas por dinheiro, forem perdidas).


Reversão da venda da TAP, e venda noutras condições em que são salvos lugares no board para o Estado


Falha do Siresp e das forças de combate aos fogos florestais de Pedrogão Grande, morrem 64 pessoas, a maioria numa estrada nacional para onde foram encaminhadas pela GNR. Ninguém se responsabiliza.


Assalto e roubo, cuja lista é infindável, de material de guerra que ocorreu na semana passada nos Paióis de Tancos.  O ministro da Defesa afirmou em Castelo Branco que assume a "responsabilidade política" após o furto de material de guerra em Tancos pelo "simples facto de estar em funções". Mas não se demite.


O exército não sabe explicar o que aconteceu, nem porque é que falhou a segurança. Escondeu a lista do material roubado, mas eis que sai a lista num jornal espanhol. O Chefe das forças armadas, o Presidente da República, lá pediu investigações exaustivas para apurar responsabilidades.


P.S: o melhor deste Governo é capaz de ser mesmo o Simplex.


Bom e não estou a ver muito mais, mas corrijam-se se estiver enganada :)