A OPA (Oferta Pública de Aquisição) lançada pelo Grupo José de Mello e Arcus sobre a Brisa vai ser financiada em dois terços do valor pela banca (BES, CGD e BCP) e em um terço por capital, anunciou hoje Vasco de Mello, presidente do grupo familiar que está, em conferência de imprensa, a apresentar a oferta.
sexta-feira, 30 de março de 2012
Finalmente o dinheiro do BCE chegou à economia
A OPA (Oferta Pública de Aquisição) lançada pelo Grupo José de Mello e Arcus sobre a Brisa vai ser financiada em dois terços do valor pela banca (BES, CGD e BCP) e em um terço por capital, anunciou hoje Vasco de Mello, presidente do grupo familiar que está, em conferência de imprensa, a apresentar a oferta.
quinta-feira, 29 de março de 2012
N' América...
O leitão Estava feito ao bife, mas aqui safa-se de ser frito!
Francisco Leitão, conhecido por “Rei Ghob”, julgado em Torres Vedras pela prática de quatro crimes de homicídio, foi hoje condenado a 25 anos de prisão, o máximo previsto previsto na lei.
Nota Pessoal: Não obstante a minha ironia eu sou completamente contra a pena de morte. É um claro retrocesso civilizacional. No entanto, para os crimes de grande violência (de sangue) deveria haver um agravamento substancial das penas.
N' América...
O leitão Estava feito ao bife, mas aqui safa-se de ser frito!
Francisco Leitão, conhecido por “Rei Ghob”, julgado em Torres Vedras pela prática de quatro crimes de homicídio, foi hoje condenado a 25 anos de prisão, o máximo previsto previsto na lei.
Nota Pessoal: Não obstante a minha ironia eu sou completamente contra a pena de morte. É um claro retrocesso civilizacional. No entanto, para os crimes de grande violência (de sangue) deveria haver um agravamento substancial das penas.
Isto é mentira, pá!
Este post era para ser um comentário à homenagem que a minha parceira fez ao Millôr Fernandes. Mas faço-o assim, para dar um ralhete a este génio que teve a lata de partir. Então você diz que "A gente só morre uma vez. Mas é para sempre"? Desculpe, cara, mas isso é mentira! Por um lado, como cristão que sou, acredito que tu ganhaste a eternidade e, por outro, se fosse verdade para que serviriam estas homenagens?
Mas há mais. E muito pior do que o seu desaparecimento: acabo de descobrir que no seu Brasil natal muita gente não sabe de quem ele era. E por aqui, como é? Desconfio que a ignorância seja (também) geral!
Isto é mentira, pá!
Este post era para ser um comentário à homenagem que a minha parceira fez ao Millôr Fernandes. Mas faço-o assim, para dar um ralhete a este génio que teve a lata de partir. Então você diz que "A gente só morre uma vez. Mas é para sempre"? Desculpe, cara, mas isso é mentira! Por um lado, como cristão que sou, acredito que tu ganhaste a eternidade e, por outro, se fosse verdade para que serviriam estas homenagens?
Mas há mais. E muito pior do que o seu desaparecimento: acabo de descobrir que no seu Brasil natal muita gente não sabe de quem ele era. E por aqui, como é? Desconfio que a ignorância seja (também) geral!
quarta-feira, 28 de março de 2012
Uma questão de inadaptação...
Diz a Deputada "bloquista" Mariana Aiveca para o Ministro Álvaro dos Santos Pereira:
"Sr. Ministro, se a legislação que propõe ( alteração ao Código do Trabalho) já estivesse em vigor, o senhor já tinha sido despedido por inadaptação ao posto de trabalho!"
Da minha parte eu acho graça ao trocadilho da deputada do Bloco de Esquerda. Mas, para mim, teria mais graças se a Senhora Deputada e a maioria dos nossos representantes olhassem ao espelho... Vejo por lá muito inadaptado!
Uma questão de inadaptação...
Diz a Deputada "bloquista" Mariana Aiveca para o Ministro Álvaro dos Santos Pereira:
"Sr. Ministro, se a legislação que propõe ( alteração ao Código do Trabalho) já estivesse em vigor, o senhor já tinha sido despedido por inadaptação ao posto de trabalho!"
Da minha parte eu acho graça ao trocadilho da deputada do Bloco de Esquerda. Mas, para mim, teria mais graças se a Senhora Deputada e a maioria dos nossos representantes olhassem ao espelho... Vejo por lá muito inadaptado!
Génio da raça

Morreu, na noite de 27 de Março, no Rio de janeiro, o "génio da raça". Foi desta forma que o Blogue do Juca deu conhecimento da morte de Millôr Fernandes (1923-2012). Aliás esta foi uma semana horribilis para os nossos irmãos brasileiros, após o desaparecimento de dois génios singulares: Chico Anysio e Millôr Fernandes. Do que eles escreveu deixo-vos este: “Quem se curva diante dos opressores mostra o traseiro para os oprimidos”.
Paz à sua alma, porque a minha está dorida!
Génio da raça

Morreu, na noite de 27 de Março, no Rio de janeiro, o "génio da raça". Foi desta forma que o Blogue do Juca deu conhecimento da morte de Millôr Fernandes (1923-2012). Aliás esta foi uma semana horribilis para os nossos irmãos brasileiros, após o desaparecimento de dois génios singulares: Chico Anysio e Millôr Fernandes. Do que eles escreveu deixo-vos este: “Quem se curva diante dos opressores mostra o traseiro para os oprimidos”.
Paz à sua alma, porque a minha está dorida!
terça-feira, 27 de março de 2012
Taquicardia?
Taquicardia?
Caso de polícia

Gylfi Zoega, membro do Banco Central da Islândia, teve uma ideia luminosa, para a qual muitos de nós gostariamos de ter uma resposta. O problema, ao contrário do que aconteceu no seu país, é que, por esta bandas, a falta de tomates é notória. Aqui a culpa morre sempre solteira!
A imagem foi encontrada neste excelente blogue do Prof. Doutor Paulo Granjo do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS).
Caso de polícia

Gylfi Zoega, membro do Banco Central da Islândia, teve uma ideia luminosa, para a qual muitos de nós gostariamos de ter uma resposta. O problema, ao contrário do que aconteceu no seu país, é que, por esta bandas, a falta de tomates é notória. Aqui a culpa morre sempre solteira!
A imagem foi encontrada neste excelente blogue do Prof. Doutor Paulo Granjo do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS).
Que galo...
Que a cultura, em Portugal, está em crise não é novidade para ninguém... sempre esteve! Aliás a crise é tão profunda que até não conseguem quórum para protestarem contra as medias propostas pelo executivo!. É um grande "galo"!
Que galo...
Que a cultura, em Portugal, está em crise não é novidade para ninguém... sempre esteve! Aliás a crise é tão profunda que até não conseguem quórum para protestarem contra as medias propostas pelo executivo!. É um grande "galo"!
Uma questão de bom senso...

"No mundo actual, investe-se cinco vezes mais em medicamentos para a virilidade masculina e em silicone para mulheres do que na cura da doença de Alzheimer. Daqui a alguns anos, teremos velhas de mamas grandes e velhos com pénis duros, mas nenhum deles se lembrará para que servem...".
Drauzio Varella, médico oncologista brasileiro.
Uma questão de bom senso...

"No mundo actual, investe-se cinco vezes mais em medicamentos para a virilidade masculina e em silicone para mulheres do que na cura da doença de Alzheimer. Daqui a alguns anos, teremos velhas de mamas grandes e velhos com pénis duros, mas nenhum deles se lembrará para que servem...".
Drauzio Varella, médico oncologista brasileiro.
segunda-feira, 26 de março de 2012
Vícios
Nem é só o facto de ser um ex-ministro do pior Governo de Portugal desde que me lembro. Nem é o facto de ser uma pessoa que não é da Caixa Geral de Depósitos, e como tal não a poder representar em nenhum board. Nem é sequer o facto de ter sido Ministro com a tutela da CGD, enquanto o actual chairman da CGD era presidente executivo da mesma. Nem é o facto de ser um político e um professor de Finanças, pouco conhecedor do mercado de telecomunicações e de se preparar para ir para uma empresa privada.
É o absurdo do presidente não executivo da CGD (Fernando Faria de Oliveira) se preparar para pôr um político, ex-ministro das Finanças que a tutelou, um homem que não tem carreira nas telecomunicações, em representação do banco do Estado na administração da Portugal Telecom, quando tem indicações claras da troika para vender, o mais depressa possível, as participações em empresas fora do sector bancário, como é o caso desta participação de 6,23 por cento na PT.
“A Caixa Geral de Depósitos vai ser um banco estritamente centrado no negócio bancário", já o disse o Presidente executivo da CGD (José de Matos). Mas para Faria de Oliveira o mundo não mudou, continua a ser como dantes. Faria de Oliveira continua a não resistir à tentação de ser o arquitecto das estruturas accionistas das empresas privadas e de pôr a CGD ao serviço da definição de administrações de empresas. Ora em nome do centro de decisão nacional, ora em nome da competência profissional dos administradores. Como se a CGD fosse Deus e Faria de Oliveira o seu profeta. Mesmo quando essa política de estratega na defesa dos centros de decisão nacional arrastou o banco do Estado para os prejuízos que teve no ano passado.
Não sei se é ingenuidade ou vaidade o que move Faria de Oliveira. Um misto das duas coisas?
Vem isto propósito das declarações de Faria de Oliveira ao Negócios: O presidente não executivo da CGD que propôs o nome de Fernando Teixeira dos Santos para integrar a lista como administrador não executivo da Portugal Telecom, em representação da Caixa, por considerar que "constituiria uma mais-valia de relevo para a PT". E pergunto eu: o que tem Faria de Oliveira a ver com isso, isto é, com a PT?
Vícios
Nem é só o facto de ser um ex-ministro do pior Governo de Portugal desde que me lembro. Nem é o facto de ser uma pessoa que não é da Caixa Geral de Depósitos, e como tal não a poder representar em nenhum board. Nem é sequer o facto de ter sido Ministro com a tutela da CGD, enquanto o actual chairman da CGD era presidente executivo da mesma. Nem é o facto de ser um político e um professor de Finanças, pouco conhecedor do mercado de telecomunicações e de se preparar para ir para uma empresa privada.
É o absurdo do presidente não executivo da CGD (Fernando Faria de Oliveira) se preparar para pôr um político, ex-ministro das Finanças que a tutelou, um homem que não tem carreira nas telecomunicações, em representação do banco do Estado na administração da Portugal Telecom, quando tem indicações claras da troika para vender, o mais depressa possível, as participações em empresas fora do sector bancário, como é o caso desta participação de 6,23 por cento na PT.
“A Caixa Geral de Depósitos vai ser um banco estritamente centrado no negócio bancário", já o disse o Presidente executivo da CGD (José de Matos). Mas para Faria de Oliveira o mundo não mudou, continua a ser como dantes. Faria de Oliveira continua a não resistir à tentação de ser o arquitecto das estruturas accionistas das empresas privadas e de pôr a CGD ao serviço da definição de administrações de empresas. Ora em nome do centro de decisão nacional, ora em nome da competência profissional dos administradores. Como se a CGD fosse Deus e Faria de Oliveira o seu profeta. Mesmo quando essa política de estratega na defesa dos centros de decisão nacional arrastou o banco do Estado para os prejuízos que teve no ano passado.
Não sei se é ingenuidade ou vaidade o que move Faria de Oliveira. Um misto das duas coisas?
Vem isto propósito das declarações de Faria de Oliveira ao Negócios: O presidente não executivo da CGD que propôs o nome de Fernando Teixeira dos Santos para integrar a lista como administrador não executivo da Portugal Telecom, em representação da Caixa, por considerar que "constituiria uma mais-valia de relevo para a PT". E pergunto eu: o que tem Faria de Oliveira a ver com isso, isto é, com a PT?
Tiros nos pés...
Graças ao Facebook as pessoas ganharam ( uma) consciência das mais diversas causas que agitam o mundo. E então, até agora, estavam a dormir?
Tiros nos pés...
Graças ao Facebook as pessoas ganharam ( uma) consciência das mais diversas causas que agitam o mundo. E então, até agora, estavam a dormir?
domingo, 25 de março de 2012
Se eu dirigisse um jornal...
Se eu dirigisse um jornal criava uma rubrica ao fim de semana a que chamaria "o Mundo ao Contrário" em que se inverteriam os papéis, seriam os entrevistados a entrevistar os entrevistadores. Pessoas que normalmente são entrevistadas a fazer perguntas a jornalistas por si escolhidos (de que meio de comunicação fosse), sobre ideias e histórias. As fotografias seriam todas bonitas. Os fotógrafos olhariam para os fotografados como se fossem modelos. As pessoas seriam todas bonitas e expressivas no jornal dirigido por mim. Haveria uma secção de opinião de blogs, onde todos os dias seria escolhido um post inteligente da blogoesfera para ser lido em papel. As secções seriam divididas em duas: Primeira Linha (onde caberiam todas as grandes notícias, independentemente do tema) e Segunda linha, notícias menos importantes do ponto de vista mediático. E claro poderia haver mini-secções de publicidade, marketing, automóvel, viagens, cinema, roteiro, desporto, bolsa, investimento, ciência, etc ...
Haveria uma secção grande entrevista (quando as houvesse) e secções de análise, onde se analisaria um tema a fundo. Só se publicaria opiniões inteligentes, e a opinião no jornal podia ser escrita por qualquer jornalista (não obrigatoriamente de directores) desde que tivessem uma boa ideia, com bons argumentos...
Ora aí está um jornal melhor sem grandes custos acrescidos, aproveitem a ideia.
Se eu dirigisse um jornal...
Se eu dirigisse um jornal criava uma rubrica ao fim de semana a que chamaria "o Mundo ao Contrário" em que se inverteriam os papéis, seriam os entrevistados a entrevistar os entrevistadores. Pessoas que normalmente são entrevistadas a fazer perguntas a jornalistas por si escolhidos (de que meio de comunicação fosse), sobre ideias e histórias. As fotografias seriam todas bonitas. Os fotógrafos olhariam para os fotografados como se fossem modelos. As pessoas seriam todas bonitas e expressivas no jornal dirigido por mim. Haveria uma secção de opinião de blogs, onde todos os dias seria escolhido um post inteligente da blogoesfera para ser lido em papel. As secções seriam divididas em duas: Primeira Linha (onde caberiam todas as grandes notícias, independentemente do tema) e Segunda linha, notícias menos importantes do ponto de vista mediático. E claro poderia haver mini-secções de publicidade, marketing, automóvel, viagens, cinema, roteiro, desporto, bolsa, investimento, ciência, etc ...
Haveria uma secção grande entrevista (quando as houvesse) e secções de análise, onde se analisaria um tema a fundo. Só se publicaria opiniões inteligentes, e a opinião no jornal podia ser escrita por qualquer jornalista (não obrigatoriamente de directores) desde que tivessem uma boa ideia, com bons argumentos...
Ora aí está um jornal melhor sem grandes custos acrescidos, aproveitem a ideia.
sexta-feira, 23 de março de 2012
2-0 ganha Ricardo Salgado
Mas afinal quem é que manda aqui?
"Faria de Oliveira foi uma grande solução para a Associação Portuguesa de Bancos (APB). A sua experiência e saber serão uma vantagem", disse Ricardo Salgado durante a apresentação pública dos resultados da ESFG.
"Já tenho mostrado várias vezes a consideração que tenho pelo Prof. Teixeira dos Santos, considero-o um grande financeiro. É uma pessoa que poderá dar um bom contributo à PT". Disse o presidente executivo do BES ao Negócios.
Ah! Bom!
:)
2-0 ganha Ricardo Salgado
Mas afinal quem é que manda aqui?
"Faria de Oliveira foi uma grande solução para a Associação Portuguesa de Bancos (APB). A sua experiência e saber serão uma vantagem", disse Ricardo Salgado durante a apresentação pública dos resultados da ESFG.
"Já tenho mostrado várias vezes a consideração que tenho pelo Prof. Teixeira dos Santos, considero-o um grande financeiro. É uma pessoa que poderá dar um bom contributo à PT". Disse o presidente executivo do BES ao Negócios.
Ah! Bom!
:)
Seremos gregos?
Pela brutalidade da imagem até parece que somos (ou se quiserem que estamos). Em suma: haverá necessidade para tamanha violência?
Seremos gregos?
Pela brutalidade da imagem até parece que somos (ou se quiserem que estamos). Em suma: haverá necessidade para tamanha violência?
quinta-feira, 22 de março de 2012
Em Portugal e na paisagem
Afinal a minha Greve já acabou. De facto, era uma greve sem sentido nenhum, já que embora sendo pela defesa dos direitos dos trabalhadores nunca compreendi bem a utilização deste instrumento: é mau para os grevista e péssimo para o país!
Outra razão que me leva a escrever tem a ver com a noticia que acabo de ler, segundo a qual Arménio Carlos, o novo homem forte da CGTP faz o primeiro balanço desta greve geral, afirmando-se muito contente a esta “forte adesão a esta greve geral”. Porque, por aqui, em Santarém, no meu périplo habitual, não dei por ela! Se calhar preciso de óculos... a não ser que a greve aconteça em Portugal - Lisboa e Porto, já que porque aqui, na paisagem scalabitana, ela parece ter passado ao lado!
Em Portugal e na paisagem
Afinal a minha Greve já acabou. De facto, era uma greve sem sentido nenhum, já que embora sendo pela defesa dos direitos dos trabalhadores nunca compreendi bem a utilização deste instrumento: é mau para os grevista e péssimo para o país!
Outra razão que me leva a escrever tem a ver com a noticia que acabo de ler, segundo a qual Arménio Carlos, o novo homem forte da CGTP faz o primeiro balanço desta greve geral, afirmando-se muito contente a esta “forte adesão a esta greve geral”. Porque, por aqui, em Santarém, no meu périplo habitual, não dei por ela! Se calhar preciso de óculos... a não ser que a greve aconteça em Portugal - Lisboa e Porto, já que porque aqui, na paisagem scalabitana, ela parece ter passado ao lado!
quarta-feira, 21 de março de 2012
Não há nada para ninguém
Se não mudar de ideias - nunca se sabe o que pode acontecer - eu só voltarei a escrever na sexta-feira. Estou em Greve.
Não há nada para ninguém
Se não mudar de ideias - nunca se sabe o que pode acontecer - eu só voltarei a escrever na sexta-feira. Estou em Greve.
terça-feira, 20 de março de 2012
A propósito de mentir às autoridades dar pena de prisão
Venho aqui recordar uma carta que Eça de Queiroz escreveu ao Presidente da Companhia das Águas:
Ilmo. e Exmo. Senhor Pinto Coelho, digno director da Companhia das Águas de Lisboa e digno membro do Partido Legitimista.
Dois factores igualmente importantes para mim me levam a dirigir a V. Ex.ª estas humildes regras: o primeiro a tomada de Cuenca e as últimas vitórias das forças carlistas sobre as tropas republicanas, em Espanha; o segundo é a falta de água na minha cozinha e no meu quarto de banho.
Abundaram os carlistas e escassearam as águas, eis uma coincidência histórica que deve comover duplamente uma alma sobre a qual pesa, como na de V. Ex.ª, a responsabilidade da canalização e a do direito divino.
Se eu tiver a fortuna de exacerbar até às lágrimas a justa comoção de V. Ex.ª , que eu interponha o meu contador, Exmo. Senhor, que eu o interponha nas relações da sensibilidade de V. Ex.ª com o mundo externo! E que essas lágrimas benditas, de industrial e de político, caiam na minha banheira!
E, pago este tributo aos nossos afectos, falemos um pouco, se V. Ex.ª o permite, dos nossos contratos. Em virtude de um escrito, devidamente firmado por V. Ex.ª e por mim, temos nós – um para com o outro – certo número de direitos e encargos.
Eu obriguei-me para com V. Ex.ª a pagar a despesa de uma encanação o aluguer de um contador e o preço da água que consumisse. V. Ex.ª, pela sua parte, obrigou-se para comigo a fornecer-me a água do meu consumo. V. Ex.ª forneceria, eu pagava. Faltamos evidentemente à fé deste contrato: eu, se não pagar, V. Ex.ª, se não fornecer.
Se eu não pagar, V. Ex.ª faz isto: corta-me a canalização. Quando V. Ex.ª não fornecer, o que hei-de eu de fazer, Exmo. Senhor?
É evidente que, para que o nosso contrato não seja inteiramente leonino, eu preciso no caso análogo àquele em que V. Ex.ª me cortaria a mim a canalização, de cortar alguma coisa a V. Ex.ª... Oh! E hei-de cortar-lha!...
Eu não peço indemnização pela perda que estou sofrendo, eu não peço contas eu não peço explicações, eu chego a nem sequer pedir água! Não quero pôr a Companhia em dificuldades, não quero causar-lhe desgostos, nem prejuízos!
Quero apenas esta pequena desafronta, bem simples e bem razoável perante o direito e a justiça distributiva: quero cortar uma coisa a V. Ex.ª !
Rogo-lhe, Exmo. Senhor, a especial fineza de me dizer imediatamente, peremptoriamente, sem evasivas, nem tergiversações, qual é a coisa que, no mais santo uso do meu pleno direito, eu posso cortar a V. Ex.ª.
Tenho a honra de ser,
De V. Ex.ª
Com muita consideração e com umas tesouras,
Eça de Queiroz"
A propósito de mentir às autoridades dar pena de prisão
Venho aqui recordar uma carta que Eça de Queiroz escreveu ao Presidente da Companhia das Águas:
Ilmo. e Exmo. Senhor Pinto Coelho, digno director da Companhia das Águas de Lisboa e digno membro do Partido Legitimista.
Dois factores igualmente importantes para mim me levam a dirigir a V. Ex.ª estas humildes regras: o primeiro a tomada de Cuenca e as últimas vitórias das forças carlistas sobre as tropas republicanas, em Espanha; o segundo é a falta de água na minha cozinha e no meu quarto de banho.
Abundaram os carlistas e escassearam as águas, eis uma coincidência histórica que deve comover duplamente uma alma sobre a qual pesa, como na de V. Ex.ª, a responsabilidade da canalização e a do direito divino.
Se eu tiver a fortuna de exacerbar até às lágrimas a justa comoção de V. Ex.ª , que eu interponha o meu contador, Exmo. Senhor, que eu o interponha nas relações da sensibilidade de V. Ex.ª com o mundo externo! E que essas lágrimas benditas, de industrial e de político, caiam na minha banheira!
E, pago este tributo aos nossos afectos, falemos um pouco, se V. Ex.ª o permite, dos nossos contratos. Em virtude de um escrito, devidamente firmado por V. Ex.ª e por mim, temos nós – um para com o outro – certo número de direitos e encargos.
Eu obriguei-me para com V. Ex.ª a pagar a despesa de uma encanação o aluguer de um contador e o preço da água que consumisse. V. Ex.ª, pela sua parte, obrigou-se para comigo a fornecer-me a água do meu consumo. V. Ex.ª forneceria, eu pagava. Faltamos evidentemente à fé deste contrato: eu, se não pagar, V. Ex.ª, se não fornecer.
Se eu não pagar, V. Ex.ª faz isto: corta-me a canalização. Quando V. Ex.ª não fornecer, o que hei-de eu de fazer, Exmo. Senhor?
É evidente que, para que o nosso contrato não seja inteiramente leonino, eu preciso no caso análogo àquele em que V. Ex.ª me cortaria a mim a canalização, de cortar alguma coisa a V. Ex.ª... Oh! E hei-de cortar-lha!...
Eu não peço indemnização pela perda que estou sofrendo, eu não peço contas eu não peço explicações, eu chego a nem sequer pedir água! Não quero pôr a Companhia em dificuldades, não quero causar-lhe desgostos, nem prejuízos!
Quero apenas esta pequena desafronta, bem simples e bem razoável perante o direito e a justiça distributiva: quero cortar uma coisa a V. Ex.ª !
Rogo-lhe, Exmo. Senhor, a especial fineza de me dizer imediatamente, peremptoriamente, sem evasivas, nem tergiversações, qual é a coisa que, no mais santo uso do meu pleno direito, eu posso cortar a V. Ex.ª.
Tenho a honra de ser,
De V. Ex.ª
Com muita consideração e com umas tesouras,
Eça de Queiroz"
Um dia antes do fim (Margin Call)
E porque os grandes desaires acontecem sem grande barulho de fundo, eis um bom filme sobre a crise financeira:
Um dia antes do fim (Margin Call)
E porque os grandes desaires acontecem sem grande barulho de fundo, eis um bom filme sobre a crise financeira:
segunda-feira, 19 de março de 2012
Da importância da poia
Hoje volto ao José Pacheco Pereira, e desta feita, para o saudar pelo seu trabalho de arquivista, de "bibliotecário" e, sobretudo, de mecenas, que através da sua página na internet faz-nos conhecer páginas, documentos da maior importância, muitas curiosidades perfeitamente ímpares como estes versos, intitulados de "Precisamos de Merda", de João Vasconcelos e Sá, lidos perante o Ministro da Agricultura de então. O texto é uma sublime ironia e uma mordaz crítica à política de então.
Da importância da poia
Hoje volto ao José Pacheco Pereira, e desta feita, para o saudar pelo seu trabalho de arquivista, de "bibliotecário" e, sobretudo, de mecenas, que através da sua página na internet faz-nos conhecer páginas, documentos da maior importância, muitas curiosidades perfeitamente ímpares como estes versos, intitulados de "Precisamos de Merda", de João Vasconcelos e Sá, lidos perante o Ministro da Agricultura de então. O texto é uma sublime ironia e uma mordaz crítica à política de então.
O meu dia

O meu dia

sábado, 17 de março de 2012
Este karma
Sempre que olho à volta de mim, e a tudo o que se passa em surdina (e realizo que foi sempre assim, pois a vida é irremediavelmente repetitiva), reparo que há uma maré contrária sempre à espera do mais pequeno movimento para se insurgir.
Como se as pessoas precisassem do conforto de saber que os outros afinal não são melhores do que elas.
Este karma
Sempre que olho à volta de mim, e a tudo o que se passa em surdina (e realizo que foi sempre assim, pois a vida é irremediavelmente repetitiva), reparo que há uma maré contrária sempre à espera do mais pequeno movimento para se insurgir.
Como se as pessoas precisassem do conforto de saber que os outros afinal não são melhores do que elas.
quinta-feira, 15 de março de 2012
Agora Salazar até vai escorregar melhor
A Câmara de Santa Comba Dão vai lançar o vinho "Memórias de Salazar" até ao final do ano.
Agora o nome de António Oliveira Salazar até vai escorregar melhor...
Já faltou mais para se fazer justiça ao nome da Ponte sobre o Tejo, inaugurada por Salazar, e roubada pelo 25 de Abril.
Agora Salazar até vai escorregar melhor
A Câmara de Santa Comba Dão vai lançar o vinho "Memórias de Salazar" até ao final do ano.
Agora o nome de António Oliveira Salazar até vai escorregar melhor...
Já faltou mais para se fazer justiça ao nome da Ponte sobre o Tejo, inaugurada por Salazar, e roubada pelo 25 de Abril.
Porque será?
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Que o José Pacheco Pereira escolhe imagens como esta para ilustrar o seu blog (de que sou leitor aficionado)?
Porque será?
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Que o José Pacheco Pereira escolhe imagens como esta para ilustrar o seu blog (de que sou leitor aficionado)?
Será do Sporting?
Recebi esta publicidade para um concerto de solidariedade e, olhando para o ar do Tenor Pedro Tavares, até parece que ele está a gritar "Golooooooooooooooo do Sporting".
Eu sou benfiquista e, não obstante, estou contente com o resultado conseguido em Inglaterra pela equipe do Campo Grande (dizem-se de Alvalade). É um bom resultado para o futebol nacional. Por outro lado, é a prova provada que o futerbol é (também) o ópio da aristocracia!
Será do Sporting?
Recebi esta publicidade para um concerto de solidariedade e, olhando para o ar do Tenor Pedro Tavares, até parece que ele está a gritar "Golooooooooooooooo do Sporting".
Eu sou benfiquista e, não obstante, estou contente com o resultado conseguido em Inglaterra pela equipe do Campo Grande (dizem-se de Alvalade). É um bom resultado para o futebol nacional. Por outro lado, é a prova provada que o futerbol é (também) o ópio da aristocracia!
