Portugueses comparados com burro mirandês pelo New York Times
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Um dos melhores "cover" de sempre
Os vampiros do fim-de-semana atacam Robin Thicke, e que bem que eles "sugaram" este Blurred Lines, que seguramente é um dos hit do ano!
Um dos melhores "cover" de sempre
Os vampiros do fim-de-semana atacam Robin Thicke, e que bem que eles "sugaram" este Blurred Lines, que seguramente é um dos hit do ano!
A ambição trôpega
A ambição trôpega
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Wise sentence
"The past is a foreign country: they do things differently there"
Leslie Poles Hartley (in the novel The Go-Between)
Wise sentence
"The past is a foreign country: they do things differently there"
Leslie Poles Hartley (in the novel The Go-Between)
O perigo de os bancos se encharcarem de Obrigações do Tesouro
Não é surpresa para ninguém o cenário catastrófico que seria para o sector bancário português, se a austeridade fracassasse e se um segundo resgate surgisse, ou se um hair-cut inesperado arrasasse com a cotação dos títulos de dívida portuguesa.
Os bancos portugueses, quando o Estado está aflito para colocar os seus títulos de dívida nos mercados internacionais, compram para ajudar. Quando não é preciso fazer o favor ao Estado, porque até há investidores internacionais suficientes para assegurar a colocação, compram para ganhar dinheiro, porque as yields são bastante atractivas. E de facto a venda de dívida pública já rendeu bastantes lucros a muitos bancos. Por tudo isto os Bancos nacionais terão pelo menos entre 30 a 40 mil milhões de euros emprestados ao Tesouro, montante que tem vindo a aumentar. O Relatório do Banco de Portugal revela que no primeiro semestre deste ano os bancos aumentaram a exposição à divida soberana de Portugal pois em Junho de 2013, esta representava já 37% da carteira de títulos dos bancos e 7% do total de activos do sector bancário.
Parece haver alguma memória curta em todo este processo. A dívida soberana já arrasou muitos rácios de capital, já obrigou a muitos aumentos de capital e mesmo à intervenção do Estado.
Mas desta vez o Banco de Portugal não está distraído. Pois alerta que apesar de a dívida pública portuguesa contribuir para as rendibilidades dos bancos, devido as taxas de juro pagas, também "comporta alguns riscos".
No relatório semestral de estabilidade financeira, o Banco de Portugal deixa claro que no sentido de uma necessária "mitigação de risco deverá observar-se, no quadro da união bancária, um movimento para carteiras mais equilibradas e diversificadas em termos de exposição ao risco soberano".
Os novos limites à dívida nacional nos balanços dos bancos fazem parte de uma medida que deverá ser adoptada no médio prazo no âmbito do acordo Basileia III, mas de forma muito gradual e dilatada no tempo pois teria efeitos devastadores nos bancos, em especial nos portugueses, tal é o actual grau de concentração deste tipo de investimento.
O regulador do sector bancário alerta para o facto de existir "incerteza acerca do tratamento prudencial a aplicar futuramente a exposições ao risco soberano, que eventualmente se poderão traduzir quer em uma ponderação pelo risco desses activos (logo consome o capital), quer na definição de limites à concentração geográfica, em ambos os casos podendo impactar no capital regulamentar.
Esta alteração levará potencialmente à redução da exposição ou à sua diversificação o que afectará em qualquer dos casos a rendibilidade das instituições financeiras. Mais uma dôr de cabeça para os bancos que ainda se estão a preparar para o Asset Quality Review que está aí à porta.
O perigo de os bancos se encharcarem de Obrigações do Tesouro
Não é surpresa para ninguém o cenário catastrófico que seria para o sector bancário português, se a austeridade fracassasse e se um segundo resgate surgisse, ou se um hair-cut inesperado arrasasse com a cotação dos títulos de dívida portuguesa.
Os bancos portugueses, quando o Estado está aflito para colocar os seus títulos de dívida nos mercados internacionais, compram para ajudar. Quando não é preciso fazer o favor ao Estado, porque até há investidores internacionais suficientes para assegurar a colocação, compram para ganhar dinheiro, porque as yields são bastante atractivas. E de facto a venda de dívida pública já rendeu bastantes lucros a muitos bancos. Por tudo isto os Bancos nacionais terão pelo menos entre 30 a 40 mil milhões de euros emprestados ao Tesouro, montante que tem vindo a aumentar. O Relatório do Banco de Portugal revela que no primeiro semestre deste ano os bancos aumentaram a exposição à divida soberana de Portugal pois em Junho de 2013, esta representava já 37% da carteira de títulos dos bancos e 7% do total de activos do sector bancário.
Parece haver alguma memória curta em todo este processo. A dívida soberana já arrasou muitos rácios de capital, já obrigou a muitos aumentos de capital e mesmo à intervenção do Estado.
Mas desta vez o Banco de Portugal não está distraído. Pois alerta que apesar de a dívida pública portuguesa contribuir para as rendibilidades dos bancos, devido as taxas de juro pagas, também "comporta alguns riscos".
No relatório semestral de estabilidade financeira, o Banco de Portugal deixa claro que no sentido de uma necessária "mitigação de risco deverá observar-se, no quadro da união bancária, um movimento para carteiras mais equilibradas e diversificadas em termos de exposição ao risco soberano".
Os novos limites à dívida nacional nos balanços dos bancos fazem parte de uma medida que deverá ser adoptada no médio prazo no âmbito do acordo Basileia III, mas de forma muito gradual e dilatada no tempo pois teria efeitos devastadores nos bancos, em especial nos portugueses, tal é o actual grau de concentração deste tipo de investimento.
O regulador do sector bancário alerta para o facto de existir "incerteza acerca do tratamento prudencial a aplicar futuramente a exposições ao risco soberano, que eventualmente se poderão traduzir quer em uma ponderação pelo risco desses activos (logo consome o capital), quer na definição de limites à concentração geográfica, em ambos os casos podendo impactar no capital regulamentar.
Esta alteração levará potencialmente à redução da exposição ou à sua diversificação o que afectará em qualquer dos casos a rendibilidade das instituições financeiras. Mais uma dôr de cabeça para os bancos que ainda se estão a preparar para o Asset Quality Review que está aí à porta.
O Triunfo dos Porcos
Paulo Campos, José Sócrates e Pedro Silva Pereira, na fotografia, iam a caminho de um belo repasto conspirativo com outros membros da mesma pandilha (Sérgio Sousa Pinto e João Galamba) no restaurante do Guincho, Porto de Santa Maria, enquanto o povo socialista (a clientela) se manifestava nas ruas contra a austeridade (legado deixado pelos senhores do retrato acima, by the way). O Eduardo Dâmaso, do Correio da Manhã, chama-lhe o Grupo da Lagosta. Um cenário a fazer vagamente lembrar a obra de George Orwell, O Triunfo dos Porcos, onde "Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros".
O Triunfo dos Porcos
Paulo Campos, José Sócrates e Pedro Silva Pereira, na fotografia, iam a caminho de um belo repasto conspirativo com outros membros da mesma pandilha (Sérgio Sousa Pinto e João Galamba) no restaurante do Guincho, Porto de Santa Maria, enquanto o povo socialista (a clientela) se manifestava nas ruas contra a austeridade (legado deixado pelos senhores do retrato acima, by the way). O Eduardo Dâmaso, do Correio da Manhã, chama-lhe o Grupo da Lagosta. Um cenário a fazer vagamente lembrar a obra de George Orwell, O Triunfo dos Porcos, onde "Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros".
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Inside trading é tradição
Inside trading é tradição
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
The new intelectual
A cozinha é a nova intelectualidade. Os programas de culinária são hoje os documentários preferidos da elite. Já tinham reparado?
The new intelectual
A cozinha é a nova intelectualidade. Os programas de culinária são hoje os documentários preferidos da elite. Já tinham reparado?
Portugal, o país das "Troikas"

Deixo aqui a minha homenagem ao Coronel Jaime Neves, falecido no passado mês de Janeiro, e a todos que, como ele, possibilitaram o 25 de Novembro de 1975.
Portugal, o país das "Troikas"

Deixo aqui a minha homenagem ao Coronel Jaime Neves, falecido no passado mês de Janeiro, e a todos que, como ele, possibilitaram o 25 de Novembro de 1975.
domingo, 24 de novembro de 2013
Bem pagos se faz favor
Cristiano Ronaldo, como outros eleitos, ganham fortunas por darem pontapés na bola. Dizem que é um exagero, quando milhares de pessoas, entre eles colegas de profissão, ganham “tostões”. Haverá algum mal nisso? Não, não há! O mérito, seja no desporto ou na gestão de empresa, tem que ser pago e bem pago. A ideia peregrina, à esquerda, que os salários tem que ser nivelados leva ao miserabilismo e ao desleixo. Os bons profissionais tem que ser respeitados, e portanto bem pagos! É,assim, com agrado que acabo de saber que a democracia mais autêntica, a Suíça, recusou, por uma larga maioria, os limites aos salários milionários.
Bem pagos se faz favor
Cristiano Ronaldo, como outros eleitos, ganham fortunas por darem pontapés na bola. Dizem que é um exagero, quando milhares de pessoas, entre eles colegas de profissão, ganham “tostões”. Haverá algum mal nisso? Não, não há! O mérito, seja no desporto ou na gestão de empresa, tem que ser pago e bem pago. A ideia peregrina, à esquerda, que os salários tem que ser nivelados leva ao miserabilismo e ao desleixo. Os bons profissionais tem que ser respeitados, e portanto bem pagos! É,assim, com agrado que acabo de saber que a democracia mais autêntica, a Suíça, recusou, por uma larga maioria, os limites aos salários milionários.
O Português segundo Agustina
«Prefere ser um rico desconhecido, a ser um herói pobre. É melhor do que parece. O homem português é dissimulado, e faz da inveja um discurso do bom senso e dos direitos humanos.
Mas é também um homem de paixões moderadas pela sensibilidade, o que faz dele um grande civilizado.
Gosta das mulheres, o que explica o estado de dependência em que as pretende manter. A dependência é uma motivação erótica.
É inovador, mas tem pouco carácter, como é próprio dos superiormente inteligentes, tanto cientistas, como filósofos e criadores em geral.
Mente muito, e a verdade que se arroga é uma culpa inibida. Vemos que ele se mantém num estado primitivo quando defende a sua área de partido, de seita e de família, à custa de corrupções e de crimes, se for preciso.
Gosta do poder mas não da notoriedade. Não tem o sentido da eternidade, mas o prazer da liberdade imediata. Não é democrata; excepto se isso intimidar os seus adversários.
Não tem génio, tem habilidade.
É imaginativo mas não pensador.
É culto mas não experiente.
Não gosta da lei, porque ela desvaloriza a sua própria iniciativa. É místico com a fábula e viril com a desgraça.
Admira mais a Deus do que tem fé nele.»
O Português segundo Agustina
«Prefere ser um rico desconhecido, a ser um herói pobre. É melhor do que parece. O homem português é dissimulado, e faz da inveja um discurso do bom senso e dos direitos humanos.
Mas é também um homem de paixões moderadas pela sensibilidade, o que faz dele um grande civilizado.
Gosta das mulheres, o que explica o estado de dependência em que as pretende manter. A dependência é uma motivação erótica.
É inovador, mas tem pouco carácter, como é próprio dos superiormente inteligentes, tanto cientistas, como filósofos e criadores em geral.
Mente muito, e a verdade que se arroga é uma culpa inibida. Vemos que ele se mantém num estado primitivo quando defende a sua área de partido, de seita e de família, à custa de corrupções e de crimes, se for preciso.
Gosta do poder mas não da notoriedade. Não tem o sentido da eternidade, mas o prazer da liberdade imediata. Não é democrata; excepto se isso intimidar os seus adversários.
Não tem génio, tem habilidade.
É imaginativo mas não pensador.
É culto mas não experiente.
Não gosta da lei, porque ela desvaloriza a sua própria iniciativa. É místico com a fábula e viril com a desgraça.
Admira mais a Deus do que tem fé nele.»
sábado, 23 de novembro de 2013
Aforismo de Nietzsche
«Cada pessoa tem de escolher quanta verdade consegue suportar»
«O castigo é feito para melhorar aquele que castiga»
«Aquilo que é feito a partir do amor acontece além do bem e do mal»
Aforismo de Nietzsche
«Cada pessoa tem de escolher quanta verdade consegue suportar»
«O castigo é feito para melhorar aquele que castiga»
«Aquilo que é feito a partir do amor acontece além do bem e do mal»
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Dívida do BES a 10 anos inclui risco sucessão?
O Banco Espírito Santo emitiu hoje dívida subordinada de 750 milhões de euros. Em comunicado, o BES explica que "a operação, colocada junto de cerca de 300 investidores (mais de 95% são estrangeiros), tem maturidade de 10 anos e “opção de reembolso antecipado no 5.º ano, com um cupão de 7,125%”.
Pergunta quase pertinente: Será que os juros pagos aos investidores já reflectem o risco da sucessão de Ricardo Salgado prevista para daqui a três anos?
Voltando à vaca fria: Esta é uma emissão Tier II, portanto reforma o rácio de solvabilidade no todo, mas não o Core Capital.
Com isto o banco pretende reforçar os rácios de capital, e deverá aumentar o rácio de solvabilidade total do BES, que em Setembro estava em 11,1%, para 12,3%. "No contexto dos novos requisitos de capital estabelecidos na CRD IV/CRR, esta transação representa um novo passo na estratégia do Banco de reforçar os seus rácios de solvabilidade, ao mesmo tempo que diversifica a sua base de capital e financiamento".
Entre os subscritores destacam-se as presenças de investidores dos EUA (14%), da França e de Inglaterra que somam 50% do bolo total.
O BES é sempre o pioneiro do sistema nacional a emitir dívida, devem isso a Amílcar Morais Pires.
Dívida do BES a 10 anos inclui risco sucessão?
O Banco Espírito Santo emitiu hoje dívida subordinada de 750 milhões de euros. Em comunicado, o BES explica que "a operação, colocada junto de cerca de 300 investidores (mais de 95% são estrangeiros), tem maturidade de 10 anos e “opção de reembolso antecipado no 5.º ano, com um cupão de 7,125%”.
Pergunta quase pertinente: Será que os juros pagos aos investidores já reflectem o risco da sucessão de Ricardo Salgado prevista para daqui a três anos?
Voltando à vaca fria: Esta é uma emissão Tier II, portanto reforma o rácio de solvabilidade no todo, mas não o Core Capital.
Com isto o banco pretende reforçar os rácios de capital, e deverá aumentar o rácio de solvabilidade total do BES, que em Setembro estava em 11,1%, para 12,3%. "No contexto dos novos requisitos de capital estabelecidos na CRD IV/CRR, esta transação representa um novo passo na estratégia do Banco de reforçar os seus rácios de solvabilidade, ao mesmo tempo que diversifica a sua base de capital e financiamento".
Entre os subscritores destacam-se as presenças de investidores dos EUA (14%), da França e de Inglaterra que somam 50% do bolo total.
O BES é sempre o pioneiro do sistema nacional a emitir dívida, devem isso a Amílcar Morais Pires.
Um bom filme "mais ou menos"
Antes que comecem a insultar-me por destacar aqui o filme About Time, tenho a dizer: Ok, eu sei que não é um bom filme. Mas é um filme quase bom, ou melhor, um bom filme "mais ou menos". A fazer lembrar o saudoso "Quatro Casamentos e um Funeral", ou não fosse do mesmo realizador (Richard Curtis). About Time vale a pena pelo espírito pirueta, pela boa música, pela tentativa de chegar a ser uma excelente comédia britânica, pela estética das relações humanas. E há que dizer, finalmente um filme que não cai no realismo grotesco, tão em voga. Não é um bom filme, não, não é, mas está quase lá e não deixa de ser uma comédia romântica britânica, bem filmada.
Um bom filme "mais ou menos"
Antes que comecem a insultar-me por destacar aqui o filme About Time, tenho a dizer: Ok, eu sei que não é um bom filme. Mas é um filme quase bom, ou melhor, um bom filme "mais ou menos". A fazer lembrar o saudoso "Quatro Casamentos e um Funeral", ou não fosse do mesmo realizador (Richard Curtis). About Time vale a pena pelo espírito pirueta, pela boa música, pela tentativa de chegar a ser uma excelente comédia britânica, pela estética das relações humanas. E há que dizer, finalmente um filme que não cai no realismo grotesco, tão em voga. Não é um bom filme, não, não é, mas está quase lá e não deixa de ser uma comédia romântica britânica, bem filmada.
Já enjoa
Vivemos num mundo louco, onde as pessoas perderam a noção de razoabilidade! Se é certo que a atitude da Pepsi sueca é inexplicável, e um erro de marketing gigantesco com custos incalculáveis, que afectou a imagem da marca, como se pode ler neste artigo do Público, as reacções que têm ocorrido um pouco por todo o lado também não lembram a ninguém. Aliás, se há alguém com motivos de queixas esse é o Cristiano Ronaldo, que, no sitio certo, como só ele sabe, pôs a Pespsi e os suecos e sentido! Para os demais... bebam alka seltzer ou outros sais de fruto, que a azia passa!
Já enjoa
Vivemos num mundo louco, onde as pessoas perderam a noção de razoabilidade! Se é certo que a atitude da Pepsi sueca é inexplicável, e um erro de marketing gigantesco com custos incalculáveis, que afectou a imagem da marca, como se pode ler neste artigo do Público, as reacções que têm ocorrido um pouco por todo o lado também não lembram a ninguém. Aliás, se há alguém com motivos de queixas esse é o Cristiano Ronaldo, que, no sitio certo, como só ele sabe, pôs a Pespsi e os suecos e sentido! Para os demais... bebam alka seltzer ou outros sais de fruto, que a azia passa!
Duelo entre o BCE e o Bundesbank
Jens Weidmann, presidente do Bundesbank: "Liquidity tenders for banks shouldn't interfere with the functioning of capital markets".
Mário Draghi, presidente do BCE: "We are not German ... we are acting for the eurozone as a whole"
A história é esta: No começo de Novembro, o BCE reduziu a taxa de juro para 0,25% a fim de tentar estimular a economia e combater a baixa inflação da zona euro (preços baixos). O presidente do banco central europeu quer no fundo mexer no calcanhar de Aquiles dos alemães, a inflação.
Draghi (que é italiano) antevê riscos de deflação na Europa e está a todo o custo a tentar travá-los. A este propósito chegou a admitir que o BCE tinha outras ferramentas para contrariar o abrandamento da inflação, destacando a possibilidade de colocar a taxa de depósitos que os bancos fazem no BCE, em valores negativos (-0,1%).
Esta medida serviria para obrigar os bancos a emprestarem dinheiro às empresas e famílias, em vez de o depositarem no BCE. No entanto, a taxa de depósito negativa também tem o risco de reduzir o lucro dos bancos quando o crédito está a cair e as instituições bancárias podem ser incapazes de passar o custo das taxas negativas para os depositantes.
A Alemanha não gostou.
Jens Weidmann, presidente do Bundesbank, já avisou Draghi que "Impressão de dinheiro não é o caminho para sair da crise", o que levou a Draghi a dizer a Weidmann que o BCE não é alemão.
Jens Weidmann numa conferência em Berlim, citado pela Bloomberg, foi mais longe e disse mesmo que algumas das decisões tomadas pelo Banco Central Europeu para conter a crise de dívida soberana estão no limite da linha que separa a política orçamental da política monetária. E defendeu que a independência do BCE pede uma interpretação estreita do mandato do banco central.
Segundo os seus estatutos, o BCE está impedido de financiar directamente os Estados membros.
Como é que a inflação ajuda os países pobres e endividados como nós? Porque uma das formas de reduzir o rácio de dívida pública sobre o PIB é através do crescimento artificial do PIB, o que é possível através da inflação. Mas a Alemanha passou uma crise económica em 1923, após a Primeira Guerra Mundial, que na prática conduziu à hiperinflação. Conhecida como a política da República de Weimar, altura em que a Alemanha se financiava imprimindo papel moeda sem nenhuma contenção. A inflação é por isso um enorme trauma da Alemanha.
Duelo entre o BCE e o Bundesbank
Jens Weidmann, presidente do Bundesbank: "Liquidity tenders for banks shouldn't interfere with the functioning of capital markets".
Mário Draghi, presidente do BCE: "We are not German ... we are acting for the eurozone as a whole"
A história é esta: No começo de Novembro, o BCE reduziu a taxa de juro para 0,25% a fim de tentar estimular a economia e combater a baixa inflação da zona euro (preços baixos). O presidente do banco central europeu quer no fundo mexer no calcanhar de Aquiles dos alemães, a inflação.
Draghi (que é italiano) antevê riscos de deflação na Europa e está a todo o custo a tentar travá-los. A este propósito chegou a admitir que o BCE tinha outras ferramentas para contrariar o abrandamento da inflação, destacando a possibilidade de colocar a taxa de depósitos que os bancos fazem no BCE, em valores negativos (-0,1%).
Esta medida serviria para obrigar os bancos a emprestarem dinheiro às empresas e famílias, em vez de o depositarem no BCE. No entanto, a taxa de depósito negativa também tem o risco de reduzir o lucro dos bancos quando o crédito está a cair e as instituições bancárias podem ser incapazes de passar o custo das taxas negativas para os depositantes.
A Alemanha não gostou.
Jens Weidmann, presidente do Bundesbank, já avisou Draghi que "Impressão de dinheiro não é o caminho para sair da crise", o que levou a Draghi a dizer a Weidmann que o BCE não é alemão.
Jens Weidmann numa conferência em Berlim, citado pela Bloomberg, foi mais longe e disse mesmo que algumas das decisões tomadas pelo Banco Central Europeu para conter a crise de dívida soberana estão no limite da linha que separa a política orçamental da política monetária. E defendeu que a independência do BCE pede uma interpretação estreita do mandato do banco central.
Segundo os seus estatutos, o BCE está impedido de financiar directamente os Estados membros.
Como é que a inflação ajuda os países pobres e endividados como nós? Porque uma das formas de reduzir o rácio de dívida pública sobre o PIB é através do crescimento artificial do PIB, o que é possível através da inflação. Mas a Alemanha passou uma crise económica em 1923, após a Primeira Guerra Mundial, que na prática conduziu à hiperinflação. Conhecida como a política da República de Weimar, altura em que a Alemanha se financiava imprimindo papel moeda sem nenhuma contenção. A inflação é por isso um enorme trauma da Alemanha.
Obrigado, Mariana
A Mariana Gray de Castro é uma amiga de longa data. É também, e não obstante a sua juventude, uma das maiores especialistas em Fernando Pessoa. Entre as suas "funções" académicas dá a conhecer o maior génio da literatura portuguesa aos ingleses, no King's College, em Londres.
Faço esta referência, porque a própria nos informou que brevemente estará nas nossas livrarias esta antologia sobre o amor em Fernando Pessoa, o que necessariamente é de literatura obrigatória.
Da minha parte só me resta agradecer à Mariana a possibilidade que me dá em melhor conhecer o nosso grande poeta.
Da sua lavra, e há que esperar que um dia a mesma seja traduzida em português, destaco a obra "Pessoa, Shakespeare, Hamlet and the Heteronyms: Studies in Neurosise", publicado em 2010 pela Universidade de Londres, e da qual o Jornal I deu um cheirinho...
Obrigado, Mariana
A Mariana Gray de Castro é uma amiga de longa data. É também, e não obstante a sua juventude, uma das maiores especialistas em Fernando Pessoa. Entre as suas "funções" académicas dá a conhecer o maior génio da literatura portuguesa aos ingleses, no King's College, em Londres.
Faço esta referência, porque a própria nos informou que brevemente estará nas nossas livrarias esta antologia sobre o amor em Fernando Pessoa, o que necessariamente é de literatura obrigatória.
Da minha parte só me resta agradecer à Mariana a possibilidade que me dá em melhor conhecer o nosso grande poeta.
Da sua lavra, e há que esperar que um dia a mesma seja traduzida em português, destaco a obra "Pessoa, Shakespeare, Hamlet and the Heteronyms: Studies in Neurosise", publicado em 2010 pela Universidade de Londres, e da qual o Jornal I deu um cheirinho...
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
A solidão partilhada
O computador é o reflexo de uma nova solidão. Concordo, acrescentando apenas que as redes sociais, o Facebook e congéneres, criaram um fenómeno novo: A solidão partilhada!
A solidão partilhada
O computador é o reflexo de uma nova solidão. Concordo, acrescentando apenas que as redes sociais, o Facebook e congéneres, criaram um fenómeno novo: A solidão partilhada!
A caminho das Terras de Vera Cruz
Eu bem lembro do que escrevi aqui. Disse e repito: estou nas tintas para o futebol e para play-off que Portugal e a Suécia iriam disputar para que uma das equipes se qualificasse para o mundial que no próximo ano se disputará no Brasil. No entanto, como a maioria dos portugueses, não posso ficar indiferente ao sucesso desportivo do nosso país, que à boleia de um génio, transformado numa espécie reencarnação de Cabral do Século XXI, carimbou o passaporte tão desejado!
Agora só resta esperar e sonhar. Porque, quiçá, 514 depois, os portugueses “redescubram as Terras de Vera Cruz”!
P.S. - Alterei o vídeo, colocando os golos de Cristiano Ronaldo com o relato dos mesmo por Nuno Matos, da Antena 1. Simplesmente impressionante!
A caminho das Terras de Vera Cruz
Eu bem lembro do que escrevi aqui. Disse e repito: estou nas tintas para o futebol e para play-off que Portugal e a Suécia iriam disputar para que uma das equipes se qualificasse para o mundial que no próximo ano se disputará no Brasil. No entanto, como a maioria dos portugueses, não posso ficar indiferente ao sucesso desportivo do nosso país, que à boleia de um génio, transformado numa espécie reencarnação de Cabral do Século XXI, carimbou o passaporte tão desejado!
Agora só resta esperar e sonhar. Porque, quiçá, 514 depois, os portugueses “redescubram as Terras de Vera Cruz”!
P.S. - Alterei o vídeo, colocando os golos de Cristiano Ronaldo com o relato dos mesmo por Nuno Matos, da Antena 1. Simplesmente impressionante!
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
O computador é o reflexo de uma nova solidão
Este é o título de um artigo do suplemento do Público P3 sobre o projecto “Lonely Window” de Julien Mauve e que toca num dos pontos mais pertinentes desta época. Vivemos uma solidão camuflada pelo contacto virtual, pelo contacto pelo computador. E às tantas o computador é o amigo, a amiga, a namorada, o namorado. O computador é a janela que nos mantém em contacto ao mesmo tempo que nos protege do tacto, do contacto fisíco tão imperfeito, tão vulnerável. As pessoas têm medo disso, e por isso viciam-se nos contactos virtuais. Sentem-se mais seguras e imaginam a outra do lado de lá do ecrã à sua imagem e semelhança, ou à imagem e semelhança dos seus desejos, e por isso facilmente se acomodam na relação virtual. Sem querer entrámos todos numa realidade Second Life. Assustador. Há que lutar contra isso. Há que defender que o brilho dos nossos olhos seja mais importante que a perfeição imaginária da realidade virtual. Combinem, encontrem-se, lutem contra a preguiça emocional.
O computador é o reflexo de uma nova solidão
Este é o título de um artigo do suplemento do Público P3 sobre o projecto “Lonely Window” de Julien Mauve e que toca num dos pontos mais pertinentes desta época. Vivemos uma solidão camuflada pelo contacto virtual, pelo contacto pelo computador. E às tantas o computador é o amigo, a amiga, a namorada, o namorado. O computador é a janela que nos mantém em contacto ao mesmo tempo que nos protege do tacto, do contacto fisíco tão imperfeito, tão vulnerável. As pessoas têm medo disso, e por isso viciam-se nos contactos virtuais. Sentem-se mais seguras e imaginam a outra do lado de lá do ecrã à sua imagem e semelhança, ou à imagem e semelhança dos seus desejos, e por isso facilmente se acomodam na relação virtual. Sem querer entrámos todos numa realidade Second Life. Assustador. Há que lutar contra isso. Há que defender que o brilho dos nossos olhos seja mais importante que a perfeição imaginária da realidade virtual. Combinem, encontrem-se, lutem contra a preguiça emocional.
Para desmistificar o programa cautelar
Deixo-vos aqui uma opinião válida sobre a questão do programa cautelar que tanto divide os portugueses:
João Cotrim Figueiredo no Diário Económico (um dos opinion makers do jornal que vale a pena ler).
Depois, sejamos rigorosos. A Irlanda não recusou um programa cautelar. A Irlanda apenas conclui que, por agora, prefere não optar por essa via. Fá-lo, essencialmente, por dois motivos. Um motivo político que se prende com a aspiração publicamente assumida pelo primeiro-ministro Enda Kerry quando tomou posse de que queria ficar conhecido como o taioseach que devolveu a soberania ao seu país. O outro motivo é financeiro: a Irlanda dispõe actualmente de mais de 25.000 milhões de euros de liquidez, suficiente para as necessidades de refinanciamento dos próximos 15 meses. Este desafogo permite, por enquanto, manter as taxas de juro historicamente baixas de uma forma muito mais eficaz do que qualquer programa cautelar.
Estas disponibilidades financeiras foram acumuladas durante este ano de 2013 através de emissões de dívida aproveitando as condições de mercado favoráveis. Conforme já aqui se escreveu, a capacidade da Irlanda construir consensos entre partidos políticos e parceiros sociais foi decisiva na criação destas condições favoráveis e da perceção de que o país seria capaz de concluir o seu programa dentro do calendário previsto. É fundamental que esta lição seja bem compreendida pelos agentes políticos em Portugal.
Tendo dito isto, a Irlanda não estará propriamente nos mercados sem rede em 2014.De acordo com o plano de emissões do governo irlandês, é provável que a Irlanda seja elegível para o mecanismo das Outright Monetary Transactions do BCE, o tal que, sem nunca ter sido usado desde que foi criado há mais de um ano, salvou efetivamente o euro. Daqui a um ano se verá se as exigentes metas orçamentais irlandesas (redução do défice em 2,8% do PIB) foram cumpridas e se o país não terá, nessa altura, de voltar a considerar um programa cautelar.
P.S. Para quem não sabe o Outright Monetary Transactions ("OMT") é um programa do Banco Central Europeu, ao abrigo do qual este banco faz compras ("transacções definitivas") no mercado secundário, sob certas condições, de títulos soberanos emitidos por estados-membros da Zona Euro.
Aproveito ainda para falar das diferenças entre um programa cautelar e um segundo resgate.
Um resgate é uma solução radical para a resolução de crises, aplicado a países em desequilíbrio orçamental e sem acesso a financiamento no mercado. Em regra prolongam-se por três anos.
Já um programa cautelar pretende evitar a crise ou o seu agravamento. Assenta no princípio de que o país em dificuldade tem acesso ao mercado, ainda que em piores condições, e a dívida pública é sustentável. Tem a duração de um ano, mas pode ser renovado.
Um programa cautelar dá acesso a linhas de crédito, que podem nunca ser utilizadas, se o país conseguir financiar-se sozinho ou podem servir para comprar dívida do país no mercado primário ou para garantir parte do risco dos investidores.
Tanto o resgate como o programa cautelar não podem ser impostos, têm de ser pedidos pelos próprios países, mas no caso do segundo a aprovação é mais fácil porque exige o aval de menos instituições europeias, não passa pelos Parlamentos nacionais e até pode excluir o FMI.
O programa cautelar não vai além de 10% do PIB. Em Portugal o limite será 17 mil milhões de euros.
O Programa de Assistência Económica e Financeira, foi de 78 mil milhões de euros.
Em qualquer dos casos são aplicadas metas calendarizadas, avaliações periódicas e a apresentação de resultados, mas o programa cautelar é menos "controlador". E, muito importante ainda, é que um segundo resgate iria exigir um compromisso partidário porque ia ultrapassar a actual legislatura. Já um programa cautelar pode abdicar deste entendimento, uma vez que será aplicado pelo actual Governo.
Para desmistificar o programa cautelar
Deixo-vos aqui uma opinião válida sobre a questão do programa cautelar que tanto divide os portugueses:
João Cotrim Figueiredo no Diário Económico (um dos opinion makers do jornal que vale a pena ler).
Depois, sejamos rigorosos. A Irlanda não recusou um programa cautelar. A Irlanda apenas conclui que, por agora, prefere não optar por essa via. Fá-lo, essencialmente, por dois motivos. Um motivo político que se prende com a aspiração publicamente assumida pelo primeiro-ministro Enda Kerry quando tomou posse de que queria ficar conhecido como o taioseach que devolveu a soberania ao seu país. O outro motivo é financeiro: a Irlanda dispõe actualmente de mais de 25.000 milhões de euros de liquidez, suficiente para as necessidades de refinanciamento dos próximos 15 meses. Este desafogo permite, por enquanto, manter as taxas de juro historicamente baixas de uma forma muito mais eficaz do que qualquer programa cautelar.
Estas disponibilidades financeiras foram acumuladas durante este ano de 2013 através de emissões de dívida aproveitando as condições de mercado favoráveis. Conforme já aqui se escreveu, a capacidade da Irlanda construir consensos entre partidos políticos e parceiros sociais foi decisiva na criação destas condições favoráveis e da perceção de que o país seria capaz de concluir o seu programa dentro do calendário previsto. É fundamental que esta lição seja bem compreendida pelos agentes políticos em Portugal.
Tendo dito isto, a Irlanda não estará propriamente nos mercados sem rede em 2014.De acordo com o plano de emissões do governo irlandês, é provável que a Irlanda seja elegível para o mecanismo das Outright Monetary Transactions do BCE, o tal que, sem nunca ter sido usado desde que foi criado há mais de um ano, salvou efetivamente o euro. Daqui a um ano se verá se as exigentes metas orçamentais irlandesas (redução do défice em 2,8% do PIB) foram cumpridas e se o país não terá, nessa altura, de voltar a considerar um programa cautelar.
P.S. Para quem não sabe o Outright Monetary Transactions ("OMT") é um programa do Banco Central Europeu, ao abrigo do qual este banco faz compras ("transacções definitivas") no mercado secundário, sob certas condições, de títulos soberanos emitidos por estados-membros da Zona Euro.
Aproveito ainda para falar das diferenças entre um programa cautelar e um segundo resgate.
Um resgate é uma solução radical para a resolução de crises, aplicado a países em desequilíbrio orçamental e sem acesso a financiamento no mercado. Em regra prolongam-se por três anos.
Já um programa cautelar pretende evitar a crise ou o seu agravamento. Assenta no princípio de que o país em dificuldade tem acesso ao mercado, ainda que em piores condições, e a dívida pública é sustentável. Tem a duração de um ano, mas pode ser renovado.
Um programa cautelar dá acesso a linhas de crédito, que podem nunca ser utilizadas, se o país conseguir financiar-se sozinho ou podem servir para comprar dívida do país no mercado primário ou para garantir parte do risco dos investidores.
Tanto o resgate como o programa cautelar não podem ser impostos, têm de ser pedidos pelos próprios países, mas no caso do segundo a aprovação é mais fácil porque exige o aval de menos instituições europeias, não passa pelos Parlamentos nacionais e até pode excluir o FMI.
O programa cautelar não vai além de 10% do PIB. Em Portugal o limite será 17 mil milhões de euros.
O Programa de Assistência Económica e Financeira, foi de 78 mil milhões de euros.
Em qualquer dos casos são aplicadas metas calendarizadas, avaliações periódicas e a apresentação de resultados, mas o programa cautelar é menos "controlador". E, muito importante ainda, é que um segundo resgate iria exigir um compromisso partidário porque ia ultrapassar a actual legislatura. Já um programa cautelar pode abdicar deste entendimento, uma vez que será aplicado pelo actual Governo.
domingo, 17 de novembro de 2013
A ver... um dia destes
Ontem a ouvir no Cinemax João Lopes falar sobre o mais recente filme de Roman Polanski, fiquei com pulgas atrás das orelhas. É um filme a ver logo que possível!
A ver... um dia destes
Ontem a ouvir no Cinemax João Lopes falar sobre o mais recente filme de Roman Polanski, fiquei com pulgas atrás das orelhas. É um filme a ver logo que possível!
sábado, 16 de novembro de 2013
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Duas coisas para terminar a semana em grande
Para terminar a semana em beleza teria de ser mais ou menos assim. Por um lado, confirmava-se que Portugal sai mesmo da recessão e, por outro lado, que no primeiro jogo do "play-off" para o mundial do Brasil de futebol, limpávamos o sebo aos suecos.
P.S. - Como me estou nas tintas para o futebol, espero mesmo é que estejamos a sair da recessão!
Duas coisas para terminar a semana em grande
Para terminar a semana em beleza teria de ser mais ou menos assim. Por um lado, confirmava-se que Portugal sai mesmo da recessão e, por outro lado, que no primeiro jogo do "play-off" para o mundial do Brasil de futebol, limpávamos o sebo aos suecos.
P.S. - Como me estou nas tintas para o futebol, espero mesmo é que estejamos a sair da recessão!
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Uma nova diva
Ela foi considerada pela revista Times a adolescente mais influente do ano. Para mim pouco me importam estas listagens, até porque juntam alhos com bugalhos. Mas como eu gosto de música, uma coisa eu sei: Ganhámos uma nova diva de apenas 17 anos de idade!
Uma nova diva
Ela foi considerada pela revista Times a adolescente mais influente do ano. Para mim pouco me importam estas listagens, até porque juntam alhos com bugalhos. Mas como eu gosto de música, uma coisa eu sei: Ganhámos uma nova diva de apenas 17 anos de idade!
Um grande passo para a humanidade
Quando foi eleito como sucessor de Bento XVI, e tal como escrevi no Farpas, achei que era velho, pelo que não teria as capacidades, pelo menos físicas, de levar a “bom porto” o seu pontificado. Desde o início, com pequenas atitudes, demonstrou que eu estava enganado.
É verdade que Bento XVI marcou o seu pontificado com uma dinâmica teológica. Ele é um alemão e a frieza do seu pensamento marcou esse tempo.
Com Francisco tudo é diferente. O papa argentino tem dado provas de grande humildade. Assim como tem “oxigenado” a igreja que parecia estar numa imensa letargia. Hoje, num encontro com sacerdotes, ele deu um bom exemplo ao romper com outro tabu da igreja quando pediu que os divorciados e as uniões de facto "se sientan como en casa" en los establecimientos católicos. Com esta atitude (na sequência do que já tinha feito) ele deu um extraordinário “passo para a humanidade “!
Um grande passo para a humanidade
Quando foi eleito como sucessor de Bento XVI, e tal como escrevi no Farpas, achei que era velho, pelo que não teria as capacidades, pelo menos físicas, de levar a “bom porto” o seu pontificado. Desde o início, com pequenas atitudes, demonstrou que eu estava enganado.
É verdade que Bento XVI marcou o seu pontificado com uma dinâmica teológica. Ele é um alemão e a frieza do seu pensamento marcou esse tempo.
Com Francisco tudo é diferente. O papa argentino tem dado provas de grande humildade. Assim como tem “oxigenado” a igreja que parecia estar numa imensa letargia. Hoje, num encontro com sacerdotes, ele deu um bom exemplo ao romper com outro tabu da igreja quando pediu que os divorciados e as uniões de facto "se sientan como en casa" en los establecimientos católicos. Com esta atitude (na sequência do que já tinha feito) ele deu um extraordinário “passo para a humanidade “!
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
José Maria Ricciardi é o próximo presidente do BES
Várias conclusões se podem tirar da mensagem conjunta, enviada pela equipe de Ricardo Salgado para a imprensa, mas de longe a mais evidente de todas as entrelinhas é que José Maria Ricciardi é o próximo presidente do BES.
Dr. Ricardo Espírito Santo Salgado e Dr. José Maria Espírito Santo Ricciardi
1. Após esclarecimentos havidos entre as partes, ficou clarificado que nunca houve uma tentativa de “golpe de estado” no Grupo Espírito Santo.
2. O Dr. Ricardo Espírito Santo Salgado esclarece que, quando vier a ser iniciado o processo de sucessão, considera que o Dr. José Maria Espírito Santo Ricciardi reúne todas as condições para ser um dos membros possíveis à sua sucessão.
3. O Dr. José Maria Espírito Santo Ricciardi, em função de um conjunto de esclarecimentos obtidos, reitera o voto de confiança na liderança executiva do Dr. Ricardo Espírito Santo Salgado nas condições apresentadas na reunião do Conselho Superior do Grupo Espírito Santo no passado dia 7 de Novembro.
Lisboa, 11 de Novembro de 2013
Ricardo Espírito Santo Salgado
Presidente da Comissão Executiva do Banco Espírito Santo
José Maria Ricciardi é o próximo presidente do BES
Várias conclusões se podem tirar da mensagem conjunta, enviada pela equipe de Ricardo Salgado para a imprensa, mas de longe a mais evidente de todas as entrelinhas é que José Maria Ricciardi é o próximo presidente do BES.
Dr. Ricardo Espírito Santo Salgado e Dr. José Maria Espírito Santo Ricciardi
1. Após esclarecimentos havidos entre as partes, ficou clarificado que nunca houve uma tentativa de “golpe de estado” no Grupo Espírito Santo.
2. O Dr. Ricardo Espírito Santo Salgado esclarece que, quando vier a ser iniciado o processo de sucessão, considera que o Dr. José Maria Espírito Santo Ricciardi reúne todas as condições para ser um dos membros possíveis à sua sucessão.
3. O Dr. José Maria Espírito Santo Ricciardi, em função de um conjunto de esclarecimentos obtidos, reitera o voto de confiança na liderança executiva do Dr. Ricardo Espírito Santo Salgado nas condições apresentadas na reunião do Conselho Superior do Grupo Espírito Santo no passado dia 7 de Novembro.
Lisboa, 11 de Novembro de 2013
Ricardo Espírito Santo Salgado
Presidente da Comissão Executiva do Banco Espírito Santo
Xeque a Ricardo Salgado
Declaração
Eu, Comandante António Ricciardi, accionista do Grupo Espírito Santo e presidente do Conselho Superior, venho esclarecer que só não apoiei o voto do meu filho José Maria Espírito Santo Silva Ricciardi na moção de confiança pedida por Ricardo Salgado para evitar a ruptura institucional imediata, mas subscrevo sem quaisquer reservas a posição assumida pelo Conselho, incluindo a do meu filho José Maria Espírito Santo Silva Ricciardi sobre a “governance” e sucessão na liderança do Grupo Espírito Santo.
Lisboa, 10 de Novembro de 2013
Comandante António Ricciardi
Xeque a Ricardo Salgado
Declaração
Eu, Comandante António Ricciardi, accionista do Grupo Espírito Santo e presidente do Conselho Superior, venho esclarecer que só não apoiei o voto do meu filho José Maria Espírito Santo Silva Ricciardi na moção de confiança pedida por Ricardo Salgado para evitar a ruptura institucional imediata, mas subscrevo sem quaisquer reservas a posição assumida pelo Conselho, incluindo a do meu filho José Maria Espírito Santo Silva Ricciardi sobre a “governance” e sucessão na liderança do Grupo Espírito Santo.
Lisboa, 10 de Novembro de 2013
Comandante António Ricciardi
domingo, 10 de novembro de 2013
Nem guerra, nem paz dentro do Grupo Espírito Santo
Se bem conheço as relações de poder deste país, a notícia do Jornal de Negócios "Ricciardi falha destituição de Salgado", acabará por ter como consequência alterações na cúpula do Grupo Banco Espírito Santo.
Depois disto tem José Maria Ricciardi condições para ficar à frente do BES Investimento?
Se não estivéssemos a falar de parentes, a verdade é que hoje José Maria Ricciardi, CEO, e Ricardo Salgado, Chairman, estariam a discutir quem se manteria à frente do BES Investimento.
Ainda que José Maria Ricciardi seja um óptimo banqueiro (o BESI é um excelente banco); ainda que tenha toda a legitimidade para, no Conselho Superior da Família Espírito Santo, na qualidade de accionista do Grupo, não dar ao seu primo Ricardo Salgado um voto de confiança "por ele solicitado" para continuar a liderar os interesses do Grupo, (por razões que José Maria Ricciardi se dispensa de revelar); ainda que sobre os accionistas do Grupo não impenda o dever de lealdade institucional; aquilo que é importante é sempre o espírito da lei e não a forma dela. José Maria Ricciardi tem a legitimidade e a vontade, mas não se escapa de ser o Brutus do império.
Depois a mediatização do conflito faz com que a situação de José Maria Ricciardi seja extremamente díficil. Hoje o grande activo de um banco é a confiança. José Maria Ricciardi é hoje visto como o inimigo número um do presidente do banco que é dono do seu. E como é insustentável o peso dessa situação...
E se dúvidas houvesse, eis o comunicado que o banqueiro enviou no fim de semana:
"José Maria Espírito Santo Silva Ricciardi accionista e membro do Conselho Superior do Grupo Espírito Santo vem, face aos comentários e especulações noticiadas, acrescentar por ora à sua anterior declaração apenas o seguinte:
A sucessão na liderança do Grupo Espírito Santo realizar-se-á não por decisão ou sequer recomendação individual, mas sim pela vontade colectiva dos accionistas manifestada em sede própria.
A sua disponibilidade para corresponder às exigências da boa “governance” do grupo e aos desafios que o futuro reclama, mantém-se sem quaisquer reservas".
Daqui destaco: «A sua disponibilidade para corresponder às exigências da boa “governance” do grupo e aos desafios que o futuro reclama, mantém-se sem quaisquer reservas».
Esta frase é fatal!
Não me parece que até 2016 (ano em que haverá eleições para a cúpula do BES) haja paz, nem Bonança no banco da família de banqueiros mais antiga de Portugal.
Nem guerra, nem paz dentro do Grupo Espírito Santo
Se bem conheço as relações de poder deste país, a notícia do Jornal de Negócios "Ricciardi falha destituição de Salgado", acabará por ter como consequência alterações na cúpula do Grupo Banco Espírito Santo.
Depois disto tem José Maria Ricciardi condições para ficar à frente do BES Investimento?
Se não estivéssemos a falar de parentes, a verdade é que hoje José Maria Ricciardi, CEO, e Ricardo Salgado, Chairman, estariam a discutir quem se manteria à frente do BES Investimento.
Ainda que José Maria Ricciardi seja um óptimo banqueiro (o BESI é um excelente banco); ainda que tenha toda a legitimidade para, no Conselho Superior da Família Espírito Santo, na qualidade de accionista do Grupo, não dar ao seu primo Ricardo Salgado um voto de confiança "por ele solicitado" para continuar a liderar os interesses do Grupo, (por razões que José Maria Ricciardi se dispensa de revelar); ainda que sobre os accionistas do Grupo não impenda o dever de lealdade institucional; aquilo que é importante é sempre o espírito da lei e não a forma dela. José Maria Ricciardi tem a legitimidade e a vontade, mas não se escapa de ser o Brutus do império.
Depois a mediatização do conflito faz com que a situação de José Maria Ricciardi seja extremamente díficil. Hoje o grande activo de um banco é a confiança. José Maria Ricciardi é hoje visto como o inimigo número um do presidente do banco que é dono do seu. E como é insustentável o peso dessa situação...
E se dúvidas houvesse, eis o comunicado que o banqueiro enviou no fim de semana:
"José Maria Espírito Santo Silva Ricciardi accionista e membro do Conselho Superior do Grupo Espírito Santo vem, face aos comentários e especulações noticiadas, acrescentar por ora à sua anterior declaração apenas o seguinte:
A sucessão na liderança do Grupo Espírito Santo realizar-se-á não por decisão ou sequer recomendação individual, mas sim pela vontade colectiva dos accionistas manifestada em sede própria.
A sua disponibilidade para corresponder às exigências da boa “governance” do grupo e aos desafios que o futuro reclama, mantém-se sem quaisquer reservas".
Daqui destaco: «A sua disponibilidade para corresponder às exigências da boa “governance” do grupo e aos desafios que o futuro reclama, mantém-se sem quaisquer reservas».
Esta frase é fatal!
Não me parece que até 2016 (ano em que haverá eleições para a cúpula do BES) haja paz, nem Bonança no banco da família de banqueiros mais antiga de Portugal.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Votem no João Castelo-Branco
Há um fotógrafo maravilha, que publica os seus óptimos trabalhos também aqui no Farpas que está a concurso com esta espantosa fotografia no site da revista Volta ao Mundo.
Para votar é preciso seguir os seguintes passos:
1º - ir à página da revista "Volta ao mundo" no Facebook
2º - Gostar da página
3º - Aceitar o que pede
4º - Ir ao separador do concurso "Outono em Portugal"
5º - Escolher "Ver e Votar" nos separadores que aparecem a meio da página
6º - De seguida, clicar no separador "Ranking"
7º - na página 1 é a que está em 7º lugar (ainda)
8º - Clicar na mão com o polegar para cima, cibernáuticamente é um like ", e que aparece em cima à esquerda.
9º - JÁ ESTÁ!!!
O concurso de fotografia acaba dia 10 de Novembro.
O João agradece a quem quiser votar.
Votem no João Castelo-Branco
Há um fotógrafo maravilha, que publica os seus óptimos trabalhos também aqui no Farpas que está a concurso com esta espantosa fotografia no site da revista Volta ao Mundo.
Para votar é preciso seguir os seguintes passos:
1º - ir à página da revista "Volta ao mundo" no Facebook
2º - Gostar da página
3º - Aceitar o que pede
4º - Ir ao separador do concurso "Outono em Portugal"
5º - Escolher "Ver e Votar" nos separadores que aparecem a meio da página
6º - De seguida, clicar no separador "Ranking"
7º - na página 1 é a que está em 7º lugar (ainda)
8º - Clicar na mão com o polegar para cima, cibernáuticamente é um like ", e que aparece em cima à esquerda.
9º - JÁ ESTÁ!!!
O concurso de fotografia acaba dia 10 de Novembro.
O João agradece a quem quiser votar.
Um grande ego
"Não acontece com frequência, um português ter destaque de primeira página no New York Times."
Um grande ego
"Não acontece com frequência, um português ter destaque de primeira página no New York Times."



