quinta-feira, 31 de março de 2011

Que se dane a reputação

"Reputação é para o momento, mas carácter é para a eternidade"


 


(um tal de) J. B. Gough

Que se dane a reputação

"Reputação é para o momento, mas carácter é para a eternidade"


 


(um tal de) J. B. Gough

Dívida pública sobre o PIB para 2011, 97,3%, podem começar a renegociar


O mundo mudou e Portugal deve mais. A Primavera chegou e Portugal deve mais. As eleições foram marcadas para 5 de Junho, e a outra novidade é que o Estado português fechou 2010 a dever 92% do PIB está a caminho de dever 97,3% do que produz.


 


As medidas de austeridade já não impedem o inevitável. E o inevitável é o pedido de resgate e a vinda do FMI? Para quê? Vão pagar a dívida? Vão fazer com que Portugal desça a dívida para 70% do PIB? Não me parece.


Neste momento só há uma solução: O Estado português tem de renegociar a dívida. Não pode pagar tudo o que deve nos prazos com que se comprometeu. Tem de dizer aos credores, da divida que vence, só pode pagar 80%. O resto pagará depois. Entretanto tem de fazer contenção de gastos e fazer crescer o PIB, se conseguir.  Quem não quer isto? A Alemanha, a França, a Inglaterra e a Espanha. Porque são os bancos destes países, e do nosso também, que têm a dívida pública portuguesa em carteira e se houver um hair-cut têm de registar as perdas nos seus balanços e provavelmente terão de aumentar capitais. Ou acham que a mudança de opinião de Fernando Ulrich em relação à vinda do FMI se deve a quê? Deve-se ao facto de o BPI ser o banco português com mais OT´s em carteira. Até agora Ulrich "não lhe passava pela cabeça que Portugal não cumprisse com os seus compromissos", agora já lhe passa pela cabeça.


 


Sempre soube que a expectativa cria mais danos que a certeza. A expectativa de default está-nos a matar, a certeza de entrar semi-default terá um impacto menor.

Dívida pública sobre o PIB para 2011, 97,3%, podem começar a renegociar


O mundo mudou e Portugal deve mais. A Primavera chegou e Portugal deve mais. As eleições foram marcadas para 5 de Junho, e a outra novidade é que o Estado português fechou 2010 a dever 92% do PIB está a caminho de dever 97,3% do que produz.


 


As medidas de austeridade já não impedem o inevitável. E o inevitável é o pedido de resgate e a vinda do FMI? Para quê? Vão pagar a dívida? Vão fazer com que Portugal desça a dívida para 70% do PIB? Não me parece.


Neste momento só há uma solução: O Estado português tem de renegociar a dívida. Não pode pagar tudo o que deve nos prazos com que se comprometeu. Tem de dizer aos credores, da divida que vence, só pode pagar 80%. O resto pagará depois. Entretanto tem de fazer contenção de gastos e fazer crescer o PIB, se conseguir.  Quem não quer isto? A Alemanha, a França, a Inglaterra e a Espanha. Porque são os bancos destes países, e do nosso também, que têm a dívida pública portuguesa em carteira e se houver um hair-cut têm de registar as perdas nos seus balanços e provavelmente terão de aumentar capitais. Ou acham que a mudança de opinião de Fernando Ulrich em relação à vinda do FMI se deve a quê? Deve-se ao facto de o BPI ser o banco português com mais OT´s em carteira. Até agora Ulrich "não lhe passava pela cabeça que Portugal não cumprisse com os seus compromissos", agora já lhe passa pela cabeça.


 


Sempre soube que a expectativa cria mais danos que a certeza. A expectativa de default está-nos a matar, a certeza de entrar semi-default terá um impacto menor.

É uma selvajaria (pá)

É a nova versão da música do Chico Buarque (foi bonita a festa, pá)? É um pássaro? É um avião? Não. É o Sócrates e os seus bombardeamentos (pás). Desta vez o alvo foram os jornalistas brasileiros que estavam cá para cobrir a homenagem ao presidente Lula, em Coimbra.


 



 




É uma selvajaria (pá)

É a nova versão da música do Chico Buarque (foi bonita a festa, pá)? É um pássaro? É um avião? Não. É o Sócrates e os seus bombardeamentos (pás). Desta vez o alvo foram os jornalistas brasileiros que estavam cá para cobrir a homenagem ao presidente Lula, em Coimbra.


 



 




terça-feira, 29 de março de 2011

Adeus


 


Morreu hoje, em sua casa, Ângelo de Sousa. Adeus ao grande artista plástico, nascido em Moçambique e radicado há muito no Porto.

Adeus


 


Morreu hoje, em sua casa, Ângelo de Sousa. Adeus ao grande artista plástico, nascido em Moçambique e radicado há muito no Porto.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Dialéctica entre amor e sabedoria

Os sábios querem amor; e aqueles que amam anseiam pela sabedoria."
-P.B. Shelly

Dialéctica entre amor e sabedoria

Os sábios querem amor; e aqueles que amam anseiam pela sabedoria."
-P.B. Shelly

Novos sons # 1 Machu Picchu


Este grupo orginario de BrooklynNew York, que encontrei por feliz acaso ao navegar na net, prova-nos como felizmente ainda há gente que, ao fugir das formatações musicais que enchem os top, é capaz de fazer musica: boa musica. 


 


 

Novos sons # 1 Machu Picchu


Este grupo orginario de BrooklynNew York, que encontrei por feliz acaso ao navegar na net, prova-nos como felizmente ainda há gente que, ao fugir das formatações musicais que enchem os top, é capaz de fazer musica: boa musica. 


 


 

Maravilhosa letra

Há uma música de uma banda chamada "Os Pinto Ferreira" que tem esta deliciosa letra:


 


"Maravilhosa estupidez. Porque será que só tu não vês? Esse prodígio extraordinário. Tens o toque de Midas, só que ao contrário!"

Maravilhosa letra

Há uma música de uma banda chamada "Os Pinto Ferreira" que tem esta deliciosa letra:


 


"Maravilhosa estupidez. Porque será que só tu não vês? Esse prodígio extraordinário. Tens o toque de Midas, só que ao contrário!"

domingo, 27 de março de 2011

sábado, 26 de março de 2011

Vivemos nesta era da austeridade

 


 


Estamos a viver a década da austeridade. Depois das manifestações na Grécia, França, Espanha e até Portugal, é a vez de Londres. Centenas de milhares de pessoas, vindas de todo o Reino Unido, desfilaram em Londres, contra as medidas de austeridade do Governo, naquela que já está a ser anunciada como a maior manifestação da última década e que já originou conflitos entre manifestantes e polícia.


A austeridade toma conta da publicidade, da música, da moda. A austeridade é o mandamento da segunda década do Século XXI. Longe vão os tempos dos yuppies, da expectiva de abundância. Austeridade, um palavra que está para lavar e durar.


 


Vivemos nesta era da austeridade

 


 


Estamos a viver a década da austeridade. Depois das manifestações na Grécia, França, Espanha e até Portugal, é a vez de Londres. Centenas de milhares de pessoas, vindas de todo o Reino Unido, desfilaram em Londres, contra as medidas de austeridade do Governo, naquela que já está a ser anunciada como a maior manifestação da última década e que já originou conflitos entre manifestantes e polícia.


A austeridade toma conta da publicidade, da música, da moda. A austeridade é o mandamento da segunda década do Século XXI. Longe vão os tempos dos yuppies, da expectiva de abundância. Austeridade, um palavra que está para lavar e durar.


 


Revivalismo

Revivalismo

sexta-feira, 25 de março de 2011

Ainda por causa do partido da rosa.

 



 


 

Ainda por causa do partido da rosa.

 



 


 

Mais uma semanas sem Sócrates e o rating sobe

Moody´s decidiu hoje manter o rating da República em A3. Isto está-se a compôr. Mais umas semaninhas sem Sócrates e o rating sobe!

Mais uma semanas sem Sócrates e o rating sobe

Moody´s decidiu hoje manter o rating da República em A3. Isto está-se a compôr. Mais umas semaninhas sem Sócrates e o rating sobe!

A vida continua

Noah And The Whale são um projecto pop muito engraçado e este tema um bom prenuncio para o fim-de-semana que está ai.


 


 



 


 

A vida continua

Noah And The Whale são um projecto pop muito engraçado e este tema um bom prenuncio para o fim-de-semana que está ai.


 


 



 


 

quinta-feira, 24 de março de 2011

Governação de Sócrates, ou como viver numa ilusão

Governação de Sócrates, ou como viver numa ilusão

Resgate de 75 mil milhões de euros

Já há um número para o resgate a fazer para Portugal, no âmbito do recurso ao FMI e ao fundo europeu: 75 mil milhões de euros.


 

Resgate de 75 mil milhões de euros

Já há um número para o resgate a fazer para Portugal, no âmbito do recurso ao FMI e ao fundo europeu: 75 mil milhões de euros.


 

Adeus

Adeus

Um cartoon à medida da situação política

Um cartoon à medida da situação política

A pergunta (do Censos) que deveria ser censurada!

A pergunta (do Censos) que deveria ser censurada!

O insustentável peso da dívida

 


 



Nesta foto surgem Harry Houdini, que faria hoje 137 anos, e um elefante. A qual serve para ilustrar a vã tentativa dos socialistas em controlarem a divida publica portuguesa


 


 


 


 

O insustentável peso da dívida

 


 



Nesta foto surgem Harry Houdini, que faria hoje 137 anos, e um elefante. A qual serve para ilustrar a vã tentativa dos socialistas em controlarem a divida publica portuguesa


 


 


 


 

O discurso de Kadafi sobre a situação portuguesa.

Eu não sei quem fez isto, encontrei-o na net. Está simplesmente fabuloso e por isso aqui vai este extraordinário discurso de Kadafi


sobre a situação portuguesa.


 


O discurso de Kadafi sobre a situação portuguesa.

Eu não sei quem fez isto, encontrei-o na net. Está simplesmente fabuloso e por isso aqui vai este extraordinário discurso de Kadafi


sobre a situação portuguesa.


 


Tempos Modernos

 


 


 

Tempos Modernos

 


 


 

The Social Network


 


 


Também publicado no Corta-Fitas

The Social Network


 


 


Também publicado no Corta-Fitas

Carro do luxo


 


Ao ler isto, chamo a isto carro do luxo.

Carro do luxo


 


Ao ler isto, chamo a isto carro do luxo.

Hoje

 



 


 

Hoje

 



 


 

Holla e Ciao!

Ao ver ontem aquela onda de deputados, da esquerda à direita, a reprovarem o PEC IV. lembrei-me do lado mais festivo do futebol, daquele movimento que teve inicio no Mundial do México, a "Holla"!


 


 



 


Quem estiver contra o PEC IV que se levante!


 

Holla e Ciao!

Ao ver ontem aquela onda de deputados, da esquerda à direita, a reprovarem o PEC IV. lembrei-me do lado mais festivo do futebol, daquele movimento que teve inicio no Mundial do México, a "Holla"!


 


 



 


Quem estiver contra o PEC IV que se levante!


 

quarta-feira, 23 de março de 2011

Como foi...

Como foi...

A verdadeira crise do dia: a morte de Liz Taylor

A verdadeira crise do dia: a morte de Liz Taylor

Death of a Clown (Kinks).... a propósito da demissão de Sócrates

Francisco Assis diz que o PS tem soluções para o país


"Sócrates vai ser o nosso candidato", Ó Francisco Assis, ainda bem que assim é, é da maneira que vão experimentar a estrondosa derrota do PS.


 


Mas hilariante mesmo foi quando disse: "Temos soluções concretas para o país". Pois, pois, viu-se.

Francisco Assis diz que o PS tem soluções para o país


"Sócrates vai ser o nosso candidato", Ó Francisco Assis, ainda bem que assim é, é da maneira que vão experimentar a estrondosa derrota do PS.


 


Mas hilariante mesmo foi quando disse: "Temos soluções concretas para o país". Pois, pois, viu-se.

Sócrates demite-se

Dia histórico este 23 de Março de 2011.


 


Agora que venha o futuro e que seja o que Deus quiser!

Sócrates demite-se

Dia histórico este 23 de Março de 2011.


 


Agora que venha o futuro e que seja o que Deus quiser!

Em nome do país


 


Em nome da salvação do meu país eu apelo a que José Sócrates venha publicamente e perante o Presidente da República assumir o compromisso que se demite, provocando eleições antecipadas, depois da Europa aprovar as regras de flexibilização do uso do FEEF, de forma a que Portugal tenha linhas de liquidez de modo a que não entre em 'default'. E que em troca desse compromisso, oficial e sério, apelo a que Pedro Passos Coelho se abstenha de chumbar o PEC IV.


 


 

Em nome do país


 


Em nome da salvação do meu país eu apelo a que José Sócrates venha publicamente e perante o Presidente da República assumir o compromisso que se demite, provocando eleições antecipadas, depois da Europa aprovar as regras de flexibilização do uso do FEEF, de forma a que Portugal tenha linhas de liquidez de modo a que não entre em 'default'. E que em troca desse compromisso, oficial e sério, apelo a que Pedro Passos Coelho se abstenha de chumbar o PEC IV.


 


 

Na parvónia

 



 


 


 


Andam por aí umas pessoas a fazerem os outros de parvos. É o socialismo à portuguesa!

Na parvónia

 



 


 


 


Andam por aí umas pessoas a fazerem os outros de parvos. É o socialismo à portuguesa!

O dia em que as crises começam

Em 23 de Março1962, começou a crise académica nas universidades de Coimbra e Lisboa. 49 anos depois, vai começar a crise política portuguesa com a (expectável) reprovação pelo parlamento do PEC IV e consequente demissão do Primeiro-ministro, José Sócrates.


 


 



 


 

O dia em que as crises começam

Em 23 de Março1962, começou a crise académica nas universidades de Coimbra e Lisboa. 49 anos depois, vai começar a crise política portuguesa com a (expectável) reprovação pelo parlamento do PEC IV e consequente demissão do Primeiro-ministro, José Sócrates.


 


 



 


 

Adeus Socas?

 



 


 


 


Mais logo veremos se hoje é o fim do "soquismo"!

Adeus Socas?

 



 


 


 


Mais logo veremos se hoje é o fim do "soquismo"!

terça-feira, 22 de março de 2011

Curso Prático de Político

Curso Prático de Político

Estamos quase na situação do carro ser mais barato que o passe

A CP, o Metro de Lisboa e a Refer estão quase em ruptura financeira. As empresas de transporte estão numa situação financeira muito difícil, uma vez que os mercados já não lhes estão a conceder crédito e estas empresas públicas poderão não ter dinheiro para pagar os ordenados. A situação é trágica. As empresa vão ter de aumentar os preços dos bilhetes e passes.


 


A Refer (gere as linhas ferroviárias) é a pior. Falhou uma operação de colocação de dívida no mercado, no valor de 500 milhões de euros, em Fevereiro, e entretanto viu o  rating baixar de “BBB” para “BB”, que equivale a junk.

O grande problema da Refer e de outras empresas como a CP e o Metro de Lisboa é que não geram cash flow suficiente para pagarem a operação, pelo que têm recorrido ao mercado para obterem empréstimos. Isto, por sua vez, fez subir os encargos financeiros para montantes significativos.


 


É por isso que aquela célebre ideia de direita, sempre criticada pelo PS, devia ter sido implementada há mais tempo. O preço dos passes e tarifas devia ser proporcional ao rendimento. As empresas têm que dar lucro e o Estado só pode subsidiar os que precisam. Porque raio é que o passe social é o mesmo preço para mim e para o Belmiro de Azevedo?


 


Agora, sem acesso a novos financiamentos, algumas empresas de transportes correm o risco de incumprimento nos pagamentos à banca e a fornecedores, e mesmo aos próprios trabalhadores.


 


Enfim acabará, ironicamente por ser mais barato o carro.


 


Assim como passou a ser mais inseguro trabalhar para o Estado do que no sector privado, quem diria?


 


 

Estamos quase na situação do carro ser mais barato que o passe

A CP, o Metro de Lisboa e a Refer estão quase em ruptura financeira. As empresas de transporte estão numa situação financeira muito difícil, uma vez que os mercados já não lhes estão a conceder crédito e estas empresas públicas poderão não ter dinheiro para pagar os ordenados. A situação é trágica. As empresa vão ter de aumentar os preços dos bilhetes e passes.


 


A Refer (gere as linhas ferroviárias) é a pior. Falhou uma operação de colocação de dívida no mercado, no valor de 500 milhões de euros, em Fevereiro, e entretanto viu o  rating baixar de “BBB” para “BB”, que equivale a junk.

O grande problema da Refer e de outras empresas como a CP e o Metro de Lisboa é que não geram cash flow suficiente para pagarem a operação, pelo que têm recorrido ao mercado para obterem empréstimos. Isto, por sua vez, fez subir os encargos financeiros para montantes significativos.


 


É por isso que aquela célebre ideia de direita, sempre criticada pelo PS, devia ter sido implementada há mais tempo. O preço dos passes e tarifas devia ser proporcional ao rendimento. As empresas têm que dar lucro e o Estado só pode subsidiar os que precisam. Porque raio é que o passe social é o mesmo preço para mim e para o Belmiro de Azevedo?


 


Agora, sem acesso a novos financiamentos, algumas empresas de transportes correm o risco de incumprimento nos pagamentos à banca e a fornecedores, e mesmo aos próprios trabalhadores.


 


Enfim acabará, ironicamente por ser mais barato o carro.


 


Assim como passou a ser mais inseguro trabalhar para o Estado do que no sector privado, quem diria?


 


 

Ricos a valer


 


MERCEDES BENZ DE UM BILIONÁRIO DO PETRÓLEO EM ABU DHABI EM OIRO BRANCO!


 


 

Ricos a valer


 


MERCEDES BENZ DE UM BILIONÁRIO DO PETRÓLEO EM ABU DHABI EM OIRO BRANCO!


 


 

Em Março chove cada dia um pedaço

Fica aqui a previsão para os próximos dias que serão molhados - espera-se que pouco com diz o povo

Em Março chove cada dia um pedaço

Fica aqui a previsão para os próximos dias que serão molhados - espera-se que pouco com diz o povo

Porque estamos em Março

Aplaudindo o excelente post da Maria, deixo-vos um dos melhores temas de sempre. 


 



 


 


 

Porque estamos em Março

Aplaudindo o excelente post da Maria, deixo-vos um dos melhores temas de sempre. 


 



 


 


 

Março de todas as decisões

Março de grandes acontecimentos.


 


Falarei daqueles que interessa ao geral, porque também foi um mês importante para mim, mas as várias razões (acontecimentos) dessa importância ficarão comigo.


 


A nível nacional espera-se a que o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) venha fornecer linhas de crédito de curto prazo para cobrir necessidades temporárias de liquidez, como está previsto que venha a ser autorizado pela cimeira europeia marcada para esta quinta e sexta-feira.


 


Mas para isso foi preciso um PEC IV. Sócrates apresentou-o à Europa depois de o elaborar às escondidas da oposição e do Presidente. Para que o FEEF ajude sem a intervenção do FMI é preciso que esse PEC seja aprovado.


 


Aguarda-se em Março que a oposição faça cair o PEC, e assim provoque eleições antecipadas e muito provavelmente que assim acelere o pedido  de ajuda ao FMI.


 


Foi o mês da manifestação da Geração à Rasca. Qual a importância disto? É importante na medida em que é o reflexo de uma atitude do povo português face às medidas de austeridade.


 


Foi o mês trágico do Japão, sismo tsunami e ameaça de catástrofe nuclear.


 


Foi o mês em que a França, Inglaterra e Estados Unidos declararam guerra à Líbia de Kadhafi.


 


Bem.... como diria Kafka, à tarde fui nadar.


 


 

Março de todas as decisões

Março de grandes acontecimentos.


 


Falarei daqueles que interessa ao geral, porque também foi um mês importante para mim, mas as várias razões (acontecimentos) dessa importância ficarão comigo.


 


A nível nacional espera-se a que o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) venha fornecer linhas de crédito de curto prazo para cobrir necessidades temporárias de liquidez, como está previsto que venha a ser autorizado pela cimeira europeia marcada para esta quinta e sexta-feira.


 


Mas para isso foi preciso um PEC IV. Sócrates apresentou-o à Europa depois de o elaborar às escondidas da oposição e do Presidente. Para que o FEEF ajude sem a intervenção do FMI é preciso que esse PEC seja aprovado.


 


Aguarda-se em Março que a oposição faça cair o PEC, e assim provoque eleições antecipadas e muito provavelmente que assim acelere o pedido  de ajuda ao FMI.


 


Foi o mês da manifestação da Geração à Rasca. Qual a importância disto? É importante na medida em que é o reflexo de uma atitude do povo português face às medidas de austeridade.


 


Foi o mês trágico do Japão, sismo tsunami e ameaça de catástrofe nuclear.


 


Foi o mês em que a França, Inglaterra e Estados Unidos declararam guerra à Líbia de Kadhafi.


 


Bem.... como diria Kafka, à tarde fui nadar.


 


 

Mentes herméticas.

 



 


 


 


Porque há gente que em nome de supostos ideais democráticos não sabe diferenciar o trigo do joio, perferindo a morte dos inocentes ao fim das tiranias.

Mentes herméticas.

 



 


 


 


Porque há gente que em nome de supostos ideais democráticos não sabe diferenciar o trigo do joio, perferindo a morte dos inocentes ao fim das tiranias.

Há dias assim: tristes e cinzentos

Há pessoas que partem e nem damos por isso. Outras desaparecem e, no entanto, o exemplo perdura. Fica aqui a minha homenagem a Artur Agostinho que, aos 90 anos, nos deixou!


 


 



 


 

Há dias assim: tristes e cinzentos

Há pessoas que partem e nem damos por isso. Outras desaparecem e, no entanto, o exemplo perdura. Fica aqui a minha homenagem a Artur Agostinho que, aos 90 anos, nos deixou!


 


 



 


 

Quando se samba o real

 


 


 


No ano de 1932, no Carnaval, durante o primeiro desfile oficial da Praça XI, Ernâni Alvarenga foi o responsável pelo grande samba da primeira metade do século XX, "Dinheiro não há".


Com este novo post de “arqueologia sonora”, procuro fazer a ponte para dois temas sempre actuais: a violência sobre as mulheres que, no ano passado, vitimou 40 e a sempre incontornável falta de dinheiro:


 


“Lá vem ela, chorando


O que é que ela quer?


Pancada não é, já dei


Mulher da orgia quando começa a chorar


Quer dinheiro, dinheiro não há.”




Quando se samba o real

 


 


 


No ano de 1932, no Carnaval, durante o primeiro desfile oficial da Praça XI, Ernâni Alvarenga foi o responsável pelo grande samba da primeira metade do século XX, "Dinheiro não há".


Com este novo post de “arqueologia sonora”, procuro fazer a ponte para dois temas sempre actuais: a violência sobre as mulheres que, no ano passado, vitimou 40 e a sempre incontornável falta de dinheiro:


 


“Lá vem ela, chorando


O que é que ela quer?


Pancada não é, já dei


Mulher da orgia quando começa a chorar


Quer dinheiro, dinheiro não há.”




segunda-feira, 21 de março de 2011

The Reason why the world is in chaos

The Reason why the world is in chaos

Declaração

Este blog não se bate por nenhuma causa. Apenas pelo Bom Gosto. E já não é nada mau!

Declaração

Este blog não se bate por nenhuma causa. Apenas pelo Bom Gosto. E já não é nada mau!

Porque fui


Roger Waters em Lisboa


 

Porque fui


Roger Waters em Lisboa


 

A pergunta que falta

Há duas perguntas no Censos 2011 em que questionam onde é que, em 2009 e 2005 respectivamente, residíamos ou se ainda não tínhamos nascido? Ora a pergunta está particularmente incompleta. Pois falta uma terceira variável, e que é  bem actual: Esqueceram-se de perguntar se a pessoa em causa já tinha nascido novamente!


 


 



 


 

A pergunta que falta

Há duas perguntas no Censos 2011 em que questionam onde é que, em 2009 e 2005 respectivamente, residíamos ou se ainda não tínhamos nascido? Ora a pergunta está particularmente incompleta. Pois falta uma terceira variável, e que é  bem actual: Esqueceram-se de perguntar se a pessoa em causa já tinha nascido novamente!


 


 



 


 

Censos 2011

O questionário do Censos 2011 acaba com chave de oiro: "Considere as pessoas que não sendo residentes neste alojamento, estavam presentes às 0 horas do dia 21 de Março e não regressaram à sua residência habitual até às 12 horas desse mesmo dia".... I Beg Your Pardon? Para que querem saber isto? E não contentes ainda pedem o nome!


 


 E mais giro é que eles dão uma opção de vários nomes, será para o caso de orgias?

Censos 2011

O questionário do Censos 2011 acaba com chave de oiro: "Considere as pessoas que não sendo residentes neste alojamento, estavam presentes às 0 horas do dia 21 de Março e não regressaram à sua residência habitual até às 12 horas desse mesmo dia".... I Beg Your Pardon? Para que querem saber isto? E não contentes ainda pedem o nome!


 


 E mais giro é que eles dão uma opção de vários nomes, será para o caso de orgias?

Não custa nada

Vi este post, “Sempre gostei do Ryan Higa!”, e sem nunca ter ouvido falar dele, decidi passar a gostar deste (ilustre) desconhecido? É a prova provada que o meu (segundo) povo é de uma fibra extraordinária!


 


 


 



 


 

Não custa nada

Vi este post, “Sempre gostei do Ryan Higa!”, e sem nunca ter ouvido falar dele, decidi passar a gostar deste (ilustre) desconhecido? É a prova provada que o meu (segundo) povo é de uma fibra extraordinária!


 


 


 



 


 

Já lá foi?

  Já? se já foi sabe do que eu falo. Se não, veja o que é algo verdadeiramente lento! Com sites assim o melhor é responder ao censos 2011 à antiga e à portuguesa: com caneta e mata-borrão! Porque, pelos vistos, as tecnologias para as bandas do INE são da idade da pedra!


 



P.S - Ao menos eles reconhecem e minimizam as falhas.

Já lá foi?

  Já? se já foi sabe do que eu falo. Se não, veja o que é algo verdadeiramente lento! Com sites assim o melhor é responder ao censos 2011 à antiga e à portuguesa: com caneta e mata-borrão! Porque, pelos vistos, as tecnologias para as bandas do INE são da idade da pedra!


 



P.S - Ao menos eles reconhecem e minimizam as falhas.

Eu sempre disse que isto não era política...

É mais casino! E o Ministro Luis Amado afirma-o categóricamente.


 



 


 


"Estamos há demasiado tempo a jogar aos dados com o destino da economia portuguesa e dos portugueses"


 

Eu sempre disse que isto não era política...

É mais casino! E o Ministro Luis Amado afirma-o categóricamente.


 



 


 


"Estamos há demasiado tempo a jogar aos dados com o destino da economia portuguesa e dos portugueses"


 

sábado, 19 de março de 2011

Carácter

Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser pôr à prova o carácter de um homem, dê-lhe poder.


 


Abraham Lincoln

Carácter

Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser pôr à prova o carácter de um homem, dê-lhe poder.


 


Abraham Lincoln

Morte

Quando um homem morre, é como se uma biblioteca inteira se incendiasse.


 


(antigo provérbio africano)

Morte

Quando um homem morre, é como se uma biblioteca inteira se incendiasse.


 


(antigo provérbio africano)

Untitled

Quando o amor adoece, a melhor coisa a fazer é conceder-lhe morte violenta. É insuportável a tortura de uma paixão que se consome devagar


 


Susan Ertz

Untitled

Quando o amor adoece, a melhor coisa a fazer é conceder-lhe morte violenta. É insuportável a tortura de uma paixão que se consome devagar


 


Susan Ertz

Medo

Obstáculos são aquelas coisas amedrontadoras que vemos quando tiramos os olhos do objectivo


 


Henry Ford

Medo

Obstáculos são aquelas coisas amedrontadoras que vemos quando tiramos os olhos do objectivo


 


Henry Ford

Quando o Mundo virar um gigante Ipad!

Mas nesta visão futurista da realidade, a família ainda é a tradicional. Pai, Mãe e Filhos. Temo que nesse campo esta visão seja muito optimista.

Quando o Mundo virar um gigante Ipad!

Mas nesta visão futurista da realidade, a família ainda é a tradicional. Pai, Mãe e Filhos. Temo que nesse campo esta visão seja muito optimista.

A vingança de Sarco

O filho de Kadafi revelou na passada terça-feira que o presidente da França recebeu dinheiro da Líbia para a sua campanha eleitoral.


Em resposta ao reconhecimento por parte da França (no passado dia 10 de Março) do Conselho Nacional de Transição líbio como representante legítimo da Líbia, Saif al-Islam disse que, em primeiro lugar, Sarkozy deveria devolver à Líbia o dinheiro que recebeu para a sua campanha eleitoral: “A primeira coisa que pedimos a este palhaço do Sarkozy é que devolva o dinheiro ao povo líbio”


 


Sarcozy dever ter ficado embaraçado.


 


Não perdeu por esperar e respondeu com bombardeamentos. Ninguém brinca com Sarco!


 


 O primeiro ataque aéreo francês foi às 16h45 GMT (mesma hora em Lisboa) contra um veículo das forças do regime de Kadhafi.

Fontes militares francesas informaram, sob condição de anonimato, que os aviões em acção são cerca de 20 caças Rafale e Mirage 2000 e também aviões Awacs de vigilância.

O porta-aviões francês Charles de Gaulle, de propulsão nuclear, deverá começar a navegar domingo de Toulon (sul) para a Líbia.


 


E já agora, a França integra um grupo composto por Inglaterra e Estados Unidos.


 


Obama que autorizou os bombardeamentos pode agora ser considerado imperialista, como o foi George Bush? Ou a  esquerda cosmopolita é mais tolerante com o seu compadre norte-americano do que com o antecessor republicano?

A vingança de Sarco

O filho de Kadafi revelou na passada terça-feira que o presidente da França recebeu dinheiro da Líbia para a sua campanha eleitoral.


Em resposta ao reconhecimento por parte da França (no passado dia 10 de Março) do Conselho Nacional de Transição líbio como representante legítimo da Líbia, Saif al-Islam disse que, em primeiro lugar, Sarkozy deveria devolver à Líbia o dinheiro que recebeu para a sua campanha eleitoral: “A primeira coisa que pedimos a este palhaço do Sarkozy é que devolva o dinheiro ao povo líbio”


 


Sarcozy dever ter ficado embaraçado.


 


Não perdeu por esperar e respondeu com bombardeamentos. Ninguém brinca com Sarco!


 


 O primeiro ataque aéreo francês foi às 16h45 GMT (mesma hora em Lisboa) contra um veículo das forças do regime de Kadhafi.

Fontes militares francesas informaram, sob condição de anonimato, que os aviões em acção são cerca de 20 caças Rafale e Mirage 2000 e também aviões Awacs de vigilância.

O porta-aviões francês Charles de Gaulle, de propulsão nuclear, deverá começar a navegar domingo de Toulon (sul) para a Líbia.


 


E já agora, a França integra um grupo composto por Inglaterra e Estados Unidos.


 


Obama que autorizou os bombardeamentos pode agora ser considerado imperialista, como o foi George Bush? Ou a  esquerda cosmopolita é mais tolerante com o seu compadre norte-americano do que com o antecessor republicano?

Over the rainbow.... espantosa versão de Israel Kamakawiwo

Over the rainbow.... espantosa versão de Israel Kamakawiwo

Aleluia


 


Finalmente a sapiência prevaleceu: O Tribunal dos Direitos Humanos decidiu que a presença de crucifixos nas escolas públicas italianas não viola o direito à educação.


 


Espero que em Portugal os idiotas das petições que já por aí pululam, se resignem ao facto de que vivem num país Católico. Quem não está bem que se mude.


 


 

Aleluia


 


Finalmente a sapiência prevaleceu: O Tribunal dos Direitos Humanos decidiu que a presença de crucifixos nas escolas públicas italianas não viola o direito à educação.


 


Espero que em Portugal os idiotas das petições que já por aí pululam, se resignem ao facto de que vivem num país Católico. Quem não está bem que se mude.


 


 

sexta-feira, 18 de março de 2011

A retirada dos Estados Unidos e o renascer da Entente?


A presente crise líbia deu origem a um fenómeno geopolítico muito interessante que, talvez devido ao ritmo dos acontecimentos, tem escapado à atenção da maior parte dos 'media' globais. Refiro-me ao aparente ressuscitar da centenária entente cordiale enquanto 'player' militar verdadeiramente actuante no Mediterrâneo, 55 anos depois do desaire do Suez.

Com efeito, a ofensiva de Khadafi contra o derradeiro bastião rebelde em Benghazi foi travada devido a um ultimato do Reino Unido e da França, duas potências europeias que a sabedoria convencional há muito havia condenado ao declínio geopolítico.

Ao contrário do que normalmente sucederia, a liderança da coligação internacional que se opõe ao regime de Khadafi não cabe aos Estados Unidos. Isto nota-te até nos protestos anti-ocidentais nas ruas de Tripoli: os manifestantes gritam juras de ódio à França e à Grã-Bretanha, mas não aos Estados Unidos.

E ao contrário do que se poderia pensar à primeira vista, tal não será apenas uma manobra de relações públicas ou uma forma elaborada de fazer a guerra por procuração, por parte da administração Obama. Nas negociações que tiveram lugar nas últimas semanas, com vista à imposição de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia, os EUA foram altamente pressionados pelos seus parceiros europeus para assumirem a liderança de uma coligação anti-Khadafi, mas recusaram-se a fazê-lo e até a comprometerem meios substanciais na região. Perante esta atitude, os governos da França e do Reino Unido chegaram a admitir agirem sozinhos e sem mandato da ONU.

Mas a que se deve a pressa e a arrogância quase imperial por parte de Sarkozy e Cameron? E porquê a passividade dos EUA? Como é evidente, a resposta a este enigma reside no interesse nacional da França e da Inglaterra, que continuam a ser as duas únicas potências militares credíveis da Europa.

Antes de mais, Khadafi é uma ameaça maior para a Europa do que para os EUA. Um regime hostil e apoiante do terrorismo, situado a apenas 750 milhas do Sul de França, será um pesadelo. Por outro lado, há que não esquecer que o ditador líbio prometeu expulsar as petrolíferas britânicas e francesas que exploram crude no seu país, entregando as concessões a grupos chineses e indianos. E, além disso, ameaçou abrir os portões da Europa a milhões de africanos famélicos. Se sobreviver, o regime de Khadafi converter-se-á numa ameaça muito séria para o Velho Continente. 

 

Por isso, ao contrário do que aconteceu na Bósnia e no Kosovo, os europeus não esperaram que os americanos agissem. Será o fim de uma era e o começo de uma nova? Só o tempo dirá.

 

O certo é que, no Reino Unido, já se fala do cancelamento dos cortes nos gastos com a Defesa que o governo Cameron pretende realizar. Os britânicos têm cada vez maior consciência de que, a prazo, os Estados Unidos vão dedicar-se cada vez menos à defesa da Europa e que esta terá de ser defendida pelos seus naturais.

Ronald Reagan, que nos anos 80 bombardeou a própria casa de Khadafi, deve estar às voltas no túmulo. Porque não agem os Estados Unidos? A resposta a esta questão reside num 'cocktail' de vários factores: o 'síndroma' do Iraque, o receio de alimentar ódios no mundo árabe e a perda de relevância da Europa e do Mediterrâneo na estratégia dos Estados Unidos (que agora estão mais focados na Ásia-Pacífico). Ou seja, à retirada do 'império'.

 

(Publicado também no Reviralho)

A retirada dos Estados Unidos e o renascer da Entente?


A presente crise líbia deu origem a um fenómeno geopolítico muito interessante que, talvez devido ao ritmo dos acontecimentos, tem escapado à atenção da maior parte dos 'media' globais. Refiro-me ao aparente ressuscitar da centenária entente cordiale enquanto 'player' militar verdadeiramente actuante no Mediterrâneo, 55 anos depois do desaire do Suez.

Com efeito, a ofensiva de Khadafi contra o derradeiro bastião rebelde em Benghazi foi travada devido a um ultimato do Reino Unido e da França, duas potências europeias que a sabedoria convencional há muito havia condenado ao declínio geopolítico.

Ao contrário do que normalmente sucederia, a liderança da coligação internacional que se opõe ao regime de Khadafi não cabe aos Estados Unidos. Isto nota-te até nos protestos anti-ocidentais nas ruas de Tripoli: os manifestantes gritam juras de ódio à França e à Grã-Bretanha, mas não aos Estados Unidos.

E ao contrário do que se poderia pensar à primeira vista, tal não será apenas uma manobra de relações públicas ou uma forma elaborada de fazer a guerra por procuração, por parte da administração Obama. Nas negociações que tiveram lugar nas últimas semanas, com vista à imposição de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia, os EUA foram altamente pressionados pelos seus parceiros europeus para assumirem a liderança de uma coligação anti-Khadafi, mas recusaram-se a fazê-lo e até a comprometerem meios substanciais na região. Perante esta atitude, os governos da França e do Reino Unido chegaram a admitir agirem sozinhos e sem mandato da ONU.

Mas a que se deve a pressa e a arrogância quase imperial por parte de Sarkozy e Cameron? E porquê a passividade dos EUA? Como é evidente, a resposta a este enigma reside no interesse nacional da França e da Inglaterra, que continuam a ser as duas únicas potências militares credíveis da Europa.

Antes de mais, Khadafi é uma ameaça maior para a Europa do que para os EUA. Um regime hostil e apoiante do terrorismo, situado a apenas 750 milhas do Sul de França, será um pesadelo. Por outro lado, há que não esquecer que o ditador líbio prometeu expulsar as petrolíferas britânicas e francesas que exploram crude no seu país, entregando as concessões a grupos chineses e indianos. E, além disso, ameaçou abrir os portões da Europa a milhões de africanos famélicos. Se sobreviver, o regime de Khadafi converter-se-á numa ameaça muito séria para o Velho Continente. 

 

Por isso, ao contrário do que aconteceu na Bósnia e no Kosovo, os europeus não esperaram que os americanos agissem. Será o fim de uma era e o começo de uma nova? Só o tempo dirá.

 

O certo é que, no Reino Unido, já se fala do cancelamento dos cortes nos gastos com a Defesa que o governo Cameron pretende realizar. Os britânicos têm cada vez maior consciência de que, a prazo, os Estados Unidos vão dedicar-se cada vez menos à defesa da Europa e que esta terá de ser defendida pelos seus naturais.

Ronald Reagan, que nos anos 80 bombardeou a própria casa de Khadafi, deve estar às voltas no túmulo. Porque não agem os Estados Unidos? A resposta a esta questão reside num 'cocktail' de vários factores: o 'síndroma' do Iraque, o receio de alimentar ódios no mundo árabe e a perda de relevância da Europa e do Mediterrâneo na estratégia dos Estados Unidos (que agora estão mais focados na Ásia-Pacífico). Ou seja, à retirada do 'império'.

 

(Publicado também no Reviralho)