terça-feira, 31 de julho de 2018

O que apetece responder aos arautos da teoria da conspiração por trás da notícia do Robles

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A propósito das inúmeras insinuações que por aí pululam sobre alegados "interesses escondidos" por detrás da notícia do Jornal Económico sobre Ricardo Robles e que culminou com a sua demissão de vereador da CML, lembrei-me de uma história do Independente. 


Miguel Esteves Cardoso era diretor do jornal quando, a propósito de uma notícia sobre o então presidente de Angola, recebeu uma carta de uma das filhas, não me lembro se seria a Isabel, a acusar o Independente de estar ao serviço de interesses escondidos contra José Eduardo dos Santos, a acusar o jornal de perseguição ao pai dela, and so on...


Miguel Esteves Cardoso brilhantemente respondeu numa nota de redação que acompanhou a publicação da carta: "Fomos apanhados!".


É o que apetece responder agora, porque aos desconfiados não vale a pena contrariar. Vão continuar a desconfiar e ainda usam as justificações que são dadas a seu favor.

O que apetece responder aos arautos da teoria da conspiração por trás da notícia do Robles

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A propósito das inúmeras insinuações que por aí pululam sobre alegados "interesses escondidos" por detrás da notícia do Jornal Económico sobre Ricardo Robles e que culminou com a sua demissão de vereador da CML, lembrei-me de uma história do Independente. 


Miguel Esteves Cardoso era diretor do jornal quando, a propósito de uma notícia sobre o então presidente de Angola, recebeu uma carta de uma das filhas, não me lembro se seria a Isabel, a acusar o Independente de estar ao serviço de interesses escondidos contra José Eduardo dos Santos, a acusar o jornal de perseguição ao pai dela, and so on...


Miguel Esteves Cardoso brilhantemente respondeu numa nota de redação que acompanhou a publicação da carta: "Fomos apanhados!".


É o que apetece responder agora, porque aos desconfiados não vale a pena contrariar. Vão continuar a desconfiar e ainda usam as justificações que são dadas a seu favor.

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segunda-feira, 30 de julho de 2018

A mulher de César: uma nota sobre o "Caso Robles".


Tenho estado ausente. Estou de mudanças, pelo que estou longe de estar actualizado com o que se passa por aí. Até ontem, quando comprei, pela primeira vez, a versão em papel do Diário de Notícias, desconhecia por completo "o caso Robles".


Não vou perder tempo com a situação, porém como acabo de saber da sua intenção de renunciar ao cargo de vereador na autarquia da capital, eu acho que faz bem, já que me faz lembrar a velha máxima de Júlio César: "À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta".

A mulher de César: uma nota sobre o "Caso Robles".


Tenho estado ausente. Estou de mudanças, pelo que estou longe de estar actualizado com o que se passa por aí. Até ontem, quando comprei, pela primeira vez, a versão em papel do Diário de Notícias, desconhecia por completo "o caso Robles".


Não vou perder tempo com a situação, porém como acabo de saber da sua intenção de renunciar ao cargo de vereador na autarquia da capital, eu acho que faz bem, já que me faz lembrar a velha máxima de Júlio César: "À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta".

domingo, 29 de julho de 2018

Robles é um defensor das ocupações no 25 de Abril, mas a sua propriedade privada também pode ser ocupada?


Ricardo Robles do Bloco de Esquerda, vereador da Câmara de Lisboa, é um empresário do imobiliário (notícia revelada pelo jornal onde trabalho). Mas é o mesmo Robles que em discurso exaltado diz que "orgulhamos-nos do 25 de Abril e do que se passou a seguir ao 25 de Abril, naqueles 11 meses, orgulhamos-nos das ocupações, orgulhamos-nos das nacionalizações, orgulhamos-nos das cooperativas de habitação, orgulhamos-nos da reforma agrária".


Ora este seguidor do PREC, devia dar os seus bens para a "cooperativa". Será que o Estado pode ocupar o seu património, a começar pelo prédio que era da Segurança Social e recuperou multiplicando por seis vezes o seu investimento (dele, da irmã, dos pais e do periquito, não interessa)?


É que estes meninos que defendem o PREC deviam ser os primeiros a viver como franciscanos e a ceder o património ao Estado, para "cooperativas de habitação", não?


Eu como defensora da propriedade privada, do lucro e do capitalismo, defendo até o direito ao Robles ter comprado um prédio velho em hasta pública (desde que a hasta tenha sido mesmo pública), tenha investido na recuperação e o venda por 5 ou 6 milhões se conseguir. Eu defendo esse direito dele. Ele pelos vistos não o defende.


A coerência é cada vez mais um luxo, que só as pessoas verdadeiramente de bem se podem orgulhar.


P.S. O pior que aconteceu a Portugal foi o PREC, que derreteu todo o capital acumulado ao longo de gerações. Devemos ao PREC o endividamento privado do país, o facto de as grandes empresas serem hoje quase todas detidas por estrangeiros, devemos a incultura e impreparação das nossas elites e devemos até a queda aparatosa do BES e do GES. Um país que não tem commodities, e que deixou de ter capital acumulado ao longo das gerações (e basta olhar para os nossos palácios e casas apalaçadas para sabermos que o país já foi rico) é um país condenado à pobreza e ao endividamento. Ninguém ganhou com isso. O Estado não se tornou mais rico. A maioria das empresas públicas foram colossos de prejuízos.

Robles é um defensor das ocupações no 25 de Abril, mas a sua propriedade privada também pode ser ocupada?


Ricardo Robles do Bloco de Esquerda, vereador da Câmara de Lisboa, é um empresário do imobiliário (notícia revelada pelo jornal onde trabalho). Mas é o mesmo Robles que em discurso exaltado diz que "orgulhamos-nos do 25 de Abril e do que se passou a seguir ao 25 de Abril, naqueles 11 meses, orgulhamos-nos das ocupações, orgulhamos-nos das nacionalizações, orgulhamos-nos das cooperativas de habitação, orgulhamos-nos da reforma agrária".


Ora este seguidor do PREC, devia dar os seus bens para a "cooperativa". Será que o Estado pode ocupar o seu património, a começar pelo prédio que era da Segurança Social e recuperou multiplicando por seis vezes o seu investimento (dele, da irmã, dos pais e do periquito, não interessa)?


É que estes meninos que defendem o PREC deviam ser os primeiros a viver como franciscanos e a ceder o património ao Estado, para "cooperativas de habitação", não?


Eu como defensora da propriedade privada, do lucro e do capitalismo, defendo até o direito ao Robles ter comprado um prédio velho em hasta pública (desde que a hasta tenha sido mesmo pública), tenha investido na recuperação e o venda por 5 ou 6 milhões se conseguir. Eu defendo esse direito dele. Ele pelos vistos não o defende.


A coerência é cada vez mais um luxo, que só as pessoas verdadeiramente de bem se podem orgulhar.


P.S. O pior que aconteceu a Portugal foi o PREC, que derreteu todo o capital acumulado ao longo de gerações. Devemos ao PREC o endividamento privado do país, o facto de as grandes empresas serem hoje quase todas detidas por estrangeiros, devemos a incultura e impreparação das nossas elites e devemos até a queda aparatosa do BES e do GES. Um país que não tem commodities, e que deixou de ter capital acumulado ao longo das gerações (e basta olhar para os nossos palácios e casas apalaçadas para sabermos que o país já foi rico) é um país condenado à pobreza e ao endividamento. Ninguém ganhou com isso. O Estado não se tornou mais rico. A maioria das empresas públicas foram colossos de prejuízos.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Já sei que discordam de mim, mas não gostei da postura de Marcelo com Trump

Marcelo foi infantil, superficial, soberbo e absurdo. Foi superficial quando trouxe o tema do vinho da Madeira para a conversa, como que a querer situar o seu interlocutor na importância de Portugal na história dos Estados Unidos. Foi infantil quando trouxe o tema Ronaldo para a conversa, como quem traz na lapela uma medalha de honra. Foi soberbo quando reagiu à piada de Trump (que esteve bem em entrar no tom jocoso, uma vez que Marcelo não levou temas sérios para a conferência de imprensa) querendo insinuar que a política portuguesa é que é a sério ao contrário da norte-americana, e foi absurdo (e isto foi mesmo o pior) quando fez questão de dizer em conferência de imprensa que tinha estado com Putin e que este lhe mandara cumprimentos (como se o presidente russo precisasse de Marcelo para enviar cumprimentos a Trump), claramente a pôr-se em bicos de pés entre dois gigantes mundiais.


Via-se claramente que Marcelo se esforçou para se tornar importante aos olhos Trump, o que é uma reação típica de quem não é. 


Resta a  Marcelo a interpretação favorável que se fez cá no burgo. Marcelo em Portugal foi aplaudido e elevado em ombros pela sua prestação na conferência de imprensa com Trump (o que é um sinal de como Portugal vive numa espécie de Caverna de Platão, que toma as sombras pela realidade). 


Vejam a conferência de imprensa do Primeiro-Ministro holandês Mark Rutte com Trump que se seguiu e comparem a postura e maturidade do chefe de Governo da Holanda com a do nosso chefe de Estado.


P.S. Só o penteado de Trump (o que é que o senhor fez ao cabelo?) no encontro com Mark Rutte retira seriedade ao momento. 




 


 

Já sei que discordam de mim, mas não gostei da postura de Marcelo com Trump

Marcelo foi infantil, superficial, soberbo e absurdo. Foi superficial quando trouxe o tema do vinho da Madeira para a conversa, como que a querer situar o seu interlocutor na importância de Portugal na história dos Estados Unidos. Foi infantil quando trouxe o tema Ronaldo para a conversa, como quem traz na lapela uma medalha de honra. Foi soberbo quando reagiu à piada de Trump (que esteve bem em entrar no tom jocoso, uma vez que Marcelo não levou temas sérios para a conferência de imprensa) querendo insinuar que a política portuguesa é que é a sério ao contrário da norte-americana, e foi absurdo (e isto foi mesmo o pior) quando fez questão de dizer em conferência de imprensa que tinha estado com Putin e que este lhe mandara cumprimentos (como se o presidente russo precisasse de Marcelo para enviar cumprimentos a Trump), claramente a pôr-se em bicos de pés entre dois gigantes mundiais.


Via-se claramente que Marcelo se esforçou para se tornar importante aos olhos Trump, o que é uma reação típica de quem não é. 


Resta a  Marcelo a interpretação favorável que se fez cá no burgo. Marcelo em Portugal foi aplaudido e elevado em ombros pela sua prestação na conferência de imprensa com Trump (o que é um sinal de como Portugal vive numa espécie de Caverna de Platão, que toma as sombras pela realidade). 


Vejam a conferência de imprensa do Primeiro-Ministro holandês Mark Rutte com Trump que se seguiu e comparem a postura e maturidade do chefe de Governo da Holanda com a do nosso chefe de Estado.


P.S. Só o penteado de Trump (o que é que o senhor fez ao cabelo?) no encontro com Mark Rutte retira seriedade ao momento.