quinta-feira, 28 de maio de 2015

Simplificando

É fácil resumir a Quadratura do Círculo: António Lobo Xavier tem sempre razão. Pacheco Pereira nunca tem. Jorge Coelho é socialista.

Simplificando

É fácil resumir a Quadratura do Círculo: António Lobo Xavier tem sempre razão. Pacheco Pereira nunca tem. Jorge Coelho é socialista.

À Sociedade Portuguesa de Autores


Estava a ver a Quadratura do Círculo e José Pacheco de Pereira oferece aos convivas o livro, na qual participa, dos 90 anos da Sociedade Portuguesa de Autores.


Venho aproveitar a data comemorativa, para lembrar que não há nenhuma legislação que protega verdadeiramente os autores.


Os autores só serão defendidos a sério quando houver uma entidade, um regulador, ou o que lhe quiserem chamar, que registe, de forma independente as verdadeiras vendas que dão origem aos pagamentos dos Royalties. É uma vergonha que não haja, para um escritor um sítio onde fique registado as tiragens dos livros e as vendas. Os autores estão sempre à mercê da palavra das editoras que evitam ao máximo dar informações sobre as vendas dos livros. Um autor neste país ou tem cinco mil euros para pedir uma auditoria ou está tramado, porque depois, nas livrarias e nas GfK da vida, recusam dar informação oficial aos autores dos livros. É um escandalo, e de certa forma obedece a uma lógica meio maçónica onde todos parecem cúmplices do roubos aos autores, A Sociedade Portuguesa de Autores devia tomar iniciativas de modo a criar uma entidade onde as vendas e as impressões de livros sejam obrigatoriamente registadas. Quem diz livros, diz outas criações, mas dessas não falo porque não conheço o mercado.

À Sociedade Portuguesa de Autores


Estava a ver a Quadratura do Círculo e José Pacheco de Pereira oferece aos convivas o livro, na qual participa, dos 90 anos da Sociedade Portuguesa de Autores.


Venho aproveitar a data comemorativa, para lembrar que não há nenhuma legislação que protega verdadeiramente os autores.


Os autores só serão defendidos a sério quando houver uma entidade, um regulador, ou o que lhe quiserem chamar, que registe, de forma independente as verdadeiras vendas que dão origem aos pagamentos dos Royalties. É uma vergonha que não haja, para um escritor um sítio onde fique registado as tiragens dos livros e as vendas. Os autores estão sempre à mercê da palavra das editoras que evitam ao máximo dar informações sobre as vendas dos livros. Um autor neste país ou tem cinco mil euros para pedir uma auditoria ou está tramado, porque depois, nas livrarias e nas GfK da vida, recusam dar informação oficial aos autores dos livros. É um escandalo, e de certa forma obedece a uma lógica meio maçónica onde todos parecem cúmplices do roubos aos autores, A Sociedade Portuguesa de Autores devia tomar iniciativas de modo a criar uma entidade onde as vendas e as impressões de livros sejam obrigatoriamente registadas. Quem diz livros, diz outas criações, mas dessas não falo porque não conheço o mercado.

A anedota e a realidade

Hoje li esta anedota que além de ter piada é um retrato de uma certa realidade, a cinematográfica. 


 


Duas cabras pastavam nas traseiras de um estúdio de cinema.


Encontraram uma lata de filmes, que uma delas devorou:


- Que tal? perguntou a companheira.
- Bom disse a outra mas gostei mais do livro...

A anedota e a realidade

Hoje li esta anedota que além de ter piada é um retrato de uma certa realidade, a cinematográfica. 


 


Duas cabras pastavam nas traseiras de um estúdio de cinema.


Encontraram uma lata de filmes, que uma delas devorou:


- Que tal? perguntou a companheira.
- Bom disse a outra mas gostei mais do livro...

domingo, 24 de maio de 2015

História do BES, o banco que afinal não era too big to fail


Ricardo Salgado andou anos a dar ordens a cúmplices para trabalharem as contas da holding suíça que controlava o todo o Grupo Espírito Santo. O GES foi crescendo e o BES também. Para financiar o crescimento estavam cá os clientes, quando faltava o dinheiro à família, as holdings emitiam dívida e os bancos e gestoras de fundos distribuíam-na, para depois a família ir aos aumentos de capital. Criavam-se bancos em várias geografias o que dava para financiar mais o GES. Arregimentavam-se solidariedades para assegurar o funcionamento da máquina. Agregavam-se amigos à estrutura de capital das várias holdings.


Um dia veio a crise financeira de 2008 (Lehman Brothers) – um dia ainda ouviremos dizer que quem deitou o BES abaixo (e outros como o BPP) foi o Ben Bernanke (presidente do FED em 2008) – e com ela a crise de financiamento. Os bancos deixaram de se conseguir financiar no Mercado Monetário Interbancário. Foi uma aflição para o GES que vivia irrigado a dívida. Martelar as contas foi a resposta que o líder do GES adoptou para evitar ter de perder o controlo do banco. A dívida estava escondida para que a holding se conseguisse continuar a financiar. Nem se pensou por um segundo que tudo pudesse ruir. A circulação de dinheiro substituía a ausência de capital.


O BES e a Tranquilidade já foram recuperados, na década de 80, às nacionalizações com parcos recursos e muita dívida. A culpa disto tudo no fundo é do PREC de 1975 que destruiu as empresas portuguesas e criou a crise de capital que existe até hoje. 


O Banco de Portugal descobriu em 2013 e começou a pressionar devagarinho e depois pressionou depressa, e quanto mais pressa pior, porque a urgência da situação levou Ricardo Salgado a soluções de recurso pouco ortodoxas. Depois de descobertas o Banco de Portugal e a KPMG quiseram provisionar tudo como se tudo estivesse perdido, estando ou não, e isso deitou o banco abaixo. Criou-se um novo banco e assim se evitou que o Estado entrasse no capital do BES. O que era contra as indicações de Bruxelas que estava em plena legislação anti-ajuda estatal aos bancos. A Resolução é uma medida europeia.


O BCE retirou o estatuto de contraparte ao BES. O BES podia ter continuado sem esse estatuto? Sim podia. Vivia encostado à ELA (facilidade de liquidez do Banco de Portugal) até arranjar compradores privados. Mas podia? Não, porque mesmo para recorrer à ELA não podia ter capital abaixo dos mínimos legais. O BES com as provisões genéricas de 2.100 milhões, mais 1.500 milhões de provisões a 100% para as obrigações que circulavam pela Eurofin para gerar dinheiro, e para as cartas conforto à Venezula, ditaram o fim do BES. Os prejuízos semestrais de 3.577 milhões são resultante dessas provisões (só cerca de 255 milhões é que eram prejuízos da actividade). A Resolução sempre esteve na sombra do desfecho do BES, desde que se descobriu a meio de Julho a marosca da circulação das obrigações que estavam a ser recompradas pelo BES com perca para o banco. E desde que se descobriu as cartas conforto aos venezuelanos. A Resolução esteve sempre na sombra, mas a decisão formal dela só se toma no começo de Agosto. Estava tudo preparado para ela quando ela surgiu, assessores contratados inclusivamente, mas mesmo assim, as opções podiam ter sido outras se tivesse havido outras.


Resumindo e baralhando:


Ricardo Salgado é acusado de actos dolosos de gestão ruinosa, o que lesou depositantes, investidores e demais credores.  Pois sabia da falsificação das contas da ESI e mesmo assim deixou que os bancos e gestoras de fundos disseminassem dívida dessas empresas pelos clientes, investidores e demais credores.


Claro que Ricardo Salgado não decidiu as provisões em Julho, com reporte a Junho, que deixam o BES sem capitais, mas isso não quer dizer que não tenha criado todas as condições para deitar os bancos do GES abaixo (não foi só o BES que caiu). Desde logo os bancos noutras geografias que já estavam a fechar portas porque não conseguiam cumprir o pagamento do papel comercial do Grupo que tinham vendido aos clientes e isso provocou uma corrida aos depósitos. 


O próprio Amílcar Morais Pires, o Merlin do BES, admitiu que havia uma crise de liquidez (o BES aproximava-se do ponto em só se financiaria no Banco de Portugal, recorrendo à ELA) mesmo antes de se descobrir as Obrigações BES de longo prazo (carteira discricionária) as cartas conforto aos venezuelanos.

História do BES, o banco que afinal não era too big to fail


Ricardo Salgado andou anos a dar ordens a cúmplices para trabalharem as contas da holding suíça que controlava o todo o Grupo Espírito Santo. O GES foi crescendo e o BES também. Para financiar o crescimento estavam cá os clientes, quando faltava o dinheiro à família, as holdings emitiam dívida e os bancos e gestoras de fundos distribuíam-na, para depois a família ir aos aumentos de capital. Criavam-se bancos em várias geografias o que dava para financiar mais o GES. Arregimentavam-se solidariedades para assegurar o funcionamento da máquina. Agregavam-se amigos à estrutura de capital das várias holdings.


Um dia veio a crise financeira de 2008 (Lehman Brothers) – um dia ainda ouviremos dizer que quem deitou o BES abaixo (e outros como o BPP) foi o Ben Bernanke (presidente do FED em 2008) – e com ela a crise de financiamento. Os bancos deixaram de se conseguir financiar no Mercado Monetário Interbancário. Foi uma aflição para o GES que vivia irrigado a dívida. Martelar as contas foi a resposta que o líder do GES adoptou para evitar ter de perder o controlo do banco. A dívida estava escondida para que a holding se conseguisse continuar a financiar. Nem se pensou por um segundo que tudo pudesse ruir. A circulação de dinheiro substituía a ausência de capital.


O BES e a Tranquilidade já foram recuperados, na década de 80, às nacionalizações com parcos recursos e muita dívida. A culpa disto tudo no fundo é do PREC de 1975 que destruiu as empresas portuguesas e criou a crise de capital que existe até hoje. 


O Banco de Portugal descobriu em 2013 e começou a pressionar devagarinho e depois pressionou depressa, e quanto mais pressa pior, porque a urgência da situação levou Ricardo Salgado a soluções de recurso pouco ortodoxas. Depois de descobertas o Banco de Portugal e a KPMG quiseram provisionar tudo como se tudo estivesse perdido, estando ou não, e isso deitou o banco abaixo. Criou-se um novo banco e assim se evitou que o Estado entrasse no capital do BES. O que era contra as indicações de Bruxelas que estava em plena legislação anti-ajuda estatal aos bancos. A Resolução é uma medida europeia.


O BCE retirou o estatuto de contraparte ao BES. O BES podia ter continuado sem esse estatuto? Sim podia. Vivia encostado à ELA (facilidade de liquidez do Banco de Portugal) até arranjar compradores privados. Mas podia? Não, porque mesmo para recorrer à ELA não podia ter capital abaixo dos mínimos legais. O BES com as provisões genéricas de 2.100 milhões, mais 1.500 milhões de provisões a 100% para as obrigações que circulavam pela Eurofin para gerar dinheiro, e para as cartas conforto à Venezula, ditaram o fim do BES. Os prejuízos semestrais de 3.577 milhões são resultante dessas provisões (só cerca de 255 milhões é que eram prejuízos da actividade). A Resolução sempre esteve na sombra do desfecho do BES, desde que se descobriu a meio de Julho a marosca da circulação das obrigações que estavam a ser recompradas pelo BES com perca para o banco. E desde que se descobriu as cartas conforto aos venezuelanos. A Resolução esteve sempre na sombra, mas a decisão formal dela só se toma no começo de Agosto. Estava tudo preparado para ela quando ela surgiu, assessores contratados inclusivamente, mas mesmo assim, as opções podiam ter sido outras se tivesse havido outras.


Resumindo e baralhando:


Ricardo Salgado é acusado de actos dolosos de gestão ruinosa, o que lesou depositantes, investidores e demais credores.  Pois sabia da falsificação das contas da ESI e mesmo assim deixou que os bancos e gestoras de fundos disseminassem dívida dessas empresas pelos clientes, investidores e demais credores.


Claro que Ricardo Salgado não decidiu as provisões em Julho, com reporte a Junho, que deixam o BES sem capitais, mas isso não quer dizer que não tenha criado todas as condições para deitar os bancos do GES abaixo (não foi só o BES que caiu). Desde logo os bancos noutras geografias que já estavam a fechar portas porque não conseguiam cumprir o pagamento do papel comercial do Grupo que tinham vendido aos clientes e isso provocou uma corrida aos depósitos. 


O próprio Amílcar Morais Pires, o Merlin do BES, admitiu que havia uma crise de liquidez (o BES aproximava-se do ponto em só se financiaria no Banco de Portugal, recorrendo à ELA) mesmo antes de se descobrir as Obrigações BES de longo prazo (carteira discricionária) as cartas conforto aos venezuelanos.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Há homens que nos mandam flores e depois nos matam

IMG_0739.JPG


Se há uma coisa que desilude quem ama é a leviandade. O amor não convive bem com as desculpas, com os argumentos fáceis, com a sinceridade de pacotilha, com a resposta pronta, com os motivos fúteis e vaidades banais. No amor, nada é banal, nem a vaidade (porque há vaidade no amor). O amor pede silêncios cúmplices, lágrimas contidas, conflitos interiores. O amor pede um entendimento imediato. No amor não há lugar a enganos. Não há falsas expectativas. No amor a expectativa é tão sincera que chega a ser a única coisa imortal. Não há o direito de nos falarem de amor, de nos mandarem e flores e depois de tudo dizerem-nos que afinal não era. Não há o direito. Quem deseja e não ama merece a guilhotina.


P.S. Para o homem que me mandou esta flor. A última afinal.


P.S. Sabes porque é que mudaste? Porque se aproxima o dia do juízo final e no dia do juízo final as promessas têm de sair do papel. E para isso tens de abdicar dos teus confortozinhos narcísicos, tens de ir contra o mundo e enfrentar os batalhões, se assim tiver de ser.


O amor só é quando nos leva a ser melhores pessoas. 


 

Há homens que nos mandam flores e depois nos matam

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Se há uma coisa que desilude quem ama é a leviandade. O amor não convive bem com as desculpas, com os argumentos fáceis, com a sinceridade de pacotilha, com a resposta pronta, com os motivos fúteis e vaidades banais. No amor, nada é banal, nem a vaidade (porque há vaidade no amor). O amor pede silêncios cúmplices, lágrimas contidas, conflitos interiores. O amor pede um entendimento imediato. No amor não há lugar a enganos. Não há falsas expectativas. No amor a expectativa é tão sincera que chega a ser a única coisa imortal. Não há o direito de nos falarem de amor, de nos mandarem e flores e depois de tudo dizerem-nos que afinal não era. Não há o direito. Quem deseja e não ama merece a guilhotina.


P.S. Para o homem que me mandou esta flor. A última afinal.


P.S. Sabes porque é que mudaste? Porque se aproxima o dia do juízo final e no dia do juízo final as promessas têm de sair do papel. E para isso tens de abdicar dos teus confortozinhos narcísicos, tens de ir contra o mundo e enfrentar os batalhões, se assim tiver de ser.


O amor só é quando nos leva a ser melhores pessoas. 


 

Não lhe façam isto...

Parece que o Presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, quer contratar Jorge Jesus, o primeiro bicampeão português pelo Benfica. Porém, a ver pela escolha editorial da foto do jornal A Bola, até parece que JJ anda preocupado, como se houvesse um mal-entendido entre nomes. Não faz milagres e muito menos quer ser crucificado!


bola.png


 


 

Não lhe façam isto...

Parece que o Presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, quer contratar Jorge Jesus, o primeiro bicampeão português pelo Benfica. Porém, a ver pela escolha editorial da foto do jornal A Bola, até parece que JJ anda preocupado, como se houvesse um mal-entendido entre nomes. Não faz milagres e muito menos quer ser crucificado!


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Grécia aproxima-se do ponto em que a UE vai às contas bancárias dos privados


A situação na Grécia está à beira do colapso. Se tudo correr como d´habitude vamos voltar a ver uma solução à la Chipre. Isto é, com a União Europeia a confiscar os depósitos bancários.


Esta opinião é partilhada pelo blogger económico Michael Snyder. 


Do you remember what happened when Cyprus decided to defy the EU?  In the end, the entire banking system of the nation collapsed and money was confiscated from private bank accounts.  Well, the nation of Greece is now approaching a similar endgame.  At this point, the Greek government has not received any money from the EU or the IMF since August 2014.  As you can imagine, that means that Greek government accounts are just about bone dry.


*Lembra-se do que aconteceu quando o Chipre decidiu desafiar a UE? No fim, todo o sistema bancário da nação entrou em colapso e o dinheiro foi confiscado das contas bancárias privadas. Bem, a Grécia está agora a aproximar-se de um desfecho semelhante. Até agora, o governo grego não recebeu qualquer dinheiro da UE ou do FMI e não recebe desde Agosto de 2014. Como pode imaginar, isso significa que as contas do governo grego são apenas sobre osso seco.


O actual governo grego continua a insistir que nunca irá "violar o seu mandato anti-austeridade", mas a situação está a apertar. Neste momento, a taxa de desemprego na Grécia é superior a 25 por cento e o sistema bancário está à beira do colapso. Não vai demorar muito até ser desencadeado o pânico, e já há rumores de que a UE pretende confiscar o dinheiro de contas bancárias privadas, assim como eles fizeram no Chipre.


Ao longo de toda esta crise multi-ano, as coisas nunca foram tão terrível para o governo grego. Na verdade, a Grécia nunca esteve tão perto do incumprimento  de um pagamento do empréstimo ao FMI e está praticamente sem dinheiro para tudo o resto, e é suposto fazer vários pagamentos grandes nas próximas semanas ... nomeadamente pensões, e mais uma tranche de 305 milhões de euros ao FMI a liquidar no dia 5 de Junho. Nas duas semanas seguintes, há mais três pagamentos, elevando o total de junho para o FMI para mais de € 1,5 bilhão.


Atenas mal conseguiu fazer seu último pagamento (12 de maio) ao Fundo Monetário Internacional (FMI), e conseguiu fazê-lo apenas quando o governo descobriu que poderia usar uma conta de reserva, com que não estava a contar.

Grécia aproxima-se do ponto em que a UE vai às contas bancárias dos privados


A situação na Grécia está à beira do colapso. Se tudo correr como d´habitude vamos voltar a ver uma solução à la Chipre. Isto é, com a União Europeia a confiscar os depósitos bancários.


Esta opinião é partilhada pelo blogger económico Michael Snyder. 


Do you remember what happened when Cyprus decided to defy the EU?  In the end, the entire banking system of the nation collapsed and money was confiscated from private bank accounts.  Well, the nation of Greece is now approaching a similar endgame.  At this point, the Greek government has not received any money from the EU or the IMF since August 2014.  As you can imagine, that means that Greek government accounts are just about bone dry.


*Lembra-se do que aconteceu quando o Chipre decidiu desafiar a UE? No fim, todo o sistema bancário da nação entrou em colapso e o dinheiro foi confiscado das contas bancárias privadas. Bem, a Grécia está agora a aproximar-se de um desfecho semelhante. Até agora, o governo grego não recebeu qualquer dinheiro da UE ou do FMI e não recebe desde Agosto de 2014. Como pode imaginar, isso significa que as contas do governo grego são apenas sobre osso seco.


O actual governo grego continua a insistir que nunca irá "violar o seu mandato anti-austeridade", mas a situação está a apertar. Neste momento, a taxa de desemprego na Grécia é superior a 25 por cento e o sistema bancário está à beira do colapso. Não vai demorar muito até ser desencadeado o pânico, e já há rumores de que a UE pretende confiscar o dinheiro de contas bancárias privadas, assim como eles fizeram no Chipre.


Ao longo de toda esta crise multi-ano, as coisas nunca foram tão terrível para o governo grego. Na verdade, a Grécia nunca esteve tão perto do incumprimento  de um pagamento do empréstimo ao FMI e está praticamente sem dinheiro para tudo o resto, e é suposto fazer vários pagamentos grandes nas próximas semanas ... nomeadamente pensões, e mais uma tranche de 305 milhões de euros ao FMI a liquidar no dia 5 de Junho. Nas duas semanas seguintes, há mais três pagamentos, elevando o total de junho para o FMI para mais de € 1,5 bilhão.


Atenas mal conseguiu fazer seu último pagamento (12 de maio) ao Fundo Monetário Internacional (FMI), e conseguiu fazê-lo apenas quando o governo descobriu que poderia usar uma conta de reserva, com que não estava a contar.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Anna Karenina

O amor é como a escarlatina, todos têm de passar por ela.


 


Aquela paixão era como estivesse em si uma nova região dolorida.


 


 


 


Tolstoi

Anna Karenina

O amor é como a escarlatina, todos têm de passar por ela.


 


Aquela paixão era como estivesse em si uma nova região dolorida.


 


 


 


Tolstoi

segunda-feira, 18 de maio de 2015

A futura aristocracia vem da ciência

Uma vez ouvi a Agustina dizer que "a literatura está em vias de extinção. A literatura tem cinco milénios, é tempo de mudar de caminho, tem de dar lugar à ciência". Na altura que ouvi não percebi bem. Mas começa a fazer-se luz sobre essa sentença. A futura aristocracia virá da ciência. A ciência é a nova área nobre da humanidade. Todos querem viver mais, procriar mais tarde, ser novos até mais tarde, todos querem a investigação que nos dará as soluções económicas certas, as soluções financeiras para garantir a reforma.


Todos querem o fim das doenças incuráveis, o fim das doenças psicológicas, o fim das depressões. O futuro é a ciência, os novos cavaleiros são aqueles que têm o conhecimento, a ciência. Todos os que sabem, são os sábios a nova elite. 


 

A futura aristocracia vem da ciência

Uma vez ouvi a Agustina dizer que "a literatura está em vias de extinção. A literatura tem cinco milénios, é tempo de mudar de caminho, tem de dar lugar à ciência". Na altura que ouvi não percebi bem. Mas começa a fazer-se luz sobre essa sentença. A futura aristocracia virá da ciência. A ciência é a nova área nobre da humanidade. Todos querem viver mais, procriar mais tarde, ser novos até mais tarde, todos querem a investigação que nos dará as soluções económicas certas, as soluções financeiras para garantir a reforma.


Todos querem o fim das doenças incuráveis, o fim das doenças psicológicas, o fim das depressões. O futuro é a ciência, os novos cavaleiros são aqueles que têm o conhecimento, a ciência. Todos os que sabem, são os sábios a nova elite. 


 

Selvagens


Acho inacreditável que no Marquês de Pombal, uns doidos do Benfica tenham desatado a atirar garrafas de vidro para cima das pessoas ( via-se nas imagens da SIC, autêntico terrorismo) e de repente a Polícia começa a empreender e passa a ser a culpada. Agora só se fala da violência da polícia. Incrível! Se a polícia tivesse ficado quieta e as pessoas fossem todas parar ao Hospital com garrafas espetadas na cabeça a polícia era incompetente e não tinha feito nada, assim a polícia é que é a má da fita. Acho que se houver autoridade neste país ficam já proibidas as "festas" no Marquês. 


Já em Guimarães estes selvagens benfiquistas destruiram o Estádio de Guimarães, pegaram fogo até às casas de banho. Arrancaram as cadeiras. É lamentável!!!! Selvagens!!!

Selvagens


Acho inacreditável que no Marquês de Pombal, uns doidos do Benfica tenham desatado a atirar garrafas de vidro para cima das pessoas ( via-se nas imagens da SIC, autêntico terrorismo) e de repente a Polícia começa a empreender e passa a ser a culpada. Agora só se fala da violência da polícia. Incrível! Se a polícia tivesse ficado quieta e as pessoas fossem todas parar ao Hospital com garrafas espetadas na cabeça a polícia era incompetente e não tinha feito nada, assim a polícia é que é a má da fita. Acho que se houver autoridade neste país ficam já proibidas as "festas" no Marquês. 


Já em Guimarães estes selvagens benfiquistas destruiram o Estádio de Guimarães, pegaram fogo até às casas de banho. Arrancaram as cadeiras. É lamentável!!!! Selvagens!!!

quarta-feira, 13 de maio de 2015

O Desacordo Ortográfico


Estávamos em 2008 (muito dos grandes males foram gerados nesse fatídico ano)  quando o Conselho de Ministros do Governo do Sócrates (who else?) aprovou um acordo que estava assinado desde 1990 (imagine-se!) entre os países de língua portuguesa. A ideia deste acordo era uma maior uniformização ortográfica entre os países da CPLP. Uma má ideia, diga-se, que foi reforçada em 2004, e implementada em 2009 (ver aqui).


Passado todos estes anos o único país de língua portuguesa que introduz o acordo é, claro, Portugal – sempre pioneiro no que não deve e atrasado no que deve. Talvez seja ignorância, mas ainda que mal me pergunte se o português é nosso, porque é que os outros países não acordaram escrever português como se escreve em Portugal? Porque carga de água é que este acordo impõe o português do Brasil como uniforme?


Em Angola o acordo ainda não foi ratificado por qualquer órgão político, enquanto em Moçambique já foi aprovado em Conselho de Ministros, mas falta ainda a ratificação pelo parlamento. E até no Brasil a moratória para a aplicação plena adia o Acordo Ortográfico para Janeiro de 2016. Em África, Guiné Bissau, Cabo Verde e São Tomé ratificaram o acordo. Mas ainda não está em vigor.


Depois surge Timor Lorosae que também aprovou a nova ortografia, mas como não falam praticamente português, é-lhes igual ao litro aplicarem este acordo.


Mais recentemente a Guiné Equatorial aderiu ao CPLP , e não ratificou ainda o acordo, mas a população não fala português, pelo que é caricato o acordo para este país.


Portanto, neste momento, Portugal está acordado e uniformizado na ortografia consigo próprio.


A partir de hoje, 13 de Maio, as regras do Acordo Ortográfico são obrigatórias. Acabou oficialmente o período de transição. Mas vejamos, uma determinação governamental – fundamentada numa Resolução parlamentar – funciona, na prática, como uma “ordem por escrito”, mas que apenas diz respeito e se circunscreve, em termos de efeitos e de eficácia, aos serviços e organismos do Estado ou deles dependentes (e ao Ensino público); ou seja, afecta somente os funcionários públicos e, mesmo quanto a estes, apenas no âmbito das suas competências e enquanto no exercício das suas funções. Nada mais. Ninguém pode ser obrigado a escrever ato em vez de acto, para em vez de pára. Ninguém. 

P.S. Este post escrito a 13 de Maio está escrito com erros. Mas é óptimo que assim seja. 


 

O Desacordo Ortográfico


Estávamos em 2008 (muito dos grandes males foram gerados nesse fatídico ano)  quando o Conselho de Ministros do Governo do Sócrates (who else?) aprovou um acordo que estava assinado desde 1990 (imagine-se!) entre os países de língua portuguesa. A ideia deste acordo era uma maior uniformização ortográfica entre os países da CPLP. Uma má ideia, diga-se, que foi reforçada em 2004, e implementada em 2009 (ver aqui).


Passado todos estes anos o único país de língua portuguesa que introduz o acordo é, claro, Portugal – sempre pioneiro no que não deve e atrasado no que deve. Talvez seja ignorância, mas ainda que mal me pergunte se o português é nosso, porque é que os outros países não acordaram escrever português como se escreve em Portugal? Porque carga de água é que este acordo impõe o português do Brasil como uniforme?


Em Angola o acordo ainda não foi ratificado por qualquer órgão político, enquanto em Moçambique já foi aprovado em Conselho de Ministros, mas falta ainda a ratificação pelo parlamento. E até no Brasil a moratória para a aplicação plena adia o Acordo Ortográfico para Janeiro de 2016. Em África, Guiné Bissau, Cabo Verde e São Tomé ratificaram o acordo. Mas ainda não está em vigor.


Depois surge Timor Lorosae que também aprovou a nova ortografia, mas como não falam praticamente português, é-lhes igual ao litro aplicarem este acordo.


Mais recentemente a Guiné Equatorial aderiu ao CPLP , e não ratificou ainda o acordo, mas a população não fala português, pelo que é caricato o acordo para este país.


Portanto, neste momento, Portugal está acordado e uniformizado na ortografia consigo próprio.


A partir de hoje, 13 de Maio, as regras do Acordo Ortográfico são obrigatórias. Acabou oficialmente o período de transição. Mas vejamos, uma determinação governamental – fundamentada numa Resolução parlamentar – funciona, na prática, como uma “ordem por escrito”, mas que apenas diz respeito e se circunscreve, em termos de efeitos e de eficácia, aos serviços e organismos do Estado ou deles dependentes (e ao Ensino público); ou seja, afecta somente os funcionários públicos e, mesmo quanto a estes, apenas no âmbito das suas competências e enquanto no exercício das suas funções. Nada mais. Ninguém pode ser obrigado a escrever ato em vez de acto, para em vez de pára. Ninguém. 

P.S. Este post escrito a 13 de Maio está escrito com erros. Mas é óptimo que assim seja. 


 

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Um (novo) Pedroto por ai.

 


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José Maria Pedroto


Sou do tempo em que o Benfica ainda era quem mandava nesta coisa. Também sou do tempo de Pedroto, que, segundo dizem, é o grande responsável de pôr um clube regional na alta-roda do futebol. Também sou do tempo em que o Benfica andava nas ruas da amargura, sendo igual aos demais: banal.


Posso não gostar de Jorge Jesus, dos seus jeitos e, como o meu vizinho, chamá-lo de “gadelhas”. Posso. Pois posso, mas não o faço. Ele (com a bênção de Vieira), à imagem do homem do boné que transformou o Futebol Clube do Porto, deram novo sangue ao glorioso, e os tempos que virão serão seguramente radiantes, o Benfica agiganta-se.

Um (novo) Pedroto por ai.

 


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José Maria Pedroto


Sou do tempo em que o Benfica ainda era quem mandava nesta coisa. Também sou do tempo de Pedroto, que, segundo dizem, é o grande responsável de pôr um clube regional na alta-roda do futebol. Também sou do tempo em que o Benfica andava nas ruas da amargura, sendo igual aos demais: banal.


Posso não gostar de Jorge Jesus, dos seus jeitos e, como o meu vizinho, chamá-lo de “gadelhas”. Posso. Pois posso, mas não o faço. Ele (com a bênção de Vieira), à imagem do homem do boné que transformou o Futebol Clube do Porto, deram novo sangue ao glorioso, e os tempos que virão serão seguramente radiantes, o Benfica agiganta-se.

Um partido sem memória

O Partido Socialista e Mário Soares - o então Primeiro-Ministro - não tem memória, mas isto resolve-se...


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“Os problemas económicos em Portugal são fáceis de explicar e a única coisa a fazer é apertar o cinto”. 


DN, 27 de Maio de 1984 


 
“Não se fazem omeletas sem ovos. Evidentemente teremos de partir alguns”. 
DN, 01 de Maio de 1984


  
“Quem vê, do estrangeiro, este esforço e a coragem com que estamos a aplicar as medidas impopulares aprecia e louva o esforço feito por este governo.”


 JN, 28 de Abril de 1984 


 
“Quando nos reunimos com os macro-economistas, todos reconhecem com gradações subtis ou simples nuances que a política que está a ser seguida é a necessária para Portugal” 
JN, 28 de Abril de 1984



 
“Fomos obrigados a fazer, sem contemplações, o diagnóstico dos nossos males colectivos e a indicar a terapêutica possível”


 RTP, 1 de Junho de 1984 


 
"A terapêutica de choque não é diferente, aliás, da que estão a aplicar outros países da Europa bem mais ricos do que nós”


 RTP, 1 de Junho de 1984 


 
“Portugal habituara-se a viver, demasiado tempo, acima dos seus meios e recursos”.
RTP, 1 de Junho de 1984
 
“O importante é saber se invertemos ou não a corrida para o abismo em que nos instalámos irresponsavelmente”. 
RTP, 1 de Junho de 1984



  “[O desemprego e os salário em atraso], isso é uma questão das empresas e não do Estado. Isso é uma questão que faz parte do livre jogo das empresas e dos trabalhadores (…). O Estado só deve garantir o subsídio de desemprego” 


JN, 28 de Abril de 1984 


 
“O que sucede é que uma empresa quando entra em falência… deve pura e simplesmente falir. (…) Só uma concepção estatal e colectivista da sociedade é que atribui ao Estado essa responsabilidade." 
JN, 28 de Abril de 1984


 


“Anunciámos medidas de rigor e dissemos em que consistia a política de austeridade, dura mas necessária, para readquirirmos o controlo da situação financeira, reduzirmos os défices e nos pormos ao abrigo de humilhantes dependências exteriores, sem que o pais caminharia, necessariamente para a bancarrota e o desastre”. 


RTP, 1 de Junho de 1984 


 
“Pedi que com imaginação e capacidade criadora o Ministério das Finanças criasse um novo tipo de receitas, daí surgiram estes novos impostos”.


 1ª Página, 6 de Dezembro de 1983



  “Posso garantir que não irá faltar aos portugueses nem trabalho nem salários”. 
DN, 19 de Fevereiro de 1984 



“A CGTP concentra-se em reivindicações políticas com menosprezo dos interesses dos trabalhadores que pretende representar”


 RTP, 1 de Junho de 1984 


 
“A imprensa portuguesa ainda não se habituou suficientemente à democracia e é completamente irresponsável. Ela dá uma imagem completamente falsa.”


 Der Spiegel, 21 de Abril de 1984 


 
“Basta circular pelo País e atentar nas inscrições nas paredes. Uma verdadeira agressão quotidiana que é intolerável que não seja punida na lei. Sê-lo-á”. 


RTP, 31 de Maio de 1984


  
“A Associação 25 de Abril é qualquer coisa que não devia ser permitida a militares em serviço” 
La Republica, 28 de Abril de 1984 


 
“As finanças públicas são como uma manta que, puxada para a cabeça deixa os pés de fora e, puxada para os pés deixa a cabeça descoberta”.



Correio da Manhã, 29 de Outubro de 1984 



 
“Não foi, de facto, com alegria no coração que aceitei ser primeiro ministro. Não é agradável para a imagem de um político sê-lo nas condições actuais” 


JN, 28 de Abril de 1984 


 
“Temos pronta a Lei das Rendas, já depois de submetida a discussão pública, devidamente corrigida”.
RTP, 1 de Junho de 1984


 


 “Dentro de seis meses o país vai considerar-me um herói”.


 6 de Junho de 1984 


 


Encontrado aqui

Um partido sem memória

O Partido Socialista e Mário Soares - o então Primeiro-Ministro - não tem memória, mas isto resolve-se...


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“Os problemas económicos em Portugal são fáceis de explicar e a única coisa a fazer é apertar o cinto”. 


DN, 27 de Maio de 1984 


 
“Não se fazem omeletas sem ovos. Evidentemente teremos de partir alguns”. 
DN, 01 de Maio de 1984


  
“Quem vê, do estrangeiro, este esforço e a coragem com que estamos a aplicar as medidas impopulares aprecia e louva o esforço feito por este governo.”


 JN, 28 de Abril de 1984 


 
“Quando nos reunimos com os macro-economistas, todos reconhecem com gradações subtis ou simples nuances que a política que está a ser seguida é a necessária para Portugal” 
JN, 28 de Abril de 1984



 
“Fomos obrigados a fazer, sem contemplações, o diagnóstico dos nossos males colectivos e a indicar a terapêutica possível”


 RTP, 1 de Junho de 1984 


 
"A terapêutica de choque não é diferente, aliás, da que estão a aplicar outros países da Europa bem mais ricos do que nós”


 RTP, 1 de Junho de 1984 


 
“Portugal habituara-se a viver, demasiado tempo, acima dos seus meios e recursos”.
RTP, 1 de Junho de 1984
 
“O importante é saber se invertemos ou não a corrida para o abismo em que nos instalámos irresponsavelmente”. 
RTP, 1 de Junho de 1984



  “[O desemprego e os salário em atraso], isso é uma questão das empresas e não do Estado. Isso é uma questão que faz parte do livre jogo das empresas e dos trabalhadores (…). O Estado só deve garantir o subsídio de desemprego” 


JN, 28 de Abril de 1984 


 
“O que sucede é que uma empresa quando entra em falência… deve pura e simplesmente falir. (…) Só uma concepção estatal e colectivista da sociedade é que atribui ao Estado essa responsabilidade." 
JN, 28 de Abril de 1984


 


“Anunciámos medidas de rigor e dissemos em que consistia a política de austeridade, dura mas necessária, para readquirirmos o controlo da situação financeira, reduzirmos os défices e nos pormos ao abrigo de humilhantes dependências exteriores, sem que o pais caminharia, necessariamente para a bancarrota e o desastre”. 


RTP, 1 de Junho de 1984 


 
“Pedi que com imaginação e capacidade criadora o Ministério das Finanças criasse um novo tipo de receitas, daí surgiram estes novos impostos”.


 1ª Página, 6 de Dezembro de 1983



  “Posso garantir que não irá faltar aos portugueses nem trabalho nem salários”. 
DN, 19 de Fevereiro de 1984 



“A CGTP concentra-se em reivindicações políticas com menosprezo dos interesses dos trabalhadores que pretende representar”


 RTP, 1 de Junho de 1984 


 
“A imprensa portuguesa ainda não se habituou suficientemente à democracia e é completamente irresponsável. Ela dá uma imagem completamente falsa.”


 Der Spiegel, 21 de Abril de 1984 


 
“Basta circular pelo País e atentar nas inscrições nas paredes. Uma verdadeira agressão quotidiana que é intolerável que não seja punida na lei. Sê-lo-á”. 


RTP, 31 de Maio de 1984


  
“A Associação 25 de Abril é qualquer coisa que não devia ser permitida a militares em serviço” 
La Republica, 28 de Abril de 1984 


 
“As finanças públicas são como uma manta que, puxada para a cabeça deixa os pés de fora e, puxada para os pés deixa a cabeça descoberta”.



Correio da Manhã, 29 de Outubro de 1984 



 
“Não foi, de facto, com alegria no coração que aceitei ser primeiro ministro. Não é agradável para a imagem de um político sê-lo nas condições actuais” 


JN, 28 de Abril de 1984 


 
“Temos pronta a Lei das Rendas, já depois de submetida a discussão pública, devidamente corrigida”.
RTP, 1 de Junho de 1984


 


 “Dentro de seis meses o país vai considerar-me um herói”.


 6 de Junho de 1984 


 


Encontrado aqui

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Mapa político de Inglaterra

IMG_0779.JPG


 É mesmo a cara da Maggie Simpson.


Tirado da SIC


 

Mapa político de Inglaterra

IMG_0779.JPG


 É mesmo a cara da Maggie Simpson.


Tirado da SIC


 

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Um clássico

Um clássico

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Justo elogio de Pinto Balsemão a Pedro Passos Coelho

Francisco Pinto Balsemão a elogiar a perseverança, coragem, a capacidade de trabalho, a coerência e a boa educação de Pedro Passos Coelho. Bom e justo elogio. Nos 40 anos do PSD.

Justo elogio de Pinto Balsemão a Pedro Passos Coelho

Francisco Pinto Balsemão a elogiar a perseverança, coragem, a capacidade de trabalho, a coerência e a boa educação de Pedro Passos Coelho. Bom e justo elogio. Nos 40 anos do PSD.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Sobre mim

Estava a comprar um presente e quando pedi para o embrulhar pus-me a ajudar e recebi o seguinte comentário: – É perfeccionista não é? Eu disse: – Sou. Em cinco segundos aquele rapaz soube descrever-me mais do que a maioria das pessoas que me conhece há anos. Sou perfeccionista e isso explica tudo em mim, absolutamente tudo. É uma qualidade ou uma tremenda vicissitude.

Sobre mim

Estava a comprar um presente e quando pedi para o embrulhar pus-me a ajudar e recebi o seguinte comentário: – É perfeccionista não é? Eu disse: – Sou. Em cinco segundos aquele rapaz soube descrever-me mais do que a maioria das pessoas que me conhece há anos. Sou perfeccionista e isso explica tudo em mim, absolutamente tudo. É uma qualidade ou uma tremenda vicissitude.

Genésis e a memória


Não há, provavelmente, uma música que me transporte tanto àqueles tempos da minha adolescência passada em Cascais. Que me transporte às festas, ao Vangogo, ao News, aos amores. Nunca somos os mesmos quando olhamos para trás.


Gabriel Garcia Marquez disse uma vez, no seu Amor em Tempos de Cólera, sobre o Florentino Ariza que "ele ainda era demasiado jovem para saber que a memória do coração elimina as coisas más e amplia as coisas boas, e que graças a esse artifício conseguimos suportar o peso do passado". Talvez seja esse efeito do tempo e da certeza de que era um contexto irrepetível que ilumine o passado com o encanto da nostalgia. Mas há sempre uma certa nostalgia da pessoa que fomos quando tudo se resumia à preocupação de ser a mais bonita da festa, a mais bonita da praia, a ser a mais feliz do mundo por comer um gelado de morango do Santini depois de um dia de praia no Guincho longo e interminável. 


O contexto em que esta música fazia bater corações desapareceu no tempo. Era o Portugal do fim dos anos 80 e começo da década de 90.


 

Genésis e a memória


Não há, provavelmente, uma música que me transporte tanto àqueles tempos da minha adolescência passada em Cascais. Que me transporte às festas, ao Vangogo, ao News, aos amores. Nunca somos os mesmos quando olhamos para trás.


Gabriel Garcia Marquez disse uma vez, no seu Amor em Tempos de Cólera, sobre o Florentino Ariza que "ele ainda era demasiado jovem para saber que a memória do coração elimina as coisas más e amplia as coisas boas, e que graças a esse artifício conseguimos suportar o peso do passado". Talvez seja esse efeito do tempo e da certeza de que era um contexto irrepetível que ilumine o passado com o encanto da nostalgia. Mas há sempre uma certa nostalgia da pessoa que fomos quando tudo se resumia à preocupação de ser a mais bonita da festa, a mais bonita da praia, a ser a mais feliz do mundo por comer um gelado de morango do Santini depois de um dia de praia no Guincho longo e interminável. 


O contexto em que esta música fazia bater corações desapareceu no tempo. Era o Portugal do fim dos anos 80 e começo da década de 90.