quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Aqui está uma boa crítica
Fazer boas críticas dá trabalho, por isso são tão raras. No blog Elevador da Bica há uma crítica feroz ao livro que Mário Soares acaba de lançar com o título «Um Político Assume-se». A crítica tem o título expressivo de Mário Soares: o político que não se assume. A não perder.
Aqui está uma boa crítica
Fazer boas críticas dá trabalho, por isso são tão raras. No blog Elevador da Bica há uma crítica feroz ao livro que Mário Soares acaba de lançar com o título «Um Político Assume-se». A crítica tem o título expressivo de Mário Soares: o político que não se assume. A não perder.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Mário Soares e as magnas questões
Eu cresci a ouvir falar mal de Mário Soares, isso talvez me tenha impedido de o ouvir com atenção. Estive hoje a ouvir a entrevista que deu à SIC, à Ana Lourenço, e apesar de o considerar um utópico (sobretudo quando diz que quem manda no mundo é o povo que elege os governos em democracia e não os mercados) achei muito interessante algumas das coisas que disse. É uma pessoa que está encantadoramente enganada sobre o que move o mundo, o que não deixa de ser fascinante.
Porque é que os ricos hão-de mandar no mundo? Pergunta Soares, em tom de indignação, referindo-se aos G7, G8 e G20? Ora a resposta é simples, nos dias de hoje o poder vem do dinheiro, porque o dinheiro é fundamental à sobrevivência de um país. De que serve falar de soberania, quando um Estado para sobreviver precisa de emitir dívida nos mercados. Desde que perdemos as colónias que deixámos de ser autosuficientes. A nossa soberania acaba no momento em que gastamos mais do que produzimos.
Portanto estas magnas questões são belas, mas neste caso a vida não imita a arte. Infelizmente.
A verdade por detrás da bela ideia de democracia é que os políticos foram gestores abusadores, porque nunca sentiram o dinheiro que geriam como seu, o resultado foi o acumular de um excessivo endividamento.
Publicado também no Corta-Fitas
Mário Soares e as magnas questões
Eu cresci a ouvir falar mal de Mário Soares, isso talvez me tenha impedido de o ouvir com atenção. Estive hoje a ouvir a entrevista que deu à SIC, à Ana Lourenço, e apesar de o considerar um utópico (sobretudo quando diz que quem manda no mundo é o povo que elege os governos em democracia e não os mercados) achei muito interessante algumas das coisas que disse. É uma pessoa que está encantadoramente enganada sobre o que move o mundo, o que não deixa de ser fascinante.
Porque é que os ricos hão-de mandar no mundo? Pergunta Soares, em tom de indignação, referindo-se aos G7, G8 e G20? Ora a resposta é simples, nos dias de hoje o poder vem do dinheiro, porque o dinheiro é fundamental à sobrevivência de um país. De que serve falar de soberania, quando um Estado para sobreviver precisa de emitir dívida nos mercados. Desde que perdemos as colónias que deixámos de ser autosuficientes. A nossa soberania acaba no momento em que gastamos mais do que produzimos.
Portanto estas magnas questões são belas, mas neste caso a vida não imita a arte. Infelizmente.
A verdade por detrás da bela ideia de democracia é que os políticos foram gestores abusadores, porque nunca sentiram o dinheiro que geriam como seu, o resultado foi o acumular de um excessivo endividamento.
Publicado também no Corta-Fitas
Perguntas essenciais
Mas porque é que o BCE não faz euros? Porque é que não emite moeda? O FED faz dólares constantemente...
Pronto ficávamos com inflação e o euro desvalorizava, mas a crise de dívida soberana desaparecia.
Perguntas essenciais
Mas porque é que o BCE não faz euros? Porque é que não emite moeda? O FED faz dólares constantemente...
Pronto ficávamos com inflação e o euro desvalorizava, mas a crise de dívida soberana desaparecia.
Saudades de um tempo assim, pretérito
Tenho saudades de um tempo assim, pretérito. Onde ouvia músicas assim, perfeitas.
Imagem encontrada aqui.
Saudades de um tempo assim, pretérito
Tenho saudades de um tempo assim, pretérito. Onde ouvia músicas assim, perfeitas.
Imagem encontrada aqui.
Amores...
Onde está o amor? Todos os dias oiço as pessoas a falarem, a torto e a direito, de amor e perante a primeira situação ondem poderiam demonstrar o verdadeiro amor pelo próximo, assobiam para o lado!
Amores...
Onde está o amor? Todos os dias oiço as pessoas a falarem, a torto e a direito, de amor e perante a primeira situação ondem poderiam demonstrar o verdadeiro amor pelo próximo, assobiam para o lado!
Saudades de Coimbra
Fica aqui a minha homenagem ao Fado de Coimbra na voz do Dr. José Afonso (ao vivo no Coliseu).
Porque o Fado não é (só) Lisboa e o resto paisagem!
Saudades de Coimbra
Fica aqui a minha homenagem ao Fado de Coimbra na voz do Dr. José Afonso (ao vivo no Coliseu).
Porque o Fado não é (só) Lisboa e o resto paisagem!
Contra a maré, filmar!
Ontem ao “passear” pelo meu Facebook deparei com o filme “Sentimentos”, um projecto idealizado e realizado por Hélio Félix, e que conta com as participações de Custódia Gallego, Diamantina Rodrigues, Isabel Figueira, João Lagarto e Nuno Lopes. Trata-se de “um conjunto de pequenas narrativas que exprimem alguns dos nossos sentimentos mais comuns”.
Os blogues tem que servir para apresentar causas, defender valores, dar a conhecer pessoas que, como os projectos, lutam contra a maré! Foi com este sentimento que, como é hábito nesta rede social, disse gostar deste projecto. Porque, além de gostar de cinema, de desejar que o cinema nacional consiga (finalmente) afirmar-se, acho que, nas adversidades, temos que fazer nosso o lema dos Mosqueteiros: “Um por todos, todos por um”!
Contra a maré, filmar!
Ontem ao “passear” pelo meu Facebook deparei com o filme “Sentimentos”, um projecto idealizado e realizado por Hélio Félix, e que conta com as participações de Custódia Gallego, Diamantina Rodrigues, Isabel Figueira, João Lagarto e Nuno Lopes. Trata-se de “um conjunto de pequenas narrativas que exprimem alguns dos nossos sentimentos mais comuns”.
Os blogues tem que servir para apresentar causas, defender valores, dar a conhecer pessoas que, como os projectos, lutam contra a maré! Foi com este sentimento que, como é hábito nesta rede social, disse gostar deste projecto. Porque, além de gostar de cinema, de desejar que o cinema nacional consiga (finalmente) afirmar-se, acho que, nas adversidades, temos que fazer nosso o lema dos Mosqueteiros: “Um por todos, todos por um”!
Vasco Santana e o fado
Nestes dias de orgulho nacional, recupero um momento maravilhoso de A Canção de Lisboa (1933), no qual Vasco Santana pugna pela morte do fado. O fado está vivo, bem vivo, e faz parte do Património Imaterial da Humanidade. Aliás, o facto deste excerto estar legendado em russo é, de per si, revelador da sua importância.
Vasco Santana e o fado
Nestes dias de orgulho nacional, recupero um momento maravilhoso de A Canção de Lisboa (1933), no qual Vasco Santana pugna pela morte do fado. O fado está vivo, bem vivo, e faz parte do Património Imaterial da Humanidade. Aliás, o facto deste excerto estar legendado em russo é, de per si, revelador da sua importância.
Os homens não choram
"Sim, eu sou um homem e choro. Um homem não tem olhos ? Não tem também mãos, sentidos, inclinações, paixões ? Porque é que um homem não devia chorar?" August Strindberg.
Um homem normal, como Strindberg, chora. Um homem português não; canta o fado que lhe lava a alma!
Os homens não choram
"Sim, eu sou um homem e choro. Um homem não tem olhos ? Não tem também mãos, sentidos, inclinações, paixões ? Porque é que um homem não devia chorar?" August Strindberg.
Um homem normal, como Strindberg, chora. Um homem português não; canta o fado que lhe lava a alma!
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
A tragédia do Público
É o melhor jornal generalista português e no entanto está à beira da falência. A publicidade já não dá para pagar facturas: segundo o relatório consolidado da Sonaecom, relativo aos primeiros nove meses do ano, o jornal "Público" registou um prejuízo de 2,7 milhões de euros e os capitais próprios negativos estão avaliados em 936 mil euros. A Administração vai baixar salários: a redução salarial - a segunda num período de dois anos - atingirá, desta vez, salários brutos acima dos 1.600 euros.
Os prejuízos do Público não são novidade, desde que o Público nasceu que dá muitos prejuízos, mas agora isto reflecte-se nos ordenados dos trabalhadores, só espero que os cortes também se apliquem aos ordenados da administração.
Também publicado no blog Corta-Fitas
A tragédia do Público
É o melhor jornal generalista português e no entanto está à beira da falência. A publicidade já não dá para pagar facturas: segundo o relatório consolidado da Sonaecom, relativo aos primeiros nove meses do ano, o jornal "Público" registou um prejuízo de 2,7 milhões de euros e os capitais próprios negativos estão avaliados em 936 mil euros. A Administração vai baixar salários: a redução salarial - a segunda num período de dois anos - atingirá, desta vez, salários brutos acima dos 1.600 euros.
Os prejuízos do Público não são novidade, desde que o Público nasceu que dá muitos prejuízos, mas agora isto reflecte-se nos ordenados dos trabalhadores, só espero que os cortes também se apliquem aos ordenados da administração.
Também publicado no blog Corta-Fitas
Alfama
Nestes tempos que se festeja o facto do Fado se ter tornado património imaterial da humanidade, deixo aqui a minha homenagem a Alfama, a "capital" do Fado, num documentário de João de Almeida e Sá de 1930.
Alfama
Nestes tempos que se festeja o facto do Fado se ter tornado património imaterial da humanidade, deixo aqui a minha homenagem a Alfama, a "capital" do Fado, num documentário de João de Almeida e Sá de 1930.
Do "ópio do povo"
Assim se "via" a bola...
Diário de Notícias - Companhia Produtora
Do "ópio do povo"
Assim se "via" a bola...
Diário de Notícias - Companhia Produtora
domingo, 27 de novembro de 2011
A fotografia como arte
Como é que ainda há gente que não considera a fotografia arte? Como é que há gente que perante esta foto de David Hill não a considera arte?
A fotografia como arte
Como é que ainda há gente que não considera a fotografia arte? Como é que há gente que perante esta foto de David Hill não a considera arte?
sábado, 26 de novembro de 2011
Ainda a propósito de "onde veio a arte?"
A imagem foi encontra aqui.
Na sequência do meu post intitulado "De onde veio a arte?", encontrei esta citação de T.S. Eliot muito esclarecedora:
"O único modo de exprimir uma emoção de forma artística é encontrando um 'correlativo objectivo'; por outras palavras, uma série de objectos, uma situação, uma cadeia de acontecimentos que representem a fórmula daquela emoção particular." Fonte: "Tradição e Talento Individual".
Ainda a propósito de "onde veio a arte?"
A imagem foi encontra aqui.
Na sequência do meu post intitulado "De onde veio a arte?", encontrei esta citação de T.S. Eliot muito esclarecedora:
"O único modo de exprimir uma emoção de forma artística é encontrando um 'correlativo objectivo'; por outras palavras, uma série de objectos, uma situação, uma cadeia de acontecimentos que representem a fórmula daquela emoção particular." Fonte: "Tradição e Talento Individual".
Yes, we can
Como diria o outro, "yes, we can"! Tem que haver vida após a crise, só precisamos de virar a página! Foi o que os portugueses escolheram a 5 de Junho. Viraram de página! Os momentos são difíceis, mas teremos de ter esperança de que tudo não passa de uma tempestade e que ao virar da página estará a bonança !
Yes, we can
Como diria o outro, "yes, we can"! Tem que haver vida após a crise, só precisamos de virar a página! Foi o que os portugueses escolheram a 5 de Junho. Viraram de página! Os momentos são difíceis, mas teremos de ter esperança de que tudo não passa de uma tempestade e que ao virar da página estará a bonança !
Porque hoje é dia de bola.
Esta povoação situa-se em S. Jorge, mas hoje o grande jogo disputa-se na capital, no Estádio da Luz.
Porque hoje é dia de bola.
Esta povoação situa-se em S. Jorge, mas hoje o grande jogo disputa-se na capital, no Estádio da Luz.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Deste escriba

O mais antigo jornal regional do país no activo
Depois de o ter escrito aqui, finalmente surgiu, hoje, no Correio do Ribatejo, a versão em papel.
Deste escriba

O mais antigo jornal regional do país no activo
Depois de o ter escrito aqui, finalmente surgiu, hoje, no Correio do Ribatejo, a versão em papel.
O leão na sua jaula
O leão na sua jaula
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Açucarar a crise
Em vez de andarem, para aí, com invenções explosivas, ilegais e perigosas, descubram o lado mais doce de Viatcheslav Mikhailovitch Molotov, adoçando a crise!
Açucarar a crise
Em vez de andarem, para aí, com invenções explosivas, ilegais e perigosas, descubram o lado mais doce de Viatcheslav Mikhailovitch Molotov, adoçando a crise!