terça-feira, 31 de agosto de 2010

A culpa é do plástico

Bisfenol-A: Perigo nos biberões e plásticos


Estudos recentes demonstram que o bisfenol-A, um composto utilizado na maioria dos plásticos de uso quotidiano, poderá estar relacionado com diversos problemas de saúde.


O Bisfenol-A (BPA) é um composto utilizado no fabrico do policarbonato, um tipo de plástico rígido e transparente, usado, por exemplo, em recipientes para o armazenamento de alimentos. Este químico faz parte de uma lista de disruptores endócrinos, substâncias prejudiciais à saúde que imitam hormonas como o estrogénio modificando o seu funcionamento.


O estudo Toxic Baby Bottles publicado em finais de Fevereiro 2007 pelo Environment California Research and Policy Center, revela que mesmo em pequenas quantidades o Bisfenol-A pode provocar algumas doenças, incluindo, cancro da mama, obesidade, aumento da próstata, diabetes, hiperactividade, alterações do sistema imunitário, infertilidade e puberdade precoce.


Segundo investigadores o Bisfenol-A é mais perigoso se os alimentos em contacto com o composto forem aquecidos, por exemplo, quando se aquece o leite no biberão no microondas.


O risco poderá ser maior se se pensar num feto ou bebé que está em desenvolvimento, e que nos primeiros anos de vida tem contacto diário com biberões, podendo a absorção do Bisfenol-A ser maior


Outra pesquisa realizada por pesquisadores da University of Michigan, Harvard School of Public Health e Massachusetts General Hospital, sugere que o bisfenol-A pode afetar os níveis de hormónios. Isto é, a exposição ao bisfenol-A interfere na masculinidade diminuindo-a.


 


 


 


 

A culpa é do plástico

Bisfenol-A: Perigo nos biberões e plásticos


Estudos recentes demonstram que o bisfenol-A, um composto utilizado na maioria dos plásticos de uso quotidiano, poderá estar relacionado com diversos problemas de saúde.


O Bisfenol-A (BPA) é um composto utilizado no fabrico do policarbonato, um tipo de plástico rígido e transparente, usado, por exemplo, em recipientes para o armazenamento de alimentos. Este químico faz parte de uma lista de disruptores endócrinos, substâncias prejudiciais à saúde que imitam hormonas como o estrogénio modificando o seu funcionamento.


O estudo Toxic Baby Bottles publicado em finais de Fevereiro 2007 pelo Environment California Research and Policy Center, revela que mesmo em pequenas quantidades o Bisfenol-A pode provocar algumas doenças, incluindo, cancro da mama, obesidade, aumento da próstata, diabetes, hiperactividade, alterações do sistema imunitário, infertilidade e puberdade precoce.


Segundo investigadores o Bisfenol-A é mais perigoso se os alimentos em contacto com o composto forem aquecidos, por exemplo, quando se aquece o leite no biberão no microondas.


O risco poderá ser maior se se pensar num feto ou bebé que está em desenvolvimento, e que nos primeiros anos de vida tem contacto diário com biberões, podendo a absorção do Bisfenol-A ser maior


Outra pesquisa realizada por pesquisadores da University of Michigan, Harvard School of Public Health e Massachusetts General Hospital, sugere que o bisfenol-A pode afetar os níveis de hormónios. Isto é, a exposição ao bisfenol-A interfere na masculinidade diminuindo-a.


 


 


 


 

Love in the beauty age´s

Um tributo ao Amor puro, inocente, absoluto, incondicional. Ao amor jovem, na idade em que se é bonito todos os dias.

Love in the beauty age´s

Um tributo ao Amor puro, inocente, absoluto, incondicional. Ao amor jovem, na idade em que se é bonito todos os dias.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Modernos... mas nem tanto

Portugal aprovou o aborto livre; o casamento gay; pululam restaurantes japoneses um pouco por todo o lado; os portugueses renderam-se aos encantos dos gymns; fazem jogging de manhã à noite com ipods nos ouvidos; fazem pilates; as velhas termas foram recauchutadas em SPA, cheias de budas, bambu e fontes zen; há a Nespresso; não falta nada a este país à beira mar plantado que não exista em qualquer lugar do mundo moderno. Só de uma coisa não prescindimos:

dos TONY CARREIRAS










Viva o Portugal de sempre! Viva a tradição!

Modernos... mas nem tanto

Portugal aprovou o aborto livre; o casamento gay; pululam restaurantes japoneses um pouco por todo o lado; os portugueses renderam-se aos encantos dos gymns; fazem jogging de manhã à noite com ipods nos ouvidos; fazem pilates; as velhas termas foram recauchutadas em SPA, cheias de budas, bambu e fontes zen; há a Nespresso; não falta nada a este país à beira mar plantado que não exista em qualquer lugar do mundo moderno. Só de uma coisa não prescindimos:

dos TONY CARREIRAS










Viva o Portugal de sempre! Viva a tradição!

domingo, 29 de agosto de 2010

Bandas Intemporais XII - Rod Stewart (Reason to Believe)








Bandas Intemporais XII - Rod Stewart (Reason to Believe)








Dominguices

A melhor oração é o amor.

Dominguices

A melhor oração é o amor.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Este Estado social falhado

Portugal está falido. Este Estado Social que emergiu da revolução dos cravos não é suportado por um suficiente crescimento da economia. Como se não bastasse este Governo fartou-se de aprovar medidas anti-natalidade. Ora nem PIB, nem contribuintes. Estamos encurralados!

Este Estado social falhado

Portugal está falido. Este Estado Social que emergiu da revolução dos cravos não é suportado por um suficiente crescimento da economia. Como se não bastasse este Governo fartou-se de aprovar medidas anti-natalidade. Ora nem PIB, nem contribuintes. Estamos encurralados!

O que tem Portugal em comum com o Vietname?

Longe vai o tempo em que com a palavra Vietname vinham imediatamente à ideia os famosos Caçador; Apocalypse Now e Platoon.  O Vietname saltou do trauma dos norte-americanos para o embaraço dos portugueses: "O risco da dívida pública portuguesa é o segundo que mais sobe no Mundo agravando-se 3,66%, apenas superado ligeiramente pelo Vietname, que subiu 3,67 por cento".


 


Well, well, Portugal taco-a-taco com o país dos vietcongs!


 


O que tem Portugal em comum com o Vietname?

Longe vai o tempo em que com a palavra Vietname vinham imediatamente à ideia os famosos Caçador; Apocalypse Now e Platoon.  O Vietname saltou do trauma dos norte-americanos para o embaraço dos portugueses: "O risco da dívida pública portuguesa é o segundo que mais sobe no Mundo agravando-se 3,66%, apenas superado ligeiramente pelo Vietname, que subiu 3,67 por cento".


 


Well, well, Portugal taco-a-taco com o país dos vietcongs!


 


Geniais

A infelicidade só aproveita a pessoas extraordinárias; doutro modo, torna-as detestáveis e cheias de preconceitos. in Um cão que sonha, Agustina


 


A inteligência foi um recurso de povos desgraçados, assim como a ironia partiu de uma necessidade defensiva - ambas qualidades vis, de compensação. in As Fúrias, Agustina


 


O Adultério tem o seu horário, como o calista e as provas na modista tinham o seu. Já não há calistas, no Porto creio que tem dois ou três; foram substituídos pelas manicuras, o que não é a mesma coisa, nem se lhe compara. in a Ronda da Noite


 


 

Geniais

A infelicidade só aproveita a pessoas extraordinárias; doutro modo, torna-as detestáveis e cheias de preconceitos. in Um cão que sonha, Agustina


 


A inteligência foi um recurso de povos desgraçados, assim como a ironia partiu de uma necessidade defensiva - ambas qualidades vis, de compensação. in As Fúrias, Agustina


 


O Adultério tem o seu horário, como o calista e as provas na modista tinham o seu. Já não há calistas, no Porto creio que tem dois ou três; foram substituídos pelas manicuras, o que não é a mesma coisa, nem se lhe compara. in a Ronda da Noite


 


 

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O medo

 



Podem vir ventos e tempestades, forças e dificuldades,


pode vir um leão e a solidão,


de nada tenho mais medo do que da futilidade.

O medo

 



Podem vir ventos e tempestades, forças e dificuldades,


pode vir um leão e a solidão,


de nada tenho mais medo do que da futilidade.

Fernando Pessoa e o desassossego

Se o coração pudesse pensar pararia

Fernando Pessoa e o desassossego

Se o coração pudesse pensar pararia

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Pink Panther

 









Pink Panther

 









Happy days: Pantera Cor de Rosa










Happy days: Pantera Cor de Rosa










segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A mais honesta das ideias

“A verdadeira liberdade é não ter vaidade”

A mais honesta das ideias

“A verdadeira liberdade é não ter vaidade”

A apagar mails antigos

Hoje voltei ao trabalho e agarrei-me à minha caixa de e-mail. Pus-me a apagar mails antigos ao mesmo tempo que os ia relendo. A quantidade de intimidades e cumplicidades que se perdem ao longo do caminho... É uma pena!

A apagar mails antigos

Hoje voltei ao trabalho e agarrei-me à minha caixa de e-mail. Pus-me a apagar mails antigos ao mesmo tempo que os ia relendo. A quantidade de intimidades e cumplicidades que se perdem ao longo do caminho... É uma pena!

.....

"Não se morre de desejo mas não se regressa igual"

.....

"Não se morre de desejo mas não se regressa igual"

E ainda:

“Eu ouvi que o amor torna as pessoas caladas.

Julgam que o silêncio preserva a intimidade”

E ainda:

“Eu ouvi que o amor torna as pessoas caladas.

Julgam que o silêncio preserva a intimidade”

Para os moralistas:

“É mais importante gerir o mal do que pregar o bem!” (Agustina Bessa Luís)

Para os moralistas:

“É mais importante gerir o mal do que pregar o bem!” (Agustina Bessa Luís)

Para os hedonistas:

"O prazer dos grandes homens consiste em tornar os outros mais felizes" Pascal

Para os hedonistas:

"O prazer dos grandes homens consiste em tornar os outros mais felizes" Pascal

RETRATO DE MÓNICA, por Sophia de Mello Breyner

Mónica é uma pessoa tão extraordinária que consegue simultaneamente: ser boa mãe de família, ser chiquíssima, ser dirigente da «Liga Internacional das Mulheres Inúteis», ajudar o marido nos negócios, fazer ginástica todas as manhãs, ser pontual, ter imensos amigos, dar muitos jantares, ir a muitos jantares, não fumar, não envelhecer, gostar de toda a gente, gostar dela, dizer bem de toda a gente, toda a gente dizer bem dela, coleccionar colheres do séc. XVII, jogar golfe, deitar-se tarde, levantar-se cedo, comer iogurte, fazer ioga, gostar de pintura abstracta, ser sócia de todas as sociedades musicais, estar sempre divertida, ser um belo exemplo de virtudes, ter muito sucesso e ser muito séria. Tenho conhecido na vida muitas pessoas parecidas com a Mónica. Mas são só a sua caricatura. Esquecem-se sempre ou do ioga ou da pintura abstracta. Por trás de tudo isto há um trabalho severo e sem tréguas e uma disciplina rigorosa e constante. Pode-se dizer que Mónica trabalha de sol a sol. De facto, para conquistar todo o sucesso e todos os gloriosos bens que possui, Mónica teve que renunciar a três coisas: à poesia, ao amor e à santidade. A poesia é oferecida a cada pessoa só uma vez e o efeito da negação é irreversível. O amor é oferecido raramente e aquele que o nega algumas vezes depois não o encontra mais. Mas a santidade é oferecida a cada pessoa de novo cada dia, e por isso aqueles que renunciam à santidade são obrigados a repetir a negação todos os dias. Isto obriga Mónica a observar uma disciplina severa. Como se diz no circo, «qualquer distracção pode causar a morte do artista». Mónica nunca tem uma distracção. Todos os seus vestidos são bem escolhidos e todos os seus amigos são úteis. Como um instrumento de precisão, ela mede o grau de utilidade de todas as situações e de todas as pessoas. E como um cavalo bem ensinado, ela salta sem tocar os obstáculos e limpa todos os percursos. Por isso tudo lhe corre bem, até os desgostos. Os jantares de Mónica também correm sempre muito bem. Cada lugar é um emprego de capital. A comida é óptima e na conversa toda a gente está sempre de acordo, porque Mónica nunca convida pessoas que possam ter opiniões inoportunas. Ela põe a sua inteligência ao serviço da estupidez. Ou, mais exactamente: a sua inteligência é feita da estupidez dos outros. Esta é a forma de inteligência que garante o domínio. Por isso o reino de Mónica é sólido e grande. Ela é íntima de mandarins e de banqueiros e é também íntima de manicuras, caixeiros e cabeleireiros. Quando ela chega a um cabeleireiro ou a uma loja, fala sempre com a voz num tom mais elevado para que todos compreendam que ela chegou. E precipitam-se manicuras e caixeiros. A chegada de Mónica é, em toda a parte, sempre um sucesso. Quando ela está na praia, o próprio Sol se enerva. O marido de Mónica é um pobre diabo que Mónica transformou num homem importantíssimo. Deste marido maçador Mónica tem tirado o máximo rendimento. Ela ajuda-o, aconselha-o, governa-o. Quando ele é nomeado administrador de mais alguma coisa, é Mónica que é nomeada. Eles não são o homem e a mulher. Não são o casamento. São, antes, dois sócios trabalhando para o triunfo da mesma firma. O contrato que os une é indissolúvel, pois o divórcio arruína as situações mundanas. O mundo dos negócios é bem-pensante. É por isso que Mónica, tendo renunciado à santidade, se dedica com grande dinamismo a obras de caridade. Ela faz casacos de tricot para as crianças que os seus amigos condenam à fome. Às vezes, quando os casacos estão prontos, as crianças já morreram de fome. Mas a vida continua. E o sucesso de Mónica também. Ela todos os anos parece mais nova. A miséria, a humilhação, a ruína não roçam sequer a fímbria dos seus vestidos. Entre ela e os humilhados e ofendidos não há nada de comum. E por isso Mónica está nas melhores relações com o Príncipe deste Mundo. Ela é sua partidária fiel, cantora das suas virtudes, admiradora de seus silêncios e de seus discursos. Admiradora da sua obra, que está ao serviço dela, admiradora do seu espírito, que ela serve. Pode-se dizer que em cada edifício construído neste tempo houve sempre uma pedra trazida por Mónica. Há vários meses que não vejo Mónica. Ultimamente contaram-me que em certa festa ela estivera muito tempo conversando com o Príncipe deste Mundo. Falavam os dois com grande intimidade. Nisto não há evidentemente, nenhum mal. Toda a gente sabe que Mónica é seriíssima toda a gente sabe que o Príncipe deste Mundo é um homem austero e casto. Não é o desejo do amor que os une. O que os une e justamente uma vontade sem amor. E é natural que ele mostre publicamente a sua gratidão por Mónica. Todos sabemos que ela é o seu maior apoio; mais firme fundamento do seu poder

RETRATO DE MÓNICA, por Sophia de Mello Breyner

Mónica é uma pessoa tão extraordinária que consegue simultaneamente: ser boa mãe de família, ser chiquíssima, ser dirigente da «Liga Internacional das Mulheres Inúteis», ajudar o marido nos negócios, fazer ginástica todas as manhãs, ser pontual, ter imensos amigos, dar muitos jantares, ir a muitos jantares, não fumar, não envelhecer, gostar de toda a gente, gostar dela, dizer bem de toda a gente, toda a gente dizer bem dela, coleccionar colheres do séc. XVII, jogar golfe, deitar-se tarde, levantar-se cedo, comer iogurte, fazer ioga, gostar de pintura abstracta, ser sócia de todas as sociedades musicais, estar sempre divertida, ser um belo exemplo de virtudes, ter muito sucesso e ser muito séria. Tenho conhecido na vida muitas pessoas parecidas com a Mónica. Mas são só a sua caricatura. Esquecem-se sempre ou do ioga ou da pintura abstracta. Por trás de tudo isto há um trabalho severo e sem tréguas e uma disciplina rigorosa e constante. Pode-se dizer que Mónica trabalha de sol a sol. De facto, para conquistar todo o sucesso e todos os gloriosos bens que possui, Mónica teve que renunciar a três coisas: à poesia, ao amor e à santidade. A poesia é oferecida a cada pessoa só uma vez e o efeito da negação é irreversível. O amor é oferecido raramente e aquele que o nega algumas vezes depois não o encontra mais. Mas a santidade é oferecida a cada pessoa de novo cada dia, e por isso aqueles que renunciam à santidade são obrigados a repetir a negação todos os dias. Isto obriga Mónica a observar uma disciplina severa. Como se diz no circo, «qualquer distracção pode causar a morte do artista». Mónica nunca tem uma distracção. Todos os seus vestidos são bem escolhidos e todos os seus amigos são úteis. Como um instrumento de precisão, ela mede o grau de utilidade de todas as situações e de todas as pessoas. E como um cavalo bem ensinado, ela salta sem tocar os obstáculos e limpa todos os percursos. Por isso tudo lhe corre bem, até os desgostos. Os jantares de Mónica também correm sempre muito bem. Cada lugar é um emprego de capital. A comida é óptima e na conversa toda a gente está sempre de acordo, porque Mónica nunca convida pessoas que possam ter opiniões inoportunas. Ela põe a sua inteligência ao serviço da estupidez. Ou, mais exactamente: a sua inteligência é feita da estupidez dos outros. Esta é a forma de inteligência que garante o domínio. Por isso o reino de Mónica é sólido e grande. Ela é íntima de mandarins e de banqueiros e é também íntima de manicuras, caixeiros e cabeleireiros. Quando ela chega a um cabeleireiro ou a uma loja, fala sempre com a voz num tom mais elevado para que todos compreendam que ela chegou. E precipitam-se manicuras e caixeiros. A chegada de Mónica é, em toda a parte, sempre um sucesso. Quando ela está na praia, o próprio Sol se enerva. O marido de Mónica é um pobre diabo que Mónica transformou num homem importantíssimo. Deste marido maçador Mónica tem tirado o máximo rendimento. Ela ajuda-o, aconselha-o, governa-o. Quando ele é nomeado administrador de mais alguma coisa, é Mónica que é nomeada. Eles não são o homem e a mulher. Não são o casamento. São, antes, dois sócios trabalhando para o triunfo da mesma firma. O contrato que os une é indissolúvel, pois o divórcio arruína as situações mundanas. O mundo dos negócios é bem-pensante. É por isso que Mónica, tendo renunciado à santidade, se dedica com grande dinamismo a obras de caridade. Ela faz casacos de tricot para as crianças que os seus amigos condenam à fome. Às vezes, quando os casacos estão prontos, as crianças já morreram de fome. Mas a vida continua. E o sucesso de Mónica também. Ela todos os anos parece mais nova. A miséria, a humilhação, a ruína não roçam sequer a fímbria dos seus vestidos. Entre ela e os humilhados e ofendidos não há nada de comum. E por isso Mónica está nas melhores relações com o Príncipe deste Mundo. Ela é sua partidária fiel, cantora das suas virtudes, admiradora de seus silêncios e de seus discursos. Admiradora da sua obra, que está ao serviço dela, admiradora do seu espírito, que ela serve. Pode-se dizer que em cada edifício construído neste tempo houve sempre uma pedra trazida por Mónica. Há vários meses que não vejo Mónica. Ultimamente contaram-me que em certa festa ela estivera muito tempo conversando com o Príncipe deste Mundo. Falavam os dois com grande intimidade. Nisto não há evidentemente, nenhum mal. Toda a gente sabe que Mónica é seriíssima toda a gente sabe que o Príncipe deste Mundo é um homem austero e casto. Não é o desejo do amor que os une. O que os une e justamente uma vontade sem amor. E é natural que ele mostre publicamente a sua gratidão por Mónica. Todos sabemos que ela é o seu maior apoio; mais firme fundamento do seu poder

domingo, 15 de agosto de 2010

O que é feito do Zé Carioca?

O que é feito do Zé Carioca?

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Estamos todos presos ao efémero... O Estranho Caso de Benjamin Button




“Eu nasci sob circunstâncias pouco usuais". É assim que começa "O Estranho Caso de Benjamin Button" (David Fincher), filme de 2009, adaptado a partir da história de F. Scott Fitzgerald, sobre um homem que nasce com oitenta anos e regride na sua idade. O filme conta a história de Benjamin e da sua "viagem" fora do comum, das pessoas e lugares que descobre ao longo do seu caminho, dos seus amores, das alegrias da vida e da tristeza da morte, e daquilo que dura para além do tempo e daquilo que não dura para além do tempo em que é vivido.

O mais espantoso deste filme é a forma como a angústia está tão bem representada na doce tristeza de um encontro condenado à fugacidade, por forças que superam a vontade humana.

Gosto desta ideia, já experimentada, de percursos inversos que se cruzam num ponto único e irrepetível no tempo.

Está tudo condenado ao temporário.

Estamos todos presos ao efémero... O Estranho Caso de Benjamin Button




“Eu nasci sob circunstâncias pouco usuais". É assim que começa "O Estranho Caso de Benjamin Button" (David Fincher), filme de 2009, adaptado a partir da história de F. Scott Fitzgerald, sobre um homem que nasce com oitenta anos e regride na sua idade. O filme conta a história de Benjamin e da sua "viagem" fora do comum, das pessoas e lugares que descobre ao longo do seu caminho, dos seus amores, das alegrias da vida e da tristeza da morte, e daquilo que dura para além do tempo e daquilo que não dura para além do tempo em que é vivido.

O mais espantoso deste filme é a forma como a angústia está tão bem representada na doce tristeza de um encontro condenado à fugacidade, por forças que superam a vontade humana.

Gosto desta ideia, já experimentada, de percursos inversos que se cruzam num ponto único e irrepetível no tempo.

Está tudo condenado ao temporário.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

sucessão

A melhor herança que se pode deixar?


O gosto pelo belo.

sucessão

A melhor herança que se pode deixar?


O gosto pelo belo.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Diogo Vaz Guedes tinha razão

Afinal, o Banco de Portugal veio confirmar o que Diogo Vaz Guedes , Duarte d´Orey (e a Deloitte) se fartaram de repetir quando propunham outras alternativas para salvar o Banco Privado: o Estado não vai conseguir recuperar as contra-garantias do BPP ao empréstimo de 450 milhões. Todos avisaram, mas as Finanças teimaram em acreditar que o aval prestado estava garantido por activos do banco no valor de 672 milhões. Em nome disso o Ministério das Finanças recusou as quatro propostas de recuperação e saneamento apresentadas pela Privado Holding, porque em todas elas o Estado tocava de raspão, o que levou à decisão de retirar a licença e decretar a insolvência do BPP em Abril. Será que o Estado não perdia menos se tivesse apoiado um desses planos de recuperação?


 


É hora de lembrar o que disse Diogo Vaz Guedes: "A última solução que apresentámos não representava mais nenhum 'escudo' para o Estado. Só vontade política. Caso o banco vá à falência, a questão vai ser remetida directamente para os accionistas e retiraremos as devidas ilações". 

Diogo Vaz Guedes tinha razão

Afinal, o Banco de Portugal veio confirmar o que Diogo Vaz Guedes , Duarte d´Orey (e a Deloitte) se fartaram de repetir quando propunham outras alternativas para salvar o Banco Privado: o Estado não vai conseguir recuperar as contra-garantias do BPP ao empréstimo de 450 milhões. Todos avisaram, mas as Finanças teimaram em acreditar que o aval prestado estava garantido por activos do banco no valor de 672 milhões. Em nome disso o Ministério das Finanças recusou as quatro propostas de recuperação e saneamento apresentadas pela Privado Holding, porque em todas elas o Estado tocava de raspão, o que levou à decisão de retirar a licença e decretar a insolvência do BPP em Abril. Será que o Estado não perdia menos se tivesse apoiado um desses planos de recuperação?


 


É hora de lembrar o que disse Diogo Vaz Guedes: "A última solução que apresentámos não representava mais nenhum 'escudo' para o Estado. Só vontade política. Caso o banco vá à falência, a questão vai ser remetida directamente para os accionistas e retiraremos as devidas ilações". 

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Rir é o melhor remédio

Inimigo Público:


 


O BPN vai ser privatizado na Feira do Relógio


 


O Governo aprovou a privatização de 95% do BPN por 180 milhões de euros, depois de a Caixa Geral de Depósitos ter lá enterrado quatro mil milhões e de existir uma herança de 1,9 mil milhões de imparidades (ou, em linguagem mais técnica, buracos).


Teixeira dos Santos anunciou que o BPN será devolvido ao mercado, mais exactamente à Feira do Relógio, o local mais indicado para vender acções ao preço dos relógios Róulex e dos ténis Náike.

Rir é o melhor remédio

Inimigo Público:


 


O BPN vai ser privatizado na Feira do Relógio


 


O Governo aprovou a privatização de 95% do BPN por 180 milhões de euros, depois de a Caixa Geral de Depósitos ter lá enterrado quatro mil milhões e de existir uma herança de 1,9 mil milhões de imparidades (ou, em linguagem mais técnica, buracos).


Teixeira dos Santos anunciou que o BPN será devolvido ao mercado, mais exactamente à Feira do Relógio, o local mais indicado para vender acções ao preço dos relógios Róulex e dos ténis Náike.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Acabei de ler Antes do Degelo

Acabada de ler Antes do Degelo, de Agustina Bessa Luís, vou escrevendo aqui algumas das frases que sublinhei. Porque lemos para sabermos que não estamos sós, já dizia C.S.Lewis.


 


As pessoas que têm mais para ensinar não ensinam nada. A sabedoria não se ensina e, quando se tenta transmitir, é uma paródia do seu verdadeiro conceito.


 


Porque as memórias procriam como se fossem pessoas vivas.


 


Era extremamente lúcido; a sua loucura estava nessa aptidão genial para a lucidez.


 


Contra a ira, paciência


 


O silêncio dele tinha o tom duma maldição


 


Na sua imensa sabedoria percebia que as palavras que se evitam são as que nos salvam.


 


O prazer é um atractivo para que a procriação seja urgente.

Acabei de ler Antes do Degelo

Acabada de ler Antes do Degelo, de Agustina Bessa Luís, vou escrevendo aqui algumas das frases que sublinhei. Porque lemos para sabermos que não estamos sós, já dizia C.S.Lewis.


 


As pessoas que têm mais para ensinar não ensinam nada. A sabedoria não se ensina e, quando se tenta transmitir, é uma paródia do seu verdadeiro conceito.


 


Porque as memórias procriam como se fossem pessoas vivas.


 


Era extremamente lúcido; a sua loucura estava nessa aptidão genial para a lucidez.


 


Contra a ira, paciência


 


O silêncio dele tinha o tom duma maldição


 


Na sua imensa sabedoria percebia que as palavras que se evitam são as que nos salvam.


 


O prazer é um atractivo para que a procriação seja urgente.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Férias...

 



Um certo ar de Caraíbas nas praias, um calor seco, quase fazem esquecer os mosquitos assassinos que atacam sem dó nem piedade a qualquer hora do dia, deixando rastos proeminentes na pele, nunca vistos em nenhum mosquito do país.



Depois, há que dizê-lo, há muito social, tudo muito moda, mas pouca qualidade nisto de socializar. Não há uma rua dos cafés, como na velha São Martinho, onde todos se encontram e falam do tempo e do ano que ficaram sem se ver.


 


A Comporta é linda, e está de moda. Mas pode-se estar lá semanas sem saber quem está... até que nos encontremos por acaso numa das lojinhas da vila, num café, num restaurante, ou na missa das 7h no Carvalhal. Diz-se olá e adeus. Relações humanas ao bom estilo Zen, cada um por si e ninguém por todos. Na praia do Carvalhal (Pego), o velho Aqui há Peixe deu lugar a um restaurante que serve sushi na praia, imagine-se. Sushi na praia, em vez das velhas amêijoas à Bulhão Pato acompanhada da imperial.


 


Longe está a velha São Martinho onde tudo se passa na rua, nos cafés, na praia dos Salgados, na pastelaria Concha, nos restaurantes dali, como a Caravela, na Baía. Até hoje se servem as "crises" na rua dos cafés, desde os tempos da revolução de Abril onde aos bitoques se retirou o bife.


 


Todos estão com todos, e todos são uma família.... até as manhãs nebulosas servem para motivo de conversa... "isto vai abrir" dizem os são martinhenses!


 


Longe está São Martinho!


 



 

Férias...

 



Um certo ar de Caraíbas nas praias, um calor seco, quase fazem esquecer os mosquitos assassinos que atacam sem dó nem piedade a qualquer hora do dia, deixando rastos proeminentes na pele, nunca vistos em nenhum mosquito do país.



Depois, há que dizê-lo, há muito social, tudo muito moda, mas pouca qualidade nisto de socializar. Não há uma rua dos cafés, como na velha São Martinho, onde todos se encontram e falam do tempo e do ano que ficaram sem se ver.


 


A Comporta é linda, e está de moda. Mas pode-se estar lá semanas sem saber quem está... até que nos encontremos por acaso numa das lojinhas da vila, num café, num restaurante, ou na missa das 7h no Carvalhal. Diz-se olá e adeus. Relações humanas ao bom estilo Zen, cada um por si e ninguém por todos. Na praia do Carvalhal (Pego), o velho Aqui há Peixe deu lugar a um restaurante que serve sushi na praia, imagine-se. Sushi na praia, em vez das velhas amêijoas à Bulhão Pato acompanhada da imperial.


 


Longe está a velha São Martinho onde tudo se passa na rua, nos cafés, na praia dos Salgados, na pastelaria Concha, nos restaurantes dali, como a Caravela, na Baía. Até hoje se servem as "crises" na rua dos cafés, desde os tempos da revolução de Abril onde aos bitoques se retirou o bife.


 


Todos estão com todos, e todos são uma família.... até as manhãs nebulosas servem para motivo de conversa... "isto vai abrir" dizem os são martinhenses!


 


Longe está São Martinho!


 



 

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O dia em que o Santini abriu em Lisboa

O dia em que o Santini abriu em Lisboa