quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Marcelo descobriu o segredo da alquimia, nunca mais vai deixar de ser presidente

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Quanto mais vejo o Marcelo Rebelo de Sousa no seu estilo de Presidência da República aberta, mais me convenço que o Homem vai ficar lá para sempre. Descobriu o segredo da alquimia de agradar. 


Não há uma crítica que sequer raspe ao de leve aba do seu casaco. Aquilo é um talento. Vai ser um presidente eterno. Uma espécie de Rei "à la mode républicaine".

Marcelo descobriu o segredo da alquimia, nunca mais vai deixar de ser presidente

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Quanto mais vejo o Marcelo Rebelo de Sousa no seu estilo de Presidência da República aberta, mais me convenço que o Homem vai ficar lá para sempre. Descobriu o segredo da alquimia de agradar. 


Não há uma crítica que sequer raspe ao de leve aba do seu casaco. Aquilo é um talento. Vai ser um presidente eterno. Uma espécie de Rei "à la mode républicaine".

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

A fénix de Belém


 


No outro dia, no meu facebook, escrevi e cito: "Porque será que Portugal rima com fénix? Fónix... Para isto".  E não é que rima? 


Ontem, e de forma a meu ver brilhante, Marcelo Rebelo de Sousa, deu razão a esta criatura mítica. Porque, como o pássaro, que na mitologia, grega sempre morria renascia das próprias cinzas, ele também deu provas de estar bem vivo, e que assim se mantenha. É bom para Portugal e os portugueses!


 

A fénix de Belém


 


No outro dia, no meu facebook, escrevi e cito: "Porque será que Portugal rima com fénix? Fónix... Para isto".  E não é que rima? 


Ontem, e de forma a meu ver brilhante, Marcelo Rebelo de Sousa, deu razão a esta criatura mítica. Porque, como o pássaro, que na mitologia, grega sempre morria renascia das próprias cinzas, ele também deu provas de estar bem vivo, e que assim se mantenha. É bom para Portugal e os portugueses!


 

terça-feira, 17 de outubro de 2017

O povo morre mas é sereno

fogos.png


Eu era miúdo mas ficaram na memória as palavras do Almirante Pinheiro de Azevedo: "O povo é sereno, isto é só fumaça".


O povo português é demasiado sereno e não é só fumaça. Nos fogos de Pedrogão Grande morreram dezenas de portugueses e em condições horrendas. Este ano arderam milhares de hectares da floresta portuguesa, com prejuízos incalculáveis. Neste domingo o fogo, ou melhor os incendiários - onde se viu um incêndio que deflagrou às duas da manhã?- , matando compatriotas nossos, destruindo fábricas e com consequências sociais e humanas únicas!


A ministra queixa-se que não teve férias! Uma atitude que demonstra, como escreve hoje António Esteves, que ela não tem condições para se manter no cargo: demita-se e vá de férias para bem longe!


Mas o povo é sereno, mesmo quando o povo morre. Na Galiza morreram 4 pessoas e milhares foram para a rua, exigindo "uma mudança na política florestal do Governo Regional da Galiza e a demissão da do presidente regional, Alberto Núñez Feijóo, que acusaram de incompetência na defesa das populações." Por aqui não acontece nada: ou melhor: criam-se contas de solidariedade, fazem-se concertos para angariação de fundos, fundos que ao que parece nem se conhece o rasto.


O povo é sereno. Merda para tanta de serenidade!


 


P.S. - Este mapa, encontrado em https://fogos.pt, é esclarecedor do estado a que nosso país chegou!

O povo morre mas é sereno

fogos.png


Eu era miúdo mas ficaram na memória as palavras do Almirante Pinheiro de Azevedo: "O povo é sereno, isto é só fumaça".


O povo português é demasiado sereno e não é só fumaça. Nos fogos de Pedrogão Grande morreram dezenas de portugueses e em condições horrendas. Este ano arderam milhares de hectares da floresta portuguesa, com prejuízos incalculáveis. Neste domingo o fogo, ou melhor os incendiários - onde se viu um incêndio que deflagrou às duas da manhã?- , matando compatriotas nossos, destruindo fábricas e com consequências sociais e humanas únicas!


A ministra queixa-se que não teve férias! Uma atitude que demonstra, como escreve hoje António Esteves, que ela não tem condições para se manter no cargo: demita-se e vá de férias para bem longe!


Mas o povo é sereno, mesmo quando o povo morre. Na Galiza morreram 4 pessoas e milhares foram para a rua, exigindo "uma mudança na política florestal do Governo Regional da Galiza e a demissão da do presidente regional, Alberto Núñez Feijóo, que acusaram de incompetência na defesa das populações." Por aqui não acontece nada: ou melhor: criam-se contas de solidariedade, fazem-se concertos para angariação de fundos, fundos que ao que parece nem se conhece o rasto.


O povo é sereno. Merda para tanta de serenidade!


 


P.S. - Este mapa, encontrado em https://fogos.pt, é esclarecedor do estado a que nosso país chegou!

sábado, 14 de outubro de 2017

Sobre Rui Rio e o seu "PSD de esquerda", faço minhas as palavras do Pedro Mexia

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"Há vários sinais de alarme em Rui Rio", disse Pedro Mexia, no Governo Sombra, a propósito da afirmação do candidato à liderança do PSD de que o partido não era de direita, por necessidade de posicionar o PSD ao centro. Dizer que o PSD não é direita é dizer que o PSD é centro esquerda. 


Então isso significaria que quem não é de esquerda é do CDS apenas (aquele foi um dia em cheio para o CDS). É evidente que não há só 10% de direita em Portugal. Ou então pior, as pessoas de direita e de centro direita estão a votar enganadas num partido que não defende os seus valores. 


O PSD é do PPE faz parte da família europeia dos partidos conservadores e democrata cristãos. Logo é um partido de direita, por muito que isso desagrade a Rui Rio que parece querer um PS com outro nome só para poder ganhar eleições. Isto é, no cenário de Rui Rio os partidos no poder eram os mesmos, a alternância seriam apenas as pessoas que assumiriam o lugar mais desejado de primeiro-ministro. Parece-me non sense.


É terrível confinar à social democracia as preocupações sociais. Muitas áreas políticas têm preocupações sociais. A direita tem preocupações sociais. A Democracia Cristã tem preocupações sociais.


A social democracia no sentido literal do termo é aquilo que é o PS, tal como o SPD alemão de Martin Schulz. Logo o PSD de Rui Rio é um PS com outras pessoas e com outras cores. 

Sobre Rui Rio e o seu "PSD de esquerda", faço minhas as palavras do Pedro Mexia

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"Há vários sinais de alarme em Rui Rio", disse Pedro Mexia, no Governo Sombra, a propósito da afirmação do candidato à liderança do PSD de que o partido não era de direita, por necessidade de posicionar o PSD ao centro. Dizer que o PSD não é direita é dizer que o PSD é centro esquerda. 


Então isso significaria que quem não é de esquerda é do CDS apenas (aquele foi um dia em cheio para o CDS). É evidente que não há só 10% de direita em Portugal. Ou então pior, as pessoas de direita e de centro direita estão a votar enganadas num partido que não defende os seus valores. 


O PSD é do PPE faz parte da família europeia dos partidos conservadores e democrata cristãos. Logo é um partido de direita, por muito que isso desagrade a Rui Rio que parece querer um PS com outro nome só para poder ganhar eleições. Isto é, no cenário de Rui Rio os partidos no poder eram os mesmos, a alternância seriam apenas as pessoas que assumiriam o lugar mais desejado de primeiro-ministro. Parece-me non sense.


É terrível confinar à social democracia as preocupações sociais. Muitas áreas políticas têm preocupações sociais. A direita tem preocupações sociais. A Democracia Cristã tem preocupações sociais.


A social democracia no sentido literal do termo é aquilo que é o PS, tal como o SPD alemão de Martin Schulz. Logo o PSD de Rui Rio é um PS com outras pessoas e com outras cores. 

Agora que Passos decidiu sair já se pode elogiar?

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A decisão de saída de Pedro Passos Coelho parece ter sido o trigger que faltava para se partir para os elogios. Vem isto a propósito de ter ligado a televisão e ter ido parar ao Eixo do mal, e, antes de mudar para o Governo Sombra de outro canal, ainda ouvir de relance Clara Ferreira Alves a reconhecer o mérito de Pedro Passos Coelho ter tido a coragem de dizer 'não' a Ricardo Salgado. A reconhecer que se o PS tivesse no poder talvez o Estado tivesse ajudado mais uma vez Ricardo Salgado. Mais. Ouvia-se em pano de fundo Daniel Oliveira a reconhecer que o BES não tinha solução naquela altura.O que vai em sentido em contrário à narrativa do Governo atual e de toda a esquerda, quando chegaram ao poder, altura em apontavam armas a Passos e ao Governador do Banco de Portugal por causa da Resolução do BES.


Em Novembro do ano passado António Costa veio acusar o PSD de ter destruído o BES dizendo: "O que é absolutamente irresponsável, é a postura do PSD que, enquanto Governo, procurou esconder dos portugueses a situação em que se encontrava o sistema financeiro. Por sua responsabilidade, destruiu um banco como o BES, conduziu à destruição de um segundo banco, caso do Banif".


Na altura esta declaração (que à luz do que se sabe hoje soa a erro de cálculo de António Costa) suscitou da vice-presidente do PSD, Maria Luís Albuquerque, a pertinente pergunta: "Se fosse o actual Governo daria indicações à CGD para dar dinheiro ao BES?". Esta pergunta continua a ser atual e foi hoje repetida pela jornalista que comenta naquele programa da SIC. Qual teria sido a atitude deste Governo se Ricardo Salgado fosse pedir 2,5 mil milhões de euros (da CGD) para salvar o GES? Teria um qualquer Diogo Lacerda Machado ir salvar o BES?


Perante as críticas do primeiro-ministro temos de concluir que se fosse António Costa primeiro-ministro em 2014 teriam sido entregues milhares de milhões de euros de dinheiro dos contribuintes a Ricardo Salgado para evitar a falência do GES e por essa via evitar a resolução do BES (uma coisa está intimamente ligada à outra apesar do ring fencing determinado na altura).


Foi preciso uma acusação do Ministério Público a José Sócrates, Carlos Santos Silva e a Ricardo Salgado ( a 28 arguidos ao todo), para que afinal se reconheça o mérito da coragem de Pedro Passos Coelho e de Maria Luís Albuquerque se terem recusado a ceder ao banqueiro. 


Vale a pena recordar que Passos Coelho teve duas reuniões com o líder histórico do Banco Espírito Santo (BES), a 7 de abril e a 14 de maio de 2014, sendo que a segunda audição "tinha o propósito de sensibilizar e procurar o apoio do Governo para um plano de financiamento visando acudir ao desequilíbrio económico-financeiro do Grupo Espírito Santo (GES)". O plano apresentado por Ricardo Salgado, como sendo de saneamento do setor não financeiro do Grupo, pressupunha a disponibilização de linhas de financiamento de longo prazo suportadas por troca de ativos entre diversas entidades bancárias, particularmente a Caixa Geral de Depósitos [CGD]. A ideia geral parecia ser a de dar tempo ao GES para gerir melhor a sua carteira de ativos, de modo a garantir uma valorização adequada desses ativos e, assim, fazer face às elevadas responsabilidades de curto e médio prazo, ao nível da dívida emitida por várias empresas da área não financeira do GES. 


Pedro Passos Coelho respondeu que "tal plano, no que respeitava ao Estado, não teria viabilidade tendo em conta variadíssimos aspetos, entre os quais o elevado risco, não aceitável, a disseminar pelo sistema financeiro, bem como a prática impossibilidade de bancos que tivessem sido recapitalizados com recurso a fundos públicos virem a obter, quer do BdP [Banco de Portugal], quer da DG Comp [Direção Geral da Concorrência da Comissão Europeia], aprovação para operações desta natureza e envolvendo valores tão elevados", segundo consta da sua resposta à Comissão de Inquérito. Estamos a falar de um número em torno dos 2,5 mil milhões de euros.


A resposta de Pedro Passos Coelho a Ricardo Salgado, segundo o seu autor foi a seguinte: "Em qualquer caso, afirmei que o Governo nunca interferiria diretamente na avaliação e na decisão que a CGD viesse a fazer do caso concreto, nesta como em quaisquer outras matérias respeitantes a decisões que só devem caber à sua administração na área económico-financeira da sua esfera de intervenção". Passos Coelho revelou também aos deputados que, nesse encontro com Ricardo Salgado, lhe recordou "a informação veiculada pelo senhor governador do BdP [Carlos Costa] quanto ao 'ring fencing' [perímetro de proteção] do BES relativamente à exposição do banco às entidades não financeiras do GES". E "recomendei, em qualquer caso, que quanto mais cedo o GES iniciasse uma abordagem prática e direta com os seus principais credores no sentido de organizar o eventual incumprimento melhor seria para todos e também para minimizar o impacto na economia nacional". Passos Coelho disse ainda que aconselhou o então presidente do BES "a tratar destas matérias" com Carlos Costa.


Repare-se que no primeiro encontro, sem mais ninguém presente, Passos Coelho relatou que o ex-presidente do BES lhe "transmitiu a sua opinião geral sobre a evolução macroeconómica positiva no país, consubstanciada na análise do seu próprio banco e que lhe transmitiu também a sua apreensão pela forma como o BdP vinha exercendo as suas funções de supervisão no que respeitava ao BES e à sua equipa de gestão".


Segundo o então primeiro-ministro, as "observações críticas" de Ricardo Salgado constavam numa carta que este teria enviado a Carlos Costa e que lhe mostrou. "Dado que a supervisão bancária é matéria da estrita competência do BdP, registei as opiniões que me foram transmitidas mas, naturalmente, elas não conduziram a qualquer diligência, como de resto não tinham de conduzir", frisou na altura Pedro Passos Coelho.


Só na segunda reunião surgiram os pedidos de dinheiro concretos, que de resto Ricardo Salgado acabou por, perante a recusa do Governo, ir arranjar noutros sítios, leia-se clientes particulares, em Portugal e fora, e a empresas como a Portugal Telecom. Portanto é fácil antever que teria acontecido à CGD o mesmo que aconteceu à PT. Se há alguém a quem devemos a salvação do setor financeiro foi, portanto, a Pedro Passos Coelho, e não o contrário do que tem vindo a dizer na opinião contaminada pela narrativa socialista.


Mas foi preciso a sua demissão de líder do PSD para que os críticos a Passos passassem a elogiá-lo. A acusação a Sócrates e à rede de influência que se estabeleceu na altura em Portugal, perante o silêncio daqueles que veemente criticaram Passos Coelho, pesou nas consciências. Por isso a saída de Passos foi o gatilho dos elogios que afinal todos "no peito" calavam por motivos políticos. É isto que me parece retirar-se de todos os elogios proferidos e escritos pelos mais insuspeitos autores, jornalistas e opinion makers, que eram antes fortes críticos ao ainda líder do PSD. É caso para dizer que é preciso morrer para ser reconhecido, porque em vida as qualidades esmagam os contemporâneos.

Agora que Passos decidiu sair já se pode elogiar?

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A decisão de saída de Pedro Passos Coelho parece ter sido o trigger que faltava para se partir para os elogios. Vem isto a propósito de ter ligado a televisão e ter ido parar ao Eixo do mal, e, antes de mudar para o Governo Sombra de outro canal, ainda ouvir de relance Clara Ferreira Alves a reconhecer o mérito de Pedro Passos Coelho ter tido a coragem de dizer 'não' a Ricardo Salgado. A reconhecer que se o PS tivesse no poder talvez o Estado tivesse ajudado mais uma vez Ricardo Salgado. Mais. Ouvia-se em pano de fundo Daniel Oliveira a reconhecer que o BES não tinha solução naquela altura.O que vai em sentido em contrário à narrativa do Governo atual e de toda a esquerda, quando chegaram ao poder, altura em apontavam armas a Passos e ao Governador do Banco de Portugal por causa da Resolução do BES.


Em Novembro do ano passado António Costa veio acusar o PSD de ter destruído o BES dizendo: "O que é absolutamente irresponsável, é a postura do PSD que, enquanto Governo, procurou esconder dos portugueses a situação em que se encontrava o sistema financeiro. Por sua responsabilidade, destruiu um banco como o BES, conduziu à destruição de um segundo banco, caso do Banif".


Na altura esta declaração (que à luz do que se sabe hoje soa a erro de cálculo de António Costa) suscitou da vice-presidente do PSD, Maria Luís Albuquerque, a pertinente pergunta: "Se fosse o actual Governo daria indicações à CGD para dar dinheiro ao BES?". Esta pergunta continua a ser atual e foi hoje repetida pela jornalista que comenta naquele programa da SIC. Qual teria sido a atitude deste Governo se Ricardo Salgado fosse pedir 2,5 mil milhões de euros (da CGD) para salvar o GES? Teria um qualquer Diogo Lacerda Machado ir salvar o BES?


Perante as críticas do primeiro-ministro temos de concluir que se fosse António Costa primeiro-ministro em 2014 teriam sido entregues milhares de milhões de euros de dinheiro dos contribuintes a Ricardo Salgado para evitar a falência do GES e por essa via evitar a resolução do BES (uma coisa está intimamente ligada à outra apesar do ring fencing determinado na altura).


Foi preciso uma acusação do Ministério Público a José Sócrates, Carlos Santos Silva e a Ricardo Salgado ( a 28 arguidos ao todo), para que afinal se reconheça o mérito da coragem de Pedro Passos Coelho e de Maria Luís Albuquerque se terem recusado a ceder ao banqueiro. 


Vale a pena recordar que Passos Coelho teve duas reuniões com o líder histórico do Banco Espírito Santo (BES), a 7 de abril e a 14 de maio de 2014, sendo que a segunda audição "tinha o propósito de sensibilizar e procurar o apoio do Governo para um plano de financiamento visando acudir ao desequilíbrio económico-financeiro do Grupo Espírito Santo (GES)". O plano apresentado por Ricardo Salgado, como sendo de saneamento do setor não financeiro do Grupo, pressupunha a disponibilização de linhas de financiamento de longo prazo suportadas por troca de ativos entre diversas entidades bancárias, particularmente a Caixa Geral de Depósitos [CGD]. A ideia geral parecia ser a de dar tempo ao GES para gerir melhor a sua carteira de ativos, de modo a garantir uma valorização adequada desses ativos e, assim, fazer face às elevadas responsabilidades de curto e médio prazo, ao nível da dívida emitida por várias empresas da área não financeira do GES. 


Pedro Passos Coelho respondeu que "tal plano, no que respeitava ao Estado, não teria viabilidade tendo em conta variadíssimos aspetos, entre os quais o elevado risco, não aceitável, a disseminar pelo sistema financeiro, bem como a prática impossibilidade de bancos que tivessem sido recapitalizados com recurso a fundos públicos virem a obter, quer do BdP [Banco de Portugal], quer da DG Comp [Direção Geral da Concorrência da Comissão Europeia], aprovação para operações desta natureza e envolvendo valores tão elevados", segundo consta da sua resposta à Comissão de Inquérito. Estamos a falar de um número em torno dos 2,5 mil milhões de euros.


A resposta de Pedro Passos Coelho a Ricardo Salgado, segundo o seu autor foi a seguinte: "Em qualquer caso, afirmei que o Governo nunca interferiria diretamente na avaliação e na decisão que a CGD viesse a fazer do caso concreto, nesta como em quaisquer outras matérias respeitantes a decisões que só devem caber à sua administração na área económico-financeira da sua esfera de intervenção". Passos Coelho revelou também aos deputados que, nesse encontro com Ricardo Salgado, lhe recordou "a informação veiculada pelo senhor governador do BdP [Carlos Costa] quanto ao 'ring fencing' [perímetro de proteção] do BES relativamente à exposição do banco às entidades não financeiras do GES". E "recomendei, em qualquer caso, que quanto mais cedo o GES iniciasse uma abordagem prática e direta com os seus principais credores no sentido de organizar o eventual incumprimento melhor seria para todos e também para minimizar o impacto na economia nacional". Passos Coelho disse ainda que aconselhou o então presidente do BES "a tratar destas matérias" com Carlos Costa.


Repare-se que no primeiro encontro, sem mais ninguém presente, Passos Coelho relatou que o ex-presidente do BES lhe "transmitiu a sua opinião geral sobre a evolução macroeconómica positiva no país, consubstanciada na análise do seu próprio banco e que lhe transmitiu também a sua apreensão pela forma como o BdP vinha exercendo as suas funções de supervisão no que respeitava ao BES e à sua equipa de gestão".


Segundo o então primeiro-ministro, as "observações críticas" de Ricardo Salgado constavam numa carta que este teria enviado a Carlos Costa e que lhe mostrou. "Dado que a supervisão bancária é matéria da estrita competência do BdP, registei as opiniões que me foram transmitidas mas, naturalmente, elas não conduziram a qualquer diligência, como de resto não tinham de conduzir", frisou na altura Pedro Passos Coelho.


Só na segunda reunião surgiram os pedidos de dinheiro concretos, que de resto Ricardo Salgado acabou por, perante a recusa do Governo, ir arranjar noutros sítios, leia-se clientes particulares, em Portugal e fora, e a empresas como a Portugal Telecom. Portanto é fácil antever que teria acontecido à CGD o mesmo que aconteceu à PT. Se há alguém a quem devemos a salvação do setor financeiro foi, portanto, a Pedro Passos Coelho, e não o contrário do que tem vindo a dizer na opinião contaminada pela narrativa socialista.


Mas foi preciso a sua demissão de líder do PSD para que os críticos a Passos passassem a elogiá-lo. A acusação a Sócrates e à rede de influência que se estabeleceu na altura em Portugal, perante o silêncio daqueles que veemente criticaram Passos Coelho, pesou nas consciências. Por isso a saída de Passos foi o gatilho dos elogios que afinal todos "no peito" calavam por motivos políticos. É isto que me parece retirar-se de todos os elogios proferidos e escritos pelos mais insuspeitos autores, jornalistas e opinion makers, que eram antes fortes críticos ao ainda líder do PSD. É caso para dizer que é preciso morrer para ser reconhecido, porque em vida as qualidades esmagam os contemporâneos.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

O Zé é que tem razão!


 


O filósofo José Gil escreveu um brilhante livro / ensaio sobre Portugal e os portugueses, a que deu o nome "Portugal, hoje o medo de existir". Recordo-me lindamente que o livro foi particularmente mal recebido por certas forças, inteligências, à esquerda. Lembro-me, também, da reacção do sociólogo Boaventura Sousa Santos a este livro: ele estava furibundo!.


O livro, editado pela primeira vez em 2004, continua actual. Este medo existencialista, i.e, de profundo receio com os "dias de amanhã" é eterno. Se calhar é da massa que somos feitos.


Escrevo isto, e passados já uns dias sobre a vitória de Portugal contra a Suíça e apuramento para o mundial de futebol a ter lugar na Rússia, depois ter ter visto a molde humana, que enchia os Estádio da Luz" a cantar, no fim do jogo, de pulmões bem cheios, a Portuguesa. Até parecia que tinham já ganho o campeonato. Se calhar até sim, mesmo que sejamos eliminados na primeira ronda. Em suma: por aqui o futuro é sempre uma incógnita. Não era este, também, o espírito dos navegadores portugueses, pois ninguém sabia para onde ia, quando "Deram Mundos ao Mundo", como enfatizou Fernando Pessoa, na Mensagem?

O Zé é que tem razão!


 


O filósofo José Gil escreveu um brilhante livro / ensaio sobre Portugal e os portugueses, a que deu o nome "Portugal, hoje o medo de existir". Recordo-me lindamente que o livro foi particularmente mal recebido por certas forças, inteligências, à esquerda. Lembro-me, também, da reacção do sociólogo Boaventura Sousa Santos a este livro: ele estava furibundo!.


O livro, editado pela primeira vez em 2004, continua actual. Este medo existencialista, i.e, de profundo receio com os "dias de amanhã" é eterno. Se calhar é da massa que somos feitos.


Escrevo isto, e passados já uns dias sobre a vitória de Portugal contra a Suíça e apuramento para o mundial de futebol a ter lugar na Rússia, depois ter ter visto a molde humana, que enchia os Estádio da Luz" a cantar, no fim do jogo, de pulmões bem cheios, a Portuguesa. Até parecia que tinham já ganho o campeonato. Se calhar até sim, mesmo que sejamos eliminados na primeira ronda. Em suma: por aqui o futuro é sempre uma incógnita. Não era este, também, o espírito dos navegadores portugueses, pois ninguém sabia para onde ia, quando "Deram Mundos ao Mundo", como enfatizou Fernando Pessoa, na Mensagem?

Novo Hit Nacional: Sócrates em "Uma escuta aqui, uma escuta ali"


Rir é o melhor remédio

Novo Hit Nacional: Sócrates em "Uma escuta aqui, uma escuta ali"


Rir é o melhor remédio

Quantos laranjinhas existem?


 Fica uma pergunta existencial, porque sempre fui social-democrata: quantos laranjinhas existem em Portugal?

Quantos laranjinhas existem?


 Fica uma pergunta existencial, porque sempre fui social-democrata: quantos laranjinhas existem em Portugal?

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Tudo (a)normal!

 



 


Há por ai muita gente que gosta do Donald Trump. Eu não. Não há nada dele que eu goste. Ou melhor até há: a guerra surda – é a nova versão da Guerra Fria – com o regime da Coreia do Norte. Parece ser uma comédia, mas não sem ponta de graça. Ao menos estamos bem longe desse cenário!


O que parece também ter graça, pois soa a piada de mau gosto, como a Administração Trump já nos habituou,tal como demosntra a notícia de hoje, segundo a qual EUA abandonam a UNESCO, a organização mundial para a protecção do Património Cultural entre outras valias.


A decisão, como se lê no comunicado deve-se ao facto, e passo a citar: “"(…) reflecte as preocupações dos Estados Unidos com o aumento das dívidas na UNESCO, a necessidade de reformas fundamentais na organização e o preconceito contínuo anti-Israel na UNESCO"


Mas há na UNESCO um “preconceito contínuo anti-Israel na UNESCO"? Não fazia ideia. Se calhar é o mesmo preconceito que Trump tem com as alterações climatéricas demonstradas na sua necessidade de rasgar o Acordo de Paris?


Para ele o património seja cultural ou atmosféricos são para ir para o lixo. Aliás não foi isso mesmo o que fizeram os fundamentalistas do ISIS quando destruíram património da humanidade. Pois é! Portanto qual é a diferença dele dos demais loucos que pairam por ai? Zero! É tudo farinha do mesmo saco e eu não tenho saco para tanta anormalidade!


 


 

Tudo (a)normal!

 



 


Há por ai muita gente que gosta do Donald Trump. Eu não. Não há nada dele que eu goste. Ou melhor até há: a guerra surda – é a nova versão da Guerra Fria – com o regime da Coreia do Norte. Parece ser uma comédia, mas não sem ponta de graça. Ao menos estamos bem longe desse cenário!


O que parece também ter graça, pois soa a piada de mau gosto, como a Administração Trump já nos habituou,tal como demosntra a notícia de hoje, segundo a qual EUA abandonam a UNESCO, a organização mundial para a protecção do Património Cultural entre outras valias.


A decisão, como se lê no comunicado deve-se ao facto, e passo a citar: “"(…) reflecte as preocupações dos Estados Unidos com o aumento das dívidas na UNESCO, a necessidade de reformas fundamentais na organização e o preconceito contínuo anti-Israel na UNESCO"


Mas há na UNESCO um “preconceito contínuo anti-Israel na UNESCO"? Não fazia ideia. Se calhar é o mesmo preconceito que Trump tem com as alterações climatéricas demonstradas na sua necessidade de rasgar o Acordo de Paris?


Para ele o património seja cultural ou atmosféricos são para ir para o lixo. Aliás não foi isso mesmo o que fizeram os fundamentalistas do ISIS quando destruíram património da humanidade. Pois é! Portanto qual é a diferença dele dos demais loucos que pairam por ai? Zero! É tudo farinha do mesmo saco e eu não tenho saco para tanta anormalidade!


 


 

Ainda a Catalunha, porque merece ser lido!


 Imagem da autoria de Enrique Flores


Este texto, publicado no El País, é uma excelente análise do que se passa em Espanha e da forma como este episódio de uma lona novela poderia ser resolvido.


Os autores, os historiadores Josep M. Fradera  e José María Portillo, compram-no com o que se passou na tentativa de secessão de Quebec.


Vale a pena ser ldio

Ainda a Catalunha, porque merece ser lido!


 Imagem da autoria de Enrique Flores


Este texto, publicado no El País, é uma excelente análise do que se passa em Espanha e da forma como este episódio de uma lona novela poderia ser resolvido.


Os autores, os historiadores Josep M. Fradera  e José María Portillo, compram-no com o que se passou na tentativa de secessão de Quebec.


Vale a pena ser ldio

Uma imagem é melhor do que 4000 páginas

20683341_yZSAq.jpeg


 

Uma imagem é melhor do que 4000 páginas

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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Uma história ao contrário...

12-1.jpg


 


William Paff, jornalista americano radicado em Bruxelas, um dia escreveu: "O passado faz estar onde estamos". Por mais básico que seja, ele tinha razão e aplica-se claramente à situação catalã... e com a portuguesa, também!
Em 1640, após alguns anos sob domínio espanhol, ganhamos "de volta" a nossa independência. Bem sei que Portugal não é a Catalunha, nem Barcelona é Lisboa.
Imaginemos que a restauração não tinha acontecido e que agora os portugueses votavam favoravelmente a favor da sua independência, como é que seria? 
Também os meus amigos portugueses apelavam ao respeito pelo Direito Constitucional espanhol e pela evocação do artigo 155º?


Sabem... é pela boca que morrem os peixes!

Uma história ao contrário...

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William Paff, jornalista americano radicado em Bruxelas, um dia escreveu: "O passado faz estar onde estamos". Por mais básico que seja, ele tinha razão e aplica-se claramente à situação catalã... e com a portuguesa, também!
Em 1640, após alguns anos sob domínio espanhol, ganhamos "de volta" a nossa independência. Bem sei que Portugal não é a Catalunha, nem Barcelona é Lisboa.
Imaginemos que a restauração não tinha acontecido e que agora os portugueses votavam favoravelmente a favor da sua independência, como é que seria? 
Também os meus amigos portugueses apelavam ao respeito pelo Direito Constitucional espanhol e pela evocação do artigo 155º?


Sabem... é pela boca que morrem os peixes!

El gato y el ratón


 


Ontem o Presidente da Generalitat, Carles Puigdemont, colocou a independência da Catalunha em banho-maria, na expectativa de um diálogo com Madrid...Carles Puigdemont é catalão. Deveria conhecer a mentalidade centrifugadora de Madrid que só dialoga quando lhe convém. Foi isso o que precisamente aconteceu esta manhã, quando o governo central admitiu invocar a "bomba atómica", ou seja, o artigo 155, que permite a Madrid suspender a autonomia de uma região, passando o governo central a assumir os poderes autonómicos. 


É uma atitude insensata que irá criar uma instabilidade desnecessária! De um lado está el gato e do outro el ratón. Creio que não havia necessidade!


 

El gato y el ratón


 


Ontem o Presidente da Generalitat, Carles Puigdemont, colocou a independência da Catalunha em banho-maria, na expectativa de um diálogo com Madrid...Carles Puigdemont é catalão. Deveria conhecer a mentalidade centrifugadora de Madrid que só dialoga quando lhe convém. Foi isso o que precisamente aconteceu esta manhã, quando o governo central admitiu invocar a "bomba atómica", ou seja, o artigo 155, que permite a Madrid suspender a autonomia de uma região, passando o governo central a assumir os poderes autonómicos. 


É uma atitude insensata que irá criar uma instabilidade desnecessária! De um lado está el gato e do outro el ratón. Creio que não havia necessidade!


 

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Isto faz-me lembrar Shakespeare

Carles Puigdemont apelou ao diálogo com Madrid através dos mediadores internacionais e pede ao Parlamento catalão para que suspenda a declaração de independência.


Muito barulho...para quê? Se calhar nada!

Isto faz-me lembrar Shakespeare

Carles Puigdemont apelou ao diálogo com Madrid através dos mediadores internacionais e pede ao Parlamento catalão para que suspenda a declaração de independência.


Muito barulho...para quê? Se calhar nada!

sábado, 7 de outubro de 2017

A arte imita a vida ou a vida imita a arte?

Rapahel.jpg


Esta questão filosófica é bem retratada no quadro "Escola de Atenas" de Raphael. Onde se destacam duas figuras, Platão e Aristóteles. Platão aponta com o dedo para cima, o que é visto como símbolo do primado das ideias. O mundo das ideias é que é o verdadeiro e o mundo que vivemos é um mero reflexo imperfeito. Aristóteles, ao contrário, tem a mão virada para baixo, como símbolo da importância da realidade empírica. 


Estas duas figuras filosóficas são a base de duas visões, a estética e a empírica.


O ícone da defesa da supremacia da arte sobre a vida é Oscar Wilde. Numa análise de Manuel S. Fonseca de comparação entre os contos Banqueiro Anarquista, de Fernando Pessoa, e A Alma do Homem sob a Égide do Socialismo, de Oscar Wilde, o editor relata que Bernardo Soares (heterónimo de Fernando Pessoa) roubou esta anedota exemplar do encontro de uma admiradora com o pintor James Whistler. «Escreveu Bernardo Soares no seu livro desassossegado e decadentista: "uma senhora disse um dia a Whistler [pintor]: Vi ontem uma paisagem que me lembrou um quadro seu. Sim, a natureza tem feito progressos, respondeu o pintor"«, escreve Manuel S. Fonseca. 


 

A arte imita a vida ou a vida imita a arte?

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Esta questão filosófica é bem retratada no quadro "Escola de Atenas" de Raphael. Onde se destacam duas figuras, Platão e Aristóteles. Platão aponta com o dedo para cima, o que é visto como símbolo do primado das ideias. O mundo das ideias é que é o verdadeiro e o mundo que vivemos é um mero reflexo imperfeito. Aristóteles, ao contrário, tem a mão virada para baixo, como símbolo da importância da realidade empírica. 


Estas duas figuras filosóficas são a base de duas visões, a estética e a empírica.


O ícone da defesa da supremacia da arte sobre a vida é Oscar Wilde. Numa análise de Manuel S. Fonseca de comparação entre os contos Banqueiro Anarquista, de Fernando Pessoa, e A Alma do Homem sob a Égide do Socialismo, de Oscar Wilde, o editor relata que Bernardo Soares (heterónimo de Fernando Pessoa) roubou esta anedota exemplar do encontro de uma admiradora com o pintor James Whistler. «Escreveu Bernardo Soares no seu livro desassossegado e decadentista: "uma senhora disse um dia a Whistler [pintor]: Vi ontem uma paisagem que me lembrou um quadro seu. Sim, a natureza tem feito progressos, respondeu o pintor"«, escreve Manuel S. Fonseca. 


 

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Acantonamentos há muitos

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António Lobo Xavier a criticar o "acantonamento à direita" do PSD de Passos Coelho. A idade trouxe a António um "acantonamento à esquerda"

Acantonamentos há muitos

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António Lobo Xavier a criticar o "acantonamento à direita" do PSD de Passos Coelho. A idade trouxe a António um "acantonamento à esquerda"

terça-feira, 3 de outubro de 2017

O melhor do discurso de Pedro Passos Coelho


O discurso de saída de liderança do PSD foi mais uma demonstração do seu profissionalismo. Eis algumas das passagens desse discurso:


"Estes quase oito anos que levo de liderança do PSD foram anos sempre intensos. Anos duros, quer quando no inicio tivémos de acompanhar uma situação que conduziu à intervenção externa e ao resgate do país, quer depois a lidar com o resgate do país, e a sua recuperação da situação económica, financeira e reputacional, mas estes dois últimos anos também não foram fáceis com o PSD, apesar de não estar no Governo, a ser apontado no debate mediático como a causa de todos os males e o impedimento da felicidade do país. Não quero nesta altura senão dizer nesta altura que a todos devo com muita gratidão o apoio que me deram, que foi um apoio que sempre senti fantástico, mesmo o apoio crítico e o apoio condicional que me foi sendo conferido. Que não saio com qualquer ressentimento, ou recriminação, seja com quem for, repito, seja com quem for. Não posso dizer que o PSD não tenha nada que precise de mudar e de melhorar nas suas estruturas, na sua vida interna, mas quero dizer que encontrei sempre no PSD uma militância generosa e um partido que soube resistir aos tempos e ser deste tempo por mais que alguns não gostem de o reconhecer".


"Espero também que compreendam não desisti de nenhuma das minhas ideias sobre o país e talvez fosse absolutamente desprepositado estar aqui a insistir no que representou a estratégia que defini e que o partido vem seguindo e aquilo que tem sido os seus eixos fundamentais de afirmação".


"Mas não levam a mal que nesta ocasião eu possa só recordar o essencial daquilo por que lutei. Lutei sempre por uma sociedade cívil forte e aberta, cá dentro entre si e ao exterior; suficientemente autónoma do Estado e dos pequenos e grandes poderes que neste último se exercem. Lutei sempre por um poder político responsável e transparente, que saiba separar devidamente aquilo que é a esfera do interesse público da esfera do interesse privado, mesmo quando esse interesse é totalmente legitimo. Lutei sempre para que Portugal tivesse sempre uma economia competitiva, aberta, autónoma, socialmente responsável. Lutei muito para que as finanças públicas fossem também responsáveis, livrando as novas gerações e aliviando as atuais de ditaduras financeiras trazidas por desregramento público e por irresponsabilidade dos políticos. Lutei sempre por um sentido de justiça e equidade mesmo nas circunstâncias mais adversas. Procurei sempre pedir a quem tinha mais um esforço significativamente maior e poupar tanto quanto possível os que têm menos. Lutei sempre por uma sociedade com grande sentido de exigência, de disciplina e de rigor, que não inimigos, antes pelo contrário, de um espírito solidário que busca a justiça social".


"Poderão contar com a minha lealdade".


Pedro Passos Coelho é um inato líder, e este discurso demonstra mais uma vez que tem mais perfil de primeiro-ministro, do que de  líder da oposição. É um estadista.

O melhor do discurso de Pedro Passos Coelho


O discurso de saída de liderança do PSD foi mais uma demonstração do seu profissionalismo. Eis algumas das passagens desse discurso:


"Estes quase oito anos que levo de liderança do PSD foram anos sempre intensos. Anos duros, quer quando no inicio tivémos de acompanhar uma situação que conduziu à intervenção externa e ao resgate do país, quer depois a lidar com o resgate do país, e a sua recuperação da situação económica, financeira e reputacional, mas estes dois últimos anos também não foram fáceis com o PSD, apesar de não estar no Governo, a ser apontado no debate mediático como a causa de todos os males e o impedimento da felicidade do país. Não quero nesta altura senão dizer nesta altura que a todos devo com muita gratidão o apoio que me deram, que foi um apoio que sempre senti fantástico, mesmo o apoio crítico e o apoio condicional que me foi sendo conferido. Que não saio com qualquer ressentimento, ou recriminação, seja com quem for, repito, seja com quem for. Não posso dizer que o PSD não tenha nada que precise de mudar e de melhorar nas suas estruturas, na sua vida interna, mas quero dizer que encontrei sempre no PSD uma militância generosa e um partido que soube resistir aos tempos e ser deste tempo por mais que alguns não gostem de o reconhecer".


"Espero também que compreendam não desisti de nenhuma das minhas ideias sobre o país e talvez fosse absolutamente desprepositado estar aqui a insistir no que representou a estratégia que defini e que o partido vem seguindo e aquilo que tem sido os seus eixos fundamentais de afirmação".


"Mas não levam a mal que nesta ocasião eu possa só recordar o essencial daquilo por que lutei. Lutei sempre por uma sociedade cívil forte e aberta, cá dentro entre si e ao exterior; suficientemente autónoma do Estado e dos pequenos e grandes poderes que neste último se exercem. Lutei sempre por um poder político responsável e transparente, que saiba separar devidamente aquilo que é a esfera do interesse público da esfera do interesse privado, mesmo quando esse interesse é totalmente legitimo. Lutei sempre para que Portugal tivesse sempre uma economia competitiva, aberta, autónoma, socialmente responsável. Lutei muito para que as finanças públicas fossem também responsáveis, livrando as novas gerações e aliviando as atuais de ditaduras financeiras trazidas por desregramento público e por irresponsabilidade dos políticos. Lutei sempre por um sentido de justiça e equidade mesmo nas circunstâncias mais adversas. Procurei sempre pedir a quem tinha mais um esforço significativamente maior e poupar tanto quanto possível os que têm menos. Lutei sempre por uma sociedade com grande sentido de exigência, de disciplina e de rigor, que não inimigos, antes pelo contrário, de um espírito solidário que busca a justiça social".


"Poderão contar com a minha lealdade".


Pedro Passos Coelho é um inato líder, e este discurso demonstra mais uma vez que tem mais perfil de primeiro-ministro, do que de  líder da oposição. É um estadista.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Autárquicas: Afinal a vitória esmagadora do PS foram menos três mandatos

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 As facas estavam de tal maneira afiadas contra Pedro Passos Coelho, que ninguém realizou que afinal a esmagadora vitória do PS nas eleições autárquicas de 1 de outubro foram menos três mandatos face a 2013, foi passar de 11 mandatos para 8. Já o CDS e o PSD tiveram 4 mandatos em 2013 e agora têm 6, e que afinal Fernando Medina não ganhou a maioria absoluta em Lisboa que tinha sido conquistada em 2013. O PS só elegeu 8 vereadores em vez dos 11 em 2013.


Total nacional: PS 39,1% dos votos; PSD 27,9%; CDU 9,5%; Independentes 6,8%; CDS 6,6% e BE 3,3%. Face a 2013 o PS aumenta 2,3 pontos percentuais, o PSD desce 1,2 pontos percentuais, a CDU desce 1,6 pontos percentuais, os Independentes baixam 0,1 pontos percentuais, o CDS sobe 0,9 pontos percentuais e o Bloco sobe 0,9 pontos percentuais. Resultado a tirar: o PCP/CDU perde em estar na geringonça enquanto o Bloco ganha.


Só quem vive a política como se fosse um derby de futebol pode estar hoje a pedir a cabeça de Pedro Passos Coelho, o homem que tirou Portugal do resgate financeiro e conseguiu reduzir o défice de 11% para 3%.


Assim como num jogo de futebol, quando o treinador não ganha querem despedi-lo. Assim estão alguns sociais-democratas a alinhar pelo diapasão da esquerda e dos opinion-makers, onde correr com Passos é uma missão. Interessa pouco as ideias que o líder do partido defende, interessa pouco que seja sério e coerente, que diga a verdade em vez de demagogia, que veja o país como uma missão. Isso até atrapalha os que estão sempre com os vencedores e que os abandonam quando deixam de o ser. Porque preferiam que o condenado lhes desse argumentos para a chacina. 


Enfim, vale de pouco as palavras contra um movimento imparável de substituição do líder do PSD.


Eu pela minha parte sou fiel a princípios, valores e ideias, e estou com quem sinto que os defende, seja vencedor ou perdedor. O mundo está cheio de escroques vencedores (e a política portuguesa é especialmente rica neles). 


 P.S: Para substituir o Pedro Passos Coelho só um Miguel Poiares Maduro.

Autárquicas: Afinal a vitória esmagadora do PS foram menos três mandatos

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 As facas estavam de tal maneira afiadas contra Pedro Passos Coelho, que ninguém realizou que afinal a esmagadora vitória do PS nas eleições autárquicas de 1 de outubro foram menos três mandatos face a 2013, foi passar de 11 mandatos para 8. Já o CDS e o PSD tiveram 4 mandatos em 2013 e agora têm 6, e que afinal Fernando Medina não ganhou a maioria absoluta em Lisboa que tinha sido conquistada em 2013. O PS só elegeu 8 vereadores em vez dos 11 em 2013.


Total nacional: PS 39,1% dos votos; PSD 27,9%; CDU 9,5%; Independentes 6,8%; CDS 6,6% e BE 3,3%. Face a 2013 o PS aumenta 2,3 pontos percentuais, o PSD desce 1,2 pontos percentuais, a CDU desce 1,6 pontos percentuais, os Independentes baixam 0,1 pontos percentuais, o CDS sobe 0,9 pontos percentuais e o Bloco sobe 0,9 pontos percentuais. Resultado a tirar: o PCP/CDU perde em estar na geringonça enquanto o Bloco ganha.


Só quem vive a política como se fosse um derby de futebol pode estar hoje a pedir a cabeça de Pedro Passos Coelho, o homem que tirou Portugal do resgate financeiro e conseguiu reduzir o défice de 11% para 3%.


Assim como num jogo de futebol, quando o treinador não ganha querem despedi-lo. Assim estão alguns sociais-democratas a alinhar pelo diapasão da esquerda e dos opinion-makers, onde correr com Passos é uma missão. Interessa pouco as ideias que o líder do partido defende, interessa pouco que seja sério e coerente, que diga a verdade em vez de demagogia, que veja o país como uma missão. Isso até atrapalha os que estão sempre com os vencedores e que os abandonam quando deixam de o ser. Porque preferiam que o condenado lhes desse argumentos para a chacina. 


Enfim, vale de pouco as palavras contra um movimento imparável de substituição do líder do PSD.


Eu pela minha parte sou fiel a princípios, valores e ideias, e estou com quem sinto que os defende, seja vencedor ou perdedor. O mundo está cheio de escroques vencedores (e a política portuguesa é especialmente rica neles). 


 P.S: Para substituir o Pedro Passos Coelho só um Miguel Poiares Maduro.

Autárquicas: Afinal a vitória esmagadora do PS foram menos três mandatos

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 As facas estavam de tal maneira afiadas contra Pedro Passos Coelho, que ninguém realizou que afinal a esmagadora vitória do PS nas eleições autárquicas de 1 de outubro foram menos três mandatos face a 2013, foi passar de 11 mandatos para 8. Já o CDS e o PSD tiveram 4 mandatos em 2013 e agora têm 6, e que afinal Medina não ganhou a maioria absoluta em Lisboa que tinha sido conquistada em 2013. O PS só elegeu 8 vereadores em vez dos 11 em 2013.


Total nacional: PS 39,1% dos votos; PSD 27,9%; CDU 9,5%; Independentes 6,8%; CDS 6,6% e BE 3,3%. Face a 2013 o PS aumenta 2,3 pontos percentuais, o PSD desce 1,2 pontos percentuais, a CDU desce 1,6 pontos percentuais, os Independentes baixam 0,1 pontos percentuais, o CDS sobe 0,9 pontos percentuais e o Bloco sobe 0,9 pontos percentuais. Resultado a tirar: o PCP/CDU perde em estar na geringonça enquanto o Bloco ganha.


Só quem vive a política como se fosse um derby de futebol pode estar hoje a pedir a cabeça de Pedro Passos Coelho, o homem que tirou Portugal do resgate financeiro e conseguiu reduzir o défice de 11% para 3%.


Assim como num jogo de futebol, quando o treinador não ganha querem despedi-lo. Assim estão alguns sociais-democratas a alinhar pelo diapasão da esquerda e dos opinion-makers, correr com Passos é uma missão. Interessa pouco as ideias que o líder do partido defende, interessa pouco que seja sério e coerente, que diga a verdade em vez de demagogia, que veja o país como uma missão. Isso até atrapalha os que estão sempre com os vencedores e que os abandonam quando deixam de o ser. Porque preferiam que o condenado lhes desse argumentos para a chacina. 


Enfim, vale de pouco as palavras contra um movimento imparável de substituição do líder do PSD.


Eu pela minha parte sou fiel a princípios, valores e ideias, e estou com quem sinto que os defende, seja vencedor ou perdedor. O mundo está cheio de escroques vencedores (e a política portuguesa é especialmente rica neles). 


 P.S: Para substituir o Pedro Passos Coelho só um Miguel Poiares Maduro

Autárquicas: Afinal a vitória esmagadora do PS foram menos três mandatos

IMG_9741.JPG


 As facas estavam de tal maneira afiadas contra Pedro Passos Coelho, que ninguém realizou que afinal a esmagadora vitória do PS nas eleições autárquicas de 1 de outubro foram menos três mandatos face a 2013, foi passar de 11 mandatos para 8. Já o CDS e o PSD tiveram 4 mandatos em 2013 e agora têm 6, e que afinal Medina não ganhou a maioria absoluta em Lisboa que tinha sido conquistada em 2013. O PS só elegeu 8 vereadores em vez dos 11 em 2013.


Total nacional: PS 39,1% dos votos; PSD 27,9%; CDU 9,5%; Independentes 6,8%; CDS 6,6% e BE 3,3%. Face a 2013 o PS aumenta 2,3 pontos percentuais, o PSD desce 1,2 pontos percentuais, a CDU desce 1,6 pontos percentuais, os Independentes baixam 0,1 pontos percentuais, o CDS sobe 0,9 pontos percentuais e o Bloco sobe 0,9 pontos percentuais. Resultado a tirar: o PCP/CDU perde em estar na geringonça enquanto o Bloco ganha.


Só quem vive a política como se fosse um derby de futebol pode estar hoje a pedir a cabeça de Pedro Passos Coelho, o homem que tirou Portugal do resgate financeiro e conseguiu reduzir o défice de 11% para 3%.


Assim como num jogo de futebol, quando o treinador não ganha querem despedi-lo. Assim estão alguns sociais-democratas a alinhar pelo diapasão da esquerda e dos opinion-makers, correr com Passos é uma missão. Interessa pouco as ideias que o líder do partido defende, interessa pouco que seja sério e coerente, que diga a verdade em vez de demagogia, que veja o país como uma missão. Isso até atrapalha os que estão sempre com os vencedores e que os abandonam quando deixam de o ser. Porque preferiam que o condenado lhes desse argumentos para a chacina. 


Enfim, vale de pouco as palavras contra um movimento imparável de substituição do líder do PSD.


Eu pela minha parte sou fiel a princípios, valores e ideias, e estou com quem sinto que os defende, seja vencedor ou perdedor. O mundo está cheio de escroques vencedores (e a política portuguesa é especialmente rica neles). 


 P.S: Para substituir o Pedro Passos Coelho só um Miguel Poiares Maduro