Ora aqui está um filme bom. Recomendo Like Someone in Love: Filme de Abbas Kiarostami
Um filme sobre a tentação de projectar o desejo e trocar identidades.
Ora aqui está um filme bom. Recomendo Like Someone in Love: Filme de Abbas Kiarostami
Um filme sobre a tentação de projectar o desejo e trocar identidades.
Ora aqui está um filme bom. Recomendo Like Someone in Love: Filme de Abbas Kiarostami
Um filme sobre a tentação de projectar o desejo e trocar identidades.
O génio altera as condições do seu meio
O impulso destrutivo é também um impulso criativo
A marcha da civilização para a justiça é feita pelos que riem (Eça de Queiroz)
Há uma miséria moderna que não só não é defendida pela esquerda como é potenciada por ela. É a miséria da castração dos sonhos.
"Sou como Santo Agostinho, prefiro estar com Deus contra os homens, do que estar com os homens contra Deus" Aristides Sousa Mendes
O país é de esquerda por preguiça e preconceito
O génio altera as condições do seu meio
O impulso destrutivo é também um impulso criativo
A marcha da civilização para a justiça é feita pelos que riem (Eça de Queiroz)
Há uma miséria moderna que não só não é defendida pela esquerda como é potenciada por ela. É a miséria da castração dos sonhos.
"Sou como Santo Agostinho, prefiro estar com Deus contra os homens, do que estar com os homens contra Deus" Aristides Sousa Mendes
O país é de esquerda por preguiça e preconceito
Como ainda há pouco escrevi isto, deixo-vos este esforço amador que talvez gostem.
Trata-se de técnica mista sobre papel, não tem título e é datado de Abril do corrente ano.
Como ainda há pouco escrevi isto, deixo-vos este esforço amador que talvez gostem.
Trata-se de técnica mista sobre papel, não tem título e é datado de Abril do corrente ano.
Sou um artista plástico amador. Faço-o por higiene mental: nada melhor que uns pincéis, um pouco de tinta e inspiração q.b para desintoxicar-me da realidade. E no entanto, na minha condição de amador a importância do outro, nomeadamente dos grandes génios, é fundamental: são precisos exemplos e ideias sobre as quais poderemos construir nós mesmos o nosso pequeno universo.
Serve este intróito para duas coisas. Por um lado, convocar os meus leitores, caso não o tenham feito, a irem ver a exposição que está patente no CAM – Centro de arte moderna da Fundação Calouste Gulbenkian: “ Sob o Signo de Amadeo - Um Século de Arte”, e que a poderão visitar até 19 de Janeiro de 2014. Como, por outro lado, zarpar para Lisboa e ir ao Museu do Chiado ou Museu Nacional de Arte Contemporânea, o espaço museológico da capital que mais de agrada, visitar “ABECEDÁRIO – 40 anos do Ar.Co”, em que se homenageia a criação, em 1973, do Centro de Arte e Comunicação Visual… Essa notável fábrica de verdadeiros artistas!
Sou um artista plástico amador. Faço-o por higiene mental: nada melhor que uns pincéis, um pouco de tinta e inspiração q.b para desintoxicar-me da realidade. E no entanto, na minha condição de amador a importância do outro, nomeadamente dos grandes génios, é fundamental: são precisos exemplos e ideias sobre as quais poderemos construir nós mesmos o nosso pequeno universo.
Serve este intróito para duas coisas. Por um lado, convocar os meus leitores, caso não o tenham feito, a irem ver a exposição que está patente no CAM – Centro de arte moderna da Fundação Calouste Gulbenkian: “ Sob o Signo de Amadeo - Um Século de Arte”, e que a poderão visitar até 19 de Janeiro de 2014. Como, por outro lado, zarpar para Lisboa e ir ao Museu do Chiado ou Museu Nacional de Arte Contemporânea, o espaço museológico da capital que mais de agrada, visitar “ABECEDÁRIO – 40 anos do Ar.Co”, em que se homenageia a criação, em 1973, do Centro de Arte e Comunicação Visual… Essa notável fábrica de verdadeiros artistas!
Há imagens de marca. E esta imagem marca a postura intransigente dos senhores do Palácio Ratton (a maioria deles) contra as medidas concreta, muitas delas temporárias, do executivo num tempo particularmente difícil: uma caixa de chumbos!
Há imagens de marca. E esta imagem marca a postura intransigente dos senhores do Palácio Ratton (a maioria deles) contra as medidas concreta, muitas delas temporárias, do executivo num tempo particularmente difícil: uma caixa de chumbos!
Na edição de hoje do DN, o ex-presidente da República, Jorge Sampaio, elogia, na sua página de opinião no secular matutino os "heróis anónimos da democracia". Da minha parte, o resultado previsto na sondagem para a CM do Porto, com a vitória tangencial de Rui Moreira é um exemplo disto mesmo, ele é um verdadeiro herói, até porque os outros, os "profissionais da política", achavam que eram "favas contadas".
A este respeito recordo um episódio protagonizado pela candidata do PS à Câmara de Santarém, Idália Serrão, aquando do debate organizado pela Fundação Passos Canavarro. Ela virou-se para o candidato independente, Francisco Mendes, e ex-militante social-democrata, dizendo-lhe: "Sabes, Francisco: Eu nunca tive que entregar o meu cartão de militante para fazer política". Com a soberba e esta falta de respeito democrático pelo adversário, a coitada, a ver as suas ambições a andarem às arrecuas, esquecendo-se que, de há uns tempos para cá, a política local deixou de ser a coutada dos partidos deu um valente pontapé na democracia!
Na edição de hoje do DN, o ex-presidente da República, Jorge Sampaio, elogia, na sua página de opinião no secular matutino os "heróis anónimos da democracia". Da minha parte, o resultado previsto na sondagem para a CM do Porto, com a vitória tangencial de Rui Moreira é um exemplo disto mesmo, ele é um verdadeiro herói, até porque os outros, os "profissionais da política", achavam que eram "favas contadas".
A este respeito recordo um episódio protagonizado pela candidata do PS à Câmara de Santarém, Idália Serrão, aquando do debate organizado pela Fundação Passos Canavarro. Ela virou-se para o candidato independente, Francisco Mendes, e ex-militante social-democrata, dizendo-lhe: "Sabes, Francisco: Eu nunca tive que entregar o meu cartão de militante para fazer política". Com a soberba e esta falta de respeito democrático pelo adversário, a coitada, a ver as suas ambições a andarem às arrecuas, esquecendo-se que, de há uns tempos para cá, a política local deixou de ser a coutada dos partidos deu um valente pontapé na democracia!
Há neste país tantos jogos de poder e intrigas que nem consigo já ver na televisão mais do que os inofensivos Os Portugueses Pelo Mundo e o Masterchef Austrália. Nem para a Quadratura do Círculo já tenho pachorra.
Neste país é tão fácil ser mal entendido. Anda meio mundo a desconfiar de meio mundo. O pior de tudo é que não é mania da perseguição, há muitas razões para desconfiança.
Portugal mais longe de voltar aos mercados. A culpa é da crise Portas e do Tribunal Constitucional. Não é uma falha de previsão de Vítor Gaspar, nem é culpa do IGCP (que tem uma belíssima equipe).
Já repararam na novela GES/Pedro Queiroz Pereira? Por trás, mais uma vez, Álvaro Sobrinho. Sobrinho está em todo o lado. É uma espécie de Professor Moriarty. Está sempre atrás de todas as patifarias ao presidente do BES.
Não gosto de cabalas e o presidente do BES está demasiadas vezes a ser julgado na praça pública (com a ajuda de alguns jornais) sem o estar a ser nas instâncias oficiais. Portanto estamos a falar de meras intrigas que sustentam uma cabala. A ideia de uma sucessão no Grupo da família Espírito Santo no horizonte aguça o engenho das intrigas. Defender Ricardo Salgado pode não ser políticamente correcto, mas é justo, o que é mais importante.
Chineses da Three Gorges afinal já não vão construir a fábrica de turbinas eólicas em Portugal que prometeram quando quiseram ganhar a privatização da EDP. Dizem que só adiaram, mas há quem fale de uma resposta ao fim de algumas rendas da EDP.
Haveria mais para dizer, mas não posso escrever.
Há neste país tantos jogos de poder e intrigas que nem consigo já ver na televisão mais do que os inofensivos Os Portugueses Pelo Mundo e o Masterchef Austrália. Nem para a Quadratura do Círculo já tenho pachorra.
Neste país é tão fácil ser mal entendido. Anda meio mundo a desconfiar de meio mundo. O pior de tudo é que não é mania da perseguição, há muitas razões para desconfiança.
Portugal mais longe de voltar aos mercados. A culpa é da crise Portas e do Tribunal Constitucional. Não é uma falha de previsão de Vítor Gaspar, nem é culpa do IGCP (que tem uma belíssima equipe).
Já repararam na novela GES/Pedro Queiroz Pereira? Por trás, mais uma vez, Álvaro Sobrinho. Sobrinho está em todo o lado. É uma espécie de Professor Moriarty. Está sempre atrás de todas as patifarias ao presidente do BES.
Não gosto de cabalas e o presidente do BES está demasiadas vezes a ser julgado na praça pública (com a ajuda de alguns jornais) sem o estar a ser nas instâncias oficiais. Portanto estamos a falar de meras intrigas que sustentam uma cabala. A ideia de uma sucessão no Grupo da família Espírito Santo no horizonte aguça o engenho das intrigas. Defender Ricardo Salgado pode não ser políticamente correcto, mas é justo, o que é mais importante.
Chineses da Three Gorges afinal já não vão construir a fábrica de turbinas eólicas em Portugal que prometeram quando quiseram ganhar a privatização da EDP. Dizem que só adiaram, mas há quem fale de uma resposta ao fim de algumas rendas da EDP.
Haveria mais para dizer, mas não posso escrever.
Como é possível que José Rodrigues dos Santos tenha sido traduzido em francês e lido por 2 milhões de pessoas? Será por causa do seu fatal piscar de olhos?
Deve ser isso. Rodrigues dos Santos, com a sua assinatura ocular, está a dar uma lição de marketing!
Como é possível que José Rodrigues dos Santos tenha sido traduzido em francês e lido por 2 milhões de pessoas? Será por causa do seu fatal piscar de olhos?
Deve ser isso. Rodrigues dos Santos, com a sua assinatura ocular, está a dar uma lição de marketing!

Eu volto a bater na mesma tecla. Não me lembro de pior campanha eleitoral do que a actual. A falta de rigor, o péssimo marketing político demonstrado pode ser lido como um bom retrato da situação a que chegamos. Não é preciso muito: basta um pouco de massa cinzenta.
Em Portugal, como em outros estados europeus, a falta de pragmatismo e de visão crítica da realidade é notória, como explicará a situação difícil que a maioria dos europeus vive! Vejamos este exemplo, o local onde foram afixados estes cartazes do PSD: em contentores de lixo. Será que esta gente não conhece o alcance desta decisão? Por outro lado, é completamente descabido um partido colocar os seus cartazes em locais ou em bens públicos, i.e., pertencentes à comunidade em geral. Dá a ideia que os caixotes do lixo são propriedade deles! Se calhar até são! E nesse caso o PSD local (não consegui apurar a sua origem geográfica) é mesmo lixo, pelo que é conveniente que não se vote neles!
P.S. – Em última instância estarão eles a dizer, porque a política anda (se calhar sempre andou) nas ruas da amargura que os políticos são lixo? Quiçá esta é a mensagem política, e bem sublimar, que eles quiseram transmitir?

Eu volto a bater na mesma tecla. Não me lembro de pior campanha eleitoral do que a actual. A falta de rigor, o péssimo marketing político demonstrado pode ser lido como um bom retrato da situação a que chegamos. Não é preciso muito: basta um pouco de massa cinzenta.
Em Portugal, como em outros estados europeus, a falta de pragmatismo e de visão crítica da realidade é notória, como explicará a situação difícil que a maioria dos europeus vive! Vejamos este exemplo, o local onde foram afixados estes cartazes do PSD: em contentores de lixo. Será que esta gente não conhece o alcance desta decisão? Por outro lado, é completamente descabido um partido colocar os seus cartazes em locais ou em bens públicos, i.e., pertencentes à comunidade em geral. Dá a ideia que os caixotes do lixo são propriedade deles! Se calhar até são! E nesse caso o PSD local (não consegui apurar a sua origem geográfica) é mesmo lixo, pelo que é conveniente que não se vote neles!
P.S. – Em última instância estarão eles a dizer, porque a política anda (se calhar sempre andou) nas ruas da amargura que os políticos são lixo? Quiçá esta é a mensagem política, e bem sublimar, que eles quiseram transmitir?
Eu estive mal. Não se deve insultar ninguém mesmo num quadro da dita "liberdade de opinião". Porém são matérias que nos podem levar numa grande viagem: até onde pode ir a nossa liberdade de opinião? Há tempos um conhecido comentador chamou o que chamou ao Presidente da República. Ele considerou ser uma injúria contra a sua pessoa, e de facto dizer-se que alguém, e logo o principal símbolo da república, é um "palhaço" tem que ter consequências. O comentador reconheceu que esteve mal, não disfarçando, no entanto, o seu desconforto com a acção política do Presidente Cavaco Silva. Porém tudo ficou em águas de bacalhau. Num país onde nada acontece o caso foi arquivado. Nos Estados Unidos, que são um povo de outra colheita, e à boleia da primeira emenda, a rede é bem mais larga: inclusivé, como aconteceu no Texas, desde que consiga provar que foi para marcar um posicionamento crítico, pode-se pegar fogo à bandeira nacional. Aqui teria caído o Carmo e a Trindade, lá nada aconteceu. Efectivamente o americano é mais livre que o português, e do que o europeu em geral. Porque, e falando do português em particular, ainda não conseguimos superar a barreira ética e paternalista que o salazarismo durante épocas impôs!
Uma outra nota. Quando falamos em ofensas – como chamar energúmeno a um presidente de câmara – temos que entender se elas são pessoais ou políticas? O tratamento de que foi alvo por parte de um crítico de arte o Presidente Rui Rio foi exclusivamente por causa da gestão ou ideia que ele tinha sobre a Casa da Música, nomeadamente aquando da exoneração de Pedro Burmester da sua administração. Foi uma história que fez correr muita tinta e, numa segunda instância, Augusto M Seabra, foi ilibado do crime de injúrias contra o edil. Foi uma boa decisão porque o termo forte utilizado não se aplicava à pessoa em si, o que é condenável, mas em respeito ao seu posicionamento programático relativo a essa sala de espectáculos, que deveria ser um espaço elitista (pois só pessoas de um certo patamar cultural gostam da musica erudita). Por outro lado, quando se assumem posicionamentos ou lugares públicos, porque se metem a jeito, as pessoas deixam de ser “profundamente” livres, e os seus actos escrutinados até à exaustão.
O meu pai foi dirigente partidário e é um homem com estômago de ferro. Perante aquilo que lhe diziam, e foram tantos (maioritariamente jornalistas), e se tivesse a envergadura de certas aves raras do nosso tecido político, passaria a vida em tribunais. Não. Ele sobreviveu porque soube engolir em seco, porque caso contrário estaria, como os demais, feito ao bife!
A ler: "A Liberdade de Expressão em Tribunais" de Francisco Teixeira da Mota. Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2013
Eu estive mal. Não se deve insultar ninguém mesmo num quadro da dita "liberdade de opinião". Porém são matérias que nos podem levar numa grande viagem: até onde pode ir a nossa liberdade de opinião? Há tempos um conhecido comentador chamou o que chamou ao Presidente da República. Ele considerou ser uma injúria contra a sua pessoa, e de facto dizer-se que alguém, e logo o principal símbolo da república, é um "palhaço" tem que ter consequências. O comentador reconheceu que esteve mal, não disfarçando, no entanto, o seu desconforto com a acção política do Presidente Cavaco Silva. Porém tudo ficou em águas de bacalhau. Num país onde nada acontece o caso foi arquivado. Nos Estados Unidos, que são um povo de outra colheita, e à boleia da primeira emenda, a rede é bem mais larga: inclusivé, como aconteceu no Texas, desde que consiga provar que foi para marcar um posicionamento crítico, pode-se pegar fogo à bandeira nacional. Aqui teria caído o Carmo e a Trindade, lá nada aconteceu. Efectivamente o americano é mais livre que o português, e do que o europeu em geral. Porque, e falando do português em particular, ainda não conseguimos superar a barreira ética e paternalista que o salazarismo durante épocas impôs!
Uma outra nota. Quando falamos em ofensas – como chamar energúmeno a um presidente de câmara – temos que entender se elas são pessoais ou políticas? O tratamento de que foi alvo por parte de um crítico de arte o Presidente Rui Rio foi exclusivamente por causa da gestão ou ideia que ele tinha sobre a Casa da Música, nomeadamente aquando da exoneração de Pedro Burmester da sua administração. Foi uma história que fez correr muita tinta e, numa segunda instância, Augusto M Seabra, foi ilibado do crime de injúrias contra o edil. Foi uma boa decisão porque o termo forte utilizado não se aplicava à pessoa em si, o que é condenável, mas em respeito ao seu posicionamento programático relativo a essa sala de espectáculos, que deveria ser um espaço elitista (pois só pessoas de um certo patamar cultural gostam da musica erudita). Por outro lado, quando se assumem posicionamentos ou lugares públicos, porque se metem a jeito, as pessoas deixam de ser “profundamente” livres, e os seus actos escrutinados até à exaustão.
O meu pai foi dirigente partidário e é um homem com estômago de ferro. Perante aquilo que lhe diziam, e foram tantos (maioritariamente jornalistas), e se tivesse a envergadura de certas aves raras do nosso tecido político, passaria a vida em tribunais. Não. Ele sobreviveu porque soube engolir em seco, porque caso contrário estaria, como os demais, feito ao bife!
A ler: "A Liberdade de Expressão em Tribunais" de Francisco Teixeira da Mota. Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2013
Este ano isto vai de mal a pior, não me lembro de uma campanha eleitoral tão ranhosa como esta. Por exemplo, como se vê nesta foto, até parece que o CDS-PP revisitou o universo fílmico de Emir Kusturica, e muito em particular o memorável "Gato preto, gato branco"!
Este ano isto vai de mal a pior, não me lembro de uma campanha eleitoral tão ranhosa como esta. Por exemplo, como se vê nesta foto, até parece que o CDS-PP revisitou o universo fílmico de Emir Kusturica, e muito em particular o memorável "Gato preto, gato branco"!
Subscrevo a crítica que Luís Miguel Oliveira escreve no Público (Ípsilon) a propósito de Blue Jasmine. Woody Allen faz neste filme o retrato da crise actual económico-financeira-social, retratando o downgrade social forçado a que a crise conduziu muita gente (caso Madoff como ténue pano de fundo), mais uma vez o realizador dá tudo por tudo no retrato psicológico de uma personagem (salvaguardando as devidas distâncias, é uma espécie de Dostoiévski do cinema, na medida em que concentra numa personagem toda a complexidade do ser humano diante de problemas universais. Nietzsche referiu-se a Dostoiévski como "o único psicólogo com que tenho algo a aprender").
Cate Blanchett a piscar o olho aos Óscares, merecidamente.
Não posso dizer que este é um filme de Woody Allen que me enche as medidas, porque sou uma fã dos seus filmes cómicos, como o Play it Again Sam; Annie Hall; Poderosa Afrodite; Hollywood Ending. Sempre achei que o Woody Allen faz imensa falta aos filmes dele. Mas há claramente aqui uma pausa na carreira de "cineasta municipal". O que não é mau.
Mas leiam a crítica do crítico do Ípsilon:
Subscrevo a crítica que Luís Miguel Oliveira escreve no Público (Ípsilon) a propósito de Blue Jasmine. Woody Allen faz neste filme o retrato da crise actual económico-financeira-social, retratando o downgrade social forçado a que a crise conduziu muita gente (caso Madoff como ténue pano de fundo), mais uma vez o realizador dá tudo por tudo no retrato psicológico de uma personagem (salvaguardando as devidas distâncias, é uma espécie de Dostoiévski do cinema, na medida em que concentra numa personagem toda a complexidade do ser humano diante de problemas universais. Nietzsche referiu-se a Dostoiévski como "o único psicólogo com que tenho algo a aprender").
Cate Blanchett a piscar o olho aos Óscares, merecidamente.
Não posso dizer que este é um filme de Woody Allen que me enche as medidas, porque sou uma fã dos seus filmes cómicos, como o Play it Again Sam; Annie Hall; Poderosa Afrodite; Hollywood Ending. Sempre achei que o Woody Allen faz imensa falta aos filmes dele. Mas há claramente aqui uma pausa na carreira de "cineasta municipal". O que não é mau.
Mas leiam a crítica do crítico do Ípsilon:
Eu tive a sorte de ter conhecido e privado com a Mimi Fogt, nascida em Paris em 1923 e que morreria no Algarve, em 2005.
Mimi chegou a Portugal nos finais dos nos 60, depois de ter vivido largos anos no México, por causa da luz do nosso país, fundamental para a sua pintura, e de Eça de Queiroz. Nos tempos em que ela e o seu companheiro, Alberto Ramirez Capmany, viveram em Sintra, construíram uma casa na serra a que lhe deram o nome de Relíquia.
Em 2001, ela e o Alberto, doaram à Fundação Passos Canavarro, parte significativa dos seus trabalhos: retratos, paisagens e nus. São óleos, aguarelas e desenhos de superior qualidade.
Faço esta referência porque um dos seus amigos portugueses foi António Ramos Rosa, que ontem nos deixou e que num dos seus catálogos (1994) compreendeu bem a sua arte: “ […] Como é prodigiosa a pureza das nuvens brancas que tu pintas e o céu de um azul tão puro que entre elas se entrevê!
Tu amas os contrários a leveza e a densidade e assim constróis o teu espaço de um equilíbrio que dança. ”
As obras de Mimi Fogt podem vistas na Casa-Museu Passos Canavarro, em Santarém, todos os dias excepto segundas-feiras das 10 às 13 e das 15 às 18 horas.
Eu tive a sorte de ter conhecido e privado com a Mimi Fogt, nascida em Paris em 1923 e que morreria no Algarve, em 2005.
Mimi chegou a Portugal nos finais dos nos 60, depois de ter vivido largos anos no México, por causa da luz do nosso país, fundamental para a sua pintura, e de Eça de Queiroz. Nos tempos em que ela e o seu companheiro, Alberto Ramirez Capmany, viveram em Sintra, construíram uma casa na serra a que lhe deram o nome de Relíquia.
Em 2001, ela e o Alberto, doaram à Fundação Passos Canavarro, parte significativa dos seus trabalhos: retratos, paisagens e nus. São óleos, aguarelas e desenhos de superior qualidade.
Faço esta referência porque um dos seus amigos portugueses foi António Ramos Rosa, que ontem nos deixou e que num dos seus catálogos (1994) compreendeu bem a sua arte: “ […] Como é prodigiosa a pureza das nuvens brancas que tu pintas e o céu de um azul tão puro que entre elas se entrevê!
Tu amas os contrários a leveza e a densidade e assim constróis o teu espaço de um equilíbrio que dança. ”
As obras de Mimi Fogt podem vistas na Casa-Museu Passos Canavarro, em Santarém, todos os dias excepto segundas-feiras das 10 às 13 e das 15 às 18 horas.
António Ramos Rosa (1924-2013, RIP)
Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas
Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio
Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação
Não posso adiar o coração
António Ramos Rosa, in "Viagem Através de uma Nebulosa"
António Ramos Rosa (1924-2013, RIP)
Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas
Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio
Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação
Não posso adiar o coração
António Ramos Rosa, in "Viagem Através de uma Nebulosa"
Foi publicado aqui, pelo António Canavarro, um post a insultar Angela Merkel, que eu por lapso só hoje vi. Já foi apagado. Peço desculpa pelo mau gosto do post que alguém publicou no Facebook do meu colega do blog. O António não teve intenção de insultar ninguém, mas achou graça a um insulto e resolveu publicá-lo. Pelo facto o Farpas pede desculpa.
Foi publicado aqui, pelo António Canavarro, um post a insultar Angela Merkel, que eu por lapso só hoje vi. Já foi apagado. Peço desculpa pelo mau gosto do post que alguém publicou no Facebook do meu colega do blog. O António não teve intenção de insultar ninguém, mas achou graça a um insulto e resolveu publicá-lo. Pelo facto o Farpas pede desculpa.
Tenho a sorte de conhecer pessoalmente todos os candidatos às eleições autárquicas de Santarém. Conheço todos e em todos vejo qualidades humanas que no entanto não são condição para que neles eu vote. Tem que ser um processo de muita e qualificada reflexão!
Do Bloco ao CDS-PP conheço-os a todos, e entre os extremos prefiro a virtude, o centro. Que centro? O centro invariavelmente acaba incondicionalmente no arco de governação, no eixo socialista / sociais-democratas, o que dá a ideia que depois de extrapolados resultados poderemos aferir aqui os resultados nacionais. Será então o concelho de Santarém, um concelho tipo, daqueles em que as empresas de sondagens poderão fazer as suas sondagens à boca das urnas?
É claro que não. Não estamos no escrutínio nacional, nem tampouco os dirigentes políticos poderão tirar grandes ilações, mesmo que, num passado não muito distante um primeiro-ministro se tenha demitido graças aos maus resultados do seu partido. Ele não fez bem, preferiu a tempestade política a dar a volta ao texto, como tampouco faz mal quem vê nestas eleições a forma ideal para castigar o governo central. Com que então preferem ter um mau executivo camarário a poderem dar uma “chicotada” nos governantes.?
Naturalmente os socialistas, à boleia de um problema que eles iniciaram (e que maioria do eleitorado já se esqueceu) vão tirar os seus dividendos. Não faço ideia se o cenário será este, até porque já ouvi para ai que também serão severamente penalizados. Seja como for, vão ser umas eleições muito interessantes para serem seguidas, por exemplo: quais irão ser os resultados no Porto? Oeiras? E, já agora, no nosso burgo embora todas as sondagens – ontem o PS local teve acessos ao seu próprio estudo – conhecidas dão o PSD como presumível vencedor?
Naturalmente irei votar: sei em quem irei votar para a Câmara e Assembleia Municipal, pois há muito tempo que tenho essa ideia bem presente, não sei quem merecerá o meu voto para a Junta de Freguesia. Se ainda vivesse em Santarém sei bem a quem daria o meu voto, mas vivendo numa nova freguesia, as Abitureiras, na aldeia da Póvoa do Conde, de três, uma: voto conforme a minha ideologia (o que num contexto de eleições locais não tem sentido), “ao calhas” (o que é profundamente estúpido e até imoral) ou então voto em branco (sinal do meu pouco entrosamento no meu local de residência). Tenho ainda tempo para pensar…
Nas eleições locais prefiro as pessoas aos partidos, inclusive agrada-me muito a existência de movimentos de cidadãos, o que pelas razões supra referidas é chão que dará frutos, e, no entanto, porque as lógicas partidárias teimam em prevalecer, havendo mesmo candidatos que não veem os efeitos profundamente democráticos desta via, serão sempre marginalizados. È a ditadura do multipartidarismo contra a vontade legítima dos cidadãos a demonstrarem que a democracia é antes de tudo um exercício de cidadania! Eu não tenho cartão de coisíssima nenhuma, e não me venham com a treta que para sermos temos que pertencer ao quer eu seja. Gosto da minha independência ao directórios de que me dizem o e como o fazer. Sou um animal político, todos o somos... mas ao menos não sou domesticado! Nasci e morrerei selvagem!
Tenho a sorte de conhecer pessoalmente todos os candidatos às eleições autárquicas de Santarém. Conheço todos e em todos vejo qualidades humanas que no entanto não são condição para que neles eu vote. Tem que ser um processo de muita e qualificada reflexão!
Do Bloco ao CDS-PP conheço-os a todos, e entre os extremos prefiro a virtude, o centro. Que centro? O centro invariavelmente acaba incondicionalmente no arco de governação, no eixo socialista / sociais-democratas, o que dá a ideia que depois de extrapolados resultados poderemos aferir aqui os resultados nacionais. Será então o concelho de Santarém, um concelho tipo, daqueles em que as empresas de sondagens poderão fazer as suas sondagens à boca das urnas?
É claro que não. Não estamos no escrutínio nacional, nem tampouco os dirigentes políticos poderão tirar grandes ilações, mesmo que, num passado não muito distante um primeiro-ministro se tenha demitido graças aos maus resultados do seu partido. Ele não fez bem, preferiu a tempestade política a dar a volta ao texto, como tampouco faz mal quem vê nestas eleições a forma ideal para castigar o governo central. Com que então preferem ter um mau executivo camarário a poderem dar uma “chicotada” nos governantes.?
Naturalmente os socialistas, à boleia de um problema que eles iniciaram (e que maioria do eleitorado já se esqueceu) vão tirar os seus dividendos. Não faço ideia se o cenário será este, até porque já ouvi para ai que também serão severamente penalizados. Seja como for, vão ser umas eleições muito interessantes para serem seguidas, por exemplo: quais irão ser os resultados no Porto? Oeiras? E, já agora, no nosso burgo embora todas as sondagens – ontem o PS local teve acessos ao seu próprio estudo – conhecidas dão o PSD como presumível vencedor?
Naturalmente irei votar: sei em quem irei votar para a Câmara e Assembleia Municipal, pois há muito tempo que tenho essa ideia bem presente, não sei quem merecerá o meu voto para a Junta de Freguesia. Se ainda vivesse em Santarém sei bem a quem daria o meu voto, mas vivendo numa nova freguesia, as Abitureiras, na aldeia da Póvoa do Conde, de três, uma: voto conforme a minha ideologia (o que num contexto de eleições locais não tem sentido), “ao calhas” (o que é profundamente estúpido e até imoral) ou então voto em branco (sinal do meu pouco entrosamento no meu local de residência). Tenho ainda tempo para pensar…
Nas eleições locais prefiro as pessoas aos partidos, inclusive agrada-me muito a existência de movimentos de cidadãos, o que pelas razões supra referidas é chão que dará frutos, e, no entanto, porque as lógicas partidárias teimam em prevalecer, havendo mesmo candidatos que não veem os efeitos profundamente democráticos desta via, serão sempre marginalizados. È a ditadura do multipartidarismo contra a vontade legítima dos cidadãos a demonstrarem que a democracia é antes de tudo um exercício de cidadania! Eu não tenho cartão de coisíssima nenhuma, e não me venham com a treta que para sermos temos que pertencer ao quer eu seja. Gosto da minha independência ao directórios de que me dizem o e como o fazer. Sou um animal político, todos o somos... mas ao menos não sou domesticado! Nasci e morrerei selvagem!
Depois de um longo interregno voltei às páginas do Correio do Ribatejo, com um artigo de opinião sobre as eleições autárquicas, que o deixo aqui para vossa consideração
Faz já muito tempo que não escrevo nas páginas deste jornal, e à boleia das eleições autárquicas que a passos largos se aproximam encontrei razão quanto baste para regressar. Não vou também, pois não parece que fique bem, apelar ao voto. Cada um em consciência sabe se deve ou não fazê-lo e muito menos indicar quem merece o meu escrutínio.
Uma coisa é certa e que o porventura escapa à maioria dos leitores do Correio, e quiçá aos próprios candidatos? Se há uma eleição que se traduz numa clara relação entre o cidadão eleitor e o cidadão eleito é esta. E a explicação, embora matemática, é fácil e etimológica: chama-se polis. Nascida nas calendas gregas, a polis quer dizer cidade. Não só o espaço físico urbano, mas a totalidade geográfica, i.e., tanto o cidadão da urbe como o do campo fazem parte deste todo, pelo que num acto eleitoral desta tipologia, em que se escolhem os presidentes das câmaras, das juntas de freguesia e as diversas assembleias municipais, torna estas eleições autárquicas “verdadeiramente políticas”, até porque são aquelas que costumam ter maior afluência de eleitores, que de per se é bem significativo! Não obstante, é particularmente interessante pensar se os candidatos, seja em Santarém ou em qualquer outro canto do país, concorrem a esta eleições tendo em conta esta variável ou se partiram para esta eleição, por estarem, por assim dizer, em banho-maria ou nos desertos que a política “oferece”, na expectativa de ganharem asas para outros voos?
Se é certo e natural que nem todos merecem o meu voto. É preciso avisar, seja quem for o vencedor, seja “habitué” ou não nestas andanças, que os mandatos são para serem cumpridos e que depois, com todo o direito – nomeadamente se tiverem uma folha de serviços imaculada - poderão fazer as malas a zarpar e terem a sorte e o engenho para irem pregar para outras freguesias, seja por aqui bem pertinho ou algures na “orbe europeia”. A política e nós simples cidadãos agradecemos!
Depois de um longo interregno voltei às páginas do Correio do Ribatejo, com um artigo de opinião sobre as eleições autárquicas, que o deixo aqui para vossa consideração
Faz já muito tempo que não escrevo nas páginas deste jornal, e à boleia das eleições autárquicas que a passos largos se aproximam encontrei razão quanto baste para regressar. Não vou também, pois não parece que fique bem, apelar ao voto. Cada um em consciência sabe se deve ou não fazê-lo e muito menos indicar quem merece o meu escrutínio.
Uma coisa é certa e que o porventura escapa à maioria dos leitores do Correio, e quiçá aos próprios candidatos? Se há uma eleição que se traduz numa clara relação entre o cidadão eleitor e o cidadão eleito é esta. E a explicação, embora matemática, é fácil e etimológica: chama-se polis. Nascida nas calendas gregas, a polis quer dizer cidade. Não só o espaço físico urbano, mas a totalidade geográfica, i.e., tanto o cidadão da urbe como o do campo fazem parte deste todo, pelo que num acto eleitoral desta tipologia, em que se escolhem os presidentes das câmaras, das juntas de freguesia e as diversas assembleias municipais, torna estas eleições autárquicas “verdadeiramente políticas”, até porque são aquelas que costumam ter maior afluência de eleitores, que de per se é bem significativo! Não obstante, é particularmente interessante pensar se os candidatos, seja em Santarém ou em qualquer outro canto do país, concorrem a esta eleições tendo em conta esta variável ou se partiram para esta eleição, por estarem, por assim dizer, em banho-maria ou nos desertos que a política “oferece”, na expectativa de ganharem asas para outros voos?
Se é certo e natural que nem todos merecem o meu voto. É preciso avisar, seja quem for o vencedor, seja “habitué” ou não nestas andanças, que os mandatos são para serem cumpridos e que depois, com todo o direito – nomeadamente se tiverem uma folha de serviços imaculada - poderão fazer as malas a zarpar e terem a sorte e o engenho para irem pregar para outras freguesias, seja por aqui bem pertinho ou algures na “orbe europeia”. A política e nós simples cidadãos agradecemos!
Estas autárquicas não param de nos espantar. Em Valdreu, uma freguesia do concelho de Vila Verde, Braga, o senhor José Soares Sousa, conhecido de ‘O Costela’, é simultaneamente candidatado nas próximas eleições pelo Partido Socialista e pelo CDS-PP.
O caso é de facto muito estranho, mas deve ser isso mesmo a razão da sua alcunha: 2ª, 4ª e 6ª têm uma costela socialista, à 3ª e à 5ª feira uma costela popular e ao fim-de-semana descansa-se que isto de virar costelas deverá cansar muitíssimo!
Estas autárquicas não param de nos espantar. Em Valdreu, uma freguesia do concelho de Vila Verde, Braga, o senhor José Soares Sousa, conhecido de ‘O Costela’, é simultaneamente candidatado nas próximas eleições pelo Partido Socialista e pelo CDS-PP.
O caso é de facto muito estranho, mas deve ser isso mesmo a razão da sua alcunha: 2ª, 4ª e 6ª têm uma costela socialista, à 3ª e à 5ª feira uma costela popular e ao fim-de-semana descansa-se que isto de virar costelas deverá cansar muitíssimo!
Não, eu não fiz, nem tenho 47 anos. Quem escreveu este post foi o António Canavarro.
Estou francamente preocupada com o facto de haver amigos meus que me deram os parabéns. Eu percebo que quando abrem o post aparece o texto da Sapo sem o autor, e isso gera confusão. Mas como é possível que admitam a possibilidade de eu ter 47 anos?! Ó my god! Bem vá lá, desta vez passa, para a próxima não vos valherá as desculpas.
Não, eu não fiz, nem tenho 47 anos. Quem escreveu este post foi o António Canavarro.
Estou francamente preocupada com o facto de haver amigos meus que me deram os parabéns. Eu percebo que quando abrem o post aparece o texto da Sapo sem o autor, e isso gera confusão. Mas como é possível que admitam a possibilidade de eu ter 47 anos?! Ó my god! Bem vá lá, desta vez passa, para a próxima não vos valherá as desculpas.
Vejam este vídeo que o PSD de Barcelos fez para as actuais eleições e digam o que vos parece?
Vejam este vídeo que o PSD de Barcelos fez para as actuais eleições e digam o que vos parece?
O pobre cidadão de Gaia que se queixava de não ter apoios, e o seu verdadeiro apoiante era o carequinha do seu neto, resolveu o problema de forma muito eficaz. Global!
O pobre cidadão de Gaia que se queixava de não ter apoios, e o seu verdadeiro apoiante era o carequinha do seu neto, resolveu o problema de forma muito eficaz. Global!

Já havia publicado aqui o vídeo memorável do candidato do PTP, Partido Trabalhista Português, a Vila Nova de Gaia e que se tornou viral na iternet. Pois bem, porque se calhar tem pouco para fazer na vida, encontrei na internet a página que uns rapazes dedicaram a estas eleições autárquicas: Tesourinhos das Autárquicas 2013!

Já havia publicado aqui o vídeo memorável do candidato do PTP, Partido Trabalhista Português, a Vila Nova de Gaia e que se tornou viral na iternet. Pois bem, porque se calhar tem pouco para fazer na vida, encontrei na internet a página que uns rapazes dedicaram a estas eleições autárquicas: Tesourinhos das Autárquicas 2013!
"A confiança que temos em nós mesmos, reflecte-se em grande parte, na confiança que temos nos outros."
Duque de La Rochefoucauld 1613 - 1680
"A confiança que temos em nós mesmos, reflecte-se em grande parte, na confiança que temos nos outros."
Duque de La Rochefoucauld 1613 - 1680
Hoje faço anos, completei 47 anos de existência. E mais do que andar a pedir que me enviem votos de felicidade, para tanto o Facebook serve na perfeição, é tempo para pensar. Tenho dois filhos que adoro e é neles que penso agora: que mundo eu lhes posso oferecer? Lembro-me também dos meus progenitores, sem os quais não estaria aqui, para recordar a geração deles, a geração dos sonhadores, dos idealismos de cartilha, para recordar que, sem culpar ninguém em particular, foram eles que nos meteram neste túnel onde a luz teima em não aparecer. Lembro-me também do Papa Francisco que, sem o génio teológico de Bento XVI, e com a idade do meu pai, anda a pôr os pontos nos "is"!
A meu ver o mundo só tem uma solução, algo em que há muito tenho pensado, e que felizmente vejo escarrapachado num livro: Falta religação social, já chega de uns a remar para um lado, e os outros para o outro, como se fossemos de mundos diferentes. E por muito crente que eu seja, não me venham com a "escapadela" habitual do "se Deus quiser". Muito bem: Ele quer, e nós queremos?
Hoje faço anos, completei 47 anos de existência. E mais do que andar a pedir que me enviem votos de felicidade, para tanto o Facebook serve na perfeição, é tempo para pensar. Tenho dois filhos que adoro e é neles que penso agora: que mundo eu lhes posso oferecer? Lembro-me também dos meus progenitores, sem os quais não estaria aqui, para recordar a geração deles, a geração dos sonhadores, dos idealismos de cartilha, para recordar que, sem culpar ninguém em particular, foram eles que nos meteram neste túnel onde a luz teima em não aparecer. Lembro-me também do Papa Francisco que, sem o génio teológico de Bento XVI, e com a idade do meu pai, anda a pôr os pontos nos "is"!
A meu ver o mundo só tem uma solução, algo em que há muito tenho pensado, e que felizmente vejo escarrapachado num livro: Falta religação social, já chega de uns a remar para um lado, e os outros para o outro, como se fossemos de mundos diferentes. E por muito crente que eu seja, não me venham com a "escapadela" habitual do "se Deus quiser". Muito bem: Ele quer, e nós queremos?
Com tantos espaços nocturnos na cidade de Santarém pertencentes ao grupo El Galego estou convencido que a capital de distrito poderia mudar o nome para Galiza. Piadas à parte, e porque felizmente ainda há gente que invista nesta cidade, dou-vos a conhecer o novo espaço desta cidade, situado no conhecido jardim escalabitano das Portas do Sol, e que numa bela homenagem ao rio que nos banha se chama Tejá!
E, já agora e para puxar a brasa à minha sardinha, podem sempre fazer um passeio com história, visitando a Casa-Museu Passos Canavarro. Edifício adquirido por Manuel da Silva Passos, político que ficou na história como Passos Manuel, e que foi imortalizado por Almeida Garrett nas páginas de "Viagens na Minha Terra".
Com tantos espaços nocturnos na cidade de Santarém pertencentes ao grupo El Galego estou convencido que a capital de distrito poderia mudar o nome para Galiza. Piadas à parte, e porque felizmente ainda há gente que invista nesta cidade, dou-vos a conhecer o novo espaço desta cidade, situado no conhecido jardim escalabitano das Portas do Sol, e que numa bela homenagem ao rio que nos banha se chama Tejá!
E, já agora e para puxar a brasa à minha sardinha, podem sempre fazer um passeio com história, visitando a Casa-Museu Passos Canavarro. Edifício adquirido por Manuel da Silva Passos, político que ficou na história como Passos Manuel, e que foi imortalizado por Almeida Garrett nas páginas de "Viagens na Minha Terra".

"Creio que a verdade é perfeita para a matemática, a química, a filosofia, mas não para a vida. Na vida contam mais a ilusão, a imaginação, o desejo, a esperança."

"Creio que a verdade é perfeita para a matemática, a química, a filosofia, mas não para a vida. Na vida contam mais a ilusão, a imaginação, o desejo, a esperança."
A Guerra que Aflige com seus Esquadrões A guerra, que aflige com os seus esquadrões o Mundo,
É o tipo perfeito do erro da filosofia.
A guerra, como tudo humano, quer alterar.
Mas a guerra, mais do que tudo, quer alterar e alterar muito
E alterar depressa.
Mas a guerra inflige a morte.
E a morte é o desprezo do Universo por nós.
Tendo por consequência a morte, a guerra prova que é falsa.
Sendo falsa, prova que é falso todo o querer-alterar.
Deixemos o universo exterior e os outros homens onde a Natureza os pôs.
Tudo é orgulho e inconsciência.
Tudo é querer mexer-se, fazer coisas, deixar rasto.
Para o coração e o comandante dos esquadrões
Regressa aos bocados o universo exterior.
A química directa da Natureza
Não deixa lugar vago para o pensamento.
A humanidade é uma revolta de escravos.
A humanidade é um governo usurpado pelo povo.
Existe porque usurpou, mas erra porque usurpar é não ter direito.
Deixai existir o mundo exterior e a humanidade natural!
Paz a todas as coisas pré-humanas, mesmo no homem,
Paz à essência inteiramente exterior do Universo!
Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
A Guerra que Aflige com seus Esquadrões A guerra, que aflige com os seus esquadrões o Mundo,
É o tipo perfeito do erro da filosofia.
A guerra, como tudo humano, quer alterar.
Mas a guerra, mais do que tudo, quer alterar e alterar muito
E alterar depressa.
Mas a guerra inflige a morte.
E a morte é o desprezo do Universo por nós.
Tendo por consequência a morte, a guerra prova que é falsa.
Sendo falsa, prova que é falso todo o querer-alterar.
Deixemos o universo exterior e os outros homens onde a Natureza os pôs.
Tudo é orgulho e inconsciência.
Tudo é querer mexer-se, fazer coisas, deixar rasto.
Para o coração e o comandante dos esquadrões
Regressa aos bocados o universo exterior.
A química directa da Natureza
Não deixa lugar vago para o pensamento.
A humanidade é uma revolta de escravos.
A humanidade é um governo usurpado pelo povo.
Existe porque usurpou, mas erra porque usurpar é não ter direito.
Deixai existir o mundo exterior e a humanidade natural!
Paz a todas as coisas pré-humanas, mesmo no homem,
Paz à essência inteiramente exterior do Universo!
Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Ao ver este filme, e depois de ter ficado estupefacto com os dados relativos ao resgate do Costa Concordia, pensei como seria bom que fosse sempre assim. Um país afunda e, zás, num punhado de segundos volta à tona.
Era bom que fosse assim, porém e invariavelmente ficamos sempre a ver navios!
Ao ver este filme, e depois de ter ficado estupefacto com os dados relativos ao resgate do Costa Concordia, pensei como seria bom que fosse sempre assim. Um país afunda e, zás, num punhado de segundos volta à tona.
Era bom que fosse assim, porém e invariavelmente ficamos sempre a ver navios!
Se uma banda sonora valesse um filme The Bling Ring seria um bom filme, infelizmente não o é! Sofia Coppola fez um divertimento patético sobre uma gente patética à procura de glamour. Muito mau. Aliás, como concluo, só o amor de pai justifica que Francis Ford Coppola o tenha co-produzido.
Se uma banda sonora valesse um filme The Bling Ring seria um bom filme, infelizmente não o é! Sofia Coppola fez um divertimento patético sobre uma gente patética à procura de glamour. Muito mau. Aliás, como concluo, só o amor de pai justifica que Francis Ford Coppola o tenha co-produzido.
EUA e Rússia chegaram a um acordo e decidem dar uma semana ao regime sírio para apresentar as armas químicas que possui.
A Rússia é aqui uma peça chave para que Bashar al-Assad entregue as armas químicas do país ao controle internacional. Porque os Estados os Unidos não o demoveria. O líder sírio tem, a partir de hoje, uma semana para entregar uma lista das armas químicas de que dispõe.
Já tardava uma solução para retirar a Bashar al-Assad as armas químicas, depois daquele desastre humano. De acordo com a ONU, mais de 100 mil pessoas já foram mortas na Síria desde o início dos conflitos, em 2011.
EUA e Rússia chegaram a um acordo e decidem dar uma semana ao regime sírio para apresentar as armas químicas que possui.
A Rússia é aqui uma peça chave para que Bashar al-Assad entregue as armas químicas do país ao controle internacional. Porque os Estados os Unidos não o demoveria. O líder sírio tem, a partir de hoje, uma semana para entregar uma lista das armas químicas de que dispõe.
Já tardava uma solução para retirar a Bashar al-Assad as armas químicas, depois daquele desastre humano. De acordo com a ONU, mais de 100 mil pessoas já foram mortas na Síria desde o início dos conflitos, em 2011.
Os "drones", tal como qualquer tecnologia, tem duas faces. Uma boa e uma má. Este filme prova como os "drones", não obstante a sua possível obscuridade, podem ser úteis!
Os "drones", tal como qualquer tecnologia, tem duas faces. Uma boa e uma má. Este filme prova como os "drones", não obstante a sua possível obscuridade, podem ser úteis!
Há oito anos Francisco Moita Flores concorreu às eleições autárquicas a Santarém. Era o trunfo do PSD para tirar os socialistas que dominavam a capital do distrito desde as primeiras eleições autárquicas. Venceu. Quatro anos depois venceu e convenceu com o maior resultado eleitoral nunca antes conseguido em Santarém. Abandonou o barco para se pré-candidatar a Oeiras, situação que lhe valeu a impugnação da sua candidatura.
Esta semana, entrevistado pelo O Ribatejo, vem fazer um servicinho à oposição dizendo que o actual presidente da CM de Santarém, Ricardo Gonçalves,“(…) faz bem em afastar-se da minha herança, porque ele não tem cabeça para uma herança tão grande como aquela que aqui fizemos”.
Eu voto em Santarém e não deixa de ser extraordinária forma como as pessoas "cospem para o prato onde comem", algo que só a independência justifica. Francisco Moita Flores não é (a não ser que o seja agora) “um laranjinha”. Porém, não o sendo, não deixa de fazer (a quem de direito) azia q.b!
Há oito anos Francisco Moita Flores concorreu às eleições autárquicas a Santarém. Era o trunfo do PSD para tirar os socialistas que dominavam a capital do distrito desde as primeiras eleições autárquicas. Venceu. Quatro anos depois venceu e convenceu com o maior resultado eleitoral nunca antes conseguido em Santarém. Abandonou o barco para se pré-candidatar a Oeiras, situação que lhe valeu a impugnação da sua candidatura.
Esta semana, entrevistado pelo O Ribatejo, vem fazer um servicinho à oposição dizendo que o actual presidente da CM de Santarém, Ricardo Gonçalves,“(…) faz bem em afastar-se da minha herança, porque ele não tem cabeça para uma herança tão grande como aquela que aqui fizemos”.
Eu voto em Santarém e não deixa de ser extraordinária forma como as pessoas "cospem para o prato onde comem", algo que só a independência justifica. Francisco Moita Flores não é (a não ser que o seja agora) “um laranjinha”. Porém, não o sendo, não deixa de fazer (a quem de direito) azia q.b!
Não me parece que devemos entender estes teste de perfil social à letra. No meu teste eles concluíram, entre outras coisas interessantes, e com as quais estou particularmente em acordo, que sou muito provavelmente "an animal rights activist". Embora não sendo particularmente verdade (mesmo que goste e respeite os animais) tive um diálogo com uma velha senhora escalabitana esta manha que veio mesmo a propósito.
Estava a estacionar o carro quando ela me disse: - olhe, o senhor está a pisar a zebra. Ao que lhe respondi: - querem ver que a atropelei?
Não me parece que devemos entender estes teste de perfil social à letra. No meu teste eles concluíram, entre outras coisas interessantes, e com as quais estou particularmente em acordo, que sou muito provavelmente "an animal rights activist". Embora não sendo particularmente verdade (mesmo que goste e respeite os animais) tive um diálogo com uma velha senhora escalabitana esta manha que veio mesmo a propósito.
Estava a estacionar o carro quando ela me disse: - olhe, o senhor está a pisar a zebra. Ao que lhe respondi: - querem ver que a atropelei?
Se a Dr.ª Manuela Ferreira Leite fizer o teste da moda qual será o seu perfil ideológico? Porque depois de ter lido que considera "profundamente imoral o corte nas pensões", parece-me fácil arriscar um esboço!
Se a Dr.ª Manuela Ferreira Leite fizer o teste da moda qual será o seu perfil ideológico? Porque depois de ter lido que considera "profundamente imoral o corte nas pensões", parece-me fácil arriscar um esboço!