sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O perigo da independência

 



 


Há oito anos Francisco Moita Flores concorreu às eleições autárquicas a Santarém. Era o trunfo do PSD para tirar os socialistas que dominavam a capital do distrito desde as primeiras eleições autárquicas. Venceu. Quatro anos depois venceu e convenceu com o maior resultado eleitoral nunca antes conseguido em Santarém. Abandonou o barco para se pré-candidatar a Oeiras, situação que lhe valeu a impugnação da sua candidatura.


Esta semana, entrevistado pelo O Ribatejo, vem fazer um servicinho à oposição dizendo que o actual presidente da CM de Santarém, Ricardo Gonçalves,“(…) faz bem em afastar-se da minha herança, porque ele não tem cabeça para uma herança tão grande como aquela que aqui fizemos”.


Eu voto em Santarém e não deixa de ser extraordinária forma como as pessoas "cospem para o prato onde comem", algo que só a independência justifica. Francisco Moita Flores não é (a não ser que o seja agora) “um laranjinha”. Porém, não o sendo, não deixa de fazer (a quem de direito) azia q.b!

2 comentários:

  1. Mais uma nota:
    Se o Ricardo Gonçalves é o actual Presidente da CMS é porque era o "vice" de Moita Flores, portanto as suas acusações não tem qualquer fundamento a não ser que ele, o Ricardo, fosse como uma espécie de "fantasma" desse executivo. Mas então ele não e também parte responsável por essa “herança tão grande como aquela que aqui fizemos”?

    Ai como eu não entendo patavina das entrelinhas do discurso político... enfim falo português e dou-me por satisfeito"!

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    1. Outro ponto que tem que ser mencionado.
      Não tenho nada contra o Dr. Moita Flores, somente não compreendo o desabafo. Não há entendimento possível, e nesse aspecto é um rebuçado desnecessário que ele dá aos outros candidatos.
      No entanto, e recordo o que era – ou melhor não era Santarém – é evidente que a sua herança terá que ser por muitos anos recordada. Porém, a herança não é só dele. É do Ricardo e dos escalabitanos em geral.
      É uma entrevista interessante, um furo jornalístico num timing particularmente interessante (não poderia ser feita após o acto eleitoral?), com narcisismo quanto baste!

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