segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Egipto will shut down Mubarak


Egipto will shut down Mubarak


domingo, 30 de janeiro de 2011

Soluções simples

Perante uma revolta de uma dimensão sem precedentes no Egipto, onde o povo exige a demissão do presidente de há trinta anos, eis que Hosni Mubarak, despede todos os outros e fica ele.


 


"Pedi ao governo que resignasse. Amanhã [sábado] nomearei outro governo"


Hosni Mubarak.

Soluções simples

Perante uma revolta de uma dimensão sem precedentes no Egipto, onde o povo exige a demissão do presidente de há trinta anos, eis que Hosni Mubarak, despede todos os outros e fica ele.


 


"Pedi ao governo que resignasse. Amanhã [sábado] nomearei outro governo"


Hosni Mubarak.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Guerra das comunicações

Hoje as guerras fazem-se nas comunicações. Travar a comunicação no espaço cibernauta ou nas redes móveis, tem hoje o mesmo efeito de um velho bombardeamento para desmobilizar o inimigo. É o mesmo que deixar a população às escuras. Mesmo tratando-se de um povo pouco informatizado como é o caso do Egipto, com apenas 20 milhões de cibernautas.


 


A explosiva revolta do Egipto, será  sem dúvida intensificada, com este bloqueio às comunicações por internet e telefone, decretado pelo Governo de Hosni Mubarak.  Para impedir a mobilização dos manifestantes, as autoridades egípcias ordenaram esta sexta-feira que os principais fornecedores de Internet do país cortassem as ligações . Para além disto, as redes de telemóvel também foram pelo menos parcialmente bloqueadas. O único servidor de internet em funcionamento no Egipto era o que servia a bolsa egípcia, mas também o site da bolsa acabou por ficar inacessível.

Esta é a primeira vez que um país faz um corte praticamente total da respectiva ligação à Internet – algo que é tecnicamente simples. Para isto, basta que os fornecedores de acesso à Internet deixem de fazer a ligação para o exterior.


 


O país da Cleópatra, há 30 anos governado por Hosni Mubarak (que tem sido um aliado dos Estados Unidos), começa a ceder à pobreza económica. O Egipto é hoje uma economia de bazar, que vive do turismo, e onde há pessoas a ganhar 1 euro por dia.


 


Mubarak não cede, o governo será remodelado. Mas as revoltas começam a tornar-se ameaçadoras, mais uma vez o perigo do fundamentalismo religioso tomar conta do Egipto não é de desprezar.

Guerra das comunicações

Hoje as guerras fazem-se nas comunicações. Travar a comunicação no espaço cibernauta ou nas redes móveis, tem hoje o mesmo efeito de um velho bombardeamento para desmobilizar o inimigo. É o mesmo que deixar a população às escuras. Mesmo tratando-se de um povo pouco informatizado como é o caso do Egipto, com apenas 20 milhões de cibernautas.


 


A explosiva revolta do Egipto, será  sem dúvida intensificada, com este bloqueio às comunicações por internet e telefone, decretado pelo Governo de Hosni Mubarak.  Para impedir a mobilização dos manifestantes, as autoridades egípcias ordenaram esta sexta-feira que os principais fornecedores de Internet do país cortassem as ligações . Para além disto, as redes de telemóvel também foram pelo menos parcialmente bloqueadas. O único servidor de internet em funcionamento no Egipto era o que servia a bolsa egípcia, mas também o site da bolsa acabou por ficar inacessível.

Esta é a primeira vez que um país faz um corte praticamente total da respectiva ligação à Internet – algo que é tecnicamente simples. Para isto, basta que os fornecedores de acesso à Internet deixem de fazer a ligação para o exterior.


 


O país da Cleópatra, há 30 anos governado por Hosni Mubarak (que tem sido um aliado dos Estados Unidos), começa a ceder à pobreza económica. O Egipto é hoje uma economia de bazar, que vive do turismo, e onde há pessoas a ganhar 1 euro por dia.


 


Mubarak não cede, o governo será remodelado. Mas as revoltas começam a tornar-se ameaçadoras, mais uma vez o perigo do fundamentalismo religioso tomar conta do Egipto não é de desprezar.

Opinião imparcial

"O Eng. Sócrates foi o político mais causticado desde que temos democracia. Injustamente", diz Proença de Carvalho.


Proença de Carvalho o mesmo advogado que passou a defender a Camargo Correia depois da compra da Cimpor, para onde o Estado escolheu o chairman. A mesma Camargo Correia que contratou Armando Vara para o mercado africano.

"Advogar" bem Sócrates tem destas coisas....

Opinião imparcial

"O Eng. Sócrates foi o político mais causticado desde que temos democracia. Injustamente", diz Proença de Carvalho.


Proença de Carvalho o mesmo advogado que passou a defender a Camargo Correia depois da compra da Cimpor, para onde o Estado escolheu o chairman. A mesma Camargo Correia que contratou Armando Vara para o mercado africano.

"Advogar" bem Sócrates tem destas coisas....

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A Focus está a descobrir tudo!!!!

Teixeira dos Santos diz que foi obrigado a mentir sobre as contas públicas: "O Sócrates drogava-me".


 


Em o Inimigo Público

A Focus está a descobrir tudo!!!!

Teixeira dos Santos diz que foi obrigado a mentir sobre as contas públicas: "O Sócrates drogava-me".


 


Em o Inimigo Público

"Ganda" título

Stanley Ho processa segunda e terceira mulheres, cinco filhos e um banqueiro


 


in Jornal de Negócios, on line, 27 de Janeiro

"Ganda" título

Stanley Ho processa segunda e terceira mulheres, cinco filhos e um banqueiro


 


in Jornal de Negócios, on line, 27 de Janeiro

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Raul Rosado Fernandes, finalmente a inteligência



Fiquei fascinada a ouvir o professor Raul Rosado Fernandes, professor catedrático de filologia clássica da Faculdade de Letras e investigador do Centro de Estudos Clássicos, no programa Nada de Cultura conduzido por Francisco José Viegas, sobre literatura clássica.


  


Finalmente a inteligência. De tanto ouvir banalidades nos comentários proferidos na televisão, já achava que a inteligência era uma espécie de antepassado, de quem todos falavam mas ninguém conheceu, que já só sobrava o mito.


 


Raul Rosado Fernandes é a verdadeira guerra contra o cliché. Cito de cor, mas a certa altura, a propósito da ausência dos clássicos nas classes (escolas) pôs o dedo na ferida: somos governados por incultos e ignorantes e,  lamenta dizer, hoje os portugueses estão nesse aspecto pior que no tempo do Salazar. Hoje ninguém quer ser avaliado.


Depois veio outro cliché Francisco José Viegas associou os clássicos (que os ingleses têm a adequada designação de Greats) ao elitismo. Rosado Fernandes foi directo ao ponto, e marcou pontos:"sou a favor das elites. As Elites são boas. Não se pode é confundir elite com vaidade".


 


As elites são produzidas naturalmente, há pessoas que são elite cultural, são elite na educação, são elite intelectual. A elite está sempre associada à simplicidade (humildade).


 


O que distingue os clássicos é que "acumulam".


 


Estas e outras ideias resumem o brilhantismo simples de Raul Rosado Fernandes. Fico à espera que o video seja publicado na TVI 24

Raul Rosado Fernandes, finalmente a inteligência



Fiquei fascinada a ouvir o professor Raul Rosado Fernandes, professor catedrático de filologia clássica da Faculdade de Letras e investigador do Centro de Estudos Clássicos, no programa Nada de Cultura conduzido por Francisco José Viegas, sobre literatura clássica.


  


Finalmente a inteligência. De tanto ouvir banalidades nos comentários proferidos na televisão, já achava que a inteligência era uma espécie de antepassado, de quem todos falavam mas ninguém conheceu, que já só sobrava o mito.


 


Raul Rosado Fernandes é a verdadeira guerra contra o cliché. Cito de cor, mas a certa altura, a propósito da ausência dos clássicos nas classes (escolas) pôs o dedo na ferida: somos governados por incultos e ignorantes e,  lamenta dizer, hoje os portugueses estão nesse aspecto pior que no tempo do Salazar. Hoje ninguém quer ser avaliado.


Depois veio outro cliché Francisco José Viegas associou os clássicos (que os ingleses têm a adequada designação de Greats) ao elitismo. Rosado Fernandes foi directo ao ponto, e marcou pontos:"sou a favor das elites. As Elites são boas. Não se pode é confundir elite com vaidade".


 


As elites são produzidas naturalmente, há pessoas que são elite cultural, são elite na educação, são elite intelectual. A elite está sempre associada à simplicidade (humildade).


 


O que distingue os clássicos é que "acumulam".


 


Estas e outras ideias resumem o brilhantismo simples de Raul Rosado Fernandes. Fico à espera que o video seja publicado na TVI 24

40´s

Idade ingrata essa em que as pessoas mantém o ar adolescente mas amarelado pelo tempo. Uns adolescentes enrugados e baços!

40´s

Idade ingrata essa em que as pessoas mantém o ar adolescente mas amarelado pelo tempo. Uns adolescentes enrugados e baços!

BPI não é líder do sector mas oferece os melhores blocos de notas!

O BPI é o banco com mais exposição a dívida pública portuguesa, um país altamente endividado e em risco de recessão, mas em compensação é o que oferece melhores blocos de notas!


 


Uns verdadeiros Moleskines, que compara muito bem com as folhas A4 mal amanhadas, disponibilizadas pelo BCP nas apresentações de resultados, e com os blocos beras que se desfazem de cada vez que se vira a página do BES.


 


Shame on you, banks.


 


 

BPI não é líder do sector mas oferece os melhores blocos de notas!

O BPI é o banco com mais exposição a dívida pública portuguesa, um país altamente endividado e em risco de recessão, mas em compensação é o que oferece melhores blocos de notas!


 


Uns verdadeiros Moleskines, que compara muito bem com as folhas A4 mal amanhadas, disponibilizadas pelo BCP nas apresentações de resultados, e com os blocos beras que se desfazem de cada vez que se vira a página do BES.


 


Shame on you, banks.


 


 

Corta-Fitas

Recebi um honroso convite para escrever no blog Corta-Fitas.  Pelo que passarei a escrever lá, mas prometo vir aqui reavivar o Farpas.


 


Sigam-me no


 


http://corta-fitas.blogs.sapo.pt/

Corta-Fitas

Recebi um honroso convite para escrever no blog Corta-Fitas.  Pelo que passarei a escrever lá, mas prometo vir aqui reavivar o Farpas.


 


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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Contágio...

 



 

 

Primeiro a Tunísia, depois a Argélia, agora o Egipto, depois o Líbano...


as revoltas alastram-se para derrubar regimes imutáveis. Resta esperar que não se transformem em Irão pós-Xá Reza Pahlevi.


 

 

Oiçam o som imponente de uma manifestação muçulmana...

Contágio...

 



 

 

Primeiro a Tunísia, depois a Argélia, agora o Egipto, depois o Líbano...


as revoltas alastram-se para derrubar regimes imutáveis. Resta esperar que não se transformem em Irão pós-Xá Reza Pahlevi.


 

 

Oiçam o som imponente de uma manifestação muçulmana...

Bento XVI reconhece os benefícios do Facebook

"Gostaria de convidar os Cristãos, confiantes, informados e com uma criatividade responsável, a juntarem-se à rede de relações que a era digital tornou possível", escreveu Bento XVI na mensagem intitulada "Verdade, Proclamação e Autenticidade da Vida na Era Digital". O Papa Bento XVI deu a sua bênção às redes sociais mas alertou que não podem substituir o contacto humano verdadeiro. No Dia Mundial das Comunicações da Igreja Católica, comemorado na passada segunda-feira, o pontífice enviou uma mensagem escrita aos cristãos, em que reconhece as vantagens das redes sociais e aprova a sua utilização.

Bento XVI reconhece os benefícios do Facebook

"Gostaria de convidar os Cristãos, confiantes, informados e com uma criatividade responsável, a juntarem-se à rede de relações que a era digital tornou possível", escreveu Bento XVI na mensagem intitulada "Verdade, Proclamação e Autenticidade da Vida na Era Digital". O Papa Bento XVI deu a sua bênção às redes sociais mas alertou que não podem substituir o contacto humano verdadeiro. No Dia Mundial das Comunicações da Igreja Católica, comemorado na passada segunda-feira, o pontífice enviou uma mensagem escrita aos cristãos, em que reconhece as vantagens das redes sociais e aprova a sua utilização.

Serão gémeos ou há duas versões do mesmo homem?


 


 


Carlos Silvino (vulgo Bibi) mudou de verdade e de blusão!


Já não tem o anorake encarnado...


Suspeito que este (que deu a entrevista à Focus, uns diazitos depois de os condenados terem entregue os recursos) não é ele, ou então é alguma identidade oculta... terá duas personalidades?


 


 

Serão gémeos ou há duas versões do mesmo homem?


 


 


Carlos Silvino (vulgo Bibi) mudou de verdade e de blusão!


Já não tem o anorake encarnado...


Suspeito que este (que deu a entrevista à Focus, uns diazitos depois de os condenados terem entregue os recursos) não é ele, ou então é alguma identidade oculta... terá duas personalidades?


 


 

Óscares de 2011




Tenho a dizer que não tenho opinião, porque a maioria destes filmes não estrearam cá!


 


CINEMA


Óscares 2011 - Nomeados


Publicado a 25 Janeiro 2011 por Portal Cinema

Óscares 2011 - Nomeados
As nomeações para a 83ª cerimónia dos prémios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas foram reveladas há poucas horas em Hollywood e não houve grandes surpresas.

 

“The King’s Speech” é o filme mais nomeado deste ano, com 12 nomeações no total e uma representação assegurada em todas as categorias apelidadas de “principais”.

 O western dos irmãos Coen – “True Grit” –, com 10 nomeações ao todo.

 

E a terminar o pódio dos mais nomeados do ano, surgem ainda “The Social Network” e “Inception” (Origem), ambos com 8 nomeações.

 

Christopher Nolan (Origem) ficou de fora da categoria de Melhor Realizador.

 

Na categoria de Melhor Filme, é também de assinalar a presença de “Toy Story 3, um filme em desenho animado.

 

“Shutter Island”, de Scorcese, passou completamente ao lado Academia.  

 

A cerimónia de entrega destes prémios realiza-se no próximo dia 27 de Fevereiro . “The Social Network” parece partir na pole position. Mas deverá ser ultrapassado por “The King’s Speech”.


Aqui fica a lista integral dos nomeados para os Óscares de 2011.

 
Melhor Filme 
Black Swan
The Fighter
Inception
The Kids Are All Right
The King’s Speech
127 Hours
The Social Network
Toy Story 3
True Grit
Winter’s Bone

Melhor Realizador
Darren Aronofsky – Black Swan
David O. Russel – The Fighter
Tom Hooper – The King’s Speech
David Fincher – The Social Network
Joel Coen e Ethan Coen – True Grit

Melhor Actor Principal
Javier Bardem – Biutiful
Jeff Bridges – True Grit
Jesse Eisenberg – The Social Network
Colin Firth – The King’s Speech
James Franco – 127 Hours

Melhor Actriz Principal
Annette Bening – The Kids Are All Right
Nicole Kidman – Rabbit Hole
Jennifer Lawrence – Winter’s Bone
Natalie Portman – Black Swan
Michelle Williams – Blue Valentine

Melhor Actor Secundário
Christian Bale – The Fighter
John Hawkes – Winter’s Bone
Jeremy Renner – The Town
Mark Ruffalo – The Kids Are All Right
Geoffrey Rush – The King’s Speech

Melhor Actriz Secundária
Amy Adams – The Fighter
Helena Bonham Carter – The King’s Speech
Melissa Leo – The Fighter
Hailee Steinfeld – True Grit
Jacki Weaver – Animal Kingdom

Melhor Argumento Original
Mike Leigh – Another Year
Scott Silver, Paul Tamasy e Eric Johnson – The Fighter
Christopher Nolan – Inception
Lisa Cholodenko e Stuart Blumberg – The Kids Are All Right
David Seidler – The King’s Speech

Melhor Argumento Adaptado
Danny Boyle e Simon Beaufoy – 127 Hours
Aaron Sorkin – The Social Network
Michael Arndt – Toy Story 3
Joel Coen e Ethan Coen – True Grit
Debra Granik e Anne Rosellini – Winter’s Bone

Melhor Filme de Animação
How to Train Your Dragon
The Illusionist
Toy Story 3

Melhor Direcção Artística
Alice in Wonderland
Harry Potter and the Deathly Hallows – Part 1
Inception
The King’s Speech
True Grit

Melhor Fotografia
Black Swan
Inception
The King’s Speech
The Social Network
True Grit

Melhor Guarda-Roupa
Alice in Wonderland
I Am Love
The King’s Speech
The Tempest
True Grit

Melhor Montagem
Black Swan
The Fighter
The King’s Speech
127 Hours
The Social Network

Melhor Filme Estrangeiro
Biutiful (México)
Dogtooth (Grécia)
In a Better World (Dinamarca)
Incendies (Canadá)
Outside the Law (Argélia)

Melhor Caracterização
Barney’s Version
The Way Back
The Wolfman

Melhor Banda-Sonora
John Powell – How to Train Your Dragon
Hans Zimmer – Inception
Alexandre Desplat – The King’s Speech
A.R. Rahman – 127 Hours
Trent Reznor e Atticus Ross – The Social Network

Melhor Canção Original
“Coming Home” – Country Strong
“I See the Light” – Tangled
“If I Rise” – 127 Hours
“We Belong Together” – Toy Story 3

Melhor Montagem de Som
Inception
Toy Story 3
TRON: Legacy
True Grit
Unstoppable

Melhor Mistura de Som
Inception
The King’s Speech
Salt
The Social Network
True Grit

Melhor Efeitos Visuais
Alice in Wonderland
Harry Potter and the Deathly Hallows – Part 1
Hereafter
Inception
Iron Man 2

Melhor Documentário
Exit Through the Gift Shop
Gasland
Inside Job
Restrepo
Waste Land

Melhor Documentário de Curta Duração
Killing in the Name
Poster Girl
Strangers No More
Sun Come Up
The Warriors of Qiugang

Melhor Curta-Metragem de Animação
Day & Night
The Gruffalo
Let’s Pollute
The Lost Thing
Madagascar, carnet de voyage

Melhor Curta-Metragem de Imagem Real
The Confession
The Crush
God of Love
Na Wewe
Wish 143


Óscares de 2011




Tenho a dizer que não tenho opinião, porque a maioria destes filmes não estrearam cá!


 


CINEMA


Óscares 2011 - Nomeados


Publicado a 25 Janeiro 2011 por Portal Cinema

Óscares 2011 - Nomeados
As nomeações para a 83ª cerimónia dos prémios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas foram reveladas há poucas horas em Hollywood e não houve grandes surpresas.

 

“The King’s Speech” é o filme mais nomeado deste ano, com 12 nomeações no total e uma representação assegurada em todas as categorias apelidadas de “principais”.

 O western dos irmãos Coen – “True Grit” –, com 10 nomeações ao todo.

 

E a terminar o pódio dos mais nomeados do ano, surgem ainda “The Social Network” e “Inception” (Origem), ambos com 8 nomeações.

 

Christopher Nolan (Origem) ficou de fora da categoria de Melhor Realizador.

 

Na categoria de Melhor Filme, é também de assinalar a presença de “Toy Story 3, um filme em desenho animado.

 

“Shutter Island”, de Scorcese, passou completamente ao lado Academia.  

 

A cerimónia de entrega destes prémios realiza-se no próximo dia 27 de Fevereiro . “The Social Network” parece partir na pole position. Mas deverá ser ultrapassado por “The King’s Speech”.


Aqui fica a lista integral dos nomeados para os Óscares de 2011.

 
Melhor Filme 
Black Swan
The Fighter
Inception
The Kids Are All Right
The King’s Speech
127 Hours
The Social Network
Toy Story 3
True Grit
Winter’s Bone

Melhor Realizador
Darren Aronofsky – Black Swan
David O. Russel – The Fighter
Tom Hooper – The King’s Speech
David Fincher – The Social Network
Joel Coen e Ethan Coen – True Grit

Melhor Actor Principal
Javier Bardem – Biutiful
Jeff Bridges – True Grit
Jesse Eisenberg – The Social Network
Colin Firth – The King’s Speech
James Franco – 127 Hours

Melhor Actriz Principal
Annette Bening – The Kids Are All Right
Nicole Kidman – Rabbit Hole
Jennifer Lawrence – Winter’s Bone
Natalie Portman – Black Swan
Michelle Williams – Blue Valentine

Melhor Actor Secundário
Christian Bale – The Fighter
John Hawkes – Winter’s Bone
Jeremy Renner – The Town
Mark Ruffalo – The Kids Are All Right
Geoffrey Rush – The King’s Speech

Melhor Actriz Secundária
Amy Adams – The Fighter
Helena Bonham Carter – The King’s Speech
Melissa Leo – The Fighter
Hailee Steinfeld – True Grit
Jacki Weaver – Animal Kingdom

Melhor Argumento Original
Mike Leigh – Another Year
Scott Silver, Paul Tamasy e Eric Johnson – The Fighter
Christopher Nolan – Inception
Lisa Cholodenko e Stuart Blumberg – The Kids Are All Right
David Seidler – The King’s Speech

Melhor Argumento Adaptado
Danny Boyle e Simon Beaufoy – 127 Hours
Aaron Sorkin – The Social Network
Michael Arndt – Toy Story 3
Joel Coen e Ethan Coen – True Grit
Debra Granik e Anne Rosellini – Winter’s Bone

Melhor Filme de Animação
How to Train Your Dragon
The Illusionist
Toy Story 3

Melhor Direcção Artística
Alice in Wonderland
Harry Potter and the Deathly Hallows – Part 1
Inception
The King’s Speech
True Grit

Melhor Fotografia
Black Swan
Inception
The King’s Speech
The Social Network
True Grit

Melhor Guarda-Roupa
Alice in Wonderland
I Am Love
The King’s Speech
The Tempest
True Grit

Melhor Montagem
Black Swan
The Fighter
The King’s Speech
127 Hours
The Social Network

Melhor Filme Estrangeiro
Biutiful (México)
Dogtooth (Grécia)
In a Better World (Dinamarca)
Incendies (Canadá)
Outside the Law (Argélia)

Melhor Caracterização
Barney’s Version
The Way Back
The Wolfman

Melhor Banda-Sonora
John Powell – How to Train Your Dragon
Hans Zimmer – Inception
Alexandre Desplat – The King’s Speech
A.R. Rahman – 127 Hours
Trent Reznor e Atticus Ross – The Social Network

Melhor Canção Original
“Coming Home” – Country Strong
“I See the Light” – Tangled
“If I Rise” – 127 Hours
“We Belong Together” – Toy Story 3

Melhor Montagem de Som
Inception
Toy Story 3
TRON: Legacy
True Grit
Unstoppable

Melhor Mistura de Som
Inception
The King’s Speech
Salt
The Social Network
True Grit

Melhor Efeitos Visuais
Alice in Wonderland
Harry Potter and the Deathly Hallows – Part 1
Hereafter
Inception
Iron Man 2

Melhor Documentário
Exit Through the Gift Shop
Gasland
Inside Job
Restrepo
Waste Land

Melhor Documentário de Curta Duração
Killing in the Name
Poster Girl
Strangers No More
Sun Come Up
The Warriors of Qiugang

Melhor Curta-Metragem de Animação
Day & Night
The Gruffalo
Let’s Pollute
The Lost Thing
Madagascar, carnet de voyage

Melhor Curta-Metragem de Imagem Real
The Confession
The Crush
God of Love
Na Wewe
Wish 143


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Porque metade de mim é amor...




Metade



Oswaldo Montenegro


Composição: Oswaldo Montenegro



Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio


Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.


Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.


Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.


Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.


Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.


Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.


Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.


Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.


E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.



Porque metade de mim é amor...




Metade



Oswaldo Montenegro


Composição: Oswaldo Montenegro



Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio


Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.


Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.


Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.


Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.


Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.


Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.


Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.


Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.


E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.



Quando a publicidade usa a poesia

De facto parece me que:

uma linha que separa o que eu procuro do que eu encontro.

IRIS by ZON Fibra

 

 

Quando a publicidade usa a poesia

De facto parece me que:

uma linha que separa o que eu procuro do que eu encontro.

IRIS by ZON Fibra

 

 

domingo, 23 de janeiro de 2011

A lucidez de Manoel de Oliveira

 



 


 


Excertos da entrevista publicada no dia 23 de Janeiro no Diário de Notícias:


 


Nasceu no tempo da monarquia, tem 80 anos ligados ao cinema. O que representa essa actividade, o cinema, na sua vida?


A actividade do cinema é uma actividade artística, a última das artes, a Sétima Arte. E José Régio, por exemplo, dizia - e bem - que o cinema era uma síntese de todas as artes. E é natural que tenha sido a última, porque para ser a síntese de todas as artes teria de vir depois, não poderia aparecer antes. Mas o cinema, como todas as artes, está ligado à vida. O que se exprime, ou que as artes exprimem, de um modo ou noutro, numa forma abstracta ou concreta, é a vida. E a vida tem toda a riqueza de que o artista se pode servir. Não há na natureza nenhuma forma, nenhum desenho que exista como arte e não exista na realidade. Tudo existe, não pode existir nada que não seja traduzido da vida, por isso a vida é importante. E, curiosamente, se não me alongo muito, diria que a vida não mudou absolutamente nada, é exactamente aquilo que era antes. O que evoluiu, que tem evoluído, e muito, é o progresso. O progresso é que evoluiu extraordinariamente.


 


(...)


 


E hoje?


Hoje tenho uma ideia muito diversa da de antigamente. Neste meu último filme, Angélica, até mudei um pouco as ideias do que estava para fazer; foi mais por imposição e interesse do produtor que eu me atrevi e adaptei o filme à realidade. Mas, enfim, porque na verdade a gente chega a estas conclusões, a máquina de filmar... O teatro é mais honesto que o cinema, porque o cinema filma sonhos. Ora a máquina de filmar não pode filmar sonhos, a máquina de filmar não pode filmar pensamentos. No teatro nunca se representa um pensamento, nunca se representa um sonho. O actor chega ao palco e diz "eu sonhei isto e aquilo". Se é verdade ou mentira, não se sabe. Ou então diz "eu pensei isto ou aquilo", porque isto não se filma. Por essas razões, mudamos a ideia do contexto do cinema, e por isso acho que o teatro é fundamental. E, para mim, a expressão mais rica é a literatura. Lembro-me de que na Guerra e Paz, um sujeito quando estava para morrer - estava ferido, depois acabou por ficar doente -, estava preocupado em saber o que é a morte. Porque era uma porta por onde ele não entraria. Olhou lá para o fundo da sala e vê uma porta, e diz "Ah, é uma porta." E eu achei isto admirável: a morte é uma porta. No mundo material, a porta dá para o cemitério. No mundo espiritual, a porta dá para algum lado, ou não.


 


(...)


 


Sim. Se pensa nisso nesta fase da sua vida...


Há um poeta português que disse que o espírito é como o ar que se respira. Eu fiquei com essa ideia. E, ultimamente, há um outro escritor que diz que o espírito é como o ar que se respira. Fiquei muito emocionado nesse livro, que eu li era muito novo. Fiquei sempre a pensar... E agora, pensando melhor, realmente, quando se morre, solta-se o espírito. O espírito é como o ar que sai. E o espírito sai e junta-se. Ao sair, perde a personalidade, onde está todo o bem e todo o mal, liberta-se desse bem e mal e junta-se ao absoluto, que é a configuração do espírito, o absoluto. É Deus.


 


A morte assusta-o?


Não, não me assusta nada. O sofrimento, sim, a morte não. A morte é... é o fim. É o fim da macacada. (risos)


 


(...)


 


Mas chega em boa forma física ao presente. Isso também foi em função da intensa vida desportiva que teve durante a sua juventude?


Não, isso são caprichos da natureza.


Só?


Por exemplo, podia morrer de desastre, podia ter morrido de uma doença qualquer, por muito desporto que eu praticasse. Enfim, a natureza é caprichosa e dá a uns o que tira a outros. Não se sabe porquê.


 


(...)


 


Foi atleta, piloto de automóveis, chegou a trabalhar como actor e até na produção agrícola. Se não fosse realizador de cinema, alguma vez pensou naquilo que poderia ter sido?


O que poderia ter sido? Bom, eu ponho de parte ser um grande malandro, isso não seria! (sorri e acaba por rir-se) O resto podia ser tudo, qualquer coisa, sabe-se lá! O destino é que marca a conduta de cada indivíduo. Somos predestinados. E ninguém resiste ao seu destino. Ou dá para o bem, ou dá para o mal.


 


(...)


 


Mas eu, quando fazia essa pergunta, referia-me a acontecimentos da vida política e social portuguesa que viveu. Há algum que o tenha marcado? Lembro-me, por exemplo, que teve problemas com a PIDE no tempo do Estado Novo.


Não tive problemas com a PIDE. A PIDE é que teve problemas comigo! Fiz uma reunião, disse coisas que eram certas e, por serem certas, meteram-me na cadeia durante uns oito, dez dias. E depois viram que não tinham razão, não podiam, soltaram-me. Houve um movimento também favorável, mas não se pode dizer, a verdade verdadeira não se pode dizer porque é um risco.


"Era" um risco?


Era... não sei se ainda é. Sabe que esta história política é muito difícil, muito grave. Há uma desmobilização fortíssima, há uma perda de valores enorme! Hoje a aldrabice monta por aí com toda a força, e isso é triste.


 


(...)


 


O seu combate, é um homem católico...


(Interrompendo) Sim. Não é uma questão de ser católico, embora todos os valores, toda a ética, derivem das religiões. Toda a ética deriva das religiões e, portanto, elas supõem-se. Quer dizer, não matarás, não roubarás... isso mantém-se. E os pecados mortais, também, a gula, etc.. São mortais mesmo, são mesmo mortais! Com a gula, com o vício do vinho, da droga, etc., morre-se!


Foi o representante da comunidade artística junto do Papa Bento XVI quando ele cá esteve...


Sim.


... Permanece hoje um homem de fé, ou tem ainda mais fé do que no passado recente?


Nem mais, nem menos. É a mesma. Já disse, terminei esse discurso, essa prelecção, terminei lembrando o que dizia o padre António Vieira sobre o Non: "Terrível é a palavra non. Por qualquer lado que a tomeis, é sempre non." O non tira a esperança, que é a última coisa que a natureza deixou ao homem. Nós vivemos na esperança. Se perdemos a esperança, damos um tiro na cabeça, ou qualquer coisa assim.


 


(...)


Politicamente, é um homem de centro, de direita, de esquerda... Como se define politicamente?


Não sou um homem político, não tenho essa tendência política. Agora, sou um humanista; humanista, sou. É aquilo que está a favor da humanidade. É o meu lema


 


(...)


 


Em Portugal, o grande público é muito mais consumidor da telenovela do que do cinema. Como interpreta essa realidade portuguesa? Acaba por ser bom para o cinema, é uma antecâmara e permite...


Não tenho a telenovela como uma expressão verdadeiramente cinematográfica. É uma expressão que os brasileiros tornaram tipicamente brasileira. A telenovela é brasileira! Como teve sucesso, vão atrás da telenovela para fazer a telenovela portuguesa. Mas, está bem, é uma forma de fazer e, sobretudo, de dar emprego aos actores. Os actores, se não fossem as telenovelas, não tinham que fazer. Os teatros...


Também temos bons actores em Portugal?


Óptimos! Actores óptimos!


 


A lucidez de Manoel de Oliveira

 



 


 


Excertos da entrevista publicada no dia 23 de Janeiro no Diário de Notícias:


 


Nasceu no tempo da monarquia, tem 80 anos ligados ao cinema. O que representa essa actividade, o cinema, na sua vida?


A actividade do cinema é uma actividade artística, a última das artes, a Sétima Arte. E José Régio, por exemplo, dizia - e bem - que o cinema era uma síntese de todas as artes. E é natural que tenha sido a última, porque para ser a síntese de todas as artes teria de vir depois, não poderia aparecer antes. Mas o cinema, como todas as artes, está ligado à vida. O que se exprime, ou que as artes exprimem, de um modo ou noutro, numa forma abstracta ou concreta, é a vida. E a vida tem toda a riqueza de que o artista se pode servir. Não há na natureza nenhuma forma, nenhum desenho que exista como arte e não exista na realidade. Tudo existe, não pode existir nada que não seja traduzido da vida, por isso a vida é importante. E, curiosamente, se não me alongo muito, diria que a vida não mudou absolutamente nada, é exactamente aquilo que era antes. O que evoluiu, que tem evoluído, e muito, é o progresso. O progresso é que evoluiu extraordinariamente.


 


(...)


 


E hoje?


Hoje tenho uma ideia muito diversa da de antigamente. Neste meu último filme, Angélica, até mudei um pouco as ideias do que estava para fazer; foi mais por imposição e interesse do produtor que eu me atrevi e adaptei o filme à realidade. Mas, enfim, porque na verdade a gente chega a estas conclusões, a máquina de filmar... O teatro é mais honesto que o cinema, porque o cinema filma sonhos. Ora a máquina de filmar não pode filmar sonhos, a máquina de filmar não pode filmar pensamentos. No teatro nunca se representa um pensamento, nunca se representa um sonho. O actor chega ao palco e diz "eu sonhei isto e aquilo". Se é verdade ou mentira, não se sabe. Ou então diz "eu pensei isto ou aquilo", porque isto não se filma. Por essas razões, mudamos a ideia do contexto do cinema, e por isso acho que o teatro é fundamental. E, para mim, a expressão mais rica é a literatura. Lembro-me de que na Guerra e Paz, um sujeito quando estava para morrer - estava ferido, depois acabou por ficar doente -, estava preocupado em saber o que é a morte. Porque era uma porta por onde ele não entraria. Olhou lá para o fundo da sala e vê uma porta, e diz "Ah, é uma porta." E eu achei isto admirável: a morte é uma porta. No mundo material, a porta dá para o cemitério. No mundo espiritual, a porta dá para algum lado, ou não.


 


(...)


 


Sim. Se pensa nisso nesta fase da sua vida...


Há um poeta português que disse que o espírito é como o ar que se respira. Eu fiquei com essa ideia. E, ultimamente, há um outro escritor que diz que o espírito é como o ar que se respira. Fiquei muito emocionado nesse livro, que eu li era muito novo. Fiquei sempre a pensar... E agora, pensando melhor, realmente, quando se morre, solta-se o espírito. O espírito é como o ar que sai. E o espírito sai e junta-se. Ao sair, perde a personalidade, onde está todo o bem e todo o mal, liberta-se desse bem e mal e junta-se ao absoluto, que é a configuração do espírito, o absoluto. É Deus.


 


A morte assusta-o?


Não, não me assusta nada. O sofrimento, sim, a morte não. A morte é... é o fim. É o fim da macacada. (risos)


 


(...)


 


Mas chega em boa forma física ao presente. Isso também foi em função da intensa vida desportiva que teve durante a sua juventude?


Não, isso são caprichos da natureza.


Só?


Por exemplo, podia morrer de desastre, podia ter morrido de uma doença qualquer, por muito desporto que eu praticasse. Enfim, a natureza é caprichosa e dá a uns o que tira a outros. Não se sabe porquê.


 


(...)


 


Foi atleta, piloto de automóveis, chegou a trabalhar como actor e até na produção agrícola. Se não fosse realizador de cinema, alguma vez pensou naquilo que poderia ter sido?


O que poderia ter sido? Bom, eu ponho de parte ser um grande malandro, isso não seria! (sorri e acaba por rir-se) O resto podia ser tudo, qualquer coisa, sabe-se lá! O destino é que marca a conduta de cada indivíduo. Somos predestinados. E ninguém resiste ao seu destino. Ou dá para o bem, ou dá para o mal.


 


(...)


 


Mas eu, quando fazia essa pergunta, referia-me a acontecimentos da vida política e social portuguesa que viveu. Há algum que o tenha marcado? Lembro-me, por exemplo, que teve problemas com a PIDE no tempo do Estado Novo.


Não tive problemas com a PIDE. A PIDE é que teve problemas comigo! Fiz uma reunião, disse coisas que eram certas e, por serem certas, meteram-me na cadeia durante uns oito, dez dias. E depois viram que não tinham razão, não podiam, soltaram-me. Houve um movimento também favorável, mas não se pode dizer, a verdade verdadeira não se pode dizer porque é um risco.


"Era" um risco?


Era... não sei se ainda é. Sabe que esta história política é muito difícil, muito grave. Há uma desmobilização fortíssima, há uma perda de valores enorme! Hoje a aldrabice monta por aí com toda a força, e isso é triste.


 


(...)


 


O seu combate, é um homem católico...


(Interrompendo) Sim. Não é uma questão de ser católico, embora todos os valores, toda a ética, derivem das religiões. Toda a ética deriva das religiões e, portanto, elas supõem-se. Quer dizer, não matarás, não roubarás... isso mantém-se. E os pecados mortais, também, a gula, etc.. São mortais mesmo, são mesmo mortais! Com a gula, com o vício do vinho, da droga, etc., morre-se!


Foi o representante da comunidade artística junto do Papa Bento XVI quando ele cá esteve...


Sim.


... Permanece hoje um homem de fé, ou tem ainda mais fé do que no passado recente?


Nem mais, nem menos. É a mesma. Já disse, terminei esse discurso, essa prelecção, terminei lembrando o que dizia o padre António Vieira sobre o Non: "Terrível é a palavra non. Por qualquer lado que a tomeis, é sempre non." O non tira a esperança, que é a última coisa que a natureza deixou ao homem. Nós vivemos na esperança. Se perdemos a esperança, damos um tiro na cabeça, ou qualquer coisa assim.


 


(...)


Politicamente, é um homem de centro, de direita, de esquerda... Como se define politicamente?


Não sou um homem político, não tenho essa tendência política. Agora, sou um humanista; humanista, sou. É aquilo que está a favor da humanidade. É o meu lema


 


(...)


 


Em Portugal, o grande público é muito mais consumidor da telenovela do que do cinema. Como interpreta essa realidade portuguesa? Acaba por ser bom para o cinema, é uma antecâmara e permite...


Não tenho a telenovela como uma expressão verdadeiramente cinematográfica. É uma expressão que os brasileiros tornaram tipicamente brasileira. A telenovela é brasileira! Como teve sucesso, vão atrás da telenovela para fazer a telenovela portuguesa. Mas, está bem, é uma forma de fazer e, sobretudo, de dar emprego aos actores. Os actores, se não fossem as telenovelas, não tinham que fazer. Os teatros...


Também temos bons actores em Portugal?


Óptimos! Actores óptimos!


 


Os votos que os católicos desiludidos não deram a Cavaco

Os menos 500 mil votos de Cavaco Silva são dos católicos desiludidos

Os votos que os católicos desiludidos não deram a Cavaco

Os menos 500 mil votos de Cavaco Silva são dos católicos desiludidos

Uma confusão Alegre


 O que penaliza Manuel Alegre, que acabou estas eleições com um mau resultado de 19,75%, é a mistura de sentimentos que provoca.


Manuel Alegre é um indefinido, um eterno deslocado. É de esquerda e tem um ar de fidalgo. Logo a esquerda não lhe perdoa o ar nobre, e a direita não lhe perdoa a esquerdice, logo não lhe perdoa as alianças aos Louçãs e aos MRPPs. Manuel Alegre é um poeta, poderia cativar os intelectuais. Mas depois não defende ideias novas, vive a reproduzir os slogans da revolução de Abril de 1974. Manuel Alegre é conservador no bom gosto e nos valores. Gosta de corridas de toiros. É casado a vida toda e é um defensor da família, não adere às questões fracturantes, apesar do nome (gay não é alegre em Inglês?). Logo, nem o apoio de Louçã à sua candidatura, o salva na ala dos defensores destas ideias.


Depois usa gravatas e blazers tweed, o que agrada à direita e cria desconfiança na esquerda socialista.


Manuel Alegre é um Senhor. Basta ver o nível do seu discurso em comparação com o discurso do vencedor, Cavaco Silva. Manuel Alegre saudou todos os candidatos e assumiu a derrota: «A derrota é minha, não de quem me apoiou».


Uma outra vez, quando o jornalista lhe perguntou se havia alguma razão para Sócrates ter saído por uma porta diferente da sua, disse e bem, que a pergunta era de "Mau gosto". Manuel Alegre é educado demais para agradar à classe média socialista, habituados à prepotência. Mas esta educação de Manuel Alegre não chega para fazer esquecer o seu perfil de esquerda jacobino.


 


 


 

Uma confusão Alegre


 O que penaliza Manuel Alegre, que acabou estas eleições com um mau resultado de 19,75%, é a mistura de sentimentos que provoca.


Manuel Alegre é um indefinido, um eterno deslocado. É de esquerda e tem um ar de fidalgo. Logo a esquerda não lhe perdoa o ar nobre, e a direita não lhe perdoa a esquerdice, logo não lhe perdoa as alianças aos Louçãs e aos MRPPs. Manuel Alegre é um poeta, poderia cativar os intelectuais. Mas depois não defende ideias novas, vive a reproduzir os slogans da revolução de Abril de 1974. Manuel Alegre é conservador no bom gosto e nos valores. Gosta de corridas de toiros. É casado a vida toda e é um defensor da família, não adere às questões fracturantes, apesar do nome (gay não é alegre em Inglês?). Logo, nem o apoio de Louçã à sua candidatura, o salva na ala dos defensores destas ideias.


Depois usa gravatas e blazers tweed, o que agrada à direita e cria desconfiança na esquerda socialista.


Manuel Alegre é um Senhor. Basta ver o nível do seu discurso em comparação com o discurso do vencedor, Cavaco Silva. Manuel Alegre saudou todos os candidatos e assumiu a derrota: «A derrota é minha, não de quem me apoiou».


Uma outra vez, quando o jornalista lhe perguntou se havia alguma razão para Sócrates ter saído por uma porta diferente da sua, disse e bem, que a pergunta era de "Mau gosto". Manuel Alegre é educado demais para agradar à classe média socialista, habituados à prepotência. Mas esta educação de Manuel Alegre não chega para fazer esquecer o seu perfil de esquerda jacobino.


 


 


 

Eles andam aí...

Curiosa a presença de jornalistas chineses em Lisboa na sede de campanha de Cavaco Silva, para cobrir as presidenciais. Um sinal de preocupação de quem se prepara para comprar o país! Ops! queria dizer a dívida pública do país.

Eles andam aí...

Curiosa a presença de jornalistas chineses em Lisboa na sede de campanha de Cavaco Silva, para cobrir as presidenciais. Um sinal de preocupação de quem se prepara para comprar o país! Ops! queria dizer a dívida pública do país.

Presidenciais

Fernando Nobre e José Manuel Coelho são os grandes vencedores destas presidenciais.

Presidenciais

Fernando Nobre e José Manuel Coelho são os grandes vencedores destas presidenciais.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Best Sitcom Ever Made

Best Sitcom Ever Made

Sintra

Sintra é o único lugar do mundo onde a História se fez Jardim.


In Vergílio Ferreira


Sintra

Sintra é o único lugar do mundo onde a História se fez Jardim.


In Vergílio Ferreira


As revoluções das flores


 Porque se dá o nome de flores às revoluções/guerras civis?


A Tunísia chamou à sua luta pela Democracia, a Revolução Jasmin. Nós chamámos à revolução de 1974, que derrubou o regime de Marcello Caetano, a Revolução dos Cravos.


Mas há mais:


Geórgia: em 2003 Revolução da Rosa.


Quirguistão, em 2004, Revolução das Tulipas.


 


Será uma forma de tornar poético e heróico o movimento popular?


 


O Magreb está a mudar. Esta Revolução Tunisina está a alastrar-se à Argélia. Embora  especialistas do mundo árabe, na academia americana, se tenham dito cépticos em relação a esta onda de democratização na região, a partir da Revolução de Jasmim, que derrubou na semana passada o governo de Zine al Abedine Ben Ali, há 23 anos no poder.

As revoluções das flores


 Porque se dá o nome de flores às revoluções/guerras civis?


A Tunísia chamou à sua luta pela Democracia, a Revolução Jasmin. Nós chamámos à revolução de 1974, que derrubou o regime de Marcello Caetano, a Revolução dos Cravos.


Mas há mais:


Geórgia: em 2003 Revolução da Rosa.


Quirguistão, em 2004, Revolução das Tulipas.


 


Será uma forma de tornar poético e heróico o movimento popular?


 


O Magreb está a mudar. Esta Revolução Tunisina está a alastrar-se à Argélia. Embora  especialistas do mundo árabe, na academia americana, se tenham dito cépticos em relação a esta onda de democratização na região, a partir da Revolução de Jasmim, que derrubou na semana passada o governo de Zine al Abedine Ben Ali, há 23 anos no poder.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Centros de decisão nacional, um bastião do século passado

 Longe vão os tempos em que a defesa dos centros de decisão nacional movia governos. Quem se lembra da célebre saga Totta/Banesto, onde em causa estava a violação do príncipio de limitar a participação de estrangeiros a 25%. Ou o caso Champalimaud/Botín, que levou ao bloqueio da parceria entre António Champalimaud e o Santander, e à venda forçada, em partes, do universo financeiro da família? Quem não se lembra da venda da Cimpor à Teixeira Duarte para defender o centro de decisão nacional?


Quem então não se indignaria com a venda da Cimpor aos Brasileiros, a venda do BCP à Sonangol, do BPI à Santoro, da TAP ao Qatar, dos seguros da CGD ao médio oriente. E, qui ça, da Galp, EDP e PT aos chineses. Como diria Gabriel Garcia Marques, "também a moral é uma questão de tempo".


 


Qual foi então o limite da defesa dos centros de decisão nacional? Até quando uma empresa se pode dar ao luxo de ser bandeira nacional? O limite são os 82% de dívida pública sobre o PIB e uns juros a raiar os 7%. A partir deste ponto há dragões.... há tigres asiáticos ... há príncipes de mil e uma noites. Todos são bem vindos, vale tudo para evitar a falência. E vale mesmo...




Centros de decisão nacional, um bastião do século passado

 Longe vão os tempos em que a defesa dos centros de decisão nacional movia governos. Quem se lembra da célebre saga Totta/Banesto, onde em causa estava a violação do príncipio de limitar a participação de estrangeiros a 25%. Ou o caso Champalimaud/Botín, que levou ao bloqueio da parceria entre António Champalimaud e o Santander, e à venda forçada, em partes, do universo financeiro da família? Quem não se lembra da venda da Cimpor à Teixeira Duarte para defender o centro de decisão nacional?


Quem então não se indignaria com a venda da Cimpor aos Brasileiros, a venda do BCP à Sonangol, do BPI à Santoro, da TAP ao Qatar, dos seguros da CGD ao médio oriente. E, qui ça, da Galp, EDP e PT aos chineses. Como diria Gabriel Garcia Marques, "também a moral é uma questão de tempo".


 


Qual foi então o limite da defesa dos centros de decisão nacional? Até quando uma empresa se pode dar ao luxo de ser bandeira nacional? O limite são os 82% de dívida pública sobre o PIB e uns juros a raiar os 7%. A partir deste ponto há dragões.... há tigres asiáticos ... há príncipes de mil e uma noites. Todos são bem vindos, vale tudo para evitar a falência. E vale mesmo...




TAP vendida à Qatar Airways?

TAP: Qatar Airways pode comprar parte do capital


 


A companhia aérea Qatar Airways poderá comprar até 40% do capital da TAP, avança a SIC Notícias.


 


(Esperemos que a excelência na manutenção e a segurança se mantenham)

TAP vendida à Qatar Airways?

TAP: Qatar Airways pode comprar parte do capital


 


A companhia aérea Qatar Airways poderá comprar até 40% do capital da TAP, avança a SIC Notícias.


 


(Esperemos que a excelência na manutenção e a segurança se mantenham)

António Canavarro

Nascido no Extremo Oriente, em Tóquio, em Setembro de 1966, torna-se “lusitano efectivo” a meses de fazer dois anos. Por aqui fica, vivendo entre Lisboa e Santarém, até 1993, quando parte pela primeira vez, depois de terminado o curso em Relações Internacionais na Universidade Autónoma de Lisboa, para Bruxelas. Em 1995 estagia na capital europeia junto da DG XVII – países ACP (África, Caraíbas e Pacífico) e aproveita a ocasião para visitar o Zimbabué, em Fevereiro de 1996. Regressa a Portugal onde, numa vida sempre intermitente, saltando de emprego em emprego, vai sobrevivendo. Resistiu à EXPO 98 na Torre Vasco da Gama. E é, desde 2000, Administrador e Vice-Presidente da Fundação Passos Canavarro, sedeada em Santarém


É casado. Tem 2 filhos e 3 gatos.

António Canavarro

Nascido no Extremo Oriente, em Tóquio, em Setembro de 1966, torna-se “lusitano efectivo” a meses de fazer dois anos. Por aqui fica, vivendo entre Lisboa e Santarém, até 1993, quando parte pela primeira vez, depois de terminado o curso em Relações Internacionais na Universidade Autónoma de Lisboa, para Bruxelas. Em 1995 estagia na capital europeia junto da DG XVII – países ACP (África, Caraíbas e Pacífico) e aproveita a ocasião para visitar o Zimbabué, em Fevereiro de 1996. Regressa a Portugal onde, numa vida sempre intermitente, saltando de emprego em emprego, vai sobrevivendo. Resistiu à EXPO 98 na Torre Vasco da Gama. E é, desde 2000, Administrador e Vice-Presidente da Fundação Passos Canavarro, sedeada em Santarém


É casado. Tem 2 filhos e 3 gatos.

Uma luz ao fundo do túnel

Notícia de hoje:


 


Os juros das obrigações portuguesas a 10 anos recuam 2,5 pontos base para 6,807%. Esta descida faz com que o prémio de risco de Portugal face às “bunds” alemãs desça para 362 pontos base, já que os juros da dívida alemão estão a subir 2,2 pontos base no prazo a 10 anos. Ontem, foi publicada a execução orçamental de Dezembro, com o ministro das Finanças a reafirmar que o défice orçamental de 2010 terá ficado abaixo dos 7,3% definidos inicialmente. E especificou que a folga orçamental será de 820 milhões de euros.


 


Good News!

Uma luz ao fundo do túnel

Notícia de hoje:


 


Os juros das obrigações portuguesas a 10 anos recuam 2,5 pontos base para 6,807%. Esta descida faz com que o prémio de risco de Portugal face às “bunds” alemãs desça para 362 pontos base, já que os juros da dívida alemão estão a subir 2,2 pontos base no prazo a 10 anos. Ontem, foi publicada a execução orçamental de Dezembro, com o ministro das Finanças a reafirmar que o défice orçamental de 2010 terá ficado abaixo dos 7,3% definidos inicialmente. E especificou que a folga orçamental será de 820 milhões de euros.


 


Good News!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

200 países, 200 anos, 4 Minutos

200 países, 200 anos, 4 Minutos

Creep (Choir Version)

Creep (Choir Version)

Sócrates tenta seduzir a Alemanha


 


Sócrates está a dar tudo por tudo para convencer Angela Merkel de que Portugal é uma economia pujante!

Sócrates tenta seduzir a Alemanha


 


Sócrates está a dar tudo por tudo para convencer Angela Merkel de que Portugal é uma economia pujante!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Tenho a sensação...

Tenho a sensação que Portugal está falido e anda tudo a fingir que não, para ver se a realidade se verga à vontade.


 


Toda a gente anda a pôr dinheiro nas emissões do Estado, os particulares ricos, os bancos, e eu antevejo um triste fim para estes investimentos de longo prazo. Os juros altos ofuscam a realidade de num prazo de dois a três anos o Estado Português ter de fazer uma reavaliação em baixa do valor da dívida que emitiu. Porque não haverá condições de pagar aos credores. Um hair-cut de 20% a 30% (que será já incluído nos testes de stress à banca este ano) é coisa com que se deverá contar.


Este ano Portugal tem (já começou a fazê-lo) de emitir dívida para refinanciar a que vence, no valor de € 49.8 mil milhões, sendo € 21.5 mil milhões em O.Ts (longo prazo) e € 28.3 mil milhões em B.Ts (curto prazo).


 


A banca e as empresas portuguesas também terão de refinanciar dívida este ano, e só o conseguem fazer contraindo mais dívida. Sendo certo que ninguém lhes empresta, no caso dos bancos só o BCE. Mas se continua a ceder liquidez a troco de OT que a prazo valem menos, o BCE arrisca-se a ir junto com o desaire que se antevê para os bancos portugueses.


Os bancos portugueses não podem esperar que o Banco Central Europeu continue com o apoio às instituições financeiras durante um período prolongado, devendo optar por aumentar o capital ou acelerar a sua desalavancagem (conceder menos crédito e captar mais depósitos).


 


Para terem uma ideia, só o BPI tem 10% dos seus activos aplicados em OT... o que vai acontecer ao banco se houver um hair-cut da dívida de 20% a 30%?


 


Isto está muito mau para os bancos portugueses.


 

Tenho a sensação...

Tenho a sensação que Portugal está falido e anda tudo a fingir que não, para ver se a realidade se verga à vontade.


 


Toda a gente anda a pôr dinheiro nas emissões do Estado, os particulares ricos, os bancos, e eu antevejo um triste fim para estes investimentos de longo prazo. Os juros altos ofuscam a realidade de num prazo de dois a três anos o Estado Português ter de fazer uma reavaliação em baixa do valor da dívida que emitiu. Porque não haverá condições de pagar aos credores. Um hair-cut de 20% a 30% (que será já incluído nos testes de stress à banca este ano) é coisa com que se deverá contar.


Este ano Portugal tem (já começou a fazê-lo) de emitir dívida para refinanciar a que vence, no valor de € 49.8 mil milhões, sendo € 21.5 mil milhões em O.Ts (longo prazo) e € 28.3 mil milhões em B.Ts (curto prazo).


 


A banca e as empresas portuguesas também terão de refinanciar dívida este ano, e só o conseguem fazer contraindo mais dívida. Sendo certo que ninguém lhes empresta, no caso dos bancos só o BCE. Mas se continua a ceder liquidez a troco de OT que a prazo valem menos, o BCE arrisca-se a ir junto com o desaire que se antevê para os bancos portugueses.


Os bancos portugueses não podem esperar que o Banco Central Europeu continue com o apoio às instituições financeiras durante um período prolongado, devendo optar por aumentar o capital ou acelerar a sua desalavancagem (conceder menos crédito e captar mais depósitos).


 


Para terem uma ideia, só o BPI tem 10% dos seus activos aplicados em OT... o que vai acontecer ao banco se houver um hair-cut da dívida de 20% a 30%?


 


Isto está muito mau para os bancos portugueses.


 

Livrai-nos do Mal, amen

«O Grupo Espírito Santo vendeu a Escom à Sonangol». Uma notícia excelente avançada pelos Diário Económico e o Público.


 


A família Espírito Santo livra-se assim de uma maldição. A empresa dos diamantes.


 


A Escom, sempre metida na promoção de negócios paralelos entre Estados. O seu nome está associado ao negócio das contrapartidas nos concursos lançados pelo Estado português para comprar material de defesa. Veja-se o caso das comissões pagas ao consórcio alemão que forneceu os dois submarinos ao Estado português. A Escom surgiu ainda no centro do caso Portucale, relacionado com o abate ilegal de sobreiros para a construção em Benavente.


 


Ainda por cima este parente rebelde do GES dava prejuízo.


 


A Escom passa para a Sonangol, a César o que é de César!


 

Livrai-nos do Mal, amen

«O Grupo Espírito Santo vendeu a Escom à Sonangol». Uma notícia excelente avançada pelos Diário Económico e o Público.


 


A família Espírito Santo livra-se assim de uma maldição. A empresa dos diamantes.


 


A Escom, sempre metida na promoção de negócios paralelos entre Estados. O seu nome está associado ao negócio das contrapartidas nos concursos lançados pelo Estado português para comprar material de defesa. Veja-se o caso das comissões pagas ao consórcio alemão que forneceu os dois submarinos ao Estado português. A Escom surgiu ainda no centro do caso Portucale, relacionado com o abate ilegal de sobreiros para a construção em Benavente.


 


Ainda por cima este parente rebelde do GES dava prejuízo.


 


A Escom passa para a Sonangol, a César o que é de César!


 

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Ashes to Ashes

Carlos Castro está para o submundo gay como a Palestina está para o Mundo árabe. Até se transformarem em mártires ninguém, dos seus pares, gostava deles. Depois da tragédia, passaram a ser os ícones das causas!

Ashes to Ashes

Carlos Castro está para o submundo gay como a Palestina está para o Mundo árabe. Até se transformarem em mártires ninguém, dos seus pares, gostava deles. Depois da tragédia, passaram a ser os ícones das causas!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Euro crisis

 Uma vez disse numa conversa de café, que esta crise era o principio do fim do euro. Fui chamada de pessimista e catastrofista.


A ver o Prós e Contras deparei-me com a tese do fim do euro: Pedro Braz Teixeira, economista, diz que não antevê uma longa vida para o Euro. Porque os países fortes acabarão por voluntariamente sair do euro, deixando o euro desvalorizar e assim diminuem a dívida dos países pobres  por via dessa desvalorização. Sem a Alemanha, França e afins, o euro desintegrar-se-á naturalmente.


 


A Europa falhou? Parece me que a crise tridimensional (económica, social, política a que acresço os valores) é um sinal de que este é um projecto imperfeito.

Euro crisis

 Uma vez disse numa conversa de café, que esta crise era o principio do fim do euro. Fui chamada de pessimista e catastrofista.


A ver o Prós e Contras deparei-me com a tese do fim do euro: Pedro Braz Teixeira, economista, diz que não antevê uma longa vida para o Euro. Porque os países fortes acabarão por voluntariamente sair do euro, deixando o euro desvalorizar e assim diminuem a dívida dos países pobres  por via dessa desvalorização. Sem a Alemanha, França e afins, o euro desintegrar-se-á naturalmente.


 


A Europa falhou? Parece me que a crise tridimensional (económica, social, política a que acresço os valores) é um sinal de que este é um projecto imperfeito.

Espero por mais um filme de Woody Allen

Dia 20 de Janeiro estreia: O Homem dos teus Sonhos com o título original de "Tall Dark Stranger".


Todas as mulheres esperam encontrar o seu Tall Dark Stranger!


 


 


 









Espero por mais um filme de Woody Allen

Dia 20 de Janeiro estreia: O Homem dos teus Sonhos com o título original de "Tall Dark Stranger".


Todas as mulheres esperam encontrar o seu Tall Dark Stranger!


 


 


 









Feriados Católicos "esquecidos" da agenda anual da União Europeia

 


  Já se sabe que há uma "guerra fria" na decadente Europa à ideologia católica. Mas o que não se sabia é que esse parti-pri ia até às altas instâncias governativas. Esta semana , a Comissão Europeia distribuiu 3,5 milhões de agendas com referências aos feriados de três confissões religiosas, mas omitiu as celebrações católicas. O Natal e a Páscoa são simplesmente ignorados enquanto celebrações de factos cristãos (nascimento e paixão de Cristo). As agendas foram distribuídas pela Comissão Europeia por estudantes e estabelecimentos de ensino em todos os países da Europa. A agenda tem referências às festas judaicas, islâmicas e hindus, mas ignora as festas cristãs A única referência ao Natal é feita através de um pinheiro de natal finlandês, mas sem qualquer tipo de explicação sobre a data.


O caso já foi denunciado a Durão Barroso por eurodeputados britânicos.  Laurent Wauquiez, ministro francês dos assuntos Europeus voltou a questionar o assunto, perguntando ao presidente da Comissão Europeia se "tem vergonha do património cristão". Agora Durão Barroso, um português (católico?) vai ter de fazer milhões de erratas para distribuir pelos donos das agendas. Pelo menos essa foi a notícia que deu Maria José Nogueira Pinto à SIC Notícias.


Na minha opinião isto não foi um esquecimento, foi intencional, para tentar destronar a igreja católica como igreja dominante na Europa.


 


Já  o Papa Bento XVI tinha denunciado o hábito de governos seculares de proibir que os feriados religiosos cristãos sejam reconhecidos, por medo de “ofender” as minorias religiosas,  disse-o num discurso num encontro do corpo diplomático do Vaticano.


 


Feriados Católicos "esquecidos" da agenda anual da União Europeia

 


  Já se sabe que há uma "guerra fria" na decadente Europa à ideologia católica. Mas o que não se sabia é que esse parti-pri ia até às altas instâncias governativas. Esta semana , a Comissão Europeia distribuiu 3,5 milhões de agendas com referências aos feriados de três confissões religiosas, mas omitiu as celebrações católicas. O Natal e a Páscoa são simplesmente ignorados enquanto celebrações de factos cristãos (nascimento e paixão de Cristo). As agendas foram distribuídas pela Comissão Europeia por estudantes e estabelecimentos de ensino em todos os países da Europa. A agenda tem referências às festas judaicas, islâmicas e hindus, mas ignora as festas cristãs A única referência ao Natal é feita através de um pinheiro de natal finlandês, mas sem qualquer tipo de explicação sobre a data.


O caso já foi denunciado a Durão Barroso por eurodeputados britânicos.  Laurent Wauquiez, ministro francês dos assuntos Europeus voltou a questionar o assunto, perguntando ao presidente da Comissão Europeia se "tem vergonha do património cristão". Agora Durão Barroso, um português (católico?) vai ter de fazer milhões de erratas para distribuir pelos donos das agendas. Pelo menos essa foi a notícia que deu Maria José Nogueira Pinto à SIC Notícias.


Na minha opinião isto não foi um esquecimento, foi intencional, para tentar destronar a igreja católica como igreja dominante na Europa.


 


Já  o Papa Bento XVI tinha denunciado o hábito de governos seculares de proibir que os feriados religiosos cristãos sejam reconhecidos, por medo de “ofender” as minorias religiosas,  disse-o num discurso num encontro do corpo diplomático do Vaticano.


 


domingo, 16 de janeiro de 2011

Mais uma "Pinóquiada"

 


 


Luis Amado, Ministro dos Negócios Estrangeiros, diz que Portugal está a tentar vender dívida pública no Qatar.



Horas antes, Sócrates garantira o contrário: “Não discutimos [a dívida], discutimos as oportunidades de investimento do Qatar em Portugal e a presença das empresas portuguesas” neste país, declarou o primeiro-ministro.



Mais uma "Pinóquiada"

 


 


Luis Amado, Ministro dos Negócios Estrangeiros, diz que Portugal está a tentar vender dívida pública no Qatar.



Horas antes, Sócrates garantira o contrário: “Não discutimos [a dívida], discutimos as oportunidades de investimento do Qatar em Portugal e a presença das empresas portuguesas” neste país, declarou o primeiro-ministro.



sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Sabedoria Popular...

Sócrates a rir em Janeiro, é sinal de pouco dinheiro


 


 


Sabedoria Popular...

Sócrates a rir em Janeiro, é sinal de pouco dinheiro


 


 


Mapa Astral para Portugal no ano 2011

O economista João Duque desvalorizou, quinta-feira, o leilão da dívida portuguesa realizado no dia anterior. «A cena a que assistimos ontem [quarta-feira] vai repetir-se semana após semana. A necessidade de financiamento é de 46 mil milhões de euros. Ontem, o problema era de 1.250 [milhões de euros], ou seja, a cena vai repetir-se 46 vezes. O ano vai ser isto».

(Eu já tinha dito, mais ou menos, isto num post anterior).

O Banco de Portugal projecta uma recessão de 1,3%.

That´s it!

Mapa Astral para Portugal no ano 2011

O economista João Duque desvalorizou, quinta-feira, o leilão da dívida portuguesa realizado no dia anterior. «A cena a que assistimos ontem [quarta-feira] vai repetir-se semana após semana. A necessidade de financiamento é de 46 mil milhões de euros. Ontem, o problema era de 1.250 [milhões de euros], ou seja, a cena vai repetir-se 46 vezes. O ano vai ser isto».

(Eu já tinha dito, mais ou menos, isto num post anterior).

O Banco de Portugal projecta uma recessão de 1,3%.

That´s it!

Afinal não há Serpentários a Oeste

Afinal parece que a mudança do calendário do Zodíaco não é para todos:


 


"If they adhered to the tropical zodiac - which, if they're a Westerner, they probably did – absolutely nothing has changed for them".


 


"That's because the tropical zodiac – which is fixed to seasons, and which Western astrology adheres to – differs from the sidereal zodiac – which is fixed to constellations and is followed more in the East, and is the type of zodiac to which the Star Tribune article ultimately refers".


 


Tudo isto se resume à descoberta que, devido à atracção gravitacional que a Lua exerce sobre a Terra, o alinhamento das estrelas foi empurrado em cerca de um mês.

Afinal não há Serpentários a Oeste

Afinal parece que a mudança do calendário do Zodíaco não é para todos:


 


"If they adhered to the tropical zodiac - which, if they're a Westerner, they probably did – absolutely nothing has changed for them".


 


"That's because the tropical zodiac – which is fixed to seasons, and which Western astrology adheres to – differs from the sidereal zodiac – which is fixed to constellations and is followed more in the East, and is the type of zodiac to which the Star Tribune article ultimately refers".


 


Tudo isto se resume à descoberta que, devido à atracção gravitacional que a Lua exerce sobre a Terra, o alinhamento das estrelas foi empurrado em cerca de um mês.

News

Foi hoje confirmada a beatificação do Papa João Paulo II.


 


O Papa João Paulo II vai ser beatificado no próximo dia 1 de Maio, anunciou hoje o Vaticano

News

Foi hoje confirmada a beatificação do Papa João Paulo II.


 


O Papa João Paulo II vai ser beatificado no próximo dia 1 de Maio, anunciou hoje o Vaticano

Mudam-se os tempos...

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades


 


Disse Luís Vaz de Camões


 


e até os signos do Zodíaco parece que mudaram... Os astrónomos do Minnesota Planetarium Society, nos EUA, redifiniram o calendário do zodíaco. Na prática, quer dizer que a maioria de nós pertence ao signo anterior ao que julgava.


 


Para os curiosos, fica o calendário, segundo a nova perspectiva:



Capricórnio: De 20 Janeiro a 16 Fevereiro
Aquário: De 16 Fevereiro a 11 Março
Peixes: De 11 Março a 18 Abril
Carneiro: De 18 Abril a 13 Maio
Touro: De 13 Maio a 21 Junho
Gémeos: De 21 Junho a 20 Julho
Caranguejo: De 20 Julho a 10 Agosto
Leão: De 10 Agosto a 16 Setembro
Virgem: De  16 Setembro a 30 Outubro
Balança: De 30 de Outubro a 23 Novembro
Escorpião: De 23 a 29 Novembro
Serpentário (Ophiuchus): De 29 Novembro a 17 Dezembro
Sagitário: De 17 Dezembro a 20 Janeiro


 


 


 

Mudam-se os tempos...

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades


 


Disse Luís Vaz de Camões


 


e até os signos do Zodíaco parece que mudaram... Os astrónomos do Minnesota Planetarium Society, nos EUA, redifiniram o calendário do zodíaco. Na prática, quer dizer que a maioria de nós pertence ao signo anterior ao que julgava.


 


Para os curiosos, fica o calendário, segundo a nova perspectiva:



Capricórnio: De 20 Janeiro a 16 Fevereiro
Aquário: De 16 Fevereiro a 11 Março
Peixes: De 11 Março a 18 Abril
Carneiro: De 18 Abril a 13 Maio
Touro: De 13 Maio a 21 Junho
Gémeos: De 21 Junho a 20 Julho
Caranguejo: De 20 Julho a 10 Agosto
Leão: De 10 Agosto a 16 Setembro
Virgem: De  16 Setembro a 30 Outubro
Balança: De 30 de Outubro a 23 Novembro
Escorpião: De 23 a 29 Novembro
Serpentário (Ophiuchus): De 29 Novembro a 17 Dezembro
Sagitário: De 17 Dezembro a 20 Janeiro


 


 


 

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Já só faltam 20 biliões

O primeiro-ministro considerou na quarta-feira que a colocação de 1,2 biliões de euros de dívida portuguesa nos mercados de capitais foi «um sucesso na procura e um sucesso no preço, e isso é a melhor demonstração de confiança na economia portuguesa por parte dos mercados».


 


Pronto agora já só faltam 20 mil milhões de euros a encaixar este ano através da emissão Obrigações do Tesouro!


 


 


 

Já só faltam 20 biliões

O primeiro-ministro considerou na quarta-feira que a colocação de 1,2 biliões de euros de dívida portuguesa nos mercados de capitais foi «um sucesso na procura e um sucesso no preço, e isso é a melhor demonstração de confiança na economia portuguesa por parte dos mercados».


 


Pronto agora já só faltam 20 mil milhões de euros a encaixar este ano através da emissão Obrigações do Tesouro!


 


 


 

A história do cinema em Portugal

Vale a pena ver a exposição temporária que está no Museu de Ciência da Universidade de Lisboa, na Rua da Escola Politécnica:  


"Cinema em Portugal : os primeiros anos", que está até 29 de Maio. Onde revisitamos uma época em que o cinema português competia em pé de igualdade com o cinema estrangeiro. Fica-se a saber que Portugal antes da República e largos anos depois da sua implantação era um dos países mais desenvolvidos na indústria de cinema. O início do cinema português tem lugar com a exibição das primeiras curtas-metragens amadoras de um empresário da cidade do Porto, Aurélio Paz dos Reis, que comparava bem com os Irmãos Lumiére.


 


Das primeiras imagens em movimento ao cinema sonoro, a exposição percorre as primeiras décadas do cinema em Portugal, recordando a evolução da técnica e tecnologia envolvidas durante a I República. Dos primeiros espectáculos e primeiros filmes aos estúdios e rodagens, passando pelas salas e públicos e estrelas de cinema, sem esquecer os coleccionadores, mostram-se equipamentos, documentos e filmes, que são um testemunho, em Portugal, do nascimento fulgurante desta arte e da invenção de uma nova indústria no virar do século.


 


 


A história do cinema em Portugal

Vale a pena ver a exposição temporária que está no Museu de Ciência da Universidade de Lisboa, na Rua da Escola Politécnica:  


"Cinema em Portugal : os primeiros anos", que está até 29 de Maio. Onde revisitamos uma época em que o cinema português competia em pé de igualdade com o cinema estrangeiro. Fica-se a saber que Portugal antes da República e largos anos depois da sua implantação era um dos países mais desenvolvidos na indústria de cinema. O início do cinema português tem lugar com a exibição das primeiras curtas-metragens amadoras de um empresário da cidade do Porto, Aurélio Paz dos Reis, que comparava bem com os Irmãos Lumiére.


 


Das primeiras imagens em movimento ao cinema sonoro, a exposição percorre as primeiras décadas do cinema em Portugal, recordando a evolução da técnica e tecnologia envolvidas durante a I República. Dos primeiros espectáculos e primeiros filmes aos estúdios e rodagens, passando pelas salas e públicos e estrelas de cinema, sem esquecer os coleccionadores, mostram-se equipamentos, documentos e filmes, que são um testemunho, em Portugal, do nascimento fulgurante desta arte e da invenção de uma nova indústria no virar do século.


 


 


O risco da banca

Há um machado em cima dos bancos portugueses. Como a República portuguesa não consegue financiar-se a taxas baixas nos mercados internacionais, os bancos portugueses têm sido os grandes compradores de títulos de dívida portuguesa. O que explica o sucesso das colocações. Para que querem os bancos estes títulos? Porque depois podem ir com eles ao BCE e trocarem-nos por financiamento. É assim que o BCE está a ajudar os Estados da União Europeia com dificuldade de liquidez, indirectamente. Uma vez que está legalmente impedido de o fazer directamente.


Esta cadeia de entre-ajuda têm se traduzido num aumento de exposição dos bancos portugueses à dívida soberana portuguesa:


O BPI aumentou a sua exposição à dívida portuguesa para €4,2 mil milhões. A exposição do BES é de €2.2 mil milhões e a do BCP é de €953 milhões (estes números terão ainda de ser actualizados à realidade de hoje).


Ora se Portugal entrasse em default e dissesse "não conseguimos pagar a dívida e por isso não o vamos fazer", imaginem o que acontecia aos banco portugueses. Bum!