segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Alma Perdida


 


Interessante argumento deste filme (comédia) dirigido por Sophie Bartes: Cold Soul, em português Alma Perdida


 


Dr. Flinstein (David Strathairn), says that humans are like circus elephants trained to walk against a pole, Paul Giamatti, less interested in philosophy than results, responds with, “I don’t need to be happy. I just don’t want to suffer.” The doctor responds with "you thought you could live without suffering, everyone wants to be happy".


 


Uma comédia negra que tem o seu ponto cómico mais alto quando a alma, que é "extraída" de Giamatti, salta para o chão, e é na verdade... um grão de bico.


 


Paul Giamatti era infeliz e vai a uma centro dador de almas, para trocar a dele. Recebe um alma de um dador anónimo. Mas não corre bem, porque, diz Giamatti, ganha uma alma que ele sente que é para "uma vida muito maior". Fantástica esta revelação, a de há almas que parecem ser para uma vida maior do que a que se tem.


Já senti isso de ter uma alma que é para uma vida maior, assim como se a alma tivesse um número acima do corpo onde está inserida.

Alma Perdida


 


Interessante argumento deste filme (comédia) dirigido por Sophie Bartes: Cold Soul, em português Alma Perdida


 


Dr. Flinstein (David Strathairn), says that humans are like circus elephants trained to walk against a pole, Paul Giamatti, less interested in philosophy than results, responds with, “I don’t need to be happy. I just don’t want to suffer.” The doctor responds with "you thought you could live without suffering, everyone wants to be happy".


 


Uma comédia negra que tem o seu ponto cómico mais alto quando a alma, que é "extraída" de Giamatti, salta para o chão, e é na verdade... um grão de bico.


 


Paul Giamatti era infeliz e vai a uma centro dador de almas, para trocar a dele. Recebe um alma de um dador anónimo. Mas não corre bem, porque, diz Giamatti, ganha uma alma que ele sente que é para "uma vida muito maior". Fantástica esta revelação, a de há almas que parecem ser para uma vida maior do que a que se tem.


Já senti isso de ter uma alma que é para uma vida maior, assim como se a alma tivesse um número acima do corpo onde está inserida.

Teatro, Pessoa e a internet: um ensaio sobre a representação, as máscaras e a heteronomia


“O mundo inteiro é um palco, e todos os homens e todas as mulheres são apenas actores”



William Shakespeare


“No teatro, a verdade esquiva-se sempre”

Harold Pinter, "Discurso de Aceitação do Prémio Nobel"


            A arte de representar, diz Jeanne Moreau, “não é a realidade. É um acto de crueldade que o actor inflige a si mesmo. Essa crueldade tem a ver com a lucidez e isso é algo de muito terrível”. O filósofo italiano Aldo Gargani(1933 – 2009), em o “Texto do tempo[1]”, defende a tese que a representação, ou seja, de “estar na encenação de si mesmo", equivale a “ (…) sair de si de si próprio. Sair de si mesmo” e que tal é “o maior desejo dos homens”. Estas duas proposições, levam-me a concluir que a heteronomia, como uma teatralização de nós mesmos, numa negação da mimética clássica, i.e., a arte não imita a vida, pelo contrário, como em Oscar Wilde, mente, pois “deve rejeitar a sinceridade, a fidelidade e a exactidão, e optar pela mascar, pela mentira[2]”. Em suma deve fingir! O actor, o artista e o poeta são portanto fingidores! “O poeta é um fingidor. / Finge tão completamente /Que chega a fingir que é dor/ A dor que deveras sente.”

             A própria máscara, utensílio mágico e teatral tem essa função, é uma negação da realidade, um filtro entre a realidade e a aparência, como podemos entender neste poema de Álvaro de Campos: “Depus a máscara e vi-me ao espelho. —  /Era a criança de há quantos anos.  /Não tinha mudado nada.../ É essa a vantagem de saber tirar a máscara. /É-se sempre a criança,  /O passado que foi /A criança. /Depus a máscara, e tornei a pô-la. /Assim é melhor,  /Assim sem a máscara. E volto à personalidade como a um términos de linha.” A máscara e, por extensão, o conceito de heterónimo (heteros = diferente; + ónoma = nome) tem, portanto, a capacidade, de incitar à separação das águas, alimentando a dialéctica real / virtual.     Esta dialéctica, emFernando Pessoa, foi bem captada por Octávio Paz, que no prefácio de “O Rosto e as Máscaras”, afirma que o sucesso do poeta português “ (...) está escrito no seu nome: Pessoa, quer dizer pessoa em português e vem de Persona, máscara dos actores romanos. Máscara, personagem de ficção, ninguém: Pessoa[3].”

            Se desenharmos um plano do universo “pessoano”, recordando a sua biografia como a sua obra, chega-se facilmente à conclusão que ele multiplicando-se em heterónimos, i.e., atrás da máscara, ou escrevendo com o seu nome de baptismo, o Pessoa homónimo, criou o seu palco, com os seus “dramas de gentes”, dando razão a Gargani: “A maior paixão dos homens é exporem-se a si mesmos e entrarem na própria encenação. Independentemente do facto de a verdade residir na arte ou na poesia ou de as artes e a literatura serem os lugares eleitos de verdade, teremos não obstante de reconhecer que a maior paixão dos homens é exporem-se a si mesmos, encenarem-se a si próprios, encontrarem finalmente a própria encenação; teremos de reconhecer que esta paixão, paixão existencial, é uma paixão que os impele para a arte, a música, o cinema, que são (…) maneiras de exporem, de se divulgarem a si mesmos através de uma cena” E, concluindo, acrescenta: “Não é pela busca da verdade que os homens fazem tudo isto, não é pela busca da verdade que os homens preparam a própria encenação a fim de se tornarem actores da sua própria existência, e não obstante é quando entram na própria encenação que têm a sensação de estar na sua verdade; como actores, que saíram da pessoa que anteriormente eram, exprimem agora a sua verdade, embora não tenha sido a necessidade da verdade que os transformou em actores. Foi antes porque se transformaram em actores de si mesmos, em actores da própria vida, para fugirem ao problema da verdade que se tomara a obsessão da sua vida interior; e agora, como actores e como artistas da própria vida, manifestam na sua existência a sua própria verdade[4]”.

            Através deste jogo de linguagem que Gargani bebe directamente na fonte, os contributos filosóficos de Ludwig Joseph Johann Wittgenstein (Viena,   1889  —  Cambridge, 1951), arauto da  lógica,  da filosofia da linguagem e da filosofia da mente, são notórios. Mesmo que optasse pelo silêncio na ausência da razão: “Não é possível dizer ou buscar lógica sobre todas as coisas. Há coisas sobre as quais apenas se deve calar.” Linha de pensamento coincidente com a de Fernando Pessoa, que segue, quando “mascarado” de Bernardo Soares, escreveu que “a meio caminho entre a fé e a crítica está a estalagem da razão. A razão é a fé no que se pode compreender sem fé, mas é uma fé ainda, porque compreender envolve pressupor que há qualquer coisa compreensível[5]”.

            A heteronomia e a representação reflectem a condição humana. Por exemplo, que desde os mais diversos criadores, passando pelo mundo do crime e os seus códigos de conduta, ao advento e confirmação da sociedade da comunicação e, por maioria de razão, da internet, está bem patente. A própria noção de cultura evolui-o radicalmente, já que “o novo papel da “técnica” que deixou de ser um simples instrumento racional, um “meio”, para afectar crescentemente a própria constituição da experiência contemporânea[6]”. E, no entanto, a lógica da cultura (por maioria de razão) na “era digital”, passou a ser “mais figural que simbólica”, funcionando essencialmente com o imaginário. Imaginário este que a “heteronomia digital”, bem patente nas mais diversas salas de conversação, blogues, redes sociais, etc., sob as mais diversas assinaturas ou alcunhas, pressupõe! Porém, este avanço tecnológico, com desejada redução do número dos “info-excluídos” e / ou “info-analfabetos” pressupõe mais justiça. Porque, como reflecte Paulo Serra, da Universidade da Beira Interior, em “Ética e o Rosto e as Máscaras informação: alguns paradoxos éticos da “sociedade da informação”: “Um dos pressupostos fundamentais que, de forma mais ou menos explícita, enforma os actuais discursos acerca das “virtudes” da “sociedade da informação” — bem como as políticas que decorrem de tais discursos — é o de que um homem melhor informado é, necessariamente, um homem moralmente melhor; e que, em consequência disso, uma sociedade de homens melhor informados é necessariamente uma sociedade mais justa[7]”.      


            Terminamos, mas sem antes de sublinhar que, mesmo neste admirável novo mundo que a internet tornou possível, neste palco reduzido ao tamanho do ecrã, as palavras de Gargani e de Octávio Paz continuam vivas, por um lado, sob os mais diversos nomes, defendendo as mais diversas causas (algumas absurdas e/ou mesmo criminosas), os internautas transformam-se em “actores de si mesmo, em actores da própria vida” e, por outro, como os seres de papel criados por Pessoas, virtuais, e neste caso, mesmo que algures no “ciberespaço”, são, “Persona, ninguém”! 


Texto a ser publicado brevemente no Correio do Ribatejo




Teatro, Pessoa e a internet: um ensaio sobre a representação, as máscaras e a heteronomia


“O mundo inteiro é um palco, e todos os homens e todas as mulheres são apenas actores”



William Shakespeare


“No teatro, a verdade esquiva-se sempre”

Harold Pinter, "Discurso de Aceitação do Prémio Nobel"


            A arte de representar, diz Jeanne Moreau, “não é a realidade. É um acto de crueldade que o actor inflige a si mesmo. Essa crueldade tem a ver com a lucidez e isso é algo de muito terrível”. O filósofo italiano Aldo Gargani(1933 – 2009), em o “Texto do tempo[1]”, defende a tese que a representação, ou seja, de “estar na encenação de si mesmo", equivale a “ (…) sair de si de si próprio. Sair de si mesmo” e que tal é “o maior desejo dos homens”. Estas duas proposições, levam-me a concluir que a heteronomia, como uma teatralização de nós mesmos, numa negação da mimética clássica, i.e., a arte não imita a vida, pelo contrário, como em Oscar Wilde, mente, pois “deve rejeitar a sinceridade, a fidelidade e a exactidão, e optar pela mascar, pela mentira[2]”. Em suma deve fingir! O actor, o artista e o poeta são portanto fingidores! “O poeta é um fingidor. / Finge tão completamente /Que chega a fingir que é dor/ A dor que deveras sente.”

             A própria máscara, utensílio mágico e teatral tem essa função, é uma negação da realidade, um filtro entre a realidade e a aparência, como podemos entender neste poema de Álvaro de Campos: “Depus a máscara e vi-me ao espelho. —  /Era a criança de há quantos anos.  /Não tinha mudado nada.../ É essa a vantagem de saber tirar a máscara. /É-se sempre a criança,  /O passado que foi /A criança. /Depus a máscara, e tornei a pô-la. /Assim é melhor,  /Assim sem a máscara. E volto à personalidade como a um términos de linha.” A máscara e, por extensão, o conceito de heterónimo (heteros = diferente; + ónoma = nome) tem, portanto, a capacidade, de incitar à separação das águas, alimentando a dialéctica real / virtual.     Esta dialéctica, emFernando Pessoa, foi bem captada por Octávio Paz, que no prefácio de “O Rosto e as Máscaras”, afirma que o sucesso do poeta português “ (...) está escrito no seu nome: Pessoa, quer dizer pessoa em português e vem de Persona, máscara dos actores romanos. Máscara, personagem de ficção, ninguém: Pessoa[3].”

            Se desenharmos um plano do universo “pessoano”, recordando a sua biografia como a sua obra, chega-se facilmente à conclusão que ele multiplicando-se em heterónimos, i.e., atrás da máscara, ou escrevendo com o seu nome de baptismo, o Pessoa homónimo, criou o seu palco, com os seus “dramas de gentes”, dando razão a Gargani: “A maior paixão dos homens é exporem-se a si mesmos e entrarem na própria encenação. Independentemente do facto de a verdade residir na arte ou na poesia ou de as artes e a literatura serem os lugares eleitos de verdade, teremos não obstante de reconhecer que a maior paixão dos homens é exporem-se a si mesmos, encenarem-se a si próprios, encontrarem finalmente a própria encenação; teremos de reconhecer que esta paixão, paixão existencial, é uma paixão que os impele para a arte, a música, o cinema, que são (…) maneiras de exporem, de se divulgarem a si mesmos através de uma cena” E, concluindo, acrescenta: “Não é pela busca da verdade que os homens fazem tudo isto, não é pela busca da verdade que os homens preparam a própria encenação a fim de se tornarem actores da sua própria existência, e não obstante é quando entram na própria encenação que têm a sensação de estar na sua verdade; como actores, que saíram da pessoa que anteriormente eram, exprimem agora a sua verdade, embora não tenha sido a necessidade da verdade que os transformou em actores. Foi antes porque se transformaram em actores de si mesmos, em actores da própria vida, para fugirem ao problema da verdade que se tomara a obsessão da sua vida interior; e agora, como actores e como artistas da própria vida, manifestam na sua existência a sua própria verdade[4]”.

            Através deste jogo de linguagem que Gargani bebe directamente na fonte, os contributos filosóficos de Ludwig Joseph Johann Wittgenstein (Viena,   1889  —  Cambridge, 1951), arauto da  lógica,  da filosofia da linguagem e da filosofia da mente, são notórios. Mesmo que optasse pelo silêncio na ausência da razão: “Não é possível dizer ou buscar lógica sobre todas as coisas. Há coisas sobre as quais apenas se deve calar.” Linha de pensamento coincidente com a de Fernando Pessoa, que segue, quando “mascarado” de Bernardo Soares, escreveu que “a meio caminho entre a fé e a crítica está a estalagem da razão. A razão é a fé no que se pode compreender sem fé, mas é uma fé ainda, porque compreender envolve pressupor que há qualquer coisa compreensível[5]”.

            A heteronomia e a representação reflectem a condição humana. Por exemplo, que desde os mais diversos criadores, passando pelo mundo do crime e os seus códigos de conduta, ao advento e confirmação da sociedade da comunicação e, por maioria de razão, da internet, está bem patente. A própria noção de cultura evolui-o radicalmente, já que “o novo papel da “técnica” que deixou de ser um simples instrumento racional, um “meio”, para afectar crescentemente a própria constituição da experiência contemporânea[6]”. E, no entanto, a lógica da cultura (por maioria de razão) na “era digital”, passou a ser “mais figural que simbólica”, funcionando essencialmente com o imaginário. Imaginário este que a “heteronomia digital”, bem patente nas mais diversas salas de conversação, blogues, redes sociais, etc., sob as mais diversas assinaturas ou alcunhas, pressupõe! Porém, este avanço tecnológico, com desejada redução do número dos “info-excluídos” e / ou “info-analfabetos” pressupõe mais justiça. Porque, como reflecte Paulo Serra, da Universidade da Beira Interior, em “Ética e o Rosto e as Máscaras informação: alguns paradoxos éticos da “sociedade da informação”: “Um dos pressupostos fundamentais que, de forma mais ou menos explícita, enforma os actuais discursos acerca das “virtudes” da “sociedade da informação” — bem como as políticas que decorrem de tais discursos — é o de que um homem melhor informado é, necessariamente, um homem moralmente melhor; e que, em consequência disso, uma sociedade de homens melhor informados é necessariamente uma sociedade mais justa[7]”.      


            Terminamos, mas sem antes de sublinhar que, mesmo neste admirável novo mundo que a internet tornou possível, neste palco reduzido ao tamanho do ecrã, as palavras de Gargani e de Octávio Paz continuam vivas, por um lado, sob os mais diversos nomes, defendendo as mais diversas causas (algumas absurdas e/ou mesmo criminosas), os internautas transformam-se em “actores de si mesmo, em actores da própria vida” e, por outro, como os seres de papel criados por Pessoas, virtuais, e neste caso, mesmo que algures no “ciberespaço”, são, “Persona, ninguém”! 


Texto a ser publicado brevemente no Correio do Ribatejo




domingo, 30 de outubro de 2011

A melhor definição de inteligência

Alguém um dia, numa entrevista, perguntou a João Lobo Antunes o que era a inteligência? E ele respondeu:


Não sei, mas quando falta noto logo.

A melhor definição de inteligência

Alguém um dia, numa entrevista, perguntou a João Lobo Antunes o que era a inteligência? E ele respondeu:


Não sei, mas quando falta noto logo.

Conversas com o pai

António Lobo Antunes contou uma vez no Público uma conversa com o seu pai antes de este morrer: "já perto do fim do meu pai, que era patologista e nunca falou de Deus, perguntei-lhe se acreditava em Deus, o que é uma pergunta muito íntima. E ele respondeu: 'O nada não existe na Biologia".


 


João Lobo Antunes, uma vez numa entrevista contou que quando o pai estava a morrer com os filhos todos à volta, lhe perguntou qual era a maior herança que um pai pode deixar a um filho. O pai respondeu: "o gosto pelo belo".


 

Conversas com o pai

António Lobo Antunes contou uma vez no Público uma conversa com o seu pai antes de este morrer: "já perto do fim do meu pai, que era patologista e nunca falou de Deus, perguntei-lhe se acreditava em Deus, o que é uma pergunta muito íntima. E ele respondeu: 'O nada não existe na Biologia".


 


João Lobo Antunes, uma vez numa entrevista contou que quando o pai estava a morrer com os filhos todos à volta, lhe perguntou qual era a maior herança que um pai pode deixar a um filho. O pai respondeu: "o gosto pelo belo".


 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Eu gosto de Jorge Palma


 


Mas será que este disco é bom? Oiça aqui, é o que vou fazer! Depois aguardo os vossos comentários.


 


Do que ouvi, embora longe do "esplendor marginal" de um Bairro do AmorDá-me Lume ou de um Deixa-me Rir ( e de outras pérolas)


entra bem no ouvido...Não chega, mas já é alguma coisa!


 


UPDATE: Visitem a sua página no Facebook, também dá para ouvir o álbum

Eu gosto de Jorge Palma


 


Mas será que este disco é bom? Oiça aqui, é o que vou fazer! Depois aguardo os vossos comentários.


 


Do que ouvi, embora longe do "esplendor marginal" de um Bairro do AmorDá-me Lume ou de um Deixa-me Rir ( e de outras pérolas)


entra bem no ouvido...Não chega, mas já é alguma coisa!


 


UPDATE: Visitem a sua página no Facebook, também dá para ouvir o álbum

Mas que exemplos!


 


«Gostaríamos muito que essa não fosse a realidade e tudo faremos nesse sentido. Mas deixe-me dizer-lhe que muitos países da União Europeia - cito a Holanda, a Noruega, a Inglaterra - vários países da União Europeia só têm 12 vencimentos. Essa tem sido uma tradição mais dos países do Sul da Europa, Portugal, Espanha, Itália. Aqueles que até se encontram em piores circunstâncias», disse Miguel Relvas na entrevista à TVI.


É verdade, mas vamos ver agora o poder de compra das pessoas nestes países.


Para que se tenha uma ideia mais clara, o salário mínimo holandês (para maiores de 23 anos), em vigor desde Janeiro de 2011, é de 1.424,40 euros, em Portugal é 485 euros. Na Noruega não há salário mínimo, mas a média ganha 3.300 euros por mês e no Reino Unido o salário mínimo é de 1010€.


Eu estou convencida que num rácio, preços dos bens e serviços versus salários, nós devemos ser dos países mais pobres da Europa. Com menos poder de compra, isso também explica o elevado endividamento das famílias.


 


(publicado no Corta-Fitas)

Mas que exemplos!


 


«Gostaríamos muito que essa não fosse a realidade e tudo faremos nesse sentido. Mas deixe-me dizer-lhe que muitos países da União Europeia - cito a Holanda, a Noruega, a Inglaterra - vários países da União Europeia só têm 12 vencimentos. Essa tem sido uma tradição mais dos países do Sul da Europa, Portugal, Espanha, Itália. Aqueles que até se encontram em piores circunstâncias», disse Miguel Relvas na entrevista à TVI.


É verdade, mas vamos ver agora o poder de compra das pessoas nestes países.


Para que se tenha uma ideia mais clara, o salário mínimo holandês (para maiores de 23 anos), em vigor desde Janeiro de 2011, é de 1.424,40 euros, em Portugal é 485 euros. Na Noruega não há salário mínimo, mas a média ganha 3.300 euros por mês e no Reino Unido o salário mínimo é de 1010€.


Eu estou convencida que num rácio, preços dos bens e serviços versus salários, nós devemos ser dos países mais pobres da Europa. Com menos poder de compra, isso também explica o elevado endividamento das famílias.


 


(publicado no Corta-Fitas)

Porque o mundo não se fez só em 7 dias...


 


 


O Mundo não se fez só em sete dias. Esse foi o "Seu trabalho". O mundo faz-se, fazemo-lo, diariamente e no qual deixamos, para bem e para o mal, a nossa marca!


Serve isto para vos anunciar da realização, em Santarém, de um colóquio Comemorativo dos 300 anos da Edificação do Colégio dos Jesuítas e actual Sé de Santarém. Para mais informações e inscrições poderão clicar aqui.


 


 

Porque o mundo não se fez só em 7 dias...


 


 


O Mundo não se fez só em sete dias. Esse foi o "Seu trabalho". O mundo faz-se, fazemo-lo, diariamente e no qual deixamos, para bem e para o mal, a nossa marca!


Serve isto para vos anunciar da realização, em Santarém, de um colóquio Comemorativo dos 300 anos da Edificação do Colégio dos Jesuítas e actual Sé de Santarém. Para mais informações e inscrições poderão clicar aqui.


 


 

Descubra as diferenças...

 


 


... Lima Duarte, actor brasileiro, brinca aos "capangas". Duarte Lima, nas horas vagas, é um "capanga"!

Descubra as diferenças...

 


 


... Lima Duarte, actor brasileiro, brinca aos "capangas". Duarte Lima, nas horas vagas, é um "capanga"!

A careca de Duarte Lima


 


Há uma expressão indiomática que diz que quando algo de sombrio, secreto, indizível e (provávelmente) do foro criminal é revelado que lhe foi descoberta a  careca! Foi precisamente o que aconteceu a Duarte Lima, antigo líder parlamentar social-democrata, que foi acusado pela polícia brasileira pelo o assassinato nos arredores do Rio de Janeiro, em 2009, de Rosalina Ribeiro, sua constituinte, e companheira do falecido milionário português Lúcio Tomé Feteira. A noticia chocou o Portugal político e, em particular, as hostes sociais-democratas. Da nossa parte aguardamos os próximos capítulos desta novela! 

A careca de Duarte Lima


 


Há uma expressão indiomática que diz que quando algo de sombrio, secreto, indizível e (provávelmente) do foro criminal é revelado que lhe foi descoberta a  careca! Foi precisamente o que aconteceu a Duarte Lima, antigo líder parlamentar social-democrata, que foi acusado pela polícia brasileira pelo o assassinato nos arredores do Rio de Janeiro, em 2009, de Rosalina Ribeiro, sua constituinte, e companheira do falecido milionário português Lúcio Tomé Feteira. A noticia chocou o Portugal político e, em particular, as hostes sociais-democratas. Da nossa parte aguardamos os próximos capítulos desta novela! 

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Ajudar os homens a perceber as mulheres

"As mulheres gostam de Homens silenciosos porque acreditam que as estão a ouvir",


 


Marcel Achard, dramaturgo francês

Ajudar os homens a perceber as mulheres

"As mulheres gostam de Homens silenciosos porque acreditam que as estão a ouvir",


 


Marcel Achard, dramaturgo francês

Citar Chesterton

"Todos os homens são comuns. Os extraordinários são aqueles que sabem disso"


 


G. K. Chesterton

Citar Chesterton

"Todos os homens são comuns. Os extraordinários são aqueles que sabem disso"


 


G. K. Chesterton

Num mundo ao contrário


 


Afinal quantos bonecos terá a Casa Januário vendido desde a polémica lei do consulado socialista?


 


Porque esta é uma pergunta "estatística" para a qual gostaria de ter resposta?


 


A este propósito (ou seja, do amor) cito Edgar Morin:



“As palavras sobre amor são exactamente o contrário das palavras de amor”

 


 

Num mundo ao contrário


 


Afinal quantos bonecos terá a Casa Januário vendido desde a polémica lei do consulado socialista?


 


Porque esta é uma pergunta "estatística" para a qual gostaria de ter resposta?


 


A este propósito (ou seja, do amor) cito Edgar Morin:



“As palavras sobre amor são exactamente o contrário das palavras de amor”

 


 

Memórias pretéritas

Faz hoje anos que Egas Moniz recebeu o Prémio Nobel da Medecina...e não só. São memória pretéritas, algumas perfeitas, outras nem tanto!


 


Memórias pretéritas

Faz hoje anos que Egas Moniz recebeu o Prémio Nobel da Medecina...e não só. São memória pretéritas, algumas perfeitas, outras nem tanto!


 


Much Ado About Nothing




Deixa lá, isso passa-lhes, é "muito barulho para nada"!

Much Ado About Nothing




Deixa lá, isso passa-lhes, é "muito barulho para nada"!

Entre a espada e a parede


 


Os bancos portugueses nem querem acreditar no beco sem saída a que está votada a sua mera existência. Por causa da República secaram-lhe a liquidez. Não há fundo, banco, sociedade financeira, fora do país, que invista num única obrigação de um banco português. Ninguém empresta dinheiro aos bancos nacionais. Sem acesso a fontes de financiamento os bancos recorreram à dívida República para usarem como moeda de troca com o Banco Central Europeu, única fonte de financiamento externa, praticamente. Para irem ao BCE (pedir emprestado a curto prazo) os bancos desataram a investir em activos elegíveis (isto é, susceptíveis de serem aceites como colateriais junto do BCE), isto, é dívida pública. Para agravar a coisa, quando o rating da República desceu de A para B, tiveram de arranjar mais obrigações do tesouro para cobrir empréstimos passados. 


Agora a mesma Europa vem penalizar quem tem obrigações do tesouro. Ontem ficou decidida  avaliação a preços de mercado das exposições a dívida soberana.  Para cumprir com as metas europeias, o BCP tem de reforçar os rácios de capital em 2,361 milhões e o BPI necessita de 1.717 milhões.


O Estado entra assim à força no capital dos bancos privados, é uma espécie de nacionalização disfarçada.

Entre a espada e a parede


 


Os bancos portugueses nem querem acreditar no beco sem saída a que está votada a sua mera existência. Por causa da República secaram-lhe a liquidez. Não há fundo, banco, sociedade financeira, fora do país, que invista num única obrigação de um banco português. Ninguém empresta dinheiro aos bancos nacionais. Sem acesso a fontes de financiamento os bancos recorreram à dívida República para usarem como moeda de troca com o Banco Central Europeu, única fonte de financiamento externa, praticamente. Para irem ao BCE (pedir emprestado a curto prazo) os bancos desataram a investir em activos elegíveis (isto é, susceptíveis de serem aceites como colateriais junto do BCE), isto, é dívida pública. Para agravar a coisa, quando o rating da República desceu de A para B, tiveram de arranjar mais obrigações do tesouro para cobrir empréstimos passados. 


Agora a mesma Europa vem penalizar quem tem obrigações do tesouro. Ontem ficou decidida  avaliação a preços de mercado das exposições a dívida soberana.  Para cumprir com as metas europeias, o BCP tem de reforçar os rácios de capital em 2,361 milhões e o BPI necessita de 1.717 milhões.


O Estado entra assim à força no capital dos bancos privados, é uma espécie de nacionalização disfarçada.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Importa-se de repetir?


 


“Lamentar uma dor passada, no presente, é criar outra dor e sofrer novamente.”


 


William Shakespeare


 


“Otelo”

Importa-se de repetir?


 


“Lamentar uma dor passada, no presente, é criar outra dor e sofrer novamente.”


 


William Shakespeare


 


“Otelo”

Dos tempos que se vivem

Diz-se que quando não se tem cão, caça-se com o gato. Pois em tempos de crise, quando se despede a mulher-a-dias emprega-se uma esfregona!


 


Dos tempos que se vivem

Diz-se que quando não se tem cão, caça-se com o gato. Pois em tempos de crise, quando se despede a mulher-a-dias emprega-se uma esfregona!


 


terça-feira, 25 de outubro de 2011

How Can I Tell You (Cat Stevens)

How Can I Tell You (Cat Stevens)

A Insustentável leveza do ser (Kundera)

PRIMEIRA PARTE


O PESO E A LEVEZA


O eterno retorno é uma ideia misteriosa de Nietzsche que, com ela, conseguiu dificultar a vida a não poucos filósofos: pensar que, um dia, tudo o que se viveu se há-de repetir outra vez e que essa repetição se há-de repetir ainda uma e outra vez, até ao infinito! Que significado terá este mito insensato? O mito do eterno retorno diz-nos, pela negativa, que esta vida, que há-de desaparecer de uma vez por todas para nunca mais voltar, é semelhante a uma sombra, é desprovida de peso, que, de hoje em diante e para todo o sempre, se encontra morta e que, por muito atroz, por muito bela, por muito esplêndida que seja, essa beleza, esse horror, esse esplendor não têm qualquer sentido. 

Não vale mais do que uma guerra qualquer do século xIv entre dois reinos africanos, embora nela tenham perecido trezentos mil negros entre suplícios indescritíveis. Mas algo se alterará nessa guerra do século xIv entre dois reinos africanos se, no eterno retorno, se vier a repetir um número incalculável de vezes? Sem dúvida que sim: passará a erguer-se como um bloco perdurável cuja estupidez não terá remissão.

Se a Revolução Francesa se repetisse eternamente, a historiografia francesa orgulhar-se-ia com certeza menos do seu Robespierre. Mas, como se refere a algo que nunca mais voltará, esses anos sangrentos reduzem-se hoje apenas a palavras, teorias, discussões, mais leves do que penas, algo que já não aterroriza ninguém. Há uma enorme diferença entre um Robespierre que apareceu uma única vez na história e um Robespierre que eternamente voltasse para cortar a cabeça aos franceses.

Digamos, portanto, que a ideia do eterno retorno designa uma perspectiva em que as coisas não nos aparecem como é costume, porque nos aparecem sem a circunstância atenuante da sua fugacidade. Essa  circunstância atenuante impede-nos, com efeito, de pronunciar um veredicto. 

Poderá condenar-se o que é efémero? As nuvens alaranjadas do poente iluminam tudo com o encanto da nostalgia; mesmo a guilhotina.

Não há muito, eu próprio me defrontei com o facto: parece incrível mas, ao  folhear um livro sobre Hitler, comovi-me com algumas das suas fotografias;  faziam-me lembrar a minha infância passada durante á guerra; diversas  essoas da  minha família morreram nos campos de concentração dos nazis; mas o que eram essas mortes comparadas com uma fotografia de Hitler que me fazia lembrar um tempo perdido da minha vida, um tempo que nunca mais há-de voltar?  Esta minha reconciliação com Hitler deixa entrever a profunda perversão inerente a ao 

mundo fundado essencialmente sobre a inexistência de  retorno, porque nesse mundo tudo se encontra previamente perdoado e tudo é, portanto, cinicamente permitido.


2

Se cada segundo da nossa vida tiver de se repetir um número infinito de vezes, ficamos pregados à eternidade como Jesus Cristo à cruz. 

Que ideia atroz! No mundo do eterno retorno, todos os gestos têm o peso de uma insustentável responsabilidade. Era o que fazia Nietzsche dizer que a ideia do eterno retorno é o fardo mais pesado.  Se o eterno retorno é o fardo mais pesado, então, sobre tal pano de fundo, as nossas vidas podem recortar-se em toda a sua esplêndida leveza. Mas, na verdade, será o peso atroz e a leveza bela?  O fardo mais pesado esmaga-nos, verga-nos, comprime-nos contra o solo. Mas, na  poesia amorosa de todos os séculos, a mulher sempre desejou receber o fardo do corpo masculino. Portanto, o fardo mais pesado é também, ao mesmo tempo, a imagem do momento mais intenso de  realização de uma vida. 

Quanto mais pesado for o fardo, mais próxima da terra se encontra a nossa vida e mais real e verdadeira é. 

Em contrapartida, a ausência total de fardo faz com que o ser humano se torne mais leve do que o ar, fá-lo voar, afastar-se da terra, do ser terrestre, torna-o semi-real e os seus movimentos tão livres quanto insignificantes. Que escolher, então? O peso ou a leveza?  Foi a questão com que se debateu Parménides, no século VI antes de Cristo. Para ele, o universo estava dividido em pares de contrários: luz-sombra; espesso-fino; quente-frio; ser-não ser. Considerava que um dos pólos da contradição era positivo (o claro, o quente, o fino, o ser) e o outro, negativo.  

Esta divisão em pólos positivos e negativos pode parecer de uma facilidade pueril. Excepto num caso: o que é positivo: o peso ou a leveza? 

Parménides respondia que o leve é positivo e o pesado, negativo. Tinha razão ou não? O problema é esse. Mas uma coisa é certa: a contradição pesado-leve é a mais misteriosa e ambígua de todas as contradições.

A Insustentável leveza do ser (Kundera)

PRIMEIRA PARTE


O PESO E A LEVEZA


O eterno retorno é uma ideia misteriosa de Nietzsche que, com ela, conseguiu dificultar a vida a não poucos filósofos: pensar que, um dia, tudo o que se viveu se há-de repetir outra vez e que essa repetição se há-de repetir ainda uma e outra vez, até ao infinito! Que significado terá este mito insensato? O mito do eterno retorno diz-nos, pela negativa, que esta vida, que há-de desaparecer de uma vez por todas para nunca mais voltar, é semelhante a uma sombra, é desprovida de peso, que, de hoje em diante e para todo o sempre, se encontra morta e que, por muito atroz, por muito bela, por muito esplêndida que seja, essa beleza, esse horror, esse esplendor não têm qualquer sentido. 

Não vale mais do que uma guerra qualquer do século xIv entre dois reinos africanos, embora nela tenham perecido trezentos mil negros entre suplícios indescritíveis. Mas algo se alterará nessa guerra do século xIv entre dois reinos africanos se, no eterno retorno, se vier a repetir um número incalculável de vezes? Sem dúvida que sim: passará a erguer-se como um bloco perdurável cuja estupidez não terá remissão.

Se a Revolução Francesa se repetisse eternamente, a historiografia francesa orgulhar-se-ia com certeza menos do seu Robespierre. Mas, como se refere a algo que nunca mais voltará, esses anos sangrentos reduzem-se hoje apenas a palavras, teorias, discussões, mais leves do que penas, algo que já não aterroriza ninguém. Há uma enorme diferença entre um Robespierre que apareceu uma única vez na história e um Robespierre que eternamente voltasse para cortar a cabeça aos franceses.

Digamos, portanto, que a ideia do eterno retorno designa uma perspectiva em que as coisas não nos aparecem como é costume, porque nos aparecem sem a circunstância atenuante da sua fugacidade. Essa  circunstância atenuante impede-nos, com efeito, de pronunciar um veredicto. 

Poderá condenar-se o que é efémero? As nuvens alaranjadas do poente iluminam tudo com o encanto da nostalgia; mesmo a guilhotina.

Não há muito, eu próprio me defrontei com o facto: parece incrível mas, ao  folhear um livro sobre Hitler, comovi-me com algumas das suas fotografias;  faziam-me lembrar a minha infância passada durante á guerra; diversas  essoas da  minha família morreram nos campos de concentração dos nazis; mas o que eram essas mortes comparadas com uma fotografia de Hitler que me fazia lembrar um tempo perdido da minha vida, um tempo que nunca mais há-de voltar?  Esta minha reconciliação com Hitler deixa entrever a profunda perversão inerente a ao 

mundo fundado essencialmente sobre a inexistência de  retorno, porque nesse mundo tudo se encontra previamente perdoado e tudo é, portanto, cinicamente permitido.


2

Se cada segundo da nossa vida tiver de se repetir um número infinito de vezes, ficamos pregados à eternidade como Jesus Cristo à cruz. 

Que ideia atroz! No mundo do eterno retorno, todos os gestos têm o peso de uma insustentável responsabilidade. Era o que fazia Nietzsche dizer que a ideia do eterno retorno é o fardo mais pesado.  Se o eterno retorno é o fardo mais pesado, então, sobre tal pano de fundo, as nossas vidas podem recortar-se em toda a sua esplêndida leveza. Mas, na verdade, será o peso atroz e a leveza bela?  O fardo mais pesado esmaga-nos, verga-nos, comprime-nos contra o solo. Mas, na  poesia amorosa de todos os séculos, a mulher sempre desejou receber o fardo do corpo masculino. Portanto, o fardo mais pesado é também, ao mesmo tempo, a imagem do momento mais intenso de  realização de uma vida. 

Quanto mais pesado for o fardo, mais próxima da terra se encontra a nossa vida e mais real e verdadeira é. 

Em contrapartida, a ausência total de fardo faz com que o ser humano se torne mais leve do que o ar, fá-lo voar, afastar-se da terra, do ser terrestre, torna-o semi-real e os seus movimentos tão livres quanto insignificantes. Que escolher, então? O peso ou a leveza?  Foi a questão com que se debateu Parménides, no século VI antes de Cristo. Para ele, o universo estava dividido em pares de contrários: luz-sombra; espesso-fino; quente-frio; ser-não ser. Considerava que um dos pólos da contradição era positivo (o claro, o quente, o fino, o ser) e o outro, negativo.  

Esta divisão em pólos positivos e negativos pode parecer de uma facilidade pueril. Excepto num caso: o que é positivo: o peso ou a leveza? 

Parménides respondia que o leve é positivo e o pesado, negativo. Tinha razão ou não? O problema é esse. Mas uma coisa é certa: a contradição pesado-leve é a mais misteriosa e ambígua de todas as contradições.

Crónica dos bons malandros




 


 


 Paulo Campos: "Onde é que está o desvario com as PPP?"



Crónica dos bons malandros




 


 


 Paulo Campos: "Onde é que está o desvario com as PPP?"



Também aqui o destino chama-se play-off!


 


Pedro Passos Coelho disse hoje que "o destino de Portugal não está decidido" e que "o nosso caminho ainda está por escrever". Pois é, também aqui, estamos no Play-off!


 



Também aqui o destino chama-se play-off!


 


Pedro Passos Coelho disse hoje que "o destino de Portugal não está decidido" e que "o nosso caminho ainda está por escrever". Pois é, também aqui, estamos no Play-off!


 



Mudanças


 


Neste Outono, tempo de mudanças, vamos estar num Facebook perto de si!


Já não falta muito!

Mudanças


 


Neste Outono, tempo de mudanças, vamos estar num Facebook perto de si!


Já não falta muito!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Fausto de Goethe

FAUSTO
"Que sou eu, se não posso alcançar, afinal,
A coroa com louros da nossa humanidade,
A que todos almejam com tanta ansiedade?"

Fausto de Goethe

FAUSTO
"Que sou eu, se não posso alcançar, afinal,
A coroa com louros da nossa humanidade,
A que todos almejam com tanta ansiedade?"

Uma imagem, uma legenda


 


Um bom exemplo do que acontece quando falta a equidade.

Uma imagem, uma legenda


 


Um bom exemplo do que acontece quando falta a equidade.

O Partido bipolar: cá se fazem , cá se tiram!


 


Clique na imagem para ver o PDF do referido Decreto-lei.


 


P.S. - Recordam-se de quem era o Ministro das Finanças em 1980?


 


 

O Partido bipolar: cá se fazem , cá se tiram!


 


Clique na imagem para ver o PDF do referido Decreto-lei.


 


P.S. - Recordam-se de quem era o Ministro das Finanças em 1980?


 


 

Digam lá que eu não sou uma verdadeira Cassandra?

Olhando para os meus posts anteriores sobre a crise de dívida soberana, senti-me a própria da Cassandra:


 



 


A 9 de Setembro de 2010: Portugal Está Falido?


 


Em 19 de Janeiro de 2011: Tenho a Sensação...


A 1 de Abril de 2011: Dívida pública sobre o PIB para 2011, 97,3%, podem começar a renegociar


 


A 14 de Abril de 2011: Portugal vai ter de acabar por reestruturar a dívida


A 16 de Outubro de 2011:  Haverá quem nos compre os títulos depois de 2013?

Digam lá que eu não sou uma verdadeira Cassandra?

Olhando para os meus posts anteriores sobre a crise de dívida soberana, senti-me a própria da Cassandra:


 



 


A 9 de Setembro de 2010: Portugal Está Falido?


 


Em 19 de Janeiro de 2011: Tenho a Sensação...


A 1 de Abril de 2011: Dívida pública sobre o PIB para 2011, 97,3%, podem começar a renegociar


 


A 14 de Abril de 2011: Portugal vai ter de acabar por reestruturar a dívida


A 16 de Outubro de 2011:  Haverá quem nos compre os títulos depois de 2013?

Estou intolerante (será que passa?)


 


Hoje estou farto disto tudo e concluo, como fez Slavoj Zizek no prefácio ao "Elogio da intolerância", que é “tentador, à laia de complemento a Lévi-Strauss, propor que a merda possa servir igualmente de matière à penser.” 


 


Ponto final parágrafo!

Estou intolerante (será que passa?)


 


Hoje estou farto disto tudo e concluo, como fez Slavoj Zizek no prefácio ao "Elogio da intolerância", que é “tentador, à laia de complemento a Lévi-Strauss, propor que a merda possa servir igualmente de matière à penser.” 


 


Ponto final parágrafo!

Bye bye pensões vitalícias

Gosto da noticia que só peca por tardia. PSD e CDS querem acabar com as pensões acumuladas dos ex-políticos.


 



 

 

Bye bye pensões vitalícias

Gosto da noticia que só peca por tardia. PSD e CDS querem acabar com as pensões acumuladas dos ex-políticos.


 



 

 

domingo, 23 de outubro de 2011

Um mundo ao contrário

Um mundo ao contrário

Um mundo patético


 


Já foste! O casamento tinha prazo de validade!

Um mundo patético


 


Já foste! O casamento tinha prazo de validade!

sábado, 22 de outubro de 2011

All Poor

All Poor

Vale a pena ver, no Museu Berardo, Vik Muniz

Vale a pena ver, no Museu Berardo, Vik Muniz

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Boas razões para se gostar deste Governo


José Diogo Albuquerque, Secretário de Estado da Agricultura

Boas razões para se gostar deste Governo


José Diogo Albuquerque, Secretário de Estado da Agricultura

Os que vos parece?


 


Concordam com a minha afirmação, segundo a qual, tal como acontece com os almoços, não há amizades grátis?


Embora, para a maioria das pessoas não exista um nexo nítido entre amor e amizade, a verdade é ninguém pode pensar a existência de um grande amor se não se pressupor uma grande amizade. Por outro lado, aqueles que entendem o amor, desde logo, como um exclusivo sexual, resultante da nossa natureza animal, devem ser das pessoas mais infelizes à face da terra! Porque se assim fosse, coitados dos padres, que "obrigados" a transmitir o Amor infinito de Deus e se vêem presos pela regra do celibato!


 


Há muito para se escreve e dizer sobre aquilo que nos faz viver e nos verdadeiramente distingue dos demais animais e seres vivos: a capacidade de amar. Inclusive, como fez S. Francisco de Assis (como, aliás, deveria ser vista a verdadeira ecologia) de amar os outros seres vivos!


 


 


Termino, citando Pascal: 


"Os olhos são os intérpretes do coração, mas só os interessados entendem essa linguagem."


 


 


Nota -  Não confundir amor com instinto maternal.!



Os que vos parece?


 


Concordam com a minha afirmação, segundo a qual, tal como acontece com os almoços, não há amizades grátis?


Embora, para a maioria das pessoas não exista um nexo nítido entre amor e amizade, a verdade é ninguém pode pensar a existência de um grande amor se não se pressupor uma grande amizade. Por outro lado, aqueles que entendem o amor, desde logo, como um exclusivo sexual, resultante da nossa natureza animal, devem ser das pessoas mais infelizes à face da terra! Porque se assim fosse, coitados dos padres, que "obrigados" a transmitir o Amor infinito de Deus e se vêem presos pela regra do celibato!


 


Há muito para se escreve e dizer sobre aquilo que nos faz viver e nos verdadeiramente distingue dos demais animais e seres vivos: a capacidade de amar. Inclusive, como fez S. Francisco de Assis (como, aliás, deveria ser vista a verdadeira ecologia) de amar os outros seres vivos!


 


 


Termino, citando Pascal: 


"Os olhos são os intérpretes do coração, mas só os interessados entendem essa linguagem."


 


 


Nota -  Não confundir amor com instinto maternal.!



Coisas que pensamos à sexta-feira

"Um profissional é aquele que faz o seu melhor trabalho quando menos vontade tem de o fazer."


 


Frank Lloyd Wright

Coisas que pensamos à sexta-feira

"Um profissional é aquele que faz o seu melhor trabalho quando menos vontade tem de o fazer."


 


Frank Lloyd Wright

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Kit sonoro contra a crise



Kit sonoro contra a crise



Kit contra a crise


 


Encontrei-o no meu Facebook, e coloco aqui porque, apesar da crise, lembrei-me que rir é o melhor remédio.

Kit contra a crise


 


Encontrei-o no meu Facebook, e coloco aqui porque, apesar da crise, lembrei-me que rir é o melhor remédio.