
São múltiplos e conhecidos os casos de doping na Volta à França em Bicicleta, prova centenária que tem o seu incio hoje, pelo que é legítimo dizer-se que desde há cem anos que eles se dopam!

São múltiplos e conhecidos os casos de doping na Volta à França em Bicicleta, prova centenária que tem o seu incio hoje, pelo que é legítimo dizer-se que desde há cem anos que eles se dopam!

São múltiplos e conhecidos os casos de doping na Volta à França em Bicicleta, prova centenária que tem o seu incio hoje, pelo que é legítimo dizer-se que desde há cem anos que eles se dopam!

"(...) José Maria estava habituado a enfrentar de caras toiros bravos de 600 kg. Não estava preparado para homens cobardes armados nas suas costas."
A Inês Dentinho escreveu isto e muito mais em "Morrer pelos outros". Da minha parte escrevi o seguinte no Facebook:
No passado sábado caminhamos pela vida quando um jovem forcado foi posto, por uma facada no coração, entre a vida e a morte. Morreu hoje. Não o conhecia, como não conhecia todos aqueles que morreram vítimas de armas brancas. Como travar o uso de armas brancas? É preciso pensar nisto.
Que o José Maria Cortes e as demais vitimas das armas brancas descansem paz.
Não. Não se pode morrer assim!

"(...) José Maria estava habituado a enfrentar de caras toiros bravos de 600 kg. Não estava preparado para homens cobardes armados nas suas costas."
A Inês Dentinho escreveu isto e muito mais em "Morrer pelos outros". Da minha parte escrevi o seguinte no Facebook:
No passado sábado caminhamos pela vida quando um jovem forcado foi posto, por uma facada no coração, entre a vida e a morte. Morreu hoje. Não o conhecia, como não conhecia todos aqueles que morreram vítimas de armas brancas. Como travar o uso de armas brancas? É preciso pensar nisto.
Que o José Maria Cortes e as demais vitimas das armas brancas descansem paz.
Não. Não se pode morrer assim!

Já demonstrei aqui que gosto deste Papa. Gosto da sua humildade e agrada-me a sua frontalidade. Aliás, como se pode ler nestas palavras encontradas no Facebook, ele é mais que um papa, pois papas há muitos. O Papa Francisco é como um íman, com a capacidade de atrair pessoas para o seio da igreja católica.
Bento XVI é alemão e Francisco argentino, e, embora não querendo afirmar, que a frieza da cultura alemã tenha prejudicado a Igreja, já que também precisa de mentes frias, a cultura e a mentalidade latino-americana, que também é a nossa, são neste momento muito benéficas para uma igreja que lentamente agonizava!

Já demonstrei aqui que gosto deste Papa. Gosto da sua humildade e agrada-me a sua frontalidade. Aliás, como se pode ler nestas palavras encontradas no Facebook, ele é mais que um papa, pois papas há muitos. O Papa Francisco é como um íman, com a capacidade de atrair pessoas para o seio da igreja católica.
Bento XVI é alemão e Francisco argentino, e, embora não querendo afirmar, que a frieza da cultura alemã tenha prejudicado a Igreja, já que também precisa de mentes frias, a cultura e a mentalidade latino-americana, que também é a nossa, são neste momento muito benéficas para uma igreja que lentamente agonizava!
Cheguei a uma fase da vida em que me apresso a dizer que gosto de tudo, pois corro o risco de não gostar de nada!
Cheguei a uma fase da vida em que me apresso a dizer que gosto de tudo, pois corro o risco de não gostar de nada!
Com "Shipwreck", o sérvio Miro Stefanovic foi o vencedor do Grande Prémio do XV PortoCartoon-World Festival, organizado pelo Museu Nacional da Imprensa, subordinado ao tema "Liberdade, Igualdade e Fraternidade". Não conheço os restantes trabalhos a concurso. Este é deveras acutilante e representa bem os tempos conturbados em que vivemos!
Com "Shipwreck", o sérvio Miro Stefanovic foi o vencedor do Grande Prémio do XV PortoCartoon-World Festival, organizado pelo Museu Nacional da Imprensa, subordinado ao tema "Liberdade, Igualdade e Fraternidade". Não conheço os restantes trabalhos a concurso. Este é deveras acutilante e representa bem os tempos conturbados em que vivemos!
Será que esta imagem não é uma miragem?
Seja como for desejo a todos os leitores do Farpas um bom verão!
Será que esta imagem não é uma miragem?
Seja como for desejo a todos os leitores do Farpas um bom verão!

«Um dia, lá para os inícios da década de 90, António Champalimaud convidou-o para Administrador da Mundial Confiança, no dia a seguir à privatização da seguradora, e Carlos Santos Ferreira apressou-se a anunciar que era socialista, filiado no PS desde Maio de 1974. O industrial, ícone do capitalismo do Estado Novo, respondeu-lhe "e o Senhor Doutor acha que eu nunca tive gente do Reviralho a trabalhar para mim? Pergunte aos seus camaradas Zenha e Palma Carlos".»

«Um dia, lá para os inícios da década de 90, António Champalimaud convidou-o para Administrador da Mundial Confiança, no dia a seguir à privatização da seguradora, e Carlos Santos Ferreira apressou-se a anunciar que era socialista, filiado no PS desde Maio de 1974. O industrial, ícone do capitalismo do Estado Novo, respondeu-lhe "e o Senhor Doutor acha que eu nunca tive gente do Reviralho a trabalhar para mim? Pergunte aos seus camaradas Zenha e Palma Carlos".»
O Riso é o Melhor Indicador da Alma
"Acho que, na maioria dos casos, quando uma pessoa se ri torna-se nojento olharmos para ela. Manifesta-se no riso das pessoas, na maioria das vezes, qualquer coisa de grosseiro que humilha a quem ri, embora essa pessoa quase nunca saiba que efeito o seu riso provoca. Tal como não sabe (ninguém sabe, aliás) a cara que faz quando dorme. Há quem mantenha no sono uma cara inteligente, mas outros há que, embora inteligentes, fazem uma cara tão estúpida a dormir que se torna ridícula.
Não sei por que tal acontece, apenas quero salientar que a pessoa que ri, tal como a pessoa que dorme, não sabe a cara que faz. De uma maneira geral, há muitíssimas pessoas que não sabem rir. Aliás, isso não é coisa que se aprenda: é um dom, não se pode aperfeiçoar o riso. A não ser que nos reeduquemos interiormente, que nos desenvolvamos para melhor e que superemos os maus instintos do nosso carácter: então também o riso poderá possivelmente mudar para melhor. A pessoa manifesta no riso aquilo que é, é possível conhecermos num instante todos os seus segredos.
Mesmo o riso incontestavelmente inteligente é, às vezes, abominável. O riso exige em primeiro lugar sinceridade, mas onde está a sinceridade das pessoas? O riso exige a ausência de maldade, mas as pessoas, na maioria dos casos, riem com maldade. Um riso sincero e sem maldade é uma pura alegria, mas, nos tempos que correm, onde está a alegria? E poderão as pessoas ser alegres?
A alegria é um dos mais reveladores traços humanos, basta a alegria para revelar as pessoas dos pés à cabeça. Por vezes não há meio de percebermos o carácter de uma pessoa, mas basta ela rir para lhe conhecermos o feitio como às palmas das nossas mãos. Só as pessoas desenvolvidas do modo mais elevado e feliz sabem ser contagiosamente alegres, de uma maneira irresistível e benévola. Não falo de desenvolvimento intelectual, mas de carácter, do homem como um todo. Portanto: se quiserdes compreender uma pessoa e conhecer-lhe a alma não presteis atenção à sua maneira de se calar, ou de falar, ou de chorar, ou de se emocionar com as ideias mais nobres, olhai antes para ela quando se ri. Ri-se bem - é boa pessoa.
Observai depois todos os matizes: por exemplo, é preciso que o riso não pareça estúpido, por mais alegre e ingénuo que seja. Mal detecteis a mais pequena nota de estupidez num riso, ficai sabendo que a pessoa que assim ri é intelectualmente limitada, apesar de deitar cá para fora um sem-fim de ideias. Mesmo que o riso não seja estúpido, se vos parecer ridículo, nem que seja um pouquinho, ficai sabendo que não há na pessoa que o ri uma verdadeira dignidade, pelo menos uma dignidade suficiente. Por último, notai que, mesmo que um riso seja contagioso mas por qualquer razão vos pareça vulgar, também a natureza dessa pessoa é vulgar, que toda a nobreza e espírito sublime que tínheis visto nela ou são fingidos ou imitados inconscientemente, e que essa pessoa, no futuro, mudará inevitavelmente para pior, dedicar-se-á ao «útil», abandonando sem pena as ideias nobres como sendo erros e paixões da juventude.
(...) Apenas entendo que o riso é a mais certeira prova da alma. Olhai para uma criança: só as crianças sabem rir com perfeição, por isso são fascinantes. É abominável a criança que chora, mas a que ri alegremente é um raio do paraíso, é o futuro do homem quando ele, finalmente, se tornar tão puro e ingénuo como uma criança."
Fiodor Dostoievski, in 'O Adolescente'
O Riso é o Melhor Indicador da Alma
"Acho que, na maioria dos casos, quando uma pessoa se ri torna-se nojento olharmos para ela. Manifesta-se no riso das pessoas, na maioria das vezes, qualquer coisa de grosseiro que humilha a quem ri, embora essa pessoa quase nunca saiba que efeito o seu riso provoca. Tal como não sabe (ninguém sabe, aliás) a cara que faz quando dorme. Há quem mantenha no sono uma cara inteligente, mas outros há que, embora inteligentes, fazem uma cara tão estúpida a dormir que se torna ridícula.
Não sei por que tal acontece, apenas quero salientar que a pessoa que ri, tal como a pessoa que dorme, não sabe a cara que faz. De uma maneira geral, há muitíssimas pessoas que não sabem rir. Aliás, isso não é coisa que se aprenda: é um dom, não se pode aperfeiçoar o riso. A não ser que nos reeduquemos interiormente, que nos desenvolvamos para melhor e que superemos os maus instintos do nosso carácter: então também o riso poderá possivelmente mudar para melhor. A pessoa manifesta no riso aquilo que é, é possível conhecermos num instante todos os seus segredos.
Mesmo o riso incontestavelmente inteligente é, às vezes, abominável. O riso exige em primeiro lugar sinceridade, mas onde está a sinceridade das pessoas? O riso exige a ausência de maldade, mas as pessoas, na maioria dos casos, riem com maldade. Um riso sincero e sem maldade é uma pura alegria, mas, nos tempos que correm, onde está a alegria? E poderão as pessoas ser alegres?
A alegria é um dos mais reveladores traços humanos, basta a alegria para revelar as pessoas dos pés à cabeça. Por vezes não há meio de percebermos o carácter de uma pessoa, mas basta ela rir para lhe conhecermos o feitio como às palmas das nossas mãos. Só as pessoas desenvolvidas do modo mais elevado e feliz sabem ser contagiosamente alegres, de uma maneira irresistível e benévola. Não falo de desenvolvimento intelectual, mas de carácter, do homem como um todo. Portanto: se quiserdes compreender uma pessoa e conhecer-lhe a alma não presteis atenção à sua maneira de se calar, ou de falar, ou de chorar, ou de se emocionar com as ideias mais nobres, olhai antes para ela quando se ri. Ri-se bem - é boa pessoa.
Observai depois todos os matizes: por exemplo, é preciso que o riso não pareça estúpido, por mais alegre e ingénuo que seja. Mal detecteis a mais pequena nota de estupidez num riso, ficai sabendo que a pessoa que assim ri é intelectualmente limitada, apesar de deitar cá para fora um sem-fim de ideias. Mesmo que o riso não seja estúpido, se vos parecer ridículo, nem que seja um pouquinho, ficai sabendo que não há na pessoa que o ri uma verdadeira dignidade, pelo menos uma dignidade suficiente. Por último, notai que, mesmo que um riso seja contagioso mas por qualquer razão vos pareça vulgar, também a natureza dessa pessoa é vulgar, que toda a nobreza e espírito sublime que tínheis visto nela ou são fingidos ou imitados inconscientemente, e que essa pessoa, no futuro, mudará inevitavelmente para pior, dedicar-se-á ao «útil», abandonando sem pena as ideias nobres como sendo erros e paixões da juventude.
(...) Apenas entendo que o riso é a mais certeira prova da alma. Olhai para uma criança: só as crianças sabem rir com perfeição, por isso são fascinantes. É abominável a criança que chora, mas a que ri alegremente é um raio do paraíso, é o futuro do homem quando ele, finalmente, se tornar tão puro e ingénuo como uma criança."
Fiodor Dostoievski, in 'O Adolescente'

Uma seleção dos melhores cartoons da imprensa mundial, no Courrier Internacional. (Ilustração de Martirena, Cuba)

Uma seleção dos melhores cartoons da imprensa mundial, no Courrier Internacional. (Ilustração de Martirena, Cuba)
Uma vez, em 2011, numa daquelas conversas sobre tudo e nada com um banqueiro, ouvi que daqui a 15 anos o Brasil vai enfrentar uma crise. Porque hoje tem um modelo social caríssimo (serviços sociais) e não tem uma estrutura produtiva que o sustente.
É expectável que todo o boom brasileiro vá acabar num grande sarilho social. Há pessoas todos os dias a passar para a classe média a crédito. O nível de vida no Brasil é altíssimo. O crédito empolou a procura.
Se no tempo do Lula (2003-2010) o crescimento anual do PIB rondava os 4%, teme-se que este o ano o crescimento esteja perto do 0%. O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro fechou 2012 com crescimento de 0,9%. O resultado ficou abaixo do PIB de 2011, que avançou 2,7%.
Os economistas dizem que “o Brasil precisa enfrentar obstáculos domésticos, incluindo infraestrutura frágil, distorções no mercado de trabalho, falta de habilidade de gestão, entre outros". Mas a insatisfação da nova classe média, e esta característica do povo brasileiro de se unir em massa em torno de um movimento ou uma causa, estão a pôr a nú o flop que é a Dilma como chefe do governo do país do samba.
Uma vez, em 2011, numa daquelas conversas sobre tudo e nada com um banqueiro, ouvi que daqui a 15 anos o Brasil vai enfrentar uma crise. Porque hoje tem um modelo social caríssimo (serviços sociais) e não tem uma estrutura produtiva que o sustente.
É expectável que todo o boom brasileiro vá acabar num grande sarilho social. Há pessoas todos os dias a passar para a classe média a crédito. O nível de vida no Brasil é altíssimo. O crédito empolou a procura.
Se no tempo do Lula (2003-2010) o crescimento anual do PIB rondava os 4%, teme-se que este o ano o crescimento esteja perto do 0%. O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro fechou 2012 com crescimento de 0,9%. O resultado ficou abaixo do PIB de 2011, que avançou 2,7%.
Os economistas dizem que “o Brasil precisa enfrentar obstáculos domésticos, incluindo infraestrutura frágil, distorções no mercado de trabalho, falta de habilidade de gestão, entre outros". Mas a insatisfação da nova classe média, e esta característica do povo brasileiro de se unir em massa em torno de um movimento ou uma causa, estão a pôr a nú o flop que é a Dilma como chefe do governo do país do samba.
Do ponto visto médico, nascer velho e morrer novo chama-se leucodistrofia e esta doença do foro neurológico, graças ao filme de David Fincher, é conhecida como a "Síndrome de benjamin button".
Do ponto visto médico, nascer velho e morrer novo chama-se leucodistrofia e esta doença do foro neurológico, graças ao filme de David Fincher, é conhecida como a "Síndrome de benjamin button".
"Quando digo «Nasci adulta», há crianças que nascem já com um entendimento, e não serão assim tão raras, que, depois, a sociedade vai atrofiando.
Não são assim tão raras?
"Não são, não. Fala com uma criança de dois, três anos, e é genial. A descoberta do mundo, a linguagem... E depois ouve-a aos dez, doze anos, e é perfeitamente banal".
Nessa primeira fase está ainda liberta de convenções. É por isso?
Sim. Está só à descoberta do mundo e do diálogo possível com o mundo. É um primeiro olhar e uma definição. Essa definição é muitas vezes perfeita.
O que há nas crianças é a inocência.
A inocência, a verdadeira inocência, é cheia de sabedoria. O que encontramos nas crianças é justamente isso. Agora, há muitas crianças que, ainda muito novas, são integradas no seu meio cultural e que imediatamente ficam travadas. Perdem a inocência e transformam-se no adulto ideal."
Não foi o seu caso.
Não. Conservo esse lado infantil. Espero que se torne mais agudo e que passe a morrer criança.
Pode detalhar o que quer dizer com «Nasci adulta, morrerei criança»?
Nasce-se inocente, mas com conhecimento daquilo que se é _ aquilo que depois se procura através da arte, através de tantas manifestações humanas: de onde viemos, o que somos, para onde vamos. A criança sabe e depois vai perdendo essas faculdades. Mas nascer adulto e morrer criança, que é o que eu quero, isso é que é difícil."
Anabela Mota Ribeiro entrevista Agustina Bessa Luís
"Quando digo «Nasci adulta», há crianças que nascem já com um entendimento, e não serão assim tão raras, que, depois, a sociedade vai atrofiando.
Não são assim tão raras?
"Não são, não. Fala com uma criança de dois, três anos, e é genial. A descoberta do mundo, a linguagem... E depois ouve-a aos dez, doze anos, e é perfeitamente banal".
Nessa primeira fase está ainda liberta de convenções. É por isso?
Sim. Está só à descoberta do mundo e do diálogo possível com o mundo. É um primeiro olhar e uma definição. Essa definição é muitas vezes perfeita.
O que há nas crianças é a inocência.
A inocência, a verdadeira inocência, é cheia de sabedoria. O que encontramos nas crianças é justamente isso. Agora, há muitas crianças que, ainda muito novas, são integradas no seu meio cultural e que imediatamente ficam travadas. Perdem a inocência e transformam-se no adulto ideal."
Não foi o seu caso.
Não. Conservo esse lado infantil. Espero que se torne mais agudo e que passe a morrer criança.
Pode detalhar o que quer dizer com «Nasci adulta, morrerei criança»?
Nasce-se inocente, mas com conhecimento daquilo que se é _ aquilo que depois se procura através da arte, através de tantas manifestações humanas: de onde viemos, o que somos, para onde vamos. A criança sabe e depois vai perdendo essas faculdades. Mas nascer adulto e morrer criança, que é o que eu quero, isso é que é difícil."
Anabela Mota Ribeiro entrevista Agustina Bessa Luís
"Eu sou uma profissional da escrita, exercito há anos um dom que tenho; cada vez escrevo melhor, e posso até ser mais inteligível, através de uma simplicidade que se procura. Mas a verdade é que, para lá da mestria, faço parte de um todo, de um corpo social".
Agustina
"Eu sou uma profissional da escrita, exercito há anos um dom que tenho; cada vez escrevo melhor, e posso até ser mais inteligível, através de uma simplicidade que se procura. Mas a verdade é que, para lá da mestria, faço parte de um todo, de um corpo social".
Agustina
(...) Mas eu própria já disse que não me levo muito a sério. É a melhor maneira de viver. Aquele que se leva a sério está sempre numa situação de inferioridade perante a vida.
Agustina Bessa Luís
(...) Mas eu própria já disse que não me levo muito a sério. É a melhor maneira de viver. Aquele que se leva a sério está sempre numa situação de inferioridade perante a vida.
Agustina Bessa Luís
Diz a Anabela Mota Ribeiro à Agustina Bessa Luís:
As Górgonas são figuras mitológicas, terríveis, com serpentes enredadas na cabeleira. Talvez tenha feito esta associação por causa da imagem diabólica e perversa que se tem de si. Uma imagem já mitificada.
E responde a Agustina:
E muito errada! Não tem nada que ver. Mas claro, quando queremos identificar uma pessoa, difícil de detalhar e compreender, a melhor maneira é encontrar uma definição que simplifique as coisas. Começou há muito tempo... Primeiro, era «Barroca», definição do Óscar Lopes, mais literária. A certa altura passou a achar-se que eu era perversa. Tornou-se muito fácil, e sobretudo entre as mulheres a coisa circulou. As pessoas dadas ao epigrama, aos aforismos, que não são exactamente maneiras convencionais de ver as pessoas e o mundo, são tidas por perversas. Perversidade no fim de contas é o que não é convencional. Então, a civilização é uma perversidade! A pureza verdadeira é o homem das cavernas.
Diz a Anabela Mota Ribeiro à Agustina Bessa Luís:
As Górgonas são figuras mitológicas, terríveis, com serpentes enredadas na cabeleira. Talvez tenha feito esta associação por causa da imagem diabólica e perversa que se tem de si. Uma imagem já mitificada.
E responde a Agustina:
E muito errada! Não tem nada que ver. Mas claro, quando queremos identificar uma pessoa, difícil de detalhar e compreender, a melhor maneira é encontrar uma definição que simplifique as coisas. Começou há muito tempo... Primeiro, era «Barroca», definição do Óscar Lopes, mais literária. A certa altura passou a achar-se que eu era perversa. Tornou-se muito fácil, e sobretudo entre as mulheres a coisa circulou. As pessoas dadas ao epigrama, aos aforismos, que não são exactamente maneiras convencionais de ver as pessoas e o mundo, são tidas por perversas. Perversidade no fim de contas é o que não é convencional. Então, a civilização é uma perversidade! A pureza verdadeira é o homem das cavernas.
Acabo de descobrir um motor de buscas na internet fabuloso. Futurista. Segundo esta gente hoje, 14 de Junho, é o primeiro dia de verão.
Perante isto chego à conclusão que passei 46 anos enganado, a pensar que o verão iniciava a 21 de Junho!
Porém sou teimoso e fui investigar. Google it, António! E voilá... Esta gente deve estar "com os calores"! O verão 2013 começa, pelo menos em Portugal, no dia 21 de junho de 2013 exatamente às 05:04 horas!
Acabo de descobrir um motor de buscas na internet fabuloso. Futurista. Segundo esta gente hoje, 14 de Junho, é o primeiro dia de verão.
Perante isto chego à conclusão que passei 46 anos enganado, a pensar que o verão iniciava a 21 de Junho!
Porém sou teimoso e fui investigar. Google it, António! E voilá... Esta gente deve estar "com os calores"! O verão 2013 começa, pelo menos em Portugal, no dia 21 de junho de 2013 exatamente às 05:04 horas!
Gosto muito dos Broken Bells e só lamento que desde que foi lançado este disco, ou seja, em 2010, eles não tenham produzido mais nada. Fiquem com este Outubro fora d' horas e ficam bem.
E, já agora, tenham Bom fim-de-semana!
Gosto muito dos Broken Bells e só lamento que desde que foi lançado este disco, ou seja, em 2010, eles não tenham produzido mais nada. Fiquem com este Outubro fora d' horas e ficam bem.
E, já agora, tenham Bom fim-de-semana!

- The show is about nothing. But even nothing is something.
- Nothing happens on the show, is just like life. You eat, you read, you go shopping.

- The show is about nothing. But even nothing is something.
- Nothing happens on the show, is just like life. You eat, you read, you go shopping.
"Everything we hear is an opinion, not a fact. Everything we see is a perspective, not the truth".
Marcus Aurelius
"Everything we hear is an opinion, not a fact. Everything we see is a perspective, not the truth".
Marcus Aurelius
Há coisas que nunca pensei. A primeira é que o "Borda d'Água" tivesse impacto político e, em segundo lugar, que houvesse comunistas divertidos. O "camarada" Bruno Dias consegui-o... e com distinção!
Há coisas que nunca pensei. A primeira é que o "Borda d'Água" tivesse impacto político e, em segundo lugar, que houvesse comunistas divertidos. O "camarada" Bruno Dias consegui-o... e com distinção!
Jorge Jesus depois de ter perdido tudo na passada temporada renovou por mais dois anos com o Sport Lisboa e Benfica, ganhando 4 milhões de euros por época. Quem não gostou da novidade foi a águia Vitória que, como se vê na foto, ao virar a cara do treinador, terá dito: “chiça, terei que aturar esta arara mais dois anos!”
Jorge Jesus depois de ter perdido tudo na passada temporada renovou por mais dois anos com o Sport Lisboa e Benfica, ganhando 4 milhões de euros por época. Quem não gostou da novidade foi a águia Vitória que, como se vê na foto, ao virar a cara do treinador, terá dito: “chiça, terei que aturar esta arara mais dois anos!”
Ouvido em Lisboa, hoje à tarde:
- "Vou estar com o meu pilates" - Disse uma senhora ao telefone quando, perto da Artilharia Um, entrava no ginásio.
Pessoalmente adorava que a interlocutora tivesse dito:
- "Eu gosto mais do meu Barrabás!"
Ouvido em Lisboa, hoje à tarde:
- "Vou estar com o meu pilates" - Disse uma senhora ao telefone quando, perto da Artilharia Um, entrava no ginásio.
Pessoalmente adorava que a interlocutora tivesse dito:
- "Eu gosto mais do meu Barrabás!"
Acabo de ler que um homem foi condenado, por um Tribunal de Elvas, por injurias ao Senhor Presidente da República. Disse-lhe "Vai mas é trabalhar!" Não se faz. É preciso tento na língua, e portanto a brincadeira custar-lhe-á 1300 euros! Sabe-se que ele é um anónimo de 23 anos de Campo Maior, ou seja, "um Zé ninguém"! Agora, e perante esta célebre sentença, pergunto quanto custará chamar-se o Senhor Presidente da República de "palhaço"? Porque este é uma cara conhecida e, principalmente, um "opinion maker"!
Acabo de ler que um homem foi condenado, por um Tribunal de Elvas, por injurias ao Senhor Presidente da República. Disse-lhe "Vai mas é trabalhar!" Não se faz. É preciso tento na língua, e portanto a brincadeira custar-lhe-á 1300 euros! Sabe-se que ele é um anónimo de 23 anos de Campo Maior, ou seja, "um Zé ninguém"! Agora, e perante esta célebre sentença, pergunto quanto custará chamar-se o Senhor Presidente da República de "palhaço"? Porque este é uma cara conhecida e, principalmente, um "opinion maker"!