terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Uma empresa a sério

Quando olhamos para o que faz o BCP para cortar os custos com o pessoal em época de austeridade é que vemos o que destingue uma empresa profissional e responsável, neste caso um banco, de muitas empresas amadoras, que recorrem a técnicas pouco ortodoxas para tentar cortar com o pessoal. Ora vejamos, o que vai fazer o BCP para cortar em força os custos com pessoal:
"Este plano, que tem por objetivo principal dar cumprimento integral à obrigação de reduzir os custos com pessoal que o Banco acordou com a Direção Geral de Concorrência da União Europeia (DGComp) e o Estado português, permite defender mais de 400 postos de trabalho, fruto do acordo agora assinado e configura uma solução inovadora em Portugal, desenhada conjuntamente com as Federações Sindicais, FEBASE e FSIB.
O ajuste salarial será temporário e cessa no ano imediatamente a seguir ao pagamento do investimento público. É progressivo, por escalões remuneratórios, e não se aplica aos rendimentos mensais ilíquidos inferiores a mil euros.
Para minorar os impactos da medida de ajuste salarial, foi ainda acordado que, durante o período de vigência do acordo, os Colaboradores poderão solicitar a carência de capital dos seus empréstimos junto do banco, assim como optar pelo prolongamento do prazo de amortização até aos 75 anos.
O Conselho de Administração e a Comissão Executiva do Millennium bcp submeterão à Assembleia Geral de Acionistas uma proposta de distribuição de resultados pelos colaboradores, após o reembolso integral da ajuda do Estado, que permita devolver um valor equivalente ao do ajuste salarial temporário.
A implementação do ajustamento salarial deverá ocorrer no decurso do primeiro semestre de 2014 por estar dependente da alteração das convenções coletivas e da aprovação de uma portaria de extensão, que permita a aplicação universal deste acordo dentro dum prazo adequado ao cumprimento dos compromissos assumidos com a DGComp e o Estado Português."
Como vêem é um banco com uma boa gestão de recursos humanos. Uma empresa com uma gestão a que eu chamo civilizada. É o que falta em muitas empresas que optam por uma gestão pacóvia dos recursos humanos. Sempre com fito nas vantagens pessoais e em estratégias de poder. Aprendam com os bons exemplos, aprendam.

Uma empresa a sério

Quando olhamos para o que faz o BCP para cortar os custos com o pessoal em época de austeridade é que vemos o que destingue uma empresa profissional e responsável, neste caso um banco, de muitas empresas amadoras, que recorrem a técnicas pouco ortodoxas para tentar cortar com o pessoal. Ora vejamos, o que vai fazer o BCP para cortar em força os custos com pessoal:
"Este plano, que tem por objetivo principal dar cumprimento integral à obrigação de reduzir os custos com pessoal que o Banco acordou com a Direção Geral de Concorrência da União Europeia (DGComp) e o Estado português, permite defender mais de 400 postos de trabalho, fruto do acordo agora assinado e configura uma solução inovadora em Portugal, desenhada conjuntamente com as Federações Sindicais, FEBASE e FSIB.
O ajuste salarial será temporário e cessa no ano imediatamente a seguir ao pagamento do investimento público. É progressivo, por escalões remuneratórios, e não se aplica aos rendimentos mensais ilíquidos inferiores a mil euros.
Para minorar os impactos da medida de ajuste salarial, foi ainda acordado que, durante o período de vigência do acordo, os Colaboradores poderão solicitar a carência de capital dos seus empréstimos junto do banco, assim como optar pelo prolongamento do prazo de amortização até aos 75 anos.
O Conselho de Administração e a Comissão Executiva do Millennium bcp submeterão à Assembleia Geral de Acionistas uma proposta de distribuição de resultados pelos colaboradores, após o reembolso integral da ajuda do Estado, que permita devolver um valor equivalente ao do ajuste salarial temporário.
A implementação do ajustamento salarial deverá ocorrer no decurso do primeiro semestre de 2014 por estar dependente da alteração das convenções coletivas e da aprovação de uma portaria de extensão, que permita a aplicação universal deste acordo dentro dum prazo adequado ao cumprimento dos compromissos assumidos com a DGComp e o Estado Português."
Como vêem é um banco com uma boa gestão de recursos humanos. Uma empresa com uma gestão a que eu chamo civilizada. É o que falta em muitas empresas que optam por uma gestão pacóvia dos recursos humanos. Sempre com fito nas vantagens pessoais e em estratégias de poder. Aprendam com os bons exemplos, aprendam.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Bom ano

Bom ano

sábado, 21 de dezembro de 2013

Como governar by Cícero

 


Marco Túlio Cícero viveu nos 100 anos Antes de Cristo e já nessa altura dizia "Os chefes têm de possuir um carácter e uma integridade excepcionais". Hoje continua a ser verdade e continua ser necessário dizer porque poucos lêem Cícero. 


Outras frases intemporais de Cícero:


"A inteligência não é uma palavra feia"


"O compromisso é a chave para que as coisas se façam"


"Nunca comecem uma guerra injusta"


"A lei justa é a que resulta da harmonia entre o raciocínio correcto e a natureza"


 

Como governar by Cícero

 


Marco Túlio Cícero viveu nos 100 anos Antes de Cristo e já nessa altura dizia "Os chefes têm de possuir um carácter e uma integridade excepcionais". Hoje continua a ser verdade e continua ser necessário dizer porque poucos lêem Cícero. 


Outras frases intemporais de Cícero:


"A inteligência não é uma palavra feia"


"O compromisso é a chave para que as coisas se façam"


"Nunca comecem uma guerra injusta"


"A lei justa é a que resulta da harmonia entre o raciocínio correcto e a natureza"


 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Uma questão de gosto

 



 


Devo reconhecer que às vezes estou a milhas da realidade. Poderia argumentar que me estou nas tintas para a realidade, argumentando que o meu médico não deixa, que a bem da minha saúde, que a realidade me aflija. Porém, a questão é outra. Como dizia Ortega Y Gassett, "nós somos nós e a nossa circunstância", pelo que quando li o que José Miguel Júdice argumentou, e estou de acordo com ele, sobre a polémica em torno do polémico vídeo de lançamento da Sociedade de Advogados Maria do Rosário Mattos e Associados, e dizem ser uma espécie de uma Ally McBeal à portuguesa, valendo a façanha um  inquérito por parte da Ordem do Advogado, porque terá violado as "regras de publicidade e de decoro", eu estava a milhas da polémica, e apressei-me, desde logo, a querer vê-lo, e dizer de minha justiça! Acontece que não consigo aceder ao mesmo, porque as meninas argumentaram que a sua apresentação viola o direito de autor. Viola? Mas desde quando é que alguém que quer fazer publicidade a si mesmo acha que a visualização do mesmo viola os direitos de autor? Efectivamente, há nesta história alguma coisa que não bate certo!


 

Uma questão de gosto

 



 


Devo reconhecer que às vezes estou a milhas da realidade. Poderia argumentar que me estou nas tintas para a realidade, argumentando que o meu médico não deixa, que a bem da minha saúde, que a realidade me aflija. Porém, a questão é outra. Como dizia Ortega Y Gassett, "nós somos nós e a nossa circunstância", pelo que quando li o que José Miguel Júdice argumentou, e estou de acordo com ele, sobre a polémica em torno do polémico vídeo de lançamento da Sociedade de Advogados Maria do Rosário Mattos e Associados, e dizem ser uma espécie de uma Ally McBeal à portuguesa, valendo a façanha um  inquérito por parte da Ordem do Advogado, porque terá violado as "regras de publicidade e de decoro", eu estava a milhas da polémica, e apressei-me, desde logo, a querer vê-lo, e dizer de minha justiça! Acontece que não consigo aceder ao mesmo, porque as meninas argumentaram que a sua apresentação viola o direito de autor. Viola? Mas desde quando é que alguém que quer fazer publicidade a si mesmo acha que a visualização do mesmo viola os direitos de autor? Efectivamente, há nesta história alguma coisa que não bate certo!


 

Masoquismo à "la carte"


 


Eu bem sei que esta é a época do ano em que todos os desejos são possíveis e desejáveis. Sim é verdade, todos os dias, seja por correio electrónico ou no Facebook, entre amigos e outros desconhecidos, recebemos votos de boas festas e, principalmente, de bom ano. Pura utopia. Desejar bom ano aos portugueses (pelo menos à grande maioria dos nossos concidadãos) parece ser, antes de tudo, publicidade gratuita á obra do comunista e filósofo português,  José Barata Moura: “Da Mentira: Um Ensaio - Transbordante de Errores!”. Ou se preferirem, um exercício de masoquismo "à la carte"

Masoquismo à "la carte"


 


Eu bem sei que esta é a época do ano em que todos os desejos são possíveis e desejáveis. Sim é verdade, todos os dias, seja por correio electrónico ou no Facebook, entre amigos e outros desconhecidos, recebemos votos de boas festas e, principalmente, de bom ano. Pura utopia. Desejar bom ano aos portugueses (pelo menos à grande maioria dos nossos concidadãos) parece ser, antes de tudo, publicidade gratuita á obra do comunista e filósofo português,  José Barata Moura: “Da Mentira: Um Ensaio - Transbordante de Errores!”. Ou se preferirem, um exercício de masoquismo "à la carte"

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Mais IVA, mais contribuição extraordinária de solidariedade

O Tribunal Constitucional chumbou a uniformização das Pensões da Caixa Geral das Aposentações com o regime privado que implicava um corte de 10%. O príncipio "Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei", parece só se aplicar às vezes. E o que sobra deste chumbo unânime do corte de 10% das Pensões da Função Pública? Mais contribuição extraordinária de solidariedade (para todas as pensões da CGA acima de 1.350 euros), mais IVA, mais tempo de sobretaxa. 


O CGA tem de receitas 4 mil milhões e distribui 8 mil milhões em pensões, como é que se resolve isto? Se qualquer medida pode esbarrar neste princípio da confiança. 


Quem nos salva deste Palácio Ratton? A lei não funciona para nada neste país, toda a gente actua numa fronteira ténue da ilegalidade, e de repente a Constituição serve para justificar todos os bloqueios ao ajustamento.

Mais IVA, mais contribuição extraordinária de solidariedade

O Tribunal Constitucional chumbou a uniformização das Pensões da Caixa Geral das Aposentações com o regime privado que implicava um corte de 10%. O príncipio "Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei", parece só se aplicar às vezes. E o que sobra deste chumbo unânime do corte de 10% das Pensões da Função Pública? Mais contribuição extraordinária de solidariedade (para todas as pensões da CGA acima de 1.350 euros), mais IVA, mais tempo de sobretaxa. 


O CGA tem de receitas 4 mil milhões e distribui 8 mil milhões em pensões, como é que se resolve isto? Se qualquer medida pode esbarrar neste princípio da confiança. 


Quem nos salva deste Palácio Ratton? A lei não funciona para nada neste país, toda a gente actua numa fronteira ténue da ilegalidade, e de repente a Constituição serve para justificar todos os bloqueios ao ajustamento.

O rating, o Montepio e o Económico

No passado dia 7 de Outubro, escrevi no Diário Económico um artigo, com base num aviso da Moody´s que me chegou às mãos, que a agência de rating revia em baixa o rating da dívida do Montepio Geral. A revisão prendia-se com a pressão maior sobre a qualidade da carteira de crédito do Montepio Geral. O presidente do banco desmentiu, barafustou, e insinuou uma perseguição deliberada ao Montepio.


Mas, na verdade a única coisa em que pecava o artigo era na exagerada antecipação da notícia, porque essa revisão em baixa estava a ser anunciada para ocorrer no prazo de três meses.


O Diário Económico, reservou uma pequena parte do seu precioso e escasso espaço para desmentir a notícia. Por pouco não punha em título "o Diário Económico Errou", mas na verdade acabou por sair "Rating do Montepio Correcção", com a seguinte explicação: "A decisão da agência, anunciada quarta-feira passada, foi contudo colocar a notação de dívida de longo prazo do banco em revisão, o que não implica 'downgrade' mas maior probabilidade de tal acontecer no futuro (...)" e conclui, "pelo erro, as nossas desculpas aos nossos leitores".


A nota de Outubro, falava em 'review for downgrade', o que é o aviso que VÃO rever em baixa. E não "a maior probabilidade de tal acontecer  no futuro", como foi escrito. 


A prova de que era uma inevitabilidade está aí:



COMUNICADO
A Caixa Económica Montepio Geral informa que a agência de notação financeira Moody’s Investors Service, anunciou hoje uma revisão em baixa das notações de rating atribuídas à Caixa Económica Montepio Geral.
(...)
Com exceção do rating de curto prazo, todas as restantes notações mantêm um Outlook negativo.
Lisboa, 19 de Dezembro de 2013


 

O rating, o Montepio e o Económico

No passado dia 7 de Outubro, escrevi no Diário Económico um artigo, com base num aviso da Moody´s que me chegou às mãos, que a agência de rating revia em baixa o rating da dívida do Montepio Geral. A revisão prendia-se com a pressão maior sobre a qualidade da carteira de crédito do Montepio Geral. O presidente do banco desmentiu, barafustou, e insinuou uma perseguição deliberada ao Montepio.


Mas, na verdade a única coisa em que pecava o artigo era na exagerada antecipação da notícia, porque essa revisão em baixa estava a ser anunciada para ocorrer no prazo de três meses.


O Diário Económico, reservou uma pequena parte do seu precioso e escasso espaço para desmentir a notícia. Por pouco não punha em título "o Diário Económico Errou", mas na verdade acabou por sair "Rating do Montepio Correcção", com a seguinte explicação: "A decisão da agência, anunciada quarta-feira passada, foi contudo colocar a notação de dívida de longo prazo do banco em revisão, o que não implica 'downgrade' mas maior probabilidade de tal acontecer no futuro (...)" e conclui, "pelo erro, as nossas desculpas aos nossos leitores".


A nota de Outubro, falava em 'review for downgrade', o que é o aviso que VÃO rever em baixa. E não "a maior probabilidade de tal acontecer  no futuro", como foi escrito. 


A prova de que era uma inevitabilidade está aí:



COMUNICADO
A Caixa Económica Montepio Geral informa que a agência de notação financeira Moody’s Investors Service, anunciou hoje uma revisão em baixa das notações de rating atribuídas à Caixa Económica Montepio Geral.
(...)
Com exceção do rating de curto prazo, todas as restantes notações mantêm um Outlook negativo.
Lisboa, 19 de Dezembro de 2013


 

Fome de arte


 


Hoje estive em Lisboa. Estar na capital, e ter tempo para ver duas exposições de grande qualidade é um luxo, e uma boa maneira de matar a fome de arte!


Estive na Culturgest a ver algumas obras da sua colecção, o que valeu bem a pena. Porém, o que eu gostei mesmo foi ter visitado foi a exposição, no Museu do Oriente, dos trabalhos de Masaaki Miyasako, justamente considerado um dos mais prestigiados artistas japoneses da actualidade, e que só estará patente até ao próximo dia 29 deste mês! A não perder

Fome de arte


 


Hoje estive em Lisboa. Estar na capital, e ter tempo para ver duas exposições de grande qualidade é um luxo, e uma boa maneira de matar a fome de arte!


Estive na Culturgest a ver algumas obras da sua colecção, o que valeu bem a pena. Porém, o que eu gostei mesmo foi ter visitado foi a exposição, no Museu do Oriente, dos trabalhos de Masaaki Miyasako, justamente considerado um dos mais prestigiados artistas japoneses da actualidade, e que só estará patente até ao próximo dia 29 deste mês! A não perder

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

As Monjas de Belém pedem ajuda para a construção do mosteiro

SE O SENHOR NAO EDIFICAR A CASA


 


EM VÃO TRABALHAM


 


OS CONSTRUTORES


(Salmo 127)


 


 


Construção do Mosteiro


de Nossa Senhora do Rosário


 


Couço - Concelho de Coruche. Diocese de Évora


 


***


 


Se quiser ajudar as Monjas de Belém com o seu contributo


para as obras do Mosteiro pode fazê-lo para o


 


NIB 0007 0000 00830470739 23


(Titular: Mosteiro das Monjas de Belém)


 


 


As contribuições são dedutíveis em sede de IRS. Basta pedir um recibo às:


 


Monjas de Belém, da Assunção da Virgem e de São Bruno


Quinta do Calhariz


2970-210 Sesimbra


 


Tel. 916 95 46 47


Fax. 212 68 09 27


  

As Monjas de Belém pedem ajuda para a construção do mosteiro

SE O SENHOR NAO EDIFICAR A CASA


 


EM VÃO TRABALHAM


 


OS CONSTRUTORES


(Salmo 127)


 


 


Construção do Mosteiro


de Nossa Senhora do Rosário


 


Couço - Concelho de Coruche. Diocese de Évora


 


***


 


Se quiser ajudar as Monjas de Belém com o seu contributo


para as obras do Mosteiro pode fazê-lo para o


 


NIB 0007 0000 00830470739 23


(Titular: Mosteiro das Monjas de Belém)


 


 


As contribuições são dedutíveis em sede de IRS. Basta pedir um recibo às:


 


Monjas de Belém, da Assunção da Virgem e de São Bruno


Quinta do Calhariz


2970-210 Sesimbra


 


Tel. 916 95 46 47


Fax. 212 68 09 27


  

sábado, 14 de dezembro de 2013

Inédito

Neva no Egipto!


Foto: Arab Winter, unmetaphorically.


O Egipto está no gelo. Depois da Primavera Árabe, da queda do Mubarak, e da neve nas pirâmides, só mesmo o Tutankamon levantar-se do túmulo para acreditar que o Egipto foi mesmo amaldiçoado!

Inédito

Neva no Egipto!


Foto: Arab Winter, unmetaphorically.


O Egipto está no gelo. Depois da Primavera Árabe, da queda do Mubarak, e da neve nas pirâmides, só mesmo o Tutankamon levantar-se do túmulo para acreditar que o Egipto foi mesmo amaldiçoado!

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Darwin, Uruguai e outras coisas mais

Acabo de ver um filme uruguaio, Rincón de Darwin, que recomendo. Belíssimo filme, sobre a vida, o amor, as rotinas, as oportunidades perdidas e Darwin (sim o da teoria da evolução). Vi no Cinema São Jorge, a propósito da semana da América Latina, espero que venha para o circuito comercial, porque é uma comédia que vale muito a pena:


Darwin, Uruguai e outras coisas mais

Acabo de ver um filme uruguaio, Rincón de Darwin, que recomendo. Belíssimo filme, sobre a vida, o amor, as rotinas, as oportunidades perdidas e Darwin (sim o da teoria da evolução). Vi no Cinema São Jorge, a propósito da semana da América Latina, espero que venha para o circuito comercial, porque é uma comédia que vale muito a pena:


Tal & qual





"Quando eu era pequeno ninguém morria. Porque carga de água se morre agora, pelo simples facto de eu ter crescido?"



 


Não gostando da sua escrita identifico-me com o texto e, muito em particular, com este excerto.


Irra... Ser crescido é mesmo uma grande  merda!





Tal & qual





"Quando eu era pequeno ninguém morria. Porque carga de água se morre agora, pelo simples facto de eu ter crescido?"



 


Não gostando da sua escrita identifico-me com o texto e, muito em particular, com este excerto.


Irra... Ser crescido é mesmo uma grande  merda!





Uma história sem comentários


Encontrado aqui

Uma história sem comentários


Encontrado aqui

Nadir Afonso: De Chaves para o mundo


 


Entre tantos afazeres esqueci-me, na altura da sua morte, de deixar a minha homenagem a Nadir Afonso. Um flaviense que, por direito próprio foi um cidadão do mundo|

Nadir Afonso: De Chaves para o mundo


 


Entre tantos afazeres esqueci-me, na altura da sua morte, de deixar a minha homenagem a Nadir Afonso. Um flaviense que, por direito próprio foi um cidadão do mundo|

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Dizem que é uma espécie de fábula...


 


Será que através dos animais poderemos retratar situações próximas à nossa realidade e à nossa condição humana? Seguramente que sim. Este é o propósito das fábulas que desde sempre povoaram o nosso imaginário.


Eu não sou um Esopo nem tampouco um La Fontaine, mas se calhar graças a uma anestesia que me fizeram esta tarde, na capital, cheguei a uma ideia – ou será conclusão - de que gostaria de partilhar convosco, e que, por falar em animais, tem a ver com cães e gatos.


O meu fito é situar estes animais no espectro político e ideológico, pedindo desde já aos mais comuns dos animais de estimação as devidas desculpas por tamanho atrevimento...


Vamos lá então. Os gatos, por serem mais individualistas e autónomos, estão na política como os liberais. Por seu lado, os cães, pelas suas características, ou seja, enquanto animal "superdependente", é um esquerdista! Ou seja, e de forma sintética: enquanto os primeiros fazem-se à vida. Os cães esperam que a vida venha ter com eles. Aliás, e bem vistas as coisas, não é verdade que uma mantilha - e vemos muito desta situações quando os cães vadios, i.e., seguindo o seu instinto sexual, seguem as cadelas com cio - parece uma metaforicamente uma manifestação política, algo totalmente impensável com os gatos?


 


Nota final, e dirigida aos fiéis amigos: Não estou a dizer que os "esquerdistas são uns cães", porque, desta forma, estava a desagradável com estes amigos de quatro patas, correndo o sério risco de os ter a morderem as canelas!

Dizem que é uma espécie de fábula...


 


Será que através dos animais poderemos retratar situações próximas à nossa realidade e à nossa condição humana? Seguramente que sim. Este é o propósito das fábulas que desde sempre povoaram o nosso imaginário.


Eu não sou um Esopo nem tampouco um La Fontaine, mas se calhar graças a uma anestesia que me fizeram esta tarde, na capital, cheguei a uma ideia – ou será conclusão - de que gostaria de partilhar convosco, e que, por falar em animais, tem a ver com cães e gatos.


O meu fito é situar estes animais no espectro político e ideológico, pedindo desde já aos mais comuns dos animais de estimação as devidas desculpas por tamanho atrevimento...


Vamos lá então. Os gatos, por serem mais individualistas e autónomos, estão na política como os liberais. Por seu lado, os cães, pelas suas características, ou seja, enquanto animal "superdependente", é um esquerdista! Ou seja, e de forma sintética: enquanto os primeiros fazem-se à vida. Os cães esperam que a vida venha ter com eles. Aliás, e bem vistas as coisas, não é verdade que uma mantilha - e vemos muito desta situações quando os cães vadios, i.e., seguindo o seu instinto sexual, seguem as cadelas com cio - parece uma metaforicamente uma manifestação política, algo totalmente impensável com os gatos?


 


Nota final, e dirigida aos fiéis amigos: Não estou a dizer que os "esquerdistas são uns cães", porque, desta forma, estava a desagradável com estes amigos de quatro patas, correndo o sério risco de os ter a morderem as canelas!

BCE-OT-Bancos: Quadratura do círculo

O BCE quer introduzir alterações regulatórias, para travar a compra de dívida pública por parte dos bancos europeus, através do recurso ao financiamento junto do BCE, exigindo a constituição de uma reserva de capital para cobrir os riscos da sua carteira de crédito.


 


Em entrevista ao FT, Peter Praet, membro da comissão executiva do BCE, argumentou que caso as obrigações do tesouro sejam tratadas “de acordo com o risco que representam para os bancos” na avaliação de activos das instituições, provavelmente os bancos não utilizarão tanta liquidez do banco central para reforçar as suas posições em dívida pública.


 


Esta medida poderá ter um impacto “potencialmente negativo” para os bancos portugueses, que mantêm 23,3 mil milhões de euros aplicados em dívida soberana, considera o Caixa BI.


 


P.S: Sempre aquela sensação de déjà-vu...

BCE-OT-Bancos: Quadratura do círculo

O BCE quer introduzir alterações regulatórias, para travar a compra de dívida pública por parte dos bancos europeus, através do recurso ao financiamento junto do BCE, exigindo a constituição de uma reserva de capital para cobrir os riscos da sua carteira de crédito.


 


Em entrevista ao FT, Peter Praet, membro da comissão executiva do BCE, argumentou que caso as obrigações do tesouro sejam tratadas “de acordo com o risco que representam para os bancos” na avaliação de activos das instituições, provavelmente os bancos não utilizarão tanta liquidez do banco central para reforçar as suas posições em dívida pública.


 


Esta medida poderá ter um impacto “potencialmente negativo” para os bancos portugueses, que mantêm 23,3 mil milhões de euros aplicados em dívida soberana, considera o Caixa BI.


 


P.S: Sempre aquela sensação de déjà-vu...

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Os accionistas dos dividendos


Goldman Sachs e Deutsche Bank com 7% dos CTT... pelo menos até à distribuição dos dividendos


 


O que leva o norte-americano, Goldman Sachs Group, a comprar 4,998% dos CTT (isto representa um investimento de 41,4 milhões de euros) e o alemão o Deutsche Bank a adquirir cerca de três milhões de acções na venda directa (antes da estreia em bolsa), ficando, assim, com 2,04% dos CTT, num investimento de 16,9 milhões de euros?


A resposta é simples: São os 60 milhões de euros de dividendos, que o Governo, no prospecto de privatização, prometeu distribui já em 2014, por conta do exercício deste ano.


Que melhor maneira de ganhar dinheiro quando se tem montantes significativos para investir? As acções ainda por cima continuam a cotar acima da privatização (estão a 5,77 euros o que comprara com 5,52 euros da venda inicial) pelo que não há senão ganhos à vista para estes investidores. No entanto, e apesar dos CTT terem prometido tentar no futuro vir a distribuir sempre 90% dos lucros, como este compromisso pode alterar-se, é muito provável que, após a distribuição dos dividendos, estes accionistas (e outros que tais) vendam as acções dos CTT. Há ao fundo do túnel a ameaça de uma queda forte dos títulos após a distribuição dos 40 cêntimos por acção que ocorrerá na primeira metade de 2014.



Os accionistas dos dividendos


Goldman Sachs e Deutsche Bank com 7% dos CTT... pelo menos até à distribuição dos dividendos


 


O que leva o norte-americano, Goldman Sachs Group, a comprar 4,998% dos CTT (isto representa um investimento de 41,4 milhões de euros) e o alemão o Deutsche Bank a adquirir cerca de três milhões de acções na venda directa (antes da estreia em bolsa), ficando, assim, com 2,04% dos CTT, num investimento de 16,9 milhões de euros?


A resposta é simples: São os 60 milhões de euros de dividendos, que o Governo, no prospecto de privatização, prometeu distribui já em 2014, por conta do exercício deste ano.


Que melhor maneira de ganhar dinheiro quando se tem montantes significativos para investir? As acções ainda por cima continuam a cotar acima da privatização (estão a 5,77 euros o que comprara com 5,52 euros da venda inicial) pelo que não há senão ganhos à vista para estes investidores. No entanto, e apesar dos CTT terem prometido tentar no futuro vir a distribuir sempre 90% dos lucros, como este compromisso pode alterar-se, é muito provável que, após a distribuição dos dividendos, estes accionistas (e outros que tais) vendam as acções dos CTT. Há ao fundo do túnel a ameaça de uma queda forte dos títulos após a distribuição dos 40 cêntimos por acção que ocorrerá na primeira metade de 2014.



Na Lua


 


Os verdinhos não estão em Marte. Estão na lua! E perante este cartoon, que como sempre é feito pelo melhor e mais acutilante cartoonista da praça, os lagartos na sua incontrolável alegria (até parece que ganharam tudo…) prestam-se a dizer no Facebook, porque também eles partilham os seus orgulhos: “roubei”. Roubaram? Meus queridos amigos, pois eu tenho lagartos que são meus amigos - tenham cuidado e não se queimem com os foguetes antes da festa! Convém recordar que o "bandido mor" ainda anda adormecido, já que os seus árbitros ainda não deram o ar de sua (des)graça!


 


Também publiquei aqui 

Na Lua


 


Os verdinhos não estão em Marte. Estão na lua! E perante este cartoon, que como sempre é feito pelo melhor e mais acutilante cartoonista da praça, os lagartos na sua incontrolável alegria (até parece que ganharam tudo…) prestam-se a dizer no Facebook, porque também eles partilham os seus orgulhos: “roubei”. Roubaram? Meus queridos amigos, pois eu tenho lagartos que são meus amigos - tenham cuidado e não se queimem com os foguetes antes da festa! Convém recordar que o "bandido mor" ainda anda adormecido, já que os seus árbitros ainda não deram o ar de sua (des)graça!


 


Também publiquei aqui 

Mais um Pim

E desta feita é para a FIFA!


 


Mais um Pim

E desta feita é para a FIFA!


 


Coisas do meu avô

O meu avô paterno gostava de ir a funerais, até de pessoas que conhecia vagamente. Dizia que era o melhor sitio para ver pessoas vivas. Se calhar foi isso (também) que levou Barack Obama a deslocar-se às exéquias do Presidente Mandela, nem que seja para apertar a mão a Raul Castro e confirmar que o ilhéu comunista "está vivo"!


 



  


 

Coisas do meu avô

O meu avô paterno gostava de ir a funerais, até de pessoas que conhecia vagamente. Dizia que era o melhor sitio para ver pessoas vivas. Se calhar foi isso (também) que levou Barack Obama a deslocar-se às exéquias do Presidente Mandela, nem que seja para apertar a mão a Raul Castro e confirmar que o ilhéu comunista "está vivo"!


 



  


 

FMI... PIM


 


Depois de ter lido que a Directora-geral do FMI, Christine Lagarde, disse que "o organismo errou e que a Grécia e Portugal deveriam ter tido “mais tempo” para cumprirem programas que exigiam “demasiada consolidação orçamental, demasiado rápida”, lembrei-me de Almada Negreiros e do seu “Manifesto Anti-Dantas”.


Não serei tão drástico como o genial Almada, simplesmente acho que, por coisas assim, e feitas (ao que parece) em cima do joelho, o tempo dela tem que chegar ao fim. Pim!

FMI... PIM


 


Depois de ter lido que a Directora-geral do FMI, Christine Lagarde, disse que "o organismo errou e que a Grécia e Portugal deveriam ter tido “mais tempo” para cumprirem programas que exigiam “demasiada consolidação orçamental, demasiado rápida”, lembrei-me de Almada Negreiros e do seu “Manifesto Anti-Dantas”.


Não serei tão drástico como o genial Almada, simplesmente acho que, por coisas assim, e feitas (ao que parece) em cima do joelho, o tempo dela tem que chegar ao fim. Pim!

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

A excitação certa

Anda tudo muito excitado com o cumprimento de Obama ao líder do governo cubano Raul Castro. Já Obama estava mais excitado com a Primeira-Ministra da Dinamarca:


 



Uma loira no meio do black power!


A excitação certa

Anda tudo muito excitado com o cumprimento de Obama ao líder do governo cubano Raul Castro. Já Obama estava mais excitado com a Primeira-Ministra da Dinamarca:


 



Uma loira no meio do black power!


Para Lennon... Para todos os que gostam de boa música!


33 anos depois da sua morte (Lennon foi assassinado a 8 de Dezembro de 1980 por Mark Chapman, o norte americano Nicolas Jaar fez este mix em sua homenagem. Para ouvirem, porque é mesmo muitíssimo bom!

Para Lennon... Para todos os que gostam de boa música!


33 anos depois da sua morte (Lennon foi assassinado a 8 de Dezembro de 1980 por Mark Chapman, o norte americano Nicolas Jaar fez este mix em sua homenagem. Para ouvirem, porque é mesmo muitíssimo bom!

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A verdade e Downton Abbey

Estava a ver o Downton Abbey e ouvi um diálogo que dizia: "O casamento é um desafio, mesmo quando toda a gente o quer, mesmo quando toda a gente reza para que sejamos felizes".  É verdade e mais ainda quando nem toda a gente o quer. Em cada momento há pessoas a tentar separar quem se ama, é preciso ter força para aguentar isso. A maioria não aguenta. 

A verdade e Downton Abbey

Estava a ver o Downton Abbey e ouvi um diálogo que dizia: "O casamento é um desafio, mesmo quando toda a gente o quer, mesmo quando toda a gente reza para que sejamos felizes".  É verdade e mais ainda quando nem toda a gente o quer. Em cada momento há pessoas a tentar separar quem se ama, é preciso ter força para aguentar isso. A maioria não aguenta. 

Viva o Sporting!

Já era tempo de o Sporting ter este orgulho de leão!


Viva o Sporting!

Já era tempo de o Sporting ter este orgulho de leão!


Lagartos inchados


 


Os lagartos andam demasiado inchados, sentem-se como nunca (e como eu os compreendo) inchados, como se estivessem na estratosfera. Mas cuidado, porque a queda será muito dolorosa!

Lagartos inchados


 


Os lagartos andam demasiado inchados, sentem-se como nunca (e como eu os compreendo) inchados, como se estivessem na estratosfera. Mas cuidado, porque a queda será muito dolorosa!

Investir em tempos de crise


 


Em Santarém abriu recentemente (mais ou menos um mês) um belo espaço de restauração, mais precisamente uma taberna. Este espaço, que se dá pelo nome de "Ó Balcão", situado na Rua Pedro de Santarém, e onde se come divinalmente a bons preços, é a prova provada que é em tempos de crise que temos que dar a volta, remando contra a maré: Investindo!

Investir em tempos de crise


 


Em Santarém abriu recentemente (mais ou menos um mês) um belo espaço de restauração, mais precisamente uma taberna. Este espaço, que se dá pelo nome de "Ó Balcão", situado na Rua Pedro de Santarém, e onde se come divinalmente a bons preços, é a prova provada que é em tempos de crise que temos que dar a volta, remando contra a maré: Investindo!

sábado, 7 de dezembro de 2013

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Aos fãs de Mandela que atiram pedras


A propósito deste e doutros comentários que condenam Cavaco Silva por ter sido contra a libertação de Mandela em 1987, há que lembrar que a resolução das Nações Unidas que defendia sua libertação, defendia a luta armada para erradicar o apartheid e convidava os países a financiarem a luta armada (ponto 8). Ou seja, legitimava um terrorismo para acabar com outro. 


Portugal não assinou (Mário Soares era Presidente da República, mas isso parece esquecido por Daniel Oliveira, qual arauto do perdão que elevou Mandela), assim como não assinaram os Estados Unidos, nem os Ingleses. E outros abstiveram-se, incluindo países escandinavos do 'wealfare state'. É fácil aproveitar Mandela para fazer uma crítica política à Direita de que Ronald Reagan e Margaret Thatcher são ilustres representantes. Mas quem assinaria hoje uma resolução que legitimasse a luta armada e o financiamento dessa luta armada? 


Ora Nelson Mandela tornou-se no mito que é, não por ter sido libertado, nem sequer foi pelo Apartheid ter acabado na África do Sul, o Madiba tornou-se num herói internacional precisamente porque perdoou. Como Cristo, perdoou. Depois de quase três décadas de prisão, Mandela perdoou a quem o prendeu, e construiu com ele um novo país. Essa é a grandeza de Mandela, e deve-o ao seu carácter. Ao seu excelente carácter e inteligência.


Pode discutir-se se a África do Sul é um país de sucesso ou não, se esse novo país que foi construído foi bem construído ou não. Se os sul-africanos são verdadeiros herdeiros do "perdão" de Mandela, provavelmente não são. O racismo deixou de estar instituído, «graças a Deus», mas não desapareceu do coração dos Homens, e não está só nos Boers. Só quem não conhece África pode dizer que o racismo é um monopólio dos brancos. Há racismos (no que exclusivamente diz respeito a raças e não a classes ou outras coisas mais) em todos os sentidos e direcções. 


Mandela deu ao mundo a lição do perdão, como há mais de 2000 anos Cristo já tinha dado. Mandela mudou o mundo? Não, não mudou, porque o bem continua a ser residual num mundo cada vez mais relativista. Mas teve a lucidez de escolher o caminho do bem. Foi, nesse aspecto, um Senhor, Nelson Mandela.


E há alguma hipocrisia naqueles que embandeiram Mandela em arco e depois atiram pedras aos vizinhos. Apetece-me dizer, sigam o vosso líder, sigam.


 


Publicado no Corta-Fitas

Aos fãs de Mandela que atiram pedras


A propósito deste e doutros comentários que condenam Cavaco Silva por ter sido contra a libertação de Mandela em 1987, há que lembrar que a resolução das Nações Unidas que defendia sua libertação, defendia a luta armada para erradicar o apartheid e convidava os países a financiarem a luta armada (ponto 8). Ou seja, legitimava um terrorismo para acabar com outro. 


Portugal não assinou (Mário Soares era Presidente da República, mas isso parece esquecido por Daniel Oliveira, qual arauto do perdão que elevou Mandela), assim como não assinaram os Estados Unidos, nem os Ingleses. E outros abstiveram-se, incluindo países escandinavos do 'wealfare state'. É fácil aproveitar Mandela para fazer uma crítica política à Direita de que Ronald Reagan e Margaret Thatcher são ilustres representantes. Mas quem assinaria hoje uma resolução que legitimasse a luta armada e o financiamento dessa luta armada? 


Ora Nelson Mandela tornou-se no mito que é, não por ter sido libertado, nem sequer foi pelo Apartheid ter acabado na África do Sul, o Madiba tornou-se num herói internacional precisamente porque perdoou. Como Cristo, perdoou. Depois de quase três décadas de prisão, Mandela perdoou a quem o prendeu, e construiu com ele um novo país. Essa é a grandeza de Mandela, e deve-o ao seu carácter. Ao seu excelente carácter e inteligência.


Pode discutir-se se a África do Sul é um país de sucesso ou não, se esse novo país que foi construído foi bem construído ou não. Se os sul-africanos são verdadeiros herdeiros do "perdão" de Mandela, provavelmente não são. O racismo deixou de estar instituído, «graças a Deus», mas não desapareceu do coração dos Homens, e não está só nos Boers. Só quem não conhece África pode dizer que o racismo é um monopólio dos brancos. Há racismos (no que exclusivamente diz respeito a raças e não a classes ou outras coisas mais) em todos os sentidos e direcções. 


Mandela deu ao mundo a lição do perdão, como há mais de 2000 anos Cristo já tinha dado. Mandela mudou o mundo? Não, não mudou, porque o bem continua a ser residual num mundo cada vez mais relativista. Mas teve a lucidez de escolher o caminho do bem. Foi, nesse aspecto, um Senhor, Nelson Mandela.


E há alguma hipocrisia naqueles que embandeiram Mandela em arco e depois atiram pedras aos vizinhos. Apetece-me dizer, sigam o vosso líder, sigam.


 


Publicado no Corta-Fitas

Frases que ficam na história






“O ideal de uma sociedade democrática e livre é um ideal para cuja concretização espero viver. Mas se for necessário é um ideal pelo qual estou disposto a morrer.”




Nelson Mandela 1918-2013




Esta frase foi retirada do Público que fez, em papel e online, uma bela homenagem a este grande ser humano!

Frases que ficam na história






“O ideal de uma sociedade democrática e livre é um ideal para cuja concretização espero viver. Mas se for necessário é um ideal pelo qual estou disposto a morrer.”




Nelson Mandela 1918-2013




Esta frase foi retirada do Público que fez, em papel e online, uma bela homenagem a este grande ser humano!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Se fosse dos nossos, era um Santo!


 


Talvez não seja. O seu exemplo, merece a eternidade!

Se fosse dos nossos, era um Santo!


 


Talvez não seja. O seu exemplo, merece a eternidade!

Vamos testar a cultura geral?


Que característica/Romance está por detrás de cada xícara de café metafórica?


 


Os meus palpites são:


1- Kafka: uma barata do romance Metamorfose


2- Proust: um relógio por alusão ao romance, À la recherche du temps perdu


3- Bram Stoker, sangue, do Drácula


4- Collodi, parece ser o grilo falante do Pinochio, mas também pode ser o nariz do mesmo.


5- Italo Svevo, o romance Últimos Cigarros


6- Oscar Wilde, o Roxinol e a Rosa


7- Lewis Carroll, o chapéu do chapeleiro maluco da Alice no País das Maravilhas


8- Marquês de sade, uma maminha, eventualmente do romance Justine (que eu nunca li, por isso é apenas um palpite).


9- Agatha Christie, A faca que é espetada no romance Crime no Expresso do Oriente, por todos os passageiros do comboio, no acto de justiça pelas próprias mãos.


10- Simenon e o cachimbo do Inspector Maigret


11- Stevenson, uma ilha que é A Ilha do Tesouro, um dos clássicos da literatura infanto-juvenil.


12-Jane Austen, xícara de chá da sensibilidade e bom senso


13-Hemingway, um copo de whisky que foi sempre a sua imagem de marca, uma vez que não acabava nenhum romance sem ser acompanhado de um copo de dois dedos de whisky.


14- Baudelaire, absinto, que era a bebida (droga) habitual de Charles Baudelaire.


15- Leopardi, a lua do seu poema  Il tramonto della Luna


16-Nabokov, os corações românticos do seu amor incondicional em Lolita


17-José Luís Borges, palavras. Não sei se se refere a alguém poema concreto.


18- Dante Alighieri, o Diabo, do romance O Inferno


19- Shakespeare, a caveira de Hamelet


20- Beckett que é o autor que é um dos principais ícones do grupo designado de Teatro do Absurdo, que faz uma intensa crítica à modernidade, penso que a chávena ao contrário se refira a isso e não a nenhum romance em concreto.

Vamos testar a cultura geral?


Que característica/Romance está por detrás de cada xícara de café metafórica?


 


Os meus palpites são:


1- Kafka: uma barata do romance Metamorfose


2- Proust: um relógio por alusão ao romance, À la recherche du temps perdu


3- Bram Stoker, sangue, do Drácula


4- Collodi, parece ser o grilo falante do Pinochio, mas também pode ser o nariz do mesmo.


5- Italo Svevo, o romance Últimos Cigarros


6- Oscar Wilde, o Roxinol e a Rosa


7- Lewis Carroll, o chapéu do chapeleiro maluco da Alice no País das Maravilhas


8- Marquês de sade, uma maminha, eventualmente do romance Justine (que eu nunca li, por isso é apenas um palpite).


9- Agatha Christie, A faca que é espetada no romance Crime no Expresso do Oriente, por todos os passageiros do comboio, no acto de justiça pelas próprias mãos.


10- Simenon e o cachimbo do Inspector Maigret


11- Stevenson, uma ilha que é A Ilha do Tesouro, um dos clássicos da literatura infanto-juvenil.


12-Jane Austen, xícara de chá da sensibilidade e bom senso


13-Hemingway, um copo de whisky que foi sempre a sua imagem de marca, uma vez que não acabava nenhum romance sem ser acompanhado de um copo de dois dedos de whisky.


14- Baudelaire, absinto, que era a bebida (droga) habitual de Charles Baudelaire.


15- Leopardi, a lua do seu poema  Il tramonto della Luna


16-Nabokov, os corações românticos do seu amor incondicional em Lolita


17-José Luís Borges, palavras. Não sei se se refere a alguém poema concreto.


18- Dante Alighieri, o Diabo, do romance O Inferno


19- Shakespeare, a caveira de Hamelet


20- Beckett que é o autor que é um dos principais ícones do grupo designado de Teatro do Absurdo, que faz uma intensa crítica à modernidade, penso que a chávena ao contrário se refira a isso e não a nenhum romance em concreto.

Agustina, a cultura é isto mesmo!


 


"A cultura é o que identifica um povo com a sua finalidade. 



Agustina Bessa-Luís in 'Dicionário Imperfeito'

Agustina, a cultura é isto mesmo!


 


"A cultura é o que identifica um povo com a sua finalidade. 



Agustina Bessa-Luís in 'Dicionário Imperfeito'

Eu também leio Agustina

"Muitas vezes as pessoas dirigem-se a mim, dizendo: «você, que é independente». Não sou assim; continuamente devo ceder a pequenas fórmulas sofisticadas que corrompem, que dão um sentido inverso à nossa orientação, que fazem com que a transparência do coração se turve. Continuamente a nossa insegurança, o egoísmo, o espírito legalista, a mesquinhez, a vaidade, toda a espécie de circunstâncias que tomam o partido da vida como desfrute à sensação se sobrepõem à luz interior. Só a fé é independente. Só ela está para além do bem e do mal. 


 


Estar para além do bem e do mal aplica-se a Cristo. «Perdoa ao teu inimigo, oferece a outra face» - disse Ele. Não é um conselho para humilhados, não é um preceito para mártires. Nisso aparece Cristo mal interpretado, a ponto de o cristianismo ter sido considerado uma religião de escravos. Mas esquecemos que Cristo, como Homem, teve a experiência-limite, uma visão do inconsciente absoluto, o que quer dizer que a sua consciência foi saturada, para além do bem e do mal. Esse homem que perdoa ao seu inimigo não o faz por contrariedade do seu instinto, por reparação dos seus pecados; mas porque não pode proceder de outra maneira. 

A sua natureza simplificou-se; nada o pode abalar, porque ele desesperou para sempre da sua controvérsia e, possivelmente, da sua humanidade. A agonia do Homem é isto - a sua conversão à luz interior. Qualquer doutrina que professe a luta, seja doutrina social ou religiosa, impõe-se facilmente às massas, porque a luta bloqueia a evolução profunda do homem, a qual é motivo da sua angústia. Um sábio, grande figura bíblica, disse: «A causa do temor não é outra coisa senão a renúncia aos auxílios que procedem da reflexão». Ligados todos por uma igual cadeia de trevas, os homens julgam superar os factos por meio duma acção violenta. Dispersam os seus fantasmas prodigiosos durante algum tempo, mas logo são surpreendidos por inesperados terrores. A melhoria das suas condições de trabalho, o direito ao lazer e à cultura, a protecção à saúde e à velhice, tudo isso foi uma necessidade imposta pelos factos, mas só actua como lei se for manifestado pela reflexão. A doutrina perfeita nem ofende a multidão nem se arroja a seus pés. Não é feita de belas palavras nem dum folclore de atitudes. A natureza combate pelos justos. Essa natureza é a fé."

Agustina Bessa-Luís, in 'Contemplação Carinhosa da Angústia' 

Eu também leio Agustina

"Muitas vezes as pessoas dirigem-se a mim, dizendo: «você, que é independente». Não sou assim; continuamente devo ceder a pequenas fórmulas sofisticadas que corrompem, que dão um sentido inverso à nossa orientação, que fazem com que a transparência do coração se turve. Continuamente a nossa insegurança, o egoísmo, o espírito legalista, a mesquinhez, a vaidade, toda a espécie de circunstâncias que tomam o partido da vida como desfrute à sensação se sobrepõem à luz interior. Só a fé é independente. Só ela está para além do bem e do mal. 


 


Estar para além do bem e do mal aplica-se a Cristo. «Perdoa ao teu inimigo, oferece a outra face» - disse Ele. Não é um conselho para humilhados, não é um preceito para mártires. Nisso aparece Cristo mal interpretado, a ponto de o cristianismo ter sido considerado uma religião de escravos. Mas esquecemos que Cristo, como Homem, teve a experiência-limite, uma visão do inconsciente absoluto, o que quer dizer que a sua consciência foi saturada, para além do bem e do mal. Esse homem que perdoa ao seu inimigo não o faz por contrariedade do seu instinto, por reparação dos seus pecados; mas porque não pode proceder de outra maneira. 

A sua natureza simplificou-se; nada o pode abalar, porque ele desesperou para sempre da sua controvérsia e, possivelmente, da sua humanidade. A agonia do Homem é isto - a sua conversão à luz interior. Qualquer doutrina que professe a luta, seja doutrina social ou religiosa, impõe-se facilmente às massas, porque a luta bloqueia a evolução profunda do homem, a qual é motivo da sua angústia. Um sábio, grande figura bíblica, disse: «A causa do temor não é outra coisa senão a renúncia aos auxílios que procedem da reflexão». Ligados todos por uma igual cadeia de trevas, os homens julgam superar os factos por meio duma acção violenta. Dispersam os seus fantasmas prodigiosos durante algum tempo, mas logo são surpreendidos por inesperados terrores. A melhoria das suas condições de trabalho, o direito ao lazer e à cultura, a protecção à saúde e à velhice, tudo isso foi uma necessidade imposta pelos factos, mas só actua como lei se for manifestado pela reflexão. A doutrina perfeita nem ofende a multidão nem se arroja a seus pés. Não é feita de belas palavras nem dum folclore de atitudes. A natureza combate pelos justos. Essa natureza é a fé."

Agustina Bessa-Luís, in 'Contemplação Carinhosa da Angústia'