Conclui:
NÃO QUERO CÁ O FMI!
O Filme de David Fincher
"The Social Network" e como o desgosto de amor é um poderoso catalisador criativo.
O Filme de David Fincher
"The Social Network" e como o desgosto de amor é um poderoso catalisador criativo.
«O primeiro-ministro, José Sócrates, propôs hoje em Tripoli a realização de uma conferência sobre energias renováveis em Lisboa e recusou falar sobre a situação económica portuguesa, a que chamou "uma obsessão" dos jornalistas». Quando se constrói a realidade nos alicerces das aparências, cai-se no engodo de achar que mudando as aparências, se muda a realidade. Mas já dizia Woody Allen: "E se tudo for uma ilusão e nada existir? Nesse caso, não há dúvida que paguei demais por aquele tapete novo".
«O primeiro-ministro, José Sócrates, propôs hoje em Tripoli a realização de uma conferência sobre energias renováveis em Lisboa e recusou falar sobre a situação económica portuguesa, a que chamou "uma obsessão" dos jornalistas». Quando se constrói a realidade nos alicerces das aparências, cai-se no engodo de achar que mudando as aparências, se muda a realidade. Mas já dizia Woody Allen: "E se tudo for uma ilusão e nada existir? Nesse caso, não há dúvida que paguei demais por aquele tapete novo".
Ontem, numa festa, voltei a ouvir a banda que tocava no News na minha adolescência. Uma banda de amigos: os SG. Iguais ao que eram...
Ontem, numa festa, voltei a ouvir a banda que tocava no News na minha adolescência. Uma banda de amigos: os SG. Iguais ao que eram...
Anteontem saiu para os jornais que o Ministro das Finanças convocou os banqueiros dos quatro maiores bancos. Depois desmarcou.
O meu palpite é que Teixeira dos Santos queria "partilhar" com os banqueiros a pressão que tem sofrido da União Europeia para pedir ajuda ao FMI. E queria saber que tipo de consequências poderia isso vir a ter para a capacidade de financiamento dos bancos portugueses. É só um palpite.
Anteontem saiu para os jornais que o Ministro das Finanças convocou os banqueiros dos quatro maiores bancos. Depois desmarcou.
O meu palpite é que Teixeira dos Santos queria "partilhar" com os banqueiros a pressão que tem sofrido da União Europeia para pedir ajuda ao FMI. E queria saber que tipo de consequências poderia isso vir a ter para a capacidade de financiamento dos bancos portugueses. É só um palpite.
Portugal ground to a halt yesterday as unions staged...delays after most flights in and out of Portugal were cancelled. More than three quarters...produces an average of 500 cars a day and is Portugal’s biggest exporter. There was sporadic...
LEMONDE.FR avec AFP et Reuters
Portugal ground to a halt yesterday as unions staged...delays after most flights in and out of Portugal were cancelled. More than three quarters...produces an average of 500 cars a day and is Portugal’s biggest exporter. There was sporadic...
LEMONDE.FR avec AFP et Reuters
A estas horas deparei-me com uma intervenção inteligente de António Pires de Lima, a propósito da Greve Geral de hoje. Na TVI a convite de Constança Cunha e Sá, António Pires de Lima explicou que Portugal terá de se refinanciar em 40 mil milhões em 2011, e que se continuar a estas taxas (7% ou 8%) estas medidas de austeridade não vão chegar, e se calhar, por muito humilhante que seja, devíamos pensar em pedir ajuda ao FMI porque nos permite financiar a taxas mais baixas. Diz Pires de Lima que estas medidas (tomadas à força por este Governo que se pudesse continuaria a fazer tudo para evitar confrontar-se com a realidade) são injustas porque vão buscar aos salários o dinheiro para pagar exclusivamente a diferença dos juros da dívida.
Ou seja, estes sacrifícios nem sequer servem para melhorar a economia. Servem para ajudar o Estado a pagar a exagerada dívida pública que contraiu ao longo do tempo...
A estas horas deparei-me com uma intervenção inteligente de António Pires de Lima, a propósito da Greve Geral de hoje. Na TVI a convite de Constança Cunha e Sá, António Pires de Lima explicou que Portugal terá de se refinanciar em 40 mil milhões em 2011, e que se continuar a estas taxas (7% ou 8%) estas medidas de austeridade não vão chegar, e se calhar, por muito humilhante que seja, devíamos pensar em pedir ajuda ao FMI porque nos permite financiar a taxas mais baixas. Diz Pires de Lima que estas medidas (tomadas à força por este Governo que se pudesse continuaria a fazer tudo para evitar confrontar-se com a realidade) são injustas porque vão buscar aos salários o dinheiro para pagar exclusivamente a diferença dos juros da dívida.
Ou seja, estes sacrifícios nem sequer servem para melhorar a economia. Servem para ajudar o Estado a pagar a exagerada dívida pública que contraiu ao longo do tempo...
O Público põe na primeira página: «A geração mais qualificada de sempre está a deixar o país». Pois pudera, as oportunidades aqui só surgem depois de serem valorizados lá fora...
Lembrei-me de uma capa antiga de um jornal que dizia «Cérebros fogem de Portugal» e que acrescento, alguns deixam cá os donos!
O Público põe na primeira página: «A geração mais qualificada de sempre está a deixar o país». Pois pudera, as oportunidades aqui só surgem depois de serem valorizados lá fora...
Lembrei-me de uma capa antiga de um jornal que dizia «Cérebros fogem de Portugal» e que acrescento, alguns deixam cá os donos!
Chega no fim do mês a Portugal o livro de Bento XVI onde entre outras coisas relembra que a homossexualidade é contra Deus.
Chega no fim do mês a Portugal o livro de Bento XVI onde entre outras coisas relembra que a homossexualidade é contra Deus.
Não foi para mim novidade o pensamento do Papa Bento XVI sobre o preservativo. Eu sempre deduzi que para a Igreja, como guardiã do valor da vida e do amor, o problema não era condenar o uso do preservativo em casos extremos, em que uma das pessoas de um casal pode morrer por o outro ter SIDA ou qualquer outra doença sexualmente transmissível. Ou o problema não era o uso do preservativo quando há risco de vida, porque a vida é sempre um bem maior.
A Igreja só não falou mais cedo nisto, porque as pessoas, que estão ávidas que se baixem as armas morais para se libertarem do peso da culpa da sua sexualidade sem alma, iriam (como está a acontecer) aproveitar isso para dizer que o Papa defende o preservativo. Evidentemente que nem a Igreja, nem o Papa, como seu chefe, podem ao mesmo tempo defender a vida e uma medida anti-vida, como o é o preservativo. O Papa não defende o uso do preservativo como regra da sexualidade, defende-o quando há risco de vida.... o que é totalmente diferente.
Aliás no seu livro, Bento XVI acaba por revelar que "as pessoas não vêem na sexualidade a expressão do seu amor, mas apenas uma espécie de droga”. O que demonstra uma grande lucidez sobre a vida quotidiana nos dias de hoje.
Bento XVI defende a "camisinha" para proteger a vida, ao mesmo tempo que assume a luta contra a banalização da sexualidade, que diz, "é parte do grande esforço para que a sexualidade seja valorizada positivamente e possa exercer o seu efeito positivo sobre o ser humano na sua totalidade".
Brilhante Bento XVI!
Não foi para mim novidade o pensamento do Papa Bento XVI sobre o preservativo. Eu sempre deduzi que para a Igreja, como guardiã do valor da vida e do amor, o problema não era condenar o uso do preservativo em casos extremos, em que uma das pessoas de um casal pode morrer por o outro ter SIDA ou qualquer outra doença sexualmente transmissível. Ou o problema não era o uso do preservativo quando há risco de vida, porque a vida é sempre um bem maior.
A Igreja só não falou mais cedo nisto, porque as pessoas, que estão ávidas que se baixem as armas morais para se libertarem do peso da culpa da sua sexualidade sem alma, iriam (como está a acontecer) aproveitar isso para dizer que o Papa defende o preservativo. Evidentemente que nem a Igreja, nem o Papa, como seu chefe, podem ao mesmo tempo defender a vida e uma medida anti-vida, como o é o preservativo. O Papa não defende o uso do preservativo como regra da sexualidade, defende-o quando há risco de vida.... o que é totalmente diferente.
Aliás no seu livro, Bento XVI acaba por revelar que "as pessoas não vêem na sexualidade a expressão do seu amor, mas apenas uma espécie de droga”. O que demonstra uma grande lucidez sobre a vida quotidiana nos dias de hoje.
Bento XVI defende a "camisinha" para proteger a vida, ao mesmo tempo que assume a luta contra a banalização da sexualidade, que diz, "é parte do grande esforço para que a sexualidade seja valorizada positivamente e possa exercer o seu efeito positivo sobre o ser humano na sua totalidade".
Brilhante Bento XVI!
Emana de Inside Job um tal moralismo popularucho, fácil e óbvio, que o filme de Charles Ferguson mais parece um panfleto ideológico de esquerda. E mesmo assim entra num beco sem saída, quando ao tentar ser isento e pôr no banco dos réus os republicanos e os democratas (os republicanos mais que os democratas, note-se) acaba por ir parar a defensor da Europa. Ora a Europa também está como está, pelo que não serve de exaltação a ninguém.
Podemos começar por perguntar onde é que estava Charles Ferguson, quando os produtos financeiros sofisticados eram a estrela cadente do sistema financeiro e davam milhões? É que é muito fácil ser Cassandra depois do 'desaire', ou numa versão mais senso comum, os melhores prognósticos são sempre no fim do jogo. Gostava de dizer a Charles Ferguson, que põe na voz off de Matt Damon as perguntas tendenciosas aos agentes da "crise do subprime", que era uma prática de boa gestão os investimentos em activos terem como "rede" a aposta na queda desses activos. Essa era uma forma de minimizar o risco. Apostava-se num movimento e no seu contrário. O que não é forçosamente o mesmo que dizer que os banqueiros, qual bando de malfeitores, enganavam os clientes quando vendiam um activo e apostavam na sua queda. Há os que enganaram e os que não enganaram. Depois faltou no filme, explicar a filosofia inerente ao subprime: foi uma ideologia barata de esquerda (semelhante à desta fita) que pôs os bancos a emprestar dinheiro a todos os americanos, ainda que pudessem não ter dinheiro. Uma filosofia bem intencionada, de igualdade de oportunidades, defendida por Clinton que consistia em criar condições para que cada americano tivesse uma casa. Pois bem, com a ajuda de Alan Greenspan, e da flexibilização das regras para dar impulso à criatividade financeira, vista então como uma benesse, criou-se o crédito de alto risco "subprime". Alto risco, logo alta rentabilidade. Ninguém se lembrou, no filme, de perguntar se os clientes "enganados", na altura queriam investir em produtos conservadores de baixo rendimento? O mais provável é que não se contentassem com juros de um depósito a prazo, clientes tanto particulares como instituicionais, como os fundos de pensões de que fala o filme.
Ferguson surge aqui como a Leni Reifenstahl de um sistema político por inventar, aquele em que os pobres são santos e os ricos malditos malfeitores. Maniqueísta q.b. Inside Job é uma maçadoria, confusa, e quem não está dentro dos meandros da crise, ou familiarizado com a linguagem dos Crédit Default Swaps, derivados OTC, securitização de crédito, etc, fica sem perceber nada sobre a crise de 2008 e que dura até hoje. O realizador mistura tráfico de armas, ostentação, bónus de gestores, com boom imobiliário, créditos NINJA, enfim... uma perfeita confusão. Claro que não quero com isto dizer que a corrupção não justifica muito do que se passou no mundo a partir de 2008. Claro que sim. Sobretudo a corrupção do tráfego de influência que pôs banqueiros e políticos numa aliança de poder em todo o mundo. Claro que a ambição e a vaidade, inerentes à natureza humana, foram achas numa fogueira que o tempo e o sistema foi alimentando. Mas é preciso dizer que o sistema não permitia que os banqueiros ficassem à margem da sofisticação financeira. Vicissitudes de um capitalismo popular e disseminado. O que acontecia a um CEO que ganhasse em lucros metade do banco concorrente, apenas porque se recusava a investir em produtos financeiros alavancados e de alto risco? Era destituído pelos accionistas, que buscam apenas o dividendo anual.
Inside Job é um mau documentário e um mau filme.
Emana de Inside Job um tal moralismo popularucho, fácil e óbvio, que o filme de Charles Ferguson mais parece um panfleto ideológico de esquerda. E mesmo assim entra num beco sem saída, quando ao tentar ser isento e pôr no banco dos réus os republicanos e os democratas (os republicanos mais que os democratas, note-se) acaba por ir parar a defensor da Europa. Ora a Europa também está como está, pelo que não serve de exaltação a ninguém.
Podemos começar por perguntar onde é que estava Charles Ferguson, quando os produtos financeiros sofisticados eram a estrela cadente do sistema financeiro e davam milhões? É que é muito fácil ser Cassandra depois do 'desaire', ou numa versão mais senso comum, os melhores prognósticos são sempre no fim do jogo. Gostava de dizer a Charles Ferguson, que põe na voz off de Matt Damon as perguntas tendenciosas aos agentes da "crise do subprime", que era uma prática de boa gestão os investimentos em activos terem como "rede" a aposta na queda desses activos. Essa era uma forma de minimizar o risco. Apostava-se num movimento e no seu contrário. O que não é forçosamente o mesmo que dizer que os banqueiros, qual bando de malfeitores, enganavam os clientes quando vendiam um activo e apostavam na sua queda. Há os que enganaram e os que não enganaram. Depois faltou no filme, explicar a filosofia inerente ao subprime: foi uma ideologia barata de esquerda (semelhante à desta fita) que pôs os bancos a emprestar dinheiro a todos os americanos, ainda que pudessem não ter dinheiro. Uma filosofia bem intencionada, de igualdade de oportunidades, defendida por Clinton que consistia em criar condições para que cada americano tivesse uma casa. Pois bem, com a ajuda de Alan Greenspan, e da flexibilização das regras para dar impulso à criatividade financeira, vista então como uma benesse, criou-se o crédito de alto risco "subprime". Alto risco, logo alta rentabilidade. Ninguém se lembrou, no filme, de perguntar se os clientes "enganados", na altura queriam investir em produtos conservadores de baixo rendimento? O mais provável é que não se contentassem com juros de um depósito a prazo, clientes tanto particulares como instituicionais, como os fundos de pensões de que fala o filme.
Ferguson surge aqui como a Leni Reifenstahl de um sistema político por inventar, aquele em que os pobres são santos e os ricos malditos malfeitores. Maniqueísta q.b. Inside Job é uma maçadoria, confusa, e quem não está dentro dos meandros da crise, ou familiarizado com a linguagem dos Crédit Default Swaps, derivados OTC, securitização de crédito, etc, fica sem perceber nada sobre a crise de 2008 e que dura até hoje. O realizador mistura tráfico de armas, ostentação, bónus de gestores, com boom imobiliário, créditos NINJA, enfim... uma perfeita confusão. Claro que não quero com isto dizer que a corrupção não justifica muito do que se passou no mundo a partir de 2008. Claro que sim. Sobretudo a corrupção do tráfego de influência que pôs banqueiros e políticos numa aliança de poder em todo o mundo. Claro que a ambição e a vaidade, inerentes à natureza humana, foram achas numa fogueira que o tempo e o sistema foi alimentando. Mas é preciso dizer que o sistema não permitia que os banqueiros ficassem à margem da sofisticação financeira. Vicissitudes de um capitalismo popular e disseminado. O que acontecia a um CEO que ganhasse em lucros metade do banco concorrente, apenas porque se recusava a investir em produtos financeiros alavancados e de alto risco? Era destituído pelos accionistas, que buscam apenas o dividendo anual.
Inside Job é um mau documentário e um mau filme.
Cavaco Silva agradeceu hoje a Barack Obama a visita do Presidente dos Estados Unidos a Portugal, tendo aproveitado para lamentar o baixo volume de investimento e importações dos EUA em Portugal.
Cavaco Silva agradeceu hoje a Barack Obama a visita do Presidente dos Estados Unidos a Portugal, tendo aproveitado para lamentar o baixo volume de investimento e importações dos EUA em Portugal.
"Ricardo Salgado defende que bancos sejam considerados instituições de Solidariedade Social pois afinal de contas emprestam dinheiro aos portugueses" (...) "Concordo que as instituições de solidariedade sejam isentas de impostos, mas é preciso incluir os bancos! A santa Casa lucra todas as semanas mais com o Euromilhões que o BES lucrou com a venda da Vivo!"
Não está mal visto, não senhor!
"Ricardo Salgado defende que bancos sejam considerados instituições de Solidariedade Social pois afinal de contas emprestam dinheiro aos portugueses" (...) "Concordo que as instituições de solidariedade sejam isentas de impostos, mas é preciso incluir os bancos! A santa Casa lucra todas as semanas mais com o Euromilhões que o BES lucrou com a venda da Vivo!"
Não está mal visto, não senhor!
Só me deu vontade de rir a notícia de que a empresa espanhola que vende as pulseiras do equilíbrio, que se tornaram uma praga no Verão passado, foi multada em 15 mil euros pela Junta da Andaluzia por «publicidade enganosa». De acordo com o El Mundo online, uma associação de consumidores espanhola denunciou a empresa à justiça por enganar os compradores com promessas que depois o produto não cumpre. Consideram que as propriedades «quase milagrosas» que se atribuem à pulseira são fraudulentas.
Não me cansei de dizer a amigos que esta pulseira do equilíbrio era uma treta e custava os olhos da cara. Mas ninguém pára a carneirada.
Quem não pensa pela sua cabeça, não pensa. Assim é com as pulseiras fraudulentas, como com as ideias fraudulentas que nos impingem e nós absorvemos sem contestar. Por isso estamos onde estamos.
Só me deu vontade de rir a notícia de que a empresa espanhola que vende as pulseiras do equilíbrio, que se tornaram uma praga no Verão passado, foi multada em 15 mil euros pela Junta da Andaluzia por «publicidade enganosa». De acordo com o El Mundo online, uma associação de consumidores espanhola denunciou a empresa à justiça por enganar os compradores com promessas que depois o produto não cumpre. Consideram que as propriedades «quase milagrosas» que se atribuem à pulseira são fraudulentas.
Não me cansei de dizer a amigos que esta pulseira do equilíbrio era uma treta e custava os olhos da cara. Mas ninguém pára a carneirada.
Quem não pensa pela sua cabeça, não pensa. Assim é com as pulseiras fraudulentas, como com as ideias fraudulentas que nos impingem e nós absorvemos sem contestar. Por isso estamos onde estamos.
Título do Público de hoje: Obras do TGV começam no início do próximo ano
O país estava à beira do abismo, mas Sócrates conseguiu e deu um passo em frente!
Título do Público de hoje: Obras do TGV começam no início do próximo ano
O país estava à beira do abismo, mas Sócrates conseguiu e deu um passo em frente!
A ouvir Fernando Rosas a chamar especuladores às agências de Rating e a dizer que é a favor de uma agência de Rating europeia.
Pergunta 1: em que é que esta agência seria menos especuladora do que as três americanas que existem?
Pergunta 2: são os EUA mais especuladores que os Europeus?
Pergunta 3: sabe o Fernando Rosas quais os critérios de uma agência para atribuir o Rating a uma empresa (desde logo tem a ver com a dívida e a capacidade de gerar dinheiro para pagar essa dívida).
Estamos fartos destes opinion makers preconceituosos....
P.S. A única coisa sábia que disse foi lembrar que Cavaco Silva que veio agora dizer "retórica de ataque aos mercados é um erro" (o que eu também acho) foi o primeiro a dizer que com Orçamento de Estado aprovado os juros da dívida pública portuguesa iriam baixar. Enganou-se nunca mais pararam de subir.
A ouvir Fernando Rosas a chamar especuladores às agências de Rating e a dizer que é a favor de uma agência de Rating europeia.
Pergunta 1: em que é que esta agência seria menos especuladora do que as três americanas que existem?
Pergunta 2: são os EUA mais especuladores que os Europeus?
Pergunta 3: sabe o Fernando Rosas quais os critérios de uma agência para atribuir o Rating a uma empresa (desde logo tem a ver com a dívida e a capacidade de gerar dinheiro para pagar essa dívida).
Estamos fartos destes opinion makers preconceituosos....
P.S. A única coisa sábia que disse foi lembrar que Cavaco Silva que veio agora dizer "retórica de ataque aos mercados é um erro" (o que eu também acho) foi o primeiro a dizer que com Orçamento de Estado aprovado os juros da dívida pública portuguesa iriam baixar. Enganou-se nunca mais pararam de subir.
-Diálogos como este, belíssimo!, já não se escrevem
- Pior... diálogos como este já se não se têm na vida real....
- ... Ora aí está. Essa é a maior desgraça, sinal dos tempos superficiais e desapaixonados em que vivemos.
- Hoje as últimas conversas são muitas vezes sobre ganhos e perdas, são sobre deve e haver, sobre pragmatismos materiais
-Diálogos como este, belíssimo!, já não se escrevem
- Pior... diálogos como este já se não se têm na vida real....
- ... Ora aí está. Essa é a maior desgraça, sinal dos tempos superficiais e desapaixonados em que vivemos.
- Hoje as últimas conversas são muitas vezes sobre ganhos e perdas, são sobre deve e haver, sobre pragmatismos materiais
Os portugueses são uns vaidosos. Temos fraca auto-estima, mas somos uns vaidosos.
Somos inseguros, acreditamos pouco em nós, louvamos tudo o que vem de fora. Mas somos uns vaidosos.
Vivemos em função dessa vaidade, a que tudo submetemos.
Tudo se move numa direcção, conquistar poder, ou manter o poder conquistado.
Portugal deve tudo à vaidade e nada à sabedoria.
É isso que marca o Governo de Sócrates, é isso que marca a presidência de Cavaco, é isso que marca a gestão da maioria das empresas portuguesas.
É assim nas altas esferas do poder económico e político, como nos pequenos círculos de amigos, nos pequenos grupos informais. Todos se movem em
função da vaidade.
Por isso é que somos um país que aparenta muito, temos um grande orgulho no nosso bom comportamento, mas não criamos nada.
Não vamos mudar e esse é o nosso fado. Resta-nos esperar que a vaidade se direccione para as boas causas. Ter orgulho em ser melhor. Orgulho em ter menos soberba. Orgulho na ética. Orgulho na lealdade. Orgulho na seriedade.
Os portugueses são uns vaidosos. Temos fraca auto-estima, mas somos uns vaidosos.
Somos inseguros, acreditamos pouco em nós, louvamos tudo o que vem de fora. Mas somos uns vaidosos.
Vivemos em função dessa vaidade, a que tudo submetemos.
Tudo se move numa direcção, conquistar poder, ou manter o poder conquistado.
Portugal deve tudo à vaidade e nada à sabedoria.
É isso que marca o Governo de Sócrates, é isso que marca a presidência de Cavaco, é isso que marca a gestão da maioria das empresas portuguesas.
É assim nas altas esferas do poder económico e político, como nos pequenos círculos de amigos, nos pequenos grupos informais. Todos se movem em
função da vaidade.
Por isso é que somos um país que aparenta muito, temos um grande orgulho no nosso bom comportamento, mas não criamos nada.
Não vamos mudar e esse é o nosso fado. Resta-nos esperar que a vaidade se direccione para as boas causas. Ter orgulho em ser melhor. Orgulho em ter menos soberba. Orgulho na ética. Orgulho na lealdade. Orgulho na seriedade.
Uma notícia do Público trouxe à ribalta que Paulo Campos, actual secretário de Estado adjunto das Obras Públicas, aproveitou a sua entrada no Governo para dar emprego a sócios de uma antiga empresa da qual era dono (chamada de Puro Prazer). Estes antigos sócios foram empregados nos CTT. Marcos Afonos Batista tornou-se administrador dos Correios de Portugal em 2005 e Luís Pinheiro Piteira, tomou o cargo de administrador da Empresa de Arquivo e Documentação (empresa que também faz parte dos CTT).
Em comunicado o ministério das obras públicas garante que os nomeados são escolhidos pela “sua vasta experiência na área da gestão no sector público e privado bem como em multinacionais”.
Paulo Campos vai ficar conhecido como o "BOM AMIGO", destes e de outros...
É a maldição das Obras Públicas.
Uma notícia do Público trouxe à ribalta que Paulo Campos, actual secretário de Estado adjunto das Obras Públicas, aproveitou a sua entrada no Governo para dar emprego a sócios de uma antiga empresa da qual era dono (chamada de Puro Prazer). Estes antigos sócios foram empregados nos CTT. Marcos Afonos Batista tornou-se administrador dos Correios de Portugal em 2005 e Luís Pinheiro Piteira, tomou o cargo de administrador da Empresa de Arquivo e Documentação (empresa que também faz parte dos CTT).
Em comunicado o ministério das obras públicas garante que os nomeados são escolhidos pela “sua vasta experiência na área da gestão no sector público e privado bem como em multinacionais”.
Paulo Campos vai ficar conhecido como o "BOM AMIGO", destes e de outros...
É a maldição das Obras Públicas.
Notícia do Público de hoje:
Hu Jintao em Portugal
06.11.2010
O Banco Comercial Português (BCP) e o Industrial and Commercial Bank of China (ICBC) têm mantido contactos com vista à tomada de posição do maior banco chinês no capital do grupo português. O negócio deverá ser abordado entre as autoridades oficiais portuguesas e chinesas no quadro dos encontros bilaterais planeados para hoje e amanhã durante a visita do Presidente da China, Hu Jintao, a Portugal, e no próximo fim-de-semana, quando José Sócrates se deslocar a Macau.
(...)
A contrapartida de investimentos seria a compra de dívida pública, como a China fez recentemente na Grécia. A vice-ministra dos Negócios Estrangeiros chinesa, Fu Ying, disse recentemente que a China estava disponível para comprar mais títulos do Tesouro nacional e "participar no esforço de recuperação económica e financeira de Portugal".
Ah! Como o governo põe e dispõe do BCP....
É engraçado ver como o BCP não consegue escapar ao karma de ter como accionistas os amigos do presidente. Era assim com Jorge Jardim Gonçalves, foi assim com a curta dinastia de Paulo Teixeira Pinto (lembram-se do grupo dos sete?) e é assim com Carlos Santos Ferreira.
"O presidente do BCP, Carlos Santos Ferreira, e quadros de topo do ICBC, o megagrupo financeiro chinês, com capitais públicos, têm negociado essa aquisição. Admite-se que o ICBC possa vir a acompanhar a dimensão dos interesses angolanos, representados pela Sonangol. Detentora de mais de 10 por cento do BCP, a Sonangol já pediu autorização para reforçar essa posição até 20 por cento", diz o Público.
Notícia do Público de hoje:
Hu Jintao em Portugal
06.11.2010
O Banco Comercial Português (BCP) e o Industrial and Commercial Bank of China (ICBC) têm mantido contactos com vista à tomada de posição do maior banco chinês no capital do grupo português. O negócio deverá ser abordado entre as autoridades oficiais portuguesas e chinesas no quadro dos encontros bilaterais planeados para hoje e amanhã durante a visita do Presidente da China, Hu Jintao, a Portugal, e no próximo fim-de-semana, quando José Sócrates se deslocar a Macau.
(...)
A contrapartida de investimentos seria a compra de dívida pública, como a China fez recentemente na Grécia. A vice-ministra dos Negócios Estrangeiros chinesa, Fu Ying, disse recentemente que a China estava disponível para comprar mais títulos do Tesouro nacional e "participar no esforço de recuperação económica e financeira de Portugal".
Ah! Como o governo põe e dispõe do BCP....
É engraçado ver como o BCP não consegue escapar ao karma de ter como accionistas os amigos do presidente. Era assim com Jorge Jardim Gonçalves, foi assim com a curta dinastia de Paulo Teixeira Pinto (lembram-se do grupo dos sete?) e é assim com Carlos Santos Ferreira.
"O presidente do BCP, Carlos Santos Ferreira, e quadros de topo do ICBC, o megagrupo financeiro chinês, com capitais públicos, têm negociado essa aquisição. Admite-se que o ICBC possa vir a acompanhar a dimensão dos interesses angolanos, representados pela Sonangol. Detentora de mais de 10 por cento do BCP, a Sonangol já pediu autorização para reforçar essa posição até 20 por cento", diz o Público.
Já é a terceira vez que vou jantar fora ao fim de semana, sem marcar, e vejo que sobram mesas nos restaurantes que até há pouco tempo eram os pontos de encontro da moda.
Já é a terceira vez que vou jantar fora ao fim de semana, sem marcar, e vejo que sobram mesas nos restaurantes que até há pouco tempo eram os pontos de encontro da moda.
Um dia a seguir à aprovação do Orçamento de Estado para 2011: Os juros da dívida portuguesa a 10 anos estão a acentuar a subida, tendo já atingido um novo máximo histórico nos 6,655%, acima do anterior recorde de 28 de Setembro, fixado nos 6,554%. Este é, desde a criação do euro, a contrapartida mais elevada que os investidores cobraram entre si para a negociação de dívida portuguesa. "Há um claro afastamento dos investidores do mercado da dívida e uma procura por outros activos mais arriscados, como as acções e as matérias-primas", dizem os analistas. Conclusão: Ninguém voltará, no médio prazo, a ter interesse em comprar dívida soberana. Logo os juros vão continuar a subir. Portugal como está muito endividado, vai ser penalizado. Porque a subida dos juros agrava o défice do Estado, por via do custo da dívida. Portugal tem que diminuir a sua dívida pública sobre o PIB. Como é que vai fazer isso sem aumentar o PIB? Isto já não vai lá com subidas de IVA.
Um dia a seguir à aprovação do Orçamento de Estado para 2011: Os juros da dívida portuguesa a 10 anos estão a acentuar a subida, tendo já atingido um novo máximo histórico nos 6,655%, acima do anterior recorde de 28 de Setembro, fixado nos 6,554%. Este é, desde a criação do euro, a contrapartida mais elevada que os investidores cobraram entre si para a negociação de dívida portuguesa. "Há um claro afastamento dos investidores do mercado da dívida e uma procura por outros activos mais arriscados, como as acções e as matérias-primas", dizem os analistas. Conclusão: Ninguém voltará, no médio prazo, a ter interesse em comprar dívida soberana. Logo os juros vão continuar a subir. Portugal como está muito endividado, vai ser penalizado. Porque a subida dos juros agrava o défice do Estado, por via do custo da dívida. Portugal tem que diminuir a sua dívida pública sobre o PIB. Como é que vai fazer isso sem aumentar o PIB? Isto já não vai lá com subidas de IVA.
Nelson Rodrigues, jornalista e dramaturgo, brasileiro.
Conceitos interessantes: «os idiotas da objectividade» e «a unanimidade é burra».
Nelson Rodrigues, jornalista e dramaturgo, brasileiro.
Conceitos interessantes: «os idiotas da objectividade» e «a unanimidade é burra».
"Foi encontrado um pacote suspeito no gabinete de Angela Merkel"
Seria o pacote de medidas de austeridade português, vulgo PEC III?
"Foi encontrado um pacote suspeito no gabinete de Angela Merkel"
Seria o pacote de medidas de austeridade português, vulgo PEC III?