sábado, 31 de agosto de 2013

The Twilight Zone à portuguesa

The Twilight Zone à portuguesa

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Conta Corrente Contra a Corrente

Como é o dia-a-dia no ermo inóspito da Europa, na terra dos loucos (como alguém da blogoesfera lhe chamou)?


 


Dia agitado por causa da notícia da nova Secretária de Estado do Tesouro, que eu escrevi no Diário Económico. Muitos telefonemas e tentativas de perceber quem me revelou uma notícia tão exclusiva. Vários ensaios de explicações para que tal informação me tenha sido revelada só a mim, quase todas assentes na reconstrução das minhas ligações e relações, a surgirem nas mentes próximas.


 


À tarde: O Tribunal Constitucional chumbou o novo regime que criava o sistema de requalificação na função pública, e abria portas, pela primeira vez, ao despedimento de trabalhadores do Estado. Que como se sabe estão a mais, e, como se sabe também, impedem o equilíbrio das contas públicas pela via do corte da despesa, votando o equilíbrio à via dos impostos. Esta medida é considerada pelo Governo como fundamental para a chamada reforma do Estado. "A racionalização das receitas do Estado, a necessidade de requalificação e, depois, o cumprimento da estratégia estabelecida com a troika" são argumentos que os juízes não consideram válidos. 


A votação foi feita apenas por sete juízes e não pelos 13 do colectivo, tendo o presidente do Tribunal Constitucional, Joaquim Sousa Ribeiro, citado a lei para justificar que o número reduzido se deveu a férias. Apenas um voto, o do conselheiro Cunha Barbosa, não foi favorável à declaração de inconstitucionalidade.


Esta decisão do TC pode impedir a realização da poupança de 894 milhões de euros prevista pelo Governo.


Vamos ser o país com a função pública mais inamovível do mundo nem que para isso nos esmaguemos em impostos.


 


À noite: jantar com amigos em que se ouvem argumentos como, o Miguel Relvas é o pior do país e ainda por cima agora dá-se com os Espírito Santos. O Pedro Passos Coelho é um mau primeiro ministro porque vive em Massamá e é casado com uma mulher que não é branca. "É muito mau", concluíam com convicção. E quem não concorda com isto é porque é complexado (e não pertence!). Resumindo é isto. É pouco, eu sei, mas é que o sai dali. Ou seja, a solução para o país, segundo, esta brilhante perspectiva, é um Duque  ou Marquês ao poder, e tráfico de influência é mau a não ser que seja para os nossos, aí já passa a ser solidariedade.


Eu adoro os meus amigos, e provavelmente não têm culpa, mas este é o estado de muitas das suas mentes. Mas não pensem que isto é um fenómeno minoritário. A maioria das pessoas é deste calibre de pobreza.


 


O governo de Pedro Passos Coelho esforça-se, esforça-se por pôr ordem num país bloqueado pela esquerda e apodrecido por muitos de direita, limitados por preconceitos e ideias feitas. Mas têm de saber que estão a lider com mentes entorpecidas.




Vale a pena citar o que li num blog de um português que vive em Nova Iorque, a propósito de Agustina Bessa Luís. Apesar de, depois de tudo isto que diz e com o qual é díficil não concordar, acabar por, na conclusão do artigo, não fugir também ele (talvez por ser afinal português) aos preconceitos e ideias feitas (no caso contra a Direita, como se não fosse possível ser inteligente e ser de Direita) . Mas não tomemos a parte pelo todo, e salvemos apenas a parte.


Diz isto sobre os portugueses:


"Infelizmente, ainda não posso realizar uma análise filosófica exaustiva da obra de Agustina Bessa Luís, a maior romancista da língua portuguesa de todos os tempos, e é provável que nunca venha a realizar esse estudo, até porque não há em Portugal leitores inteligentes. Em Portugal reina a insanidade mental. Qualquer tentativa de escapar à loucura reinante é em vão: as palavras não encontram eco em mentes adormecidas e entorpecidas pelas forças da loucura. A primeira grande fatalidade de um ser inteligente é ter nascido em Portugal, o túmulo em vida de todas as individualidades que anseiam pelo seu alargamento e pela sua expansão. Agustina Bessa Luís nasceu fatalmente em Portugal, mas esta primeira fatalidade não é da sua responsabilidade. Se pudéssemos escolher a nossa nacionalidade de nascença, não escolheríamos nascer portugueses. Ser português é um estigma que se carrega para toda a vida. É uma tortura mental lidar todos os dias com criaturas burras e invejosas: os portugueses são especialistas em terrorismo íntimo e na arte de roubar a vida aos outros. Quem lida com portugueses deve saber que está a lidar com malvados"

Conta Corrente Contra a Corrente

Como é o dia-a-dia no ermo inóspito da Europa, na terra dos loucos (como alguém da blogoesfera lhe chamou)?


 


Dia agitado por causa da notícia da nova Secretária de Estado do Tesouro, que eu escrevi no Diário Económico. Muitos telefonemas e tentativas de perceber quem me revelou uma notícia tão exclusiva. Vários ensaios de explicações para que tal informação me tenha sido revelada só a mim, quase todas assentes na reconstrução das minhas ligações e relações, a surgirem nas mentes próximas.


 


À tarde: O Tribunal Constitucional chumbou o novo regime que criava o sistema de requalificação na função pública, e abria portas, pela primeira vez, ao despedimento de trabalhadores do Estado. Que como se sabe estão a mais, e, como se sabe também, impedem o equilíbrio das contas públicas pela via do corte da despesa, votando o equilíbrio à via dos impostos. Esta medida é considerada pelo Governo como fundamental para a chamada reforma do Estado. "A racionalização das receitas do Estado, a necessidade de requalificação e, depois, o cumprimento da estratégia estabelecida com a troika" são argumentos que os juízes não consideram válidos. 


A votação foi feita apenas por sete juízes e não pelos 13 do colectivo, tendo o presidente do Tribunal Constitucional, Joaquim Sousa Ribeiro, citado a lei para justificar que o número reduzido se deveu a férias. Apenas um voto, o do conselheiro Cunha Barbosa, não foi favorável à declaração de inconstitucionalidade.


Esta decisão do TC pode impedir a realização da poupança de 894 milhões de euros prevista pelo Governo.


Vamos ser o país com a função pública mais inamovível do mundo nem que para isso nos esmaguemos em impostos.


 


À noite: jantar com amigos em que se ouvem argumentos como, o Miguel Relvas é o pior do país e ainda por cima agora dá-se com os Espírito Santos. O Pedro Passos Coelho é um mau primeiro ministro porque vive em Massamá e é casado com uma mulher que não é branca. "É muito mau", concluíam com convicção. E quem não concorda com isto é porque é complexado (e não pertence!). Resumindo é isto. É pouco, eu sei, mas é que o sai dali. Ou seja, a solução para o país, segundo, esta brilhante perspectiva, é um Duque  ou Marquês ao poder, e tráfico de influência é mau a não ser que seja para os nossos, aí já passa a ser solidariedade.


Eu adoro os meus amigos, e provavelmente não têm culpa, mas este é o estado de muitas das suas mentes. Mas não pensem que isto é um fenómeno minoritário. A maioria das pessoas é deste calibre de pobreza.


 


O governo de Pedro Passos Coelho esforça-se, esforça-se por pôr ordem num país bloqueado pela esquerda e apodrecido por muitos de direita, limitados por preconceitos e ideias feitas. Mas têm de saber que estão a lider com mentes entorpecidas.




Vale a pena citar o que li num blog de um português que vive em Nova Iorque, a propósito de Agustina Bessa Luís. Apesar de, depois de tudo isto que diz e com o qual é díficil não concordar, acabar por, na conclusão do artigo, não fugir também ele (talvez por ser afinal português) aos preconceitos e ideias feitas (no caso contra a Direita, como se não fosse possível ser inteligente e ser de Direita) . Mas não tomemos a parte pelo todo, e salvemos apenas a parte.


Diz isto sobre os portugueses:


"Infelizmente, ainda não posso realizar uma análise filosófica exaustiva da obra de Agustina Bessa Luís, a maior romancista da língua portuguesa de todos os tempos, e é provável que nunca venha a realizar esse estudo, até porque não há em Portugal leitores inteligentes. Em Portugal reina a insanidade mental. Qualquer tentativa de escapar à loucura reinante é em vão: as palavras não encontram eco em mentes adormecidas e entorpecidas pelas forças da loucura. A primeira grande fatalidade de um ser inteligente é ter nascido em Portugal, o túmulo em vida de todas as individualidades que anseiam pelo seu alargamento e pela sua expansão. Agustina Bessa Luís nasceu fatalmente em Portugal, mas esta primeira fatalidade não é da sua responsabilidade. Se pudéssemos escolher a nossa nacionalidade de nascença, não escolheríamos nascer portugueses. Ser português é um estigma que se carrega para toda a vida. É uma tortura mental lidar todos os dias com criaturas burras e invejosas: os portugueses são especialistas em terrorismo íntimo e na arte de roubar a vida aos outros. Quem lida com portugueses deve saber que está a lidar com malvados"

O fim dos piropos

 


 


O que acontecerá se o Bloco de Esquerda levar avante a penalização dos piropos?... os trolhas ficarão mudos!


 

O fim dos piropos

 


 


O que acontecerá se o Bloco de Esquerda levar avante a penalização dos piropos?... os trolhas ficarão mudos!


 

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O que ainda não se disse sobre a Dívida Pública

Os dados preliminares do Boletim Estatístico do Banco de Portugal (Banco Central) divulgados recentemente registaram que a dívida pública de Portugal no primeiro semestre de 2013 atingiu os 131,4% do Produto Interno Bruto (PIB) ou seja mais de 214,5 bilhões de euros.


Mas este montante inclui o 'cash buffer' que está depositado para reembolsos e eventuais encargos. Vejamos: Neste momento no IGCP há 20 biliões desses 214,5 biliões de euros que estão lá depositados no IGCP. E daqui há 5,9 biliões que vão já ser utilizados para os reembolsos de dívida soberana, e assim numa penada vai cair 3% a dívida pública.


Há nessa almofada destinos identificados (como por exemplo reembolsos por fazer ainda de Fundos de Pensões dos Bancos; e depósitos que estão no Banco de Portugal e que servem para a linha de recapitalização da Banca). Por isso a dívida a ter em conta é a dívida da AP (Administração Pública), que deverá rondar os 116% do PIB. O restante está em depósitos ou na própria AP ou no IGCP:

O que ainda não se disse sobre a Dívida Pública

Os dados preliminares do Boletim Estatístico do Banco de Portugal (Banco Central) divulgados recentemente registaram que a dívida pública de Portugal no primeiro semestre de 2013 atingiu os 131,4% do Produto Interno Bruto (PIB) ou seja mais de 214,5 bilhões de euros.


Mas este montante inclui o 'cash buffer' que está depositado para reembolsos e eventuais encargos. Vejamos: Neste momento no IGCP há 20 biliões desses 214,5 biliões de euros que estão lá depositados no IGCP. E daqui há 5,9 biliões que vão já ser utilizados para os reembolsos de dívida soberana, e assim numa penada vai cair 3% a dívida pública.


Há nessa almofada destinos identificados (como por exemplo reembolsos por fazer ainda de Fundos de Pensões dos Bancos; e depósitos que estão no Banco de Portugal e que servem para a linha de recapitalização da Banca). Por isso a dívida a ter em conta é a dívida da AP (Administração Pública), que deverá rondar os 116% do PIB. O restante está em depósitos ou na própria AP ou no IGCP:

Belas descobertas


 


Li no Facebook que foi  descoberta a "irmã mais velha" do nosso Sol”. Portanto, e a ver bem as coisas, conclui-se que foi encontrada uma grande brasa! 


 


Com esta descoberta o Sol está cada vez mais radiante! Agora só é preciso descobrir os outros elementos da sua família, a sua árvore genealógica!

Belas descobertas


 


Li no Facebook que foi  descoberta a "irmã mais velha" do nosso Sol”. Portanto, e a ver bem as coisas, conclui-se que foi encontrada uma grande brasa! 


 


Com esta descoberta o Sol está cada vez mais radiante! Agora só é preciso descobrir os outros elementos da sua família, a sua árvore genealógica!

Na "mouche"


Sempre achei, desde os tempos do Expresso, que o Arquitecto José António Saraiva é um dos melhores analistas político da praça. "De ilusão em ilusão" que ele escreveu sobre as ilusões de Mário Soares e da esquerda em geral é de leitura obrigatória, com este texto ele acertou em cheio na "mouche"!

Na "mouche"


Sempre achei, desde os tempos do Expresso, que o Arquitecto José António Saraiva é um dos melhores analistas político da praça. "De ilusão em ilusão" que ele escreveu sobre as ilusões de Mário Soares e da esquerda em geral é de leitura obrigatória, com este texto ele acertou em cheio na "mouche"!

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Mais uma guerra pela democracia?

Sem Título


Eu defendo que os Estados Unidos e o mundo não podem deixar que a Síria seja dizimada com armas químicas por Bashar al-Assad. Defendo que todos os líderes que fazem isso aos seus povos não podem ser defendidos publicamente ou os seus crimes 'branqueados ' em nome de um ódio a uma suposta superioridade americana, como cheguei a assistir com Saddam Hussein, e foi isso que escrevi no Corta-Fitas.


Mas também defendo que nenhum ataque pode ser feito sem ser calculado e todas as consequências admitidas. Isto porque os Estados Unidos preparam-se para uma ofensiva contra a Síria. 


Vi hoje um comentário de Luís Goldshmidt que me parece pertinente e que vou reproduzir aqui:


"Confesso que ao fim de anos a ver atentamente e a participar no que se passa no mundo, tenho dificuldade de compreender o mérito dos Estados Unidos (sozinhos?) lançarem do mar dez mísseis cruzeiro contra a Síria no próximo domingo à noite por causa do uso de químicos na quarta feira contra a população civil. Esta acção, feita assim, não tem densidade moral nem mérito militar. Tem todos os ingredientes de dar errado. Se for de menos, os árabes e os persas ficam a rir dos Estado Unidos. Se for demais, abre uma guerra em larga escala no Médio Oriente. 
Só se compreende caso seja o início de um plano para envolver o Irão para, enfim, levar a cabo o ataque às suas capacidades nucleares".

Mais uma guerra pela democracia?

Sem Título


Eu defendo que os Estados Unidos e o mundo não podem deixar que a Síria seja dizimada com armas químicas por Bashar al-Assad. Defendo que todos os líderes que fazem isso aos seus povos não podem ser defendidos publicamente ou os seus crimes 'branqueados ' em nome de um ódio a uma suposta superioridade americana, como cheguei a assistir com Saddam Hussein, e foi isso que escrevi no Corta-Fitas.


Mas também defendo que nenhum ataque pode ser feito sem ser calculado e todas as consequências admitidas. Isto porque os Estados Unidos preparam-se para uma ofensiva contra a Síria. 


Vi hoje um comentário de Luís Goldshmidt que me parece pertinente e que vou reproduzir aqui:


"Confesso que ao fim de anos a ver atentamente e a participar no que se passa no mundo, tenho dificuldade de compreender o mérito dos Estados Unidos (sozinhos?) lançarem do mar dez mísseis cruzeiro contra a Síria no próximo domingo à noite por causa do uso de químicos na quarta feira contra a população civil. Esta acção, feita assim, não tem densidade moral nem mérito militar. Tem todos os ingredientes de dar errado. Se for de menos, os árabes e os persas ficam a rir dos Estado Unidos. Se for demais, abre uma guerra em larga escala no Médio Oriente. 
Só se compreende caso seja o início de um plano para envolver o Irão para, enfim, levar a cabo o ataque às suas capacidades nucleares".

Com os azeites




Depois de ter lido que a  "ASAE apreende 33 mil litros de azeite" sou persuadido a concluir que a  Autoridade de Segurança Alimentar e Económica está invariavélmente "com os azeites"!

Com os azeites




Depois de ter lido que a  "ASAE apreende 33 mil litros de azeite" sou persuadido a concluir que a  Autoridade de Segurança Alimentar e Económica está invariavélmente "com os azeites"!

domingo, 25 de agosto de 2013

Coisa que tempo não apaga


 


Faz hoje 25 anos que ardeu o Chiado, e nada melhor do que as palavras de uma testemunha, que tinha então 11 anos, para se recordar a tragédia.

Coisa que tempo não apaga


 


Faz hoje 25 anos que ardeu o Chiado, e nada melhor do que as palavras de uma testemunha, que tinha então 11 anos, para se recordar a tragédia.

"Sempre que um Homem morre é toda uma biblioteca que se incendeia"

"Sempre que um Homem morre é toda uma biblioteca que se incendeia" [PROVÉRBIO INDIANO] que se aplica na perfeição a António Borges.





Morreu António Borges


O economista António Borges morreu esta madrugada, em Lisboa, fazia em Novembro 64 anos.




O maior inimigo do Homem é a doença

"Sempre que um Homem morre é toda uma biblioteca que se incendeia"

"Sempre que um Homem morre é toda uma biblioteca que se incendeia" [PROVÉRBIO INDIANO] que se aplica na perfeição a António Borges.





Morreu António Borges


O economista António Borges morreu esta madrugada, em Lisboa, fazia em Novembro 64 anos.




O maior inimigo do Homem é a doença

sábado, 24 de agosto de 2013

Sinais dos tempos

Sinais dos tempos

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

So tender, so beautiful

Sunday Morning dos Velvet Undergroung e Lou Reed

So tender, so beautiful

Sunday Morning dos Velvet Undergroung e Lou Reed

Clair de Lune

Claude Debussy no Google Doodle – 151 anos do nascimento do músico francês, com a música Clair de Lune


Clair de Lune

Claude Debussy no Google Doodle – 151 anos do nascimento do músico francês, com a música Clair de Lune


A minha piada fácil









«Polícia marítima pára ministro em férias».


 


Muito provavelmente devem tê-lo confundido com uma alforreca!







A minha piada fácil









«Polícia marítima pára ministro em férias».


 


Muito provavelmente devem tê-lo confundido com uma alforreca!







A ilusão da democracia





"É melhor haver uma democracia pobre, suja, esfarrapada, do que uma ditadura opulenta. A democracia magoa, zanga-nos, dá trabalho - é como o amor. Um infinito de esperança em desilusão permanente. Do mal o menos. Antes um amor magoado do que amor nenhum. A ditadura é esse sossego do amor nenhum - os dias iguais e silenciosos."




Inês Pedrosa 




Uma nota pessoal:




Nada tenho contra a Inês Poderosa. Tenho, como ela, ideias sobre a democracia é também a considero o espaço ideal para se discutir ideias e debater pontos de vista. Tal como ela, ao contrário de muito boa gente, gosto da democracia e irrita-me solenemente o paternalismo que as ditaduras incorporam. Foi assim com Salazar, foi e será sempre assim com todas as ditaduras e/ou com regimes “iliberais”, que em nome de tantas coisas privam os cidadãos de serem verdadeiramente livres. É assim na Venezuela. É assim nos Estados Unidos que em nome de um bem-estar colectivo não se inibem de espiar a vida dos seus concidadãos!


No que respeita à situação do Cairo, como aliás acontece em todos os países que foram varridos pela febre da primavera revolucionária, é preciso ter em conta que devemos analisar a situação na óptica egípcia. Aquilo que entendemos por democracia – as heranças da Revolução Francesa -, é nessas paragens (como aliás acontece com menor gravidade na Tunísia ou Marrocos) chão infértil! Nessas geografias onde a religião é dominadora a democracia será sempre uma ilusão!






A ilusão da democracia





"É melhor haver uma democracia pobre, suja, esfarrapada, do que uma ditadura opulenta. A democracia magoa, zanga-nos, dá trabalho - é como o amor. Um infinito de esperança em desilusão permanente. Do mal o menos. Antes um amor magoado do que amor nenhum. A ditadura é esse sossego do amor nenhum - os dias iguais e silenciosos."




Inês Pedrosa 




Uma nota pessoal:




Nada tenho contra a Inês Poderosa. Tenho, como ela, ideias sobre a democracia é também a considero o espaço ideal para se discutir ideias e debater pontos de vista. Tal como ela, ao contrário de muito boa gente, gosto da democracia e irrita-me solenemente o paternalismo que as ditaduras incorporam. Foi assim com Salazar, foi e será sempre assim com todas as ditaduras e/ou com regimes “iliberais”, que em nome de tantas coisas privam os cidadãos de serem verdadeiramente livres. É assim na Venezuela. É assim nos Estados Unidos que em nome de um bem-estar colectivo não se inibem de espiar a vida dos seus concidadãos!


No que respeita à situação do Cairo, como aliás acontece em todos os países que foram varridos pela febre da primavera revolucionária, é preciso ter em conta que devemos analisar a situação na óptica egípcia. Aquilo que entendemos por democracia – as heranças da Revolução Francesa -, é nessas paragens (como aliás acontece com menor gravidade na Tunísia ou Marrocos) chão infértil! Nessas geografias onde a religião é dominadora a democracia será sempre uma ilusão!






segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Almada Negreiros

"O povo completo será aquele que tiver reunido no seu máximo, todas as qualidades e todos os defeitos. Coragem portugueses, só vos faltam as qualidades."

Almada Negreiros

"O povo completo será aquele que tiver reunido no seu máximo, todas as qualidades e todos os defeitos. Coragem portugueses, só vos faltam as qualidades."

Porque faz muito tempo que não oiço uma coisa tão boa...

Porque faz muito tempo que não oiço uma coisa tão boa...

Piadinha fácil

Piadas fáceis, porém boas, que se ouvem quando se trabalha numa redacção de um jornal:


 


Mosquito fica com 66,4% da Soares da Costa


 


As acções da Soares da Costa arriscam-se a apanhar malária! 

Piadinha fácil

Piadas fáceis, porém boas, que se ouvem quando se trabalha numa redacção de um jornal:


 


Mosquito fica com 66,4% da Soares da Costa


 


As acções da Soares da Costa arriscam-se a apanhar malária! 

Cobardia ou fraca virilidade

Já há algum tempo que verifico nesta sociedade uma particular embirração com as mulheres. Uma violência irracional na forma como se critica (e de forma viciante) as mulheres. Isabel Jonet; Maria Luís Albuquerque; Cristina Espírito Santo; Isabel dos Santos; Judite de Sousa, foram algumas das mulheres alvo da violência verbal que pulula (de forma irresponsável, muitas vezes por pessoas anónimas ou desconhecidos) pela internet. Será porque as mulheres são vistas como alvos mais fáceis? Ou estaremos a assistir a um enfraquecimento da virilidade? Reparem, nunca nenhum chanceler alemão foi tão violentamente criticado como Angela Merkel. 


Eu estranho esta intolerência do sexo oposto com as mulheres. Ainda tenho em mim incutida a ideia de que os homens são especialmente tolerantes e reverentes com as mulheres; são especialmente delicados com o sexo oposto. Tenho em mim a ideia de uma referência dos homens em relação às Senhoras. Mas agora reparo que nunca o ódio às mulheres foi tão colectivo. Tenho saudades do marialvismo. 

Cobardia ou fraca virilidade

Já há algum tempo que verifico nesta sociedade uma particular embirração com as mulheres. Uma violência irracional na forma como se critica (e de forma viciante) as mulheres. Isabel Jonet; Maria Luís Albuquerque; Cristina Espírito Santo; Isabel dos Santos; Judite de Sousa, foram algumas das mulheres alvo da violência verbal que pulula (de forma irresponsável, muitas vezes por pessoas anónimas ou desconhecidos) pela internet. Será porque as mulheres são vistas como alvos mais fáceis? Ou estaremos a assistir a um enfraquecimento da virilidade? Reparem, nunca nenhum chanceler alemão foi tão violentamente criticado como Angela Merkel. 


Eu estranho esta intolerência do sexo oposto com as mulheres. Ainda tenho em mim incutida a ideia de que os homens são especialmente tolerantes e reverentes com as mulheres; são especialmente delicados com o sexo oposto. Tenho em mim a ideia de uma referência dos homens em relação às Senhoras. Mas agora reparo que nunca o ódio às mulheres foi tão colectivo. Tenho saudades do marialvismo. 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Lido no Twitter

"Onde anda o Galamba? Gostava de saber a opinião dele sobre esta descida negativa do PIB"

A economia nacional cresceu 1,1% no segundo trimestre em comparação com o trimestre anterior, superando a recessão de dez trimestres consecutivos. O crescimento do PIB superou todas as previsões que apontavam para uma subida máxima de 0,6%.

Dedico este post aos grandes "inimigos" de Vítor Gaspar, aqueles que o acusaram de ter levado a austeridade até um nível em que a economia não ia crescer tão cedo. Àqueles que defendem que a austeridade (inevitável) não provoca crescimento.

Lido no Twitter

"Onde anda o Galamba? Gostava de saber a opinião dele sobre esta descida negativa do PIB"

A economia nacional cresceu 1,1% no segundo trimestre em comparação com o trimestre anterior, superando a recessão de dez trimestres consecutivos. O crescimento do PIB superou todas as previsões que apontavam para uma subida máxima de 0,6%.

Dedico este post aos grandes "inimigos" de Vítor Gaspar, aqueles que o acusaram de ter levado a austeridade até um nível em que a economia não ia crescer tão cedo. Àqueles que defendem que a austeridade (inevitável) não provoca crescimento.

Swap... Swap... Swap...


 


LFrasco continua a dar cartas!

Swap... Swap... Swap...


 


LFrasco continua a dar cartas!

Autárquicas 2013: uma questão e uma duvida irónica


 


Não sou jurista e, desta forma, há coisas que me custam compreender. Por exemplo como é possível que para as mesmas matérias existam acórdãos diferentes? Por que razão Fernando Seara pode concorrer a Lisboa e outros candidatos do mesmo partido sejam impedidos de o fazer? Até porque, como assumiu e bem o Partido Socialista no passado mês de Março, o princípio da limitação de mandatos autárquicos aplica-se ao território e não à função, permitindo assim que um presidente de câmara ou de junta de freguesia eleito por três vezes possa candidatar-se novamente a outro município.


Mas partindo-se do princípio que os candidatos estão impedidos de concorrer a jusante cria-se um problema desnecessário: como irá o fundo de desemprego lidar com esta gente, muitos dos quais a precisarem urgentemente de “updates” para ingressarem no mundo do trabalho? Um bom exemplo disto mesmo é Luís Filipe Menezes. Ele tem formação em pediatria, porém haverá alguma alma que queira ver os seus filhos tratados por ele, já que deve estar (após tantos anos de interregno) “enferrujado”?

Autárquicas 2013: uma questão e uma duvida irónica


 


Não sou jurista e, desta forma, há coisas que me custam compreender. Por exemplo como é possível que para as mesmas matérias existam acórdãos diferentes? Por que razão Fernando Seara pode concorrer a Lisboa e outros candidatos do mesmo partido sejam impedidos de o fazer? Até porque, como assumiu e bem o Partido Socialista no passado mês de Março, o princípio da limitação de mandatos autárquicos aplica-se ao território e não à função, permitindo assim que um presidente de câmara ou de junta de freguesia eleito por três vezes possa candidatar-se novamente a outro município.


Mas partindo-se do princípio que os candidatos estão impedidos de concorrer a jusante cria-se um problema desnecessário: como irá o fundo de desemprego lidar com esta gente, muitos dos quais a precisarem urgentemente de “updates” para ingressarem no mundo do trabalho? Um bom exemplo disto mesmo é Luís Filipe Menezes. Ele tem formação em pediatria, porém haverá alguma alma que queira ver os seus filhos tratados por ele, já que deve estar (após tantos anos de interregno) “enferrujado”?

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Dura lex, sed lex

Entre decisão e decisão o futuro da polis está nas barras dos tribunais.

Dura lex, sed lex

Entre decisão e decisão o futuro da polis está nas barras dos tribunais.

Calores de Agosto


 


Enquanto no  pós Abril os revolucionários tinham por hobbies apagar a história passada, mudando os nomes de ruas ou de ponte, tirando as estátuas dos seus locais, etc… como se fosse possível apagar dos anais um determinado tempo. Em Braga, os socialistas locais homenageiam, erigindo uma estátua, o Cónego Melo: um homem que para o bem e o mal marcou o verão quente de 1975!


Portanto, e em conclusão: se isto não é fruto da silly season então devem ser os calores de Agosto que assolam a capital minhota!

Calores de Agosto


 


Enquanto no  pós Abril os revolucionários tinham por hobbies apagar a história passada, mudando os nomes de ruas ou de ponte, tirando as estátuas dos seus locais, etc… como se fosse possível apagar dos anais um determinado tempo. Em Braga, os socialistas locais homenageiam, erigindo uma estátua, o Cónego Melo: um homem que para o bem e o mal marcou o verão quente de 1975!


Portanto, e em conclusão: se isto não é fruto da silly season então devem ser os calores de Agosto que assolam a capital minhota!

País das maravilhas


 


Com que então escreveu-me uma carta e não pôs "Exmo. Senhor Dr." antes do meu nome?


 


Pois é, desculpe! Já me tinha esquecido que neste país as pessoas gostam mais dos títulos do que dos próprios nomes!

País das maravilhas


 


Com que então escreveu-me uma carta e não pôs "Exmo. Senhor Dr." antes do meu nome?


 


Pois é, desculpe! Já me tinha esquecido que neste país as pessoas gostam mais dos títulos do que dos próprios nomes!

A amizade entre homens e mulheres

A amizade entre homens e mulheres é feita de uma pulsão diferente, uma espécie de erotismo nunca concretizado.
Pedro Lomba em entrevista a Anabela Mota Ribeiro

A amizade entre homens e mulheres

A amizade entre homens e mulheres é feita de uma pulsão diferente, uma espécie de erotismo nunca concretizado.
Pedro Lomba em entrevista a Anabela Mota Ribeiro

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Comentadores que vale a pena ler

Miguel Monjardino: "O grande motor da deslocalização das empresas nos últimos trinta anos foram os baixos salários praticados na China. Esta fase acabou. Os salários estão a subir de uma forma acentuada em todas as cidades chinesas da costa do Pacífico. A vantagem competitiva das empresas multinacionais norte-americanas que optaram por deslocalizar para a China o fabrico dos seus produtos é agora muito menor ou mesmo nula. Além disso, Pequim tem todo o interesse em mudar o seu modelo económico de maneira a favorecer o desenvolvimento das províncias mais continentais, dos mercados internos e da inovação".


(...)


"É possível que, como o Economist argumentou a semana passada, o preço do petróleo desça substancialmente nos próximos anos. Mas, mesmo que isto venha a acontecer, a revolução energética em curso nos EUA já baixou imenso o preço da energia ao nível industrial.

O regresso das empresas multinacionais norte-americanas às fábricas nos EUA não significa que vem aí uma onda de milhões de novos empregos industriais. Significa, todavia, que a fase da deslocalização da produção industrial da América para a China e a Ásia está a chegar ao fim. E isto é um acontecimento importante ao nível político e económico".



Comentadores que vale a pena ler

Miguel Monjardino: "O grande motor da deslocalização das empresas nos últimos trinta anos foram os baixos salários praticados na China. Esta fase acabou. Os salários estão a subir de uma forma acentuada em todas as cidades chinesas da costa do Pacífico. A vantagem competitiva das empresas multinacionais norte-americanas que optaram por deslocalizar para a China o fabrico dos seus produtos é agora muito menor ou mesmo nula. Além disso, Pequim tem todo o interesse em mudar o seu modelo económico de maneira a favorecer o desenvolvimento das províncias mais continentais, dos mercados internos e da inovação".


(...)


"É possível que, como o Economist argumentou a semana passada, o preço do petróleo desça substancialmente nos próximos anos. Mas, mesmo que isto venha a acontecer, a revolução energética em curso nos EUA já baixou imenso o preço da energia ao nível industrial.

O regresso das empresas multinacionais norte-americanas às fábricas nos EUA não significa que vem aí uma onda de milhões de novos empregos industriais. Significa, todavia, que a fase da deslocalização da produção industrial da América para a China e a Ásia está a chegar ao fim. E isto é um acontecimento importante ao nível político e económico".



De volta


Estou de volta e picado por mosquitos. Decididamente nem um remediado sobrevive ao instinto de sanguinário de reles criaturas.

De volta


Estou de volta e picado por mosquitos. Decididamente nem um remediado sobrevive ao instinto de sanguinário de reles criaturas.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

O que falta dizer sobre a dívida pública

Toda a gente fala da dívida pública ser 127% do PIB, e de como isso é um sinal de um segundo resgate. O The Economist disse isso, mas ignora um dado importante. Desses 127%, há 11 pontos percentuais que estão depositados e não foram utilizados, portanto estão a gerar juros e estão "poupados". Isto é, a real divida pública sobre o PIB são 116%.


É também preciso ver que sempre que há défice do Estado este é financiado com dívida. Portanto só baixando a despesa estrutural primária (sem os juros) é que a dívida poderá começar a abrandar até que pára de crescer. Uma coisa que afecta este objectivo, sem dúvida, é o aumento dos juros da dívida soberana. Sempre que há ameaças à estabilidade e ao programa de austeridade está-se a comprometer esse objectivo.


O crescimento do PIB também ajuda à equação.


 


"Segundo dados do último boletim do IGCP (publicado em julho), a dívida direta do Estado português somava em 30 de junho um total de 206,65 mil milhões de euros, o que significará 128% do PIB estimado para 2013. Neste total, quase 100 mil milhões de euros são obrigações do Tesouro que vencem entre setembro de 2013 e setembro de 2024 e 67,3  mil milhões de euros dizem respeito às tranches já desembolsadas respeitantes aos empréstimos contraídos junto dos fundos europeus de resgate (FEEF e MEEF) e do Fundo Monetário Internacional. Esta última parcela da dívida ao abrigo do acordo com a troika é designada por dívida "oficial" e representa 41,7% do PIB e 32,5% do saldo da dívida".
 Repare,



O que falta dizer sobre a dívida pública

Toda a gente fala da dívida pública ser 127% do PIB, e de como isso é um sinal de um segundo resgate. O The Economist disse isso, mas ignora um dado importante. Desses 127%, há 11 pontos percentuais que estão depositados e não foram utilizados, portanto estão a gerar juros e estão "poupados". Isto é, a real divida pública sobre o PIB são 116%.


É também preciso ver que sempre que há défice do Estado este é financiado com dívida. Portanto só baixando a despesa estrutural primária (sem os juros) é que a dívida poderá começar a abrandar até que pára de crescer. Uma coisa que afecta este objectivo, sem dúvida, é o aumento dos juros da dívida soberana. Sempre que há ameaças à estabilidade e ao programa de austeridade está-se a comprometer esse objectivo.


O crescimento do PIB também ajuda à equação.


 


"Segundo dados do último boletim do IGCP (publicado em julho), a dívida direta do Estado português somava em 30 de junho um total de 206,65 mil milhões de euros, o que significará 128% do PIB estimado para 2013. Neste total, quase 100 mil milhões de euros são obrigações do Tesouro que vencem entre setembro de 2013 e setembro de 2024 e 67,3  mil milhões de euros dizem respeito às tranches já desembolsadas respeitantes aos empréstimos contraídos junto dos fundos europeus de resgate (FEEF e MEEF) e do Fundo Monetário Internacional. Esta última parcela da dívida ao abrigo do acordo com a troika é designada por dívida "oficial" e representa 41,7% do PIB e 32,5% do saldo da dívida".
 Repare,



quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Love

I think it's a breeding miracle, that god had planted love in any man and in any woman, although in some of us is as useless as an appendix.


 


*Eu acho que é um milagre que a natureza tenha plantado o amor em todos os homens e mulheres, embora em alguns de nós seja tão inútil como um apêndice.


 


in Brighton Rock, Crime e Pecado na tradução portuguesa

Love

I think it's a breeding miracle, that god had planted love in any man and in any woman, although in some of us is as useless as an appendix.


 


*Eu acho que é um milagre que a natureza tenha plantado o amor em todos os homens e mulheres, embora em alguns de nós seja tão inútil como um apêndice.


 


in Brighton Rock, Crime e Pecado na tradução portuguesa

Olha quem fala


 


P.S. Eu cá não sou de intrigas mas Honório também é um nome que fica bem num periquito. 

Olha quem fala


 


P.S. Eu cá não sou de intrigas mas Honório também é um nome que fica bem num periquito. 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Um site a visitar

Deixo aqui a sugestão de conhecerem o novo site Lisbon City Prime, do meu amigo Pedro Montargil. O Lisbon City Guide"Remarkable Places for Pleasurable Moments"

Um site a visitar

Deixo aqui a sugestão de conhecerem o novo site Lisbon City Prime, do meu amigo Pedro Montargil. O Lisbon City Guide"Remarkable Places for Pleasurable Moments"

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Vale a pena ler

Este blog que se chama Portugal Contemporâneo.

Vale a pena ler

Este blog que se chama Portugal Contemporâneo.