Ai que dia tão bem escolhido. É sempre bom uma greve numa sexta quando na quinta-feira é feriado... sabe mesmo bem. Boas mini-férias!
Ai que dia tão bem escolhido. É sempre bom uma greve numa sexta quando na quinta-feira é feriado... sabe mesmo bem. Boas mini-férias!
Ai que dia tão bem escolhido. É sempre bom uma greve numa sexta quando na quinta-feira é feriado... sabe mesmo bem. Boas mini-férias!
Posto a imagem e o comentário que encontrei no Facebook.
O que prova como os portugueses perante este cenário de crise se tornaram imaginativos, o que é bom!
A resignação não é solução!

"PREVINAM-SE...
Está a formar-se em Portugal Continental uma tempestade violentíssima, de grau 7 na escala de IRS, chama-se GASPAR e tem o epicentro localizado em S. Bento, Lisboa. Ameaça a partir de 3ª feira atingir todo o Continente e Ilhas. Desloca-se a baixa velocidade, mas com uma intensidade destruidora, prevendo-se que deixe muita gente desalojada e completamente arrasada no seu bem-estar."
Posto a imagem e o comentário que encontrei no Facebook.
O que prova como os portugueses perante este cenário de crise se tornaram imaginativos, o que é bom!
A resignação não é solução!

"PREVINAM-SE...
Está a formar-se em Portugal Continental uma tempestade violentíssima, de grau 7 na escala de IRS, chama-se GASPAR e tem o epicentro localizado em S. Bento, Lisboa. Ameaça a partir de 3ª feira atingir todo o Continente e Ilhas. Desloca-se a baixa velocidade, mas com uma intensidade destruidora, prevendo-se que deixe muita gente desalojada e completamente arrasada no seu bem-estar."
Gosto muito desta imagem "pós-Sandy". A seta diz-nos que há sempre um caminho a ser seguido, que após a tempestade vem sempre a bonança! A esperança não pode morrer!
Gosto muito desta imagem "pós-Sandy". A seta diz-nos que há sempre um caminho a ser seguido, que após a tempestade vem sempre a bonança! A esperança não pode morrer!
As pessoas não perceberam e mais uma vez ofuscaram-se apenas com as palavras e não com a mensagem completa. O que Fernando Ulrich quis alertar é que não vale a pena dizer que não aguentamos com mais austeridade, para travar a actuação do Governo, porque a verdade é que se houver mais austeridade, que remédio temos nós senão aguentar. A Grécia aguenta, que remédio tem ela, com montras partidas ou não. É isto que Fernando Ulrich quer dizer. É um aviso. Se isto não resultar vem mais austeridade e não há nada a fazer, não depende de políticos A ou B.
Venham soluções europeias, uma mutualização de parte de todas as dívidas dos países, uma inflação do euro, o que for preciso. Não vai ser possível manter o euro com assimetrias tão grandes nas contas públicas de cada país. A economia não é uma disciplina da filosofia moral, não obstante ter nascido daí com Adam Smith.
As pessoas não perceberam e mais uma vez ofuscaram-se apenas com as palavras e não com a mensagem completa. O que Fernando Ulrich quis alertar é que não vale a pena dizer que não aguentamos com mais austeridade, para travar a actuação do Governo, porque a verdade é que se houver mais austeridade, que remédio temos nós senão aguentar. A Grécia aguenta, que remédio tem ela, com montras partidas ou não. É isto que Fernando Ulrich quer dizer. É um aviso. Se isto não resultar vem mais austeridade e não há nada a fazer, não depende de políticos A ou B.
Venham soluções europeias, uma mutualização de parte de todas as dívidas dos países, uma inflação do euro, o que for preciso. Não vai ser possível manter o euro com assimetrias tão grandes nas contas públicas de cada país. A economia não é uma disciplina da filosofia moral, não obstante ter nascido daí com Adam Smith.

Imagino que Michel Costa deva estar com os azeites, i.e, «estar irritado», «mal-humorado», «arreliado», «zangado», «furioso» ou «irado». Pudera. Não é todos os dias que somos presos! Mas não é só o chef Costa que está com os vinagres ou com o avental do avesso, ou sejam, outras expressões que, na nossa língua, expressam o mesmo sentimento. De facto, estes últimos dias não estão para grandes cozinhados na nossa Ibéria. Na Catalunha, o Chef Ferran Adrià, o rei da culinária futurista, também deve estar com a "estar com a cachorra", já que foi ontem foi acusado, pelo filhos do seu ex-sócio, Miquel Almaraz, de burla, ao ter comprado por um preço "irrisório" a sua parte no conhecido restaurante El Bulli.
P.S. - Não me vejam como um especialista da língua. Nunca teria pensado que "estar com a cachorra" tivesse o mesmo significado do que "estar com os azeites". Estas, enfim, são algumas das muitas vantagens da internet. Para duvidas linguísticas fica aqui o site. Sabe-se lá se não vos será útil.

Imagino que Michel Costa deva estar com os azeites, i.e, «estar irritado», «mal-humorado», «arreliado», «zangado», «furioso» ou «irado». Pudera. Não é todos os dias que somos presos! Mas não é só o chef Costa que está com os vinagres ou com o avental do avesso, ou sejam, outras expressões que, na nossa língua, expressam o mesmo sentimento. De facto, estes últimos dias não estão para grandes cozinhados na nossa Ibéria. Na Catalunha, o Chef Ferran Adrià, o rei da culinária futurista, também deve estar com a "estar com a cachorra", já que foi ontem foi acusado, pelo filhos do seu ex-sócio, Miquel Almaraz, de burla, ao ter comprado por um preço "irrisório" a sua parte no conhecido restaurante El Bulli.
P.S. - Não me vejam como um especialista da língua. Nunca teria pensado que "estar com a cachorra" tivesse o mesmo significado do que "estar com os azeites". Estas, enfim, são algumas das muitas vantagens da internet. Para duvidas linguísticas fica aqui o site. Sabe-se lá se não vos será útil.

Não obstante a calamidade, esta imagem é de grande beleza. Ou seja, como é bom ver o mal dos outros à distância!

Não obstante a calamidade, esta imagem é de grande beleza. Ou seja, como é bom ver o mal dos outros à distância!
Por vezes dizemos: "mais vale tarde do que nunca". Não foi o caso. Fui ver "Para Roma, com Amor" e concluo que teria sido melhor ter tido uma dor de cabeça e ficado em casa!
O que passa com Woody Allen? De há uns anos a esta parte, ou para ser mais exacto, desde Match Point (a excepção a esta regra), ou seja, quando passou a filmar fora da sua amada New York, Allen tornou-se numa espécie de falsificação de si mesmo: como se os seus filmes fossem filmados por um dos seus discípulos, o que não é a mesma coisa!
Eu até compreendo a linguagem que Allen usou nesta obra, e como jogou com o romantismo de que Roma, a Cidade Eterna, é capital. Mas sinceramente, com a excepção do quadro em que surge como protagonista, divertido e previsível (o chuveiro é um bom exemplo), o filme é mau de mais para ser verdade... Dando a impressão que não foi ele quem o realizou. Mas (infelizmente) nem isto é verdade!
Por vezes dizemos: "mais vale tarde do que nunca". Não foi o caso. Fui ver "Para Roma, com Amor" e concluo que teria sido melhor ter tido uma dor de cabeça e ficado em casa!
O que passa com Woody Allen? De há uns anos a esta parte, ou para ser mais exacto, desde Match Point (a excepção a esta regra), ou seja, quando passou a filmar fora da sua amada New York, Allen tornou-se numa espécie de falsificação de si mesmo: como se os seus filmes fossem filmados por um dos seus discípulos, o que não é a mesma coisa!
Eu até compreendo a linguagem que Allen usou nesta obra, e como jogou com o romantismo de que Roma, a Cidade Eterna, é capital. Mas sinceramente, com a excepção do quadro em que surge como protagonista, divertido e previsível (o chuveiro é um bom exemplo), o filme é mau de mais para ser verdade... Dando a impressão que não foi ele quem o realizou. Mas (infelizmente) nem isto é verdade!
Em outros tempo diria que posso bem com o mal dos outros. Hoje não. O que acontecerá em Itália terá influências, tipo epidémico, na União Europeia e, portanto, em Portugal. Se num país em crise, como Itália, há quem pense assim, o melhor é fugir para outro continente. Já que por aqui, e Berlusconi deu o mote, é política de terra queimada!
Em outros tempo diria que posso bem com o mal dos outros. Hoje não. O que acontecerá em Itália terá influências, tipo epidémico, na União Europeia e, portanto, em Portugal. Se num país em crise, como Itália, há quem pense assim, o melhor é fugir para outro continente. Já que por aqui, e Berlusconi deu o mote, é política de terra queimada!
Ouvi ontem a quase totalidade da entrevista que Nuno Amado deu a Judite de Sousa na TVI 24. E gostei do que vi. Diria mesmo que, como cliente desse banco, por uma vez, me senti amado!
Ouvi ontem a quase totalidade da entrevista que Nuno Amado deu a Judite de Sousa na TVI 24. E gostei do que vi. Diria mesmo que, como cliente desse banco, por uma vez, me senti amado!
Mas isto (ao contrário da verdadeira)... passa!
Mas isto (ao contrário da verdadeira)... passa!
São dois portugueses, com apelidos estrangeirados, são dois banqueiros, dois aristocratas na alta finança. Mas isso não impediu que trocassem ironias.
Hoje Fernando Ulrich foi questionado por um jornalista de um canal de televisão (daqueles que trazem a cartilha anti-Vítor Gaspar agarrada à pele), se concordava com a adjudicação por ajuste directo da assessoria de uma privatização a uma entidade estrangeira , portanto sem concurso público? Numa clara alusão ao facto criticado por José Maria Ricciardi (em conversas telefónicas com o Governo) de a assessoria financeira da privatização da EDP ter sido entregue pelo Estado (via CGD) à Perella W. Partners. Claro que o jornalista estava à espera que o presidente do BPI criticasse o Governo e o Ministério das Finanças, mas qual não foi o espanto quando respondeu: "qual ajuste directo? O primeiro ou o segundo? É que quem protestou o primeiro [EDP] (que agora se sabe que protestou) ganhou logo as duas privatizações seguintes: TAP e ANA, é caso para dizer que o protesto valeu a pena" (muito bom FU).
O BES, que se vê a braços com o embaraço das escutas telefónicas que apanharam José Maria Ricciardi (BESI) a protestar contra as adjudicações das privatizações junto de "membros do Governo", levou com a sinceridade desconcertante e irónica de Fernando Ulrich, que aproveitou para confessar que não tinha protestado contra nenhum ajuste directo, nem contra o primeiro, nem contra o segundo. Mas que lhe tinha calhado um candidato à compra da ANA.
Ora cheira-me que Fernando Ulrich acaba de arrumar as hipóteses do seu candidato à ANA ganhar a privatização, é que quem vai hierarquizar as propostas é o BES Investimento!
A sinceridade é muito atraente mas não ganha privatizações. Neste caso os protestos em privado, junto das altas esferas governamentais são mais eficientes e produzem mais resultados!
O BESI, perdeu pela primeira vez (e pela última) a assessoria financeira do Estado numa privatização. Desde o episódio Perella, nunca mais o BESI perdeu nada e vendo bem nem a EDP perdeu, porque assessorou o candidato vencedor. A Three Gorges tinha a melhor proposta de compra da EDP, e assim o cliente do BESI deixou para trás a alemã E.On que o Ministro Vítor Gaspar (o mesmo que traiu o BES ao contratar a Perella) tanto queria.
Fernando Ulrich não ganha nada, mas tem este charme desconcertante de ser a voz da razão.
São dois portugueses, com apelidos estrangeirados, são dois banqueiros, dois aristocratas na alta finança. Mas isso não impediu que trocassem ironias.
Hoje Fernando Ulrich foi questionado por um jornalista de um canal de televisão (daqueles que trazem a cartilha anti-Vítor Gaspar agarrada à pele), se concordava com a adjudicação por ajuste directo da assessoria de uma privatização a uma entidade estrangeira , portanto sem concurso público? Numa clara alusão ao facto criticado por José Maria Ricciardi (em conversas telefónicas com o Governo) de a assessoria financeira da privatização da EDP ter sido entregue pelo Estado (via CGD) à Perella W. Partners. Claro que o jornalista estava à espera que o presidente do BPI criticasse o Governo e o Ministério das Finanças, mas qual não foi o espanto quando respondeu: "qual ajuste directo? O primeiro ou o segundo? É que quem protestou o primeiro [EDP] (que agora se sabe que protestou) ganhou logo as duas privatizações seguintes: TAP e ANA, é caso para dizer que o protesto valeu a pena" (muito bom FU).
O BES, que se vê a braços com o embaraço das escutas telefónicas que apanharam José Maria Ricciardi (BESI) a protestar contra as adjudicações das privatizações junto de "membros do Governo", levou com a sinceridade desconcertante e irónica de Fernando Ulrich, que aproveitou para confessar que não tinha protestado contra nenhum ajuste directo, nem contra o primeiro, nem contra o segundo. Mas que lhe tinha calhado um candidato à compra da ANA.
Ora cheira-me que Fernando Ulrich acaba de arrumar as hipóteses do seu candidato à ANA ganhar a privatização, é que quem vai hierarquizar as propostas é o BES Investimento!
A sinceridade é muito atraente mas não ganha privatizações. Neste caso os protestos em privado, junto das altas esferas governamentais são mais eficientes e produzem mais resultados!
O BESI, perdeu pela primeira vez (e pela última) a assessoria financeira do Estado numa privatização. Desde o episódio Perella, nunca mais o BESI perdeu nada e vendo bem nem a EDP perdeu, porque assessorou o candidato vencedor. A Three Gorges tinha a melhor proposta de compra da EDP, e assim o cliente do BESI deixou para trás a alemã E.On que o Ministro Vítor Gaspar (o mesmo que traiu o BES ao contratar a Perella) tanto queria.
Fernando Ulrich não ganha nada, mas tem este charme desconcertante de ser a voz da razão.
Olhando para as declarações do Ministro das Finanças lembrei-me de um pensamento que é em mim recorrente. Nesta geração Portugal não tem remédio. Somos a fatídica geração da transição.
"Aparentemente existe um enorme desvio entre aquilo que os portugueses acham que devem ser as funções sociais do Estado e os impostos que estão dispostos a pagar", alertou Vítor Gaspar, hoje no Parlamento.
Evidentemente que as pessoas precisam do Estado para ir ao médico, para sobreviver quando estão no desemprego (e estão muitas vezes e nalgumas vezes para sempre), para enterrar os seus mortos, para sustentar os seus filhos e os educar. É quase um veredicto dizer que Portugal paga mal e não oferece oportunidades de evolução.
A verdade é que os portugueses sofrem de sub-valências, sub-conhecimentos, sub-formação e a sociedade não oferece oportunidades. Este país não oferece oportunidades. Mas não é só pela falta de dinheiro, é pela medíocre cultura, pelo conservadorismo, pela insegurança.
Margaret Thatcher dizia que a economia é o instrumento, mas o importante é mudar a alma. É isso, o importante é mudar a alma. A minha geração era aquela que entrava no mercado de trabalho à procura da segurança no trabalho. Nós não tivémos inglês obrigatório desde a primária, aprendemos a escrever à máquina e quando entrámos na idade adulta já estávamos na era dos computadores, o mail, o telemóvel são coisas que nos aparecem em adultos. A informática que aprendemos é por isso rudimentar. Passámos os anos 80 e 90 no consumo fácil e fútil com o dinheiro da CEE, achámos que isso durava para sempre e por isso não poupámos. Fomos educados para casar para a vida inteira e não encontrámos essa realidade em adultos. As mulheres pensaram que os homens serviam para as proteger, e chegámos à idade adulta a ter que nos proteger dos homens.
Este país é classista, deslumbrado, não premeia o mérito (já é uma sorte quando não o castiga) e vive do "amiguismo".
A certa altura, com Guterres, teve uma magna ideia de apostar na educação mas a aplicação dela foi desastrosa. Por exemplo criaram-se cursos universitários de tudo, menos do essencial.
Por exemplo, algures em 2004, quis fazer um curso de guionismo (porque a pobreza dos diálogos dos nossos teatros e cinema parecia-me constrangedora) e de escrita criativa nem um único curso universitário, ou mestrado, sobre o tema, e de resto tínhamos cursos superiores de filosofia oriental.
A revolução cultural está agora a fazer-se pela economia, pela recessão, pelo ajustamento, pela austeridade . Mais uma vez Margaret Thatcher tinha razão.
Olhando para as declarações do Ministro das Finanças lembrei-me de um pensamento que é em mim recorrente. Nesta geração Portugal não tem remédio. Somos a fatídica geração da transição.
"Aparentemente existe um enorme desvio entre aquilo que os portugueses acham que devem ser as funções sociais do Estado e os impostos que estão dispostos a pagar", alertou Vítor Gaspar, hoje no Parlamento.
Evidentemente que as pessoas precisam do Estado para ir ao médico, para sobreviver quando estão no desemprego (e estão muitas vezes e nalgumas vezes para sempre), para enterrar os seus mortos, para sustentar os seus filhos e os educar. É quase um veredicto dizer que Portugal paga mal e não oferece oportunidades de evolução.
A verdade é que os portugueses sofrem de sub-valências, sub-conhecimentos, sub-formação e a sociedade não oferece oportunidades. Este país não oferece oportunidades. Mas não é só pela falta de dinheiro, é pela medíocre cultura, pelo conservadorismo, pela insegurança.
Margaret Thatcher dizia que a economia é o instrumento, mas o importante é mudar a alma. É isso, o importante é mudar a alma. A minha geração era aquela que entrava no mercado de trabalho à procura da segurança no trabalho. Nós não tivémos inglês obrigatório desde a primária, aprendemos a escrever à máquina e quando entrámos na idade adulta já estávamos na era dos computadores, o mail, o telemóvel são coisas que nos aparecem em adultos. A informática que aprendemos é por isso rudimentar. Passámos os anos 80 e 90 no consumo fácil e fútil com o dinheiro da CEE, achámos que isso durava para sempre e por isso não poupámos. Fomos educados para casar para a vida inteira e não encontrámos essa realidade em adultos. As mulheres pensaram que os homens serviam para as proteger, e chegámos à idade adulta a ter que nos proteger dos homens.
Este país é classista, deslumbrado, não premeia o mérito (já é uma sorte quando não o castiga) e vive do "amiguismo".
A certa altura, com Guterres, teve uma magna ideia de apostar na educação mas a aplicação dela foi desastrosa. Por exemplo criaram-se cursos universitários de tudo, menos do essencial.
Por exemplo, algures em 2004, quis fazer um curso de guionismo (porque a pobreza dos diálogos dos nossos teatros e cinema parecia-me constrangedora) e de escrita criativa nem um único curso universitário, ou mestrado, sobre o tema, e de resto tínhamos cursos superiores de filosofia oriental.
A revolução cultural está agora a fazer-se pela economia, pela recessão, pelo ajustamento, pela austeridade . Mais uma vez Margaret Thatcher tinha razão.
Não há conversa à mesa com monárquicos portugueses que não acabe inevitavelmente numa crítica violenta e visceral ao casamento entre o Príncipe Filipe de Espanha e a plebeia, jornalista, ex-casada pelo civil, com um avô taxista, Letizia. Mas os Príncipes das Astúrias, que casaram por amor, têm sido exemplares.
Os mesmos monárquicos (preconceituosos) elogiam à boca cheia a casa real belga. A Monarquia belga, na voz da aristocracia portuguesa, é um poço de virtudes. Ora aí está a verdade por detrás das aparências:
Só para dizer que
Prefiro isto:
A esta hipocrisia:
Não há conversa à mesa com monárquicos portugueses que não acabe inevitavelmente numa crítica violenta e visceral ao casamento entre o Príncipe Filipe de Espanha e a plebeia, jornalista, ex-casada pelo civil, com um avô taxista, Letizia. Mas os Príncipes das Astúrias, que casaram por amor, têm sido exemplares.
Os mesmos monárquicos (preconceituosos) elogiam à boca cheia a casa real belga. A Monarquia belga, na voz da aristocracia portuguesa, é um poço de virtudes. Ora aí está a verdade por detrás das aparências:
Só para dizer que
Prefiro isto:
A esta hipocrisia:
Há pessoas brilhantes a mentir, mentem tendo os factos a seu favor. São inteligentes? São. Mas essa inteligência tem um limite, pois essa brilhante maneira de mentir é a expressão máxima da sua inteligência. Não há mais nada para lá.
Há pessoas brilhantes a mentir, mentem tendo os factos a seu favor. São inteligentes? São. Mas essa inteligência tem um limite, pois essa brilhante maneira de mentir é a expressão máxima da sua inteligência. Não há mais nada para lá.

Li com atenção o post da MTA onde escreve que “o comentador e social-democrata Marcelo Rebelo de Sousa disse na TVI que vai lançar um filme para divulgar aos estados europeus a situação real portuguesa". A Maria não acredita que a solução “hollywoodesca” de Marcello dê grandes frutos, já que “não servirá para a troika baixar os juros do empréstimo a Portugal, mas talvez sirva para os alemães virem de férias....”
Desconheço se o projecto do político e comentador televisivo terá sucesso? Seria bom que tivesse... Seja como for, cheira-me a qualquer coisa de "Déjà vu". Aliás, Marcelo nem teria que se esforçar muito. Basta-lhe ir aos arquivos da RTP e solicitar uma cópia do fabuloso programa que António Barreto fez a quando do cinquentenário da estação pública: “Portugal, Um Retrato Social”. Porque, e sem efeitos especiais, todas as previsões indicam que vamos alegremente de "regreso ao passado"!

Li com atenção o post da MTA onde escreve que “o comentador e social-democrata Marcelo Rebelo de Sousa disse na TVI que vai lançar um filme para divulgar aos estados europeus a situação real portuguesa". A Maria não acredita que a solução “hollywoodesca” de Marcello dê grandes frutos, já que “não servirá para a troika baixar os juros do empréstimo a Portugal, mas talvez sirva para os alemães virem de férias....”
Desconheço se o projecto do político e comentador televisivo terá sucesso? Seria bom que tivesse... Seja como for, cheira-me a qualquer coisa de "Déjà vu". Aliás, Marcelo nem teria que se esforçar muito. Basta-lhe ir aos arquivos da RTP e solicitar uma cópia do fabuloso programa que António Barreto fez a quando do cinquentenário da estação pública: “Portugal, Um Retrato Social”. Porque, e sem efeitos especiais, todas as previsões indicam que vamos alegremente de "regreso ao passado"!
Perante o facto do Governo não falar sobre o pais, o comentador e social-democrata Marcelo Rebelo de Sousa disse na TVI que vai lançar um filme para divulgar aos estados europeus a situação real portuguesa. Disse então Marcelo: "já que o Governo não pode", ele próprio vai lançar uma iniciativa para divulgar a situação de Portugal "junto, principalmente, do povo alemão" que tem uma ideia péssima dos portugueses.
Não sei para que serve isto, parece-me bem que serve mais para Marcelo manter a popularidade em Portugal do que para o país melhorar a popularidade no país da Merkel. Mas enfim, venha de lá esse filme. Não servirá para a troika baixar os juros do empréstimo a Portugal, mas talvez sirva para os alemães virem de férias....
Perante o facto do Governo não falar sobre o pais, o comentador e social-democrata Marcelo Rebelo de Sousa disse na TVI que vai lançar um filme para divulgar aos estados europeus a situação real portuguesa. Disse então Marcelo: "já que o Governo não pode", ele próprio vai lançar uma iniciativa para divulgar a situação de Portugal "junto, principalmente, do povo alemão" que tem uma ideia péssima dos portugueses.
Não sei para que serve isto, parece-me bem que serve mais para Marcelo manter a popularidade em Portugal do que para o país melhorar a popularidade no país da Merkel. Mas enfim, venha de lá esse filme. Não servirá para a troika baixar os juros do empréstimo a Portugal, mas talvez sirva para os alemães virem de férias....
Hoje na Cimeira Europeia de Bruxelas, que reúne os lideres da União Europeia, foram definidos os passos para um nova Europa. Para começar, a chanceler alemã Angela Merkel defendeu a criação de um supercomissário europeu para Assuntos Económicos e Monetários com intervenção nos orçamentos dos países da União Europeia, de modo a impedir o avanço das propostas que não reúnem os requisitos necessários para a estabilidade e crescimento. O Comissário Europeu dos Assuntos Económicos deve assim passar a ter direito de veto sobre o orçamento de todos os 27 Estados-membros. Claro que o socialista francês Hollande mostrou-se contra, mas a minha opinião é que esta medida é um imperativo categórico da continuidade da UE e do euro. Depois, os líderes europeus chegaram a acordo esta quinta-feira para a implementação gradual de uma supervisão bancária na zona euro, a começar já durante o próximo ano. A entrada em vigor deverá ser, ainda assim, apenas em 2014. Esta decisão abre caminho a que o Banco Central Europeu se torne o supervisor de seis mil bancos europeus em 2014, podendo resgatar directamente aqueles que atravessarem dificuldades, sem interferir na dívida dos governos. A recapitalização directa da banca só deverá ser possível no segundo trimestre de 2013. Claro que aqui também haverá nuances por definir. Serão todos os bancos de cada país ou só os maiores? Esta semana, como muito bem salientou José Mendonça da Cruz no blog Corta-Fitas, a Secretária de Estado das Finanças, Maria Luís Albuquerque, deu a novidade que os «parceiros internacionais do Governo» - a UE, o FMI e o BCE - acompanhariam no próximo ano, ponto por ponto, sector por sector, medidas sérias de corte da despesa. Isto é, a troika vai passar a examinar e cortar a despesa do Estado português em 2013. Por aqui podemos ver qual vai ser o futuro da Europa e de Portugal. Por um lado temos a vantagem de nos livrarmos da politiquice intriguista nacional, que com o compadrio dos jornalistas, paralisa todas as reformas e iniciativas que se queiram tomar. Mas por outro ficamos entregues a uma entidade distante das dificuldades de cada povo e como tal insensíveis a elas. É o preço a pagar pelos nossos vícios, os vícios do «amiguismo» e do oportunismo. Há muito que eu acho que quando a troika sair haverão outras figuras/instituições europeias com o mesmo papel.
Hoje na Cimeira Europeia de Bruxelas, que reúne os lideres da União Europeia, foram definidos os passos para um nova Europa. Para começar, a chanceler alemã Angela Merkel defendeu a criação de um supercomissário europeu para Assuntos Económicos e Monetários com intervenção nos orçamentos dos países da União Europeia, de modo a impedir o avanço das propostas que não reúnem os requisitos necessários para a estabilidade e crescimento. O Comissário Europeu dos Assuntos Económicos deve assim passar a ter direito de veto sobre o orçamento de todos os 27 Estados-membros. Claro que o socialista francês Hollande mostrou-se contra, mas a minha opinião é que esta medida é um imperativo categórico da continuidade da UE e do euro. Depois, os líderes europeus chegaram a acordo esta quinta-feira para a implementação gradual de uma supervisão bancária na zona euro, a começar já durante o próximo ano. A entrada em vigor deverá ser, ainda assim, apenas em 2014. Esta decisão abre caminho a que o Banco Central Europeu se torne o supervisor de seis mil bancos europeus em 2014, podendo resgatar directamente aqueles que atravessarem dificuldades, sem interferir na dívida dos governos. A recapitalização directa da banca só deverá ser possível no segundo trimestre de 2013. Claro que aqui também haverá nuances por definir. Serão todos os bancos de cada país ou só os maiores? Esta semana, como muito bem salientou José Mendonça da Cruz no blog Corta-Fitas, a Secretária de Estado das Finanças, Maria Luís Albuquerque, deu a novidade que os «parceiros internacionais do Governo» - a UE, o FMI e o BCE - acompanhariam no próximo ano, ponto por ponto, sector por sector, medidas sérias de corte da despesa. Isto é, a troika vai passar a examinar e cortar a despesa do Estado português em 2013. Por aqui podemos ver qual vai ser o futuro da Europa e de Portugal. Por um lado temos a vantagem de nos livrarmos da politiquice intriguista nacional, que com o compadrio dos jornalistas, paralisa todas as reformas e iniciativas que se queiram tomar. Mas por outro ficamos entregues a uma entidade distante das dificuldades de cada povo e como tal insensíveis a elas. É o preço a pagar pelos nossos vícios, os vícios do «amiguismo» e do oportunismo. Há muito que eu acho que quando a troika sair haverão outras figuras/instituições europeias com o mesmo papel.
De toda sua vida,
qual é o instante, o fragmento,
o pontinho de luz que mais vezes
lhe ocorre para dizer
que viver vale a pena?
Ter a capacidade
de amar alguém ou algo na vida.
Ser capaz de pôr nisso todas as forças,
toda a capacidade que,
no fim de contas
é a capacidade para viver.
De toda sua vida,
qual é o instante, o fragmento,
o pontinho de luz que mais vezes
lhe ocorre para dizer
que viver vale a pena?
Ter a capacidade
de amar alguém ou algo na vida.
Ser capaz de pôr nisso todas as forças,
toda a capacidade que,
no fim de contas
é a capacidade para viver.