quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Ai que bem escolhido!

Ai que dia tão bem escolhido. É sempre bom uma greve numa sexta quando na quinta-feira é feriado... sabe mesmo bem. Boas mini-férias!


 


Trabalhadores da CGD em greve na sexta-feira

Ai que bem escolhido!

Ai que dia tão bem escolhido. É sempre bom uma greve numa sexta quando na quinta-feira é feriado... sabe mesmo bem. Boas mini-férias!


 


Trabalhadores da CGD em greve na sexta-feira

O elogio da anormalidade!


 



Perante tanta anormalidade só admira que tenham morrido tão poucos!

O elogio da anormalidade!


 



Perante tanta anormalidade só admira que tenham morrido tão poucos!

Paralelismos

Posto a imagem e o comentário que encontrei no Facebook.


O que prova como os portugueses perante este cenário de crise se tornaram imaginativos, o que é bom!


 


A resignação não é solução!


 



 



"PREVINAM-SE...
Está a formar-se em Portugal Continental uma tempestade violentíssima, de grau 7 na escala de IRS, chama-se GASPAR e tem o epicentro localizado em S. Bento, Lisboa. Ameaça a partir de 3ª feira atingir todo o Continente e Ilhas. Desloca-se a baixa velocidade, mas com uma intensidade destruidora, prevendo-se que deixe muita gente desalojada e completamente arrasada no seu bem-estar.
"

Paralelismos

Posto a imagem e o comentário que encontrei no Facebook.


O que prova como os portugueses perante este cenário de crise se tornaram imaginativos, o que é bom!


 


A resignação não é solução!


 



 



"PREVINAM-SE...
Está a formar-se em Portugal Continental uma tempestade violentíssima, de grau 7 na escala de IRS, chama-se GASPAR e tem o epicentro localizado em S. Bento, Lisboa. Ameaça a partir de 3ª feira atingir todo o Continente e Ilhas. Desloca-se a baixa velocidade, mas com uma intensidade destruidora, prevendo-se que deixe muita gente desalojada e completamente arrasada no seu bem-estar.
"

Uma imagem, uma ideia.


 


Gosto muito desta imagem "pós-Sandy". A seta diz-nos que há sempre um caminho a ser seguido, que após a tempestade vem sempre a bonança! A esperança não pode morrer!

Uma imagem, uma ideia.


 


Gosto muito desta imagem "pós-Sandy". A seta diz-nos que há sempre um caminho a ser seguido, que após a tempestade vem sempre a bonança! A esperança não pode morrer!

O halloween segundo Francisco Louçã

"Portugal tornou-se um susto"


O halloween segundo Francisco Louçã

"Portugal tornou-se um susto"


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Bom conselho

Bom conselho

I Love Fernando Ulrich



 


As pessoas não perceberam e mais uma vez ofuscaram-se apenas com as palavras  e não com a mensagem completa. O que Fernando Ulrich quis alertar é que não vale a pena dizer que não aguentamos com mais austeridade, para travar a actuação do Governo, porque a verdade é que se houver mais austeridade, que remédio temos nós senão aguentar. A Grécia aguenta, que remédio tem ela, com montras partidas ou não. É isto que Fernando Ulrich quer dizer. É um aviso. Se isto não resultar vem mais austeridade e não há nada a fazer, não depende de políticos A ou B.


Venham soluções europeias, uma mutualização de parte de todas as dívidas dos países, uma inflação do euro, o que for preciso. Não vai ser possível manter o euro com assimetrias tão grandes nas contas públicas de cada país.  A economia não é uma disciplina da filosofia moral, não obstante ter nascido daí com Adam Smith. 


 


O vídeo de Fernando Ulrich



I Love Fernando Ulrich



 


As pessoas não perceberam e mais uma vez ofuscaram-se apenas com as palavras  e não com a mensagem completa. O que Fernando Ulrich quis alertar é que não vale a pena dizer que não aguentamos com mais austeridade, para travar a actuação do Governo, porque a verdade é que se houver mais austeridade, que remédio temos nós senão aguentar. A Grécia aguenta, que remédio tem ela, com montras partidas ou não. É isto que Fernando Ulrich quer dizer. É um aviso. Se isto não resultar vem mais austeridade e não há nada a fazer, não depende de políticos A ou B.


Venham soluções europeias, uma mutualização de parte de todas as dívidas dos países, uma inflação do euro, o que for preciso. Não vai ser possível manter o euro com assimetrias tão grandes nas contas públicas de cada país.  A economia não é uma disciplina da filosofia moral, não obstante ter nascido daí com Adam Smith. 


 


O vídeo de Fernando Ulrich



Com os azeites


 


Imagino que Michel Costa deva estar com os azeites, i.e,  «estar irritado», «mal-humorado», «arreliado», «zangado», «furioso» ou «irado». Pudera. Não é todos os dias que somos presos! Mas não é só o chef Costa que está com os vinagres ou com o avental do avesso, ou sejam, outras expressões que, na nossa língua, expressam o mesmo sentimento. De facto, estes últimos dias não estão para grandes cozinhados na nossa Ibéria. Na Catalunha, o Chef Ferran Adrià, o rei da culinária futurista, também deve estar com a "estar com a cachorra", já que foi ontem foi acusado, pelo filhos do seu ex-sócio,  Miquel Almaraz, de burla, ao ter comprado por um preço "irrisório" a sua parte no conhecido restaurante El Bulli.


 


P.S. - Não me vejam como um especialista da língua. Nunca teria pensado que "estar com a cachorra" tivesse o mesmo significado do que "estar com os azeites". Estas, enfim, são algumas das muitas vantagens da internet. Para duvidas linguísticas fica aqui o site. Sabe-se lá se não vos será útil.

Com os azeites


 


Imagino que Michel Costa deva estar com os azeites, i.e,  «estar irritado», «mal-humorado», «arreliado», «zangado», «furioso» ou «irado». Pudera. Não é todos os dias que somos presos! Mas não é só o chef Costa que está com os vinagres ou com o avental do avesso, ou sejam, outras expressões que, na nossa língua, expressam o mesmo sentimento. De facto, estes últimos dias não estão para grandes cozinhados na nossa Ibéria. Na Catalunha, o Chef Ferran Adrià, o rei da culinária futurista, também deve estar com a "estar com a cachorra", já que foi ontem foi acusado, pelo filhos do seu ex-sócio,  Miquel Almaraz, de burla, ao ter comprado por um preço "irrisório" a sua parte no conhecido restaurante El Bulli.


 


P.S. - Não me vejam como um especialista da língua. Nunca teria pensado que "estar com a cachorra" tivesse o mesmo significado do que "estar com os azeites". Estas, enfim, são algumas das muitas vantagens da internet. Para duvidas linguísticas fica aqui o site. Sabe-se lá se não vos será útil.

O sentido da vida!

O sentido da vida!

O horror à distância


 


Não obstante a calamidade, esta imagem é de grande beleza. Ou seja, como é bom ver o mal dos outros à distância!

O horror à distância


 


Não obstante a calamidade, esta imagem é de grande beleza. Ou seja, como é bom ver o mal dos outros à distância!

Bem me parecia!



Pastor: Blame gays for Hurricane Sandy

Bem me parecia!



Pastor: Blame gays for Hurricane Sandy

Separados à nascença

Separados à nascença

Bandas Intemporais (Peter Gabriel - Games Without Frontiers)

Bandas Intemporais (Peter Gabriel - Games Without Frontiers)

Insignificantes


mais aqui


 


Perante a força da natureza somos verdadeiramente insignificantes.

Insignificantes


mais aqui


 


Perante a força da natureza somos verdadeiramente insignificantes.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Perspectivas

Posto esta imagem porque as nossas perspectivas são sempre diferentes!


 


Perspectivas

Posto esta imagem porque as nossas perspectivas são sempre diferentes!


 


domingo, 28 de outubro de 2012

Mais valia ter tido uma dor de cabeça


 


Por vezes dizemos: "mais vale tarde do que nunca". Não foi o caso. Fui ver "Para Roma, com Amor" e concluo que teria sido melhor ter tido uma dor de cabeça e ficado em casa!


O que passa com Woody Allen? De há uns anos a esta parte, ou para ser mais exacto, desde Match Point (a excepção a esta regra), ou seja, quando passou a filmar fora da sua amada New York, Allen tornou-se numa espécie de falsificação de si mesmo: como se os seus filmes fossem filmados por um dos seus discípulos, o que não  é a mesma coisa!


Eu até compreendo a linguagem que Allen usou nesta obra, e como jogou com o romantismo de que Roma, a Cidade Eterna, é capital. Mas sinceramente, com a excepção do quadro em que surge como protagonista, divertido e previsível (o chuveiro é um bom exemplo), o filme é mau de mais para ser verdade... Dando a impressão que não foi ele quem o realizou. Mas (infelizmente) nem isto é verdade!


 

Mais valia ter tido uma dor de cabeça


 


Por vezes dizemos: "mais vale tarde do que nunca". Não foi o caso. Fui ver "Para Roma, com Amor" e concluo que teria sido melhor ter tido uma dor de cabeça e ficado em casa!


O que passa com Woody Allen? De há uns anos a esta parte, ou para ser mais exacto, desde Match Point (a excepção a esta regra), ou seja, quando passou a filmar fora da sua amada New York, Allen tornou-se numa espécie de falsificação de si mesmo: como se os seus filmes fossem filmados por um dos seus discípulos, o que não  é a mesma coisa!


Eu até compreendo a linguagem que Allen usou nesta obra, e como jogou com o romantismo de que Roma, a Cidade Eterna, é capital. Mas sinceramente, com a excepção do quadro em que surge como protagonista, divertido e previsível (o chuveiro é um bom exemplo), o filme é mau de mais para ser verdade... Dando a impressão que não foi ele quem o realizou. Mas (infelizmente) nem isto é verdade!


 

Cara de pau


 


Em outros tempo diria que posso bem com o mal dos outros. Hoje não. O que acontecerá em Itália terá influências, tipo epidémico, na União Europeia e, portanto, em Portugal. Se num país em crise, como Itália, há quem pense assim, o melhor é fugir para outro continente. Já que por aqui, e Berlusconi deu o mote, é política de terra queimada!

Cara de pau


 


Em outros tempo diria que posso bem com o mal dos outros. Hoje não. O que acontecerá em Itália terá influências, tipo epidémico, na União Europeia e, portanto, em Portugal. Se num país em crise, como Itália, há quem pense assim, o melhor é fugir para outro continente. Já que por aqui, e Berlusconi deu o mote, é política de terra queimada!

Sem comentários

 


Sem comentários

 


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Manda chuva

Manda chuva

Amado


 


Ouvi ontem a quase totalidade da entrevista que Nuno Amado deu a Judite de Sousa na TVI 24. E gostei do que vi. Diria mesmo que, como cliente desse banco, por uma vez, me senti amado!

Amado


 


Ouvi ontem a quase totalidade da entrevista que Nuno Amado deu a Judite de Sousa na TVI 24. E gostei do que vi. Diria mesmo que, como cliente desse banco, por uma vez, me senti amado!

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A verdadeira depressão só começa na madrugada de domingo


Mas isto (ao contrário da verdadeira)... passa!

A verdadeira depressão só começa na madrugada de domingo


Mas isto (ao contrário da verdadeira)... passa!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Ulrich versus Ricciardi




São dois portugueses, com apelidos estrangeirados, são dois banqueiros, dois aristocratas na alta finança. Mas isso não impediu que trocassem ironias.


Hoje Fernando Ulrich foi questionado por um jornalista de um canal de televisão (daqueles que trazem a cartilha anti-Vítor Gaspar agarrada à pele), se concordava com a adjudicação por ajuste directo da assessoria de uma privatização a uma entidade estrangeira , portanto sem concurso público? Numa clara alusão ao facto criticado por José Maria Ricciardi (em conversas telefónicas com o Governo) de a assessoria financeira da privatização da EDP ter sido entregue pelo Estado (via CGD) à Perella W. Partners. Claro que o jornalista estava à espera que o presidente do BPI criticasse o Governo e o Ministério das Finanças, mas qual não foi o espanto quando respondeu: "qual ajuste directo? O primeiro ou o segundo? É que quem protestou o primeiro [EDP] (que agora se sabe que protestou) ganhou logo as duas privatizações seguintes: TAP e ANA, é caso para dizer que o protesto valeu a pena" (muito bom FU).


O BES, que se vê a braços com o embaraço das escutas telefónicas que apanharam José Maria Ricciardi (BESI) a protestar contra as adjudicações das privatizações junto de "membros do Governo", levou com a sinceridade desconcertante e irónica de Fernando Ulrich, que aproveitou para confessar que não tinha protestado contra nenhum ajuste directo, nem contra o primeiro, nem contra o segundo. Mas que lhe tinha calhado um candidato à compra da ANA.


Ora cheira-me que Fernando Ulrich acaba de arrumar as hipóteses do seu candidato à ANA ganhar a privatização, é que quem vai hierarquizar as propostas é o BES Investimento!


A sinceridade é muito atraente mas não ganha privatizações. Neste caso os protestos em privado, junto das altas esferas governamentais são mais eficientes e produzem mais resultados!  


O BESI, perdeu pela primeira vez (e pela última) a assessoria financeira do Estado numa privatização. Desde o episódio Perella, nunca mais o BESI perdeu nada e vendo bem nem a EDP perdeu, porque assessorou o candidato vencedor. A Three Gorges  tinha a melhor proposta de compra da EDP, e assim o cliente do BESI deixou para trás a alemã E.On que o Ministro Vítor Gaspar (o mesmo que traiu o BES ao contratar a Perella) tanto queria.


Fernando Ulrich não ganha nada, mas tem este charme desconcertante de ser a voz da razão.


 

Ulrich versus Ricciardi




São dois portugueses, com apelidos estrangeirados, são dois banqueiros, dois aristocratas na alta finança. Mas isso não impediu que trocassem ironias.


Hoje Fernando Ulrich foi questionado por um jornalista de um canal de televisão (daqueles que trazem a cartilha anti-Vítor Gaspar agarrada à pele), se concordava com a adjudicação por ajuste directo da assessoria de uma privatização a uma entidade estrangeira , portanto sem concurso público? Numa clara alusão ao facto criticado por José Maria Ricciardi (em conversas telefónicas com o Governo) de a assessoria financeira da privatização da EDP ter sido entregue pelo Estado (via CGD) à Perella W. Partners. Claro que o jornalista estava à espera que o presidente do BPI criticasse o Governo e o Ministério das Finanças, mas qual não foi o espanto quando respondeu: "qual ajuste directo? O primeiro ou o segundo? É que quem protestou o primeiro [EDP] (que agora se sabe que protestou) ganhou logo as duas privatizações seguintes: TAP e ANA, é caso para dizer que o protesto valeu a pena" (muito bom FU).


O BES, que se vê a braços com o embaraço das escutas telefónicas que apanharam José Maria Ricciardi (BESI) a protestar contra as adjudicações das privatizações junto de "membros do Governo", levou com a sinceridade desconcertante e irónica de Fernando Ulrich, que aproveitou para confessar que não tinha protestado contra nenhum ajuste directo, nem contra o primeiro, nem contra o segundo. Mas que lhe tinha calhado um candidato à compra da ANA.


Ora cheira-me que Fernando Ulrich acaba de arrumar as hipóteses do seu candidato à ANA ganhar a privatização, é que quem vai hierarquizar as propostas é o BES Investimento!


A sinceridade é muito atraente mas não ganha privatizações. Neste caso os protestos em privado, junto das altas esferas governamentais são mais eficientes e produzem mais resultados!  


O BESI, perdeu pela primeira vez (e pela última) a assessoria financeira do Estado numa privatização. Desde o episódio Perella, nunca mais o BESI perdeu nada e vendo bem nem a EDP perdeu, porque assessorou o candidato vencedor. A Three Gorges  tinha a melhor proposta de compra da EDP, e assim o cliente do BESI deixou para trás a alemã E.On que o Ministro Vítor Gaspar (o mesmo que traiu o BES ao contratar a Perella) tanto queria.


Fernando Ulrich não ganha nada, mas tem este charme desconcertante de ser a voz da razão.


 

Uma analogia

Uma analogia

Portugal não tem remédio, tem de mudar a alma como diria Thatcher

Olhando para as declarações do Ministro das Finanças lembrei-me de um pensamento que é em mim recorrente. Nesta geração Portugal não tem remédio. Somos a fatídica geração da transição.


"Aparentemente existe um enorme desvio entre aquilo que os portugueses acham que devem ser as funções sociais do Estado e os impostos que estão dispostos a pagar", alertou Vítor Gaspar, hoje no Parlamento.


Evidentemente que as pessoas precisam do Estado para ir ao médico, para sobreviver quando estão no desemprego (e estão muitas vezes e nalgumas vezes para sempre), para enterrar os seus mortos, para sustentar os seus filhos e os educar.  É quase um veredicto dizer que Portugal paga mal e não oferece oportunidades de evolução. 


A verdade é que os portugueses sofrem de sub-valências, sub-conhecimentos, sub-formação e a sociedade não oferece oportunidades. Este país não oferece oportunidades. Mas não é só pela falta de dinheiro, é pela medíocre cultura, pelo conservadorismo, pela insegurança. 


Margaret Thatcher dizia que a economia é o instrumento, mas o importante é mudar a alma. É isso, o importante é mudar a alma. A minha geração era aquela que entrava no mercado de trabalho à procura da segurança no trabalho. Nós não tivémos inglês obrigatório desde a primária, aprendemos a escrever à máquina e quando entrámos na idade adulta já estávamos na era dos computadores, o mail, o telemóvel são coisas que nos aparecem em adultos. A informática que aprendemos é por isso rudimentar. Passámos os anos 80 e 90 no consumo fácil e fútil com o dinheiro da CEE, achámos que isso durava para sempre e por isso não poupámos. Fomos educados para casar para a vida inteira e não encontrámos essa realidade em adultos. As mulheres pensaram que os homens serviam para as proteger, e chegámos à idade adulta a ter que nos proteger dos homens. 


Este  país é classista, deslumbrado, não premeia o mérito (já é uma sorte quando não o castiga) e vive do "amiguismo".


A certa altura, com Guterres, teve uma magna ideia de apostar na educação mas a aplicação dela foi desastrosa. Por exemplo criaram-se cursos universitários de tudo, menos do essencial. 


Por exemplo, algures em 2004, quis fazer um curso de guionismo (porque a pobreza dos diálogos dos nossos teatros e cinema parecia-me constrangedora) e de escrita criativa nem um único curso universitário, ou mestrado, sobre o tema, e de resto tínhamos cursos superiores de filosofia oriental.


A revolução cultural está agora a fazer-se pela economia, pela recessão, pelo ajustamento, pela austeridade . Mais uma vez Margaret Thatcher tinha razão.

Portugal não tem remédio, tem de mudar a alma como diria Thatcher

Olhando para as declarações do Ministro das Finanças lembrei-me de um pensamento que é em mim recorrente. Nesta geração Portugal não tem remédio. Somos a fatídica geração da transição.


"Aparentemente existe um enorme desvio entre aquilo que os portugueses acham que devem ser as funções sociais do Estado e os impostos que estão dispostos a pagar", alertou Vítor Gaspar, hoje no Parlamento.


Evidentemente que as pessoas precisam do Estado para ir ao médico, para sobreviver quando estão no desemprego (e estão muitas vezes e nalgumas vezes para sempre), para enterrar os seus mortos, para sustentar os seus filhos e os educar.  É quase um veredicto dizer que Portugal paga mal e não oferece oportunidades de evolução. 


A verdade é que os portugueses sofrem de sub-valências, sub-conhecimentos, sub-formação e a sociedade não oferece oportunidades. Este país não oferece oportunidades. Mas não é só pela falta de dinheiro, é pela medíocre cultura, pelo conservadorismo, pela insegurança. 


Margaret Thatcher dizia que a economia é o instrumento, mas o importante é mudar a alma. É isso, o importante é mudar a alma. A minha geração era aquela que entrava no mercado de trabalho à procura da segurança no trabalho. Nós não tivémos inglês obrigatório desde a primária, aprendemos a escrever à máquina e quando entrámos na idade adulta já estávamos na era dos computadores, o mail, o telemóvel são coisas que nos aparecem em adultos. A informática que aprendemos é por isso rudimentar. Passámos os anos 80 e 90 no consumo fácil e fútil com o dinheiro da CEE, achámos que isso durava para sempre e por isso não poupámos. Fomos educados para casar para a vida inteira e não encontrámos essa realidade em adultos. As mulheres pensaram que os homens serviam para as proteger, e chegámos à idade adulta a ter que nos proteger dos homens. 


Este  país é classista, deslumbrado, não premeia o mérito (já é uma sorte quando não o castiga) e vive do "amiguismo".


A certa altura, com Guterres, teve uma magna ideia de apostar na educação mas a aplicação dela foi desastrosa. Por exemplo criaram-se cursos universitários de tudo, menos do essencial. 


Por exemplo, algures em 2004, quis fazer um curso de guionismo (porque a pobreza dos diálogos dos nossos teatros e cinema parecia-me constrangedora) e de escrita criativa nem um único curso universitário, ou mestrado, sobre o tema, e de resto tínhamos cursos superiores de filosofia oriental.


A revolução cultural está agora a fazer-se pela economia, pela recessão, pelo ajustamento, pela austeridade . Mais uma vez Margaret Thatcher tinha razão.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

É para verem como os preconceitos levam as pessoas a enganos

Não há conversa à mesa com monárquicos portugueses que não acabe inevitavelmente numa crítica violenta e visceral ao casamento entre o Príncipe Filipe de Espanha e a plebeia, jornalista, ex-casada pelo civil, com um avô taxista, Letizia. Mas os Príncipes das Astúrias, que casaram por amor, têm sido exemplares. 


Os mesmos monárquicos (preconceituosos) elogiam à boca cheia a casa real belga. A Monarquia belga, na voz da aristocracia portuguesa, é um poço de virtudes. Ora aí está a verdade por detrás das aparências:


«Antes de casar, Filipe da Bélgica manteve durante anos uma “relação intensa” com outro homem [é portanto maricas]. Por sua vez, a noiva Matilde sujeitou-se ao casamento porque a sua família de sangue azul estava arruinada. Casados desde 1999, o casal teve quatro filhos – Isabel, Gabriel, Emanuel e Leonor – mas não é por acaso que o hospital escolhido é especializado na reprodução medicamente assistida.»


 


Só para dizer que 


Prefiro isto:



 


A esta hipocrisia:


 



 


 

É para verem como os preconceitos levam as pessoas a enganos

Não há conversa à mesa com monárquicos portugueses que não acabe inevitavelmente numa crítica violenta e visceral ao casamento entre o Príncipe Filipe de Espanha e a plebeia, jornalista, ex-casada pelo civil, com um avô taxista, Letizia. Mas os Príncipes das Astúrias, que casaram por amor, têm sido exemplares. 


Os mesmos monárquicos (preconceituosos) elogiam à boca cheia a casa real belga. A Monarquia belga, na voz da aristocracia portuguesa, é um poço de virtudes. Ora aí está a verdade por detrás das aparências:


«Antes de casar, Filipe da Bélgica manteve durante anos uma “relação intensa” com outro homem [é portanto maricas]. Por sua vez, a noiva Matilde sujeitou-se ao casamento porque a sua família de sangue azul estava arruinada. Casados desde 1999, o casal teve quatro filhos – Isabel, Gabriel, Emanuel e Leonor – mas não é por acaso que o hospital escolhido é especializado na reprodução medicamente assistida.»


 


Só para dizer que 


Prefiro isto:



 


A esta hipocrisia:


 



 


 

Now you´re just somebody that I used to know


You can get addicted to a certain kind of sadness
Like resignation to the end, always the end
So when we found that we could not make sense
Well you said that we would still be friends
But I'll admit that I was glad that it was over





Now you're just somebody that I used to know


Now you´re just somebody that I used to know


You can get addicted to a certain kind of sadness
Like resignation to the end, always the end
So when we found that we could not make sense
Well you said that we would still be friends
But I'll admit that I was glad that it was over





Now you're just somebody that I used to know


Inteligência

Há pessoas brilhantes a mentir, mentem tendo os factos a seu favor. São inteligentes? São. Mas essa inteligência tem um limite, pois essa brilhante maneira de mentir é a expressão máxima da sua inteligência. Não há mais nada para lá.

Inteligência

Há pessoas brilhantes a mentir, mentem tendo os factos a seu favor. São inteligentes? São. Mas essa inteligência tem um limite, pois essa brilhante maneira de mentir é a expressão máxima da sua inteligência. Não há mais nada para lá.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A máquina do tempo de Rebelo de Sousa




 


Li com atenção o post da MTA onde escreve que “o comentador e social-democrata Marcelo Rebelo de Sousa disse na TVI que vai lançar um filme para divulgar aos estados europeus a situação real portuguesa". A Maria não acredita que a solução “hollywoodesca”  de Marcello dê grandes frutos, já que “não servirá para a troika  baixar os juros do empréstimo a Portugal, mas talvez sirva para os alemães virem de férias....”


Desconheço se o projecto do político e comentador televisivo terá sucesso? Seria bom que tivesse... Seja como for, cheira-me a qualquer coisa de "Déjà vu". Aliás, Marcelo nem teria que se esforçar muito. Basta-lhe ir aos arquivos da RTP e solicitar uma cópia do fabuloso programa que António Barreto fez a quando do cinquentenário da estação pública: “Portugal, Um Retrato Social”. Porque, e sem efeitos especiais, todas as previsões indicam que vamos alegremente de "regreso ao passado"!

A máquina do tempo de Rebelo de Sousa




 


Li com atenção o post da MTA onde escreve que “o comentador e social-democrata Marcelo Rebelo de Sousa disse na TVI que vai lançar um filme para divulgar aos estados europeus a situação real portuguesa". A Maria não acredita que a solução “hollywoodesca”  de Marcello dê grandes frutos, já que “não servirá para a troika  baixar os juros do empréstimo a Portugal, mas talvez sirva para os alemães virem de férias....”


Desconheço se o projecto do político e comentador televisivo terá sucesso? Seria bom que tivesse... Seja como for, cheira-me a qualquer coisa de "Déjà vu". Aliás, Marcelo nem teria que se esforçar muito. Basta-lhe ir aos arquivos da RTP e solicitar uma cópia do fabuloso programa que António Barreto fez a quando do cinquentenário da estação pública: “Portugal, Um Retrato Social”. Porque, e sem efeitos especiais, todas as previsões indicam que vamos alegremente de "regreso ao passado"!

domingo, 21 de outubro de 2012

Será que o problema de Portugal é estar lost in translation?

Perante o facto do Governo não falar sobre o pais, o comentador e social-democrata Marcelo Rebelo de Sousa disse na TVI que vai lançar um filme para divulgar aos estados europeus a situação real portuguesa. Disse então Marcelo: "já que o Governo não pode", ele próprio vai lançar uma iniciativa para divulgar a situação de Portugal "junto, principalmente, do povo alemão" que tem uma ideia péssima dos portugueses.


 


Não sei para que serve isto, parece-me bem que serve mais para Marcelo manter a popularidade em Portugal do que para o país melhorar a popularidade no país da Merkel. Mas enfim, venha de lá esse filme. Não servirá para a troika  baixar os juros do empréstimo a Portugal, mas talvez sirva para os alemães virem de férias....

Será que o problema de Portugal é estar lost in translation?

Perante o facto do Governo não falar sobre o pais, o comentador e social-democrata Marcelo Rebelo de Sousa disse na TVI que vai lançar um filme para divulgar aos estados europeus a situação real portuguesa. Disse então Marcelo: "já que o Governo não pode", ele próprio vai lançar uma iniciativa para divulgar a situação de Portugal "junto, principalmente, do povo alemão" que tem uma ideia péssima dos portugueses.


 


Não sei para que serve isto, parece-me bem que serve mais para Marcelo manter a popularidade em Portugal do que para o país melhorar a popularidade no país da Merkel. Mas enfim, venha de lá esse filme. Não servirá para a troika  baixar os juros do empréstimo a Portugal, mas talvez sirva para os alemães virem de férias....

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Estejam atentos ao futuro da União Europeia


 


Hoje na Cimeira Europeia de Bruxelas, que reúne os lideres da União Europeia, foram definidos os passos para um nova Europa. Para começar, a chanceler alemã Angela Merkel defendeu a criação de um supercomissário europeu para Assuntos Económicos e Monetários com intervenção nos orçamentos dos países da União Europeia, de modo a impedir o avanço das propostas que não reúnem os requisitos necessários para a estabilidade e crescimento. O Comissário Europeu dos Assuntos Económicos deve assim passar a ter direito de veto sobre o orçamento de todos os 27 Estados-membros. Claro que o socialista francês Hollande mostrou-se contra, mas a minha opinião é que esta medida é um imperativo categórico da continuidade da UE e do euro. Depois, os líderes europeus chegaram a acordo esta quinta-feira para a implementação gradual de uma supervisão bancária na zona euro, a começar já durante o próximo ano. A entrada em vigor deverá ser, ainda assim, apenas em 2014. Esta decisão abre caminho a que o Banco Central Europeu se torne o supervisor de seis mil bancos europeus em 2014, podendo resgatar directamente aqueles que atravessarem dificuldades, sem interferir na dívida dos governos. A recapitalização directa da banca só deverá ser possível no segundo trimestre de 2013. Claro que aqui também haverá nuances por definir. Serão todos os bancos de cada país ou só os maiores? Esta semana, como muito bem salientou José Mendonça da Cruz no blog Corta-Fitas, a Secretária de Estado das Finanças, Maria Luís Albuquerque, deu a novidade que os «parceiros internacionais do Governo» - a UE, o FMI e o BCE - acompanhariam no próximo ano, ponto por ponto, sector por sector, medidas sérias de corte da despesa. Isto é, a troika vai passar a examinar e cortar a despesa do Estado português em 2013. Por aqui podemos ver qual vai ser o futuro da Europa e de Portugal. Por um lado temos a vantagem de nos livrarmos da politiquice intriguista nacional, que com o compadrio dos jornalistas, paralisa todas as reformas e iniciativas que se queiram tomar. Mas por outro ficamos entregues a uma entidade distante das dificuldades de cada povo e como tal insensíveis a elas. É o preço a pagar pelos nossos vícios, os vícios do «amiguismo» e do oportunismo. Há muito que eu acho que quando a troika sair haverão outras figuras/instituições europeias com o mesmo papel.

Estejam atentos ao futuro da União Europeia


 


Hoje na Cimeira Europeia de Bruxelas, que reúne os lideres da União Europeia, foram definidos os passos para um nova Europa. Para começar, a chanceler alemã Angela Merkel defendeu a criação de um supercomissário europeu para Assuntos Económicos e Monetários com intervenção nos orçamentos dos países da União Europeia, de modo a impedir o avanço das propostas que não reúnem os requisitos necessários para a estabilidade e crescimento. O Comissário Europeu dos Assuntos Económicos deve assim passar a ter direito de veto sobre o orçamento de todos os 27 Estados-membros. Claro que o socialista francês Hollande mostrou-se contra, mas a minha opinião é que esta medida é um imperativo categórico da continuidade da UE e do euro. Depois, os líderes europeus chegaram a acordo esta quinta-feira para a implementação gradual de uma supervisão bancária na zona euro, a começar já durante o próximo ano. A entrada em vigor deverá ser, ainda assim, apenas em 2014. Esta decisão abre caminho a que o Banco Central Europeu se torne o supervisor de seis mil bancos europeus em 2014, podendo resgatar directamente aqueles que atravessarem dificuldades, sem interferir na dívida dos governos. A recapitalização directa da banca só deverá ser possível no segundo trimestre de 2013. Claro que aqui também haverá nuances por definir. Serão todos os bancos de cada país ou só os maiores? Esta semana, como muito bem salientou José Mendonça da Cruz no blog Corta-Fitas, a Secretária de Estado das Finanças, Maria Luís Albuquerque, deu a novidade que os «parceiros internacionais do Governo» - a UE, o FMI e o BCE - acompanhariam no próximo ano, ponto por ponto, sector por sector, medidas sérias de corte da despesa. Isto é, a troika vai passar a examinar e cortar a despesa do Estado português em 2013. Por aqui podemos ver qual vai ser o futuro da Europa e de Portugal. Por um lado temos a vantagem de nos livrarmos da politiquice intriguista nacional, que com o compadrio dos jornalistas, paralisa todas as reformas e iniciativas que se queiram tomar. Mas por outro ficamos entregues a uma entidade distante das dificuldades de cada povo e como tal insensíveis a elas. É o preço a pagar pelos nossos vícios, os vícios do «amiguismo» e do oportunismo. Há muito que eu acho que quando a troika sair haverão outras figuras/instituições europeias com o mesmo papel.

Como controlar a fuga ao fisco?

Há algumas perguntas para fazer a Vítor Gaspar, tais como:

Como é que as Finanças controlam a fuga ao IRS de pessoas que simulam que vão viver para fora, passando os seus salários a ser pagos pelas sucursais estrangeiras das empresas onde trabalham? Como controlam mudanças fictícias de morada fiscal? Vão cruzar dados com os movimentos bancários e de cartões?

Como é que as Finanças controlam as reduções fictícias de ordenado? As pessoas que combinam com a entidade patronal uma redução fictícia dos salários, passando parte do salário a ser pago contra facturas de ajudas de custo? (não é para todas as entidades patronais, bem sei).

Como é que as Finanças controlam os arrendamentos de casas (taxados agora a 28%) sem factura? Vai impor nos contratos de arrendamento a factura?

Como é que controlam os profissionais liberais que se transformam em empresários em nome individual e põem para lá para dentro a própria casa, os carros, etc (vendendo-os ficticiamente) para abater o imposto?

Um dado interessante: Em Portugal há 100 pessoas que declaram ganhar um milhão de euros (ou mais) por ano. Vamos ver quantos serão em 2014...

Neste momento os gabinetes de contabilidade e os juristas já estão a fabricar formas mais elaboradas de "empobrecer" o rendimento tributável. Isso é certo

Como controlar a fuga ao fisco?

Há algumas perguntas para fazer a Vítor Gaspar, tais como:

Como é que as Finanças controlam a fuga ao IRS de pessoas que simulam que vão viver para fora, passando os seus salários a ser pagos pelas sucursais estrangeiras das empresas onde trabalham? Como controlam mudanças fictícias de morada fiscal? Vão cruzar dados com os movimentos bancários e de cartões?

Como é que as Finanças controlam as reduções fictícias de ordenado? As pessoas que combinam com a entidade patronal uma redução fictícia dos salários, passando parte do salário a ser pago contra facturas de ajudas de custo? (não é para todas as entidades patronais, bem sei).

Como é que as Finanças controlam os arrendamentos de casas (taxados agora a 28%) sem factura? Vai impor nos contratos de arrendamento a factura?

Como é que controlam os profissionais liberais que se transformam em empresários em nome individual e põem para lá para dentro a própria casa, os carros, etc (vendendo-os ficticiamente) para abater o imposto?

Um dado interessante: Em Portugal há 100 pessoas que declaram ganhar um milhão de euros (ou mais) por ano. Vamos ver quantos serão em 2014...

Neste momento os gabinetes de contabilidade e os juristas já estão a fabricar formas mais elaboradas de "empobrecer" o rendimento tributável. Isso é certo

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Volto já!

Vou até ao paraíso... quando regressar ao inferno aviso!

Volto já!

Vou até ao paraíso... quando regressar ao inferno aviso!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Eduardo Prado Coelho entrevistou Agustina

De toda sua vida,
qual é o instante, o fragmento,
o pontinho de luz que mais vezes
lhe ocorre para dizer
que viver vale a pena?



Ter a capacidade
de amar alguém ou algo na vida.
Ser capaz de pôr nisso todas as forças,
toda a capacidade que,
no fim de contas
é a capacidade para viver.


 


Revista Ler 2003

Eduardo Prado Coelho entrevistou Agustina

De toda sua vida,
qual é o instante, o fragmento,
o pontinho de luz que mais vezes
lhe ocorre para dizer
que viver vale a pena?



Ter a capacidade
de amar alguém ou algo na vida.
Ser capaz de pôr nisso todas as forças,
toda a capacidade que,
no fim de contas
é a capacidade para viver.


 


Revista Ler 2003

Agustina faz 90 anos

"O amor é o invisível no habitual."



Agustina faz 90 anos

"O amor é o invisível no habitual."



Strong heart

Strong heart

Na idade do cépticismo

‎'Só há um tipo de amor que dura: o não correspondido.' 




Woody ALLEN



Na idade do cépticismo

‎'Só há um tipo de amor que dura: o não correspondido.' 




Woody ALLEN



Na idade da inocência

“Our heart always transcends us”


 


Rainer Maria Rilke

Na idade da inocência

“Our heart always transcends us”


 


Rainer Maria Rilke

sábado, 13 de outubro de 2012