Eu tive a sorte de ter conhecido e privado com a Mimi Fogt, nascida em Paris em 1923 e que morreria no Algarve, em 2005.
Mimi chegou a Portugal nos finais dos nos 60, depois de ter vivido largos anos no México, por causa da luz do nosso país, fundamental para a sua pintura, e de Eça de Queiroz. Nos tempos em que ela e o seu companheiro, Alberto Ramirez Capmany, viveram em Sintra, construíram uma casa na serra a que lhe deram o nome de Relíquia.
Em 2001, ela e o Alberto, doaram à Fundação Passos Canavarro, parte significativa dos seus trabalhos: retratos, paisagens e nus. São óleos, aguarelas e desenhos de superior qualidade.
Faço esta referência porque um dos seus amigos portugueses foi António Ramos Rosa, que ontem nos deixou e que num dos seus catálogos (1994) compreendeu bem a sua arte: “ […] Como é prodigiosa a pureza das nuvens brancas que tu pintas e o céu de um azul tão puro que entre elas se entrevê!
Tu amas os contrários a leveza e a densidade e assim constróis o teu espaço de um equilíbrio que dança. ”
As obras de Mimi Fogt podem vistas na Casa-Museu Passos Canavarro, em Santarém, todos os dias excepto segundas-feiras das 10 às 13 e das 15 às 18 horas.
Já vi, confirmo que vale a pena
ResponderEliminar