Em The Wolf of Wall Street, Martin Scorsese optou pela caricatura em vez do retrato. O filme que chega esta semana às salas de cinema é uma sátira enérgica à futilidade da vida dos corretores da bolsa, que ganham milhões quando ainda não têm maturidade para serem ricos.
Apesar de o filme ser a adaptação do livro de memórias de Jordan Belfort, o filme prescindiu do realismo em favor da caricatura. Não se vá ali esperar um filme saído da 'intelligencia' dos mercados, como o Margin Call ou o Too Big To Fail, porque não é isso que se vai encontrar. Aquilo é um filme sobre a facilidade de se chegar a corretor, apesar de não se ser nenhuma 'intelligencia' em produtos financeiros. O corretor é (e houve alturas em que era apenas isto) um vendedor de sonhos que ganha comissões. O mais complexo que ali se aborda são os IPO, e algumas terminologias técnicas como acções blue chips. É um filme para todos. É tão bom que as três horas não pesam. Scorsese mais uma vez a dar cartas.
Sem comentários:
Enviar um comentário