sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

BPI: Prognóstico ou desejo?

 


 


  



O BPI anunciou o lançamento de uma Oferta Pública de Troca entre algumas emissões de obrigações subordinadas e de acções preferenciais (ambos títulos de dívida) por novo capital do banco. "Este aumento de capital em espécie reforça o rácio de capital do banco (core) para ajudar o banco a pagar antecipadamente ao Estado", diz o banco. O excendente de solidez previsto com esta OPT é de 122 milhões.
O banco liderado por Fernando Ulrich convida assim os credores do BPI a pagarem os Coco´s ao Estado (500 milhões até Março). Na prática a questão irá pôr-se entre um rendimento modesto das obrigações do banco e a valorização das acções do BPI. Uma vez que de credores passam a sócios (accionistas).
No seu melhor entusiamo pelo banco que dirige, Fernando Ulrich diz: "pode ser uma boa oportunidade, mas depende do juízo de cada investidor entre manter títulos cujo rendimento é baixo ou beneficiar da valorização das acções do banco que esperamos que se mantenha no médio prazo".


Como a cotação não é o espelho do optimismo de Fernando Ulrich, o BPI perde hoje mais de 5% em bolsa após a apresentação dos resultados e anúncio de aumento de capital. E basta ver a performance a cinco anos para não ser líquido que a valorização das acções do BPI esteja garantida. E é preciso não esquecer que as obrigações alvo de troca, maioritariamente, vencem em 2017 (daqui a três anos). But, a man's got to do what a man's got to do.


 


*BPI faz OPT (troca) dos seguintes títulos de dívida: acções preferenciais série C (2,6%); obrigações subordinadas com vencimento em Abril 2017 (0,4%); obrigações subordinadas com vencimento Dezembro de 2017 (4,4%) e Títulos de Participação BFN/87, 1ª e 2ª emissões (0,2%) por novas acções. O aumento de capital pode chegar aos 113,8 milhões de euros.


 


 

1 comentário:

  1. O BPI não apresentou prejuízos, apresentou lucros inferiores aos do ano anterior e um pouco mais baixos que as expectativas dos analistas.

    Os últimos 5 anos não são uma boa métrica porque se referem a um período extremamente atípico: não é possível extrapolar para o futuro (se é que se pode fazê-lo em alguma circunstância, de forma segura) com base nesses dados.

    Em suma, é uma proposta honesta porque apresentada como algo a ponderar e não como um qualquer el dorado garantido.

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