A história da co-adopção e da adopção para dois gays que vivam juntos é apenas para eles, as crianças são um mero argumento. Todas as reportagens (campanhas?!) sobre as "famílias felizes" homossexuais só provam uma única coisa: aquela criança fez aquelas pessoas felizes. Mas de maneira nenhuma provam o contrário. Não são os mimos, nem as festas de anos com palhaços, que determinam a felicidade de um filho. Se assim fosse não havia no mundo pessoas deprimidas, drogadas, pessoas infelizes, pessoas que se suicidam. Ou vocês acham que os adolescentes drogados, as pessoas depressivas, as pessoas que se suicidaram, não tiveram mimos, nem festas de anos com palhaços? Muitas tiveram tudo. Tiveram todo o mimo do mundo e todas as festas do mundo. Algumas tiveram tanto que nem souberam lidar com isso. Não é o amor mimado que se dão que determina a auto-estima que suporta toda a estrutura emocional de uma pessoa.
Desde Durkheim (sociólogo) que se sabe que a desintegração é a principal causa de suicídio. Querer dar às crianças a condição de terem dois pais e duas mães é condená-las a uma inevitável diferença. Porque por muito que se esforcem a maioria das pessoas continuará a ter um pai e uma mãe. Essa diferença está muito mais perto de provocar uma situação de desintegração do que o contrário.
Ninguém duvida do amor que se dá, sendo homossexual, a uma criança, mas isso não é condição de nada, já a diferença pode ser.
Ver as coisas pelo lado do amor paternal que se tem para dar é vê-la pelo lado mais superficial, mas a estrutura emocional de uma pessoa é muito mais complexa do que isso. Tem muito mais a ver com a auto-estima que se proporciona do que com o amor e mimos que se dá. A educação não é uma ciência certa, que se rege por uma relação de causa efeito.
Outra falsa questão é a história de que a co-adopção pretende salvaguardar que uma criança, filha de alguém gay, possa ser entregue ao outro com quem a pessoa vivia. É uma falsa questão por dois motivos: primeiro porque há já a figura jurídica da tutela, pode sempre ser tutor dessa criança. Mas se isso não bastar, essa outra pessoa, se quiser pode adoptar a criança depois de ela ficar órfã. Desde que seja menor de idade.
Parem com falsos argumentos. O PSD e o CDS terão sempre a certeza que se aprovarem isto perdem uma grande parte do seu eleitorado. Se travarem perderão outra parte. Mas não se esqueçam de uma coisa, a maioria das pessoas a favor das questões fracturantes são de esquerda, e já estão noutros partidos.
Todos os deputados, que se tornam tal, sabem que a disciplina de voto é uma regra a cumprir. A liberdade de voto é apenas uma excepção.
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