Sampaio da Nóvoa é de esquerda e de todos os portugueses. É a favor da reestruturação da dívida mas sem romper com o tratado europeu. É socialista, representa a esquerda, mas não representa o PS, é independente e "é livre", diz. Livre de quê?
"Este ciclo político que agora se abriu", disse repetidamente na entrevista à SIC Notícias, numa clara alusão ao Governo de Costa que emanou de pactos parlamentares, mas não de coligações pós-eleitorais. Como quem envia um recado à esquerda (de que diz não contar com o apoio) de que vai fazer o possível e o impossível para manter o Governo nas mãos do PS.
Conclui com palavras como Liberdade e Esperança, palavras que ofuscam (como não ser defensor delas), mas que não querem dizer muito. São estes os seus slogans: Liberdade e Esperança. Pode ser que façam sentido para o senhor, mas na verdade de que está a falar? Liberdade é ter autonomia financeira, e esperança também precisa da autonomia financeira e do crescimento económico. Será isso de que fala? Mas depois fala de igualdade. Mas igualdade é logo uma coisa que ameaça a autonomia financeira e o crescimento económico. Para já não falar de que a igualdade mata a esperança. Ainda me lembro de ir a Cuba e os cubanos na sua ditadura da igualdade não poderem aspirar a nada.
Talvez Sampaio da Nóvoa estivesse apenas imbuído daquele lirismo que ataca mentes medianas. Sou livre, sou livre, viva a esperança! Só lhe faltou aquele cliché que pulula por alguns murais do Facebook: Viva la vida!
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