Não sou especialistas em blogs, mas sei, porque aprendi, que não devemos repetir os temas, pois esgotam-se. É verdade, mas não resisto.
Assim, e ao abrir esta excepção, parece-me importante pôr os pontos nos "i" e, de uma vez por todas, colocar um ponto final parágrafo nesta já longa novela.
Há um governo aritmeticamente legítimo mas que, moralmente, não teve a confiança da maioria dos portugueses. Também é verdade que Portugal necessita de estabilidade. Seja como for, e como o Partido Socialista não quis ou não teve a coragem de apresentar uma moção de confiança, coube aos partidos da oposição, e legítimos vencedores do sufrágio de 4 de Outubro, apresentar uma moção de rejeição a este governo, que naturalmente não passou.
Há, todavia, no contexto deste episódio parlamentar, um dado a salientar e que me parece politicamente bem interessante. A abstenção do PAN!
Será que o voto ou não voto do deputado André Lourenço e Silva é importante? Costa sabe que sim. O Primeiro-ministro sabe que não pode contar com o PCP (e por arrasto com os Verdes) e, desta forma explicam-se as bastantes disposições em prol dos objectivos deste singular partido que surgem no vastíssimo programa de governo.
António Costa é hábil. E sabe exactamente que graças à "bipolaridade" da CDU os votos do PAN são fundamentais. Efectivamente os votos dos deputados do PS, do Bloco e do PAN são o q.b para o salvar de maiores dissabores!
Com esta atitude André Lourenço e Silva mostrou ser um excelente político e o PAN um partido a dar cartas no xadrez político. É a importância da singularidade. Até porque, em democracia, por um se perde e por um se ganha!
Nota:
Não tenho simpatia nem antipatia por este projecto político. Por exemplo, e mesmo não sendo aficionado, sou a favor das nossas tradições culturais, e, como ribatejano, portanto defendo a tradição taurina. Sei porém, que há boleia disto, que um dia estas e outras tradições, a pesca, a caça, etc., possam estar ameaçadas.
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