sábado, 14 de novembro de 2015

A resposta eficaz a Paris

É preciso pôr todas as empresas de comunicação por via virtual, a filtrar as mensagens (e não me venham com direitos e liberdades fundamentais, que se lixe a privacidade). É o chamado combate à radicalização online, e é essencial para combater o ISIS. Não esquecer que não há liberdade sem segurança.


A Europa tem que abdicar desses pruridos como liberdades fundamentais, privacidades, e precauções com as minorias e refugiados. Não se consegue evitar o terrorismo se temos por bandeira o medo de ser considerado xenófobo ou racista só porque queremos controlar os imigrantes que vêm da Síria. Reparem que toda a gente achou uma atitute insensível quando se levantou o problema de poderem estar membros do ISIS entre os refugiados que entravam ilegalmente pela Grécia. As pessoas que o disseram foram acusadas de fascistas. Hoje veio a notícia que um dos terroristas que atacou Paris nesta sexta-feira, era precisamente um refugiado sírio que entrou pela Grécia. Um dos atacantes tinha passaporte sírio e entrou na UE pela Grécia como refugiado.


Não nos podemos esquecer que os grandes inimigos desta ideia (que tem cada vez mais força) de criação de um califado, foram os principais chefes de Estado (líderes seculares) que foram depostos na chamada Primavera Árabe (que fez um favor ao Jhiadismo global), que na altura foi elogiada e difundida pelos políticos e jornalistas ocidentais (Europa e Estados Unidos). As vozes moderadas podem muitas vezes ser peneiras que tapam os radicais que crescem na sombra.


Agora é preciso fazer o controlo de contas bancárias para cortar o circuito financeiro do ISIS. 


O mercado negro do petróleo tem de ser combatido a nível internacional, com alianças aos países árabes, e a outros.


O mercado negro de artes antigas têm de ser neutralizado. Tem de ser vigiado.


Depois o discurso de resposta a este ódio não deve ser um discurso de retaliação, de declaração de guerra, porque isso lhes dá força às suas atrocidades. Ser cristão com os terroristas do ISIS é o que mais os deixa sem força. Perante uma catástrofe de terrorismo ter um discurso cristão. Deus perdoa-lhes que eles não sabem o que fazem. As imagens em França de resposta aos ataques de sexta-feira 13, deviam ser uma missa gigante, com eco no mundo, com os franceses a rezar em eco. Isto retiraria ao ISIS a sensação de vitória em cada ataque.


Não quer dizer que a seguir não bombardeiem tudo e todos do ISIS, e que façam a guerra contra os seus alvos principais, mas mediaticamente dar a ideia de que cada ataque faz crescer a fé cristã, é mais inteligente do que os políticos (chefes de Estado) que perante os ataques terroristas declaram guerra ao ISIS, o que é impossível, porque o ISIS é tudo e não é nada, portanto declarar guerra ao ISIS radicaliza a guerra desigual e legitima a vingança.


Ao contrário dos muitos analistas, sou contra a intervenção dos aliados no terreno, porque é isso que eles querem: Criar mártires da guerra santa.


O mundo tem de se aliar contra estes terroristas.


* Afinal subiram para dois os terroristas que vieram como refugiados da Síria para a Europa.


 



 


 

1 comentário:

  1. Olá Maria.

    Respondo-lhe por aqui, porque me dá a Liberdade de ter 4300 caracteres :). O Twitter é muito menos generoso. E espero conseguir que texto não seja demasiado confuso, já que foi escrito em 2 dias.

    É óbvio que o Pat Condell é, não só ignorante como extremista. A única razão porque lhe mandei o Tweet foi para lhe mostrar que existem extremistas, até nos Ateus. O problema é que ele também é infelizmente, ouvido por muita gente, principalmente no Reino Unido.

    Eu, sendo Ateu/Agnóstico, pragmático e cínico, revejo-me essencialmente na Ciência.

    Sigo há muitos anos, algumas das mentes mais brilhantes que existem hoje, e olho para a Religião como uma necessidade que o ser humano (mais ou menos iletrado) tem de explicar o que não entende ou considera mais fácil entregar a uma entidade divina. Porque não quer ou não sabe questionar.

    Não sendo Marxista (nem de perto), revejo-me muitas vezes numa frase de Karl Marx: "A Religião é o opio do Povo".

    A verdade é que, como humanos, andamos há milhares de anos a matar-nos uns aos outros em nome de Deus. Ou melhor, de Deuses.

    Allah e Cristo (os 2 últimos representantes de Deus, até agora) regem a nossa vida há + de 2000 anos. Antes de isso matámos-nos por:

    Zeus, Atena. Afrodite, Ares, Hades, Hera, Poseidon, Eros, Héstia, Apolo, Artemis, Deméter, Dionísio, Hermes, Hefesto, Crono, Perséfone, Éris, Amon, Anúbis, Atena, Anuket, Atón ....

    A lista é histórica e arqueológica. E quase interminável.

    Por isso lhe digo que a Religião não é o cerne do problema que temos hoje em dia.

    O problema é a falta de educação por um lado, e a ganancia e hipocrisia por outro.

    Os Sauditas que proíbem as mulheres de guiar, votar, falar, vestir-se como lhes apetece, mas que passam férias no Mónaco em hotéis de luxo com prostituas e álcool, ou os Aiatolas que dominam do mesmo modo um dos povos mais simpáticos e letrados que já conheci (Persas ou Iranianos, como lhes quiser chamar) ao mesmo tempo que vivem em luxo e deboche, são a base do problema. Já para nem falar dos Paquistaneses, com as suas bombas atómicas e controle sobre a água de que dependem milhões de seres humanos e que apoiam desde há muito a Al Qaeda. Ou os Turcos interessados em cometer mais um genocídio (o do Povo Curdo)

    Tenho o prazer de ser amigo desde miúdo, de Muçulmanos que fazem extraordinárias chamuças e que me enchem o coração com amizade e amor, ou de Iranianos fantásticos que vivem em Portugal desde que Khomeini os obrigou a fugir para poderem ser livres.

    Nunca a religião foi tema de conversa. Olho para eles como olho para os meus vizinhos de baixo (Cambojanos) ou do lado (Vietnamitas).

    Olho para eles como Seres Humanos.

    Leia este artigo do Derek Beres (http://bigthink.com/21st-century-spirituality/is-religion-to-blame-for-paris-and-beirut ) que dá uma simples e compreensível explicação da guerra entre Xiitas e Sunitas. Dá para perceber porque é que ESTE Irão não é solução.

    E este artigo da Wikileaks (info do Edward Snowden) (http://www.esquire.com/news-politics/politics/news/a39727/paris-attacks-middle-eastern-oligarchies/) que mostra a hipocrisia do nosso Ocidente, porque somos dependentes dos petro dólares e das guerras económicas por eles geradas.

    Ou este do Simon Oxenham (http://bigthink.com/neurobonkers/to-fear-is-human-but-to-allow-our-fear-to-blind-us-is-to-let-the-fearmongers-win) que nos chama à razão de que precisamos neste momento.

    Se quiser perder mais um pouco de tempo, perceba de onde vieram as armas quase todas que por aí andam a matar, e a razão porque Putin defende Assam.

    Acabemos com as mesquitas extremistas (mas outras hã-de aparecer), corramos com os Xeiques Extremistas (como defende a Le Pen), concordo com tudo isso.

    Mas não façamos disto uma guerra Islamo/Cristã. Porque não é, e se formos por esse caminho grande parte da Humanidade vai ac

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