
Os cães não se dão bem com os gatos! Ora, sendo verdade esta imagem parece ser uma utopia. No entanto, não o é. A verdadeira paz não existe, procura-se! Por outro lado, mais do que uma utopia, ela é uma lição, justifica a importância dos diálogos ecuménicos e de sabermos dialogar com o outro.
É o outro que permite a nossa existência. Porque, como escreveu Emmanuel Mounier, filósofo cristão e personalista francês, “o acto de amor é a mais forte certeza do homem, o “cogito” existencial irrefutável".
Tradicionalmente, o termo religião, na sua etimológica, portanto, latina, que dizer religare, ou seja, tendo como objecto religar "o homem a Deus". Porém, como diz um especialista, é "uma ideia bonita...mas sem fundamento. Etimologia falsa, embora cheia de boas intenções".
Como não sou especialista em etimologia, mas parto do principio utópico que as palavras tem, deverão ter, um significado ideal, e olhando novamente para estes arqui-inimigos abraçados, peço a Deus (ou será aos deuses?) que as religiões nos religuem numa paz perpétua, que os acontecimentos da semana passada denegriram.
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