Lembro-me sempre da expressão criada por Hannah Arendt, a banalidade do mal, para contextualizar as relações humanas em contextos adversos. Segundo a filósofa judia alemã, naturalizada norte-americana, Adolf Eichmann não possuía um histórico de traços anti-semitas e não apresentava características de um carácter distorcido ou doentio. Agiu segundo o que acreditava ser o seu dever, cumprindo ordens superiores e movido pelo desejo de ascender na carreira profissional, na mais perfeita lógica burocrática. Cumpria ordens sem questionar, com o maior zelo e eficiência, sem pensar sobre o Bem ou o Mal que pudessem causar.
A banalidade do mal é contagiante? É. Podemos sempre dizer que o bem também é contagiante? É. Mas num contexto adverso, o bem tem menos força de contágio.
O mal existe e está sempre ligado ao ódio provocado pela inveja, pelo preconceito, e pelo complexo de inferioridade. Mas depois existem as metástases do mal, que na tese de Arendt se aplicava a Eichmann, que não tendo esse sentimento, tinha o seu desejo pessoal de subir profissionalmente e por isso cumpria as ordens do mal.
Mas há mais metástases do mal: a banalidade da cobardia na adversidade. "A adversidade descobre as virtudes".
É tão banal que "na adversidade se conhecem os amigos" que até se tornou provérbio popular.
Contra a adversidade só a coragem.
"A adversidade faz heróis"
Nós percebemos a quem se refere. Só que fala muito e nao convence. Só cai quem quer. Basta ler os escritos que digam respeito ao amigo JM Ricciardi. Ou a noticia em que desmentia um colega do seu próprio jornal, para o afastar do seu caminho e que levou a que lhe colocassem (a si) um processo disciplinar. Sabe, para dar lições de moral é preciso te-la.
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