sexta-feira, 7 de março de 2014

Uma (pertubadora) questão de bipolaridade



Há alguns anos recordo-me de ter visto um polícia em serviço completamente embriagado. Aos tombos, caído na sarjeta. A situação era alarmante: era um ofensa para todos, em particular num país onde as fardas tinham (e ainda tem) enorme peso, como era (como aliás é fácil de se entender) um evidente perigo para a segurança pública. Hoje o cenário é felizmente diferente, pelo que exigimos que actuem em conformidade com aquilo que representam: a ordem e a lei!


Assim, e digam o que disserem, os efeitos de uma manifestação de polícias ou de outras forças de segurança é um paradoxo e, neste sentido, uma perfeita anormalidade, até por que eles, por juramento, tem consciência disso!


 


Nada tenho contra o associativismo, nem tampouco me preocupo minimamente que os policiais procurem defender os seus interesses, eles não estão pela farda que vestem imunes ao quer que seja. Porém, por uma opção de vida (aliás muito honrada), eles sabem que não "jogam no mesmo campeonato" que os seus demais concidadãos, pelo que os seus direitos enquanto cidadãos estão limitados!


 


Finalmente, para terminar, perante as imagens que vimos ontem nas escadarias da Assembleia da República - que para efeitos práticos resultou numa espécie empate técnico, i.e., em que uns fazem o que seguramente os outros fariam - tudo se resume, ao fim e ao cabo, numa perturbadora questão de bipolaridade!


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