A dia 10 de Abril de 2014 realiza-se a Assembleia Geral da EDP.
Os chineses da China Three Gorges, maiores accionistas da EDP com 21,35%, querem reduzir os custos com os órgãos sociais da EDP e aumentar a sua influência junto da gestão da companhia (o que não é nada absurdo tendo em conta que pagaram cerca de 3 bi de euros para entrar numa empresa para qual não têm sequer poder para escolher o presidente executivo).
Este mandato da equipe de António Mexia acaba em 2015 (curiosamente o mandato da gestão do BES também), e os chineses vão querer ter um papel importante na definição da gestão executiva da EDP no próximo mandato. Para isso terão de ser alterados os estatutos da empresa (em AG). O que exige uma maioria de dois terços.
Já foi notícia que a maior accionista da EDP vai propor aos outros investidores de referência a redução do número de membros do conselho geral e de supervisão (CGS), hoje presidido por Eduardo Catroga (que vai sair!), e está no horizonte também a mudança do modelo de ‘governance', para o clássico Conselho de Administração (em vez do CGS) e Comissão Executiva. Hoje a gestão executiva da EDP é escolhida pela Assembleia Geral, contra o que diz o Código das Sociedades Comerciais.
Portanto, como se poderão processar as mudanças na EDP que os chineses querem? Com votos na Assembleia Geral.
Como se poderão travar as mudanças que os chineses querem? Com votos na Assembleia Geral.
Tendo isto como pano de fundo o que vos parece estas compras súbitas de acções EDP?
O Capital Group comprou em Março 6.529.070 ações da EDP, passando a deter uma participação qualificada de 370.584.953 ações, representativas de 10,13% do capital social da EDP e 10,13% dos respetivos direitos de voto.
BES compra acções a 6 de Março e reforça posição na EDP para 0,05%
Mais compras de acções EDP são esperadas nos próximos dias.
Sem comentários:
Enviar um comentário