quarta-feira, 25 de abril de 2012

Recordar para viver


 


Há uma coisa em todos somos  iguais, sejamos rico ou pobres, de esquerda ou de direita...todos sem excepção acabarmos por morrer. É a lei da vida. Resta-nos pois, para os que ficam, recordar, sublimar a vida, a obra e a herança de quem partiu. O luto mais do que a dor ou a privação, é um exercitar da memória, em que deveríamos perpetuar a vida de quem parte. O luto é (por assim dizer) uma pedagogia: com a morte ( e/ou o que fica dela) deveríamos aprender a viver; com a obrigação de transmitir aos vindouros esses exemplos de vida - mesmo de quem tenha "vivido mal", porque um mau exemplo deve também ser recordado!


 


Hoje de manhã tive conhecimento da morte (já expectável) de Miguel Portas. Este obituário deve-se a isto mesmo. Porque apesar de não ter por ele simpatia política nem ideológica, sempre reconheci nele, no que defendia, no seu percurso de vida e, em particular, nesse exemplar exercício de cidadania, um imenso humanismo que deve ser neste tempo de "luto colectivo" recordado! E recordando-o, seguindo os nossos caminhos divergentes, vivemos!

1 comentário:

  1. Eis uma bela homenagem, sentida e a qual subscrevo na integra. É bom ver blogues que estnado no espectro contrário ao pensamento de Miguel Portas reconhecem o valor, o humanismo, que este Homem teve. Parabéns por este post.

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