Carta de Helena Vieira da Silva a Mário Cesariny
Querido Mário, se uma palavra minha o ajudasse, mandava-lhe mil. Mas lá bem posso lutar com o seu demónio. Saio vencida. Se o Mário me ouvisse... para quê procurar assim o sofrimento? Ele existe por toda a parte, neste nosso pobre corpo doente que vai morrendo dia a dia. Não lhe chega esse? Não lhe chega a sua imaginação, precisa de provas? Ai de nós e da nossa loucura sempre presente, sempre a lutarmos com ela até à morte. Não é fácil viver, mesmo quando parecemos equilibrados.
28 de Janeiro de 1965
segunda-feira, 2 de março de 2009
Carta de Helena Vieira da Silva a Mário Cesariny
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