terça-feira, 27 de outubro de 2015

O que é natural é bom, o que não é...


Não há slogan mais banal e ao mesmo tempo tão verdadeiro que este: o que é natural é bom. Eu aperfeiçoaria para o que é natural é verdadeiro. Defensora como sou das regras da natureza  em tantas coisas – prometo não falar das leis que a esquerda se prepara para levar ao Parlamento, uma vez que não servindo de nada os meus alertas perante um hemiclo com mais deputados de esquerda do que de direita, então mais vale não os fazer. Resta-me sempre aquela frase: pai perdoa-os, eles não sabem o que fazem – não podia deixar de ser também na alimentação.


Vem isto a propósito do relatório sobre cancro da Organização Mundial de Saúde que conclui que as carnes processadas são cancerígenas. Mais concretamente, segundo o documento, 50 gramas de carne processada por dia, o equivalente a duas fatias de bacon, aumentam a chance de desenvolver cancrocolorretal em 18%. Nisto eu acredito. Salsichas, enchidos, fiambre, bacon, presunto, todos os fumados, são de evitar. 


Mas já em relação à carne vermelha, onde a Agência Internacional de Investigação do Cancro inclui a carne de vaca, de borrego ou de porco, que a OMS classificou como sendo “provavelmente cancerígena nos humanos”, deixa-me de sobreaviso. Até porque "provavelmente" é muito pouco fiável para uma organização com aquela credibilidade. A não ser que esse risco surja das rações que comem, a carne de boa qualidade em si não pode matar os humanos, tenho as maiores dúvidas, uma vez que os humanos foram feitos para comer carne (entre outras coisas), e a natureza, para bem ou para o mal, é soberana. Só se for na terceira idade que a carne possa fazer mal. O homem era caçador na origem, o homem é caçador por natureza, não nos podemos esquecer.


Quanto a mim, continuarei a comer bifes, enquanto puder pagar e puder escolher a carne pela sua qualidade. Os enchidos quase nem lhes toco. Nunca fui fã, e nunca abusei de carnes processadas porque não adoro. 


Mas tenho muitos amigos gourmets à antiga portuguesa, que adoram os pratos de enchidos com vinho tinto, e não falham um presuntinho.


Hoje, mal acordei lembrei-me de um grande amigo fã de comezainas. Liguei-lhe a dizer que as suas morcelas fritas estavam na lista negra da OMS. Respondeu-me: São uns possidónios!


É bem visto.

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