quarta-feira, 14 de outubro de 2015

O PS de António Costa quer ir para o Governo custe o que custar, mas nem os emigrantes convenceu

 



O PS quer formar um governo sozinho (muito minoritário) mas com um pacto de aprovação dos orçamentos quer da CDU, quer do Bloco de Esquerda. Como diz Bagão Felix um casamento com separação de programas. Ora como é que António Costa pensa garantir a estabilidade (a prazo) com um pacto de aprovação do OE? Esse pacto tem validade jurídica?


 António Costa, num acto de tirania, quer assumir à força o Governo. O que explica que as negociações com a PaF (PSD/CDS) não passem de uma representação (exige que a coligação adopte o programa de Governo do PS).


O resultados dos votos dos emigrantes voltam a reforçar a maioria da coligação. PàF foi a lista mais votada, com o melhor resultado desde 1991. O PSD+CDS têm agora 48% dos 230 deputados, ficam a 9 da maioria absoluta. Como é que o PS (que com a CDU e com o BE fica com 6 deputados a mais do que a coligação) se atreve a querer ser Governo? Os emigrantes deram três deputados à coligação e apenas 1 ao PS.


É extraordinário o resultado do círculo eleitoral da Europa mesmo tendo o Governo apanhado por tabela com a contestação dos lesados do BES. O que reforça ainda mais a ideia que a coligação é a escolha dos portugueses para governar. 


Esta atitude de António Costa é uma falta de respeito pelos eleitores. Por outro lado o BE e a CDU revelam um oportunismo que não joga a favor das suas ideias de base.


Dúvido mesmo que Cavaco Silva aceite indigitar António Costa a formar governo. Suspeito que vamos ter um Governo da coligação a gerir com duodécimos até meio do próximo ano, que vamos para eleições antecipadas e se assim for suspeito que António Costa vai ser dizimado nas eleições.


 


 

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