Enquanto uma esquerda totalitária, em nome de uma suposta tentativa de golpe de estado, está nas tintas para a greve de fome de um activista - o rap está (neste caso) para Angola como o Zeca Afonso e outros estavam para a ditadura salazarista. Hoje, em Portugal, salva-nos a democracia, que goste-se ou não, ainda nos deixa rir. No entanto há limites que, não raras vezes, tornam a fácil. Ou seja: Se a greve de fome de Luaty Beirão poderá levar, em último grau, à morte do rapper e activista luso-angolano, o que levou muitos a pedirem clemência ao manda-chuva angolano, José Eduardo dos Santos, por aqui, no seu timbre habitual, o Inimigo Público tentou fazer rir quando, ao brincarem com a ambição de Costa, escreveram que ele "faz greve de fome até ser empossado de Primeiro-Ministro". É uma piada que, graças ao timing dos humorista, se torna fácil, e sem graça alguma. Porque, e se a democracia permite felizmente humor, deveria, do mesmo modo que a permite, impor aos os humoristas uma boa dose de bom senso. Fazendo que, pela comparação entre o real e o cómico, a chalaça perca a sua graça!
Discordo de ti. Tem imensa graça a piada do Inimigo Público.
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