É um facto numérico que há mais deputados da esquerda e centro esquerda do que da direita e centro direita. São os números. Também é um facto que a coligação perdeu 700 mil votos e 26 deputados. No entanto custa-me compreender a posição de João Cravinho para quem está “completissimamente excluída” a coligação entre PS e PSD/CDS". Argumentou inclusive, i.e., num certo cenário – creio que só nos seus sonhos e nos meus piores pesadelos – que é possível um entendimento entre o PS e os partidos à sua esquerda.
Bem sei que vivemos tempos diferentes e que o Verão de 75 já lá vai, seja como for esta amnésia que parece pairar no Largo do Rato assusta-me. Assusta, e de que maneira, esta machadada na nossa democracia, i.e, fazendo tábua rasa da própria história do partido. Daí que – e felizmente que ainda há gente lúcida nessa área político-ideológica – tire o chapéu a Joaquim Aguiar que, tal como eu, defende um Governo de "bloco central" (incluindo o CDS-PP), e, sobretudo, quando argumenta que os socialistas arriscam-se a transformar-se num “partido gillette que corta à esquerda e à direita”.
O futuro do país passa seguramente pelo partido socialista. Só falta eles terem visão.
Rui Ramos a dar-me razão
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