segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Aritmética e caos


 O que se passa na actual situação política portuguesa é uma questão de aritmética, ou seja, de facto há mais eleitos na esquerda do que na direita. Porém foi a coligação que ganhou, e por isso deveria de formar governo.


Não sou especialista em direito constitucional, porém, como está no fim do seu mandato, as acções que Cavaco poderia ter – finalmente poderia ter uma acção de relevo – estão legalmente limitadas, e só com a tomada de posse de um novo Presidente da República, as coisas poderão ficar mais esclarecidas. Ora, o país não pode ficar em “banho-maria” até à tomada de posse do novo inquilino do Palácio de Belém. E a esquerda sabe disso. Porém a dita esquerda democrática deveria ter consciência da sua responsabilidade interna e sobretudo externa. Há, no PS, quem saiba disso e o tenha demonstrado: Sérgio Sousa Pinto, Francisco Assis e outros já o demonstraram. Porém o problema chama-se António Costa, que instigado por uma “cambada de dinossauros” mortinhos de voltarem a ter os seus estatutos, de resolverem as questões do seu foro pessoal que ficaram pendentes durante os últimos anos, acha-se o futuro Primeiro-ministro de Portugal.


 


Porém neste jogo perigoso que Costa quer levar avante, namorando as esquerdas mais radicais, a aritmética é outra.


 


Neste cenário 1+1+1 não é 3. É uma catástrofe. Onde tudo o que foi feito nos últimos anos, para voltar a pôr Portugal no eixo, vai pelo cano e, tal como na Grécia, teremos a troika implantada de pedra e cal!

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