domingo, 11 de março de 2012

Cuba do Século XXI

Fui a Havana em 1997 e era a capital de um país com a austeridade comunista que a caracterizava. Mas ao ver este "flashmob" da Unete (imagino que seja uma campanha publicitária) - só a ideia de um flashmob, que é coisa que cheira a ocidente, era impensável em 1997- fez me ver quão diferente está Cuba. Em 1997 era um país onde não se podia aspirar a nada. Era um país sem sonhos, nem ambições. Ninguém podia aspirar a "ter" uma vida melhor. Porque "ter" era um monopólio do Estado. A prostituição era a via possível do enriquecimento ilícito oficiosamente "permitido", porque Cuba estava a empobrecer alegremente desde o fim da Guerra Fria  (queda do muro de Berlim), que pôs fim ao "mecenato" da URSS, e por isso precisava das receitas do turismo. Os estrangeiros eram o mal necessário no país e a prostituição a imagem de marca da Cuba turística. Hoje essa Cuba, felizmente, parece estar a desaparecer.


Eis a nova geração de Cuba, em flashmob:


 


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