A Câmara de Santa Comba Dão vai lançar o vinho "Memórias de Salazar" até ao final do ano.
Agora o nome de António Oliveira Salazar até vai escorregar melhor...
Já faltou mais para se fazer justiça ao nome da Ponte sobre o Tejo, inaugurada por Salazar, e roubada pelo 25 de Abril.
http://imprensafalsa.com/376933.html
ResponderEliminarEste pessoal da Imprensa Falsa, não perde uma. Uma observação bem divertida.
ResponderEliminar«Devo à Providência a graça de ser pobre: sem bens que valham, por muito pouco estou preso à roda da fortuna, nem falta me fizeram nunca lugares rendosos, riquezas, ostentações. E para ganhar, na modéstia a que me habituei e em que posso viver, o pão de cada dia não tenho de enredar-me na trama dos negócios ou em comprometedoras solidariedades. Sou um homem independente. Nunca tive os olhos postos em clientelas políticas nem procurei formar partido que me apoiasse mas em paga do seu apoio me definisse a orientação e os limites da acção governativa. Nunca lisonjeei os homens ou as massas, diante de quem tantos se curvam no Mundo de hoje, em subserviências que são uma hipocrisia ou uma abjecção. Se lhes defendo tenazmente os interesses, se me ocupo das reivindicações dos humildes, é pelo mérito próprio e imposição da minha consciência de governante, não por ligações partidárias ou compromissos eleitorais que me estorvem. Sou, tanto quanto se pode ser, um homem livre. Jamais empreguei o insulto ou a agressão de modo que homens dignos se considerassem impossibilitados de colaborar. No exame dos tristes períodos que nos antecederam esforcei-me sempre por demonstrar como de pouco valiam as qualidades dos homens contra a força implacável dos erros que se viam obrigados a servir. E não é minha culpa se, passados vinte anos de uma experiência luminosa, eles próprios continuam a apresentar-se como inteiramente responsáveis do anterior descalabro, visto teimarem em proclamar a bondade dos princípios e a sua correcta aplicação à Nação Portuguesa. Fui humano».
ResponderEliminarDiscurso de saudação e agradecimento ao Porto, em 1949, no Palácio da Bolsa, em 7 de Janeiro, ao inaugurar-se a conferência da União Nacional e a campanha para a reeleição do Senhor Presidente da República.
Sem saudosismos, de qualquer espécie, mas para se reflectir profundamente, pelos contrastes gritantes, em tudo... Ética subjacente, momento e contexto histórico, culto da língua mãe e por ai fora... E só passaram 62 anos!!!